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sábado, 20 de dezembro de 2025

Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região

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Estudo identifica camada espessa de rochas sob as ilhas Bermudas que sustenta a região há milhões de anos, sem relação com os mitos associados ao Triângulo.
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Por Redação g1

Postado em 20 de Dezembro de 2.025 às 08h00m
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Voz dos Oceanos chega às Ilhas Bermudas
Voz dos Oceanos chega às Ilhas Bermudas

As ilhas Bermudas, localizadas no Atlântico Norte em uma área popularmente conhecida como Triângulo das Bermudas, permanecem elevadas no meio do oceano há mais de 30 milhões de anos, mesmo sem atividade vulcânica recente. Esse comportamento sempre intrigou geólogos —e agora um novo estudo científico aponta uma explicação para o fenômeno.

Pesquisadores identificaram uma estrutura geológica espessa e incomum sob as ilhas Bermudas, capaz de sustentar o relevo da região sem a necessidade de uma fonte ativa de calor nas profundezas da Terra. O trabalho foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

O que o estudo investigou

Apesar da associação popular com o Triângulo das Bermudas –região famosa por relatos históricos de desaparecimentos de navios e aeronaves–, o estudo não trata de navegação, magnetismo ou outros fenômenos atribuídos ao imaginário em torno do local.

A pesquisa se concentra exclusivamente na estrutura geológica sob o arquipélago das Bermudas, que ocupa apenas um dos vértices dessa área informalmente delimitada.

A partir da análise de ondas sísmicas geradas por grandes terremotos ao redor do mundo, os cientistas conseguiram mapear o subsolo sob as ilhas Bermudas. Os dados revelaram a presença de uma camada adicional de rocha com cerca de 20 quilômetros de espessura, localizada logo abaixo da crosta oceânica e dentro da própria placa tectônica.

Em condições consideradas típicas, a crosta oceânica repousa diretamente sobre o manto terrestre, sem camadas intermediárias. O estudo mostra que, sob as Bermudas, essa configuração é diferente — o que torna a região geologicamente incomum.

Triângulo das Bermudas fica no Oceano Atlântico — Foto: Reprodução/Globo News
Triângulo das Bermudas fica no Oceano Atlântico — Foto: Reprodução/Globo News

Por que as Bermudas não afundaram

O estudo indica que, sob as ilhas Bermudas, existe uma camada espessa de rochas que é ligeiramente mais leve do que o material do manto terrestre ao redor. À primeira vista, a diferença parece mínima, mas, distribuída ao longo de dezenas de quilômetros de espessura, ela se torna suficiente para sustentar toda a estrutura acima.

Para entender, os cientistas usam uma comparação simples: materiais menos densos tendem a boiar sobre materiais mais densos —assim como o gelo flutua na água. No caso das Bermudas, essa camada mais leve funciona como uma base que ajuda a sustentar a crosta acima dela.

Triângulo das Bermudas — Foto: AdobeStock
Triângulo das Bermudas — Foto: AdobeStock

Esse efeito gera o chamado swell oceânico, uma espécie de inchaço do fundo do mar. Na região das Bermudas, o fundo do oceano fica entre 400 e 600 metros mais alto do que nas áreas vizinhas do Atlântico.

Segundo os cálculos do estudo, essa sustentação é suficiente para manter as ilhas elevadas mesmo após mais de 30 milhões de anos sem atividade vulcânica.

Ou seja, as Bermudas não precisam de vulcões ativos nem de calor vindo das profundezas da Terra para permanecer acima do nível esperado do fundo oceânico —a própria estrutura das rochas sob a ilha já cumpre esse papel.

Um legado do antigo vulcanismo

Os autores interpretam que essa estrutura se formou quando as Bermudas ainda eram vulcanicamente ativas, entre 30 e 35 milhões de anos atrás. Parte do magma gerado naquele período não chegou à superfície e acabou se acumulando sob a crosta, onde esfriou e se solidificou, modificando a base da placa tectônica.

Esse material remanescente do antigo vulcanismo segue influenciando a paisagem atual, sustentando a elevação oceânica observada na região.

Por décadas, muitas ilhas oceânicas foram explicadas pela presença de plumas quentes do manto — colunas de material quente que sobem de regiões profundas do planeta. No caso das Bermudas, porém, o estudo mostra que não é necessária uma pluma ativa para sustentar o relevo.

Segundo os pesquisadores, compreender esse tipo de estrutura contribui para diferenciar processos comuns da dinâmica interna da Terra de casos mais raros e extremos.

Triângulo das Bermudas: por que a região ficou famosa

Mistério do Triângulo das Bermudas ganha nova hipótese
Mistério do Triângulo das Bermudas ganha nova hipótese

As ilhas Bermudas ficam em uma área do Atlântico Norte popularmente conhecida como Triângulo das Bermudas, região que ganhou fama ao longo do século 20 por relatos de desaparecimentos de navios e aeronaves. Esses episódios ajudaram a alimentar teorias misteriosas, que vão de falhas inexplicáveis em instrumentos a explicações sobrenaturais.

Hoje, no entanto, pesquisadores apontam que a região reúne fenômenos naturais bem conhecidos, como tempestades tropicais rápidas, correntes marítimas intensas, variações climáticas bruscas e áreas de tráfego marítimo e aéreo intenso —fatores que ajudam a explicar muitos desses relatos.

A descoberta geológica sob as Bermudas não tem relação com esses mitos, mas mostra como, mesmo em uma das regiões mais famosas do planeta, os verdadeiros mistérios ainda estão no interior da Terra.

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Petróleo, China, Doutrina Monroe: o que está por trás da ofensiva de Trump na Venezuela

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Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os interesses vão muito além do combate ao tráfico e incluem fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo, a relação da Venezuela com a China e a intenção de inserir empresas dos EUA no país sul-americano.
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Por André Catto, g1 — São Paulo

Postado em 20 de Dezembro de 2.025 às 07h00m
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Petróleo, China: o que está por trás da ofensiva de Trump na Venezuela
Petróleo, China: o que está por trás da ofensiva de Trump na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem afirmado que não descarta uma intervenção militar na Venezuela, governada por Nicolás Maduro. Nos últimos meses, Washington intensificou operações contra embarcações no Caribe e no Pacífico, reforçando o cerco ao país sul-americano.

Para justificar as ações militares e a pressão econômica, o governo americano alega combater o narcotráfico e rotas de drogas associadas a grupos criminosos ligados à Venezuela. Além disso, descreve Maduro como líder de um regime corrupto e diz agir por questões de segurança regional.

Autoridades dos EUA aplicaram medidas diretamente a familiares de Maduro, ampliaram sanções e promoveram um bloqueio total a navios petroleiros ligados ao país sul-americano — escalando a pressão política e econômica sobre Caracas. Também houve apreensão de embarcações.

Em resposta, o presidente venezuelano classificou as ações como tentativa de golpe e ameaça à soberania, chamando as interceptações de roubo descarado e pirataria naval criminosa. Ele ainda acusa Washington de usar o combate às drogas como pretexto para forçar sua saída do poder.

Mas o que está, de fato, por trás da ofensiva dos EUA? Para especialistas ouvidos pelo g1, os interesses vão muito além do combate ao tráfico e incluem fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo e a relação da Venezuela com a China — principal rival de Trump.

De olho no petróleo

A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido —, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA.

Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, porém, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para extração.

  • 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que limitam operações e acesso a capital.

Nesse contexto, há um claro interesse dos EUA. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela "é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo".

O jornal americano "The New York Times", por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro. Segundo a publicação, Washington tem feito negociações secretas com Caracas, justamente com foco no petróleo.

Para Marcos Sorrilha, professor de história dos EUA na Unesp Franca, o presidente norte-americano tem interesse na produção venezuelana por um motivo principal: reduzir preços internos e, assim, aliviar o custo de vida no país.

"O petróleo venezuelano seria uma estratégia de barateamento do preço do combustível para os americanos. É algo que está nas expectativas de Donald Trump", diz.

Nesse contexto, o republicano atinge dois objetivos simultaneamente: ao buscar favorecer a economia dos EUA, também pressiona a produção e as exportações de petróleo da Venezuela — setor central para a economia do país e para a sustentação do governo de Nicolás Maduro.

Os efeitos iniciais já começaram a aparecer nesta semana. Reportagem da Bloomberg News indicou que Caracas enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, em meio a medidas de Washington para impedir que embarcações atraquem ou deixem portos venezuelanos.

Proximidade com a China

Antes das amplas sanções econômicas impostas pelos EUA à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto do país. O restante das exportações tinha como principais destinos a Índia, a China e a Europa.

Após as sanções, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, usados para quitar dívidas. Nesse arranjo, a China disparou sua participação e desempenha papel central.

"A Venezuela mantém uma relação cooperativa com a China em áreas muito críticas, como petróleo e mineração", destaca Carolina Moehlecke, coordenadora do mestrado profissional em Relações Internacionais da FGV.

A especialista reforça que o gigante asiático, principal adversário comercial dos EUA, tem emprestado dinheiro para a Venezuela utilizando embarques de petróleo como garantia.

  • 🔎 Com isso, grande parte das exportações venezuelanas foi destinada à China. Por meio dos acordos, o país asiático já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto.

Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023.

O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, destaca que Donald Trump demonstra uma intenção clara de "manter os laços muito bem atados" na América Latina, diante do avanço da presença da potência asiática na região.

"A China tem exercido uma influência muito grande nos países latino-americanos, e os EUA não têm interesse nessa aproximação geopolítica chinesa. Então, existem questões estratégicas de toda ordem: geopolíticas, econômicas, geográficas", diz Galhardo, sobre a postura de Trump.

Para o economista, esse movimento também explica a redução das tensões de Donald Trump com o Brasil e a aproximação do republicano com a Argentina, em um gesto de expansão da influência norte-americana na América do Sul.

"De repente, Trump passou a achar Lula um homem bom, né? Isso também acontece porque o Brasil se tornou um dos maiores produtores de petróleo do mundo, está prospectando volumes na margem equatorial, além do Sul do país, e planeja investir na extração de petróleo na África", acrescenta.

Embora o Brasil não esteja entre os 10 países com maiores reservas, é o sétimo maior produtor de petróleo, com cerca de 4,3 milhões de barris por dia, segundo o órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA.

"O mesmo acontece na Argentina: a aproximação dos EUA tem muito mais relação com as reservas de petróleo — especialmente após descobertas em Vaca Muerta — do que com um alinhamento ideológico com Javier Milei", acrescenta Galhardo.
Abertura para empresas dos EUA

Por trás da tentativa de Trump de derrubar o governo de Nicolás Maduro também está a intenção do governo dos EUA de expandir o mercado da América do Sul para companhias norte-americanas, explica Marcos Sorrilha, da Unesp.

O professor lembra de conversas públicas de María Corina Machado, principal líder da oposição a Maduro, com Donald Trump Jr., nas quais ela defendia a abertura do mercado venezuelano a empresas dos EUA.

"Então, há também interesse em expandir parcerias de empresas norte-americanas no mercado venezuelano, não apenas para a extração de commodities e produtos primários, mas também para a exploração de processos e produtos industriais dentro do país", afirma.

Em seu segundo mandato, Donald Trump tem adotado políticas e firmado acordos comerciais para incentivar exportações americanas e ampliar o acesso a mercados internacionais, inclusive com iniciativas para aumentar as vendas de tecnologia a países aliados.

Doutrina Monroe: a estratégia por trás da agenda de Trump

Conforme mostrou o g1, o governo de Donald Trump pretende ampliar o foco na América Latina e reduzir o peso de outros compromissos globais, transferindo parte das responsabilidades a aliados, segundo a nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca no início deste mês.

O plano prevê um ajuste da presença militar global dos EUA para enfrentar ameaças urgentes no Hemisfério, além de recalibrar a atuação em áreas cuja relevância diminuiu para o país nas últimas décadas.

Nesse sentido, o documento menciona explicitamente a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve retomar seus princípios na relação com a América Latina.

  • 🔎 Criada em 1823, a Doutrina Monroe estabelecia que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental seria considerada uma ameaça à segurança dos EUA. Ao mesmo tempo, definia a região como uma área de interesse estratégico prioritário para Washington.

Carolina Moehlecke, da FGV, ressalta que a nova estratégia de política externa dos EUA resgata a doutrina de forma mais ofensiva, "ao estabelecer a América Latina como a região prioritária para sua segurança e prosperidade".

"Além disso, amarra essa prioridade a evitar que a China, principalmente, tenha acesso a recursos estratégicos na região, alguns dos quais a Venezuela consegue fornecer", diz.

Marcos Sorrilha, da Unesp, avalia que a estratégia retoma uma visão voltada à consolidação da hegemonia continental, com o objetivo de afastar concorrentes da região — especialmente a China — e assegurar a expansão dos interesses econômicos dos EUA na América Latina.

Segundo ele, há um paralelo com a política adotada na virada do século XIX para o XX, que buscava a expansão das empresas americanas na região por meio da Open Door Policy (Política da Porta Aberta).

No contexto mais amplo da política externa dos EUA, "esse objetivo era sustentado, quando necessário, pelo uso da força, conclui.

Infográfico mostra cerco dos EUA contra a Venezuela — Foto: Arte/g1
Infográfico mostra cerco dos EUA contra a Venezuela — Foto: Arte/g1


Governo Trump vai aumentar presença militar na América Latina em nova política externa
Governo Trump vai aumentar presença militar na América Latina em nova política externa


Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez
Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

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