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terça-feira, 10 de março de 2026

Chefe do Conselho de Segurança do Irã ameaça Trump: 'cuidado para não ser eliminado'

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Ali Larijani, um dos mais altos cargos do Irã, disse não temer o que chamou de "ameaças vazias" do presidente norte-americano. No 11º dia de guerra, Washington e Teerã não dão sinais de trégua.
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 Por Redação g1

Postado em 10 de Março de 2.026 às 08h45m
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O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou nesta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e disse que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado".

O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias. "Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!", escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aioatolá Ali Khamenei.

O recado foi uma resposta à ameaça que Trump teceu na segunda-feira de atacar o Irã com ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz, e, com isso, criando uma crise no preço e abastecimento de petróleo no mundo.

Chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani ameaça Donald Trump em resposta na rede social X, em 10 de março de 2026. — Foto: Reprodução/ Redes sociais
Chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani ameaça Donald Trump em resposta na rede social X, em 10 de março de 2026. — Foto: Reprodução/ Redes sociais

A fala de Larijani abastece também as indicações do Irã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou no 11º dia nesta terça. Na segunda-feira (9), apesar das ameaças, Trump disse que a guerra está "quase concluída". No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana — braço das Forças Armadas ligadas ao líder supremo — respondeu que o conflito só terminará quando o Irã determinar.

Nesta terça, o governo de Israel também se mostrou disposto a seguir no conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "ainda não terminamos" ao se referir às ofensivas no Irã.

Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos, declarou.

Ali Larijani — Foto: REUTERS/Thaier Al-Sudani
Ali Larijani — Foto: REUTERS/Thaier Al-Sudani

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segunda-feira, 9 de março de 2026

Premiações 2026: Flamengo abre o ano na liderança com R$ 29,6 milhões

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Considerando os valores divulgados e apurados pelo Gato Mestre, Rubro-Negro acumula quase R$ 30 milhões e é seguido por Fluminense, Corinthians e Madureira
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Por Davi Barros e Matheus Guimarães — Rio de Janeiro

Postado em 09 de Março de 2.026 às 20h00m
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Fluminense 0 (4) x (5) 0 Flamengo | Melhores momentos | Final Campeonato Carioca 2026
Fluminense 0 (4) x (5) 0 Flamengo | Melhores momentos | Final Campeonato Carioca 2026

Muda o ano, mas a liderança, não. A primeira parcial do ranking de premiações da temporada começa do mesmo jeito que terminou em 2025: com o Flamengo na ponta. Por ter participado de três decisões nos primeiros três meses do ano, o Rubro-Negro acumula R$ 29,6 milhões em 2026, contando os vices na Supercopa e Recopa e também a campanha no Campeonato Carioca, além de já ter garantido os valores da quinta fase da Copa do Brasil.

Vice-campeão do Carioca, o Fluminense, também ocupa a segunda colocação do ranking. Somando os valores da Copa do Brasil e do Estadual, o Tricolor embolsou R$ 14,5 milhões em premiações.

Fechando o pódio, o Corinthians ocupou a terceira posição graças ao título da Supercopa do Brasil, que fez o clube paulista levar R$ 11,6 milhões. Além disso, o Timão tem garantido R$ 2 milhões da Copa do Brasil e R$ 350 mil do campeonato estadual.

O top-5 tem um intruso: o Madureira. O Tricolor Suburbano acumulou R$ 8,7 milhões, oriundos da classificação à terceira fase da Copa do Brasil e à semifinal do Campeonato Carioca. O quinto clube da lista é o Vasco, com R$ 8,5 milhões em premiações.

O ranking não soma os valores de premiação para competições que ainda não começaram e nem de Libertadores e Sul-Americana, já que a Conmebol ainda não divulgou quanto dará a cada clube.

Premiações dos times da elite nacional em 2026
Os valores consideram as premiações de Recopa, Copa do Brasil, Supercopa e Estaduais
Fonte: Gato Mestre

Para as premiações em dólares, o ge seguiu o site do Banco Central e converteu um dólar a R$ 5,2872 no dia 6 de março.

O ranking leva em consideração a premiação dada em competições estaduais da primeira divisão e as organizadas por CBF, Conmebol e Fifa. Nesta primeira parcial, os 20 clubes da Série A ocupam as 38 primeiras colocações já contando com os R$ 2 milhões a receber por estarem na quinta fase da Copa do Brasil.

Em 2025, a liderança foi disputada até o fim da temporada entre Flamengo e Fluminense. O título da Libertadores ajudou o Rubro-Negro a ficar na liderança (com R$ 376 milhões), enquanto a campanha na Copa do Mundo de Clubes alavancou a quantia recebida pelo Tricolor (R$ 374 mi). Palmeiras (R$ 322 mi), Botafogo (R$ 200 mi) e Corinthians (R$ 115 mi) fecham o top-5 formado por clubes que receberam pelo menos R$ 100 milhões.

Até agora, 137 clubes foram premiados em 2026. Se o Flamengo é o clube com maior premiação financeira na temporada, Forte e Real Noroeste ocupam a outra ponta, tendo recebido R$ 30,5 mil por chegar às quartas de final do Campeonato Capixaba.

Veja abaixo os times com prêmios garantidos em 2026 e quanto ganhou em cada competição

Premiação para os clubes brasileiros em 2026

Time TOTAL Recopa Copa do Brasil Supercopa Estadual
1º - Flamengo R$ 29.608.480 R$ 4.758.480 R$ 2.000.000 R$ 6.350.000 R$ 16.500.000
2º - Fluminense R$ 14.500.000 R$ 2.000.000 R$ 12.500.000
3º - Corinthians R$ 13.987.200 R$ 2.000.000 R$ 11.637.200 R$ 350.000
4º - Madureira R$ 8.680.000 R$ 2.180.000 R$ 6.500.000
5º - Vasco R$ 8.500.000 R$ 2.000.000 R$ 6.500.000
6º - Palmeiras R$ 7.000.000 R$ 2.000.000 R$ 5.000.000
7º - Novorizontino R$ 4.410.000 R$ 2.910.000 R$ 1.500.000
8º Botafogo R$ 4.000.000 R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
9º Fortaleza R$ 3.260.000 R$ 2.910.000 R$ 350.000
10º Ceará R$ 3.060.000 R$ 2.910.000 R$ 150.000
11º CRB R$ 3.010.000 R$ 2.910.000 R$ 100.000
12º São Bernardo R$ 2.960.000 R$ 2.910.000 R$ 50.000
13º América-MG R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Athletic Club R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Atlético-GO R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Avaí R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Goiás R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Juventude R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Londrina R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Operário-PR R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Sport R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
Vila Nova R$ 2.910.000 R$ 2.910.000
23º - Volta Redonda R$ 2.780.000 R$ 1.780.000 R$ 1.000.000
24º - São Paulo R$ 2.500.000 R$ 2.000.000 R$ 500.000
25º - Bahia R$ 2.400.000 R$ 2.000.000 R$ 400.000
26º - Vitória R$ 2.300.000 R$ 2.000.000 R$ 300.000
27º - Santa Catarina R$ 2.180.000 R$ 2.180.000
28º - Bragantino R$ 2.150.000 R$ 2.000.000 R$ 150.000
29º - Santos R$ 2.100.000 R$ 2.000.000 R$ 100.000
30º - Mirassol R$ 2.070.000 R$ 2.000.000 R$ 70.000
31º - Athletico-PR R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
Atlético-MG R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
Chapecoense R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
Coritiba R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
Cruzeiro R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
Grêmio R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
Internacional R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
Remo R$ 2.000.000 R$ 2.000.000
39º - Portuguesa R$ 1.980.000 R$ 1.780.000 R$ 200.000
40º - Boavista R$ 1.830.000 R$ 830.000 R$ 1.000.000
41º - Águia de Marabá R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Amazonas R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
América-RN R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Anápolis R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Capital-DF R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Castanhal R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Figueirense R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Fluminense-PI R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Guarany de Bagé R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Jacuipense R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Joinville R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Manauara R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Manaus R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Maranhão R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Maringá R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Mixto-MT R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Nova Iguaçu R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Operário-MS R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Porto Velho R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Portuguesa-RJ R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Sousa R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Tombense R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Tuna Luso R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Uberlândia R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
Ypiranga-RS R$ 1.780.000 R$ 1.780.000
66º - Cuiabá R$ 1.380.000 R$ 1.380.000
67º - Primavera-SP R$ 1.290.000 R$ 1.230.000 R$ 60.000
68º - Desportiva Ferroviária R$ 1.260.500 R$ 1.230.000 R$ 30.500
69º - Betim R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Gama R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Guaporé R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Ivinhema R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Ji-Paraná R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Maguary R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Porto-BA R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Primavera-MT R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Tirol R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
Velo Clube R$ 1.230.000 R$ 1.230.000
79º - Bangu R$ 1.000.000 R$ 1.000.000
80º - Barra-SC R$ 950.000 R$ 950.000
Confiança R$ 950.000 R$ 950.000
Paysandu R$ 950.000 R$ 950.000
Ponte Preta R$ 950.000 R$ 950.000
84º - Porto Vitória R$ 930.500 R$ 830.000 R$ 100.500
85º - Juazeirense R$ 930.000 R$ 830.000 R$ 100.000
86º - Guarani R$ 920.000 R$ 830.000 R$ 90.000
87º - Rio Branco-ES R$ 860.500 R$ 830.000 R$ 30.500
88º - ABC R$ 830.000 R$ 830.000
Altos R$ 830.000 R$ 830.000
ASA R$ 830.000 R$ 830.000
Atlético-BA R$ 830.000 R$ 830.000
Azuriz R$ 830.000 R$ 830.000
Botafogo-PB R$ 830.000 R$ 830.000
Capital-TO R$ 830.000 R$ 830.000
Caxias R$ 830.000 R$ 830.000
Ceilândia R$ 830.000 R$ 830.000
Cianorte R$ 830.000 R$ 830.000
CSA R$ 830.000 R$ 830.000
GAS R$ 830.000 R$ 830.000
Imperatriz R$ 830.000 R$ 830.000
Independência-AC R$ 830.000 R$ 830.000
Itabaiana R$ 830.000 R$ 830.000
Lagarto R$ 830.000 R$ 830.000
Maracanã R$ 830.000 R$ 830.000
Nacional-AM R$ 830.000 R$ 830.000
Operário VG R$ 830.000 R$ 830.000
Oratório R$ 830.000 R$ 830.000
Penedense R$ 830.000 R$ 830.000
Retrô R$ 830.000 R$ 830.000
Santa Cruz R$ 830.000 R$ 830.000
São Luiz R$ 830.000 R$ 830.000
Tocantinópolis R$ 830.000 R$ 830.000
113º - Trem R$ 830.000 R$ 830.000
114º - América de Propriá R$ 400.000 R$ 400.000
Araguaína R$ 400.000 R$ 400.000
Baré R$ 400.000 R$ 400.000
Bragantino-PA R$ 400.000 R$ 400.000
Galvez R$ 400.000 R$ 400.000
IAPE R$ 400.000 R$ 400.000
Independente-AP R$ 400.000 R$ 400.000
Laguna R$ 400.000 R$ 400.000
Monte Roraima R$ 400.000 R$ 400.000
Pantanal R$ 400.000 R$ 400.000
Piauí R$ 400.000 R$ 400.000
Sampaio Corrêa-RJ R$ 400.000 R$ 400.000
Serra Branca R$ 400.000 R$ 400.000
Vasco-AC R$ 400.000 R$ 400.000
128º - Anapolina R$ 200.000 R$ 200.000
Jacuipense R$ 200.000 R$ 200.000
130º - Vitória-ES R$ 128.500 R$ 128.500
131º - Capivariano R$ 125.000 R$ 125.000
132º - Serra R$ 118.500 R$ 118.500
133º - Vila Velhense R$ 100.500 R$ 100.500
134º - Botafogo-SP R$ 80.000 R$ 80.000
135º - Noroeste R$ 40.000 R$ 40.000
136º - Forte R$ 30.500 R$ 30.500
137º - Real Noroeste R$ 30.500 R$ 30.500

*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, Millena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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Petróleo dispara e se aproxima de US$ 120 o barril; Bolsas têm forte queda

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Bolsas asiáticas ampliaram perdas e ações europeias operam em queda nesta segunda (9) em meio à perspectiva de guerra prolongada do conflito com impactos sobre a economia global.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 09 de Março de 2.026 às 08h00m
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Ataque de Israel atinge refinaria de petróleo em Teerã, no Irã
Ataque de Israel atinge refinaria de petróleo em Teerã, no Irã

As Bolsas desabaram nesta segunda-feira (9) e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua.

Com a perspectiva de impactos do conflito sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada.

A Bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava desempenho forte impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%.

Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão, 2,71%.

As Bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte de seu valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza.

O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48 por barril.

Já o Brent do Mar do Norte, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119.

O preço do gás natural na Europa também disparava. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80).

Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer
Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer

Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução na produção.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção em meio a ataques iranianos contra seus territórios.

Os países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que a possibilidade será discutida em uma videoconferência entre os ministros das Finanças.

A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo.

'Imposto sobre a economia global'

Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar "a ameaça nuclear do Irã".

"O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou.

Analistas, no entanto, alertam para um possível impacto severo na economia mundial.

"O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".

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domingo, 8 de março de 2026

Após China erguer megaporto bilionário no Peru, EUA anunciam R$ 7,8 bilhões para base naval no mesmo país

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Investimentos bilionários de Estados Unidos e China no Peru revelam nova disputa estratégica por influência na América Latina, envolvendo infraestrutura portuária, presença militar e controle de rotas comerciais fundamentais para o comércio global e a segurança regional.
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Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 07/03/2026 às 21:14
Postado em 08 de Março de 2.026 às 10h30m
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Após China erguer megaporto bilionário no Peru, EUA anunciam R$ 7,8 bilhões para base naval no mesmo país
Após China construir megaporto bilionário no Peru, EUA anunciam investimento de R$ 7,8 bilhões para modernizar base naval e ampliar influência regional. (Imagem: Reuters/Kevin Lamarque)

Em um cenário internacional marcado por disputas comerciais, influência geopolítica e presença militar estratégica, a América Latina voltou a chamar a atenção das grandes potências globais.

Nas últimas décadas, a região tem se transformado em um importante campo de disputa econômica e diplomática entre países que buscam ampliar sua influência em rotas comerciais, infraestrutura logística e segurança regional.

Esse movimento ganhou novos capítulos quando dois gigantes globais — China e Estados Unidos — passaram a direcionar bilhões de dólares para projetos estratégicos em um mesmo país sul-americano.

Segundo informações divulgadas pelo portal Correio do Estado, os Estados Unidos anunciaram um investimento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,8 bilhões) para modernizar uma base naval no Peru, movimento que ocorre pouco tempo após a China financiar a construção de um gigantesco porto comercial no mesmo país.

China amplia presença com megaporto de bilhões

A iniciativa chinesa foi marcada pela construção do megaporto de Chancay, localizado a cerca de 70 quilômetros de Lima, capital peruana.

O projeto, avaliado em aproximadamente US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 18,3 bilhões), representa um dos maiores investimentos logísticos da China na América Latina.

O porto foi projetado para se tornar um importante hub de comércio entre a América do Sul e a Ásia, reduzindo o tempo de transporte de mercadorias e fortalecendo rotas comerciais estratégicas.

Segundo analistas internacionais, o megaporto faz parte da estratégia chinesa de expansão global de infraestrutura, frequentemente associada à chamada Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative), que busca ampliar a presença econômica do país em diferentes regiões do mundo.

Além de facilitar o comércio internacional, o projeto também reforça a influência econômica da China no continente, aproximando ainda mais os laços entre Pequim e países latino-americanos.

A inauguração oficial do porto de Chancay ocorreu em novembro de 2024, consolidando o empreendimento como um dos maiores projetos portuários já realizados na região.

Estados Unidos respondem com modernização naval

Em meio ao avanço da presença chinesa no Peru, o governo dos Estados Unidos decidiu reforçar sua própria estratégia de cooperação militar e segurança na região.

Segundo o acordo anunciado por Washington, US$ 1,5 bilhão serão destinados à modernização da base naval de Callao, localizada próxima ao principal aeroporto internacional de Lima.

O investimento busca ampliar a infraestrutura da base e fortalecer a capacidade de cooperação entre as forças de segurança dos dois países.

O projeto também prevê a presença de até 20 especialistas norte-americanos, incluindo profissionais ligados ao governo e ao setor privado, que deverão atuar no país ao longo da próxima década.

De acordo com autoridades envolvidas nas negociações, a iniciativa faz parte de um plano mais amplo de reforço das relações de segurança entre Estados Unidos e Peru.

A estratégia busca aumentar a cooperação em áreas como defesa marítima, proteção de rotas comerciais e estabilidade regional.

Peru ganha novo peso no tabuleiro geopolítico

Com investimentos simultâneos de grandes potências globais, o Peru passou a ocupar uma posição cada vez mais relevante no cenário geopolítico da América Latina.

A localização estratégica do país, voltada para o Oceano Pacífico e conectada a importantes corredores comerciais da América do Sul, torna o território especialmente atraente para projetos de infraestrutura e segurança.

Além dos investimentos chineses e norte-americanos, outros países também demonstraram interesse em ampliar parcerias econômicas com o Peru.

Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, anunciaram um investimento adicional de cerca de US$ 400 milhões para ampliar em aproximadamente 80% a capacidade operacional do porto comercial de Callao.

Esses projetos fazem parte de uma estratégia peruana para reposicionar o país no cenário econômico e político regional.

Atualmente, o Peru é considerado a quinta maior economia da América do Sul, e o governo local busca consolidar o país como um centro logístico e comercial de grande importância no continente.

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