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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Dólar sobe a R$ 5,48 com eleições nos EUA e juros no radar; Ibovespa cai aos 165 mil pontos

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A moeda americana fechou em alta de 0,79%, a R$ 5,4871. Já a bolsa brasileira recuou 1,42%, aos 165.545 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 03 de Novembro de 2.026 às 10h00m

 
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar encerrou esta terça-feira (3) em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,4871. Durante o pregão, a moeda americana chegou a R$ 5,5151 na máxima do dia. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,42%, aos 165.545 pontos.

Na última sexta-feira (30), a moeda americana subiu a R$ 5,44 e acumulou alta de mais de 9% na semana. Já o Ibovespa caiu pelo quinto dia seguido e acumulou desvalorização de 18,12% no período, na quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. Saiba mais.

O principal destaque da sessão ficou com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. Novos dados do mercado de trabalho americano e a espera pela nova taxa de juros brasileira, que deve ser decidida amanhã também, podem mexer com os negócios.

▶️ As midterms foram o principal destaque da sessão. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump, já que pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação.

Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional. (entenda mais abaixo)

▶️ Com as eleições americanas na mira, investidores também acompanharam novos dados do mercado de trabalho dos EUA. As vagas de emprego em aberto aumentaram em 333 mil em setembro, chegando a 7,523 milhões. O resultado ficou acima da expectativa de economistas, que previam 7,1 milhões de vagas, e pode dar pistas sobre a força da economia americana e os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na definição dos juros.

▶️ Por aqui, investidores aguardam a próxima reunião do Banco Central, marcada para amanhã. Em meio à pressão fiscal e eleitoral, a expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,79%;
  • Acumulado do mês: +0,79%;
  • Acumulado do ano: -0,03%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,42%
  • Acumulado do mês: -1,42%;
  • Acumulado do ano: +2,74%.
Eleições de meio de mandato nos EUA

Milhares de eleitores irão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump.

Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.

  • Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.
  • Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
  • Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.

Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena.

O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano. Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis.

Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado.

O Ibovespa acumulou desvalorização de 18,12% na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, foi a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o índice também caiu 18,12%.

As maiores baixas do período ocorreram durante a crise financeira asiática, em 1997 (-22,17%); a crise financeira global, em 2008 (-20,01%); e o início da pandemia de Covid-19, em 2020 (-18,88%).

Diferentemente desses episódios, a queda de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a análise da Elos Ayta, o resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre uma possível mudança na condução da política econômica e provocou uma reavaliação dos preços dos ativos brasileiros.

Bolsas globais

Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos fecharam mistos nesta terça-feira, conforme investidores seguiram atentos às midterms.

O Dow Jones teve queda de 0,24%, enquanto o S&P 500 subiu 0,59% e o Nasdaq Composite ganhou 1,06%.

Na Europa, a maioria dos índices fechou em queda nesta terça-feira, em meio a dúvidas sobre um possível acordo de paz no Oriente Médio e as eleições nos EUA. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,58%, aos 645,66 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,31%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,22% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 1,03%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam as medidas para incentivar a entrada de dinheiro no mercado como insuficientes.

O SSEC, Índice de Xangai, perdeu 0,82%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 0,20%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 3,59% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,57%. No Japão, o Nikkei permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Xi diz que Oriente Médio não deve ser palco de disputa entre potências

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China tem se comprometido consistentemente com o fim da guerra e espera contribuir com “sabedoria e soluções para resolver os dilemas de segurança da região”, acrescentou o presidente Xi Jinping
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Da Reuters
02/11/26 às 05:57 | Atualizado 02/11/26 às 05:59
Postado em 02 de Novembro de 2.026 às 06h20m
 
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O presidente chinês Xi Jinping observa durante uma cerimônia de assinatura com o rei Felipe VI da Espanha no Grande Salão do Povo, em 12 de novembro de 2025, em Pequim, China
O presidente chinês Xi Jinping observa durante uma cerimônia de assinatura com o rei Felipe VI da Espanha no Grande Salão do Povo, em 12 de novembro de 2025, em Pequim, China  • Maxim Shemetov-Pool/Getty Images

O Oriente Médio e a região do Golfo não devem se tornar um campo de batalha para a rivalidade entre grandes potências, e a China está disposta a trabalhar com países árabes para alcançar uma paz duradoura, afirmou nesta segunda-feira (2) o presidente chinês, Xi Jinping, ao sultão de Omã.

A China tradicionalmente desempenhou um papel diplomático discreto no Oriente Médio, mas intensificou seus esforços para tentar reduzir as tensões em meio à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocou interrupções no Estreito de Ormuz e elevou os custos globais de energia e transporte marítimo.

Xi disse ao sultão de Omã, Haitham bin Tariq al-Said, que o mundo está passando por profundas transformações.

“A região do Oriente Médio e do Golfo não deve se tornar uma arena de rivalidade entre grandes potências e de conflitos geopolíticos. A paz e a estabilidade na região exigem esforços conjuntos de todas as partes para serem cultivadas e protegidas”, afirmou Xi, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China.

A China tem se comprometido consistentemente com o fim da guerra e espera contribuir com “sabedoria e soluções para resolver os dilemas de segurança da região”, acrescentou o presidente.

Em uma declaração conjunta de 20 pontos, os dois países disseram concordar que a navegação normal e segura deve ser retomada no Estreito de Ormuz. Também pediram que Estados Unidos e Irã busquem alternativas pacíficas, retornem ao acordo firmado em junho com o objetivo de encerrar o conflito e retomem o diálogo.

O Ministério das Relações Exteriores da China informou posteriormente, nesta segunda-feira, que Zhai Jun, enviado especial do país para o Oriente Médio, visitará Irã, Omã e Arábia Saudita neste mês.

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Haitham chegou a Pequim no domingo para uma visita de dois dias, a primeira de um chefe de Estado de Omã à China desde que os dois países estabeleceram relações diplomáticas, em 1978.

Haitham disse a Xi que seu governo tem grande apreço pelas posições da China sobre questões importantes relacionadas à região, segundo a imprensa estatal de Omã.

“Acreditamos que desenvolvimento e estabilidade estão intrinsecamente ligados”, afirmou.

“A prosperidade das nações exige um ambiente definido pela segurança, pela paz, pelo respeito à soberania dos Estados e pelo cumprimento do direito internacional — um ambiente em que as disputas sejam resolvidas por meios pacíficos.”

Ele também afirmou que Omã está aberto à possibilidade de firmar com a China um acordo bilateral preferencial de comércio e investimentos.

“Estamos confiantes de que tal acordo abriria novos caminhos para o comércio e os investimentos, facilitando e ampliando as trocas comerciais e de investimentos entre nossos dois países”, disse Haitham.

A China é o maior parceiro comercial de Omã. Os vínculos turísticos e empresariais entre os dois países foram fortalecidos por voos diretos entre Pequim e Mascate desde novembro do ano passado.

Omã, que exporta petróleo bruto e produtos energéticos para a China, também busca desenvolver ainda mais suas cadeias de fornecimento de energia renovável e o comércio digital.

A declaração conjunta informou que os países concordaram em aprofundar a cooperação prática nos setores de petróleo e gás natural, além de ampliar a colaboração em novas áreas de energia, como energia solar fotovoltaica, energia eólica, transmissão e transformação de energia e armazenamento energético.

O líder omanense, recebido na pista do aeroporto de Pequim pelo presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, também destacou a importância da cooperação entre instituições financeiras e de investimento.

* Reportagem de Liz Lee, em Pequim; Nayera Abdallah, em Dubai; e Farah Master, em Hong Kong. Reportagem adicional de Andrew Silver.

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domingo, 1 de novembro de 2026

Cientistas afirmam que teoria sobre a origem da vida pode estar errada; nova simulações contradizem 'bombardeio' de cometas

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Estudo sugere que as frágeis moléculas orgânicas supostamente transportadas pelos objetos de gelo teriam sido destruídas com o impacto na Terra, derrubando uma teoria estabelecida sobre a origem da vida dos anos 60
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Jacopo Prisco, da CNN
31/10/26 às 21:38 | Atualizado 31/10/26 às 21:38
Postado em 01 de Novembro de 2.026 às 10h30m
 
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Uma teoria que afirma que o impacto de um cometa teria originado vida na Terra primitiva pode ser refutada por novas pesquisas.  • Preston Dyches/NASA

A descoberta sugere que as frágeis moléculas orgânicas supostamente transportadas pelos objetos de gelo teriam sido destruídas com o impacto, derrubando uma teoria estabelecida sobre a origem da vida que remonta pelo menos a 1961. A ideia mais ampla de que os ingredientes para a vida vieram do espaço, conhecida como panspermia, é ainda mais antiga e foi postulada cientificamente em 1908.

A vida na Terra requer moléculas orgânicascomplexas, mas não está claro se o nosso planeta primitivo possuía matéria-prima suficiente para reações químicas que produzem os componentes básicos da vida. Os cometas são compostos de poeira e gelo, mas também contêm material orgânico. Essa composição, que rendeu a esses corpos celestes o apelido de "bolas de neve sujas", levou os cientistas a sugerirem que os cometas poderiam ter depositado água e moléculas orgânicas na superfície da Terra.

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No início de sua história, há mais de 4 bilhões de anos, a Terra pode ter sofrido um período de intenso bombardeio por mais de 100.000 cometas com mais de 100 metros de diâmetro, de acordo com um novo estudo publicado na última  quarta-feira (28) no periódico Scientific Reports. Esses impactos, no entanto, foram em sua maioria muito fortes para que as moléculas necessárias para o surgimento da vida pudessem resistir.

A equipe utilizou os modelos mais recentes de formação e evolução de cometas para simular esse período planetário inicial 100.000 vezes. "Considerando o que sabemos sobre os ambientes da superfície da Terra primitiva, em média, nossas simulações constataram que não houve impactos bem-sucedidos", afirmou o autor principal do estudo, Richard Anslow, que conduziu a pesquisa enquanto concluía seu doutorado no Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Cometas como o 67P/Churyumov-Gerasimenko, visto em janeiro de 2015, emitem grandes quantidades de poeira e gás. • ESA/Rosetta/NAVCAM
Cometas como o 67P/Churyumov-Gerasimenko, visto em janeiro de 2015, emitem grandes quantidades de poeira e gás. • ESA/Rosetta/NAVCAM

Os cometas continham grandes concentrações de moléculasessenciaispara a vida, mas a simulação revelou que esses objetos se aproximavam da Terra em velocidade excessiva para depositá-las com sucesso. "As velocidades típicas desses cometas ao impactarem a Terra significavam que, na verdade, muito poucos, ou nenhum, seriam capazes de transportar moléculas orgânicas intactas. Portanto, os cometas não parecem ser tão úteis para a química pré-biótica quanto se pensava anteriormente", afirmou Anslow.

Mais precisamente, 54% das simulações não mostraram nenhum impacto, enquanto os 46% restantes apresentaram pelo menos um impacto e uma "pequena minoria" retornou até três colisões, disse Anslow. "Não podemos descartar com certeza que nunca houve um impacto bem-sucedido, pode ter havido um desses impactos fortuitos." No entanto, tais colisões fortuitas teriam que ocorrer em um "local perfeito" que já atendesse a diversas condições importantes, incluindo a presença de água líquida e outros elementos químicos necessários para sustentar a vida. Essa combinação torna o processo geral improvável, acrescentou ele.

Explicações alternativas

O estudo se concentra em uma substância química natural chamada cianeto de hidrogênio, um importante precursor na química pré-biótica que foi detectado em dezenas de cometas, incluindo os notáveis ​​cometas Halley e Hale-Bopp.Composto por hidrogênio, carbono e nitrogênio, o HCN pode levar à formação de aminoácidos, moléculas que compõem as proteínas quando combinado com água; outros estudos já identificaram o HCN como um possível ingrediente chave para a origem da vida na Terra.

"os cometas atingem a Terra, são submetidos a altas temperaturas e pressões, e estudos recentes descobriram que muitas dessas moléculas precursoras podem ser destruídas por essa alta pressão e temperatura, bem como pelos impactos subsequentes”, disse Anslow.

Os autores do estudo argumentam que, mesmo que o impacto fosse bem-sucedido, é improvável que a substância química fosse liberada em uma concentração útil e, no caso de um impacto no oceano, ela se dissolveria rapidamente.

O cianeto de hidrogênio ou HCN, um importante precursor na química pré-biótica, foi detectado em dezenas de cometas, incluindo o cometa Halley, mostrado em sua viagem de retorno ao sistema solar interno. • Laboratório de Propulsão a Jato da NASA/Instituto de Tecnologia da Califórnia
O cianeto de hidrogênio ou HCN, um importante precursor na química pré-biótica, foi detectado em dezenas de cometas, incluindo o cometa Halley, mostrado em sua viagem de retorno ao sistema solar interno. • Laboratório de Propulsão a Jato da NASA/Instituto de Tecnologia da Califórnia

Para que a química prebiótica se forme, muitas outras moléculas precursoras também são necessárias, como compostos que contêm fósforo e enxofre, mas estes não são encontrados rotineiramente em cometas, disse Anslow. "Os cometas são ótimos para fornecer cianeto de hidrogênio, mas, como o local de impacto de um cometa na Terra é aleatório, não temos garantia de que encontraremos tudo o mais necessário para essa química exatamente naquele ponto."

Se os cometas não trouxeram os componentes básicos da vida para a Terra, Anslow afirmou que existem diversas outras vias promissoras a serem exploradas. Outra teoria antiga e concorrente é a possibilidade de que a sopa primordial da Terra possa ter sintetizado as moléculas necessárias para a vida por conta própria. Uma fonte cósmica alternativa de material orgânico poderia ter sido os asteroides, que normalmente colidiam com a Terra mais lentamente e em maior número.

Anslow citou descobertas recentes em amostras dos asteroides Bennu e Ryugu, que contêm a maioria dos aminoácidos essenciais para a formação de proteínas.O estudo recente também levanta outra possibilidade intrigante: embora a Terra possa não ter tido as condições ideais para a formação de HCN a partir de impactos de cometas, o antigo Marte pode ter sido mais propício . "Como Marte é muito menor que a Terra e está mais distante do Sol, a velocidade típica de impacto dos cometas é muito menor, então, enquanto esses impactos na Terra destruíam a maior parte do HCN, o mesmo não acontecia em Marte", disse Anslow.

Essa ideia poderia adicionar uma nova dimensão à antiga questão de se o planeta vermelho já abrigou vida.

“É apenas mais uma perspectiva para termos em mente quando tentamos entender a evolução inicial de Marte com mais detalhes”, disse Anslow.

A teoria do cometa ainda pode se sustentar.

Embora os autores tenham analisado minuciosamente como o HCN poderia ter sobrevivido ao impacto do cometa, a substância química pode ter sofrido reações antes que os corpos gelados entrassem na atmosfera da Terra, afirmou Queenie Chan, professora associada de ciências da Terra na Royal Holloway University of London, que não participou do estudo. Esse processo poderia ter criado compostos biologicamente importantes, como os blocos de construção de proteínas, que são menos voláteis e têm maior probabilidade de sobreviver.

“Portanto, a ineficiência no fornecimento de HCN intacto não descarta completamente um papel potencial dos cometas no fornecimento de outros compostos orgânicos importantes que podem ter contribuído para o estoque orgânico pré-biótico da Terra antes do surgimento da vida”, escreveu Chan em um e-mail.

Nicolle Zellner, professora de física no Albion College, em Michigan, disse em um e-mail que não ficou surpresa com as descobertas. Embora também relute em descartar os cometas como um possível fator que contribuiu para o surgimento da vida, ela reconheceu que "os autores definitivamente estabeleceram parâmetros sólidos em torno dessa probabilidade".

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