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Ameaça de "Dia D econômico" contra Teerã dificilmente terá sucesso sem a adesão de Pequim, que compra a maior parte do petróleo iraniano
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John Liu, da CNN
Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 10h40m
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O presidente dos EUA, Trump, visita a China • O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com o presidente chinês, Xi Jinping, ao sair após uma visita ao Jardim Zhongnanhai em Pequim, China, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Evan Vucci/Pool/File Photo
No entanto, Trump dispõe de pouca influência sobre Pequim para concretizar isso.
Na quarta-feira (19), o presidente americano prometeu "enormes consequências econômicas" para os países que continuassem a fazer negócios com Teerã.
Desde então, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou os avisos de Trump, instando a China a "alinhar-se" à estratégia americana em uma entrevista à CNBC na quinta-feira (20).
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Pequim tem sido a tábua de salvação de Teerã, comprando 90% das exportações de petróleo bruto iraniano, segundo dados da Vortexa Analytics citados em uma reportagem da agência de notícias Reuters.
A China não registra a importação de petróleo bruto iraniano em seus dados alfandegários.
É improvável que isso mude agora, especialmente ao observar-se a impopularidade do conflito em curso tanto nos EUA quanto no exterior, e considerando que o líder chinês, Xi Jinping, deve visitar o país no próximo mês.
Após um ano turbulento nas relações entre EUA e China, desencadeado por sua nova ofensiva tarifária, Trump tem todos os motivos para evitar que as tensões entre as duas maiores economias do mundo voltem a escalar.
Sua visita a Pequim, em maio, ajudou a acalmar os ânimos até o momento.
Em resposta à campanha de pressão econômica de Washington contra o Irã, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que "sanções e táticas de pressão não são a solução".
"A China conclama as partes a agirem com responsabilidade e a manterem a abordagem política e diplomática", disse ele na quinta-feira.
Trump também dispõe de opções econômicas cada vez mais limitadas para exercer pressão sobre o país asiático.
Embora o Departamento do Tesouro americano tenha imposto sanções a refinarias chinesas independentes que importavam petróleo bruto iraniano, Pequim ordenou que suas empresas ignorassem tais restrições.
Qualquer medida significativa dos EUA contra a China também corre o risco de provocar contramedidas por parte de Pequim.
A China detém um trunfo importante: as terras raras — minerais críticos necessários para a fabricação de diversos produtos, desde smartphones até veículos elétricos e caças.
Como o país processa cerca de 90% da oferta mundial, Trump precisa agir com cautela enquanto as nações ocidentais tentam criar cadeias de suprimentos alternativas.



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