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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

'Prévia do PIB' do BC indica que Brasil cresceu 2,5% em 2025 e mostra perda de fôlego da economia

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Número não é o PIB oficial, que só será divulgado em março pelo IBGE. Indicador mostra desaquecimento da economia frente a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%, diante de um cenário de juros altos para conter a inflação.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

09h35m
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'Prévia do PIB' do BC mostra perda de fôlego da economia, apesar de crescimento de 2,5% em 2025
'Prévia do PIB' do BC mostra perda de fôlego da economia, apesar de crescimento de 2,5% em 2025

O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou expansão de 2,5% em 2025 na comparação com o ano anterior, informou a instituição nesta quinta-feira (19).

  • Com o crescimento registrado no último ano, o indicador do BC mostra desaceleração da economia em relação a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%.
  • Essa também foi o pior desempenho do indicador desde 2020, ou seja, em cinco anos. Naquele momento, a economia sentia os efeitos do isolamento social — decorrente da fase mais aguda da pandemia da Covid-19.

'Prévia' do PIB do Banco Central
% sem ajuste sazonal


Fonte: Banco Central

Veja abaixo o desempenho setor por setor em 2025:

  • Agropecuária: 13,1%;
  • Indústria: 1,5%;
  • Serviços: 2,1%.
Agropecuária impulsionou a economia no ano passado, segundo o BC — Foto: Sebrae/divulgação
Agropecuária impulsionou a economia no ano passado, segundo o BC — Foto: Sebrae/divulgação

"No caso do agro, a forte expansão da produção de grãos da safra 2024/25 foi favorecida pelas condições climáticas e pelo aumento das exportações. Já o setor de serviços exibiu crescimento robusto, puxado sobretudo por serviços empresariais, transportes e comércio. Esse desempenho refletiu o avanço da renda das famílias — em grande medida devido ao mercado de trabalho aquecido — e a maior digitalização da economia", avaliou Rafael Perez, economista da Suno Research.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

O IBC-Br, indicador do BC, tem um cálculo diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

O resultado oficial do PIB de 2025 será divulgado somente em 3 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o PIB registrou um crescimento de 3,4%.

Dados mensais também mostram queda do indicador no fim do ano passado. Em dezembro, houve uma retração de 0,2% na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal).

EVOLUÇÃO DO IBC-Br
Resultados na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal)


Fonte: Banco Central

Desaceleração esperada da atividade

A desaceleração da atividade econômica neste ano já era esperada tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos.

A instituição sinalizou que deve começar a cortar os juros em março deste ano, e o mercado estima uma redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]".

▶️No comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em dezembro, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Arnaldo Lima, economista e líder da área de relações institucionais da gestora Polo Capital, observou que a evidência de desaceleração da atividade ocorre em um contexto em que o Banco Central tem enfatizado postura dependente de dados na condução da política monetária (definição de juros) acompanhando de perto o processo de moderação do crescimento e de convergência gradual da inflação à meta. 
PIB x IBC-Br

Criado em 2010, o IBC-BR funciona como um termômetro da atividade econômica ao reunir informações de diversos setores.

O índice é acompanhado pelo mercado por oferecer sinais sobre o desempenho econômico ao longo do ano.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o número do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juro.

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Irã anuncia exercícios militares com Rússia e China em meio a negociações nucleares com os EUA

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Segundo agências iranianas, Teerã e Moscou realizarão exercícios já na quinta (19), e novas manobras militares com forças chinesas devem ocorrer até o fim do mês. EUA e Irã negociam limites ao programa nuclear iraniano sob ameaças de ataque feitas por Donald Trump.
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Por Redação g1

Postado em 19 de Fevereiro de 2.026 às 07h30m
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Irã faz exercício militar no Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com os EUA
Irã faz exercício militar no Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com os EUA

O Irã anunciou a realização de exercícios militares conjuntos com a Rússia e a China até o final do mês, segundo agências de notícias iranianas, em meio a uma escalada de tensões com os Estados Unidos e negociações para limitar seu programa nuclear.

A agência de notícias semioficial iraniana Fars informou nesta quarta-feira (18) que o Exército iraniano realizará exercícios navais em conjunto com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico na quinta-feira. O governo da Rússia não se manifestou oficialmente sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

Criar convergência e coordenação em medidas conjuntas para enfrentar atividades que ameaçam a segurança e a proteção marítima (...) bem como combater o terrorismo marítimo estão entre os principais objetivos deste exercício conjunto, disse um comandante da Marinha iraniana, Hassan Maghsoodloo, segundo a Fars.

O anúncio dos exercícios militares conjuntos ocorrerão durante uma escalada de tensões entre o Irã e os Estados Unidos e negociações entre os dois países para limitar o programa nuclear iraniano. As tratativas foram motivadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ameaça atacar o país do Oriente Médio caso as negociações fracassem. (Leia mais abaixo)

Exercícios militares devem elevar ainda mais a tensão militar entre os EUA e Irã e seus aliados. Isso porque Trump posicionou uma ampla presença militar de navios de guerra e jatos de combate próximo ao território iraniano, em alcance de Teerã em um eventual ataque. Manobras no início do mês levaram a reações pontuais do Exército norte-americano presente no Golfo Pérsico.

As manobras conjuntas Irã-Rússia ocorrerão também poucos dias após a Guarda Revolucionária Islâmica, braço militar mais forte do regime do aiatolá Ali Khamenei, ter conduzido exercícios militares no Estreito de Ormuz. O estreito teve que ser parcialmente fechado na terça-feira por conta das manobras. (Veja no vídeo no início da reportagem)

Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026. — Foto: Wana via Reuters
Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026. — Foto: Wana via Reuters

Segundo agências estatais iranianas, até o final de fevereiro, a China se junta a Irã e Rússia para novos exercícios militares no Oriente Médio. As manobras integrarão um programa chamado "Cinturão de Segurança Marítima", que visa aumentar a integração na segurança entre os três países e ocorre anualmente desde 2019.

O assessor do Kremlin Nikolai Patrushev afirmou na terça-feira que a Rússia e a China enviaram navios de guerra para perto do Irã para participar dos exercícios militares. O governo chinês não se manifestou publicamente sobre os exercícios militares até a última atualização desta reportagem.

Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci
Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci

O primeiro encontro para negociações nucleares entre EUA e Irã, no início do mês em Omã, teve "atmosfera muito positiva" e os países retomam as tratativas após consultas internas.

O ministro das relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou na terça-feira que houve avanços na segunda rodada de negociações com os EUA, e que o caminho para um acordo nuclear estaria aberto. Washington, no entanto, foi mais comedido e falou que ainda tem um longo caminho pela frente.

As negociações são tratadas com cautela porque EUA e Irã ainda têm grandes diferenças entre eles: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira que Trump não conseguirá derrubar seu regime e ameaçou derrubar o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado nas águas do Mar Arábico em alcance de um eventual ataque ao Irã.

A principal autoridade nuclear iraniana afirmou que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar "medidas muito duras" contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta semana que fazer um acordo com o Irã "será difícil" e chamou os aiatolás iranianos, que governam o país, de radicais.

O Irã insiste que seu programa nuclear é meramente para fins pacíficos, e disse estar disposto se submeter a "inspeções" para provar isso. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontrou-se com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, nesta segunda-feira. Ambos afirmaram que tiveram uma discussão "aprofundada" sobre questões nucleares.

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Comitiva de viagem de Lula à Índia é composta por 11 ministros

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Presidente visita Nova Délhi a convite do primeiro-ministro Narendra Modi; viagem reúne comércio, tecnologia, agro e geopolítica
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Duda Cambraia, da CNN Brasil
Brasília
Postado em 19 de Fevereiro de 2.026 às 05h00m
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Nova Deli. Aeroporto Internacional Indira Gandhi (DEL). Nova Délhi, Índia.  • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou em Nova Délhi, capital da Índia, nesta quarta-feira (18). Lula fica no país até dia 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Nos dias 19 e 20, o presidente participará da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial. Já no dia 21, Lula será recebido em visita de Estado e cumprirá agenda de encontros com lideranças indianas. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil.

Segundo o Palácio do Planalto, Lula está acompanhado por uma comitiva composta de 11 ministros, quatro parlamentares e outras autoridades. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, embarcou com o presidente, mas seguiu viagem direto para Seul, capital da Coreia do Sul, onde Lula também cumpre agenda a partir do dia 23 de fevereiro.

Enquanto Lula estará em Nova Dhéli, Janja cumprirá agendas com a primeira-dama sul-coreana, Kim Hea-Kyung, e com brasileiros que residem na Coreia do Sul.

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Em Seul, ocorre o Fórum Empresarial Brasil-Coreia, que reunirá 230 empresas brasileiras, com oportunidades de diálogos econômicos e comerciais. A Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil na Ásia.

Ao menos 11 ministros de Estado acompanham o presidente na Índia. O embaixador Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e da Pecuária; Camilo Santana, ministro da Educação; Alexandre Padilha, ministro da Saúde; Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações; Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação; e Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Outras autoridades também viajam com o presidente da República. É o caso do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues. Segundo a PF, Andrei participa de reuniões com autoridades policiais locais para tratar de cooperação policial internacional, intercâmbio de capacitação, combate a crimes cibernéticos e financeiros, uso de tecnologia e outras iniciativas conjuntas, além da proposta de assinatura de acordo de cooperação entre as instituições. Também estão previstos encontros com autoridades locais e diplomatas brasileiros para tratar da instalação da Adidância da Polícia Federal no país.

Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital; Márcio Elias Rosa, secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa; e Jorge Viana, Presidente da ApexBrasil confirmaram viagem à Índia.

Veja lista completa de autoridades na comitiva presidencial:

  1. Janja Lula da Silva; primeira-dama
  2. Embaixador Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  3. Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
  4. Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e da Pecuária;
  5. Camilo Santana, ministro da Educação;
  6. Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
  7. Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte;
  8. Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
  9. Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações;
  10. Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação;
  11. Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
  12. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
  13. Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  14. Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital;
  15. Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal;
  16. Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil;
  17. Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa;
  18. Jorge Viana, presidente da ApexBrasil;
  19. Eliziane Gama (PSD-MA), senadora;
  20. Jorge Solla (PT-BA), deputado-federal;
  21. Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), deputado-federal;
  22. Zé Neto (PT-BA), deputado-federal.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Boletim Focus: mercado financeiro reduz estimativa de inflação deste ano para 3,95%

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Projeções fazem parte do boletim 'Focus', divulgado nesta segunda pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 18 de Fevereiro de 2.026 às 17h00m
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Os economistas do mercado financeiro reduziram de 3,97% para 3,95% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. Esse foi o sexto recuo seguido do indicador.

A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

  • ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%;
  • ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%;
  • ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

  • 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO DO MERCADO PARA 2026
% AO ANO


Taxa de juros

Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano.

  • Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano.
  • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano.
  • Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.
Desaceleração da atividade

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025.

O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE.

  • ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,8%.

Taxa de câmbio estável

O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima.

Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos mantiveram a expectativa de que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50.

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50.

▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.
Banco Central do Brasil
Donald Trump
IBGE

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