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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Estrutura geológica gigante no deserto do Saara parece um 'olho' visto do espaço; veja IMAGEM

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Formação rochosa circular na Mauritânia tem 40 quilômetros de diâmetro e foi fotografada por satélites da NASA; fenômeno intrigou cientistas por décadas antes de ter sua origem explicada.
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Por Redação g1

Postado em 16 de Abril de 2.026 às 15h45m
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Imagem de satélite mostra a Estrutura Richat, no noroeste da Mauritânia, em março de 2026; formação rochosa circular de 40 quilômetros de diâmetro ficou conhecida como o "Olho do Saara". — Foto: NASA/USGS
Imagem de satélite mostra a Estrutura Richat, no noroeste da Mauritânia, em março de 2026; formação rochosa circular de 40 quilômetros de diâmetro ficou conhecida como o "Olho do Saara". — Foto: NASA/USG

Uma das feições geológicas mais impressionantes da Terra fica escondida no meio do deserto do Saara — e só pode ser apreciada em toda a sua extensão vista do espaço.

A Estrutura Richat fica no platô de Adrar, na Mauritânia, no noroeste da África, e aparece como um enorme círculo no meio da paisagem árida do deserto.

Com 40 quilômetros de diâmetro, ela ficou conhecida como o "Olho do Saara" — e uma nova imagem de satélite divulgada nesta quinta-feira (16) pela NASA voltou a colocar a estrutura em evidência.

A imagem foi composta a partir de registros feitos pelos satélites Landsat 8 e Landsat 9 em março de 2026 e mostra em detalhes as faixas circulares de rocha em tons de laranja e cinza que formam o padrão característico da estrutura (veja ACIMA).

A Richat foi descrita pela primeira vez por geógrafos franceses na década de 1930, que a chamaram de "abotoadura" de Richat, em referência ao acessório usado para fechar os punhos de camisas sociais.

Décadas depois, os astronautas Ed White e James McDivitt a fotografaram durante a missão Gemini IV da NASA — um dos primeiros voos tripulados de longa duração dos Estados Unidos.

Por muito tempo, cientistas suspeitaram que a estrutura fosse uma cratera de impacto de meteorito, já que grandes colisões cósmicas podem criar feições circulares na superfície terrestre.

Pesquisas posteriores, porém, mostraram que a origem é outra: a estrutura se formou quando rochas foram empurradas para cima por material vulcânico no subsolo e, ao longo de milhões de anos, foram sendo desgastadas de forma desigual pela erosão — o que criou os anéis concêntricos visíveis hoje.

As variações de cor na imagem também revelam a diversidade de rochas presentes tanto na formação quanto na paisagem ao redor, que se destaca pela riqueza de sua história humana.

O platô de Adrar concentra ferramentas de pedra de populações pré-históricas, pinturas rupestres e ruínas de cidades medievais usadas por caravanas que cruzavam o Saara.

Para a NASA, a área é um exemplo raro de paisagem onde a história humana e a geologia se sobrepõem em escala difícil de imaginar a partir do solo — mas impossível de ignorar vista do espaço.

Ciclone Narelle deixa o céu vermelho na Austrália
Ciclone Narelle deixa o céu vermelho na Austrália

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Irã pressiona o Mar Vermelho e aumenta risco sobre rotas do petróleo

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Guerra no Oriente Médio pressiona três importantes passagens marítimas que concentram ⅓ do fluxo global de petróleo
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 Por Yoanna Stavracas, tv globo

Postado em 16 de Abril de 2.026 às 06h00m
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 Tensão aumenta com bloqueio dos EUA ao Irã

O Irã tem elevado o tom das ameaças no Mar Vermelho, aumentando a pressão sobre rotas essenciais para o comércio global. A região reúne três dos principais gargalos marítimos do mundo: o Canal de Suez e os estreitos de Bab-el-Mandeb e de Ormuz.

Juntos, esses corredores concentram cerca de um terço do fluxo global de petróleo. Na prática, quem controla essas passagens exerce influência direta sobre o ritmo da economia mundial – um sistema que, por décadas, operou sob o princípio do livre comércio marítimo e agora está sob forte pressão.

Na avaliação de Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense e pesquisador de Harvard, o aumento da tensão já levanta comparações com momentos críticos do passado, como o choque do petróleo de 1973, a Revolução Iraniana de 1979, a guerra dos petroleiros entre Irã e Iraque nos anos 1980 e a Guerra do Golfo no início dos anos 1990.

Neste momento, estamos mais próximos dos cenários dos anos 1980 e 1990. Mas a intensificação da guerra e a possibilidade de fechamento também do Bab-el-Mandeb podem nos aproximar dos choques das décadas de 70, avalia Brustolin. 
Como funcionam os 3 gargalos
Como funcionam os 3 gargalos — Foto: Sarah Follador/ Arte
Como funcionam os 3 gargalos — Foto: Sarah Follador/ Arte

O Estreito de Ormuz é hoje o principal foco de tensão. Desde que passou a ser alvo de ataques dos EUA e de Israel, o Irã vem restringindo a passagem de embarcações na região, inclusive com cobrança de pedágios.

Em resposta, o presidente Donald Trump ameaça atingir navios ligados ao país. Na prática, o que se desenha é um jogo de bloqueio contra bloqueio, elevando o risco sobre uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O segundo ponto de pressão é o Estreito de Bab-el-Mandeb, que vem sofrendo ameaças constantes de ataques e escalada militar. É por ali que os navios acessam o Mar Vermelho e, consequentemente, o Canal de Suez — uma das principais ligações marítimas entre Europa e Ásia.

A dependência entre essas rotas é direta: o Canal de Suez não funciona isoladamente, já que depende do fluxo que vem do sul. Se o de Bab-el-Mandeb é interrompido, Suez passa a operar como um refém logístico desse estreito. O impacto vai além do petróleo.

Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de 20% do petróleo mundial. Pelo Bab-el-Mandeb, que dá acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez, passa mais 12%. Mas não é só isso: também está em jogo uma rota essencial para o comércio entre o Oriente e a Europa, explica o professor.

Um exemplo dessa vulnerabilidade é a Arábia Saudita. Para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, o país investiu em um oleoduto que cruza seu território, levando petróleo do Golfo até o Mar Vermelho. O Oleoduto Leste-Oeste (Petroline) tem capacidade de transportar até 7 milhões de barris de petróleo por dia.

Arábia Saudita investiu em um oleoduto que cruza seu território — Foto: Imagem: Sarah Follador/ Arte
Arábia Saudita investiu em um oleoduto que cruza seu território — Foto: Imagem: Sarah Follador/ Arte

A alternativa, no entanto, não elimina o risco. O próprio oleoduto já foi alvo de ataques durante o conflito e, acima disso, o petróleo ainda precisa passar pelo Estreito de Bab-el-Mandeb para seguir viagem. Na prática, desvia-se de um gargalo, mas se cai em outro.

Papel do Iêmen

Papel do Iêmen — Foto: Sarah Follador/ Arte
Papel do Iêmen — Foto: Sarah Follador/ Arte

Embora não tenha controle direto sobre o Mar Vermelho, como acontece no entorno do Estreito de Ormuz, o Irã projeta influência sobre a região por meio de aliados. No Iêmen, grupos armados ligados a Teerã estão posicionados ao lado do Estreito de Bab-el-Mandeb. Na prática, isso permite ao Irã ampliar a capacidade de pressão também sobre essa rota estratégica.

Esse papel é exercido principalmente pelos Houthis, milícia aliada que já demonstrou capacidade de interferir diretamente no fluxo marítimo. Os Houthis já fecharam o Estreito de Bab-el-Mandeb, não faz muito tempo, em resposta à guerra entre Israel e o Hamas. Foi necessária uma coalizão de dez países para reabrir o estreito, relembra Brustolin .

A atuação do grupo faz parte de uma estratégia mais ampla do Irã de apoio a forças aliadas na região.

Os Houthis foram treinados e financiados por forças iranianas. Isso faz parte da arquitetura do Irã, que vem desde a era do general Qasem Soleimani, morto durante o primeiro mandato de Donald Trump. É o que se chama de arco da resistência, que inclui também o Hezbollah, no Líbano, além de grupos como o Hamas e a Jihad Islâmica na Palestina, completa.

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