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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Banco do Brasil registra calote de R$ 3,6 bilhões de uma única empresa e vê inadimplência subir

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Segundo o banco, o caso envolvendo uma companhia do segmento atacado levou o índice de inadimplência acima de 90 dias a 5,17% no quarto trimestre de 2025. Sem o impacto do calote, a taxa ficaria em 4,88%.
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Por Redação g1 — São Paulo
12/02/2026 16h04 
Postado em 12 de Fevereiro de 2.026 às 18h05m
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Um homem passa por uma agência do Banco do Brasil na avenida Berrini, na zona sul de São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1
Um homem passa por uma agência do Banco do Brasil na avenida Berrini, na zona sul de São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1 

O vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, comentou o caso em coletiva de imprensa sobre os resultados do quarto trimestre. O executivo reforçou que não poderia divulgar o nome da companhia, mas sugeriu que é possível fazer uma associação a partir de informações já publicadas pela mídia.

Segundo ele, trata-se de um caso antigo, considerado problemático e que já vinha sendo adequadamente provisionado pelo banco há alguns anos.

A negociação foi concluída no fim de 2025, e os instrumentos foram assinados no início de 2026. Com isso, a operação foi regularizada agora em janeiro e acabou sendo cedida a terceiros, afirmou. Na prática, outro credor passa a deter essa dívida.

Os dados financeiros do Banco do Brasil foram divulgados na quarta-feira, após o fechamento dos mercados. Nesta quinta-feira, as ações do banco subiram 4,50%, com investidores animados com o lucro do quarto trimestre.

Lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025

Em 2025, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, dentro da faixa projetada pelo próprio banco, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, informou a instituição. O resultado representa queda de 45,4% em relação a 2024.

O BB havia projetado inicialmente lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões para 2025, antes de suspender a previsão em maio. Em agosto, atualizou o prognóstico para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões e, em novembro, voltou a reduzir as estimativas.

Ao longo de 2025, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano seria de ajustes, após o balanço do banco ser fortemente afetado pelo aumento da inadimplência em parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis implementadas no período.

No quarto trimestre de 2025, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas avanço de 51,7% ante o terceiro trimestre, superando previsões do mercado.

Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 4,5 bilhões.

Previsão para 2026

O BB também divulgou suas projeções para 2026, prevendo lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

O banco projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com crescimento de 6% a 10% esperado para pessoa física. Para empresas, o intervalo estimado vai de queda de 3% a alta de 1%, e para o agronegócio, de -2% a 2%.

O custo do crédito foi estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para 2026, ano que também deve registrar crescimento de 2% a 6% nas receitas de prestação de serviços e de 5% a 9% nas despesas administrativas. A margem financeira bruta, por sua vez, deve aumentar entre 4% e 8%.

"Nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão", afirmou Medeiros em nota à imprensa.

"Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada. Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro."

Carteira de crédito

No final de dezembro, a carteira de crédito expandida do BB somava quase R$ 1,3 trilhão, alta de 1,4% no trimestre e de 2,5% na comparação anual. O custo do crédito ficou próximo de R$ 18 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas 93,9% acima do mesmo período de 2024.

Na pessoa física, a carteira de crédito cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% na comparação anual, com inadimplência de 6,56%, ante 6,01% no trimestre anterior e 4,66% um ano antes. Entre pessoas jurídicas, a carteira se manteve estável, e a inadimplência chegou a 3,75%, de 3,40% três meses antes e 3,30% no quarto trimestre de 2024.

A carteira de crédito para o agronegócio, que pressionava os resultados do BB, encerrou o quarto trimestre com alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% na comparação anual. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 6,09%, ante 4,84% no trimestre anterior e 2,23% um ano antes.

Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, em novembro, executivos do BB sinalizaram que a inadimplência no segmento ainda estaria pressionada, prevendo uma inflexão a partir do primeiro trimestre de 2026.

Retorno de dois dígitos

O BB voltou a apresentar retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos no quarto trimestre, de 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior, mas ainda distante dos 20,8% registrados em 2024. No primeiro trimestre do ano passado, o retorno havia sido de 16,7%, e no segundo, de 8,4%.

O desempenho ficou ainda abaixo dos 24,4% divulgados pelo Itaú Unibanco, dos 17,6% do Santander Brasil e dos 15,2% registrados pelo Bradesco no mesmo período.

A margem financeira bruta do BB alcançou R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de prestação de serviços caíram 3,9%, enquanto as despesas subiram 4,1% na comparação anual. O índice de eficiência do banco passou de 25,6% para 27,7%.

O índice de capital nível 1 do BB avançou de 12,66% para 14,26%, e o capital principal subiu de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia alcançou 15,13%.

O BB anunciou ainda a distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) complementar.

* Com informações da agência de notícias Reuters

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iOS 26.3 agora permite migrar dados do iPhone para Android por aproximação; veja como funciona

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Atualização permite enviar fotos, mensagens, apps e até o número de telefone para celulares Android sem baixar aplicativo.
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Por Redação g1

Postado em 12 de Fevereiro de 2.026 às 11h30m
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Apple iPhone 17 Pro — Foto: Nic Coury/AFP
Apple iPhone 17 Pro — Foto: Nic Coury/AFP

A Apple liberou nesta semana o iOS 26.3 para iPhones compatíveis (veja modelos). A atualização passa a permitir a migração de dados do celular da marca para smartphones Android por aproximação, sem a necessidade de baixar aplicativo.

Com os aparelhos lado a lado, o iPhone pode transferir para o Android fotos, mensagens, aplicativos "e mais", segundo a Apple.

A empresa afirma que o próprio usuário escolhe quais dados deseja migrar. "Você também pode transferir seu número de telefone", informa.

Dados armazenados no aplicativo "Saúde", da Apple, não podem ser transferidos. O mesmo vale para dispositivos conectados ao Bluetooth do iPhone.

Para que a migração funcione, tanto o iPhone quanto o Android precisam estar conectados ao Wi-Fi e com o Bluetooth ativado. O iPhone também deve estar com o sistema atualizado: no caso, o iOS 26.3 ou versão mais recente.

Antes, donos de iPhone e Android precisavam baixar um aplicativo para fazer a transferência de dados entre um celular e outro.

Como fazer a migração

  1. Para transferir os dados, acesse "Ajustes" no iPhone;
  2. Toque em "Geral" e depois em "Transferir ou Resetar iPhone";
  3. Selecione "Transferir para Android" e siga o passo a passo com os dois aparelhos próximos.

Para atualizar o iPhone para o iOS 26.3, vá em "Ajustes", toque em "Geral" e depois em "Atualização de Software".

Telas de transferência de dados entre iPhone e Android. — Foto: Reprodução
Telas de transferência de dados entre iPhone e Android. — Foto: Reprodução

Quais iPhones rodam o iOS 26

  • iPhone 17 Pro Max
  • iPhone 17 Pro
  • iPhone Air
  • iPhone 17
  • iPhone 16e
  • iPhone 16
  • iPhone 16 Plus
  • iPhone 16 Pro
  • iPhone 16 Pro Max
  • iPhone 15
  • iPhone 15 Plus
  • iPhone 15 Pro
  • iPhone 15 Pro Max
  • iPhone 14
  • iPhone 14 Plus
  • iPhone 14 Pro
  • iPhone 14 Pro Max
  • iPhone 13
  • iPhone 13 mini
  • iPhone 13 Pro
  • iPhone 13 Pro Max
  • iPhone 12
  • iPhone 12 mini
  • iPhone 12 Pro
  • iPhone 12 Pro Max
  • iPhone 11
  • iPhone 11 Pro
  • iPhone 11 Pro Max
  • iPhone SE (2ª geração ou posterior)
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Quaest: por que quase metade dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses?

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Para economistas ouvidos pelo g1, o aumento da taxa de juros foi determinante para reduzir o efeito positivo dos demais aspectos da economia.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 12 de de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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Quaest divulga nova pesquisa de avaliação do governo Lula
Quaest divulga nova pesquisa de avaliação do governo Lula

Quase metade dos brasileiros considera que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). Apenas 24% dizem que ela melhorou no mesmo período, enquanto 30% afirmam que não houve mudança.

O resultado indica que dados como a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, o rendimento médio em nível recorde e a inflação mais controlada não foram suficientes para melhorar a percepção sobre a situação econômica.

Para economistas ouvidos pelo g1, o aumento da taxa de juros — com a consequente desaceleração da economia e alta da inadimplência — foi determinante para reduzir o efeito positivo dos demais aspectos da economia.

Isso quer dizer o seguinte: o sujeito até está ganhando mais, o salário está indo bem, só que, dado o nível de endividamento das famílias, o dinheiro não rende, diz o economista André Perfeito.

Para as empresas é a mesma coisa: estamos vendo boa parte do lucro empresarial sendo drenado para pagamento de juros, o que faz com que o sentimento empresarial não fique bom.

Para a economista Zeina Latif, os efeitos dos juros altos ainda aparecem na economia, com perda de ritmo em dados ligados ao consumo das famílias.

"Não tem alívios. A classe média sente condições que não são ruins, mas também não há coisas positivas em curso. Mesmo no mercado de trabalho, é nítida a mudança de tendência na geração de vagas."

"A inflação, principalmente a dos alimentos, tem efeito desigual. Quando vai bem, a confiança não melhora tanto. Em compensação, quando a inflação sobe, a confiança ou a aprovação no governo cai mais.

Veja os resultados da pesquisa

A Quaest perguntou sobre a percepção dos entrevistados sobre a economia nos últimos 12 meses. As respostas foram:

  • Piorou: 43% (eram 43% em janeiro);
  • Melhorou: 24% (eram 24%);
  • Ficou do mesmo jeito: 30% (eram 29%);
  • Não souberam/Não responderam: % (eram 4%).
Quaest: percepção sobre a situação da economia nos últimos 12 meses — Foto: Kayan Albertin/Arte g1
Quaest: percepção sobre a situação da economia nos últimos 12 meses — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

Sobre a expectativa para os próximos 12 meses, os entrevistados disseram que a economia deve:

  • Melhorar: 43% (eram 48% em janeiro);
  • Piorar: 29% (eram 28%);
  • Ficar do mesmo jeito: 24% (eram 21%);
  • Não sabem/não responderam: 4% (eram 3%).
Quaest: expectativa para os próximos 12 meses na economia — Foto: Gabs/Arte g1
Quaest: expectativa para os próximos 12 meses na economia — Foto: Gabs/Arte g1

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa Quaest também quis saber a percepção dos entrevistados sobre o preço dos alimentos nos supermercados e nas feiras onde as pessoas costumam fazer suas compras. Para 56%, os valores estão mais altos. Outros 18%% avaliam que estão mais baixos e 24% disseram que os preços ficaram iguais.

Considerando a margem de erro da pesquisa, não houve mudança na percepção dos entrevistados em relação à pesquisa de janeiro.

Veja os números:

No último mês, o preço dos alimentos:

  • Subiram: 56% (eram 58% em janeiro)
  • Ficaram iguais: 24% (eram 24%)
  • Caíram: 18% (eram 16%)
  • Não sabem/não responderam: 2% (era 2%)

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro. Essa é considerada a inflação oficial do país.

O resultado veio levemente acima das projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,32% em janeiro. A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,44%, um pouco acima das previsões que eram de 4,43%.






A pesquisa também mensurou a percepção das pessoas sobre o poder de compra em relação a um ano atrás. 15% responderam que, com o recebem hoje, estão comprando mais; 61% que estão comprando menos e 23% estão comprando a mesma coisa. Os percentuais são parecidos com os da pesquisa de janeiro.

Veja os números:

Com o dinheiro que recebe hoje, você consegue comprar:

Mais: 15% (eram 18% em janeiro)
Menos:
61% (eram 61%)
O mesmo tanto:
23% (eram 18%)
Não sabem/não responderam: 1% (eram 2%)

Com relação ao preço dos alimentos no último mês, 56%% disseram que subiu e 18% que caiu. Outros 24% avaliam que o preço não mudou.

49% avalia que está mais difícil conseguir emprego

Os entrevistados foram questionados ainda se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego no último ano. Para 49% está mais difícil, mas para 39% está mais fácil. Outros 5% responderam que está igual.

Veja os números:

Pelo que você ouve falar, está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego nos últimos 12 meses?

  • Mais difícil: 49%
  • Mais fácil: 39%
  • Igual: 5%
  • Não sabem/não responderam: 7%

A taxa média anual de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025. Esse é o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%.

Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto percentual.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Dólar fecha em R$ 5,18 e renova menor patamar desde maio de 2024; Ibovespa avança

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A moeda americana caiu 0,62%, cotada em R$ 5,1878, no menor nível do ano até agora. Já o principal índice da bolsa brasileira tinha alta na última hora do pregão.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 09 de Fevereiro de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,1878 no menor patamar desde maio de 2024 e no menor nível do ano até agora. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta na última hora do pregão.

▶️A moeda americana perdeu força ao redor do planeta nesta segunda-feira, após notícias de que reguladores chineses estariam recomendando que os bancos do país diminuíssem a exposição aos Treasuries (títulos do Tesouro americano), ou seja, reduzissem o volume desses papéis nas carteiras para diminuir o risco. As informações foram divulgadas pela Bloomberg News.

  • A notícia aumentou a percepção no mercado de que investidores estrangeiros estariam evitando ativos dos Estados Unidos e enfraqueceu o dólar em relação a outras moedas do mundo — inclusive o real brasileiro.

▶️ Ainda no exterior, investidores também avaliaram falas do assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. Ele afirmou que o crescimento do emprego poderá ser menor nos EUA nos próximos meses. O cenário reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deva ser mais cauteloso na condução dos juros no país.

▶️ No Brasil, o foco esteve com novas falas do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que participou de evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Galípolo fez comentários sobre a situação do Banco Master, em liquidação extrajudicial desde novembro do ano passado, reiterando que o caso gerou uma comoção desproporcional ao tamanho da instituição.

▶️ Na agenda, o Boletim Focus mostrou uma nova queda na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%. A temporada de balanços corporativos também segue no radar. Por aqui, o BTG Pactual divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 40,3% em um ano.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,62%;
  • Acumulado do mês: -1,14%;
  • Acumulado do ano: -5,48%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,87%;
  • Acumulado do mês: +0,87%;
  • Acumulado do ano: +13,54%.
Caso Master no radar

Os desdobramentos do caso do Banco Master continuam a ficar no centro das atenções. Nesta segunda-feira, o destaque ficou com os comentários do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que participou de um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Galípolo afirmou que o caso do Banco Master gerou confusão e desinformação no debate público, sobretudo sobre a legalidade de oferecer rendimentos acima do mercado — o que, por si só, não justificaria uma intervenção do BC, segundo o banqueiro central.

Isso porque, segundo ele, não existe uma regra que proíba bancos de captar recursos pagando juros mais altos, como fazia o Master. "Aquilo não configuraria um objeto para você liquidar o banco, disse.

Tinha gente que cobrava que liquidasse o banco porque existiam CDBs sendo emitidos a uma taxa superior ao CDI. Não se trata disso", completou.

Na avaliação do presidente do BC, o problema central estava na combinação entre dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos e suspeitas envolvendo carteiras de crédito, o que levou à intensificação da supervisão a partir do fim de 2024.

Os prejuízos ligados ao caso, no entanto, continuam a aumentar. Um levantamento feito pela GloboNews com base nos balanços mais atualizados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social, pelo menos oito fundos previdenciários estaduais e municipais que investiram em letras financeiras do Banco Master estão deficitários.

Eleições internacionais

  • Portugal

Portugal elegeu António José Seguro, do Partido Socialista, como novo presidente no segundo turno da eleição no país. Com quase todos os votos apurados, ele teve cerca de 67% dos votos, contra 33% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega.

Seguro venceu com apoio de partidos de centro e se apresentou como um candidato moderado, defensor da democracia e contrário ao discurso radical e anti-imigração do rival. Ventura reconheceu a derrota, mas disse que seu partido continua crescendo no país.

A eleição ocorreu em meio a fortes tempestades, que adiaram a votação em algumas cidades. Mesmo assim, a maioria dos portugueses conseguiu votar normalmente.

  • Japão

Já o partido da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, venceu a eleição antecipada e garantiu pelo menos dois terços das cadeiras do Parlamento, segundo a emissora pública NHK.

Com essa maioria, o governo ganha força para aprovar suas propostas com mais facilidade.

Takaichi, primeira mulher a governar o país, é conservadora, tem apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, e defende posições duras sobre segurança, economia e imigração. Ela dissolveu o Parlamento em janeiro para tentar ampliar sua base política — e conseguiu.

A votação aconteceu em meio a nevascas, que dificultaram o acesso de eleitores às urnas em algumas regiões. Apesar disso, o resultado confirmou as pesquisas, que já apontavam ampla vitória do partido da premiê.

Agenda econômica e corporativa

  • Temporada de balanços corporativos

A divulgação dos resultados corporativos do quarto trimestre continua no radar dos mercados. Por aqui, o BTG Pactual informou nesta manhã que teve um lucro recorde no fim de 2025.

Entre outubro e dezembro, o banco ganhou cerca de R$ 4,6 bilhões, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também faturou mais, com R$ 9,1 bilhões em receitas, superando as expectativas do mercado.

Agora, o mercado volta a atenção para os próximos resultados previstos para esta semana, com destaque para o Banco do Brasil, que divulga seus números na quarta-feira (11) e a Vale, na quinta-feira (12)

A expectativa é que os executivos da mineradora comentem sobre o caso mais recente envolvendo o nome da companhia. Nesta segunda-feira, a Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação de todas as operações da empresa no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, na Região Central do estado.

Segundo a decisão, as atividades só poderão voltar após comprovação da segurança das estruturas. Por enquanto, ficam permitidas apenas ações para reduzir riscos e evitar danos ambientais.

  • Boletim Focus

Outro destaque do dia ficou com o Boletim Focus. Segundo o documento, o mercado financeiro reduziu pela quinta semana seguida a previsão de inflação para 2026, de 3,99% para 3,97%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Se confirmada, a taxa ficará abaixo da inflação registrada em 2025 (4,26%).

  • As projeções para os anos seguintes foram mantidas: 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028 e 2029.
  • Para os juros, a expectativa é de queda da Selic, hoje em 15% ao ano, para 12,25% no fim de 2026.
  • O crescimento do PIB em 2026 segue estimado em 1,8%, abaixo do ritmo projetado para 2025.
  • Já o dólar deve encerrar 2026 em torno de R$ 5,50, segundo as previsões do mercado.
Bolsas globais

Nos Estados Unidos, o clima nos mercados financeiros foi bastante positivo nesta segunda-feira, conforme empresas de tecnologia recuperavam boa parte das perdas da última semana, e à medida que investidores aguardam novos indicadores importantes da atividade econômica do país.

Em Wall Street, o Dow Jones tinha alta de 0,12%, enquanto o S&P 500 subia 0,62% e o Nasdaq avançava 1,07%

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 atingiu um novo recorde de fechamento nesta segunda-feira, acompanhando uma recuperação global do mercado acionário. O índice avançou 0,70%.

Entre os demais índices da região, destaque para o DAX, na Alemanha, que avançou 1,19%. Em Madri, o Ibex-35 teve alta1,40%, enquanto o PSI20, de Lisboa, subiu 1,13%.

Na Ásia, os mercados tiveram um dia de forte recuperação, impulsionados pelo desempenho recorde de Wall Street na sexta-feira, e pela alta das bolsas japonesas após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi no fim de semana. As ações chinesas também reagiram bem, com o melhor resultado em um mês.

Analistas recomendaram que os investidores mantivessem suas posições antes do feriado do Ano Novo Lunar, avaliando que a recente queda — de mais de 4% desde o pico de 29 de janeiro — pode ter chegado ao fim.

No fechamento, os índices da região registraram altas expressivas. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,76%, para 27.027 pontos. Em Xangai, o SSEC avançou 1,41%, para 4.123 pontos, e o CSI300 ganhou 1,63%, chegando a 4.719 pontos.

No Japão, o Nikkei disparou 3,9%, para 56.363 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 4,10%, para 5.298 pontos, enquanto Taiwan registrou alta de 1,96%, para 32.404 pontos. Em Cingapura, o Straits Times avançou 0,54%, para 4.960 pontos.

Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels
Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

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