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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Petróleo sobe após Irã e EUA rejeitarem proposta de cessar-fogo

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Fechamento do Estreito de Ormuz interrompe exportações do Oriente Médio e leva refinarias a buscar alternativas; Trump ameaça novas ações se o bloqueio continuar.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 0 de Abril de 2.026 às 18h15m
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Os preços do petróleo passaram a subir levemente nesta segunda-feira (6), em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã sobre uma possível trégua no conflito. Investidores seguem cautelosos diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento global da matéria-prima.

Por volta das 10h45 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 0,1%, para US$ 109,13 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), usado como referência nos EUAs, subia 0,69%, ou 77 centavos, para US$ 112,31 por barril.

As oscilações refletem a incerteza em torno da guerra e das negociações diplomáticas. EUA e Irã receberam um esboço de proposta para encerrar o conflito, mas Teerã rejeitou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

A resposta americana veio em seguida. O presidente Donald Trump afirmou que poderia fazer chover inferno sobre o país caso um acordo não seja alcançado até o fim de terça-feira.

Já o governo iraniano disse ter definido suas próprias posições e exigências em resposta às propostas de cessar-fogo apresentadas por intermediários.

Estreito de Ormuz segue parcialmente fechado

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Por ele passam carregamentos de países como Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, a passagem permanece em grande parte interrompida após ataques iranianos contra embarcações na região.

Mesmo assim, alguns navios voltaram a atravessar o estreito nos últimos dias. Dados de navegação indicam que um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um navio de transporte de gás japonês passaram pela rota desde quinta-feira.

A movimentação reflete a política do Irã de permitir a passagem de embarcações de países considerados mais próximos diplomaticamente.

Para o analista Ole Hvalbye, da SEB Research, o mercado ainda tenta avaliar os possíveis efeitos da situação.

O mercado está tentando entender o que esperar daqui para frente. A principal notícia do fim de semana foi que alguns navios conseguiram atravessar o estreito, disse.

Segundo ele, a disputa por petróleo também tem alterado o fluxo de abastecimento global, com a Europa perdendo parte das cargas para a Ásia em um cenário de oferta mais restrita.

Refinarias buscam petróleo em outras regiões

Com a interrupção das exportações do Oriente Médio, refinarias passaram a procurar petróleo em outras regiões, principalmente nos EUA e no Mar do Norte, área produtora próxima ao Reino Unido.

Esse movimento aumentou a competição por cargas disponíveis. Como resultado, os prêmios pagos no mercado à vista pelo petróleo WTI americano atingiram níveis recordes, impulsionados pela disputa entre refinarias asiáticas e europeias.

Na Índia, refinarias chegaram a adiar paradas programadas para manutenção para garantir combustível suficiente para atender à demanda interna.

Opep+ tenta ampliar produção

Em meio ao cenário de incerteza, a Opep+ — grupo que reúne países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia — decidiu aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de maio.

Ainda assim, analistas avaliam que o impacto dessa medida pode ser limitado enquanto o conflito continuar afetando o comércio global de petróleo.

Os movimentos da Opep parecem enfrentar limitações relacionadas à disponibilidade de exportações, afirmou Janiv Shah, analista da consultoria Rystad.

A Arábia Saudita também elevou o preço oficial de venda do petróleo Arab Light para a Ásia em maio. O valor foi fixado em um prêmio recorde de US$ 19,50 por barril acima da média de referência Oman/Dubai — aumento de US$ 17 em relação ao mês anterior, segundo a estatal Aramco.

Oferta russa também enfrenta interrupções

Além das tensões no Oriente Médio, o fornecimento russo também sofreu interrupções recentes após ataques de drones ucranianos a terminais de exportação no Mar Báltico.

Segundo relatos da imprensa no domingo, o terminal de Ust-Luga retomou os carregamentos no sábado depois de vários dias de paralisação.

Ao mesmo tempo, as exportações do porto de Tuapse, no Mar Negro, devem subir para 794 mil toneladas métricas em abril. O volume representa um aumento diário de 8,7% em relação às 755 mil toneladas previstas para março, de acordo com dois traders e cálculos da Reuters.

Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos
Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos

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Leapmotor terá modelos B10 e C10 produzidos pela Stellantis em Pernambuco

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Utilitários eletrificados utilizam tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 06 de Abril de 2.026 às 17h00m
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Leapmotor C10 — Foto: Divulgação/Leapmotor
Leapmotor C10 — Foto: Divulgação/Leapmotor

O grupo automotivo Stellantis anunciou nesta segunda-feira (6) que vai produzir dois veículos da marca chinesa Leapmotor em seu polo industrial em Goiana (PE).

Os modelos serão os utilitários eletrificados B10 e C10, que utilizam uma tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico responsável pela tração do veículo.

Publicações especializadas citaram que a produção local ocorrerá a partir de 2027, mas a companhia não confirmou a informação ao ser questionada pela Reuters. Outros detalhes, como o nível de nacionalização dos veículos que serão produzidos em Pernambuco, não foram divulgados.

  A Stellantis chama o sistema de propulsão pela sigla em inglês REEV, e afirma que já começou o desenvolvimento local de versão flex capaz de funcionar também com etanol em qualquer mistura com gasolina.

Segundo a Stellantis, a aplicação da motorização flex na tecnologia REEV "é pioneira no mundo".

"A produção local da Leapmotor em nossa fábrica de Goiana (PE) é uma peça fundamental na estratégia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e América do Sul", disse o presidente da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, em comunicado à imprensa.

A Stellantis anunciou a chegada da marca chinesa ao Brasil no ano passado. O polo automotivo de Goiana produz atualmente modelos das marcas Jeep e RAM.

Fundada em 2015 na cidade de Hangzhou, na China, a Leapmotor é uma fabricante de veículos eletrificados.

Com o apoio da Stellantis — dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citröen e Ram —, a empresa começou suas operações no mercado nacional em 2025 e conta com uma linha inicial de SUVs totalmente eletrificados.

A Stellantis é acionista da Leapmotor desde 2023. As duas companhias formaram em 2024 uma joint venture global — chamada Leapmotor International BV — para expandir a marca para além do mercado chinês.

O Brasil foi o primeiro mercado externo em que a Leapmotor passou a vender seus veículos. A operação começou com 36 concessionárias do grupo Stellantis, distribuídas em 29 cidades.

Leapmotor B10 — Foto: Divulgação/Leapmotor
Leapmotor B10 — Foto: Divulgação/Leapmotor

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