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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Copa do Mundo começa nesta quinta com formato inédito, em meio a guerra e a política anti-imigração de Trump

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Abertura do torneio ocorre no México, mas 78 dos 104 jogos acontecem nos EUA. Seleção iraniana, turistas e membros de outras delegações foram afetados por decisões do governo americano.
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Por Redação g1

Postado em 11 de Junho de 2.026 às 10h30m
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Imagem de drone do Estádio Azteca, na Cidade do México, na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Luis Cortes/Reuters
Imagem de drone do Estádio Azteca, na Cidade do México, na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Luis Cortes/Reuters

A Copa do Mundo de 2026 tem início nesta quinta-feira (11), assim que a bola rolar para México x África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México. A competição começa marcada pelo formato inédito e pelas questões geopolíticas que se infiltraram no esporte por meio da guerra e da agenda do presidente dos EUA, Donald Trump.

Mesmo com sedes no México e no Canadá, são os EUA que receberão a maior parte dos jogos – 78 de um total de 104.

Nesta Copa, o torneio estreia um novo formato, com 48 seleções, em vez das 32 do modelo antigo, vigente entre 1998 e 2022.

Na fase de grupos, as seleções estão divididas em 12 grupos de quatro integrantes. Eles jogam contra si, e os dois primeiros de cada grupo avançam, juntamente com os oito melhores terceiros colocados.

Carlo Ancelotti completa 67 anos com um desafio inédito: a Copa do Mundo
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A partir daí, os 32 classificados passam para a fase de mata-mata – que terá uma rodada a mais do que as Copas anteriores.

Também pela primeira vez, a Copa do Mundo terá três países-sede. A competição já foi distribuída entre duas nações em 2002, com Japão e Coreia do Sul recebendo os jogos.

Dos 16 estádios onde as partidas serão realizadas, três ficam no México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey), e duas, no Canadá (Vancouver e Toronto).

EUA x Irã

Os EUA, com 11 cidades-sede, serão os principais anfitriões do torneio. Todos os jogos de mata-mata, com exceção de um a ser disputado no Azteca, ocorrerão em campos americanos.

Esse protagonismo também é fonte de tensões já fortes antes mesmo do primeiro toque na bola.

Jogadores da seleção de futebol do Irã utilizam broche '#168', em referência a vítimas de ataque dos EUA a escola em Minab, durante desembarque em Tijuana, no México, para a Copa do Mundo em 7 de junho de 2026. — Foto: Divulgação/Seleção iraniana
Jogadores da seleção de futebol do Irã utilizam broche '#168', em referência a vítimas de ataque dos EUA a escola em Minab, durante desembarque em Tijuana, no México, para a Copa do Mundo em 7 de junho de 2026. — Foto: Divulgação/Seleção iraniana

A Copa do Mundo ocorre em meio ao reinício das agressões entre EUA e Irã, que fazem ressurgir a guerra iniciada em fevereiro pelos americanos e por Israel.

Mesmo com um cessar-fogo costurado em abril, o conflito teve impacto no esporte: o Irã, classificado para a competição, fará todos os seus jogos da fase de grupos nos EUA.

A relação do governo Trump em relação à delegação iraniana é de uma hostilidade indisfarçável. A seleção se hospedaria em Tucson, no Arizona, mas mudou seus planos e se estabeleceu em Tijuana, no México, depois que os EUA disseram que não permitiriam que jogadores e comissão pernoitassem em seu território durante o evento.

Além disso, muitos membros da comissão tiveram seu visto negado, e os jogadores tiveram os vistos americanos aprovados apenas na semana passada.

As restrições atingiram também os torcedores do país. Na terça-feira (9), dois dias antes do início do torneio, os EUA anunciaram a retirada da cota de 8% dos ingressos por partida destinada aos iranianos em jogos de sua seleção.

Barrados

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da FIFA de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi recebido ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, Somália, em 10 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Feisal Omar
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da FIFA de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi recebido ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, Somália, em 10 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Feisal Omar

Mas a seleção iraniana não é a única a sentir os efeitos das políticas de Trump. O governo do republicano tem apostado em uma forte agenda anti-imigração, que afetou outros competidores.

O atacante iraquiano Aymen Hussein foi detido e interrogado por sete horas logo após pousar em Chicago. O fotógrafo oficial da delegação do Iraque teve conteúdos de seu celular checados e sua entrada nos EUA foi negada.

O caso mais comentado pela imprensa internacional, no entanto, foi do árbitro somali Omar Artan.

Considerado o melhor do continente, e tendo apitado a final da Champions League africana, Artan, escalado pela Fifa para a Copa do Mundo, teve sua entrada negada no aeroporto de Miami e se viu obrigado a voltar para a Somália.

A comunidade somali é um alvo constante de Trump em sua retórica anti-imigração. O republicano os chama frequentemente por termos depreciativos, como país de quarto mundo.

A comunidade somali de Minneapolis foi o principal alvo do ICE, o serviço de imigração dos EUA, em uma grande operação na cidade que terminou com a morte de dois americanos, Renee Good e Alex Peretti.

A Fifa, por sua vez, tem evitado entrar em confronto direto com o governo americano.

É lamentável o que aconteceu com Omar (Artan), o árbitro da Somália, disse o presidente da entidade, Gianni Infantino, nesta quarta (10). Mas, novamente, não controlamos tudo. (...) Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação.

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Guerra continuará se EUA não respeitarem interesses do Irã, diz autoridade

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Alto funcionário iraniano afirma que Teerã responderá com severidade a ataques e culpa Washington pelo conflito
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Frederik Pleitgen e Claudia Otto, da CNN
11/06/26 às 08:50 | Atualizado 11/06/26 às 08:50
Postado em 11 de Junho de 2.026 às 09h15m
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Míssil balístico com 2 mil km de alcance é lançado em local não revelado no Irã  • Ministério da Defesa do Irã/WANA (West Asia News Agency)/Divulgação via REUTERS (25.mai.23)

Um alto funcionário do Irã alertou que a guerra com os Estados Unidos continuará a menos que Washington respeite os interesses de Teerã.

Mohammad Mokhber disse à CNN em Teerã que o Irã "responderá com mais severidade e força" a quaisquer futuros ataques dos EUA, acrescentando que o destino da guerra depende das ações de Washington.

Sempre que eles (os EUA) atacam, respondemos com mais severidade e mais força, disse ele. (O presidente dos EUA, Donald Trump) precisa entender que a República Islâmica não recuará nem abrirá mão de sua independência e de seus interesses nacionais. E faremos com que os agressores se arrependam.

Leia Mais.

  1. Estreito de Ormuz está "fechado até novo aviso", diz Irã
  1. Bases dos EUA na Jordânia, Kuwait e Bahrein reportam ataques do Irã
  1. Cessar-fogo no Oriente Médio é mais "uma redução de combates", diz ONU

Questionado se acreditava que uma guerra entre o Irã e os EUA poderia ser retomada, Mokhber disse que a decisão cabe a Washington.

"Essa questão está nas mãos dele. Se respeitarem os interesses do Irã e agirem de acordo, a guerra terminará. Caso contrário, a guerra continuará.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado ataques retaliatórios contra bases americanas na região após o ataque militar dos EUA ao Irã durante a noite.

Segunda noite de ataques

Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques aéreos nesta quinta-feira, e o presidente Donald Trump ameaçou com mais ataques caso Teerã não concorde imediatamente com um acordo de paz, mas fontes iranianas afirmaram que as negociações sobre um acordo preliminar se intensificaram.

Três fontes iranianas e um funcionário europeu disseram que os EUA e o Irã estavam trocando mensagens sobre os detalhes de um memorando após chegarem a um entendimento político, mas algumas questões ainda precisavam ser discutidas em detalhes, incluindo um mecanismo para a liberação de bilhões de dólares em fundos iranianos congelados.

"Esta guerra, do ponto de vista militar, é um beco sem saída. Os americanos não conseguiriam atingir seus objetivos atacando o Irã. Houve progresso nas negociações", disse uma das fontes iranianas.

Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, mas autoridades americanas não comentaram imediatamente o status atual das negociações indiretas.

Bases americanas sob ataque: Na Jordânia , os americanos foram alertados para se abrigarem. A IRGC afirmou ter "destruído instalações e um grande número de aeronaves de combate" na base aérea de Al-Azraq, segundo a mídia estatal. O Kuwait fechou seu espaço aéreo e as defesas antiaéreas estão engajadas com "objetos hostis", informou a mídia estatal, citando o exército do país. Sirenes soaram no Bahrein , de acordo com o Ministério do Interior do país.

A CNN opera no Irã somente com a permissão do governo, mas mantém total controle editorial sobre suas reportagens.

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inglês 
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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Custo político de nova escalada EUA-Irã é alto demais, diz especialista

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Professor de Relações Internacionais avalia ao WW ataques entre EUA e Irã e alerta para conflito em estágio de baixa intensidade crônica
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Da CNN Brasil
10/06/26 às 08:12 | Atualizado 10/06/26 às 08:12
Postado em 10 de Junho de 2.026 às 08h30m
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Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Eceme (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), avaliou ao WW os possíveis desdobramentos dos ataques entre EUA e Irã ocorridos na terça-feira (9). Segundo ele, o custo político de uma nova escalada entre os dois países é alto demais para que qualquer um dos lados declare abertamente o fim do cessar-fogo.

"O cálculo iraniano é esse: na teoria dos jogos, a gente tem um jogo para isso, que é o 'jogo de chicken', ou 'jogo de covarde', que pressupõe a existência de dois carros, cada um em direção contrária, esperando que o outro desvie no último momento", explicou.

Ele ressaltou que, diante das armas disponíveis atualmente, esse tipo de confronto é "muito preocupante".

Cessar-fogo como "ficção funcional"

O especialista descreveu o cessar-fogo vigente como uma "ficção funcional". "Ambos os lados violam, mas nenhum quer declarar o fim porque o custo político de uma nova escalada é alto demais", afirmou.



Para Coelho, o episódio recente confirma que o conflito entrou em um estágio de baixa intensidade crônica — uma situação que, segundo ele, "é mais perigosa do que parece, porque de certa forma normaliza a violação do cessar-fogo".

Cada ciclo de ação e reação proporcional, alertou, "corrói um pouquinho mais a margem para um acordo real".

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O professor também destacou os efeitos econômicos do conflito, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz. "Enquanto Ormuz não abre, o mundo paga a conta dentro de um choque econômico que também vai se tornando sistêmico", disse. Coelho lembrou que não é apenas petróleo que passa pelo estreito, ampliando o alcance das consequências globais.

Outro ponto abordado foi a questão do Líbano e sua relação com o conflito envolvendo Israel. Segundo Coelho, "quem traz a questão do Líbano de volta para a mesa é o Irã", em uma tentativa de dissociar a resolução desse conflito da questão israelense.

O especialista avaliou ainda que, apesar de todos os ataques sofridos e de múltiplas lideranças terem sido assassinadas, o Irã sai estrategicamente fortalecido desse momento.

"Apesar de todos os ataques que sofreu, estrategicamente, o Irã, saindo desse conflito nesse momento, é melhor do que entrou", concluiu.

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Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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terça-feira, 9 de junho de 2026

Ataques dos EUA atingiram reservatórios de água no Irã, diz mídia estatal

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Ofensiva interrompeu o abastecimento de água na região do distrito de Bamani, perto da cidade de Sirik, informou a emissora IRIB
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Caitlin Danaher, da CNN
09/06/26 às 21:01 | Atualizado 09/06/26 às 21:01
Postado em 09 de Junho de 2.026 às 21h15m
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Bandeira do Irã
Bandeira do Irã  • REUTERS

Os ataques realizados pelos EUA no sul do Irã atingiram dois reservatórios de água, informou a emissora estatal iraniana IRIB na noite desta terça-feira (9).

A ofensiva interrompeu o abastecimento de água na região do distrito de Bamani, perto da cidade de Sirik, no sul do Irã, informou a emissora.

Mais cedo, o CENTCOM informou que suas forças estavam fazendo ataques de "autodefesa" contra o Irã, em resposta à queda de um helicóptero Apache do Exército dos EUA.

A extensão e a intensidade dos ataques dos EUA não ficaram imediatamente claras, embora a publicação do Comando Central os tenha descrito como uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã.

Anteriormente, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou, citando moradores, que explosões foram ouvidas na região de Sirik, acrescentando que a natureza dos estrondos era desconhecida.

Já a agência de notícias semioficial do Irã Fars noticiou que explosões também foram ouvidas em partes do leste da província de Hormozgan.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que foi informado pelo Exército Americano que o Irã abateu um helicóptero Apache dos EUA que caiu na costa de Omã.

Ele pontuou que as Forças Armadas dos EUA "devem, necessariamente, responder a este ataque".

"Acabei de ser informado por nossas Forças Armadas que, na noite passada, os iranianos abateram um de nossos sofisticados helicópteros Apache enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz. Havia dois pilotos envolvidos, ambos estão seguros e ilesos", publicou o presidente na Truth Social.

"Mesmo assim, os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a este ataque", disse ele.

Um drone marítimo americano resgatou os dois tripulantes do helicóptero. O caso marcou a primeira perda de um Apache desde o início do conflito com o Irã.

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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Dólar fecha em alta a R$ 5,17 após trégua entre Israel e Irã; Ibovespa cai

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Na sexta-feira, a moeda americana avançou 1,78%, cotada a R$ 5,1566, no maior patamar desde 2 de abril. Já a bolsa recuou 0,77% e fechou abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 08 de Junho de 2.026 às 10h00m
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Dólar sobe após suspensão de ataques entre Irã e Israel
Dólar sobe após suspensão de ataques entre Irã e Israel

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (8) em alta, com os investidores acompanhando os desdobramentos da trégua entre Israel e Irã. A moeda norte-americana subiu 0,45%, para R$ 5,1798. após atingir R$ 5,1951 na máxima do dia. Já o Ibovespa caiu 0,32%, aos 168.471 pontos.

▶️ As tensões no Oriente Médio ficam mais uma vez no radar dos investidores nesta segunda-feira. No final de semana Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo em abril. A sequência começou com uma ofensiva israelense a Beirute no final de semana. Teerã respondeu com mísseis e gerou novas retaliações. Os ataques só foram interrompidos após apelo do presidente americano, Donald Trump.

  • Em meio às tensões, os preços do petróleo no mercado internacional operam em alta. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,36%, cotado a US$ 94,36. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha alta de 0,92%, cotado a US$ 91,37 o barril.

▶️ Na agenda de indicadores, os destaques da semana ficam com os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. A decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) também fica no radar.

  • Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, do BC, registrou uma nova alta nas estimativas de inflação pelo mercado financeiro em 2026, na 13ª semana seguida de aumento. Os analistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,45%;
  • Acumulado do mês: +2,72%;
  • Acumulado do ano: -5,63%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,32%;
  • Acumulado do mês: -3,06%;
  • Acumulado do ano: +4,56%.
Escalada das tensões no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio mergulhou em uma nova fase, após Irã e Israel trocarem ataques mútuos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. (acompanhe os principais acontecimentos)

A ofensiva começou no último domingo, após Irã ter lançado uma série de mísseis em direção a Israel no último domingo, em retaliação a um ataque israelense na capital do Líbano. Com isso, Israel realizou novos bombardeios a "alvos militares" no Irã — explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera.

Esta também foi a segunda vez em menos de 24 horas que Israel desafia Donald Trump e realiza ataques a países da região.

"A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco", disseram as forças de Israel, em suas redes sociais.

Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute.

Trump usou o seu perfil no Truth Social para mostrar sua insatisfação com a volta dos confrontos entre os dois países, mas afirmou que Irã e Israel "estão buscando" um acordo de cessar-fogo após os novos ataques.

Mercados globais

Com as novas tensões no Oriente Médio e em meio às expectativas pelos novos dados de inflação previstos para esta semana, os índices de Wall Street fecharam sem direção única.

No final das negociações, o S&P 500 avançou 0,30%, aos 7.405,81 pontos, e o Nasdaq subiu 0,86%, aos 25.931,56 pontos. Já o Dow Jones destoou dos demais índices e recuou 0,15%, aos 50.791,17 pontos.

Já do outro lado do Atlântico, a maioria das bolsas europeias fechou em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,2%, aos 621,73 pontos, após atingir a mínima em duas semanas no início da sessão.

Já entre os principais índices da região, o alemão DAX caiu 0,58%, enquanto o francês CAC-40 perdeu 0,12%. O britânico FTSE 100, por sua vez, fechou em alta de 0,05%.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong encerraram em seus níveis mais baixos em dois meses nesta segunda-feira, acompanhando uma queda global no setor de tecnologia.

O índice CSI300 caiu 2,4%, enquanto o Shangai Composite Index recuou 1,7% e o Hang Seng perdeu 1,2%.

Já no Japão, o Nikkei teve perdas de 3,85%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 8,29%.

Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

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