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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Invasão dos EUA na Venezuela abre precedente para China também exercer força militar; entenda

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As Nações Unidas avaliam que as ações americanas podem colidir com os interessas econômicos e comerciais da China na região. E também podem levar o país a exercer a força militar em Taiwan.
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Por Jornal Nacional

Postado em 08 de Janeiro de 2.025 às 22h30m
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Política externa americana levanta dúvidas sobre a posição chinesa na América do Sul
Política externa americana levanta dúvidas sobre a posição chinesa na América do Sul

A invasão dos Estados Unidos na Venezuela acendeu alerta na China.

As Nações Unidas avaliam que as ações americanas na Venezuela abrem um "precedente perigoso" na geopolítica.

A operação de sábado é resultado da mudança da política externa do governo Donald Trump. Em dezembro, o presidente anunciou que estava atualizando a Doutrina Monroe que moldou a política externa do país por mais de 200 anos.

Essa doutrina prega a américa para os americanos. Um conceito que cria a divisão do mundo em esferas de influência - onde potências como a Rússia e China - teriam o controle sobre suas regiões. Ao longo de décadas ela foi usada pelos Estados Unidos pra justificar intervenções em países americanos.

A Europa não esconde a preocupação de como essa política de Trump pode desencadear um efeito dominó para novas intervenções. Os americanos deixaram uma porta aberta - um precedente "terrível" nas palavras de líderes europeus.

"A preocupação é que a China passe a adotar o mesmo modelo de atuação dos Estados Unidos nas relações internacionais em que vale a lei do mais forte. A China pode entender que pode, no momento também exercer a força militar contra Taiwan", comenta Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP.

A China considera Taiwan uma província rebelde e o presidente Xi Jinping diz que quer retomá-la. A ilha é a maior produtora mundial de chips semicondutores - que estão em toda parte: de carros a geladeiras. Nessa virada de ano Pequim executou uma série de exercícios militares bem perto da ilha.

Mas essa politica expansionista também tem seus riscos para Pequim. A China é hoje a grande fabrica do mundo. Está conectada à cadeia produtiva de todos os continentes e as medidas intervencionistas podem ter impacto direto sobre os negócios chineses.

Na área de infraestrutura, a América Latina se tornou uma peça importante dos investimentos da China. A maioria dos países da região já faz parte da iniciativa trilionária conhecida como a nova rota da seda: uma estratégia de política externa de Pequim, que busca ampliar ainda mais a influência do país no mundo.

O Panamá foi um dos primeiros a assinar um acordo. Mas saiu em 2025, por pressão dos Estados Unidos, que queriam afastar a interferência chinesa do Canal do Panamá - que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

Em novembro de 2024, o presidente Xi Jinping foi até o Peru inaugurar o Porto de Chancay - que liga o território chinês à América Latina pelo Oceano Pacífico. A china investiu ali mais de US$ 3,5 bilhões de investimento .

O líder chinês anunciou também uma linha de crédito de 10 bilhões de yuans para investimentos de empresas chinesas em países latinos.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e importava 70% do petróleo produzido na Venezuela.

"As ações expansionistas e intervencionistas dos Estados Unidos. A depender da forma como podem ocorrer, elas definitivamente podem colidir com os interesses econômicos e comerciais da China. Na América Latina, a China é um grande investidor, é uma força comercial importante para muitos países. E se os Estados Unidos optarem por exercer a força e a coerção como método diplomático e método securitário e que isso confronte os interesses chineses, obviamente que isso pode despertar o desejo da China de agir de forma coercitiva e de forma intervencionista, seja na América Latina, ou seja, a partir de retaliações cruzadas em outros espaços geográficos, como na Ásia", diz Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP.

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Vendas de elétricos e híbridos sobem 26% em 2025, e crescem 10 vezes mais que o mercado

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Foram 220 mil veículos eletrificados emplacados em 2025, puxados pelos modelos híbridos plug-in. Fábricas da BYD e GWM, recém-inauguradas no país, devem ampliar ainda mais as vendas para este ano.
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Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 08 de Janeiro de 2.026 às 06h00m
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 — Foto: João Pantoja/Rede Amazônica
— Foto: João Pantoja/Rede Amazônica

A venda de carros elétricos e híbridos cresceu 26% em relação ao número de emplacamentos registrados em 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Segundo a entidade, foram vendidos 223.192 veículos eletrificados em 2025, ante 177.538 em 2024 e 93.927 em 2023. Na comparação com 2023, o avanço chega a 138%.

O ano também foi marcado pela inauguração das fábricas da BYD e da GWM, além do início da fabricação nacional de modelos elétricos da Chevrolet, que prometem ampliar ainda mais as vendas em 2026. (veja mais abaixo)

O crescimento entre 2024 e 2025 já é expressivo por si só, mas ganha ainda mais destaque quando comparado à previsão de alta de apenas 2,5% para todo o mercado de automóveis da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Com isso, o segmento de veículos elétricos e híbridos deve crescer cerca de 10 vezes mais do que o mercado total, que inclui também os modelos movidos a combustão.

A ABVE não inclui na contagem os veículos com sistema híbrido leve, já que esse tipo de tecnologia não utiliza o motor elétrico para movimentar as rodas.

Alguns modelos com esse sistema são:

  • Fiat Pulse;
  • Fiat Fastback;
  • Peugeot 208;
  • Peugeot 2008;
  • Caoa Chery Tiggo 7 Pro;
  • Kia Sportage;
  • Land Rover Defender 110 e 130.

Ao incluir esse tipo de eletrificação no total, foram emplacados 282.252 veículos em 2025. Os híbridos leves responderam por 34% de todas as vendas.

A diferença de 59.060 unidades é superior ao volume registrado por todos os modelos com conjunto híbrido pleno (42.354 unidades).

Entre eles, estão:

  • Honda Civic;
  • Honda CR-V;
  • Toyota Corrolla;
  • Toyota Corolla Cross;
  • Toyota Rav4;
  • Ford Maverick;
  • Hyundai Kona;
  • GWM Haval H6;
  • GAC GS4.

Ultrapassamos o marco simbólico dos 200 mil veículos eletrificados vendidos num único ano. Em 2016, tínhamos ficado felizes quando atingimos 1.091 unidades e agora, em 2025, chegamos a 223.912. O mercado aumentou 20.423% em apenas 10 anos!, apontou Ricardo Bastos, presidente da ABVE.

Segundo a ABVE, os veículos eletrificados responderam por 13% das vendas de carros zero km em 2025.

Híbrido plug-in é o preferido do brasileiro

Mesmo com grande parte das vendas concentrada nos híbridos leves, os híbridos plug-in que registraram os maiores volumes. Neles, o motor elétrico move as rodas e garante menor consumo de combustível.

Veja quantos emplacamentos foram feitos por cada tecnologia:

  1. Híbrido plug-in: 101.394 unidades emplacadas;
  2. 100% elétrico: 80.178 unidades emplacadas;
  3. Híbrido leve 12V: 44.459 unidades emplacadas;
  4. Híbrido pleno flex: 21.323 unidades emplacadas;
  5. Híbrido pleno: 21.047 unidades emplacadas;
  6. Híbrido leve 48V: 16.881 unidades emplacadas.
Brasil expandiu a fabricação local em 2025
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) — Foto: divulgação/BYD
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) — Foto: divulgação/BYD

Em 2025, começaram a operar fábricas de três grandes marcas no Brasil, que devem ampliar a oferta e os emplacamentos de eletrificados no Brasil. A primeira foi a BYD, que inaugurou sua planta em Camaçari (BA), onde a Ford produzia veículos como o EcoSport.

Na unidade do Nordeste são produzidos:

  • BYD Dolphin Mini;
  • BYD Song Pro;
  • BYD King.

A GWM também assumiu e adaptou a unidade fabril que antes pertencia à Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP) — onde a marca alemã produzia modelos como o sedã Classe C e o SUV GLA.

A partir da planta no interior paulista, a fabricante chinesa produz:

  • GWM Haval H6;
  • GWM Haval H9;
  • GWM Poer P30.

Já a GM adotou uma estratégia diferente ao terceirizar a produção de seus modelos elétricos para a Comexport, em Horizonte (CE).

A partir dessa unidade saem modelos como:

  • Chevrolet Spark;
  • Chevrolet Captiva EV.

Em resumo, os eletrificados são o setor mais inovador e dinâmico do mercado automotivo brasileiro, e o que mais investe em geração de emprego", disse o presidente da ABVE.

Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) — Foto: divulgação/GWM
Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) — Foto: divulgação/GWM

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