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segunda-feira, 13 de maio de 2024

Temporais no RS: entenda como o relevo de Porto Alegre e as 'marés de tempestade' travam escoamento

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447 municípios foram atingidos pelo desastre climático que causa chuvas intensas e alagamentos no Rio Grande do Sul. Tragédia causou 147 mortes e deixou 127 feridos até a manhã desta segunda-feira.
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Por Emily Santos, g1
13/05/2024 10h19 
Postado em 13 de maio de 2024 às 13h50m

#.*Post. - N.\ 11.201*.#

Depósito de cilindros de gás alagado em Porto Alegre neste domingo, 12 de maio — Foto: Adriano Machado/Reuters
Depósito de cilindros de gás alagado em Porto Alegre neste domingo, 12 de maio — Foto: Adriano Machado/Reuters

O relevo de Porto Alegre é um ponto-chave para entender o acúmulo de água que causa enchentes na região metropolitana da capital do Rio Grande do Sul. Em um cenário de chuvas intensas e constantes há cerca de duas semanas, o lago Guaíba bateu a máxima histórica de 5,33 metros, no último dia 4.

Após o nível do Guaíba e as inundações por Porto Alegre diminuírem, a previsão é que as águas voltem a subir devido às chuvas que caíram no Vale do Taquari no fim de semana. De lá, do rio Taquari, as águas escorrem para o Guaíba, que deverá sofrer com os impactos dos últimos temporais e atingir novo nível recorde até terça-feira (14). Projeções da UFRGS esperam que o nível suba para 5,5 m.

Em todo o estado, 447 de 497 municípios foram atingidos pelo desastre climático. A tragédia causou 147 mortos e deixou 127 desaparecidos até a manhã desta segunda-feira (13).

Juntamente com o relevo da capital, também contribuíram para a gravidade do cenário da Grande Porto Alegre causado pelas chuvas extremas:

  1. a formação topográfica das regiões no entorno da região metropolitana;
  2. a bacia hidrográfica da área;
  3. o efeito das tempestades no Oceano Atlântico.

Abaixo, entenda o papel que cada um desses elementos teve na maior enchente da história no Rio Grande do Sul.

Características geográficas dificultam escoamento da água no RS; entenda

Arte mostra rios que desembocam no Guaíba — Foto: Reprodução
Arte mostra rios que desembocam no Guaíba — Foto: Reprodução

1 - Topografia e relevo

Porto Alegre está localizada em uma planície, ou seja, em um território plano. Esse tipo de relevo é comum em áreas que ficam a poucos metros do nível do mar, que é exatamente o que acontece ali, já que a cidade tem uma altitude média de 10 metros.

Gramado, por exemplo, fica 850 metros acima metros do nível do mar, e São José dos Ausentes, município mais alto do RS, está a quase 1,2 mil metros de altitude.

Segundo Rualdo Menegat, coordenador-geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre e professor titular do Instituto de Geociências da UFRGS, alguns pontos da cidade são ainda mais baixos e ficam no nível do Delta do Jacuí (entenda mais abaixo).

É o caso da zona norte do município, onde fica o Aeroporto Internacional Salgado Filho, que alagou e ficará fechado por tempo indeterminado, com todas as operações suspensas.

Infográfico mostra geografia de Porto Alegre — Foto: Arte/g1
Infográfico mostra geografia de Porto Alegre — Foto: Arte/g1

Além de ter um território baixo, a capital do estado é circundada de um lado por 40 morros, e limitada de outro lado pela orla fluvial do lago Guaíba.

O lago Guaíba, na altura da capital, é local de confluência de cinco rios principais — Taquari-Antas, Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí — que descem de pontos mais altos do estado. As águas dos rios chegam ao lago Guaíba, vão para a Lagoa dos Patos e de lá para o Oceano Atlântico
— Rualdo Menegat, professor titular do Instituto de Geociências da UFRGS.

Em resumo, o lago que passa por Porto Alegre recebe a água dos rios e da chuva que cai na região central do estado antes de desaguar no oceano.

O especialista explica que os rios que formam o Delta do Jacuí e originam o Guaíba fluem em alta velocidade por causa da altitude de seus cursos. Normalmente, isso ajuda o Guaíba a desaguar na lagoa e seguir fluxo para o mar.

No entanto, com as fortes chuvas e as cheias dos rios da região, o lago está recebendo mais água do que o normal. Isso fez com que ele ultrapassasse sua cota de inundação — que é de 3 metros — e atingisse um nível de 5,26 metros na segunda (6).

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3 - Nível do oceano

Assim como os rios do Delta do Jacuí, o Oceano Atlântico também está sendo afetado pelas fortes chuvas e tempestades de ventos que atingem o Rio Grande do Sul, o que dificulta o escoamento da água.

Os ventos fortes formam marés de tempestade. Isso faz o mar 'crescer', subindo o nível em até 2 metros a depender da configuração da praia. No caso do que acontece aqui no Rio Grande do Sul, o mar fica mais alto do que o nível de escoamento da Lagoa dos Patos, impedindo que o excesso de água seja despejado no mar.
— Rualdo Menegat, professor titular do Instituto de Geociências da UFRGS.

Como resultado, a água do lago Guaíba e dos rios que o alimentam continua empossada em Porto Alegre e nas cidades vizinhas de baixa altitude. Com as chuvas constantes e a velocidade do fluxo da água, o nível sobe em minutos e deixa cidades submersas em questão de horas.

Temporais no RS: três fatores explicam colapso em Porto Alegre

    Maior aspirador do mundo vai sugar poluição do ar; veja como funciona

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    Captura direta de ar é uma tecnologia projetada remover o carbono usando produtos químicos.
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    Laura Paddisonda CNN
    13/05/2024 às 11:54
    Postado em 13 de maio de 2.024 às 13h00m

    #.*Post. - N.\ 11.200*.#

    O design modular do Mammoth permite que as unidades sejam empilhadas e movidas pela fábrica.
    O design modular do Mammoth permite que as unidades sejam empilhadas e movidas pela fábrica. Climeworks via CNN Newsource

    A maior usina do mundo projetada para sugar da atmosfera a poluição que aquece o planeta como um vácuo gigante começou a operar na Islândia na quarta-feira (8).

    Mammoth é a segunda planta comercial de captura direta de ar inaugurada pela empresa suíça Climeworks no país e é 10 vezes maior que sua antecessora, Orca, que começou a operar em 2021.

    A captura direta de ar, ou DAC, é uma tecnologia projetada para sugar o ar e remover o carbono usando produtos químicos. O carbono pode então ser injetado nas profundezas do solo, reutilizado ou transformado em produtos sólidos.

    A Climeworks planeja transportar o carbono para o subsolo, onde será naturalmente transformado em pedra, retendo o carbono permanentemente. A empresa está trabalhando em parceria com a empresa islandesa Carbfix para este chamado processo de captura.

    Toda a operação será alimentada pela energia geotérmica abundante e limpa da Islândia.

    As soluções climáticas de última geração, como o DAC, estão recebendo mais atenção dos governos e da indústria privada, à medida que os humanos continuam a queimar combustíveis fósseis. As concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, que aquece o planeta, atingiram um nível recorde em 2023.

    À medida que o planeta continua aquecendo – com consequências devastadoras para os seres humanos e para a natureza – muitos cientistas dizem que o mundo precisa de encontrar formas de remover carbono da atmosfera, além de reduzir rapidamente os combustíveis fósseis.

    Mas as tecnologias de remoção de carbono, como o DAC, ainda são controversas. Elas foram criticadas por serem caros, consumidoras de energia e não comprovadas em escala. Alguns defensores do clima também estão preocupados com a possibilidade de desviarem a atenção das políticas de redução dos combustíveis fósseis.


    A fábrica Mammoth da Climeworks será capaz de capturar 36.000 toneladas de carbono do ar. / Climeworks via CNN Newsource

    Esta tecnologiaestá repleta de incertezas e riscos ecológicos, disse Lili Fuhr, diretora do programa de economia fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional, falando sobre a captura de carbono em geral.

    A Climeworks começou a construir Mammoth em junho de 2022, e a empresa afirma que é a maior fábrica desse tipo do mundo. Ela possui design modular com espaço para 72 recipientes coletores – as peças de vácuo da máquina que capturam o carbono do ar – que podem ser empilhados uns sobre os outros e movimentados facilmente. Existem atualmente 12 deles em vigor e mais serão adicionados nos próximos meses.

    Mammoth será capaz de extrair 36 mil toneladas de carbono da atmosfera por ano em plena capacidade, de acordo com a Climeworks. Isso equivale a tirar cerca de 7.800 carros movidos a gasolina das estradas durante um ano.

    A Climeworks não forneceu um custo exato para cada tonelada de carbono removida, mas disse que estava mais próximo dos 1.000 dólares por tonelada do que dos 100 dólares por tonelada – o último dos quais é amplamente visto como um limiar fundamental para tornar a tecnologia acessível e viável.

    À medida que a empresa aumenta o tamanho de suas fábricas e reduz os custos, o objetivo é atingir US$ 300 a US$ 350 por tonelada até 2030, antes de atingir US$ 100 por tonelada por volta de 2050, disse Jan Wurzbacher, cofundador e co-CEO da Climeworks, em uma ligação com repórteres.

    A nova central é um passo importante na luta contra as alterações climáticas, disse Stuart Haszeldine, professor de captura e armazenamento de carbono na Universidade de Edimburgo. Ela vai aumentar o tamanho do equipamento para capturar a poluição por carbono.

    Mas, advertiu ele, isso ainda é uma pequena fração do que é necessário.


    A fábrica Mammoth da Climeworks em Hellisheiði, Islândia, começou a operar em 8 de maio. / Climeworks via CNN Newsource

    Todos os equipamentos de remoção de carbono do mundo só são capazes de remover cerca de 0,01 milhões de toneladas métricas de carbono por ano, muito longe dos 70 milhões de toneladas por ano necessárias até 2030 para cumprir as metas climáticas globais, de acordo com a Agência Internacional de Energia.

    Já existem fábricas DAC muito maiores em obras de outras empresas. O Stratos, atualmente em construção no Texas, por exemplo, foi projetado para remover 500 mil toneladas de carbono por ano, segundo a Occidental, a empresa petrolífera por trás da usina.

    Mas pode haver um problema. A Occidental afirma que o carbono capturado será armazenado nas profundezas, mas seu site também se refere ao uso do carbono capturado pela empresa em um processo chamadorecuperação aprimorada de petróleo. Isto envolve empurrar carbono para os poços para expulsar os restos de petróleo de difícil acesso – permitindo que as empresas de combustíveis fósseis extraiam ainda mais de campos petrolíferos envelhecidos.

    É este tipo de processo que deixa alguns críticos preocupados que as tecnologias de remoção de carbono possam ser utilizadas para prolongar a produção de combustíveis fósseis.

    Mas para a Climeworks, que não está ligada a empresas de combustíveis fósseis, a tecnologia tem um enorme potencial e a empresa diz ter grandes ambições.

    Jan Wurzbacher, cofundador e co-CEO da empresa, disse que Mammoth é apenas o estágio mais recente no plano da Climeworks de aumentar até 1 milhão de toneladas de remoção de carbono por ano até 2030 e 1 bilhão de toneladas até 2050.

    Os planos incluem potenciais fábricas de DAC no Quênia e nos Estados Unidos.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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