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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Tempestade nos EUA remove areia de praia e desenterra navio que naufragou há mais de 140 anos

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Restos da embarcação apareceram na costa de Nantucket, em Massachusetts; pesquisadores investigam se os fragmentos pertencem ao navio que afundou em 1884.
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Por Redação g1

Postado em 30 de Setembro de 2.026 às 06h00m

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Navio revelado após tempestade nos EUA. — Foto: Jason Graziadei / Nantucket Current
Navio revelado após tempestade nos EUA. — Foto: Jason Graziadei / Nantucket Current

Uma forte tempestade que atingiu a costa leste dos Estados Unidos revelou na praia de Nantucket, em Massachusetts, restos de madeira que podem pertencer a um navio que naufragou há mais de 140 anos.

Os fragmentos foram encontrados no sábado (26), na costa sul da ilha, depois que a tempestade provocou erosão na faixa de areia. A estrutura apareceu em uma região onde restos de um antigo naufrágio já haviam sido encontrados anteriormente.

A suspeita é de que o material pertença ao Warren Sawyer, uma escuna de madeira que naufragou em Nantucket em 22 de dezembro de 1884.

Jason Graziadei, editor-chefe do jornal local Nantucket Current, foi uma das pessoas que registraram os restos expostos pela tempestade. Segundo ele, a localização e a aparência das peças indicam que elas provavelmente são do mesmo navio identificado em descobertas anteriores.

“É incrível pensar que, depois de mais de 100 anos, isso ainda está aqui”, disse Graziadei à NBC News.

O caso, porém, ainda não foi confirmado oficialmente. Especialistas em arqueologia marítima devem analisar os destroços para determinar de qual embarcação eles vieram.

Navio carregava algodão e sucata

O Warren Sawyer era uma escuna de três mastros que fazia uma viagem entre Nova Orleans e Boston quando naufragou em Nantucket.

A embarcação transportava 1.115 fardos de algodão e 28 toneladas de sucata de metal, segundo o Conselho de Recursos Arqueológicos Subaquáticos de Massachusetts.

O navio encalhou em 22 de dezembro de 1884, durante uma forte tempestade. O capitão e os sete tripulantes foram resgatados.

A embarcação permaneceu praticamente intacta na praia por cerca de duas semanas. Nesse período, moradores conseguiram retirar cerca de 700 fardos de algodão do navio usando trenós e equipes de bois.

Em 6 de janeiro de 1885, uma nova tempestade destruiu a embarcação. Partes do casco, da carga e das cordas foram espalhadas por mais de 800 metros da praia.

Navio revelado nos EUA após tempestade. — Foto: Jason Graziadei / Nantucket Current
Navio revelado nos EUA após tempestade. — Foto: Jason Graziadei / Nantucket Current

Restos já haviam aparecido em 2022

O novo achado não é a primeira vez que possíveis partes do Warren Sawyer aparecem na areia de Nantucket.

Em dezembro de 2022, um trecho de aproximadamente 13 metros do casco surgiu na mesma região. Pesquisadores analisaram o material e concluíram que ele provavelmente pertencia à embarcação naufragada em 1884.

Em fevereiro de 2023, outro trecho, de aproximadamente 4,5 metros, apareceu nas proximidades. O material acabou sendo novamente coberto pela areia antes que os arqueólogos pudessem voltar ao local para documentá-lo.

Agora, a forte erosão provocada pela nova tempestade voltou a expor restos do possível naufrágio.

“Dado o local onde estava e onde apareceu, significa que todos que estavam dirigindo pela praia neste verão estavam passando diretamente por cima disso”, disse Graziadei à NBC News.

Segundo ele, o filho ficou impressionado com a descoberta e começou a perguntar o que havia acontecido com as pessoas que estavam no navio e por que a embarcação havia encalhado.

Especialistas vão investigar

O Egan Maritime Institute, organização que preserva a história marítima de Nantucket, enviou um especialista para examinar o local. A instituição pretende produzir um relatório e encaminhá-lo aos arqueólogos do estado.

David Robinson, diretor e principal arqueólogo do Conselho de Recursos Arqueológicos Subaquáticos de Massachusetts, afirmou que as primeiras imagens indicam semelhanças entre os novos destroços e os restos analisados em 2022.

Ainda assim, ele destacou que o material também pode pertencer a outra embarcação.

Nantucket é conhecida como um dos “cemitérios do Atlântico”. Estima-se que existam mais de 750 naufrágios nas águas ao redor da ilha.

O instituto pediu que visitantes não mexam nos restos encontrados. A legislação de Massachusetts proíbe retirar, danificar ou deslocar recursos arqueológicos subaquáticos.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

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Cantos da araponga-de-garganta-nua e a seriema ultrapassaram 120 decibéis de pico, volume superior ao de uma motosserra ou de uma britadeira.
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Por Júlia Carvalho, g1

Postado em 29 de Setembro de 2.026 às 11h05m

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Aves brasileiras podem estar entre as mais barulhentas do mundo
Aves brasileiras podem estar entre as mais barulhentas do mundo

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-nua e a seriema. Os cantos das duas ultrapassaram 120 decibéis de pico, volume superior ao de uma motosserra ou de uma britadeira.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst, nos Estados Unidos – entre eles, o brasileiro e aluno de pós-graduação da universidade, João Menezes. O estudo foi publicado na revista científica "Evolution".

➡️Os pesquisadores mediram a amplitude do canto de 123 aves em áreas próximas a Amherst, nos Estados Unidos, e em diferentes regiões do Brasil. Dessas espécies, 113 nunca haviam tido o volume de seus cantos catalogado.

Menezes explica que se conhece pouco sobre a amplitude vocal das espécies, mas as aves brasileiras parecem ter um canto próximo ao limite de produção de som já observado.

"Podemos dizer com segurança que as arapongas (da Amazônia e da Mata Atlântica) e a seriema emitem os cantos mais altos já medidos", afirma Menezes em entrevista ao g1.

O objetivo do trabalho não era encontrar a ave mais barulhenta, mas entender quais características físicas podem determinar o volume do canto e investigar se o nível de som está relacionado ao ambiente em que a ave vive e à sua organização social.

🐦A pesquisa encontrou uma diferença de 58 decibéis entre os cantos analisados:

  • Na parte mais baixa da escala estava o beija-flor, com 64 decibéis, aproximadamente o volume de uma conversa normal.
  • Na outra ponta estavam o araponga-de-garganta-nua e a seriema, que ultrapassaram os 120 decibéis de pico, superior ao volume de equipamentos como uma motosserra ou uma britadeira.
O que faz uma ave ser mais barulhenta?
Seriema, uma das aves brasileiras que pode estar entre as mais barulhentas do mundo. — Foto: João Menezes
Seriema, uma das aves brasileiras que pode estar entre as mais barulhentas do mundo. — Foto: João Menezes

Os pesquisadores explicam que os fatores que melhor explicam a diferença observada são tamanho corporal e largura da abertura do bico.

"Em geral, aves maiores e com uma abertura de bico mais larga tendem a cantar mais alto. Isso fica bem ilustrado pelas espécies com cantos mais altos que registramos: a seriema é a maior espécie na nossa amostra, enquanto as arapongas têm aberturas de bico especialmente largas para seu tamanho", analisa Menezes.

As aves mais barulhentas também apresentam músculos mais robustos, que podem permitir uma maior compressão de ar, e aberturas de bico mais largas.

Os pesquisadores fazem uma comparação com instrumentos musicais: assim como campânulas (partes estruturais em forma de sino) mais largas podem ajudar a amplificar o som de instrumentos como trompetes, bicos mais largos podem contribuir para a produção de sons mais altos.

Apesar de identificar essas características, o estudo não conseguiu estabelecer uma relação clara entre o volume do canto e a função ecológica ou evolutiva desse som.

Antes da pesquisa, os cientistas haviam levantado a hipótese de que as aves mais barulhentas seriam voadoras mais fracas, viveriam em florestas densas e praticariam poligamia.

A ideia era que um canto mais alto poderia compensar uma mobilidade limitada, ajudar a comunicação em ambientes nos quais seria mais difícil para as aves se enxergarem e permitir que chamados de acasalamento alcançassem parceiros a maiores distâncias.

Os dados, porém, não sustentaram essas hipóteses de forma ampla.

"Entre os fatores ecológicos que estudamos, nenhum explicou com clareza por que algumas espécies evoluíram cantos mais altos do que outras. Isso não quer dizer que habitat, capacidade de voo ou sistema de acasalamento nunca sejam importantes, mas sim que não parecem ser regras gerais para as aves como um todo", detalha Menezes.

Ele ainda acrescenta que a observação ajudou a entender como as estruturas físicas dos animais contribuem para os cantos mais altos, mas ainda há um longo caminho pela frente.

"Deve haver algo particularmente eficiente na maneira como elas produzem ou irradiam o som que tamanho corporal e largura do bico sozinhos não explicam. Descobrir esse 'algo a mais' é justamente uma das perguntas que surgem do estudo", afirma. 
Medição em campo

Segundo os pesquisadores, medir o volume de um canto de ave na natureza é uma tarefa difícil porque a amplitude do som depende da distância.

Um canto que parece ensurdecedor quando ouvido de perto pode quase não ser registrado a algumas centenas de metros.

Uma alternativa seria capturar a ave e levá-la ao laboratório para realizar experimentos controlados. Mas, segundo os pesquisadores, esse método não é prático para trabalhos internacionais que envolvem a comparação de muitas espécies.

Para fazer as medições em campo, os cientistas usaram duas ferramentas que, de acordo com o grupo, tornaram esse tipo de pesquisa mais viável: telêmetros a laser, usados para medir distâncias, e medidores de som portáteis de alta resolução.

Com esses equipamentos, os pesquisadores conseguiram medir de forma confiável a amplitude e a distância dos cantos das 123 espécies analisadas.

O que ainda falta descobrir

Para Menezes, apesar dos avanços trazidos pela pesquisa, duas grandes questões ainda ficam em aberto: a primeira, sobre o mecanismo, e a segunda, sobre o aspecto evolutivo.

Ainda que o estudo tenha encontrado explicações morfológicas importantes — tamanho corporal e largura da abertura do bico —, elas não parecem suficientes para explicar como aves relativamente pequenas conseguem chegar a amplitudes comparáveis ou maiores às de animais muito maiores como leões e elefantes.

"Agora queremos entender melhor o que há de especial nessas espécies que as permite produzir e irradiar sons tão intensos", prevê o pesquisador.

Além disso, quando se trata do aspecto evolutivo, a dúvida que fica é: qual é o benefício de cantar tão alto em cada uma dessas espécies?

Enquanto a competição por parceiros pode ser uma explicação natural, ser detectado mais facilmente pode significar uma ameaça maior diante de predadores.

"O interessante agora é testar diretamente quais vantagens esses cantos extremamente altos oferecem e quais custos vêm junto com eles. É bem possível que espécies diferentes tenham chegado a amplitudes extremas por caminhos evolutivos completamente diferentes", comenta o brasileiro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Ataque hacker vaza dados de milhares funcionários do FBI

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Vazamento foi uma das maiores violações de dados da agência em anos; grupo responsável exige que o órgão altere comunicado que os ofendeu
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Sean Lyngaas e Evan Perez, da CNN
28/09/26 às 20:40 | Atualizado 28/09/26 às 20:44
Postado em 28 de Setembro de 2.026 às 2055m

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O logotipo do FBI é visto em seu edifício-sede, em Washington
O logotipo do FBI é visto em seu edifício-sede, em Washington  • 28/11/2025REUTERS/Nathan Howard

Uma semana após um grupo hacker afirmar ter roubado dados pessoais sensíveis de milhares de funcionários atuais e antigos do FBI, a agência ainda avalia a extensão dos danos enquanto enfrenta críticas internas sobre a forma como está lidando com o ocorrido.

Trata-se de uma das mais graves violações de dados da agência em anos, mas alguns funcionários do FBI se sentem sem informações sobre se foram afetados e insatisfeitos com os recursos de segurança oferecidos às vítimas, segundo autoridades atuais e antigas.

"A direção está perdida", disse à CNN um ex-agente do FBI que mantém contato com antigos colegas.

Leia Mais:

A CNN solicitou um posicionamento do FBI sobre sua resposta à invasão.

O problema começou há uma semana, quando hackers invadiram um portal online que armazenava informações sobre candidatos a vagas no FBI. Números de Seguro Social, informações de contato de emergência e endereços pessoais estavam entre os dados roubados.

Os hackers exigiram que o FBI alterasse um comunicado anterior emitido sobre o grupo, alegando terem se sentido "ofendidos" pela forma como a agência descreveu suas supostas táticas de extorsão contra organizações vítimas.

Muitos no FBI e no setor de cibersegurança interpretaram a exigência como uma ameaça implícita de que os hackers vazariam os dados roubados. O grupo cibercriminoso agora afirma que nunca planejou publicar nenhum dos dados roubados, mas eles têm um histórico de fazer isso com outras vítimas.

Os hackers responsáveis, conhecidos como ShinyHunters, já haviam atacado "grandes empresas dos setores de tecnologia, finanças e varejo, frequentemente roubando milhões de registros de clientes de uma só vez", segundo o comunicado do FBI sobre o grupo.

Neste caso, os dados roubados incluem informações sobre pessoal do FBI que trabalha em unidades sensíveis focadas na China e na Rússia, entre outros temas, de acordo com fontes que tiveram acesso aos dados.

A notícia foi alarmante para os agentes do FBI que dependem de relativo anonimato para atuar na linha de frente do combate à contrainteligência, ao terrorismo e ao cibercrime. Alguns agentes estão preocupados com a possibilidade de seus endereços residenciais se tornarem públicos, o que poderia representar um risco de segurança para suas famílias enquanto viajam, segundo fontes a par do assunto.

A grande extensão da violação também gerou sérias preocupações de contrainteligência. Autoridades temem que dados pessoais detalhados, roubados pelos hackers, possam ser usados ​​em conjunto com outras informações comprometidas em violações anteriores para identificar agentes que ocupam cargos sensíveis, segundo várias pessoas informadas sobre a investigação.

Governos estrangeiros hostis ou cartéis de drogas poderiam usar essas informações — caso as obtivessem — para tentar identificar agentes que atuam infiltrados ou que desempenham funções específicas de interesse deles. O FBI terá de tentar mitigar os riscos de segurança para esses funcionários, afirmam as fontes.

Adversários já utilizaram dados do FBI como arma anteriormente. Um cartel de drogas mexicano contratou um hacker para monitorar os movimentos de um alto funcionário do FBI na Cidade do México, por volta de 2018, coletando informações do sistema de câmeras da cidade que permitiram ao cartel matar possíveis informantes do FBI, de acordo com um relatório do inspetor-geral do Departamento de Justiça divulgado no ano passado.

Na sexta-feira (25), o FBI enviou um e-mail aos funcionários sobre o ocorrido, enfatizando o compromisso do órgão com a segurança dos colaboradores e de suas famílias, segundo pessoas a par da mensagem.

O texto incentivava os funcionários a relatar quaisquer preocupações de segurança à equipe responsável por essa área no FBI. A mensagem informava que o órgão trabalha com a premissa de que os hackers roubaram dados de todos os funcionários do FBI.

Trata-se de um duro golpe para uma das principais organizações do país no combate a crimes cibernéticos, frequentemente acionada para ajudar a solucionar invasões sofridas por empresas da lista Fortune 500.

As divisões de cibercrime, segurança e assistência a vítimas do FBI estão todas envolvidas na resposta à invasão, segundo pessoas a par do assunto. O objetivo é fornecer a cada funcionário os recursos necessários para lidar com eventuais ameaças dos hackers.

No entanto, pelo menos inicialmente, alguns funcionários sentiram que não tinham acesso a esses recursos. Agentes do FBI recorreram aos rumores internos da agência para tentar encontrar respostas sobre a violação que a chefia não forneceu, disse uma fonte.

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Tópicos 


Nvidia lança tecnologia para impedir que agentes de IA se rebelem

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Empresa diz que a tecnologia estabelece limites para agentes de IA e pode interromper ações consideradas suspeitas; mais de 100 empresas já usam o sistema.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 28 de Setembro de 2.028 às 10h20m

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Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters
Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters

A Nvidia anunciou nesta segunda-feira (28) uma nova plataforma de segurança que, segundo a fabricante de chips, pode impedir que agentes de inteligência artificial (IA) saiam do controle.

A empresa afirmou que a Open Agent Safety Platform, como é chamada a solução, reúne softwares que estabelecem limites para a atuação dos agentes. O anúncio ocorre após uma série de revelações de grandes empresas de IA sobre modelos que escaparam do controle e invadiram sistemas de outras organizações.

As divulgações provocaram um intenso debate sobre a segurança de sistemas avançados de IA, incluindo modelos capazes de se aprimorar sozinhos. Há preocupação de que essas tecnologias possam avançar além do controle humano.

Executivos da Nvidia disseram, em uma conversa com jornalistas, que o novo sistema poderia ter evitado um incidente recente envolvendo um grupo de agentes da OpenAI que invadiu de forma autônoma a startup de IA Hugging Face.

"Essa nova plataforma de segurança poderia ter impedido a invasão se estivesse sendo usada nos laboratórios de ponta para avaliar os modelos desde o início", afirmou Justin Boitano, vice-presidente de IA empresarial da Nvidia, referindo-se às empresas que estão na fronteira do desenvolvimento da tecnologia.

O caso envolvendo a Hugging Face aumentou as preocupações sobre a segurança da IA. Depois dele, outros incidentes envolvendo modelos da OpenAI foram revelados, incluindo o acesso não autorizado ao site de um departamento de saúde da Austrália.

Anthropic e Meta também afirmaram que seus sistemas de IA invadiram, de forma autônoma, sistemas de outras organizações.

Como funciona a plataforma

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Um dos softwares da Nvidia, chamado OpenShell, é de código aberto. Segundo Boitano, ele permite que desenvolvedores "verifiquem formalmente se um agente tem autoridade suficiente para realizar seu trabalho, e nada além disso".

A plataforma também conta com uma camada de segurança separada, chamada Sentry, que funciona diretamente em um chip para monitorar continuamente a atividade dos agentes de IA.

Segundo a empresa, o sistema pode "intervir instantaneamente" caso o agente tente ultrapassar os limites definidos para sua atuação.

"O OpenShell controla as ações do agente, enquanto o Sentry monitora e contém de forma independente comportamentos suspeitos", disse Boitano.

Mais de 100 empresas já usam o sistema no lançamento, segundo a Nvidia. Entre elas estão Microsoft, Perplexity, Accenture e JPMorgan Chase. (Veja na imagem abaixo).

Empresas que estão testando a tecnologia de segurança da Nvidia. — Foto: Divulgação/Nvidia
Empresas que estão testando a tecnologia de segurança da Nvidia. — Foto: Divulgação/Nvidia


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'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
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