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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

El Niño pode ser o mais forte já registrado e agravar extremos climáticos

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Meteorologia britânica prevê aquecimento do oceano Pacífico 3ºC acima da média, com consequências devastadoras para o planeja. No Brasil, previsão é de menos chuva no Norte e Nordeste e mais chuva no Sul.
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Por Redação g1

Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 13h00m

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El Niño deve ser o mais forte desde o século XIX
El Niño deve ser o mais forte desde o século XIX

O El Niño que deve atingir o planeta pode ser o mais intenso já registrado desde o século 19, segundo o serviço meteorológico britânico. O órgão classificou o fenômeno como sem precedentes e alertou para o risco de agravamento de eventos climáticos extremos.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico. Atualmente, a temperatura do oceano está cerca de 2°C acima do normal, condição considerada forte. As previsões, no entanto, indicam que o aquecimento pode ultrapassar 3°C ainda este ano.

Segundo o serviço meteorológico britânico, os registros disponíveis desde 1950 não apontam para um aquecimento dessa intensidade. A expectativa é de que o episódio possa ser o mais forte desde o século 19.

O fenômeno pode intensificar eventos extremos em diferentes partes do mundo. Entre os impactos previstos estão maior risco de seca e incêndios florestais na Austrália e no sudeste da Ásia, além de possibilidade de inundações no Peru, no Equador e no sul dos Estados Unidos.

No Brasil, a tendência indicada pela previsão é de redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste e aumento das precipitações no Sul.

Os efeitos do El Niño devem se somar às consequências das mudanças climáticas, aumentando a possibilidade de extremos de temperatura e de chuva em diferentes regiões.

O serviço meteorológico britânico também alertou que é muito provável que 2027 seja o ano mais quente já registrado no planeta.

El Niño deve ser o mais forte desde o século XIX — Foto: Reprodução/TV Globo
El Niño deve ser o mais forte desde o século XIX — Foto: Reprodução/TV GloboLEIA TAMBÉM:

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Análise: China é desafio para Trump em meio à pressão econômica sobre o Irã

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Ameaça de "Dia D econômico" contra Teerã dificilmente terá sucesso sem a adesão de Pequim, que compra a maior parte do petróleo iraniano
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John Liu, da CNN
21/08/26 às 10:22 | Atualizado 21/08/26 às 10:22
Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 10h40m

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O presidente dos EUA, Trump, visita a China  • O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com o presidente chinês, Xi Jinping, ao sair após uma visita ao Jardim Zhongnanhai em Pequim, China, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Evan Vucci/Pool/File Photo

É  pouco provável que a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um "Dia D econômico" contra o Irã force o país a ceder à sua vontade sem a adesão da China.

No entanto, Trump dispõe de pouca influência sobre Pequim para concretizar isso.

Na quarta-feira (19), o presidente americano prometeu "enormes consequências econômicas" para os países que continuassem a fazer negócios com Teerã.

Desde então, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou os avisos de Trump, instando a China a "alinhar-se" à estratégia americana em uma entrevista à CNBC na quinta-feira (20).

Leia Mais.

Pequim tem sido a tábua de salvação de Teerã, comprando 90% das exportações de petróleo bruto iraniano, segundo dados da Vortexa Analytics citados em uma reportagem da agência de notícias Reuters.

A China não registra a importação de petróleo bruto iraniano em seus dados alfandegários.

É improvável que isso mude agora, especialmente ao observar-se a impopularidade do conflito em curso tanto nos EUA quanto no exterior, e considerando que o líder chinês, Xi Jinping, deve visitar o país no próximo mês.

Após um ano turbulento nas relações entre EUA e China, desencadeado por sua nova ofensiva tarifária, Trump tem todos os motivos para evitar que as tensões entre as duas maiores economias do mundo voltem a escalar.

Sua visita a Pequim, em maio, ajudou a acalmar os ânimos até o momento.

Em resposta à campanha de pressão econômica de Washington contra o Irã, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que "sanções e táticas de pressão não são a solução".

"A China conclama as partes a agirem com responsabilidade e a manterem a abordagem política e diplomática", disse ele na quinta-feira.

Trump também dispõe de opções econômicas cada vez mais limitadas para exercer pressão sobre o país asiático.

Embora o Departamento do Tesouro americano tenha imposto sanções a refinarias chinesas independentes que importavam petróleo bruto iraniano, Pequim ordenou que suas empresas ignorassem tais restrições.

Qualquer medida significativa dos EUA contra a China também corre o risco de provocar contramedidas por parte de Pequim.

A China detém um trunfo importante: as terras raras — minerais críticos necessários para a fabricação de diversos produtos, desde smartphones até veículos elétricos e caças.

Como o país processa cerca de 90% da oferta mundial, Trump precisa agir com cautela enquanto as nações ocidentais tentam criar cadeias de suprimentos alternativas.

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