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quarta-feira, 4 de maio de 2011

A filha de Osama bin Laden diz que o pai foi capturado vivo e morto na frente de familiares.

## = ##  Uma filha adolescente de Osama bi Laden assegurou em interrogatório a oficiais paquistaneses que seu pai foi capturado vivo pelas forças americanas nos primeiros minutos da operação e foi executado na frente de familiares. Segundo ela, o líder da al-Qaeda estava no primeiro andar do complexo em Abbottabad, no Paquistão, quando a ação ocorreu.
A versão do governo americano afirma que Bin Laden foi morto nos minutos finais da operação em um quarto no andar superior da fortaleza, onde estava apenas uma de suas mulheres. Segundo as autoridades, ele reagiu e morreu com um tiro no rosto.


Altos oficiais paquistaneses afirmaram ainda à TV saudita Al Arabiya que, além do terrorista, uma segunda pessoa, possivelmente um filho de Bin Laden, foi levada pelas forças americanas. Alguns oficiais afirmam que o menino estava apenas ferido, outros dizem que ele foi morto durante a ação.
População local observa refúgio onde se escondia Bin Laden.
A filha adolescente, de 12 anos, estava entre as oito pessoas presas na casa por forças de segurança paquistanesas. Os membros da família de Bin Laden foram transferidos para a cidade de Rawalpindi, próxima a Islamabad.

Obama enfrenta pressão crescente dentro e fora dos EUA para que prove morte de Bin Laden.
 
##= WASHINGTON - O inimigo mais temido e perseguido pelos Estados Unidos foi anunciado como morto, mas até agora não há nenhuma prova oficial concreta de sua eliminação pelo comando especial da Marinha americana.
Desde o anúncio no domingo à noite da morte de Osama bin Laden, principal líder da al-Qaeda, o governo americano tem divulgado com parcimônia informações sobre a operação em Abbottabad, no Paquistão.
Os relatos oficiais, muitos deles contraditórios, têm gerado críticas e contribuído para especulações sobre a operação. Até agora, nenhuma fotografia ou vídeo do cadáver de Bin Laden - sepultado no mar - foi fornecida pelas autoridades americanas.


Os relatos oficiais, muitos deles contraditórios, têm gerado críticas e contribuído para especulações sobre a operação. Até agora, nenhuma fotografia ou vídeo do cadáver de Bin Laden - sepultado no mar - foi fornecida pelas autoridades americanas.
O suposto teste de DNA, que provaria a autenticidade da identidade da vítima, também continua em segredo.
Na terça-feira, a alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, solicitou aos EUA que sejam revelados detalhes sobre a morte de Bin Laden.
"Esta foi uma operação complexa, e seria útil se fôssemos informados dos fatos precisos em torno de sua morte. As Nações Unidas enfatizam que todos os atos contra o terrorismo devem respeitar o direito internacional", disse a comissária em um comunicado. 

Casa Branca avalia imagens
  A Casa Branca alega que, juntamente com o Pentágono, está avaliando a melhor maneira, e também a melhor hora, para tornar públicas informações que julgar oportunas e necessárias, sem lesar os interesses de inteligência e de segurança nacional, "domésticos e globais", e dificultar "operações futuras".
O diretor da CIA, Leon Panetta, disse que imagens de Bin Laden morto serão reveladas, sem no entanto informar quando. O governo hesita em divulgar fotos consideradas "horrendas", em que o terrorista, atingido por tiros na cabeça e no peito, aparece com o rosto desfigurado.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, avaliou as imagens como potencialmente "incendiárias":
- Estamos analisando se isso servirá a nossos interesses, ou se prejudicará nossos interesses e também os interesses globais - disse, em encontro com a imprensa.
O deputado republicano Mike Rogers, presidente da Comissão de Inteligência da Câmara, saiu em defesa do governo:
- Nós queremos estar seguros de preservar a dignidade de Osama bin Laden, para evitar produzir incidentes no mundo.
Já o presidente da Comissão de Segurança Nacional do Senado, o parlamentar independente Joe Lieberman, apelou à Casa Branca para que forneça fotos do cadáver, a fim de acabar com as desconfianças. O grupo fundamentalista islâmico Talibã aproveitará a falta de provas comprobatórias para questionar as afirmações até agora divulgadas pelos EUA, inclusive os testes de DNA.
- A menos que as pessoas da al-Qaeda reconheçam que Bin Laden está morto, talvez seja necessário publicar as fotos, por mais horríveis que certamente sejam, para acabar com qualquer dúvida de que isso foi uma artimanha - disse Liberman.
Sua colega, a senadora republicana Susan Collins, acrescentou:
- Alguns vão querer sugerir que ele (Bin Laden) ainda está vivo. Podemos evitar isso publicando fotos, vídeos ou o resultado dos testes de DNA.
Um dos dois parlamentares muçulmanos do Congresso americano, o democrata Andre Carson, também deseja que o governo divulgue a foto de Bin Laden morto:
- Ele não só matou americanos, ameaçou as vidas de americanos, mas também de muçulmanos. Penso que, ao publicar essa foto, o governo estará agindo certo - disse ao jornal do Congresso.
Familiares de vítimas do 11 de Setembro também reivindicam a divulgação das imagens.

Vomitando heiiiimmm...

Piada do Dia. = 032\2011


Na rua, vindo de lados opostos uma velhinha com uma moça e um rapaz.
A moça caminhava e vomitava...
e a velhinha lhe amparava... ao se cruzarem o rapaz comenta: "Foi comida!?"
e a velhinha: "Foi, mas vai casar...".

Cubano entra pela quinta vez no Guinness com charuto de 81,80 metros

Castelar trabalhou cerca de oito horas por dia desde 25 de abril para apresentar seu charuto nesta terça-feira.


O super Charuto Cubano: cinco vezes no Guinness


## = ## O cubano José Castelar (Cueto) terminou nesta terça-feira de confeccionar um charuto de 81,80 metros, para colocar seu nome pela quinta vez no Guinness, e já anunciou que espera fazer um de cem metros.

"Cuba é o país onde melhor se colhe o tabaco e enquanto Cueto existir, em Cuba haverá o maior charuto do mundo", declarou à imprensa o homem 67 anos, após apresentar seu "troféu" em um dos salões da fortaleza colonial de San Carlos de La Cabaña, na Baía de Havana.

Castelar trabalhou cerca de oito horas por dia desde 25 de abril para apresentar seu charuto nesta terça-feira na abertura da Feira Internacional de Turismo, dedicada a México e Havana.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ex-aliado de Bin Laden prevê radicalização da al-Qaeda após morte.

 == - * Mentor do líder terrorista diz que al-Zawahiri assume rede e irá vingar morte.
'al-Qaeda considera que foi Paquistão que matou Bin Laden', diz jordaniano. * - ==

France Presse

Um ex-companheiro de Osama Bin Laden diz que o líder terrorista já não controlava a al-Qaeda, e que, agora, a organização passará a ser dirigida pelo egípcio Ayman al-Zawahiri, apontado como número 2 da rede, e que deve optar por posturas mais radicais.
"Ao matar Osama Bin Laden, os americanos deram um pretexto ideal a Zawahiri, que é ainda mais extremista, para executar operações de vingança", declarou Huthayfa Azzam, de 41 anos, filho de Abdalah Azzam, um dos mentores de Bin Laden.
Huthayfa considera que "Bin Laden havia deixado há vários anos de controlar a Al-Qaeda", que "ficou nas mãos férreas do egípcio Zawahiri". "O próprio filho de Bin Laden, Omar, me contou quando decidiu voltar a seu país, Arábia Saudita. Explicou-me que tomou esta decisão porque seu pai estava perdendo o controle da Al-Qaeda", completou o jordaniano de origem palestina.
 
"Ao contrário de Zawahiri, Bin Laden era alguém com quem os Estados Unidos poderiam ter dialogado. Ou por acaso não negocia com palestinos que no passado desviaram aviões ou usaram armas?", questiona.
"Penso que acontecerá um recrudescimento das operações contra o Ocidente e, sobretudo, contra o Paquistão, já que a al-Qaeda considera que foi este país que matou Bin Laden".
Mas Huthayfa não acredita em atentados nos países árabes, já que a rede percebeu que "este tipo de operação prejudicou sua imagem com a opinião pública árabe". Filho do chamado "emir dos mujahedines", Huthayfa se afastou da al-Qaeda há mais de 10 anos.
"Divergências ideológicas me levaram a romper com a al-Qaeda em 1998, mas mantive relações com Bin Laden, que continuava em contato comigo e com minha mãe", explicou. Bin Laden abandonou a Arábia Saudita, em 1984, seguindo os passos de Abdalah Azzam, que morreu em 24 de novembro de 1989 no Afeganistão com dois de seus filhos, na explosão de um automóvel.
Huthayfa Azzam acusou o Paquistão de fazer "um jogo de gato e rato com os Estados Unidos", repassando de vez em quando alguma informação sobre membros da al-Qaeda, mas sem por isso prejudicar de verdade a rede, já que sua estratégia se baseia em fazer durar o máximo possível a 'cooperação' antiterrorista com Washington.
"Os paquistaneses sabem que, quando este problema for solucionado, os Estados Unidos vão lidar com eles, já que são uma potência nuclear que preocupa Washington", destacou. "Aposto que o Paquistão sabe onde está Zawahiri e não vai dizer nada", afirmou, antes de acrescentar que "era impossível que o Paquistão não soubesse que Bin Laden estava em Abbottabad, em uma zona militar".
"Todos os membros da Al-Qaeda que foram detido ou mortos estavam em zonas militares paquistanesas", afirmou Huthayfa.
A comunidade internacional, sobretudo o Paquistão, teme represálias de células da Al-Qaeda após a morte de Osama Bin Laden.

Aprovação de Obama sobe 9 pontos após morte de Bin Laden, diz pesquisa

Morte de Osama Bin Laden...Jogada de marketing eleitoral para elevar o moral político de Obama!...
"Antes tinha 40% de aprovação entre os americanos...agora 76%..."





## = ## Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Pew Research Center e pelo jornal "The Washington Post" revela um aumento dos índices de aprovação do presidente americano, Barack Obama, imediatamente após a morte do líder da rede Al-Qaeda, Osama bin Laden.

Os resultados da pesquisa -realizada na noite de segunda-feira, menos de 24 horas depois de Obama ter anunciado a morte de Bin Laden em uma operação de forças especiais americanas no Paquistão- revelam que 56% das pessoas consultadas aprovam a atuação do presidente.

Segundo o "Washington Post", o resultado representa um aumento de nove pontos percentuais em relação a uma pesquisa anterior, feita em abril também em conjunto com a rede de TV ABC, e é o melhor índice de aprovação recebido por Obama desde 2009.

A pesquisa revela que 69% dos entrevistados aprovam a maneira como Obama está lidando com a ameaça de terrorismo, um aumento de 13 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

Quando a pergunta é sobre a situação no Afeganistão, 60% aprovam a atuação do presidente, aumento de 16 pontos percentuais sobre a pesquisa anterior.

No entanto, apenas 40% dos entrevistados disseram aprovar a maneira como Obama está lidando com a economia, uma redução de dois pontos percentuais sobre a pesquisa de abril.

Os Estados Unidos enfrentam uma lenta recuperação após a crise econômica mundial, com grande deficit e alta taxa de desemprego.

Segundo a pesquisa, houve um aumento de dez pontos percentuais no índice de satisfação dos americanos, chegando a 32%. Apesar disso, 60% dos entrevistados ainda se dizem insatisfeitos com a situação atual do país.

CRÉDITO

Quando questionados sobre a morte de Bin Laden, 76% dos entrevistados disseram que Obama merece crédito e 51% afirmaram que o ex-presidente George W. Bush merece crédito.

Entre os republicanos, 61% disseram que Obama merece pelo menos algum crédito, e 81% puseram Bush na mesma categoria.

O resultado mostra ainda que 97% dos americanos afirmam que as forças militares do país merecem crédito pela morte do líder da Al Qaeda, e 89% dão crédito à CIA (central de inteligência americana) e a outras agências de inteligência.

Quase metade dos entrevistados disse que a morte de Bin Laden os deixa mais confiantes de que os Estados Unidos podem atingir seus objetivos na guerra do Afeganistão e 68% afirmaram que deverá contribuir para a segurança americana no longo prazo.

No entanto, apenas 5% afirmam acreditar que a morte de Bin Laden acaba com a ameaça de terrorismo, e 67% se dizem preocupados com a possibilidade de ataques da Al-Qaeda contra alvos americanos em retaliação.

A pesquisa mostra ainda pouca mudança no percentual de americanos que querem a retirada das tropas de seu país no Afeganistão: 48% são favoráveis à saída dos militares, resultado quase igual aos 50% registrados no levantamento anterior.

Segundo o "Washington Post", a pesquisa foi feita a partir de entrevistas por telefone com 654 adultos e tem margem de erro de 4,5 pontos percentuais.

A população mundial vai passar de 7 bilhões em outubro, diz ONU












## = ## A população mundial deve superar os 7 bilhões em 31 de outubro, e pode chegar aos 10 bilhões até o fim do século, segundo um relatório divulgado na terça-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O texto prevê também que a população global em meados do século será maior do que na previsão anterior, feita há dois anos -- deve chegar a 9,31 bilhões, em vez de 9,15 bilhões. Isso ocorre devido a uma menor mortalidade e maior natalidade do que o previsto.

A data de 31 de outubro para chegar à marca dos 7 bilhões se baseia em cálculos das tendências atuais, mas Hania Zlotnik, chefe da divisão populacional do departamento econômico da ONU, disse que isso deve ser visto "com um pé atrás."

Apesar disso, o Fundo Populacional da ONU pretende iniciar em 24 de outubro uma contagem regressiva com uma série de eventos. O mundo chegou aos 6 bilhões de habitantes em 1998, e em 1º de julho de 2010 tinha 6,89 bilhões.

O relatório projeta que haverá 10,1 bilhões de pessoas no planeta em 2100 -- é a primeira vez que a ONU faz uma estimativa com tanta antecedência. Se a taxa média de fertilidade for de meio filho a mais por mulher, seria o suficiente para chegar a quase 16 bilhões até o fim do século.

Funcionários da ONU disseram que seus dados se baseiam na premissa de que a taxa de fertilidade irá se estabilizar ao longo do século. Numa entrevista coletiva, porém, Zlotnik disse que "a estabilização da população não nos parece muito provável neste momento."

As nações precisam encontrar um equilíbrio entre a fertilidade alta, com um crescimento populacional que sobrecarrega os recursos, principalmente alimentícios, e a baixa fertilidade, que leva ao envelhecimento populacional e abala os serviços sociais, como já vem acontecendo em alguns países europeus.

"Todos os países vão envelhecer se suas populações não explodirem ainda mais do que estão explodindo agora," disse Zlotnik.

Outra fonte da ONU, Gerhard Heilig, disse na entrevista coletiva que a população da China, atualmente em cerca de 1,34 bilhão, vai recuar a menos de 1 bilhão até 2100. A Rússia deve cair dos atuais 143 milhões para 126 milhões em 2050, e para 111 milhões até o fim do século.

Para Babatunde Osotimehin, chefe do Fundo Populacional da ONU, as novas cifras globais "salientam a urgente necessidade de fornecer um planejamento familiar seguro e eficaz às 215 milhões de mulheres que não têm acesso a ele."

EUA usaram técnica de tortura para obter informações sobre Bin Laden

## = ## As informações obtidas pelos detidos nas prisões secretas da CIA [inteligência americana] mediante a polêmica técnica de "afogamento simulado" (waterboarding) ajudaram a traçar o plano que levou ao assassinato do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, admitiu nesta terça-feira o diretor da agência, Leon Panetta.

Em entrevista à rede de televisão NBC que será transmitida nesta terça-feira, mas que já teve trechos antecipados, o diretor ressaltou que as pistas que levaram os serviços de inteligência a encontrarem o esconderijo do líder da Al Qaeda vieram de "muitas fontes", e não só dessa técnica de interrogatório.

"Neste caso, as técnicas de interrogatório coercitivas foram usadas contra alguns desses prisioneiros. Quanto ao debate sobre se poderíamos ter obtido as mesmas informações por outros meios, acho que esta sempre será uma questão em aberto", indicou.

Perguntado se nessas "técnicas de interrogatório coercitivas" se incluía o afogamento simulado, Panetta respondeu: "Correto".

Os críticos do "afogamento simulado" a classificam como tortura. O "afogamento simulado" consiste em amarrar um pedaço de pano ou plástico na boca do prisioneiro e, em seguida, derramar água sobre seu rosto. O detido começa a inalar água rapidamente, causando a sensação de afogamento.

O diretor da CIA, que em breve irá substituir Robert Gates na chefia do Departamento de Defesa, esclareceu que as ordens do presidente Barack Obama na operação exigiam a morte de Bin Laden, e não apenas capturá-lo.

"Isso estava claro. Mas também estava, como parte das regras da operação, que se ele de repente levantasse as mãos e se rendesse, então teríamos a oportunidade, obviamente, de capturá-lo. Mas essa oportunidade nunca foi apresentada", explicou.

Panetta ressaltou, além disso, que o governo paquistanês "nunca soube nada sobre esta missão", pois os Estados Unidos a classificaram como "missão unilateral".

"O presidente Obama tinha deixado muito claro aos paquistaneses que, se tivéssemos provas sólidas de onde estava localizado Bin Laden, entraríamos (em território paquistanês) por ele. E é justamente isso o que ocorreu", explicou o titular da CIA.

Congressistas sabiam do paradeiro de Bin Laden, diz vice de Obama

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


## = ## O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira que 16 congressistas de Washington sabiam, há alguns meses, do paradeiro de Bin Laden, e celebrou o fato de a informação não ter vazado até a operação que matou o líder da rede terrorista Al Qaeda.

"Havia um forte desejo de cumprir essa missão", afirmou Biden em um discurso em Washington, por ocasião do 50º aniversário do Atlantic Council, o centro de estudos dedicado à assuntos de relações internacionais.

"Agora o mundo é um lugar mais seguro, não só para o povo americano, mas para todos", afirmou o vice-presidente, que se disse contente e um pouco surpreendido pelas reações em todo o planeta. "Contudo, a luta continua".

Segundo Biden, a morte de Bin Laden enviou ao mundo uma mensagem clara de que "não há nenhum lugar onde um criminoso pode se esconder". "Os Estados Unidos vão sempre lutar sem vacilo, continuaremos sempre nossos compromissos inexoravelmente".

Foi na manhã da última sexta-feira (29), depois de meses de investigação e vigilância e após também algumas horas de reflexão, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu a ordem para a operação que culminaria na morte de Bin Laden em seu complexo residencial em Abbottabad, cidade localizada a 80 quilômetros da capital paquistanesa, Islamabad.

BIN LADEN DESARMADO

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Jim, Carney confirmou que Bin Laden, não estava armado durante a operação. Repórteres indagaram o motivo, então, da decisão de matá-lo ao invés de apenas capturá-lo e trazê-lo para julgamento em solo americano, por exemplo.

Em resposta, o porta-voz da Casa Branca limitou-se a dizer que "outras pessoas estavam armadas na casa" e que o próprio Bin Laden "ofereceu resistência" antes de morrer.

Carney disse ainda que Obama e as outras autoridades que acompanhavam a ação em tempo real na sala de controle da Casa Branca foram apenas "observadores".

"Todas as decisões foram tomadas no local. Cabia aos que estavam em solo executar o plano".

Saiba mais sobre os Seals, a força de elite dos EUA que matou Bin Laden

O porta-voz disse também que as operações no Afeganistão e o ritmo da retirada das tropas serão determinados "somente pelas condições no campo de batalha" e que a morte de Bin Laden não influenciará estas decisões.

Europeus questionam legalidade da operação para matar Bin Laden

DA REUTERS, EM BERLIM


## = ## Enquanto muitos líderes mundiais aplaudiam a operação norte-americana que resultou na morte de Osama bin Laden, alguns europeus questionaram os Estados Unidos por assumir o papel de polícia, juiz e executor.

"Foi claramente uma violação do direito internacional", disse o ex-chanceler (primeiro-ministro) alemão-ocidental Helmut Schmidt a uma TV alemã. "A operação poderia também ter consequências incalculáveis no mundo árabe à luz de todas as turbulências."

Ehrhart Koerting, ministro do Interior da cidade-Estado de Berlim, disse: "Como advogado, eu preferia ver (Bin Laden) sendo levado a julgamento no Tribunal Penal Internacional."

O jurista holandês Gert-Jan Knoops, especializado em direito internacional, declarou que o líder da Al Qaeda deveria ter sido preso e extraditado para os Estados Unidos. Ele traçou um paralelo com a situação do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, que foi levado a julgamento no tribunal de crimes de guerra de Haia após ser preso em 2001.

"Os norte-americanos se dizem em guerra contra o terrorismo, e que podem eliminar seus adversários no campo de batalha", disse Knoops. "Mas, em um sentido estritamente formal, este argumento não se sustenta."

Reed Brody, consultor da entidade Human Rights Watch, de Nova York, disse que é cedo para dizer se a operação dos EUA foi legal, porque poucos detalhes foram divulgados.

"Gostaríamos de saber quais foram as ordens, quais foram as regras de abordagem. Queremos saber exatamente o que aconteceu (...) e em que os EUA alegam que Bin Laden estava realmente envolvido", afirmou.

"Será que o mundo é um lugar melhor por Bin Laden não estar aí? Pode-se obviamente responder a essa pergunta. Mas será que isso significa que você tem o direito de violar os protocolos de direitos humanos ou o direito internacional para fazer isso? Aí, não."

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu aos EUA que forneçam à ONU detalhes completos sobre a morte de Bin Laden. "As Nações Unidas têm consistentemente enfatizado que todos os atos de contraterrorismo precisam respeitar o direito internacional", afirmou ela.

DESCONFORTO

Em Bruxelas, a comissária (ministra) europeia de Assuntos Domésticos, Cecilia Malmstrom, escreveu em um blog que "seria preferível ver Osama bin Laden diante de um tribunal".

Na Itália, o ex-premiê Massimo d'Alema, da oposição de centro-esquerda, declarou: "Não se celebra a morte de um homem. Talvez se Bin Laden tivesse sido capturado e levado a julgamento, teria sido uma vitória mais significativa."

Vários editoriais na imprensa ecoaram essa opinião. "Nós, europeus, preferíamos que Bin Laden fosse capturado e julgado, porque execuções são contrárias à nossa cultura. Mas a América --onde a pena de morte está em vigor-- precisava atingir o homem que a atingiu tão duramente", disse o jornal esquerdista italiano "La Repubblica".

O mesmo desconforto foi manifestado pelo ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, que evitou usar a palavra "assassinato" ao declarar que estava feliz por Bin Laden ter "sido contido".

O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, afirmou que as ações tomadas foram "legais, legítimas e apropriadas sob todos os aspectos", e vários juristas norte-americanos partilharam dessa posição.

Para Kenneeth Anderson, especialista em segurança nacional e direito do conservador Instituto Hoover, os EUA estão resguardados pelo fato de terem se declarado em conflito armado contra a Al Qaeda. "É legal para os Estados Unidos irem atrás de Bin Laden, nem que seja por ele ter lançado um ataque contra os EUA", disse Anderson, referindo-se aos atentados de 11 de setembro de 2001, cometidos pela Al Qaeda.

E, embora o Paquistão possa se queixar à ONU sobre uma ação realizada em seu território, é improvável que isso aconteça, segundo juristas norte-americanos.

EUA publicarão foto do corpo de Bin Laden "cedo ou tarde", diz CIA.

DA EFE, EM WASHINGTON
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS






## = ## O diretor da CIA (agência de Inteligência americana), Leon Panetta, disse nesta terça-feira não ter dúvidas de que "cedo ou tarde" o governo dos Estados Unidos decidirá publicar uma foto do corpo de Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda morto em uma operação militar neste final de semana no Paquistão.

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Veja fotos das comemorações nos EUA
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Perfil: Osama bin Laden, o homem mais procurado do planeta

"O governo esteve claramente discutindo sobre como fazê-lo melhor, mas não acho que haja dúvidas de que, em última instância, uma fotografia será mostrada ao público", afirmou Panetta em entrevista à rede de televisão NBC.

A entrevista com o responsável da agência de Inteligência dos EUA irá ao ar nesta noite, mas alguns trechos já foram antecipados.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, reconheceu nesta terça-feira, durante sua entrevista coletiva diária, que a publicação das fotos do corpo de Bin Laden poderia ter um efeito "incendiário" por seu "conteúdo forte", o que representa um dos fatores para o governo americano decidir se divulgará ou não as imagens.

"É correto dizer que o conteúdo é repulsivo. Há dúvidas sobre se é apropriado divulgar tais fotografias", disse Carney, referindo-se às imagens tiradas após a morte de Bin Laden durante operação militar americana em uma casa onde o terrorista se refugiava, em Abbottabad, a cerca de 50 km da capital paquistanesa.

No entanto, grupos islâmicos já questionam se Bin Laden realmente foi morto pelas forças americanas. No Afeganistão, o Taleban diz que a notícia da morte é "prematura", e que os EUA "não forneceram evidências suficientes de que ele foi assassinado". O grupo abrigou Bin Laden após os ataques de 11 de Setembro.

Por outro lado, críticos nos EUA dizem que, se divulgadas, tais fotos podem ofender os muçulmanos ou ser exploradas por extremistas. "Nós não queremos divulgar nada que possa ser mal compreeendido ou causar outros problemas", disse John Brennan, principal assessor de contraterrorismo do presidente americano, Barack Obama, à Rádio Pública Nacional.

Autoridades americanas dizem que um software de reconhecimento facial e exames de DNA comprovam que o corpo é mesmo de Bin Laden.

BIN LADEN DESARMADO

Na coletiva, Carney também confirmou que Bin Laden, não estava armado durante a operação. Repórteres indagaram o motivo, então, da decisão de matá-lo ao invés de apenas capturá-lo e trazê-lo para julgamento em solo americano, por exemplo.

Em resposta, o porta-voz da Casa Branca limitou-se a dizer que "outras pessoas estavam armadas na casa" e que o próprio Bin Laden "ofereceu resistência" antes de morrer.

Carney disse ainda que Obama e as outras autoridades que acompanhavam a ação em tempo real na sala de controle da Casa Branca foram apenas "observadores".

"Todas as decisões foram tomadas no local. Cabia aos que estavam em solo executar o plano".

Saiba mais sobre os Seals, a força de elite dos EUA que matou Bin Laden

O porta-voz disse também que as operações no Afeganistão e o ritmo da retirada das tropas serão determinados "somente pelas condições no campo de batalha" e que a morte de Bin Laden não influenciará estas decisões.

Editoria de Arte/Folhapress
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DETALHES DA OPERAÇÃO

A Casa Branca disse ainda que os Seals apenas atiraram "na perna" de uma das supostas mulheres de Bin Laden, mas não a mataram. Ainda ontem (2), o governo americano já tinha desmentido relatos iniciais de que uma mulher teria servido de "escudo humano".

Carney confirmou ainda que o corpo do terrorista foi lavado, posto num lençol branco e lançado numa localização no norte do mar da Arábia. Até ontem o local onde o cadáver tinha sido lançado era somente informado por "fontes do governo", mas não tinha sido confirmado pelo governo de forma oficial.

Quanto às fotos, Carney disse que as imagens registradas têm conteúdo forte e "caráter inflamatório", apontando que os EUA consideram que divulgá-las pode resultar em retaliações contra o país.

"Estamos analisando se isso servirá nossos interesses ou se danidficará nossos interesses e também os interesses globais", disse.

Editoria de Arte/Folhapress