Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
A maior bacia hidrográfica do Brasil e do mundo está em perigo. Segundo a Rede Ambiental Mídia, o avanço dos garimpos ilegais tem aumentado a degradação e o risco de conflitos. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Jornal Hoje Postado em 05 de maio de 2022 às 17h35m #.*Post. - N.\ 10.313*.#
Estudo mostra impactos na maior bacia hidrográfica do Brasil
Um estudo da Rede Ambiental Mídia, formada por cientistas e jornalistas, revelou, a partir de dados públicos, que 20%
da Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do Brasil e do mundo, já
estão altamente impactados por atividades como a mineração e a geração
de energia hidrelétrica. O Jornal Hoje mostrou os detalhes.
Das mais de onze mil microbacias da região, 20% sofrem impactos
considerados altos, muito altos ou extremos. Os rios mais ameaçados são o
Xingu, Tapajós, Tocantins e Madeira. Segundo a pesquisa, quase todos os rios com impactos de alto risco são afetados pela agropecuária.
“A
hidrelétrica, a mineração e o garimpo geram alterações muito drásticas
na água, né? Mudam completamente todo o fluxo, todo o curso de um rio,
que é completamente alterado por essas atividades, então elas tiveram um
peso maior no nosso cálculo do índice. Já a agropecuária, embora ela
seja uma alteração mais entre aspas ''sutil'' aos cursos d'água, ela
ocupa uma área muito maior”, explica Cecilia Gontijo Leal, pesquisadora
da USP/Projeto Aquazônia.
O estudo também alerta que as regiões mais críticas da Bacia Amazônica
são aquelas que sofrem impactos de mais de uma atividade ao mesmo tempo.
21% dos rios pesquisados estão
nessa situação, em que os riscos ao meio ambiente e às comunidades
tradicionais podem ser muito mais graves.
Rio Xingu, no Parque Nacional do Xingu — Foto: Secom-MT
O levantamento também mostra a importância das terras indígenas na proteção dos rios. Em mais de 80% desses territórios, o impacto sobre as bacias foi considerado médio ou baixo. Mesmo assim, o avanço dos garimpos ilegais tem aumentado a degradação e o risco de conflitos.
Uma das regiões mais atingidas é a terra indígena Kayapó, no Sul do Pará.
“Estão
impactando o rio, os peixes, toda a nossa forma de alimentação, toda
nossa forma também de existência, porque no meu povo, em outros povos
também, o rio ele faz parte da nossa cultura”, diz Maial Kayapó,
liderança indígena.
Em livro, físico explica como as estrelas e a observação do céu foram determinantes na geração da vida e na evolução das civilizações humanas - e explica por que considera a Astrologia é uma 'pseudociência'. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Paula Adamo Idoeta, BBC — Londres 03/05/2022 21h14 Atualizado há dois dias Postado em 05 de maio de 2022 às 11h30m #.*Post. - N.\ 10.312*.#
Desde a composição do corpo humano até a construção de grandes
civilizações, devemos nossa existência e nossa evolução às estrelas e à
observação do céu. Os astros, então, têm uma influência enorme na nossa
vida.
Curiosamente, porém, é comum que as pessoas atribuam à posição de
planetas, Lua e estrelas outros "poderes" que, do ponto de vista
científico, eles não têm - como moldar nossa personalidade ou
comportamento.
Quem explica isso é Marcelo Girardi Schappo, doutor em Física Atômica e
Molecular, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e
autor de Astronomia - Os astros, a ciência, a vida cotidiana (ed.
Contexto), livro recém-lançado que aborda a importância dos céus no
nosso dia-a-dia.
Em entrevista à BBC News Brasil, Schappo explica quatro influências
determinantes dos astros na existência humana, e duas que, apesar de
bastante populares, não têm respaldo científico.
Somos 'poeira das estrelas'
A maioria dos elementos que compõem o corpo humano foi formada em estrelas, ao longo de bilhões de anos.
Estamos falando de elementos como carbono, oxigênio, enxofre, magnésio e
a maior parte dos nomes que vemos na tabela periódica, existentes em
estrelas que viveram bilhões de anos atrás e foram continuamente
explodindo e se reconstituindo.
Nesse processo, explica Schappo, as estrelas formaram uma "nuvem
inicial", que deu origem ao Sol - a principal estrela do nosso Sistema
Solar -, aos planetas como a Terra e à combinação de elementos que
permitiu que gases, minerais, água e a vida surgissem e evoluíssem por
aqui.
É um processo que se estende por cerca de 13 bilhões de anos e que permitiu a riqueza de elementos químicos da Terra.
Por isso, estudiosos de astronomia costumam dizer que nós, seres vivos, somos feitos de "poeira das estrelas".
As estrelas, explica Schappo, "fazem um processo de fusão nuclear e vão
juntando esses elementos pequenos, que viram elementos mais pesados.
Esses tijolinhos (elementos) fundamentais à nossa vida aqui vieram do
interior de estrelas, que explodiram ou expandiram as suas camadas
externas e enriqueceram quimicamente o ambiente interestelar. É esse
material que vai acabar se aglomerando e dar origem a novas estrelas,
planetas e novos sistemas onde eventualmente a vida pode florescer."
Construção das civilizações
Para além da base fundamental da vida, foi graças aos céus - mais
especificamente, à capacidade de nossos antepassados em observar os céus
- que pudemos construir as civilizações humanas, afirma Schappo.
Ele se refere especificamente às estações do ano.
As diferentes estações existem - e se opõem nos hemisférios Norte e Sul
- por causa da inclinação da Terra em relação ao Sol, enquanto dá a
volta em torno do Sol.
Como a Terra é inclinada em seu eixo, os raios solares incidem de forma
diferente em diferentes partes do mundo, a depender do momento do ano -
assim, a energia do Sol incide com mais intensidade nos meses de verão e
menos intensidade nos de inverno.
Muito antes de adquirirem esse conhecimento científico, nossos
antepassados aprenderam sobre os padrões climáticos observando o céu. Há
constelações de estrelas que só aparecem no céu noturno nos meses de
verão, enquanto outras são visíveis no inverno, detalha Schappo. Várias
civilizações também identificaram as datas de solstícios e equinócios
(dias com mais ou menos luz diurna no ano), o que lhes permitiu
identificar a troca de estações.
Com esses padrões astronômicos, foi possível se antecipar a períodos de
secas ou chuvas, e perceber os melhores momentos de plantar e colher.
"Se
antever a isso ajudou na transição de um sistema nômade para um
sedentário", em que sociedades puderam se desenvolver e prosperar,
argumenta o físico. "É obrigatório conhecer esse ambiente e esses
padrões da Terra."
Agricultura no período neolítico; foi pela identificação de padrões
astronômicos e as estações do ano que os seres humanos começaram a
estabelecer suas civilizações — Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY/BBC
Por isso, ele argumenta que entender astronomia foi uma "questão de sobrevivência".
Esse conhecimento evoluiu para o calendário - o Gregoriano, que vigora
atualmente, foi criado há 440 anos para acompanhar os pouco mais de 365
dias que a Terra demora para dar sua volta em torno do Sol.
Agora que a humanidade está diante de mudanças nos padrões climáticos
da Terra por conta do aquecimento global, Marcelo Schappo argumenta que o
conhecimento astronômico também será fundamental - por conta de sua
capacidade de analisar os padrões do Sol e a forma como a nossa
atmosfera absorve sua energia.
Das navegações ao GPS
Além de ensinar nossos antepassados a entender os ciclos climáticos, a
observação dos céus foi crucial em outro ponto importante na história
humana: as navegações.
"Muitas navegações e métodos de navegação importantes na história foram guiados pelas estrelas", afirma Schappo.
Uma das estrelas da constelação do Cruzeiro do Sul, por exemplo,
"aponta quase no polo Sul celeste - é um bom indicativo de onde está o
sul, e a partir daí sabe onde estão os outros pontos cardeais", explica o
físico.
No hemisfério Norte, a Estrela Polar, na constelação da Ursa Menor, é usada como indicativo do norte.
Hoje, a nossa navegação via satélite também se apoia no conhecimento
astronômico - tanto no envio de satélites ao espaço quanto na utilização
desses satélites para você definir, no GPS do celular, o trajeto que
vai fazer de casa para o trabalho.
"O sistema do GPS funciona com vários satélites, colocados em órbita da Terra", explica Schappo.
"Quando quero usar meu celular para saber minha posição no planeta, o
que ele (aparelho) faz é trocar informações com esses satélites - e o
sinal leva um tempo para sair do celular, chegar no satélite e retornar.
É com essa diferença de tempo de sinal que ele troca com pelo menos
dois ou três satélites que ele calcula exatamente a posição em que você
está no planeta em latitude, longitude e altitude. Portanto, é uma
superferramenta para navegação aérea, marítima e exploração terrestre."
(VÍDEO: O sol de perto: ESA divulga imagem do astro com resolução mais alta já feita até hoje.)
O sol de perto: ESA divulga imagem do astro com resolução mais alta já feita até hoje
Ciclos biológicos
Nossos ciclos biológicos também são obviamente ligados ao Sol: temos
mais sono nos períodos em que não estamos expostos à luz do Sol, e mais
disposição durante o período diurno, por exemplo.
As plantas também dependem da exposição ao Sol para fazer fotossíntese.
"Existem ciclos nos seres vivos, e a biologia estuda como o indivíduo
muda conforme a época do ano ou do mês, o que pode ter a ver com a
mudança na iluminação, com a variação entre o dia e a noite", afirma
Schappo.
No entanto, essa influência biológica ligada a variações na exposição à
luz do Sol não pode ser confundida com a influência comportamental
geralmente atribuída aos astros, afirma Schappo. "Isso não tem nada a
ver com (a suposição de que) 'a Lua influencia o meu estado emocional'.
Aí a gente começa a transitar por uma zona pseudocientífica", diz ele.
É desses mitos que falaremos agora.
Não é ciência: Astrologia
'Quando você vai fazer um mapa astral, ler um horóscopo, ou acha que
está agitado por causa da lua cheia, que tem que cortar o cabelo em tal
lua, ou que bebê vai nascer na virada da lua, isso não é baseado em
evidências", explica o físico.
"Ou seja, que não pode ser corroborado. A gente acredita nas afirmações
de (Albert) Einstein sobre a relatividade porque é (uma teoria) muito
corroborada. Já quanto a mapa astral, cabelo, nascimento dos bebês -
isso já foi testado por experimentos científicos que mostram que essas
afirmações não têm fundamento. Por isso, chamamos de pseudociência - é
algo que fala de planetas, usa dados astronômicos reais, mas leva a
conclusões que não têm fundamento. Parece ciência mas não é."
Embora tenha grande apelo, astrologia não tem embasamento científico — Foto: SPL/BBC
Um dos experimentos que testaram cientificamente a astrologia foi
descrito pela astrofísica Sabrina Stierwalt no podcast Everyday
Einstein.
No experimento, publicado no periódico Nature, foi conduzido um teste
duplo-cego para averiguar se mapas astrais poderiam descrever nossa
personalidade com precisão. O físico Shawn Carlson pediu a 30 astrólogos
que revisassem o mapa astral de 116 pessoas que não conheciam
pessoalmente.
Carlson deu aos astrólogos três descrições para cada uma das 116
pessoas: uma descrição correta e duas descrições erradas (ou melhor, que
descreviam outras pessoas que não aquelas). E pediu aos astrólogos que
identificassem qual das três era a descrição correta, segundo o mapa
astral.
O resultado é que os astrólogos do experimento fizeram a identificação
correta em um terço dos casos. "Se você recebesse três descrições de
personalidade, (também) teria uma entre três chances de selecionar a
correta", diz Stierwalt. Portanto, conclui ela, os astrólogos do estudo
não se saíram melhor do que se tivessem escolhido os perfis ao acaso.
"A astrologia também não é capaz de oferecer um mecanismo que explique
como ela poderia funcionar. Qual é exatamente a conexão entre as
estrelas sobre a sua cabeça quando você nasceu e se você deve ou não
tomar grandes decisões durante o verão?", questiona a cientista.
Muitos entusiastas da astrologia, por sua vez, argumentam que as
descrições de personalidade ligadas ao zodíaco fazem sentido para si e
acham reconfortante acompanhar seu horóscopo. O importante aqui é
destacar que não há nenhum embasamento científico nele.
Não é ciência: influência da Lua
E quanto à influência da Lua na nossa vida - desde nosso comportamento
até corte de cabelo e nascimento de bebês? Mais um mito, argumenta
Marcelo Schappo.
A princípio, argumentar que a Lua nos influencia diretamente pode até
soar factível. Afinal, a Lua influencia diretamente as marés dos oceanos
da Terra. Se nosso corpo é composto majoritariamente de água, por que
não seria igualmente influenciado pela Lua?
Para rebater, isso é preciso entender como funciona a gravidade.
Estamos falando de uma força que interage entre dois corpos com massa.
Quaisquer corpos. Mas a força da gravidade é mais forte quanto maior for
a massa dos corpos, e quanto menor for a distância entre eles.
"Seguindo esse raciocínio, uma pessoa atrai uma cadeira em uma sala
vazia? Sim! Mas a força de atração desse par é muito pequena, pois as
massas da pessoa e da cadeira são pequenas, de modo que elas não geram
efeitos práticos significativos", escreve Schappo.
No caso da Lua e das marés, a influência gravitacional é grande porque
os oceanos formam uma massa gigantesca em nosso planeta.
Já nossos corpos são muito pequeninos em comparação, e a Lua está muito
distante de nós para exercer um efeito gravitacional significativo, diz
o físico.
"Tanto que uma piscina olímpica, que tem muito mais água que o nosso
corpo, não tem maré", detalha. "Então, na vida cotidiana, o que vai
influenciar o comportamento do meu corpo é a gravidade da Terra."
(VÍDEO: Canadá aprova lei para processar crimes cometidos na Lua.)
Canadá aprova lei para processar crimes cometidos na Lua