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segunda-feira, 16 de março de 2026

Dólar cai e fecha em R$ 5,22, com foco em guerra no Oriente Médio e 'prévia' do PIB;

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Ibovespa sobe A moeda americana teve queda de 1,60%, cotada a R$ 5,2294. Já o principal índice da bolsa brasileira teve um avanço de 1,25%, aos 179.875 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 16 de Março de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (16) em queda de 1,60%, cotado a R$ 5,2294. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 1,25%, aos 179.875 pontos.

▶️Os preços do petróleo voltaram a cair nesta segunda-feira, após ter registrado uma forte alta nas últimas sessões. O movimento reflete um maior alívio do mercado depois que um navio não iraniano conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz, elevando a expectativa de normalização do tráfego de petróleo na região — nos últimos dias, apenas embarcações do Irã estavam conseguindo fazer a travessia.

  • 🔎 Quando o petróleo cai, o custo da energia e produção de bens também diminui, ajudando a conter a inflação. Isso deixa investidores mais confiantes para apostar em ações e outros investimentos mais arriscados. Perto das 17h, o barril tipo Brent, referência internacional, caía 2,74%, a US$ 100,31, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha queda de 4,94%, a US$ 93,78.

▶️Além disso, os mercados globais reagiram positivamente à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que países europeus e asiáticos ajudem a reabrir o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do fluxo mundial de petróleo. A expectativa é que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anuncie em breve os países que formarão uma coalizão para manter ocanal aberto à navegação.

▶️Na agenda econômica brasileira, o destaque ficou com a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, que indicou um crescimento de 0,8% da economia brasileira em janeiro, na maior expansão mensal em um ano. Já a atualização das projeções do mercado no Boletim Focus mostrou que o mercado prevê um corte menor de juros pelo Banco Central.

  • 🔎 A semana também é marcada por decisões importantes sobre juros no Brasil e nos EUA, com investidores atentos à reunião do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

▶️Além disso, a Receita Federal divulgou nesta segunda-feira as regras da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. Milhões de contribuintes terão de prestar contas ao Fisco sobre rendimentos e despesas referentes ao ano de 2025. O prazo começa em 23 de março e se estende até 29 de maio (Saiba mais abaixo).

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -1,60%;
  • Acumulado do mês: +1,86%;
  • Acumulado do ano: -4,72%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,25%;
  • Acumulado do mês: -4,72%;
  • Acumulado do ano: +11,64%.
Petróleo na marca dos US$ 100

O preço do petróleo atingiu os US$ 106 por barril em meio à escalada da guerra entre EUA-Israel e Irã, que entra na terceira semana. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, elevou as incertezas sobre oferta e transporte global.

Desde o início do conflito, o Brent, padrão internacional já acumula alta superior a 40%, pressionando os mercados e aumentando os temores de inflação global.

Em discurso na Casa Branca nesta segunda-feira, Donald Trump reforçou seu apelo para que países europeus e asiáticos ajudem a reabrir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Ele destacou que os EUA obtêm menos de 1% do seu petróleo pelo estreito, enquanto países como Japão, China, Coreia do Sul e algumas nações europeias dependem muito mais dessa passagem.

O presidente americano também afirmou que alguns desses países informaram que estão a caminho para ajudar, enquanto outros não se mostraram muito dispostos.

Para Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, a queda do petróleo trouxe alívio aos investidores, com a expectativa de que mais petroleiros atravessem o Estreito de Ormuz.

Ele destacou ainda que a liberação de reservas estratégicas por nações desenvolvidas ajudou a reduzir a pressão sobre os preços da commodity, que podem cair para abaixo de US$ 80 nos próximos meses, embora a volatilidade de curto prazo permaneça acima de US$ 100.

"Contudo, é importante destacar que, mesmo com algum alívio nos mercados caso o conflito não se agrave, qualquer recuperação nos investimentos de renda fixa e variável pode ser revertida devido à volatilidade e ao sentimento dos investidores diante dos impactos econômicos", afirma o analista.

Guerra no Oriente Médio

Israel anunciou o início de uma operação terrestre limitada no sul do Líbano contra alvos do Hezbollah, com o objetivo de destruir infraestrutura do grupo e reforçar a defesa na fronteira. A ação, na prática, é uma invasão de território.

O termo "operação limitada" também foi utilizado por Israel da última vez que tropas do país invadiram o território do Líbano, em outubro de 2024.

À época, o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin explicou ao g1 que o termo significa uma incursão pontual, que não inclui uma ocupação completa do território que está sendo invadido.

A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após a retomada do conflito entre Israel e Hezbollah no início de março, ligada à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Desde então, Israel intensificou bombardeios e ataques no território libanês, enquanto o Hezbollah também tem lançado ofensivas contra Israel. O confronto já deixou centenas de mortos no Líbano e provocou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.

Agenda econômica

  • Boletim Focus

O mercado financeiro passou a prever um corte menor da taxa Selic na reunião do Copom desta semana, segundo o Boletim Focus do Banco Central.

A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,75% ao ano, após a guerra no Oriente Médio elevar os preços do petróleo e aumentar os riscos de pressão inflacionária.

Previsões do mercado:

  • Selic (2026): corte para 14,75% nesta reunião
  • Selic no fim de 2026: 12,25% ao ano
  • Inflação (IPCA) 2026: 4,10%
  • PIB 2026: 1,83% de crescimento
  • Dólar no fim de 2026: R$ 5,40
Prévia do PIB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,80% em janeiro na comparação com dezembro.

O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,85%, de acordo com pesquisa da Reuters.

Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador registrou crescimento de 1,0%. Já no acumulado em 12 meses, o avanço chegou a 2,3%, conforme dados sem ajuste sazonal.

Imposto de Renda

A Receita Federal informou que o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) começa em 23 de março e vai até 29 de maio. Quem enviar fora do prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Devem declarar, entre outros casos:

  • contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025;
  • tiveram rendimentos isentos acima de R$ 200 mil;
  • realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil;
  • ou possuíam bens superiores a R$ 800 mil no fim do ano.

As mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, conforme aprovado no ano passado, só terão efeito nas declarações a partir de 2027. (Veja quem mais é obrigado a declarar).

Mercados globais

A queda no preço do petróleo em meio à perspectiva de que o Estreito de Hormuz possa ser reaberto trouxe algum alívio aos mercados globais nesta segunda-feira.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, com investidores se posicionando para uma semana potencialmente decisiva para os mercados globais.

O Dow Jones avançou 0,83%, o S&P 500 subiu 1,01% e o Nasdaq teve ganhos de 1,22%.

Na Europa, os mercados fecharam em alta após a queda no preço do petroleo.

O DAX, da Alemanha, subiu 0,50%, enquanto o CAC 40, da França, avançou 0,31%. Na Itália, o FTSE MIB teve alta de 0,07%, e o FTSE 100, de Londres, também operou no campo positivo, subindo 0,55%.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,45%, e o CSI300 avançou 0,05%. Já o índice de Xangai recuou 0,26% e o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,1%.

O mercado foi parcialmente apoiado por notícias de avanços da China na produção de chips, mas a guerra no Irã continua mantendo os investidores cautelosos.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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Nova exposição mostra moldes de vítimas de Pompeia 'congeladas' no momento da morte

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Mais de 20 reproduções ficam em mostra permanente no parque arqueológico. Técnica criada no século 19 preserva posição e detalhes das vítimas.
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Por Redação g1

Postado em 16 de Março de 2.026 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Pessoas visitam o sítio arqueológico de Pompeia, perto de Nápoles, no sul da Itália — Foto: AP Photo/Alessandra Tarantino
Pessoas visitam o sítio arqueológico de Pompeia, perto de Nápoles, no sul da Itália — Foto: AP Photo/Alessandra Tarantino

Mais de 20 moldes de gesso de vítimas que morreram na catastrófica erupção do vulcão em Pompeia entraram em exibição permanente nesta quinta-feira (12), na Itália.

Os moldes, que estudiosos chamam de impressões de dor, registram de forma impactante a posição em que cada morador estava quando morreu, no ano 79. As reproduções foram feitas com o despejo de gesso líquido nos espaços deixados pelos corpos decompostos na cinza endurecida.

A intenção foi dar dignidade a essas pessoas, que são como nós — mulheres, crianças, homens — que morreram durante a erupção, mas, ao mesmo tempo, tornar isso compreensível, disse Gabriel Zuchtriegel, diretor do Parque Arqueológico de Pompeia. Segundo ele, a ideia é fazer com que o público entenda o que realmente aconteceu em Pompeia.

Criada por Giuseppe Fiorelli em 1863, a técnica preserva com fidelidade a posição, a expressão de dor e detalhes das roupas das vítimas, tornando os moldes testemunhos únicos. O método ainda é usado pela equipe de pesquisadores que atua no parque arqueológico.

O que antes se imaginava ser a mãe e o seu filho foi reavaliado após estudo publicado na última semana — Foto: Imagem: Parque Arqueológico de Pompeia
O que antes se imaginava ser a mãe e o seu filho foi reavaliado após estudo publicado na última semana — Foto: Imagem: Parque Arqueológico de Pompeia

Pompeia é o único local conhecido que permite a recuperação desse tipo de evidência, possibilitando aos visitantes ver a reprodução de objetos destruídos e das pessoas que viveram e morreram naquele momento.

A erupção do Monte Vesúvio matou cerca de 2 mil moradores da cidade. Na região, o total de vítimas pode ter chegado a 16 mil. Pompeia foi coberta por cinzas, que depois se solidificaram com os fluxos piroclásticos.

Durante as escavações, foram encontrados os restos de mais de mil vítimas presas em casas ou abrigos, soterradas por uma chuva de pedras-pomes e rochas vulcânicas ou mortas pelo desabamento de telhados e paredes sob o peso dos detritos, que chegaram a cerca de três metros de altura.

Os 22 moldes expostos foram escolhidos entre os corpos mais bem preservados. As vítimas foram encontradas em diferentes pontos da cidade, de áreas centrais a portões e estradas que levavam para fora, por onde moradores tentaram fugir.

Eles têm um forte impacto emocional nos visitantes e podem ser muito comoventes, disse Silvia Martina Bertesago, arqueóloga do Parque Arqueológico de Pompeia.

Com as análises que hoje podemos realizar, com técnicas cada vez mais avançadas, é possível entender a idade e o sexo, além de identificar eventuais doenças ou o tipo de alimentação, afirmou.

A exposição ocupa os pórticos da Palestra Grande, em frente ao Anfiteatro. Além de uma área dedicada aos restos humanos, o espaço reúne achados como plantas e alimentos que permaneceram soterrados por séculos sob metros de cinza e lava.

Vista do Parque Arqueológico de Pompeia, perto de Nápoles, sul da Itália — Foto: AP Photo/Andrew Medichini
Vista do Parque Arqueológico de Pompeia, perto de Nápoles, sul da Itália — Foto: AP Photo/Andrew Medichini

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