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sábado, 11 de julho de 2026

Tensão aumenta em território remoto do Ártico — e não é Groelândia; entenda

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Enquanto gelo derrete em ritmo acelerado, Svalbard se consolida como um dos principais focos da disputa geopolítica entre Noruega, Rússia, China e Estados Unidos
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Laura Paddison, da CNN
11/07/26 às 15:00 | Atualizado 11/07/26 às 15:03
Postado em 11 de Julho de 2.026 às 15h25m
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O assentamento de pesquisa de Ny-Ålesund em Svalbard
O assentamento de pesquisa de Ny-Ålesund em Svalbard  • Julian Quinones, CN
N
A retirada de um par de imponentes leões de granito na entrada de um edifício no coração do Círculo Polar Ártico pode passar despercebida por muitos. Mas isso revela muito sobre a geopolítica cada vez mais tensa no "topo" do mundo.

Os leões "guardavam" uma estação de pesquisa operada pela China no assentamento de Ny-Ålesund, em Svalbard, um arquipélago situado entre a Noruega continental e o Polo Norte.

Em maio, eles foram removidos pela empresa estatal norueguesa que administra o assentamento; em junho, a companhia também retirou uma placa do edifício que dizia "Estação Rio Amarelo".

A medida da Noruega está sendo vista por alguns especialistas como parte das tentativas de reforçar sua soberania sobre essa porção do Ártico diante das mudanças geopolíticas e climáticas drásticas.

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Embora a Groenlândia domine as preocupações no Ártico, já que o presidente Donald Trump tenta reivindicá-la para os Estados Unidos, outra disputa potencialmente explosiva está se desenrolando em Svalbard — onde a China e a Rússia já têm presença.

E alguns temem que o mundo não esteja dando a devida atenção.

Svalbard é um arquipélago único. Possui apenas cerca de 3.000 habitantes, mas não tem população nativa e as mulheres não podem dar à luz lá.

Ele abriga a cidade permanentemente habitada mais setentrional do mundo, Longyearbyen, e é o lugar que está aquecendo mais rapidamente no planeta, com temperaturas entre seis e sete vezes superiores à média global.

Um tratado centenário concede à Noruega plena soberania, mas também permite que pessoas de quase 50 países signatários, incluindo China e Rússia, vivam e trabalhem em Svalbard sem visto.

Ao longo das últimas décadas, tornou-se o principal centro mundial de ciência no Ártico e um raro local de cooperação internacional.

"Pessoas de todo o mundo, com enormes diferenças culturais... reúnem-se para colaborar", disse Hedda Andersen, uma glaciologista que trabalha na Estação de Pesquisa de Ny-Ålesund.

Mas essa harmonia está se deteriorando à medida que a configuração única de Svalbard entra em conflito com as relações internacionais cada vez mais fragmentadas e com a busca de influência dos países no Ártico.

Estamos vendo o contexto geopolítico mais amplo se infiltrar no território de uma forma que não acontecia nas décadas anteriores, disse Otto Svendsen, pesquisador associado do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais).

Posição privilegiada para satélites e minerais

A geografia de Svalbard é um dos principais atrativos do arquipélago. Seu oceano oferece ricas áreas de pesca e minerais essenciais no fundo do mar. Sua localização é privilegiada para o controle e a transferência de dados de satélites em órbita polar, utilizados para ciência, previsão do tempo e defesa.

Além disso, fica perto da Península de Kola, na Rússia, uma das regiões militares mais importantes do país em termos estratégicos, onde se encontra grande parte do arsenal nuclear marítimo do país.

O arquipélago é de fácil acesso. Voos regulares partindo da Noruega continental permitem que as pessoas cheguem ao Alto Ártico em questão de horas.

Dezenas de países têm presença em Svalbard, incluindo Rússia, China, Reino Unido, Itália, Japão e Polônia. Suas estações de pesquisa fornecem uma porta de entrada para a influência no Ártico, quase como uma moeda geopolítica, disse Serafima Andreeva, pesquisadora associada do Instituto Ártico, um centro de estudos.

Durante décadas, o lema na região foi "Alto Norte; baixa tensão", disse Eivind Vad Petersson, secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, mas "essa já não é uma descrição precisa da realidade".

A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022 abalou profundamente a ideia de que o Ártico era imune às adversidades geopolíticas e evidenciou a dissonância de a Rússia ter um acordo em território da Otan, a aliança militar ocidental.

Barentsburg, um posto avançado de mineração e pesquisa em Svalbard, é habitado quase inteiramente por russos e é vigiado por um enorme busto de Vladimir Lenin.

As ações russas em Svalbard acirraram ainda mais as tensões. Em 2023, a Rússia realizou um desfile militar em Barentsburg, com direito a comboio de caminhões e motos de neve ostentando bandeiras russas e um helicóptero voando em baixa altitude, o que resultou em multa pela autoridade de aviação norueguesa.

No ano passado, o parlamentar russo Sergey Mironov sugeriu que Svalbard fosse renomeada como Ilhas Pomor, em referência a um grupo de caçadores e exploradores russos presentes no arquipélago séculos atrás.

A Rússia também tem usado o mesmo tipo de linguagem que utiliza para justificar suas ações na Ucrânia, argumentando que precisa proteger os falantes de russo em Svalbard, disse Svendsen, do CSIS. E tem acusado repetidamente a Noruega de tentar militarizar as ilhas.

Nikolay Korchunov, embaixador da Rússia na Noruega, afirmou que a Noruega "confunde os limites" da estipulação do Tratado de Svalbard de que as ilhas não devem ser usadas para "fins bélicos".

A Rússia nunca questionou a soberania da Noruega, acrescentou Korchunov, mas está, ao contrário, "tentando esclarecer" como o país exerce essa soberania.

O secretário de Estado norueguês, Petersson, rejeitou as alegações de militarização, afirmando à CNN que o Tratado de Svalbard impede o estabelecimento de uma base da Otan nas ilhas ou o seu uso para fins bélicos, mas que isso é "muito mais restrito e algo muito diferente de ser uma zona desmilitarizada".

Svalbard faz parte da Noruega; Svalbard faz parte da Otan; Svalbard faz parte dos planos de defesa noruegueses, disse ele.

Preocupação em Svalbard vai além da Rússia

Mas poucos acreditam que a Rússia esteja trilhando um caminho rumo a uma ação militar direta. Ela já possui quase tudo o que deseja em Svalbard e está com suas forças dispersas na Ucrânia, afirmou Andreas Østhagen, pesquisador sênior do Instituto Fridtjof Nansen, em Oslo.

Em vez disso, a Rússia parece querer usar Svalbard como um local "para mostrar que não se deixará intimidar pela Noruega, ou pela Otan em geral", disse ele.

Uma foca solitária banha-se no gelo marinho ao largo da costa noroeste da Gronelândia • Jeremy Harlan/CNN
Uma foca solitária banha-se no gelo marinho ao largo da costa noroeste da Gronelândia • Jeremy Harlan/CNN

Mas não são apenas as ações da Rússia em Svalbard que têm gerado preocupação. Há também a China.

Ao contrário da Rússia, a China não é uma potência ártica, mas tem ambições.

Em seu documento estratégico para o Ártico de 2018, autodenominou-se um Estado quase ártico e fez repetidas referências a Svalbard.

Também possui planos para uma rota da seda polar, um corredor de infraestrutura e transporte marítimo que atravessaria o extremo norte do planeta.

Em 2024, enquanto a China celebrava o 20º aniversário de sua estação de pesquisa de Ny-Ålesund, uma empresa de turismo chinesa levou mais de 100 turistas para Svalbard.

Alguns acenavam com bandeiras; um deles vestia um traje camuflado com o que parecia ser um emblema militar chinês.

O incidente gerou alarme na Noruega, onde crescem as preocupações sobre as intenções da China em Svalbard. Houve "alertas do serviço de segurança da polícia e do serviço de inteligência militar sobre as intenções chinesas", disse Østhagen.

Um porta-voz da Embaixada da China na Noruega afirmou que o país participa dos assuntos do Ártico "de acordo com o direito internacional" e que suas intenções na região são "salvaguardar os interesses comuns de todos os países".

Realidade ameaça Svalbard, mas Noruega não abre mão

E há outro personagem importante nessas tensões: as mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

No verão de 2024, Svalbard bateu todos os recordes anteriores de derretimento de gelo, perdendo mais de 60 gigatoneladas de gelo, cerca de 1% do total, devido a um aumento de temperatura de 7 graus Fahrenheit acima da média.

Quatro dos últimos cinco anos estabeleceram novos recordes de perda de gelo na região.

"As mudanças climáticas são, em muitos aspectos, o que impulsiona o interesse geral pelo Ártico, disse Østhagen. Existe uma narrativa de que o derretimento do gelo abrirá oportunidades econômicas e estratégicas.

A realidade é mais complexa; há décadas que se prevê um fluxo de navios através do Oceano Ártico e uma explosão de petróleo, gás e minerais provenientes das suas águas gélidas — mas isso ainda não aconteceu. A região continua inóspita e hostil.

Ilha mais ao norte da Groelândia • Morten Rasch/University of Copenhagen
Ilha mais ao norte da Groelândia • Morten Rasch/University of Copenhagen

Se o derretimento do gelo acabar ou não por abrir a região, não importa, disse Torbjørn Pedersen, professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nord.

O medo de ficar de fora está impulsionando os países a marcarem presença no Ártico e a exercerem influência política, acrescentou.

E, à medida que isso acontece, a Noruega parece estar reforçando seu controle sobre Svalbard.

Em 2022, o governo alterou as regras de votação para impedir que pessoas não norueguesas votassem nas eleições de Longyearbyen, a menos que tivessem residido na Noruega continental por três anos.

"Isso fazia parte de um esclarecimento necessário; Svalbard não é uma zona internacional", afirmou o secretário de Estado Petersson.

A Noruega também deixou clara sua ambição de explorar uma vasta extensão do leito marinho do Ártico ao redor de Svalbard e além, em busca de minerais críticos.

O plano foi contestado pela Rússia — gostaríamos de lembrar mais uma vez ao lado norueguês que ele não exerce soberania incondicional sobre Svalbard, disseram autoridades russas em um relatório de 2023.

Em seguida, veio a remoção dos leões chineses, juntamente com outros símbolos nacionais, dos edifícios de outros países em Ny-Ålesund.

"Não há nenhuma estação de pesquisa chinesa em Svalbard", afirmou Petersson.

"Há uma estação de pesquisa norueguesa com inquilinos chineses. Essa é uma distinção importante", adicionou.

Por enquanto, a Noruega está confiante de que será capaz de "manter um certo nível de estabilidade nesta região", disse Petersson.

Mas o mundo está mudando rapidamente. À medida que Trump repete suas afirmações de que os EUA deveriam possuir a Groenlândia, a aliança da Otan sofre crescente pressão e os países buscam cada vez mais se posicionar como potências fortes no Ártico em uma região em rápida transformação.

Os países podem começar a pensar que "o que importa agora é o poder e a capacidade de exercê-lo", destacou Østhagen, "e não necessariamente as normas e leis que estabelecemos ao longo do último século".

*Julian Quinones, da CNN, contribuiu para esta reportagem

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O que aconteceu após a China plantar 66 bilhões de árvores

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Desde 1978, a China conduz uma ação massiva de plantio de árvores para combater a desertificação. Agora, um novo estudo revela um comportamento inesperado nessas florestas.
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TOPO
Por Felipe Espinosa Wang

Postado em 11 de Julho de 2.026 às 06h00m
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Área reflorestada às margens do deserto de Taclamacã, na China, com árvores de médio porte após décadas de plantio. — Foto: Le Yu/Universidade Tsinghua
Área reflorestada às margens do deserto de Taclamacã, na China, com árvores de médio porte após décadas de plantio. — Foto: Le Yu/Universidade Tsinghua

Se há algo em que a China raramente decepciona é em sua capacidade de pensar grande. Arranha-céus erguidos em tempo recorde, pontes aparentemente impossíveis, cidades inteiras surgidas quase da noite para o dia.

Há quase meio século, houve um projeto muito menos chamativo, mas ainda assim monumental: plantar árvores em uma escala difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo.

A Grande Muralha Verde contra a desertificação

Desde 1978, o gigante asiático plantou cerca de 66 bilhões de árvores como parte da chamada Grande Muralha Verde, uma barreira vegetal concebida para conter o avanço dos desertos de Gobi e Taclamacã. O objetivo era impedir que a areia continuasse engolindo as pradarias do norte do país, uma região onde o deserto de Gobi chegava a avançar mais de 2.600 quilômetros quadrados por ano.

Florestas plantadas crescem mais rápido que as naturais

Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Geophysical Research Letters acrescenta uma faceta inesperada à história. As florestas plantadas parecem responder ao aumento do CO₂ de forma diferente das florestas naturais. Essa diferença se traduz em um crescimento muito mais rápido da cobertura de folhas, embora os pesquisadores ainda não saibam exatamente quais mecanismos explicam esse fenômeno.

Para chegar a essa conclusão, a equipe liderada pelo especialista em ecologia da paisagem Yuhang Luo, da Universidade de Pequim em Shenzhen, analisou observações de satélite do índice de área foliar, uma medida da densidade da folhagem relacionada à capacidade das florestas de capturar carbono.

Os resultados mostraram que esse indicador aumentou 66% mais rapidamente nas florestas plantadas do que nas naturais.

Deserto de Taklamacã, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China — área-alvo do projeto de reflorestamento contra a desertificação. — Foto: Wikimedia/Domínio Público
Deserto de Taklamacã, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China — área-alvo do projeto de reflorestamento contra a desertificação. — Foto: Wikimedia/Domínio Público

Um fator de manejo, não apenas de idade

Parte dessa vantagem se explica pelo fato de as plantações serem muito mais jovens e ainda estarem atravessando sua fase de crescimento mais acelerado.

No entanto, a idade por si só não basta para explicar o fenômeno. Mesmo quando comparadas a florestas naturais de idade e condições semelhantes, as áreas reflorestadas cresceram 4,6% mais rápido.

Outra parte da explicação está na forma como essas plantações são administradas. Além de serem compostas, em geral, por espécies de crescimento rápido, como eucaliptos e álamos, elas recebem um manejo florestal mais intensivo, que favorece a absorção de luz, água e nutrientes e amplia a resposta das árvores ao aumento do dióxido de carbono na atmosfera.

Uma vantagem com prazo de validade

Essa vantagem, porém, parece ter prazo de validade. Ela atinge seu pico quando as árvores têm entre 30 e 40 anos e depois começa a diminuir.

As florestas naturais, por sua vez, mantêm um desenvolvimento mais lento, porém constante, o que lhes proporciona vantagem no armazenamento de carbono e na resiliência de longo prazo, segundo as conclusões do estudo.

Luo afirma que esses resultados revelam uma limitação de muitos modelos climáticos atuais, que não diferenciam adequadamente florestas naturais e plantadas nem levam em conta a idade ou o histórico de manejo de cada área florestal, o que pode distorcer a avaliação de sua real capacidade de captura de carbono.

"As florestas plantadas podem ser uma ferramenta muito eficaz de curto prazo para a captura de carbono, mas essa vantagem é temporária. Para o armazenamento de carbono e a resiliência de longo prazo, as florestas naturais continuam sendo insubstituíveis", afirmou Luo à Live Science.

Imagens de satélite mostram o avanço da vegetação na borda do deserto de Taklamacã, no oásis de Hotan. — Foto: NASA Earth Observatory, imagens de Lauren Dauphin, dados MODIS/NASA EOSDIS
Imagens de satélite mostram o avanço da vegetação na borda do deserto de Taklamacã, no oásis de Hotan. — Foto: NASA Earth Observatory, imagens de Lauren Dauphin, dados MODIS/NASA EOSDIS

Vozes críticas ao estudo

Nem todos, porém, concordam com as conclusões da pesquisa.

Kevin Dsouza, pesquisador que trabalhou com modelos de reflorestamento na Universidade de Waterloo e que não participou do estudo, disse à Live Science que o índice de área foliar é um indicador útil, mas insuficiente para estimar quanto carbono uma floresta realmente armazena.

Uma parte significativa desse carbono também se acumula na madeira, na casca, nas raízes e no solo, e não apenas na copa das árvores.

Segundo Dsouza, outro estudo sobre as florestas chinesas apontou que as áreas naturais também podem acumular mais carbono acima do solo durante seus primeiros anos de desenvolvimento. Por isso, esses resultados devem ser interpretados com cautela.

Um sumidouro de carbono em larga escala

Ainda assim, a dimensão do projeto continua sendo excepcional.

Em 2020, as florestas plantadas do sul da China cobriam 90,3 milhões de hectares, o equivalente a 36,6% de toda a área florestal do país, de acordo com o site IFLScience.

Outra pesquisa estimou que a faixa arborizada ao longo do deserto de Taclamacã capturou cerca de 8,3 milhões de toneladas de CO₂ por ano entre 2004 e 2017, enquanto emitia aproximadamente 6,7 milhões de toneladas anuais, o que indica que funcionou como um sumidouro líquido de carbono nesse período.

Para Luo, a lição não é deixar de plantar árvores, mas fazê-lo de forma mais criteriosa: definir quando plantar, quais espécies utilizar e como administrá-las posteriormente.

Na avaliação do pesquisador, o objetivo é oferecer "uma orientação mais prática para a ação climática baseada em florestas" que ajude a aprimorar futuros projetos de reflorestamento em larga escala.

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