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quarta-feira, 4 de março de 2026

Mercado derrete R$ 166,4 bi em 1 dia com impacto da guerra no Oriente Médio

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Blue chips concentraram maior parte das perdas
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João Nakamura, da CNN Brasil, em São Paulo
03/03/26 às 21:08 | Atualizado 03/03/26 às 21:08
Postado em 04 de Março de 2.026 às 06h00m
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Ilustração de um gráfico de ações derretendo
Maiores empresas do Ibovespa - que vinham sustentando um rali recente do mercado - foram as que mais perderam no dia  • Ilustração gerada por IA

As empresas listadas na B3 perderam R$ 166,4 bilhões em valor de mercado no pregão desta terça-feira (3), segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

No dia, o Ibovespa derreteu 3,28%, na queda mais intensa desde dezembro, com a aversão global do mercado financeiro ao risco em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã.

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Os investidores estão apreensivos sobre interrupções prolongadas de distribuição de energia e possíveis reflexos inflacionários com o agravamento do conflito no Oriente Médio.

"As tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã aumentaram nos últimos dias e trazem o temor de interrupção no fornecimento global de petróleo", pontua Jucelia Lisboa, sócia e economista da Siegen Consultoria.

"Com o petróleo em alta, crescem as preocupações com inflação global. Isso faz os investidores reverem expectativas de cortes de juros, e adotarem uma postura mais defensiva. Em momentos como esse, normalmente, o mercado reduz a exposição a ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes, e busca proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar."

Perdas de blue chips

As maiores empresas do Ibovespa - que vinham sustentando um rali recente do mercado - foram as que mais perderam no dia: as 10 empresas com maior perda de valor de mercado responderam por R$ 97,7 bilhões do derretimento, sendo elas algumas das maiores da bolsa.

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No ranking, figuram sete das dez maiores empresas do Ibovespa. "No Brasil, praticamente todos os setores da bolsa registram perdas, com destaque para bancos, varejo e empresas ligadas ao consumo interno", diz Lisboa.

"A exceção são as petroleiras, que se beneficiam diretamente da alta do petróleo e, por isso, conseguem sustentar leve alta ou queda menor", conclui.

Maior empresa do Brasil e da América Latina, a Petrobras registrou ligeiro recuo de 0,44% em seus papéis preferenciais e 0,74% nos ordinários.

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terça-feira, 3 de março de 2026

Análise: Irã aposta no caos econômico como arma na guerra contra os EUA

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Regime dos aiatolás está atacando refinarias, petroleiros e instalações de produção de gás em vários países do Oriente Médio como tática para pressionar o presidente Trump
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Américo Martins
Especialista em jornalismo internacional e fascinado pelo mundo desde sempre, foi diretor da BBC de Londres e VP de Conteúdo da CNN; já visitou mais de 70 países

03/03/26 às 07:39 | Atualizado 03/03/26 às 07:45
Postado em 03 de Março de 2.026 às 10h00m
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Bandeiras iranianas em dia de ataque dos EUA ao Irã  • Reuters

O Irã está tentando provocar uma grave crise econômica no Oriente Médio, e possivelmente em outras partes do mundo, para usá-la como arma contra os Estados Unidos.

É por isso que os iranianos decidiram atacar praticamente todos os países da região do Golfo Pérsico, tendo como alvos, em especial, pontos de infraestrutura econômica.

Essas retaliações iranianas causaram espanto em boa parte do mundo. O próprio presidente Donald Trump afirmou em entrevista exclusiva à CNN que ficou surpreso com a abrangência dos ataques.

A expectativa dos americanos era a de que Teerã concentrasse sua retaliação em bases militares dos Estados Unidos na região ou diretamente contra Israel.

Em vez disso, o regime dos aiatolás ampliou o raio de ação e passou a atingir ativos estratégicos de países árabes que, em muitos casos, são aliados históricos de Washington mas que mantém também relações com o Irã.

A lógica por trás dessa escolha é estratégica.

Ao espalhar o conflito, o Irã tenta impedir que a guerra fique restrita a um embate militar direto com americanos e israelenses, confronto no qual está em clara desvantagem tecnológica e aérea.

Ao mirar em alvos econômicos, Teerã amplia o custo político do conflito e transforma o mercado de energia em campo de batalha.

E os danos já são muito sérios.

Na Arábia Saudita, drones e mísseis atingiram uma grande refinaria na costa leste do país, forçando a interrupção temporária de parte da produção.

Autoridades sauditas confirmaram danos em unidades de processamento e armazenamento, o que reduziu a capacidade de refino em centenas de milhares de barris por dia.

No Catar, um ataque contra instalações de produção de gás natural levou à suspensão parcial das operações em um dos principais complexos exportadores do mundo.

O país é um dos maiores exportadores globais de GNL (gás liquefeito), especialmente para Europa e Ásia. A paralisação, ainda que temporária, teve impacto imediato nos preços internacionais do produto, que saltaram a níveis recordes.

Além disso, o Irã prometeu atacar e incendiar qualquer petroleiro que tente atravessar o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por onde passam mais de 20% de toda a produção de petróleo mundial.

Pelo menos duas embarcações relataram danos após explosões próximas ao casco, segundo relatos de companhias de navegação.

O simples risco de bloqueio ou ataques na região já praticamente zerou o tráfego de petroleiros no local, elevou prêmios de seguro marítimo e ampliou a ansiedade no setor energético.

Para piorar, os alvos não se limitaram ao petróleo e ao gás.

Infraaestruturas civis de alto valor simbólico e econômico também foram atingidas.

O aeroporto de Dubai, um dos maiores hubs internacionais do mundo, teve operações interrompidas após um ataque que danificou áreas logísticas.

Milhares de voos na região já foram cancelados, afetando também o mercado de cargas.

Hotéis de luxo na região registraram cancelamentos em massa. O setor de turismo, já fragilizado pela instabilidade regional, sofreu novo abalo.

Tudo isso está acontecendo porque o Irã aposta que governos como os da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, profundamente dependentes da estabilidade energética, comercial e aérea, vão pressionar Washington a rever sua estratégia militar.

O cálculo iraniano é que uma crise prolongada no fornecimento de petróleo e gás teria impacto global, pressionaria a inflação em várias economias e poderia afetar o próprio eleitorado americano.

Há ainda um componente político regional. Teerã aposta que os governos árabes hesitarão em entrar diretamente no conflito ao lado de Israel.

Um ataque aberto contra o Irã poderia provocar reação negativa da opinião pública nesses países e desestabilizar lideranças locais. É uma aposta de alto risco, mas calculada.

Ao transformar a economia em arma de guerra, o Irã amplia o campo de batalha e manda um recado claro de que quer que o custo do conflito seja pago por toda a região e, possivelmente, pelo mundo todo.

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PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE

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Resultado representa uma desaceleração em comparação ao ano anterior, quando a economia brasileira cresceu 3,4%. Avanço foi puxado pela agropecuária, que cresceu 11,7% no período.
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Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 03 de Março de 2.026 às 09h25m
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PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE
PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3). Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 12,7 trilhões no ano.

O resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%, e é o menor número em cinco anos. Ainda assim, o número marca o quinto ano seguido de crescimento da economia brasileira. No quarto trimestre de 2025, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores, mantendo-se praticamente estável.

O principal destaque ficou com a agropecuária, que registrou um crescimento de 11,7% em 2025 — resultado dos aumentos na produção e dos ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes no ano.

"Só a agropecuária responde por 33% de todo o crescimento da economia do ano passado. Tivemos um recorde nas safra de soja e milho, que pesam 45% da lavoura e também vimos uma safra muito alta de laranja", afirmou Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE.

Evolução do PIB brasileiro ano a ano, até 2025 — Foto: Arte/g1
Evolução do PIB brasileiro ano a ano, até 2025 — Foto: Arte/g1

O setor de serviços, por sua vez, apresentou um avanço de 1,8% no ano e registrou um crescimento de todas as atividades em 2025 — mesmo com o alto nível de juros. Entre os destaques, estavam informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%) e transporte, armazenagem e correio (2,1%).

A indústria teve um crescimento de 1,4% no ano, apoiada pelas Indústrias Extrativas, que registraram um avanço de 8,6% no período com o impulso da extração de óleo e gás. O segmento de construção (0,5%) também contribuiu para o avanço do setor, enquanto eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as indústrias de transformação (-0,2%) tiveram variações negativas.

Quatro atividades: agropecuária, indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do valor adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista [juros elevados], disse Palis, em nota.

  • 🔎 Valor adicionado é a riqueza efetivamente gerada na economia. É calculado pela diferença entre o valor do que foi produzido no país e o custo dos insumos utilizados na produção.
Míriam Leitão analisa os números do PIB de 2025
Míriam Leitão analisa os números do PIB de 2025

Principais destaques do PIB em 2025:

  • Serviços: 1,8%
  • Indústria: 1,4%
  • Agropecuária: 11,7%
  • Consumo das famílias: 1,3%
  • Consumo do governo: 2,1%
  • Investimentos: 2,9%
  • Exportações: 6,2%
  • Importação: 4,5%
O Tocantins sediará a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2026, evento que reforça a visibilidade do estado no cenário agrícola nacional. — Foto: Grupo Wink
O Tocantins sediará a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2026, evento que reforça a visibilidade do estado no cenário agrícola nacional. — Foto: Grupo Wink

Consumo das famílias desacelera no ano

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias registrou um crescimento de 1,3%. O resultado positivo, segundo o IBGE, foi reflexo da melhora do mercado de trabalho no ano — com crescimento da massa salarial real —, do aumento do crédito e dos programas de transferência de renda do governo.

Mesmo assim, o número ainda representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando cresceu 5,1%. Essa desaceleração era esperada pelo mercado por conta dos altos níveis da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, e pelo alto endividamento das famílias.

Já o volume de investimentos feitos no país — chamados pelo IBGE de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — cresceu 2,9% em 2025, impulsionado pelo aumento na importação de bens de capital, pelo desempenho de software e pelo bom desempenho na indústria de construção.

"Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital", informou o IBGE em nota.

A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8%, em uma leve desaceleração em comparação ao ano anterior (16,9%). Já a taxa de poupança acelerou de 14,1% para 14,4% na mesma relação.

PIB cresce 0,1% no quarto trimestre

Nos últimos três meses de 2025, a atividade econômica brasileira registrou um crescimento de 0,1% em comparação ao terceiro trimestre, mantendo-se praticamente estável.

Variação trimestral do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1
Variação trimestral do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1

Nessa relação, as atividades de serviços e agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente, enquanto a indústria apresentou um recuo de 0,7%.

Entre as variações positivas no setor de serviços, o destaque ficou com atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com um avanço de 3,3%. Informação e comunicação (1,5%), outras atividades de serviços (0,7%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) também tiveram resultados positivos.

Já entre as atividades industriais, o resultado negativo foi puxado principalmente pela queda na construção (2,3%) e nas indústrias de transformação (-0,6%).

Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1% e o consumo das famílias ficou estável. Os investimentos, por sua vez, caíram 3,5% no período.

*Esta reportagem está em atualização

Análise do PIB sob a ótica da oferta no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1
Análise do PIB sob a ótica da oferta no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1


Análise do PIB sob a ótica da demanda no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1
Análise do PIB sob a ótica da demanda no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Análise: O Irã não é a Venezuela

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Comparar a Absolute Resolve e a Epic Fury é um exercício de falsa simetria e não ajuda a explicar o que acontece no Oriente Médio nesse momento
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Fernanda Magnotta
PhD especializada em Estados Unidos. Professora da FAAP, pesquisadora do CEBRI e do Inter-American Dialogue. Referência brasileira na área de Relações Internacionais

02/03/26 às 18:47 | Atualizado 02/03/26 às 18:47
Postado em 02 de Março de 2.026 às 19h20m
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Fumaça se eleva no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, neste sábado (28)  • Reprodução/AP/CNN Internacional

Comparar a operação Absolute Resolve, que capturou Nicolás Maduro, e a Epic Fury, que culminou nos ataques ao Irã, é um exercício de falsa simetria e revela mais sobre quem compara do que sobre os fatos.

Em menos de dois meses, Donald Trump autorizou duas operações militares contra regimes com os quais Washington mantinha antagonismos históricos.

A primeira, em 3 de janeiro, capturou Nicolás Maduro em Caracas. A segunda, em 28 de fevereiro, em coordenação com Israel, eliminou o aiatolá Ali Khamenei e desarticulou parte substancial da cúpula político-militar iraniana.

Para parte do comentariado, trata-se de variações de uma mesma doutrina. A leitura tem apelo retórico, mas falha ao ignorar a assimetria estrutural entre os dois teatros.

A diferença central não está no presidente que ordena, mas no sistema que reage. A Venezuela é um Estado economicamente colapsado, com capacidade militar limitada e poder de retaliação praticamente nulo fora de suas fronteiras.

A captura de seu chefe de Estado produziu impacto regional e simbólico, mas não choque sistêmico global.

O Irã, por sua vez, é uma potência regional de quase 90 milhões de habitantes, com orçamento militar expressivo, arsenal de mísseis balísticos, programa nuclear sensível e uma rede de proxies que se estende do Líbano ao Iêmen.

Mais decisivo: o país ocupa posição estratégica no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Nas primeiras horas após a operação americana, o gás europeu abriu com alta significativa e o Brent disparou. Uma escalada envolvendo Teerã não é crise periférica; é risco sistêmico, com potencial de produzir choques energéticos comparáveis aos de 1973, pressionar a inflação global e desorganizar cadeias produtivas.

A Venezuela não move mercados globais. O Irã pode paralisá-los.

Também diverge a natureza do objetivo. Maduro havia sido formalmente indiciado em 2020 pelo Distrito Sul de Nova York por narcoterrorismo. A operação foi enquadrada como ação policial extraterritorial: captura, transferência e apresentação a um juiz federal.

No caso iraniano, não havia indiciamento nem tribunal. A linguagem oficial foi de guerra estratégica e mudança de regime. Uma operação produz um réu; a outra elimina um líder de um país soberano.

O contexto diplomático amplia o contraste. A Epic Fury ocorreu após o anúncio de Omã de que Teerã aceitara não mais estocar urânio enriquecido e permitir verificação plena da Agência Internacional de Energia Atômica.

Atacar após um avanço negociado, ainda que frágil, altera profundamente a leitura internacional do ato. Capturar um indiciado não reconfigura a arquitetura global de segurança.

Em ambos os casos, Trump agiu sem autorização prévia do Congresso, mas a moldura jurídica também difere.

Na Venezuela, apoiou-se em indiciamentos preexistentes e na doutrina de autoridade constitucional inerente. No Irã, invocou-se ameaça iminente, justificativa contestada por analistas e ex-oficiais que veem na operação acionamento direto da Lei de Poderes de Guerra.

Reconhecer o fio condutor, a preferência pela força como instrumento central de política externa, não autoriza equivalência analítica.

Não se trata de absolver nem de condenar, mas de compreender proporções. Uma operação atravessou fronteiras; a outra atravessou o equilíbrio estratégico de uma região inteira.

Confundir ambas é reduzir a complexidade do sistema internacional a uma narrativa conveniente. E, na política global, narrativas podem confortar, mas são as consequências que permanecem.

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