Total de visualizações de página

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Análise: China é desafio para Trump em meio à pressão econômica sobre o Irã

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Ameaça de "Dia D econômico" contra Teerã dificilmente terá sucesso sem a adesão de Pequim, que compra a maior parte do petróleo iraniano
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
John Liu, da CNN
21/08/26 às 10:22 | Atualizado 21/08/26 às 10:22
Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 10h40m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.468 --  *.#.


O presidente dos EUA, Trump, visita a China  • O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com o presidente chinês, Xi Jinping, ao sair após uma visita ao Jardim Zhongnanhai em Pequim, China, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Evan Vucci/Pool/File Photo

É  pouco provável que a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um "Dia D econômico" contra o Irã force o país a ceder à sua vontade sem a adesão da China.

No entanto, Trump dispõe de pouca influência sobre Pequim para concretizar isso.

Na quarta-feira (19), o presidente americano prometeu "enormes consequências econômicas" para os países que continuassem a fazer negócios com Teerã.

Desde então, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou os avisos de Trump, instando a China a "alinhar-se" à estratégia americana em uma entrevista à CNBC na quinta-feira (20).

Leia Mais.

Pequim tem sido a tábua de salvação de Teerã, comprando 90% das exportações de petróleo bruto iraniano, segundo dados da Vortexa Analytics citados em uma reportagem da agência de notícias Reuters.

A China não registra a importação de petróleo bruto iraniano em seus dados alfandegários.

É improvável que isso mude agora, especialmente ao observar-se a impopularidade do conflito em curso tanto nos EUA quanto no exterior, e considerando que o líder chinês, Xi Jinping, deve visitar o país no próximo mês.

Após um ano turbulento nas relações entre EUA e China, desencadeado por sua nova ofensiva tarifária, Trump tem todos os motivos para evitar que as tensões entre as duas maiores economias do mundo voltem a escalar.

Sua visita a Pequim, em maio, ajudou a acalmar os ânimos até o momento.

Em resposta à campanha de pressão econômica de Washington contra o Irã, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que "sanções e táticas de pressão não são a solução".

"A China conclama as partes a agirem com responsabilidade e a manterem a abordagem política e diplomática", disse ele na quinta-feira.

Trump também dispõe de opções econômicas cada vez mais limitadas para exercer pressão sobre o país asiático.

Embora o Departamento do Tesouro americano tenha imposto sanções a refinarias chinesas independentes que importavam petróleo bruto iraniano, Pequim ordenou que suas empresas ignorassem tais restrições.

Qualquer medida significativa dos EUA contra a China também corre o risco de provocar contramedidas por parte de Pequim.

A China detém um trunfo importante: as terras raras — minerais críticos necessários para a fabricação de diversos produtos, desde smartphones até veículos elétricos e caças.

Como o país processa cerca de 90% da oferta mundial, Trump precisa agir com cautela enquanto as nações ocidentais tentam criar cadeias de suprimentos alternativas.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

inglês  

Tópicos


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Nenhum comentário:

Postar um comentário