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Organização Mundial do Comércio é órgão máximo internacional
da área.
É a primeira vez que um brasileiro assume o comando da
entidade.
07/05/2013 13h55 - Atualizado em 07/05/2013 14h30
O diplomata brasileiro Roberto Azevêdo será o próximo
diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o órgão
máximo do comércio internacional, a partir de setembro, segundo o Ministério das
Relações Exteriores (Itamaraty). A confirmação é informal; o anúncio oficial
será feito pela OMC na quarta-feira (8).
A disputa final ficou entre o brasileiro, que contou com o
apoio dos países emergentes e em desenvolvimento, e o mexicano Hermínio Blanco,
visto como candidato dos países ricos.
Nove candidatos se apresentaram para suceder o francês Pascal
Lamy, que deixará seu posto no fim de agosto. Lamy está no cargo desde 2005.
Saíram da disputa, na primeira fase da seleção, os quatro
candidatos que conseguiram menor apoio por parte da consulta feita com os 158
países-membros da OMC: Alan John Kyerematen (Gana), Anabel González (Costa
Rica), Amina Mohamed (Quênia) e Ahmad Thougan Hindawi (Jordânia). Na segunda
fase, deixaram a disputa o neozelandês Tim Groser, o sul-coreano Taeho Bark e a
indonésia Mari Pangetsu.
É a segunda vez que o Brasil tenta emplacar no comando do
órgão. Em 2005, quando Pascal Lamy foi eleito, o Brasil lançou Luiz Felipe de
Seixas Corrêa para o posto. Desde sua fundação, em 1995, nunca um brasileiro
ocupou a presidência da OMC, responsável por conduzir as rodadas que visam à
liberalização do comércio mundial.
Currículo do brasileiro
Azevêdo é diplomata de carreira, tem 55 anos e está no Itamaraty desde 1983.
Azevêdo é diplomata de carreira, tem 55 anos e está no Itamaraty desde 1983.
Em nota divulgada em dezembro, na ocasião do lançamento do nome
do diplomata, o Itamaraty destacou que "a candidatura brasileira representa a
importância atribuída pelo país ao fortalecimento da OMC e procura contribuir
para o progresso institucional da Organização e para o desenvolvimento econômico
e social mundial".
O Itamaraty também chamou a atenção para a Rodada de Doha, em
que o Brasil negocia para derrubar subsídios agrícolas em países desenvolvidos
como forma de dar mais competitividade às mercadorias do país.
No comunicado, o ministério mencionou como objetivos da OMC a
"melhoria dos padrões de vida, à garantia do pleno emprego
e da renda, à expansão da produção e do comércio de bens e serviços, bem como ao
uso dos recursos disponíveis em conformidade com o desenvolvimento
sustentável".
A nota também lista as qualificações de Azevêdo para o cargo.
Desde 2008, ele é o representante do Brasil no órgão e atua como
"negociador-chave". Antes, ocupou diversos cargos relacionados a assuntos
econômicos no Ministério das Relações Exteriores, tendo atuado em contenciosos
como os casos de Subsídios ao Algodão (iniciado pelo Brasil contra os Estados
Unidos), Subsídios à Exportação de Açúcar (iniciado pelo Brasil contra as
Comunidades Europeias) e Medidas que Afetam a Importação de Pneus Reformados
(litígio iniciado pelas Comunidades Europeias), além de chefiar a delegação
brasileira na Rodada Doha.
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