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terça-feira, 30 de junho de 2026

Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

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País encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão, mas ocupa a 4ª posição no ranking global de concentração de riqueza.
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Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Junho de 2.026 às 10h10m
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Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes
Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes

O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS.

O avanço representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior e mantém o país como o que concentra o maior número de milionários da América Latina. Cerca de 43 mil brasileiros têm patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, segundo o UBS.

O estudo estima a riqueza em 56 países com base em modelos estatísticos e dados de instituições como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU).

  • 💰 A riqueza é definida como o total de bens e investimentos das pessoas (como dinheiro e imóveis), descontadas as dívidas. Os valores são apresentados em dólares e ajustados por inflação e câmbio para permitir comparações entre países.

Apesar do aumento da população de alta renda, o relatório mostra que o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo.

O país ocupa a 4ª posição entre os 56 mercados analisados, com um coeficiente de Gini de 0,81, nível que indica forte concentração de riqueza e o coloca em empate com a África do Sul, além de ficar logo abaixo de Rússia e Emirados Árabes Unidos, que lideram o ranking de desigualdade.

Na outra ponta, os países mais igualitários da amostra são a Eslováquia (0,38), a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47), onde a distribuição de riqueza é mais equilibrada entre a população.

  • 🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada.

O estudo aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), permanecendo na base da pirâmide da riqueza global.

Ao mesmo tempo, a riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos patrimônios quanto pelo surgimento de novos bilionários.

Outro dado destacado pelo UBS é o elevado nível de endividamento. No Brasil, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta, uma das maiores proporções entre os países analisados.

Isso indica que uma fatia relevante do patrimônio dos brasileiros está comprometida com dívidas, reduzindo o valor efetivamente disponível das famílias.

Já os ativos financeiros — que incluem dinheiro em conta, poupança, ações, títulos, fundos de investimento e previdência privada — correspondem a 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros.

O relatório também mostra que, apesar do crescimento do número de milionários, a evolução da riqueza da população como um todo foi mais limitada.

Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação.

Riqueza global cresce

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores — Foto: Pixabay
No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores — Foto: Pixabay

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros.

Com esse avanço, o planeta ganhou quase 1 milhão de novos milionários, elevando o total para 57,5 milhões de pessoas. Os Estados Unidos responderam por quase metade desse crescimento.

O número de bilionários também aumentou, chegando a 3.302, alta de 13,1% em relação a 2024. Já a riqueza conjunta desse grupo avançou 25%.

Apesar da expansão global, o UBS ressalta que o crescimento ocorreu de forma desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, indicando que os ganhos ficaram concentrados entre as pessoas de maior patrimônio.

O banco também aponta que as variações cambiais tiveram impacto relevante nos resultados.

A desvalorização do dólar frente a moedas como o euro, por exemplo, fez com que a riqueza parecesse maior em alguns países quando convertida para a moeda americana, especialmente na Europa, mesmo sem necessariamente refletir um crescimento equivalente na economia local.

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Veja a premiação do Brasil pela classificação às oitavas da Copa do Mundo

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CBF embolsará quantia significativa pelo avanço à próxima fase
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Por Redação do ge — Houston, EUA

Postado em 30 de Junho de 2.026 às 05h00m
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Brasil 2 X 1 Japão | Melhores momentos | Copa do Mundo 2026
Brasil 2 X 1 Japão | Melhores momentos | Copa do Mundo 2026

seleção brasileira bateu o Japão pela segunda fase da Copa do Mundo e chegou às oitavas de final. Com o avanço, a CBF embolsará mais US$ 15 milhões, cerca de R$ 78 milhões.

Até agora, pela participação da fase de grupos e na segunda fase, o montante é de US$ 35 milhões, aproximadamente 182 milhões na cotação atual.

  • Campeão: US$ 50 milhões
  • Vice-campeão: US$ 33 milhões
  • 3º lugar: US$ 29 milhões
  • 4º lugar: US$ 27 milhões
  • 5º ao 8º lugar: US$ 19 milhões
  • 9º ao 16º lugar: US$ 15 milhões
  • 17º ao 32º lugar: US$ 11 milhões
  • 33º ao 48º lugar: US$ 9 milhões
Casemiro e Neymar comemoram gol do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo — Foto: Reuters
Casemiro e Neymar comemoram gol do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo — Foto: Reuters

Ao todo serão distribuídos US$ 655 milhões (R$ 3,4 bilhões) em prêmios, num aumento de 50% em relação ao montante distribuído na última Copa do Mundo.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo

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Maciez dessa carne é explicada por genética associada a uma alimentação rica em amido. Raça chegou ao Brasil em 1992 pelas mãos da Yakult, que continua entre as principais produtoras.
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Por Redação g1, g1 — São Paulo

Postado em 29 de Junho de 2.026 às 15h00m
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Carne de Wagyu se destaca pelo marmoreio elevado — Foto: Divulgação
Carne de Wagyu se destaca pelo marmoreio elevado — Foto: Divulgação

O Japão, adversário do Brasil nesta segunda-feira (29), é o berço do wagyu, boi famoso pela carne mais cara do mundo, cujo quilo pode ultrapassar R$ 1.000 no Brasil.

Toda a fama da carne wagyu vem do marmoreio: a gordura intramuscular que dá à peça um visual semelhante ao mármore e é responsável por sua maciez.

Uma das variedades mais famosa do wagyu é o Kobe Beef, mas, para receber esse nome, o animal precisa nascer, crescer e ser abatido na província japonesa de Hyogo, além de cumprir rigorosos critérios de qualidade.

No Brasil, é possível encontrar diversos cortes do wagyu, como a picanha, o ancho, o chorizo, a fralda, entre outros. E o preço do quilo vai variar conforme o marmoreio: quanto maior, mais caro.

O wagyu ficou famoso por conta das "mordomias" que recebia antigamente, como beber cerveja e receber massagem. Esse tratamento todo especial era muito praticado no Japão, mas não existe mais na maioria das fazendas e nem é mais visto nos grandes confinamentos do país.

Acreditava-se que a cerveja facilitaria a digestão do animal, ao provocar relaxamento, enquanto a massagem atuaria como drenagem linfática, ajudando na infiltração de gordura para a formação marmoreio.

Antigamente, no Japão, boi japonês tinha muitas "mordomias", como beber cerveja e receber massagem, como mostra imagem de reportagem de 2015  — Foto: Reprodução/Globo Rural
Antigamente, no Japão, boi japonês tinha muitas "mordomias", como beber cerveja e receber massagem, como mostra imagem de reportagem de 2015 — Foto: Reprodução/Globo Rural

Mas nada disso tem comprovação científica, afirma Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu). A maciez e o sabor únicos da carne são dados, na verdade, pela própria genética do wagyu.

"O que nós precisamos é dar as condições ideais para que o boi expresse a sua genética, o que significa, por exemplo, proporcionar uma dieta balanceada. O segredo está em uma alimentação rica em amido, pois é dele que o boi vai tirar energia para transformar em marmoreio", diz Steinbruch. 
Sai cerveja, entra cevada
Carne de wagyu tem gordura entremeada na carne — Foto: Rafael Miotto/G1
Carne de wagyu tem gordura entremeada na carne — Foto: Rafael Miotto/G1

Os grãos ricos em amido são milho, sorgo, arroz, trigo e a própria cevada. Alguns bois wagyu no Brasil, apesar de não beberem a "cervejinha" diretamente, se alimentam das sobras dessa indústria.

"O que alguns criadores dão é a borra que sobra do processo de fermentação da cevada porque é uma boa fonte de proteína, um excelente alimento para os bovinos", diz Steinbruch.

Já a massagem pode servir para dar bem-estar aos animais, mas, nas grandes fazendas, não é algo comum, diante do tamanho do rebanho.

Origem e chegada ao Brasil

Boi wagyu na Fazenda Yakult — Foto: Divulgação
Boi wagyu na Fazenda Yakult — Foto: Divulgação

O nome do animal vem de wa, que significa "do Japão", e gyu, que quer dizer "gado".

Os primeiros ancestrais do wagyu moderno chegaram ao Japão por volta do século 2, vindos da península coreana. Descendentes do gado Hanwoo, eram utilizados como bois de tração, responsáveis por arar a terra e movimentar moinhos de grãos, conta a associação WagyuBrasil.

Justamente pela sua força e resistência física, desenvolveram a característica que os tornou famosos: a elevada quantidade de gordura entre as fibras musculares.

Esse rebanho permaneceu isolado no Japão até 1868, quando a Restauração Meiji deu início ao desenvolvimento do wagyu moderno. A partir daí, criadores japoneses realizaram cruzamentos com raças importadas até chegar às linhagens conhecidas atualmente.

Em 1976, os primeiros exemplares de wagyu deixaram o Japão rumo aos Estados Unidos. E, na década de 1990, começaram a se espalhar pelo mundo.

No Brasil, ele chegou em 1992, através da dona de uma famosa marca de bebida: a Yakult, que trouxe a raça pura japonesa. Mais de três décadas depois, a empresa continua entre as maiores produtoras de wagyu do Brasil.

Hoje, o rebanho brasileiro é formado tanto por animais puros quanto por cruzamentos com outras raças. Segundo a ABCWagyu, o país tem cerca de 5 mil wagyus puros e outros 30 mil animais cruzados.

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Campo de Búzios bate recorde e atinge 1,2 milhão de barris por dia

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Marca foi alcançada com avanço das plataformas P-78 e P-79, que ainda ampliam produção; campo do pré-sal é o maior em águas profundas do mundo.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 29 de Junho de 2.026 às 13h00m
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Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos — Foto: Divulgação/Petrobras
Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos — Foto: Divulgação/Petrobras

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu na última sexta-feira (26) produção média de 1,2 milhão de barris por dia de petróleo. O volume foi alcançado três dias após o campo registrar 1,1 milhão de barris diários, impulsionado pela entrada de novas plataformas. A informação foi divulgada pela Petrobras à Reuters.

O novo recorde foi alcançado com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, que ainda estão em fase de aumento gradual da produção até atingir a capacidade máxima (ramp up) de 180 mil barris por dia cada uma, afirmou a companhia.

O campo de Búzios, o maior em águas profundas do mundo, conta com oito unidades de produção em operação: as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos navios-plataforma (FPSOs) Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

Ao todo, o campo terá 12 FPSOs em operação. Estão em construção as unidades P-80, P-82 e P-83, e a plataforma Búzios 12 está em processo de licitação, segundo a Petrobras.

Preços do petróleo no mercado internacional

O aumento da produção vem em um momento de pressão nos preços do petróleo no mercado internacional.

Apesar de a commodity ter caído mais de 10% na última semana, em meio ao maior otimismo por conta do memorando de entendimento assinado entre Estados Unidos e Irã, uma escalada das tensões no último final de semana voltou a pressionar as cotações.

Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.

O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.

"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).

No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).

Com a escalada das tensõeso barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,96% perto das 11h desta segunda-feira (29), cotado a US$ 72,68. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 1,23% no mesmo horário, a US$ 70,08 o barril.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

GWM lança Ora 5 por R$ 159 mil e acirra guerra de preços dos SUVs elétricos; veja teste

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Primeiro SUV elétrico da marca no Brasil chega mais barato que a maioria dos concorrentes e aposta em bom pacote de equipamentos para ganhar espaço no segmento.
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Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 24 de Junho de 2.026 às 11h00m
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GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos
GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos

A GWM decidiu entrar na briga por preço com seu mais novo lançamento. O Ora 5, primeiro SUV elétrico da marca no Brasil, chega por competitivos R$ 159 mil.

O preço talvez seja uma forma de compensar o atraso da GWM em ter um bom carro em um dos segmentos que mais crescem entre os veículos elétricos. A missão do Ora 5 é tentar o que o Ora 03 nunca conseguiu: vender bem.

Ao g1, a GWM afirmou que isso não significa que o Ora 03 deixará de ser vendido, apesar de custar R$ 169.000, ou R$ 10 mil a mais. A marca passou a oferecer bônus de R$ 20 mil para quem dá um carro usado na troca pelo hatch elétrico, o que pode levar o preço do irmpode cair para R$ 149.000.

Ora 5 é mais sóbrio e aposta em visual monotônico

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

São muitos concorrentes:

  • BYD Yuan Pro: a partir de R$ 182.990;
  • Geely EX5: a partir de R$ 205.800;
  • Chevrolet Captiva EV: a partir de R$ 199.990;
  • Omoda E5: a partir de R$ 209.990;
  • Leapmotor B10: a partir de R$ 182.990;
  • Leapmotor C10: a partir de R$ 204.990;
  • GAC Aion Y: a partir de R$ 175.990;
  • MG S5: a partir de R$ 219.800.

O Ora 5 é um Ora 03 com dimensões ampliadas em todas as direções. Ele tem 4,47 metros de comprimento e, com esse tamanho, supera os 4,40 metros do Jeep Compass e até os 4,46 metros do Toyota Corolla Cross.

Comparando com elétricos, o Ora 5 não é dos maiores. Ele perde para:

  • Geely EX5: 4,61 metros de comprimento;
  • Leapmotor B10: 4,51 metros de comprimento;
  • Leapmotor C10: 4,73 metros de comprimento;
  • GAC Aion Y: 4,53 metros de comprimento;
  • MG S5: 4,47 metros de comprimento;
  • Chevrolet Captiva EV: 4,74 metros de comprimento.

Mesmo assim, o entre-eixos é de 2,72 metros. O espaço interno é confortável para pessoas de estatura média, e o teto solar contribui para uma sensação maior de altura. Porém, o porta-malas não teve o mesmo destaque.

GWM Ora 5 BEV por fora

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Ele tem 362 litros de capacidade. É um volume que comporta facilmente cinco malas de bordo, mas é nesse ponto que o Ora 5 fica atrás da maioria dos concorrentes:

  • BYD Yuan Pro: 265 litros;
  • Geely EX5: 461 litros;
  • Chevrolet Captiva EV: 403 litros;
  • Omoda E5: 340;
  • Leapmotor B10: 365 litros;
  • Leapmotor C10: 465 litros;
  • GAC Aion Y: 361 litros;
  • MG S5: 453 litros.

No visual, o Ora 5 tem forte inspiração em modelos da Porsche que ainda não adotaram faróis mais estreitos, como os 718 e 911.

As semelhanças aparecem no capô, com laterais mais altas do que a parte central, e nos faróis ovalados, levemente inclinados para trás.

De perfil, o Ora 5 adota linhas mais sóbrias. Isso fica evidente na traseira menos arredondada e maisenxuta que a do Ora 03 — característica que o aproxima de seus concorrentes.

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Por dentro, a sensação mais discreta também aparece na paleta de cores. Enquanto o Ora 03 usa materiais em diferentes cores, o novo utilitário adota um único tom, com variações próximas.

As únicas áreas com cor diferente aparecem em cobre claro, destacando elementos específicos que precisam ser encontrados mais facilmente, como o acabamento da porta USB, a maçaneta, as aletas de ventilação do ar-condicionado e o alto-falante.

A sobriedade monocromática também se estende ao estofamento dos bancos, que seguem a cor da cabine: bege ou preto.

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Motor e autonomia dentro do esperado

O Ora 5 tem motor com tração dianteira, que entrega 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque. Durante um teste rápido em pista fechada, o desempenho ficou dentro do esperado para um carro elétrico: o torque instantâneo foi forte o suficiente para fazer os pneus cantarem em uma arrancada.

Se no visual o Ora 5 busca se diferenciar do Ora 03, na experiência ao volante as diferenças entre os dois são pequenas. A sensação ao dirigir é semelhante à do hatch, seja pelo volante menor, pela resposta do freio — que exige mais pressão —, pelo raio de giro ou pela bateria de 58 kWh.

O acerto da suspensão também lembra o do Ora 03, mais firme que o de grande parte dos concorrentes chineses e próximo ao padrão de um Volkswagen.

Durante o teste, a reportagem realizou frenagens bruscas em retomadas e, mesmo nessas situações, a carroceria não apresentou oscilações — ao contrário de modelos como o Leapmotor B10 e o BYD Dolphin.

O que diferencia o SUV do hatch é a autonomia de 349 km (34 km a mais que o Ora 03) e a maior altura em relação ao solo. Isso dá ao Ora 03 um comportamento mais próximo ao de um kart, com o motorista mais rente ao chão, enquanto o Ora 5 se comporta como um utilitário, com assento e visão de condução mais elevados.

Ora 5 vem bem equipado para o preço

GWM Ora 5 BEV por dentr
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
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GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Além de adotar uma estratégia diferente de preços, a GWM também mudou outro ponto em relação ao Ora 03. Enquanto o hatch anterior chegou ao Brasil em três versões (Skin, GT e uma edição limitada chamada Copacabana), o Ora 5 será vendido em apenas uma configuração, que nem sequer recebeu um nome.

A lista de equipamentos inclui:

  • Grade frontal ativa, que pode se fechar para melhorar a aerodinâmica;
  • Rodas de liga leve de 18 polegadas;
  • Central multimídia de 14,6 polegadas com o mesmo sistema do Haval H6;
  • Painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas;
  • Carregador de celular por indução de 50 watts;
  • Nove alto-falantes distribuídos pela cabine;
  • Teto solar panorâmico;
  • Câmera de visão em 360 graus;
  • Ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas traseiras;
  • Bancos dianteiros com ajustes elétricos;
  • Função de resfriamento para os bancos dianteiros;
  • Chave presencial;
  • Console central com gaveta na parte traseira;
  • Estepe temporário em vez de kit de reparo de pneus;
  • Seis airbags;
  • Controle de cruzeiro adaptativo com assistente de permanência em faixa;
  • Alerta de ponto cego;
  • Frenagem automática de emergência.

Há ainda um roteador que distribui internet via Wi-Fi para os ocupantes. Ele permite conectar até oito dispositivos ao mesmo tempo, como celulares, notebooks e tablets, e oferece 3 GB de dados sem custo adicional.

É possível ampliar esse pacote com compras avulsas de 10 GB por R$ 56, ou por meio de assinatura mensal de 5 GB por R$ 35.

Por fim, o Ora 5 pode ser usado como fonte de energia para outros aparelhos, com o auxílio de um adaptador vendido separadamente. Ele fornece até 6.000 watts em 220 volts e desativa essa função automaticamente quando a bateria atinge 30% de carga.

Essa capacidade é suficiente, por exemplo, para alimentar uma TV OLED de 65 polegadas (que consome cerca de 400 watts) e um PlayStation 5, que utiliza aproximadamente 217 watts ao rodar jogos em 4K.

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