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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Xi diz que "Grande Rejuvenescimento" da China e MAGA podem colaborar

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Presidente chinês fez referência a slogan do Partido Comunista e a bordão de Trump “Make America Great Again” (Faça a América Grande Novamente, em português)
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Lex Harvey, da CNN
14/05/26 às 11:19 | Atualizado 14/05/26 às 11:19
Postado em 14 de Maio de 2.026 às 12h05m
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O líder chinês Xi Jinping iniciou o discurso no banquete de Estado desta quinta-feira (14) com um tom otimista.

Os povos da China e dos Estados Unidos são ambos grandes povos. Alcançar o Grande Rejuvenescimento da Nação chinesa e tornar a América grande novamente podem andar de mãos dadas, disse ele, fazendo referência a um slogan bastante conhecido do Partido Comunista e a um dos principais bordões de Trump, “Make America Great Again” (Faça a América Grande Novamente, em português).

Podemos ajudar-nos mutuamente a ter sucesso e a promover o bem-estar de todo o mundo, disse ele à plateia.

O presidente americano chegou à capital chinesa na quarta-feira (13) para uma visita de três dias. Esta é sua primeira viagem à China desde 2017.

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Mais cedo, Trump e Xi se reuniram por cerca de duas horas, em uma conversa classificada como "boa" por um funcionário da Casa Branca.

Os líderes discutiram cooperação econômica, com detalhes sobre os esperados acordos comerciais ainda a serem divulgados. O fentanil também foi um tema das conversas, disse o funcionário.

A cúpula também tem como objetivo fechar acordos sobre produtos agrícolas e aeronaves, além de manter uma frágil trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A viagem estava originalmente planejada para o final de março, mas foi adiada devido à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

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Xi diz que respeito mútuo é fundamental para relação entre EUA e China

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Líder chinês se reuniu com presidente americano, Donald Trump, em Pequim, nesta quinta-feira (14)
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Lex Harvey, da CNN
14/05/26 às 10:54 | Atualizado 14/05/26 às 10:54
Postado em 14 de Maio de 2.026 às 11h20m
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O mundo está mudando e é turbulento, disse ele, observando que a relação entre os EUA e a China afeta não apenas os 1,7 bilhão de pessoas que vivem em ambos os países, mas também os mais de 8 bilhões de pessoas que vivem no mundo.

Xi disse que ambos os lados devem estar à altura dessa responsabilidade.

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Mais cedo, Trump e Xi se reuniram por cerca de duas horas, em uma conversa classificada como "boa" por um funcionário da Casa Branca.

Os líderes discutiram cooperação econômica, com detalhes sobre os esperados acordos comerciais ainda a serem divulgados. O fentanil também foi um tema das conversas, disse o funcionário.

A cúpula também tem como objetivo fechar acordos sobre produtos agrícolas e aeronaves, além de manter uma frágil trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A viagem estava originalmente planejada para o final de março, mas foi adiada devido à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.



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O que é 'armadilha de Tucídides': Xi usou alegoria de guerra para questionar Trump

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Presidente chinês afirmou que o mundo vive uma 'nova encruzilhada' e disse que o planeta acompanha encontro desta quinta-feira (14). Xi e Trump se reuniram em Pequim.
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Por Redação g1

Postado em 14 de Maio de 2.026 às 10h45m
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Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim
Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim

O presidente chinês, Xi Jinping, citou nesta quinta-feira (14) a chamada armadilha de Tucídides ao questionar se China e Estados Unidos conseguirão evitar um confronto entre grandes potências. A declaração foi feita durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Pequim.

  • China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?, afirmou.

🔎 A expressão armadilha de Tucídides é usada para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente desafia uma potência dominante.

  • O conceito foi inspirado nos escritos do historiador grego Tucídides, que analisou a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta no século V a.C.
  • Segundo essa interpretação, o crescimento do poder de Atenas gerou medo em Esparta, tornando o conflito praticamente inevitável.
  • O termo se popularizou com o cientista político norte-americano Graham T. Allison, ao ser aplicado à rivalidade entre Estados Unidos e China.
  • A palavra "armadilha" enfatiza como o medo da perda de hegemonia pela potência estabelecida (como Esparta ou os EUA hoje) e o crescimento da potência em ascensão (como Atenas ou a China) criam uma escalada automática, que pode ser difícil de evitar, mesmo sem intenção inicial de guerra.

Quando Xi disse a Trump nesta viagem para superar a armadilha de Tucídides, ele estava essencialmente apelando para que o líder americano não temesse a ascensão da China e, em vez disso, como afirmou mais tarde, que os dois países se tornassem parceiros, não rivais, segundo análise da BBC.

Trump chama Xi de amigo

Trump é recebido por Xi Jinping em Pequim, em 13 de maio de 2026 — Foto: AP Photo/Mark Schiefelbein
Trump é recebido por Xi Jinping em Pequim, em 13 de maio de 2026 — Foto: AP Photo/Mark Schiefelbein

Após o discurso de Xi, Trump afirmou que vê um futuro fantástico para a relação entre Estados Unidos e China. Ele também chamou o líder chinês de amigo.

Trump disse ter uma relação fantásticacom Xi e afirmou que os laços entre os dois países vão ser melhores do que nunca.

Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi.

Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.

O presidente americano classificou o encontro comouma honra como poucas já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências.

Trump elogiou recepção na China e afirmou ter ficado impressionado com a participação de crianças nas cerimônias oficiais.

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ibovespa cai e dólar volta a R$ 5 após notícia ligando Flávio a Vorcaro

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Investidores também acompanham conflito no Oriente Médio e pesquisa eleitoral para Presidência
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Diana Ribeiro e João Nakamura, da CNN Brasil*, em São Paulo
13/05/26 às 10:32 | Atualizado 13/05/26 às 18:10
Postado em 13 de Maio de 2.026 às 18h25m
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Ibovespa investimentos bolsa
  • Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa fechou em queda e o dólar subiu no pregão desta quarta-feira (13), após o site Intercept publicar reportagem que mostra que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, teria negociado pagamentos com o banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o Intercept, Flávio Bolsonaro negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época, diretamente com Vorcaro, dono do Banco Master.

Em nota, o senador diz que seu caso é de "um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai".

"Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro", afirma Flávio.

"O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro", acrescenta, defendendo a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o Caso Master.

A defesa de Vorcaro também foi procurada, mas não retornou.

O mercado também segue acompanhando o conflito no Oriente Médio, enquanto digere a pesquisa Genial/Quaest, mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente de Flávio na disputa presidencial de outubro.

Ao fim do dia, o Ibovespa registrou baixa de 1,8%, aos 177.098,29 pontos, com pressão negativa da Petrobras. Os papéis da estatal caminhavam para encerrar o dia em queda de mais de 2%.

Já o dólar subiu 2,27%, encerrando o dia cotado na faixa de R$ 5 pela primeira vez desde o final de abril.

Após abrir perto da estabilidade, o dólar passou a exibir alta ante o real nesta com o mercado também atento à viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China.

Trump desembarcou durante a manhã na China para uma cúpula com o presidente Xi Jinping, mas indicou, antes mesmo da viagem, que não espera precisar da ajuda de Pequim para acabar com a guerra com o Irã e aliviar o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz.

Os investidores mantêm preocupações sobre os efeitos da alta dos preços do petróleo na inflação - e seus reflexos em políticas monetárias no mundo -, que continuam pairando sobre os negócios, uma vez que faltam sinais de término do conflito no Oriente Médio.

Dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que o índice de preços ao produtor dos EUA registrou em abril a maior alta desde o começo de 2022, em parte devido ao aumento dos custos de energia.

O conflito está pressionando as cadeias globais de oferta, causando escassez de uma ampla gama de produtos, incluindo fertilizantes, alumínio e itens de consumo.

Cenário doméstico

No Brasil, receios sobre os efeitos do cenário geopolítico na inflação têm levado o BC (Banco Central) a adotar um tom mais cauteloso e agentes do mercado a apostarem em um ciclo mais lento de corte de juros do que o previsto no começo do ano.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse nesta quarta-feira que choques de oferta observados no período recente impõem à autoridade monetária desafio especial, porque afetam a percepção sobre o trabalho da autarquia.

Estrategistas do Morgan Stanley afirmaram que continuam otimistas com ações da América Latina no longo prazo, mas destacaram que o curto prazo "exige cautela", citando que o petróleo mais alto por mais tempo representa um risco para o afrouxamento das condições financeiras e para o crescimento econômico.

Ainda assim, reiteraram classificação overweight em Brasil.




De acordo com estrategistas do JPMorgan, o Brasil e a América Latina ainda são vistos como um relativo "porto seguro" e uma alternativa de diversificação frente a mercados emergentes com forte peso em tecnologia.

Porém, no médio prazo, eles acreditam que as ações brasileiras devem andar de lado, considerando o ritmo mais lento de afrouxamento monetário e a incerteza eleitoral.

No Brasil, além da temporada de balanços corporativos, investidores repercutiam os dados mais recentes do varejo, que mostraram o terceiro avanço mensal consecutivo,

Além disso, a pesquisa Genial/Quaest, mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de outubro.

Lula tem 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% de Flávio. Na prática, há empate técnico, já que a margem de erro de é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 40% e Flávio somava 42%.

Em simulação de primeiro turno, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estão empatados com 4%.

* Com informações de Reuters

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terça-feira, 12 de maio de 2026

O câncer pode estar no DNA da sua família: maior estudo genômico do Brasil encontra mutação hereditária em 1 a cada 10 pacientes

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Estudo pioneiro mostra que identificar a alteração genética antes de a doença aparecer pode mudar radicalmente o que médico e paciente fazem a seguir.
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Por Talyta Vespa, g1

Postado em 12 de Maio de 2.026 às 07h00m
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 — Foto: AdobeStock
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Imagine descobrir, depois de um diagnóstico de câncer, que a doença não surgiu apenas por acaso —e que seus filhos, irmãos e pais podem carregar a mesma predisposição no DNA, sem saber. Foi exatamente isso que aconteceu com parte dos pacientes acompanhados pelo maior estudo genômico do câncer já realizado no Brasil.

O trabalho, publicado no periódico científico The Lancet Regional Health – Americas, sequenciou o genoma completo de 275 pacientes com câncer de mama, próstata ou intestino em hospitais públicos das cinco regiões do país.

O resultado mais impactante: 1 em cada 10 carregava uma mutação hereditária —uma falha no DNA que aumenta drasticamente o risco de câncer e pode ser passada de geração em geração.

O estudo faz parte do Mapa Genoma Brasil, iniciativa do Ministério da Saúde financiada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), coordenada pelo Hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O que isso muda na vida de quem tem câncer

Descobrir uma mutação hereditária não é apenas uma informação científica. Ela pode mudar o tratamento do paciente de imediato.

👩‍🏫 Parece complicado? O g1 te explica.

➡️ Quem tem câncer de mama e carrega uma mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, por exemplo, pode passar a ser elegível para uma classe de medicamentos chamada inibidores de PARP —drogas que funcionam em tumores com esse tipo específico de defeito genético. Sem o teste, o médico pode nem saber que essa opção existe para aquele paciente.

➡️ Já no câncer de intestino, pacientes com mutações em genes como MLH1, MSH6 ou PMS2 costumam apresentar tumores com uma característica chamada instabilidade de microssatélites —e isso indica que eles podem responder bem à imunoterapia, um tratamento que ativa o próprio sistema imunológico contra o câncer.

É uma mudança de rota terapêutica que só se descobre com o teste genético.

"Nem toda mutação muda a droga imediatamente, mas todas mudam alguma coisa —a vigilância, a possibilidade de cirurgia preventiva, o alerta para a família", explica o urologista e cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e pesquisador principal do estudo. 
O parente que ainda não sabe que está em risco

Talvez o achado mais urgente do estudo seja este: entre os familiares dos pacientes que tinham mutação e aceitaram fazer o teste, quase 40% também carregavam a mesma alteração no DNA —sem ter desenvolvido nenhum câncer ainda.

É aí que o diagnóstico genético muda de patamar. Quando a mutação é encontrada antes da doença aparecer, médicos conseguem iniciar protocolos de vigilância e prevenção em pessoas que, muitas vezes, nem imaginavam estar em risco.

  • Quem carrega mutações no gene BRCA1, por exemplo, pode ter risco de câncer de mama que chega a 85% ao longo da vida —e de câncer de ovário, a até 60%. Para esses casos, as diretrizes médicas recomendam ressonância magnética anual a partir dos 25 anos e, dependendo da situação, cirurgia preventiva.
  • mutações no gene TP53 —associadas à Síndrome de Li-Fraumeni— estão ligadas a um risco ainda mais amplo: mais de 90% de chance de desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida. O acompanhamento inclui ressonância magnética de corpo inteiro anual e vigilância multidisciplinar.
  • No caso da Síndrome de Lynch, causada por mutações em genes como MLH1, o risco de câncer de intestino pode chegar a 80%, levando à recomendação de colonoscopias frequentes desde cedo.

Só esperar e monitorar sem um plano estruturado não é uma conduta adequada para quem carrega essas variantes de alto risco, diz Guimarães. A diferença entre encontrar a mutação antes ou depois do tumor aparecer pode ser, literalmente, a diferença entre prevenir e tratar.

 — Foto: AdobeStock
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Uma mutação especificamente brasileira

O estudo também identificou casos da mutação TP53 R337H, associada à Síndrome de Li-Fraumeni, condição genética que aumenta fortemente o risco de câncer ao longo da vida.

Essa variante tem uma relação especial com o Brasil. Pesquisas lideradas pela oncogeneticista Maria Isabel Achatz, do Hospital Sírio-Libanês, mostraram que ela se disseminou no país a partir de um ancestral comum que viveu há cerca de 300 anos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Hoje, estudos estimam que a alteração esteja presente em cerca de 1 a cada 300 pessoas em algumas regiões brasileiras —uma frequência muito acima da observada em outros países. Segundo os pesquisadores, a presença recorrente da mutação no novo estudo reforça a importância de ampliar o rastreamento genético no país.

Por que estudar o DNA da população brasileira?

O trabalho também reforça um problema conhecido da genética: a maioria dos grandes bancos de dados usados no mundo foi construída principalmente com populações europeias.

Isso dificulta a interpretação de variantes genéticas encontradas em populações miscigenadas, como a brasileira.

No estudo, quase 59% dos participantes se declararam pardos, refletindo a mistura histórica entre populações indígenas, europeias, africanas e asiáticas no país.

Isso significa que algumas alterações genéticas identificadas em brasileiros ainda podem ser classificadas como variantes de significado incerto simplesmente porque faltam dados sobre populações semelhantes.

Para os pesquisadores, ampliar estudos genéticos no Brasil ajuda não apenas a entender melhor o risco de câncer na população, mas também a tornar diagnósticos e tratamentos mais precisos.

O que o SUS ainda não consegue oferecer

O modelo utilizado no estudo —com equipamentos de última geração e aconselhamento genético especializado— não está disponível na maioria dos hospitais públicos brasileiros.

"O Brasil tem menos de 500 geneticistas clínicos para uma população de 215 milhões de pessoas, e os serviços de oncogenética estão concentrados nos grandes centros urbanos", diz Guimarães.

📑 O caminho mais realista para ampliar esse acesso, segundo o pesquisador, começa com algo mais simples: um questionário de histórico familiar, aplicado por um enfermeiro treinado, que identifique quem tem maior probabilidade de carregar uma mutação hereditária.

Esse paciente seria então encaminhado a um centro de referência para fazer o teste —e a informação voltaria ao médico que o atendeu originalmente.

O estudo está em seu segundo ciclo. Nos próximos anos, deve fornecer base para que o Ministério da Saúde avalie a incorporação de testes genéticos e protocolos de cuidado específicos ao SUS.

Se você tem histórico de câncer na família, o que saber

  • âncer de mama, ovário, intestino ou próstata em parentes próximos —especialmente antes dos 50 anos— pode ser sinal de predisposição hereditária.
  • Médicos podem solicitar avaliação em serviços de oncogenética disponíveis em hospitais de referência do SUS.
  • O teste genético, quando indicado, identifica se há mutação e orienta a vigilância para outros membros da família.
  • Encontrar a mutação antes do câncer aparecer permite agir preventivamente —com exames mais frequentes ou, em alguns casos, cirurgia preventiva.
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