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domingo, 26 de abril de 2026

Salão de Pequim: marca de luxo da BYD mostra supercarro elétrico mais veloz que Ferrari; VÍDEO

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O modelo está previsto para chegar ao Brasil ainda em 2026 e é compatível com um sistema de recarga capaz de levar a bateria de 10% a 97% em apenas 9 minutos.
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Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

Postado em 26 de Abril de 2.026 às 09h30m
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marca de luxo da BYD mostra supercarro elétrico mais veloz que Ferrari
Marca de luxo da BYD mostra supercarro elétrico mais veloz que Ferrari

A Denza, marca de luxo da BYD, apresentou o Denza Z no Salão do Automóvel de Pequim. O supercarro entrega mais de 1.000 cv de potência e acelera de 0 a 100 km/h em menos de dois segundos.

Embora seja um modelo chinês, o Denza Z carrega forte influência alemã. O projeto é assinado pelo designer Wolfgang Egger, ex-Audi, e essa herança europeia aparece em vários detalhes do carro.

Isso fica evidente no visual, que lembra uma mistura de modelos da Maserati e da Ferrari, e também no volante, que remete aos carros da Porsche.

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1
Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

(O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)

Exibido na cor verde-claro durante o salão, o modelo pode ser conversível ou cupê e também conta com uma configuração voltada para uso em pistas.

Sob a carroceria, o Denza Z reúne o que há de mais avançado na eletrificação da chinesa. São três motores elétricos, que garantem tração integral e somam mais de 1.000 cv de potência, permitindo acelerações extremamente rápidas — a BYD não divulgou a potência exata.

A BYD não informa o tempo exato, mas o fato de a aceleração ser inferior a 2 segundos já coloca o Denza Z à frente da Ferrari SF90 Stradale, que até então era considerada a mais rápida da marca italiana, com 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.

O modelo tem quatro bancos e acabamento em fibra de carbono, material que também está presente no console central elevado.

A identidade chinesa também se revela na central multimídia, que tem aspecto flutuante e dimensões generosas, semelhantes às vistas em modelos da BYD.

O Denza Z é equipado com a suspensão magnética DiSus-M, a versão mais avançada do sistema de direção semi-autônoma da BYD e um conjunto de baterias compatível com o carregamento mais rápido oferecido pela marca.

Denza Z

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1
Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Denza Z — Foto: André Fogaça/g1

Com esse sistema, o Denza Z leva apenas 9 minutos para passar de 10% a 97% de carga da bateria.

Denza Z estreia primeiro fora da China

Apesar de ter sido apresentado no Salão do Automóvel de Pequim, o lançamento mundial do supercarro está marcado para julho, na Inglaterra, durante o Goodwood Festival of Speed.

Só depois o Denza Z será lançado na China. Segundo a BYD, o supercarro chegará ao Brasil no segundo semestre de 2026.

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Ataques de EUA e Israel não reduziram poder do Irã, diz especialista

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Professor da UFF e pesquisador de Harvard afirma que o país continua demonstrando força ao fechar o Estreito de Ormuz, apesar dos bombardeios de Israel e EUA
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Da CNN Brasil
26/04/26 às 07:38 | Atualizado 26/04/26 às 07:38
Postado em 26 de Abril de 2.026 às 07h55m
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Os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã não eliminaram a capacidade do país de projetar poder na região, afirmou o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador de Harvard, Vitelio Brustolin, durante entrevista a CNN.

Segundo o especialista, embora os bombardeios tenham destruído grande parte da marinha iraniana e a força aérea já estivesse comprometida por sanções antes do conflito, o Irã ainda mantém uma força terrestre significativa, com 610 mil militares ativos e 350 mil reservistas.

"Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não acabaram com a possibilidade do Irã de projetar poder, que, segundo o secretário de guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, seria o objetivo principal dessa guerra", explicou Brustolin.

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Estreito de Hormuz como instrumento de poder

O pesquisador destacou que o Irã continua demonstrando sua capacidade de projeção de poder através do controle do Estreito de Ormuz, utilizando armas relativamente baratas como minas navais, drones e mísseis. De acordo com Brustolin, o país possui entre 2 mil e 6 mil minas navais, equipamentos menos custosos que os empregados pelos Estados Unidos e Israel no conflito.

A presença militar americana na região foi reforçada significativamente nas últimas semanas. "Os Estados Unidos, por exemplo, agora tem três porta-aviões na região. Já tinha o Abraham Lincoln e o Gerald Ford, que voltou da Croácia depois de receber reparos, e agora chegou na região o George H.W. Bush", informou o especialista, ressaltando que tal concentração naval não era vista desde a Guerra do Iraque.

Impacto político nos EUA

Brustolin também analisou o cenário político americano, observando que o tempo corre a favor do regime iraniano neste momento. Segundo ele, Donald Trump enfrenta pressões internas devido às eleições de novembro, inclusive de apoiadores do movimento MAGA que o criticam por não cumprir promessas de campanha relacionadas à paz.

"O Trump prometeu que seria o presidente da paz. Ele fez campanha em 2024 dizendo que a Kamala Harris afundaria os Estados Unidos em uma guerra, que ela levaria os Estados Unidos a uma guerra mundial", lembrou o pesquisador, acrescentando que Trump corre o risco de perder apoio no Congresso se não conseguir administrar adequadamente o conflito.

Para o especialista, enquanto os EUA enfrentam pressões democráticas e eleitorais, o regime iraniano, descrito por ele como uma "ditadura militar com um representante teocrático", não enfrenta os mesmos constrangimentos internos, o que lhe confere maior capacidade de resistência no atual cenário de tensão internacional.

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