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sábado, 11 de abril de 2026

Análise: Trump paga preço muito alto pela paz com o Irã

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Estados Unidos não conseguiram atingir seus maiores objetivos durante a guerra e presidente viu sua popularidade cair para os níveis mais baixos desde o primeiro mandato     
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Américo Martins  Especialista em jornalismo internacional e fascinado pelo mundo desde sempre, foi diretor da BBC de Londres e VP de Conteúdo da CNN; já visitou mais de 70 países
08/04/26 às 12:17 | Atualizado 08/04/26 às 12:17
Postado em 11 de Abril de 2.026 às 06h00m
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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa no Salão Cruzado da Casa Branca  • Getty Images

O presidente Donald Trump anunciou o acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irã como uma vitória total e completa”. Mas a coisa não é bem assim. Muito pelo contrário.

Trump acabou tendo que pagar um preço altíssimo para conseguir a paz, ainda que temporária, com o regime iraniano. É fato que os ataques dos norte-americanos e israelenses destruíram boa parte das capacidades militares e de defesa do Irã, que viu a sua Marinha e a sua Força Aérea serem praticamente desmanteladas.

Houve grande destruição de infraestrutura e a morte de cerca de 3.600 pessoas, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos do Irã, sediada nos Estados Unidos.

Do ponto de vista militar tradicional, o Irã tomou, de fato, uma surra. Teve dezenas de líderes militares e políticos mortos e, ao final, já não conseguia se defender dos ataques aéreos.

O regime, no entanto, usou com eficiência táticas de guerra assimétrica e a geografia a seu favor. Esses fatores aumentaram a pressão sobre Trump, que também acabou sofrendo consequências profundas com a guerra.

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Para começar, os norte-americanos não conseguiram atingir seus principais objetivos políticos. Apesar da morte do líder supremo Ali Khamenei, o regime islâmico continua no poder em Teerã.

Agora sob a liderança formal do filho e sucessor Mojtaba Khamenei, mas também com o claro fortalecimento da linha dura, sob controle da temida e brutal Guarda Revolucionária Islâmica.

Não houve, portanto, mudança de regime nem a tomada do poder pela população civil iraniana, como chegou a defender Trump no início do conflito.

Além disso, o Irã ainda mantém pelo menos 450 quilos de urânio enriquecido a 60%, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica.

Esse material poderia, com enriquecimento adicional, ser utilizado para a produção de uma arma nuclear. Isso mostra que o conflito não deixou o mundo mais seguro, como afirma Trump.

Por fim, os norte-americanos também não conseguiram acesso ao petróleo iraniano, como desejava o presidente.

Pelo contrário. Ao fechar o estratégico Estreito de Ormuz, os aiatolás impediram exportações de outros países do Golfo e provocaram uma forte crise no setor de energia, com alta nos preços globais de combustíveis e gás.

Isolamento internacional

O conflito também deixou o governo americano mais isolado no cenário internacional. Com a óbvia exceção de Israel, nenhum aliado foi consultado sobre os ataques iniciais.

Muitos classificaram o conflito como “ilegal”, por não ter autorização do Conselho de Segurança da ONU nem estar associado a uma ameaça iminente.

O isolamento se aprofundou com a crise na Otan, que recusou apoiar os Estados Unidos na tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz.

Os europeus, cada vez mais, discutem formas de garantir sua própria defesa e já consideram até um cenário sem participação americana na aliança.
Grandes rivais dos Estados Unidos, como Rússia e China, saíram fortalecidos.

Moscou se beneficiou da alta nos preços do petróleo e da flexibilização parcial de sanções, o que pode ampliar sua capacidade de financiar a guerra na Ucrânia.
Pequim, por sua vez, buscou se apresentar como um ator mais estável e responsável, reforçando a narrativa de que os Estados Unidos são uma fonte de instabilidade global.

Impacto na política interna

Mas foi dentro dos Estados Unidos que os efeitos mais imediatos apareceram.

A guerra nunca foi popular entre os eleitores, nem mesmo entre parte da base de Trump tradicionalmente contrária às chamadas guerras sem fim. Aliados políticos chegaram a deixar o governo, alegando falta de justificativa para o conflito.

Ao mesmo tempo, o fechamento de Ormuz elevou rapidamente os preços dos combustíveis nos postos norte-americano, aumentando o desgaste do presidente.
Durante o conflito, sua popularidade caiu para o nível mais baixo desde o primeiro mandato.

Apenas 31% aprovaram sua gestão econômica, segundo pesquisa da CNN divulgada na semana passada.

Dois terços dos americanos afirmaram que suas políticas pioraram a economia, um aumento de 10 pontos percentuais desde janeiro.

A aprovação no combate à inflação caiu para 27%, bem abaixo dos 44% registrados um ano antes.

Houve também erosão dentro do próprio Partido Republicano: a aprovação do presidente entre seus apoiadores caiu de 52% para 43% em apenas dois meses.

Tudo isso passou a preocupar Trump, especialmente diante das eleições de meio de mandato, em novembro.

Diante desse cenário, o presidente passou a intensificar as ameaças contra o Irã, ao mesmo tempo em que buscava uma saída para o conflito.
Qualquer saída. E a qualquer preço.

Os iranianos, também interessados em encerrar a guerra, ofereceram um acordo precário, prontamente aceito pela Casa Branca. Trump vai continuar dizendo que venceu a guerra, mas isso não deve colar a não ser entre os seus aliados mais fervorosos.

Resta saber se Trump terá tempo para reverter o prejuízo até as eleições de novembro.

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Tópicos


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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Arábia Saudita confirma ataques a oleoduto vital perto do Estreito de Ormuz

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Pelo menos umas pessoa morreu e sete ficaram feridas em infraestrutura de petróleo e gás do reino saudita
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Isaac Yee, Eleni Giokos e Lex Harvey, da CNN
10/04/26 às 07:23 | Atualizado 10/04/26 às 07:39
Postado em 10 de Abril de 2.026 às 08h00m
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Unidade de processamento de petróleo bruto da Saudi Aramco  • Dina Khrennikova/Bloomberg via Getty Images

A Arábia Saudita confirmou nesta sexta-feira (10) ataques contra suas instalações de petróleo e gás, incluindo o crucial Oleoduto Leste-Oeste, informou a agência de notícias estatal saudita SPA, citando um funcionário anônimo do Ministério da Energia.

O relatório, de quinta-feira (9), não especificou quando os ataques ocorreram, mas afirmou que um cidadão saudita foi morto e outros sete ficaram feridos.

O relatório da SPA indicou que os recentes ataques à infraestrutura energética do reino tiveram um impacto significativo tanto na produção quanto no transporte de petróleo, afetando mais de um milhão de barris por dia.

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Os ataques ao gasoduto Leste-Oeste levaram à perda de aproximadamente 700 mil barris por dia, enquanto outros ataques à infraestrutura reduziram a capacidade em mais 600 mil barris por dia, informou a SPA.

“Isso elevaria o total regional de fornecimento afetado para 12,1 milhões de barris por dia”, disse Amena Bakr, analista da plataforma de inteligência e análise de dados Kpler, à CNN, referindo-se ao impacto geral em toda a região do Golfo.

As nações do Golfo têm se mantido, em sua maioria, discretas nas últimas semanas sobre a extensão exata dos danos causados ​​aos seus complexos de produção de petróleo e gás pelos ataques iranianos.

Bakr acrescentou que o gasoduto Leste-Oeste tem sido fundamental para contornar o Estreito de Ormuz, que está bloqueado. Além disso, não estamos observando nenhuma melhora no fluxo através de Ormuz, acrescentou.

A instalação de Abqaiq da Saudi Aramco, localizada no leste da Arábia Saudita, é a maior planta de estabilização de petróleo bruto do mundo e fornece cerca de 5% do suprimento global de petróleo, segundo a empresa. A instalação é um ponto de partida para o Oleoduto Leste-Oeste.

O oleoduto de 1.200 quilômetros é um dos dois na região que contornam o Estreito de Ormuz, onde a guerra no Irã causou significativa interrupção do comércio.

A CNN entrou em contato com a Saudi Aramco para obter um posicionamento.

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inglês 
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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Satoshi Nakamoto: NYT diz ter descoberto quem é o misterioso criador do Bitcoin; citado nega

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Fundador do Bitcoin, conhecido pelo pseudônimo de Satoshi Nakamoto, nunca teve sua identidade revelada publicamente. Jornal americano afirma ter analisado décadas de e-mails e um conjunto de mensagens durante o último ano.
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Por Redação g1

Postado em 09 de Abril de 2.026 às 06h00m
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Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

Uma investigação do jornal americano "The New York Times" (NYT) afirma ter identificado o verdadeiro criador do Bitcoin. Conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, ele nunca teve sua identidade revelada publicamente e deixou de se comunicar na internet anos atrás.

O Bitcoin é uma criptomoeda que funciona com base em um registro público, mas com usuários que podem permanecer anônimos. Por meio de plataformas de negociação, é possível comprar e vender a moeda em reais ou dólares, além de usá-la para adquirir produtos e serviços que aceitam esse tipo de pagamento.

A identidade do inventor do Bitcoin sempre foi um mistério, embora seja associada ao nome Satoshi Nakamoto (entenda mais abaixo). Agora, segundo a investigação do NYT, quem estaria por trás do pseudônimo: o britânico Adam Back, apontado pelo jornal como o possível criador da moeda digital.

O jornal afirma ter analisado décadas de e-mails e um conjunto de mensagens atribuídas a Satoshi Nakamoto, reveladas durante um julgamento em Londres. Segundo a reportagem, o repórter John Carreyrou passou um ano analisando esses arquivos até chegar ao nome de Back.

Em entrevista à BBC, Adam Back, especialista em criptografia e descrito pela emissora como um entusiasta do Bitcoin, negou ser Satoshi Nakamoto. Não sou Satoshi, mas desde cedo foquei nas implicações sociais positivas da criptografia, da privacidade online e do dinheiro eletrônico, afirmou.

O repórter afirma que uma das principais evidências que o levaram a suspeitar que Adam Back e Satoshi Nakamoto possam ser a mesma pessoa foi um conjunto de arquivos escritos por Back entre 1997 e 1999, cerca de uma década antes do lançamento do Bitcoin.

Em um desses arquivos, datado de 30 de abril de 1997, Adam Back sugeriu a criação de um dinheiro virtual totalmente desconectado do sistema bancário tradicional, com características como a preservação da privacidade de quem paga e de quem recebe.

A proposta também previa uma rede distribuída de computadores, para dificultar seu desligamento, um mecanismo de escassez para evitar inflação excessiva e a ausência da necessidade de confiar em indivíduos ou bancos.

"Todos esses cinco elementos depois se tornaram centrais para o Bitcoin", escreveu o New York Times. 
Anos de procura

A criptomoeda surgiu pela primeira vez em uma publicação na internet — um documento técnico conhecido como white paper — assinada por Nakamoto.

O mistério em torno de Nakamoto e sua identidade já foi alvo de investigações anteriores do New York Times, da Newsweek e de outros veículos de imprensa. Nenhum deles, porém, apresentou provas irrefutáveis que confirmassem quem ele seria.

"Jornalistas, acadêmicos e detetives da internet tentavam identificar Satoshi há 16 anos. Durante esse período, mais de 100 nomes foram apresentados, incluindo os de um estudante irlandês de criptografia, um engenheiro nipo-americano desempregado, um gênio criminoso sul-africano e o matemático retratado no filme "Uma Mente Maravilhosa", escreveu o NYT.

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Indefinição e ataques põem em risco cessar-fogo entre EUA e Irã; saiba os pontos de divergência

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Estados Unidos e Irã anunciaram trégua de 15 dias na terça-feira, mas novos ataques e divergência sobre o Líbano deixaram cenário indefinido. Estreito de Ormuz voltou a fechar após algumas horas aberto.
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Por Redação g1

Postado em 08 de Abril de 2.026 às 14h30m
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Após mais de um mês de guerra aberta no Oriente Médio, Estados Unidos e Irã anunciaram na noite de terça-feira (7) um cessar-fogo de duas semanas — um acordo que tem se mostrado frágil e cercado de incertezas. Na manhã desta quarta (8), foram registrados ataques no Líbano, em ilhas iranianas e nos países do Golfo Pérsico.

A trégua previa que, durante duas semanas, EUA e Israel pausem os ataques ao território iraniano. Em contrapartida, o Irã se comprometeria a reabrir o Estreito de Ormuz, o que durou apenas algumas horas. A via marítima voltou a ser fechada no início da tarte desta quarta, e o Irã agora fala que o cessar-fogo foi rompido.

👉 Contexto: o cessar-fogo, por determinação, é apenas uma pausa. Neste caso, a trégua correrá em paralelo com as negociações oficiais entre as duas partes para um acordo definitivo de paz, que daria fim ao conflito. Essas conversas começarão nesta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, que media as tratativas.

Confira abaixo os principais pontos acordados entre EUA e Irã e as divergências.

Pontos acordados entre Irã e EUA:

  • Duração da trégua: EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo provisório de 15 dias (duas semanas);
  • Pausa em ataques: Nesse período, os EUA e Israel não podem atacar nenhum ponto do território iraniano — foi um bombardeio conjunto dos dois países ao Irã que deu início à atual guerra no Oriente Médio;
  • Reabertura de Ormuz: Como contrapartida, o Irã concordou em reabrir a via marítima — por onde passam 20% do petróleo mundial — com o trânsito coordenado pelas forças militares iranianas. O Irã, que margeia a maior parte do estreito, vinha atacando embarcações que passassem por lá, o que estacionou o trânsito na região e criou uma crise no preço do petróleo;
  • Pausa em ataques retaliatórios: O Irã também fica proibido de lançar mísseis e drones contra os países do Golfo Pérsicos parceiros dos Estados Unidos, que Teerã vinha atacando desde o início da guerra em retaliação;
  • Mediação e nova reunião: Ficou estabelecido que delegações de negociadores dos EUA e do Irã se reunirão em Islamabad, Paquistão, na sexta-feira (10) para buscar um acordo de paz duradouro.
Pontos de Divergência:

  • Plano de 10 pontos como base: Ao confirmar o cessar-fogo, na terça-feira, o Irã disse ter apresentado aos EUA, por meio do Paquistão, um plano de dez pontos como condição para dar fim à guerra. Trump inicialmente classificou a proposta como uma "base viável" ou "trabalhável" para iniciar as negociações definitivas. Mas, nesta quarta, disse que "apenas alguns pontos" são viáveis;
  • Compromisso nuclear: Um dos dez pontos do plano iraniano prevê o compromisso de não buscar a posse de armas nucleares. Mas, nesta quarta, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (espécie de Ministério da Segurança) alegou que Washington concordou em aceitar o enriquecimento de urânio iraniano e reconhecer seu controle contínuo sobre o Estreito de Ormuz. Trump negou e disse que vai "escavar" todo o urânio enriquecido do solo iraniano, inclusive com a ajuda de Teerã.
  • Inclusão do Líbano: Este é o maior impasse do acordo. O Paquistão e o Irã afirmam que a trégua inclui o Líbano — e, portanto, proíbe ataques ao país durante o período do cessar-fogo. No entanto, Israel e Trump declararam que o Líbano e o combate ao Hezbollah estão fora do acordo. Forças israelenses fizeram um intenso ataque ao território libanês nesta quarta, e o Irã ameaçou abandonar o cessar-fogo se a ofensiva seguir.
  • Controle do Estreito de Ormuz: Enquanto os EUA exigem a livre circulação e a criação de uma zona marítima livre, o Irã quer manter o controle coordenado pelas suas próprias forças navais sobre o tráfego no estreito;
  • Sanções e Reparações: o plano iraniano exige a suspensão total de todas as sanções (primárias e secundárias) e o pagamento integral de indenizações pelos custos de reconstrução do país, pontos que ainda não foram formalmente aceitos pelos norte-americanos;
  • Retirada de tropas: o Irã demanda ainda a retirada total das forças de combate dos EUA do Oriente Médio. Mas o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse nesta quarta que militares enviados à região continuarão por lá por enquanto.
  • Violações mútuas: horas após o anúncio, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz alegando violações de Israel no Líbano. O país também afirma que ilhas iranianas foram atacadas. Simultaneamente, países do Golfo (como Arábia Saudita e Kuwait) denunciaram ataques de mísseis e drones iranianos ocorridos já durante a vigência da trégua.
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Mohamed Azakir
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Mohamed Azakir

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EUA x Irã: entenda o que levou Trump a um acordo de cessar-fogo

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Em entrevista ao CNN Novo Dia, a professora Ana Carolina Marson explica que fechamento do Estreito de Ormuz, queda de popularidade e inflação global causada pelo aumento do preço do petróleo foram fatores decisivos
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Da CNN Brasil
08/04/26 às 12:41 | Atualizado 08/04/26 às 12:41
Postado em 08 de Abril de 2.026 às 13h00m
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O cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira (7) e posteriormente confirmado por autoridades iranianas, marca um momento significativo na escalada de tensões entre os dois países. As partes agora se preparam para negociações que devem acontecer nesta sexta-feira (10), no Paquistão.

De acordo com Ana Carolina Marson, professora de relações internacionais da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo), em entrevista ao CNN Novo Dia, o Irã sai fortalecido deste confronto.

"O Irã conseguiu resistir mais do que nós esperávamos. Estados Unidos, que é a maior potência militar hoje, tem um orçamento militar descolado do resto do orçamento do mundo, então ele tem um potencial que o Irã não tem e o Irã ainda assim conseguiu resistir", explicou a especialista.



A professora destacou que a guerra de narrativas sempre esteve presente neste conflito. "Nós vemos que Estados Unidos, desde o início, com 48 horas de guerra, afirmou que tinha atingido seus objetivos, Irã falou que não. Em seguida, vimos que Estados Unidos falaram que estavam em negociações com o Irã, o Irã afirmou que não", pontuou Ana Carolina.

Segundo a especialista, não é possível afirmar que houve um vitorioso no conflito: "Foi um conflito que teve uma série de violações de direitos humanos, tem uma consequência humanitária muito grande e vemos que deixou uma consequência econômica gigantesca". No entanto, ela ressalta que "o Irã sai fortalecido porque conseguiu resistir às investidas de Israel e dos Estados Unidos".

Motivações para o cessar-fogo

Ana Carolina Marson explicou os fatores que levaram Trump a buscar um acordo neste momento: "Esse cessar-fogo é porque o Estreito de Ormuz está fechado, Donald Trump está sofrendo uma perda de popularidade muito grande, ele está vendo as consequências das suas ações e esse aumento significativo no preço do petróleo, que já começa a gerar uma inflação mundial".

A especialista lembrou que o aumento nos preços do diesel e da gasolina já é sentido no Brasil e nos Estados Unidos, embora em menor escala no país norte-americano devido ao recebimento de petróleo da Venezuela. Ela também destacou que Trump havia colocado uma série de ultimatos que não conseguiu reforçar.

"Vemos que chegou em um momento que o próprio post de ontem do True Social, que colocou todo mundo sob alerta, foi extremamente significativo justamente por isso, porque mostra como o Donald Trump estava acuado, digo até desesperado, por uma solução", afirmou a professora, ressaltando que a solução precisava dar a impressão de que os Estados Unidos saíram vitoriosos.

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