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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Astrônomos encontram planeta semelhante à Terra com 50% de chance de ser habitável

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Pesquisadores estimam que o planeta cerca de 50% de chance de reunir condições para a presença de água líquida e permitir habitação humana.
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 Por Redação g1

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 10h40m
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Pesquisadores descobrem planeta semelhante à Terra — Foto: Nasa
Pesquisadores descobrem planeta semelhante à Terra — Foto: Nasa

Astrônomos descobriram um novo planeta do tamanho da Terra e com chance de estar em uma zona habitável para os seres humanos.

O possível planeta foi batizado de HD 137010 b e está localizado a cerca de 150 anos-luz da Terra, dentro da Via Láctea.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Sul de Queensland (UniSQ), em parceria com cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Oxford, e publicada na revista Astrophysical Journal Letters.

O HD 137010 b tem um tamanho muito próximo ao da Terra, cerca de 6% maior, e orbita sua estrela a uma distância comparável à que Marte mantém do Sol. Por isso, os pesquisadores descrevem o planeta como um ponto de encontro entre a Terra e Marte.

Essa posição o coloca na chamada zona habitável de sua estrela — termo usado na astronomia para definir a região em que, em teoria, a água poderia existir em estado líquido na superfície de um planeta.

O astrônomo Alex Venner, autor principal do estudo, afirma que há cerca de 50% de chance de o HD 137010 b ser habitável. Segundo ele, o planeta está realmente no limite do que consideramos possível em termos de potencial habitabilidade.

Vídeo da Nasa mostra evolução de uma supernova 
Vídeo da Nasa mostra evolução de uma supernova 

Por que ele é um candidato?

Apesar do interesse gerado pelos dados, o HD 137010 b ainda não é considerado um planeta confirmado. No artigo científico, ele é classificado como um candidato porque precisa de pelo menos mais uma observação para que sua existência seja comprovada de forma definitiva.

Além disso, as condições ambientais estimadas impõem limites importantes à ideia de que ele possa abrigar humanos. Embora a estrela HD 137010 seja semelhante ao Sol, ela é mais fria e menos brilhante. Com isso, o planeta receberia menos de um terço da quantidade de luz e calor que a Terra recebe.

As estimativas indicam que a temperatura máxima da superfície poderia chegar a cerca de -68 °C. Para comparação, a temperatura média da superfície de Marte é de aproximadamente -65 °C.

Somente com novas observações os astrônomos poderão confirmar se o HD 137010 b é, de fato, um planeta — e avaliar melhor se esse mundo distante pode reunir condições mínimas para a existência de água líquida e, em tese, de vida.

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'Maior que 5 Cristos Redentores': como pesquisadores mediram maior boca de caverna do mundo no Brasil

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A Casa de Pedra fica no interior de São Paulo e está fechada desde 2003, depois que duas pessoas morreram.
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Por Fantástico

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 05h00m
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Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo
Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo

A maior boca de caverna do planeta fica no Brasil, mais precisamente no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. O título acaba de ser confirmado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) após uma expedição científica que reuniu tecnologia de ponta, dias de caminhada e situações de risco. O trabalho foi acompanhado pelo Fantástico (veja no vídeo acima).

A Casa de Pedra, fechada ao público desde 2003, impressiona quem se aproxima do gigantesco arco de entrada. Agora, graças a um levantamento feito com drone e laser, os cientistas concluíram: são 197,1 metros de altura, o equivalente a empilhar cinco Cristos Redentores.

"Esse número coloca ela entre aquelas coisas raras que você não vê todo dia, que a natureza nos consegue presentear", conta Nicolás Strikis, pesquisador do Instituto de Geociências/USP.

'Maior que cinco Cristos Redentores': como pesquisadores mediram maior boca de caverna do mundo no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
'Maior que cinco Cristos Redentores': como pesquisadores mediram maior boca de caverna do mundo no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

Três horas e meia de trilha

A jornada até a Casa de Pedra não é simples. A reportagem do Fantástico acompanhou os geólogos Nicolás e Vanessa, da USP, em uma trilha classificada como difícil: lama, riachos, subidas íngremes, carga pesada e o risco constante de escorregar.

A caixa mais valiosa da equipe — carregada por duas pessoas — transportava o equipamento responsável por revelar as dimensões exatas da caverna: um drone acoplado a um laser de alta precisão.

No caminho, a Mata Atlântica dá sinais de vida. Arapongas, porcos-do-mato, onças e jaguatiricas já foram registrados na região do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), área que abriga mais de 400 cavernas, mas nenhuma tão monumental quanto a Casa de Pedra.

Entrada da Casa de Pedra, que está fechada para o público desde 2003, quando duas pessoas morreram. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Entrada da Casa de Pedra, que está fechada para o público desde 2003, quando duas pessoas morreram. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

A dúvida que durava 36 anos

O tamanho da abertura da Casa de Pedra era estimado desde 1989, quando espeleólogos usaram cordas para medir o vão. Apesar do esforço, havia imprecisões: cordas esticam, e uma pessoa pendurada pode alterar a medida.

Agora, um drone sobrevoou a entrada emitindo 1,92 milhão de pontos de laser por segundo. Cada ponto é parte de um gigantesco quebra‑cabeça virtual que permitiu criar um modelo 3D da boca da caverna — desta vez, com precisão científica.

É um patrimônio natural brasileiro. A gente só consegue preservar aquilo que conhece, explica a equipe.

Imagem mostra a extensão da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Imagem mostra a extensão da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

A beleza que também oferece risco

Além do tamanho impressionante, a Casa de Pedra chama atenção pela dificuldade de exploração. Um rio corta toda a extensão interna da caverna e, para atravessá-la, é preciso caminhar quase três quilômetros sobre pedras molhadas e trechos onde a água chega ao peito.

A área está fechada ao turismo desde 2003, quando uma tromba d’água atingiu um grupo em travessia. Um guia e um turista morreram. Mesmo com a experiência de anos, moradores da região relatam que tudo pode mudar em questão de minutos quando começa a chover.

Em 2024, a própria equipe da USP escapou por pouco de uma enchente repentina.

A água sobe em cerca de uma hora. Não é tempo suficiente para evacuar a caverna, explicam os pesquisadores.

Imagem em 3D da abertura da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Imagem em 3D da abertura da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

O trabalho constante por informação

A cada dois meses, Nicolás e Vanessa retornam ao interior da caverna para monitorar o nível da água. Em alguns momentos, os sensores registraram alturas superiores a 2 metros. Em outros, a força da correnteza chegou a entortar equipamentos.

Esses dados são fundamentais para discutir uma possível reabertura controlada da Casa de Pedra — talvez restrita a meses de estiagem, entre abril e setembro, e com novos protocolos de segurança.

Por enquanto, visitantes só podem chegar até a boca da caverna — e para muitos, só isso já basta.

Um arco colossal sem igual no planeta

No mundo, há cavernas mais profundas ou com salões maiores, como Sơn Đoòng, no Vietnã. Mas quando o critério é altura da entrada, nenhuma supera a brasileira.

As cavernas chinesas e venezuelanas com grandes aberturas citadas por viajantes nem sempre são consideradas cavernas de fato — algumas são dolinas, outras não têm medidas oficiais ou consenso geológico.

Na Casa de Pedra, não há dúvidas. Altura oficial da abertura: 197,1 metros. Equivalente a cinco Cristos Redentores empilhados.

O Cristo Redentor com mais ou menos 38 metros, a gente conseguiria empilhar na entrada da caverna cerca de cinco Cristos Redentores. Esse tamanho não existe em nenhum outro lugar do mundo, destaca a equipe. 
Patrimônio brasileiro de escala mundial

A confirmação científica muda a forma como o mundo olha para o Vale do Ribeira.

"Esse número a coloca entre aquelas coisas raras que você não vê todo dia, que a natureza nos consegue presentear. Passam então a olhar para o estado de São Paulo, para a Casa de Pedra, como um local em que você precisa colocar no seu roteiro de viagens coisas que você precisa conhecer", diz Nicolás Strikis, pesquisador do Instituto de Geociências/USP.

Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo
Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

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