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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Petróleo Brent ultrapassa US$ 125 após Trump indicar que manterá bloqueio em Ormuz

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Preço do petróleo saltou mais de 6% nesta quinta-feira (30). Donald Trump disse a empresários da indústria petrolífera que pretende manter o bloqueio naval aos portos iranianos na entrada do Estreito de Ormuz.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 30 de Abril de 2.026 às 09h45m
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Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo — Foto: Getty Images via BBC
Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo — Foto: Getty Images via BBC

O preço do petróleo bruto Brent ultrapassou os US$ 125 por barril (cerca de R$ 624,73) no início desta quinta-feira (30), à medida que a estagnação nas negociações entre EUA e Irã levantou dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e um fim permanente para a guerra no Irã.

O petróleo Brent para entrega em junho saltou 6,2%, para US$ 125,36, e o Brent para entrega em julho subiu 3,1%, para US$ 113,85. O petróleo de referência dos EUA subiu 2,3%, para US$ 109,38 por barril. Antes do início da guerra no final de fevereiro, o Brent era negociado em torno de US$ 70 por barril.

Nesta manhã, por volta das 8h (horário de Brasília), o barril Brent era negociado a US$ 109,35, em queda de 0,99%. Já o WTI caía 1,06%, a US$ 105,75.

A guerra no Irã, que está em sua nona semana, ainda não apresenta um caminho claro para o fim. Os EUA mantiveram o bloqueio aos portos iranianos enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado, impulsionando os preços do petróleo. Relatos de quarta-feira sugerindo uma possível escalada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, dissiparam as esperanças de um fim rápido para o conflito.

"O colapso das conversas entre EUA e Irã, juntamente com o relato de que o presidente Trump rejeitou a proposta do Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, faz com que o mercado perca a esperança de qualquer retomada rápida nos fluxos de petróleo", escreveram os estrategistas do ING Bank, Warren Patterson e Ewa Manthey, em nota de pesquisa.

Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça Irã com montagem de explosões em publicação na rede social em 29 de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça Irã com montagem de explosões em publicação na rede social em 29 de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social

Os preços do petróleo variam dependendo do tipo de óleo, onde é negociado e sob quais termos, para contratos futuros. Por algumas medidas, o Brent atingiu seu nível mais alto desde o pico de US$ 147,50 por barril em 2008, durante a crise financeira global.

Com a guerra abalando os mercados mundiais, o dólar americano subiu para 160,51 ienes japoneses, seu nível mais alto em quase dois anos. A moeda fechou a 160,44 ienes na quarta-feira.

O dólar ganhou força frente a outras moedas principais em parte devido ao seu status de porto seguro para investidores em tempos de risco, e em parte porque as taxas de juros dos EUA permaneceram relativamente altas, enquanto o Federal Reserve se esforça para equilibrar a necessidade de impulsionar a economia com os preços mais altos resultantes da guerra.

A decisão do Fed de manter as taxas de juros estáveis em sua reunião de política monetária na quarta-feira deu suporte adicional ao dólar. Analistas disseram que autoridades japonesas provavelmente interviriam no mercado caso o iene caísse muito mais.

O euro caiu de US$ 1,1675 para US$ 1,1663.

Os contratos futuros dos EUA e as ações na Ásia recuaram após um desempenho morno em Wall Street na quarta-feira. O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 1,6%, para 58.967,07, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,1%, para 6.615,51.

O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,3%, para 25.772,50, e o índice Composto de Xangai operou em alta de 0,1%, a 4.109,99. A atividade fabril da China para abril desacelerou ligeiramente, mas permaneceu em território de expansão pelo segundo mês, apesar do choque energético global provocado pela guerra no Irã, mostrou uma pesquisa oficial.

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,3%, para 8.665,50. O Taiex de Taiwan recuou 0,1% e o Sensex da Índia perdeu 1,2%.

Na quarta-feira, as ações dos EUA fecharam mistas. O índice S&P 500 caiu menos de 0,1%, para 24.673,24. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6%, para 48.861,81, enquanto o Nasdaq avançou menos de 0,1%, para 24.673,24. As ações da Starbucks saltaram 8,4% após resultados melhores que o esperado, e a Visa subiu 8,3% pelo mesmo motivo.

Em outras negociações, o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu de 4,36% na terça-feira para 4,42%, após o Fed anunciar que estava adiando cortes nas taxas de juros.

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"Estrangeiros não têm lugar no Golfo Pérsico", diz líder supremo do Irã

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Mojtaba Khamenei alerta sobre a presença de atores externos na região, em meio a crescente tensão com os Estados Unidos
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Kara Fox e Mostafa Salem, da CNN
30/04/26 às 08:18 | Atualizado 30/04/26 às 08:28
Postado em 30 de Abril de 2.026 às 08h45m
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Primeiro pronunciamento de Mojtaba Khamenei desde que assumiu o cargo de líder supremo do Irã
Primeiro pronunciamento de Mojtaba Khamenei desde que assumiu o cargo de líder supremo do Irã  • Divulgação TV estatal iraniana

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (30) que "atores estrangeiros" não têm lugar no Golfo Pérsico, exceto "nas profundezas de suas águas", em meio a um impasse com os Estados Unidos, segundo uma mensagem divulgada pela mídia estatal.

Mais de sete semanas após ser anunciado como o novo líder supremo, na sequência do assassinato de seu pai, os iranianos ainda não viram nem ouviram Khamenei, embora ele tenha emitido diversas mensagens escritas.

Nós e nossos vizinhos do outro lado do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã compartilhamos um destino comum, e atores estrangeiros — que vêm de milhares de quilômetros de distância com intenções gananciosas — não têm lugar aqui, exceto nas profundezas de suas águas, afirmou ele, conforme suposta declaração.

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Na mensagem, Khamenei acrescentou que o Irã entrou em um novo capítulo da ordem regional e global, informou a televisão estatal. Ele disse que o Irãsalvaguardaria suas capacidades nucleares e de mísseis – pontos cruciais em qualquer acordo com os EUA.

A mensagem desta quinta-feira surge em um momento em que fontes afirmam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está se preparando para um bloqueio de longo prazo aos portos iranianos, considerando-o a principal alavanca para compelir o Irã a retomar as negociações para pôr fim à guerra.

A declaração de Khamenei também surge dias depois do secretário de Estado americano, Mark Rubio, ter afirmado que Washington tem indícios de que o aiatolá está vivo, mas questionou se ele possui "as credenciais clericais para de fato atuar como líder supremo".

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.

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