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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Chances: Corinthians se beneficia de empate entre Grêmio e Inter na luta pela permanência

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Dupla gaúcha diminui a possibilidade de seguir na Série A do Brasileirão, enquanto o time paulista sobe para 79% mesmo com derrota para o Palmeiras. Athletico-PR tem 72% de chance de G-4
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Por Davi Barros* — Rio de Janeiro

Postado em 13 de Outubro de 2.026 às 11h00m

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Saiba como são feitos os cálculos para as matérias de chances do ge
Saiba como são feitos os cálculos para as matérias de chances do ge

Na rodada em que a metade de baixo do Campeonato Brasileiro não venceu, o Corinthians até que pode encontrar algo positivo. Apesar de ser goleado por 4 a 1 para o Palmeiras, o time paulista viu os concorrentes na luta pela permanência diminuírem a possibilidade de ficar na Série A, enquanto a dele aumentou para 79,48%. A explicação para isso está em dois fatores principais:

  1. Grêmio e Internacional empataram o clássico e não saíram da zona de rebaixamento;
  2. Mirassol perdeu para o Bahia e não se distanciou.

Com os resultados da 30ª rodada, o Grêmio agora tem 24,83% de chance de permanecer na Primeira Divisão, já que empatou em casa. Enquanto o Internacional, primeiro time do Z-4, termina o Brasileirão na Série A em 59,8% das simulações feitas pelo Gato Mestre . O Colorado foi quem teve a maior redução em relação à rodada anterior, com diminuição de 4,25 pontos percentuais.

Como não se distanciou dos times que estão na briga pela permanência, o Mirassol também teve uma redução na possibilidade de ficar na Primeira Divisão. Agora, suas chances são de 62,14%, uma redução de 3,29 p.p.

O maior aumento nesta rodada foi do Vasco. Apesar de empatar com o penúltimo colocado em casa, os cariocas têm 93,61% de chances de permanência, com um aumento de 2,06 p.p. Como os adversários na briga para fugir da Série B também não venceram, o time de Pedro Emanuel conseguiu abrir três pontos para o Inter (primeiro do Z-4) e também tem duas vitórias de vantagem mesmo com um jogo a menos.

Gre-Nal tenso e nervoso acaba empatado e dupla segue no Z-4
Gre-Nal tenso e nervoso acaba empatado e dupla segue no Z-4

Chances de Libertadores

A briga na metade superior da classificação também está embolada. Diferentemente da parte de baixo, houve movimentação na turma de cima. A principal novidade está no Athletico-PR. A goleada por 4 a 1 em cima da Chapecoense fora de casa, junto da derrota do Fluminense por 1 a 0 para o Flamengo, fez o Furacão subir para a terceira colocação e agora tem 71,89% de chance de terminar no G-4, um aumento de 12,29 pontos percentuais. Foi o maior crescimento da rodada.

A maior queda foi justamente do Fluminense, que, além da derrota no Fla-Flu, viu a diferença para o quinto colocado reduzir para dois pontos. O Tricolor semifinalista da Libertadores tem agora 46,81% de chance de se classificar direto para a competição continental do ano que vem via Brasileirão, uma redução de 17,91 p.p.

E se falamos na redução da diferença para o quinto colocado, temos que falar do Bahia. Ao vencer o Mirassol em casa — com direito a pênalti perdido por Reinaldo no último minuto —, assumiu a quinta colocação e tem 37,06% de chance de terminar no G-4, aumento de 10,57 p.p.


Chapecoense 1 x 4 Athletico-PR | Melhores Momentos | 30ª rodada | Brasileirão 2026
Chapecoense 1 x 4 Athletico-PR | Melhores Momentos | 30ª rodada | Brasileirão 2026

Metodologia

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência as finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 5.238 jogos do Brasileirão desde a edição de 2013.

As variáveis consideradas no modelo são: (1) a distância e o ângulo da finalização em relação ao gol; (2) se a finalização foi feita cara a cara com o goleiro; (3) se foi feita sem a presença do goleiro; (4) a parte do corpo utilizada para concluir; (5) se a finalização foi feita de primeira, ajeitada ou carregada; se o chute foi feito com a perna boa ou ruim do jogador; (6) a origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral, etc); (7) se a assistência foi feita de dentro da área; (8) a posição em que o atleta joga; (9) indicadores de força do chute; (10) o valor de mercado das equipes em cada temporada a partir de dados do site Transfermarkt (como proxy de qualidade do elenco); (11) o tempo de jogo; (12) a idade do jogador; (13) a altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas; (14) a diferença no placar no momento de cada finalização.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo. Essa variação indica as chances de os times vencerem cada adversário e, a partir daí, é calculada a chance de os clubes terminarem o campeonato em cada posição.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

* Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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Hackers invadem site da Ancine e chamam nordestinos de "burros"

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A página também exibia frases de apoio a Flávio Bolsonaro e a direita conservadora; site permanece fora do ar para apuração
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Por Giovanna Rodrigues
postado em 13/10/2026 08:21 / atualizado em 13/10/2026 10:03
Postado em 13 de Outubro de 2.026 às 10h00m


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Site da Ancine é invadido por hackers  -  (crédito: Reprodução/ Redes sociais )
Site da Ancine é invadido por hackers - (crédito: Reprodução/ Redes sociais )

O site da Agência Nacional do Cinema (Ancine) foi invadido por hackers na tarde desta segunda-feira (12/10). A página passou a exigir uma mensagem com o título “Nordestinos burros” e frases de apoio à direita conservadora e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. O site está atualmente fora do ar para manutenção. 

A mensagem também fazia ameaças às universidades públicas e exibia as frases: “Todo o nosso apoio à direita conservadora. Deus, pátria e família!” e “Glória ao Sul, aos EUA e a Israel!”. Os invasores também afirmam que caso Flávio não ganhar, o resultado terá sido manipulado pela China. O texto também defendeu o projeto “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A mensagem terminava com o pedido “Help me EUA”,  “Socorro, EUA”, em tradução livre. 

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Ao fundo das mensagens, estava estampado uma montagem com parlamentares do Partido Liberal; a deputada Júlia Zanatta (PL) foi retratada com um chicote na mão, em gesto que fazia alusão a agressões contra o Nordeste, representado por um mapa, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecia com a camisa da seleção simulando armas com as mãos. 

Órgãos de investigação e equipes de segurança cibernética iniciaram apuração para identificar os autores da invasão e checar se houve comprometimento da infraestrutura de dados da Ancine. 

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

FMI eleva projeção para economia global, mas vê ganho concentrado com a IA

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Tecnologia ajuda a sustentar atividade econômica, mas benefícios ficam concentrados em poucos países, sobretudo EUA e China.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 13 de Outubro de 2.026 às 03h30m

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Reunião anual do Fundo Monetário Internacional na Tailândia. — Foto: Sakchai Lalit / AP
Reunião anual do Fundo Monetário Internacional na Tailândia. — Foto: Sakchai Lalit / AP

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou ligeiramente nesta terça-feira sua projeção para a economia global em 2026, mas continua prevendo um crescimento modesto de 3,1%.

Em julho, o FMI estimava expansão global de 3,0%. Em 2025, a economia mundial cresceu 3,5%.

No relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, o organismo prevê que o crescimento dos Estados Unidos permaneça estável em 2,3% em 2026 e 2027.

O FMI afirmou ainda esperar que os preços do petróleo avancem quase 41% neste ano, para uma média de US$ 96 por barril, o que deve impulsionar a inflação global para 4,7% em 2026, ante 4,1% no ano passado.

A atualização foi divulgada enquanto líderes econômicos e financeiros de todo o mundo se reúnem em Bangkok para os encontros anuais de outono do FMI e do Banco Mundial. Segundo o relatório, o avanço da inteligência artificial (IA) está compensando parte dos efeitos negativos provocados pela forte alta dos preços do petróleo e do gás.

Impactos desiguais da IA

O FMI destacou, porém, que os benefícios do boom da inteligência artificial não são distribuídos de forma homogênea. Estados Unidos e China respondem por mais de três quartos da demanda líquida mundial por importações de semicondutores e outros equipamentos ligados à IA.

"As perspectivas são altamente desiguais", afirmou Silvana Tenreyro, diretora do departamento de pesquisa do FMI, durante entrevista coletiva em Bangkok.

O relatório aponta que o crescimento está cada vez mais concentrado. Atualmente, 32 países respondem por 95% da expansão econômica global, contra 54 países em abril.

"A economia global não está simplesmente desacelerando ou acelerando; o crescimento está sendo redistribuído entre os países de acordo com sua exposição ao choque de oferta provocado pela guerra e à força da demanda relacionada à inteligência artificial", afirma o documento.

Ferramentas de IA — Foto: Solen Feyissa/Pexels
Ferramentas de IA — Foto: Solen Feyissa/Pexels

Os efeitos da IA sobre o emprego são um dos principais temas debatidos nos encontros em Bangkok. Na segunda-feira, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, classificou o fenômeno como "um tsunami em câmera lenta, mas ainda assim um tsunami".

"Estimamos que o impacto sobre os empregos no mundo alcance cerca de 40%, seja por meio de aprimoramento, rebaixamento ou eliminação de postos de trabalho. E já estamos observando parte desse impacto", afirmou. 
Dívida continua sendo preocupação

Na semana passada, Georgieva pediu que países ricos e pobres reforcem seus esforços para melhorar suas finanças públicas. Segundo ela, o aumento dos níveis de endividamento representa um risco crescente para a estabilidade financeira global.

Tenreyro afirmou que essa preocupação é ainda mais relevante em um cenário de custos elevados de financiamento.

O relatório prevê que as economias avançadas cresçam 2,1% neste ano, acima dos 2,0% registrados em 2025, antes de desacelerarem para 1,9% no próximo ano.

As projeções consideram que os embarques de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz serão normalizados até março e que o avanço da demanda por inteligência artificial perderá parte de seu ritmo.

Nos Estados Unidos, o crescimento deve permanecer estável em 2,3%.

Dívida pública sobe. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional
Dívida pública sobe. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Países relativamente protegidos dos choques energéticos provocados pela guerra com o Irã e que vêm se beneficiando da rápida adoção da IA conseguem manter o crescimento econômico. Já as economias em desenvolvimento e os mercados emergentes mais vulneráveis aos altos preços do petróleo e do gás devem desacelerar para 3,7% neste ano, ante 4,5% em 2025. Para 2027, a projeção é de recuperação, com expansão de 4,4%.

A situação é considerada mais delicada no Oriente Médio e na Ásia Central. Nessas regiões, as economias devem encolher neste ano antes de voltar a crescer e alcançar uma taxa de 6,3% em 2027.

Perspectivas variam por região

Os 21 países que compartilham o euro devem registrar crescimento de 1,1% neste ano e de 1,2% em 2027.

A China, segunda maior economia do mundo, deve expandir 4,5% neste ano, abaixo dos 5% registrados em 2025, em linha com a meta oficial do governo.

Selo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é visto do lado de fora de sua sede em Washington, DC — Foto: Mandel Ngan/AFP
Selo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é visto do lado de fora de sua sede em Washington, DC — Foto: Mandel Ngan/AFP

A Índia deve permanecer como a grande economia de crescimento mais acelerado do mundo, com expansão de 7%, abaixo dos 7,7% observados no ano passado.

O FMI reúne 191 países-membros e tem como missão promover o crescimento econômico, a estabilidade financeira e a redução da pobreza. Em Bangkok, ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais discutem o cenário econômico global e estratégias para fortalecer a estabilidade financeira e sustentar o crescimento econômico.

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Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro

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Produção chinesa cresceu mais de 9% no primeiro semestre, aumentando o excedente disponível para exportação. Mas diferenças no consumo ajudam a explicar por que o país continua comprando grandes volumes de carne brasileira.
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Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

Postado em 12 de Outubro de 2.026 às 06h00m

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Brasil tem recorde nas exportações de frango no 1º semestre do ano
Brasil tem recorde nas exportações de frango no 1º semestre do ano

A China está aumentando a produção de carne de frango e ampliando as exportações, o que pode transformar o país em um novo concorrente no mercado internacional. O Brasil é hoje o maior exportador mundial da proteína.

A produção chinesa cresceu mais de 9% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a menor procura por alguns cortes dentro da China aumentou o volume disponível para exportação.

Mesmo ampliando suas vendas para o exterior, a China continuou sendo um dos principais destinos do frango brasileiro em 2026, liderando as compras da proteína em fevereiro, abril, maio, junho, julho e agosto. Em setembro, embora tenha caído para a terceira posição, com 40,9 mil toneladas, a China permaneceu entre os principais destinos do frango brasileiro, atrás dos Emirados Árabes Unidos (45,9 mil toneladas) e da União Europeia (43,5 mil toneladas).

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou cerca de 420,4 mil toneladas de carne de frango para a China, gerando uma receita de US$ 1,15 bilhão (cerca de R$ 5,73 bilhões). (veja mais números abaixo)

Exportações brasileiras de frango para a China

  • Jan: 33,4 mil toneladas
  • Fev: 49,4 mil toneladas
  • Mar: 51,7 mil toneladas
  • Abr: 52,3 mil toneladas
  • Mai: 48,2 mil toneladas
  • Jun: 50,1 mil toneladas
  • Jul: 43,5 mil toneladas
  • Ago: 51,0 mil toneladas
  • Set: 40,9 mil toneladas

🤔 Por que, então, a China continua comprando frango do Brasil se produz cada vez mais e já tem excedente para exportar?

A resposta está no prato de brasileiros e chineses: os consumidores dos dois países preferem cortes diferentes do frango.

  • Na China, pés e asas têm forte demanda.
  • No Brasil, a preferência é por peito, coxa e sobrecoxa.
China produz mais frango

Um ponto importante é que a produção de carne de frango na China vem crescendo mais rápido que o consumo no próprio país. De acordo com o Rabobank, banco especializado em agronegócio, a produção avançou mais de 9% neste ano, depois de já ter crescido cerca de 7% em 2025.

Com mais carne disponível, a China, que já exportava principalmente produtos processados, passou a ampliar também os embarques de carne in natura.

É o caso do peito de frango, menos procurado pelos consumidores chineses e que já representa a maior parcela das exportações de frango do país.

De janeiro a maio de 2026, a China exportou 257,1 mil toneladas de peito de frango, o equivalente a 63,3% do volume vendido pelo país ao exterior no período, segundo dados da alfândega chinesa. Os embarques desse corte cresceram 59,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025.

Ao todo, a China exportou 546 mil toneladas de carne de frango neste período, 51% a mais que um ano antes, segundo o USDA. Em todo o ano de 2025, foram pouco mais de 1 milhão de toneladas, volume que colocou a China na quinta posição entre os maiores exportadores mundiais.

O Brasil, líder mundial, exportou cerca de 5,3 milhões de toneladas no ano passado — mais de cinco vezes o volume chinês.

Segundo Chenjun Pan, especialista em proteínas animais do Rabobank, os números mostram que a China pode se tornar uma concorrente relevante do Brasil no mercado internacional. A disputa tende a ser maior no Oriente Médio, na Ásia e na África.

Já Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), avalia que o avanço chinês não deve tirar espaço dos exportadores brasileiros.

“O Brasil continua sendo o país mais competitivo no comércio global. Segundo a FAO, dois terços do aumento global do consumo de proteínas devem vir da carne de frango, o que cria espaço para novos participantes e contribui para a segurança alimentar mundial.”

Apesar do avanço chinês, a carne produzida no país ainda enfrenta restrições para entrar em alguns mercados. União Europeia, Japão e Coreia do Sul têm regras e protocolos sanitários específicos para a importação de carne de aves, que podem limitar as compras de países ou regiões afetados pela gripe aviária.

Maiores exportadores de carne de frango segundo o USDA — Foto: g1
Maiores exportadores de carne de frango segundo o USDA — Foto: g1
Pé de galinha virou 'negócio da China'

Pé de galinha virou 'negócio da China'

Os chineses continuam precisando importar cortes muito procurados no mercado interno, mas que não são o principal foco da produção local. Nesse caso, o que é visto como uma parte pouco valorizada do frango no Brasil tem outro status do outro lado do mundo.

Na China, o pé de frango é consumido como petisco e pode ser vendido temperado e embalado em porções individuais. É encontrado em lojas e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers.

O produto também é usado em sopas e caldos, aos quais dá uma textura mais gelatinosa.

Na China, pé de galinha é vendido em embalagens individuais. — Foto: Sachin Banasode/Reprodução
Na China, pé de galinha é vendido em embalagens individuais. — Foto: Sachin Banasode/Reprodução

“São questões culturais, de acordo com cada país. Os japoneses, por exemplo, gostam de pernas de frango e até de cartilagens. Os brasileiros têm uma preferência mais ampla. Os africanos preferem pernas. Os europeus consomem mais peito”, afirma Santin, da ABPA.

Esse hábito ajuda a explicar a importância desse mercado para o Brasil. Em 2025, as exportações brasileiras de pés de frango para a China renderam US$ 221 milhões. O país asiático foi o principal comprador.

Segundo Santin, a China paga cerca de US$ 3 mil por tonelada pelo produto, dependendo do padrão de qualidade.

Assim, as diferentes preferências dos consumidores ajudam Brasil e China a ocupar espaços distintos no mercado internacional de frango.

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Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford por seus estudos sobre estabilização econômica

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O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pelo prêmio. Estudos mostram como as decisões de famílias e empresas devem ser consideradas nas políticas de estabilização.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 12 de Outubro de 2.026 às 07h25m

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Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford — Foto: Reprodução/Nobel Prize
Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford — Foto: Reprodução/Nobel Prize

O Nobel de Economia 2026 foi concedido para os economistas Robert E. Hall e Michael Woodford, por seus estudos sobre as bases microeconômicas da estabilização macroeconômica. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pelo prêmio, que tem valor de 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão).

Segundo a entidade, os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia. Seus estudos mostram como medidas relacionadas aos juros, aos gastos públicos e aos impostos, quando adotadas no momento certo, podem amenizar crises e conter períodos de crescimento excessivo.

“Com eles, estamos mais preparados para lidar com choques na economia, como crises energéticas ou mudanças repentinas no consumo das famílias", afirmou John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, em comunicado.

O economista Robert E. Hall nasceu em 1943, em Palo Alto, nos Estados Unidos, e atualmente é professor da Universidade de Standford. Já Michael Woodford nasceu em 1959, em Chicopee, também nos EUA, e é professor da Universidade de Columbia.

“É uma honra tremenda e uma surpresa, mas me sinto muito bem”, disse Woodford, por telefone, durante a transmissão do anúncio pela academia sueca.

Uma das principais contribuições dos premiados é mostrar que só é possível manter a economia estável levando em conta os milhões de decisões tomadas por famílias e empresas, em vez de recorrer a teorias que explicam o funcionamento da economia de cima para baixo.

“As autoridades não deveriam encarar a estabilização da economia como uma tarefa em que basta acionar alavancas para controlar a atividade econômica, sem considerar como as pessoas entendem essas medidas”, disse Woodford.

Como os estudos de Hall e Woodford ajudam a conter as oscilações

A economia alterna períodos de queda e de expansão. Desde que o economista John Maynard Keynes apresentou suas teorias, há quase um século, as chamadas políticas de estabilização ganharam importância para lidar com essas oscilações.

A ideia é que, durante uma recessão, o governo e o banco central estimulem a atividade econômica, reduzindo os juros e ampliando o déficit público — ou seja, a diferença entre o que o governo gasta e o que arrecada. Quando a economia está aquecida demais, o caminho deve ser o inverso, para frear o crescimento e evitar pressões sobre os preços.

Mas, durante as crises do petróleo dos anos 1970, os modelos baseados nas ideias de Keynes pareciam ter perdido a eficácia. As medidas adotadas não reduziam o desemprego e, em vez disso, provocavam uma inflação descontrolada.

O Ocidente viveu uma década de baixo crescimento, desemprego elevado e inflação alta. Muitos passaram a acreditar que as políticas de estabilização tinham causado mais prejuízos do que benefícios e deveriam ser abandonadas.

Hall e Woodford foram premiados por mostrar como reformular os modelos econômicos para que essas políticas voltassem a funcionar. O ponto de partida foi entender melhor como famílias e empresas tomam decisões e como essas escolhas afetam a economia como um todo.

Os modelos anteriores eram vistos como uma “caixa-preta”: mostravam relações estatísticas entre indicadores como inflação, produção e consumo, mas não explicavam com clareza os mecanismos por trás desses resultados. Para superar essa limitação, os pesquisadores incorporaram o comportamento de consumidores e empresas à análise.

Enquanto Hall contribuiu para a compreensão das decisões de consumo das famílias, Woodford se concentrou na forma como as empresas definem seus preços e reuniu essas contribuições em um modelo integrado.

Um ponto central desses modelos é que as pessoas e as empresas levam em conta o que esperam do futuro ao tomar decisões, como quanto poupar ou qual preço cobrar por um produto.

Assim, quando governos e bancos centrais anunciam seus planos para a economia, podem influenciar essas expectativas e ajudar a estimular ou a frear a atividade econômica, conforme a necessidade.

Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford — Foto: Reprodução/Nobel Prize
Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford — Foto: Reprodução/Nobel Prize

Veja os vencedores dos últimos anos do Nobel de Economia:

O prêmio

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969.

A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias.

Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

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