Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Bugatti Chiron é o futuro sucessor do Veyron (Foto: Divulgação)
A Bugatti revelou as primeiras fotos do Chiron, o sucessor do Veyron, considerado o mais rápido do mundo. Ele terá 1.478 cavalos, cerca de 500 cv a mais do que o antecessor, quando lançado, em 2005.
A supermáquina estreia nesta terça-feira (1º), no Salão de Genebra, e terá a produção limitada em 500 unidades, por US$ 2,6 milhões cada (o equivalente a R$ 10,3 milhões, de acordo com a cotação da última sexta, 26). A Bugatti diz que 150 delas já estão reservadas. ainda em novembro passado, quando revelou o nome do carro, a marca havia dito que tinha 100 compradores, que apenas viram o modelo e nem tinham tido a oportunidade de dirigi-lo. O nome é uma homenagem a Louis Chiron, que correu pela Bugatti nas décadas de 20 e 30 e foi o piloto de maior sucesso com a marca. Haja potência Tanta potência é obtida com um robusto motor de 8 litros, com 16 cilindros dispostos em forma de um W (4 fileiras de 4 cilindros) combinado com uma transmissão automatizada de dupla embreagem com 7 velocidades. O torque máximo é de 163,14 kgfm a 2.000 rotações por minuto, segundo a montadora que faz parte do grupo Volkswagen. A velocidade máxima é de 420 km/h (limitada eletronicamente) e a aceleração de 0 a 100 km/h é estimada em 2,5 segundos.
Bugatti Chiron é o futuro sucessor do Veyron (Foto: Divulgação)
O carro também é cerca de 150 kg mais pesado que o Veyron, com cerca de 1,9 kg, equivalentes ao peso seco, isto é, com o tanque de 98 litros de gasolina vazio. Ele é 7 centímetros mais comprido, 5 cm mais alto e 3,8 cm mais largo; na distância entre eixos, é apenas 1 milímetro maior. A altura em relação ao solo pode variar de acordo com o modo da suspensão escolhido: são 5 possibilidades, incluindo o "Lift", ideal para velocidades mais baixas, que eleva o carro para evitar problemas com irregularidades no asfalto. Os demais modos são "Auto", "Autobahn", "Handling" e "Top Speed".
A marca também disse que o Chiron usa pneus que são mais fáceis de trocar, o que seria uma resposta a reclamações de usuários do Veyron. Veyron foi polêmico A missão do hiperesportivo é suceder o carro que entrou para o Guinness, o livro dos recordes, como o mais rápido do mundo entre os produzidos em série, alcançando 415 km/h -- uma marca que envolveu muita polêmica e chegou a ser temporariamente retirada. O Veyron se despediu no Salão de Genebra 2015. Em Frankfurt, em setembro, a fabricante italiana, que pertence ao grupo Volkswagen, mostrou uma versão em tamanho real do Vision, feito para o game Gran Turismo, do Playstation.
Bugatti Chiron é o futuro sucessor do Veyron (Foto: Divulgação)
Bugatti Veyron 16.4 Grand Sport Vitesse (Foto: Divulgação)
Image copyrightTHINKSTOCKImage captionSabia que não é a primeira vez que gasolina e eletricidade se enfrentam?
Os veículos elétricos estão hoje na linha de frente da batalha do século 21 para decidir como serão movidos os carros do futuro.
E ainda que os rivais tenham pilhas de combustível, energia solar, biocombustíveis e gás liquefeito, os elétricos têm boa chance de ganhar. São suaves, silenciosos, limpos, modernos... modernos? Voltemos uns 100 anos. Este é um carro elétrico de 1915, um dos cerca de 40 mil produzidos em Detroit (EUA) pela empresa americana Anderson Electric Car Company, entre 1906 e 1940. Alcançava velocidade máxima de 40 km/h e andava por até 80 km antes de demandar recarga de suas baterias de chumbo. Gurgel Itaipu o primeiro carro elétrico fabricado na America do Sul
Os carros elétricos foram introduzidos no mercado quase juntos com os carros com motor a combustão, em 1886, e ficaram no mercado até 1915, quando a Ford ...
Nunca satisfeito Muitos acreditam que veículos elétricos sejam produto do mundo tecnológico atual, mas esses veículos já eram a opção de muita gente nos EUA no começo do século passado. E não apenas nos EUA. Na verdade, o primeiro homem que superou os 100 km/h realizou a façanha em Acheres, perto de Paris, em um veículo elétrico de desenho próprio. O nome do motorista era Camille Jenatzy e o carro era o "Jamais Contente". No entanto, como hoje, não estava claro naquela época qual método de propulsão impulsionaria o carro do futuro. O carro elétrico estava sob pressão nessa competição. EVOLUCAO CONTEUDO
Rauch & Lang Eletric de 1915, carro elétrico construído entre 1905 e 1928. Pouquíssimas unidades foram produzidas, principalmente após 1915.
A todo vapor Os automóveis de vapor funcionavam de forma similar a qualquer outra máquina a vapor. A água fervia ao calor de bicos de querosene e o vapor era forçado a entrar em cilindros onde empurrava pistões, que faziam girar um eixo que movia as rodas. Isso era tudo o que queríamos de qualquer fonte de potência: um eixo giratório. Explosões eram uma preocupação. A ilustração mostra o primeiro acidente autombilístco fatal da história: o carro a vapor de John Scott Russell explodiu na Escócia em 1834, matando quatro pessoas.
Image copyrightGETTYImage captionExplosões eram uma preocupação. A ilustração mostra o primeiro acidente autombilístco fatal da história: o carro a vapor de John Scott Russell explodiu na Escócia em 1834, matando quatro pessoas. A possibilidade de explosões preocupava, mas a energia do vapor era uma velha conhecida, em quem as pessoas confiavam. Havia acompanhado a industrialização desde o século 18 e havia tornado possível o "milagre" dos trens.
O vapor era algo que as pessoas entendiam. Além disso, uma máquina a vapor funcionava com quase qualquer coisa que queimasse. Esse recurso parecia não apenas o passado, mas também o futuro.
Mudanças no horizonte
Image copyrightGETTYImage captionEste Motorwagen de 1886 custava na época o equivalente a US$ 26 mil. Os carros a vapor começaram então a superar os elétricos em vendas nos EUA. Mas já se via em seus retrovisores, aproximando-se em alta velocidade, o rival que estava destinado a dominar o mundo. O Motorwagen, considerado por alguns como o "verdadeiro primeiro carro do mundo", funcionava com gasolina. Em 1885, quando Karl Benz ligou o motor de seu Motorwagen pela primeira vez, descreveu o som que fazia como "música do futuro". E ele tinha razão: se a música do século 20 tem uma nota dominante, é a do motor de combustão interna. E isso é curioso, porque esse tipo de motor é muito exigente. O motor a gasolina requer eletrônica sofisticada, bomba de óleo, lubrificação, válvulas que sobem e descem, molas, caixa de câmbio, etc. Então por que terminamos dependendo tanto dele se um motor elétrico é tão simples? A resposta não está na parte dianteira dos carros, com o motor, mas no tanque de gasolina. Pode-se encher um tanque com cerca de 85 litros de combustível, o que não é muito em termos de volume, mas permite andar bastante. Combustíveis fósseis são energeticamente densos e isso foi como um presente da natureza. Se quisessem viajar a mesma distância com um carro elétrico, seria preciso uma bateria três ou quatro vezes maior do que o próprio carro. Predomínio fóssil Os postos de combustíveis apareceram rapidamente por todos os cantos. Por outro lado, redes elétricas nacionais simplesmente não existiam, o que acabou restringindo os carros elétricos às cidades. Mas o que ocorreu com o vapor? Os trens haviam conquistado o mundo, então por que não os carros a vapor? Eram mais simples mecanicamente do que o "novo" motor de combustão interna, e produziam energia contínua graças à pressão do vapor, portanto não demandavam transmissão, embreagem ou engrenagens de um motor de combustão. Com poucas peças móveis, funcionavam silenciosamente e podiam conter sua potência em qualquer momento para reduzir a velocidade mais rapidamente que os freios pouco eficientes da época. Contudo, já no começo do século 20 esses automóveis estavam condenados, por vários fatores. Uma das chaves foi a linha móvel de produção da Ford que baixou constantemente o preço do modelo T, o veículo popular da montadora. Quando o Ford T saiu à venda, ter um carro passou a não ser mais um luxo, e o motor de combustão se consolidou como a opção a ser seguida. Deste modo, a infraestrutura, os preços e os métodos de produção em massa acabaram fazendo a diferença na balança. Nos anos 1920, a batalha estava ganha. A era do petróleo havia começado e seu deus era o motor alternativo ou de pistão. De volta ao futuro O Hyundai ix35 é o primeiro carro com um pilha de combustível de hidrogênio disponível de fato em escala comercial. Custa cerca de US$ 74 mil (R$ 292 mil), mas produtos novos são sempre caros. Logo, alguns ricos os compram, a ideia gera entusiasmo, o preço acaba baixando e o produto fica mais acessível. O interessante dos automóveis com pilhas de combustível é que realmente são elétricos: o que move suas rodas é um motor elétrico. Mas em vez de funcionar com uma bateria que precisa de recarga, usa uma célula de combustível que é como ter uma mini central elétrica a bordo. E uma central muito boa: a do Hyundai ix35, por exemplo, produz 100 KV, energia suficiente para abastecer uma casa. Além disso, encher o tanque com hidrogênio leva três minutos, e se dirigir com cautela a autonomia chega a 560 km. E tudo o que sai pelo escapamento é água - nada de gases tóxicos. Há, porém, um problema comum aos primeiros carros elétricos: há poucos postos de hidrogênio. Se a opção for pelo hidrogênio, os engarrafamentos serão mais úmidos e menos tóxicos. E apesar disso ainda parecer história de ficção científica, podemos voltar mais uma vez ao futuro que tínhamos no passado: duas de suas tecnologias precedem o Motorwagen de Benz. Uma delas é o motor elétrico, e a outra é a própria pilha de combusível. Os princípios básicos do que hoje parece tão futurista datam do século 19. William Robert Grove, jurista de profissão e físico de vocação, fez um experimento em 1839 que demonstrava a possibilidade de gerar corrente elétrica a partir de uma reação eletroquímica entre hidrogênio e oxigênio. Nada de novo sob o Sol?