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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Preço do petróleo dispara após novos ataques entre EUA e Irã e Trump dizer que acordo de paz 'acabou'

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O petróleo Brent, referência internacional, subiu 5,3%, sendo cotado a US$ 78,09 o barril (cerca de R$ 403)
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Por Associated Press

Postado em 08 de Julho de 2.026 às 07h15
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Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

As bolsas asiáticas fecharam sem tendência definida nesta quarta-feira (8), enquanto os preços do petróleo dispararam mais de 5% após os Estados Unidos lançarem ataques contra o Irã e após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que o acordo de paz com os iranianos "acabou".

A ofensiva americana ocorreu após Washington acusar Teerã de atingir três navios no Estreito de Ormuz.

Os mercados futuros em Nova York operavam com estabilidade.

O petróleo Brent, referência internacional, subia 5,3%, cotado a US$ 78,09 o barril no início desta quarta-feira. O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, registrava alta quase idêntica de 5,4%, negociado a US$ 74,23 o barril. Ambos os contratos vinham acumulando quedas recentes, retornando aos patamares registrados antes do início do conflito com o Irã, no fim de fevereiro.

As ações na China e em Hong Kong avançaram, enquanto os demais mercados da região operaram majoritariamente em queda.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 0.3%, aos 68.077,96 pontos. Em Seul, o Kospi registrou forte queda de 2,9%, fechando a 7.429,13 pontos.

O índice sul-coreano vem enfrentando forte volatilidade: chegou a superar a marca dos 9.000 pontos no mês passado, mas passou a sofrer com sucessivas ondas de realização de lucros em grandes empresas de tecnologia voltadas para inteligência artificial (IA), como a Samsung Electronics e a SK Hynix. A Samsung caiu 2,9% no início da quarta-feira, após desabar cerca de 7% no pregão anterior. Já a SK Hynix avançou 2,4%.

Em Taiwan, o índice Taiex registrou leve baixa de 0,2%.

Por outro lado, em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,4%, para 24.057,24 pontos. Na China continental, o índice de Xangai Composto avançou 0,5%, aos 4.011,05 pontos.

Embora o "boom" global das ações de IA tenha ignorado as bolsas chinesas em grande parte, os investidores parecem focar agora nos esforços domésticos de Pequim para desenvolver sua própria infraestrutura no setor.

O setor de tecnologia liderou a alta desta quarta-feira no mercado chinês, com a Tencent Holdings subindo 3,1%, enquanto a gigante do comércio eletrônico e financeiro Alibaba Group Holding disparou 8,1%. A Baidu avançou 4,7%.

Em outros mercados da Ásia, o índice S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,7%, para 8.738,90 pontos, enquanto o Sensex, da Índia, também fechou em queda de 0,7%.

Na véspera, a volatilidade dos papéis de IA voltou a pressionar as bolsas de Nova York, arrastando Wall Street para o terreno negativo.

O S&P 500 caiu 0,4%, para 7.503,85 pontos, embora a maioria das ações do índice tenha fechado em alta.

A desvalorização das empresas ligadas à inteligência artificial derrubou o índice de tecnologia Nasdaq em 1,2%, para 25.818,69 pontos. O Dow Jones Industrial Average recuou 0,2%, afastando-se de seu recorde histórico para fechar em 52.925,15 pontos.

Os mercados vêm sendo atingidos por temores de que as ações de IA tenham subido além do justificável e de que os investimentos massivos em chips e data centers possam não gerar o ganho de produtividade e os lucros necessários para validar tais valuations.

A Advanced Micro Devices despencou 6,5%, a Intel recuou 9,7% e a Micron Technology perdeu 4,7%.

A SpaceX, controladora da operação da xAI, caiu 6,8% em sua estreia no índice Nasdaq 100.

No setor automotivo, a fabricante de veículos elétricos Rivian Automotive desabou 18,1% após anunciar a emissão de 75 milhões de novas ações, movimento que dilui a participação dos atuais acionistas.

No mercado de câmbio, o dólar americano subia para 162,38 ienes, contra 162,11 ienes do fechamento anterior. O euro operava estável, cotado a US$ 1,1414.

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Irã lança mísseis contra bases militares dos EUA no Bahrein e Kuwait após bombardeio

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Guarda Revolucionária do Irã afirma ter atingido aeronave americana, do modelo MQ-9, no sul do país.
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Por Redação g1

Postado em 08 de Julho de 2.026 às 05h00m
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 Explosão em Bandar Abbas, no Irã, após bombardeio dos EUA
Explosão em Bandar Abbas, no Irã, após bombardeio dos EUA 

Irã lançou ataques retaliatórios contra o Bahrein e o Kuwait na madrugada desta quarta-feira (8). A ofensiva de Teerã é uma resposta imediata aos bombardeios aéreos realizados horas antes pelos Estados Unidos contra o território iraniano, após o regime persa ser acusado de atingir três navios comerciais no Estreito de Ormuz.

Ambos os países árabes atingidos abrigam bases militares de Washington: o Bahrein é a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait serve de quartel-general para as forças do Exército americano na região. Os dois governos acionaram alertas de mísseis para a população no início da manhã.

O comando militar central do Irã confirmou a reação e alertou que "responderá de forma decisiva a essa agressão e ato terrorista" dos Estados Unidos. Até a última atualização desta reportagem, a mídia estatal iraniana havia reconhecido explosões nas regiões de Bandar Abbas, Qeshm e Sirik, mas não divulgou informações sobre baixas ou a extensão dos danos no Bahrein e no Kuwait.

Segundo a Guarda Revolucionária do país, 85 instalações militares dos EUA foram atingidas nos dois países.

EUA bombardeiam alvos no Irã após navios serem atacados no Estreito de Ormuz
EUA bombardeiam alvos no Irã após navios serem atacados no Estreito de Ormuz

A nova escalada militar coloca em xeque o acordo provisório de cessar-fogo na região, costurado após a guerra iniciada no fim de fevereiro. Os ataques ocorrem no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, cumpre agenda na Turquia para a cúpula da Otan.

EUA bombardeiam o Irã

De acordo com o Centcom, a ofensiva tem como objetivo impor "custos elevados" ao Irã por atacar embarcações comerciais tripuladas por civis em uma das principais rotas marítimas do mundo.

"O Irã demonstrou uma agressão injustificada, perigosa e que representa uma clara violação do cessar-fogo", afirmou o comando militar americano em comunicado.

Uma fonte americana ouvida pela Reuters disse que os ataques miraram sistemas de defesa aérea do Irã, além de lançadores de drones e mísseis.

A TV estatal iraniana informou que várias explosões foram registradas em Sirik, cidade portuária no sul do Irã, próxima ao Estreito de Ormuz. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre a causa das explosões nem sobre possíveis vítimas.

Ainda segundo a mídia estatal, o chanceler iraniano disse que os ataques violam o cessar-fogo e provocarão ações "decisivas".

Mais cedo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que três navios foram atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz. Ninguém ficou ferido.

O governo do Catar afirmou que uma das embarcações atingidas era o petroleiro "Al Rekayyat" e responsabilizou o Irã pelo ataque. Segundo a Reuters, nos bastidores, autoridades dos EUA também culpavam Teerã.

Os ataques ocorreram apesar do cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã após a guerra iniciada no fim de fevereiro.

Apesar da nova escalada, as negociações continuam. Um funcionário do governo americano disse à Reuters que representantes dos dois países seguem atuando "de boa-fé" para tentar chegar a um acordo de paz definitivo.

A segurança de navegação e o controle sob o Estreito de Ormuz é um dos principais pontos de atrito nas negociações entre Teerã e Washington.

Após os ataques à embarcações no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos voltaram a impor sanções sobre o setor de petróleo do Irã. O governo americano revogou nesta terça-feira uma licença que havia suspendido temporariamente as restrições às exportações de petróleo iraniano.

A isenção, anunciada em junho como parte do acordo de cessar-fogo entre os dois países, permitia que Teerã produzisse, vendesse e entregasse petróleo bruto e derivados até 21 de agosto.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão e afirmou que a medida viola o Memorando de Islamabad, firmado para encerrar a guerra entre os dois países.

Teerã também responsabilizou Washington pelas consequências da decisão e disse que adotará "todas as medidas necessárias" para proteger seus interesses e a segurança nacional.

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