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Em outro bombardeio, pelo menos dois palestinos morreram, segundo autoridades de saúde
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Ibrahim Dahman e Charlotte Reck, da CNN
01/08/26 às 10:01 | Atualizado 01/08/26 às 12:22
Postado em 01 de Agosto de 2.026 às 12h30m

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Ataques
israelenses em Gaza deixaram uma enorme cratera em um hospital menos de
48 horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que o Hamas e
Israel haviam concordado em avançar com um plano de cessar-fogo,
informaram autoridades locais.
O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que o ataque deste sábado (1º) destruiu suprimentos médicos vitais.
"Quando
medicamentos são bombardeados... a doença se torna uma arma de guerra",
disse Munir Al-Bursh, diretor-geral do ministério, em um comunicado.
O ataque
destruiu dois depósitos de suprimentos médicos no Hospital dos Mártires
de Al-Aqsa e danificou outros dois, segundo o Ministério da Saúde. O
diretor-geral acrescentou que um acampamento de deslocados nas
proximidades foi arrasado e tendas de civis sofreram danos extensos.
A CNN entrou em contato com as Forças de Defesa de Israel (FDI) para solicitar um posicionamento.

Imagens
do local mostram pessoas vasculhando a grande cratera, tentando
recuperar suprimentos médicos — como soro intravenoso, tubos de
respiração, máscaras cirúrgicas e algodão — soterrados entre os
escombros.
“Destruir um
depósito de suprimentos médicos enquanto o sistema de saúde de Gaza já
sofre com uma escassez de 51% de medicamentos essenciais... é um ataque
direto a uma das últimas tábuas de salvação da assistência médica”,
disse Bursh.
Em outro
ataque aéreo, também neste sábado, autoridades de saúde palestinas
informaram que dois palestinos morreram em um bombardeio israelense na
região de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza, na parte central da Faixa de
Gaza.
Os militares afirmaram que os alvos eram militantes do Hamas, mas não forneceram mais detalhes.
Leia Mais.
Nos últimos
dois dias, oito civis foram mortos e outros 76 ficaram feridos, informou
o Ministério da Saúde da Palestina neste sábado (1º). Mais de 1.200
palestinos foram mortos desde o anúncio do acordo de cessar-fogo em
outubro do ano passado.
Para contextualizar: Os ataques mais recentes ocorrem logo após Trump anunciar, na noite de quinta-feira (30), que o Hamas havia concordado em “se desarmar completamente”, juntamente com a retirada das tropas israelenses.
Embora a
medida represente um avanço no roteiro para a paz — há muito estagnado —
iniciado pela equipe de paz de Trump no ano passado, questões
substanciais ainda precisam ser resolvidas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ainda não comentou o anúncio de Trump, mas uma autoridade israelense disse à CNN que Israel não se retiraria de Gaza sem que o Hamas se desarmasse primeiro.
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