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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Navio de guerra da Rússia chega ao Irã em meio à tensão com os EUA

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Forças russas e iranianas farão exercícios navais conjuntos no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico
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Da Reuters
18/02/26 às 12:58 | Atualizado 18/02/26 às 16:16
Postado em 18 de Fevereiro de 2.026 às 16h20
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A corveta russa "Stoikiy" chegou ao porto iraniano de Bandar Abbas, informou o Ministério da Defesa da Rússia na terça-feira (17). A pasta divulgou um vídeo da chegada da embarcação e da cerimônia de boas-vindas.

As forças navais russas e iranianas "coordenaram ações para garantir a segurança da navegação civil", afirmou o ministério em um comunicado.

Irã e Rússia realizarão exercícios navais no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico nesta quinta-feira (18), informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars.

Isso acontece poucos dias depois de a Guarda Revolucionária ter feito exercícios militares no Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo com todas as partes".

O líder americano disse que enviou uma "grande frota" para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer "em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado".

Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responderimediata e poderosamente a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas. 



A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.

Trump alertou repetidamente que "atacaria com força total" se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".

Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Brasil reavalia postura e abre espaço para negociações entre Mercosul e China

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Mesmo sem acordo amplo à vista, integrantes do governo avaliam que um pacto parcial entre Mercosul e China pode avançar no longo prazo, diante das tarifas dos EUA, que vêm redesenhando o comércio global e alianças econômicas.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 17 de Fevereiro de 2.026 às 10h00m
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Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso
Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso

O Brasil avalia, pela primeira vez, promover um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, segundo altos funcionários do governo brasileiro. A iniciativa representaria uma mudança relevante na postura da maior economia da América Latina.

Historicamente, o país vetou negociações formais com Pequim para proteger a indústria nacional do avanço das importações chinesas.

No entanto, diante da busca da China por laços comerciais mais profundos e das sucessivas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a reavaliar essa posição.

Uma declaração conjunta divulgada durante a visita do presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, a Pequim, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que ambos esperam que as negociações de livre comércio entre China e Mercosul possam começar o mais rápido possível.

  • 👉 O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia prestes a se tornar membro pleno do bloco.

Embora um acordo comercial amplo ainda esteja distante, dois integrantes do governo brasileiro afirmaram que um pacto parcial entre Mercosul e China passou a ser visto como uma possibilidade de longo prazo.

A avaliação leva em conta as tarifas impostas pelos EUA a parceiros comerciais, que têm afetado o comércio global e alterado alianças econômicas.

Os ministérios das Relações Exteriores e do Comércio da China não responderam imediatamente a pedidos de comentário.

A mudança de postura do Brasil reflete o que um dos funcionários, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema, classificou como um novo cenário global.

Precisamos diversificar nossos parceiros, afirmou o funcionário. Segundo ele, a China oferece a possibilidade de um acordo parcial, restrito a algumas faixas tarifárias.

Outro representante do governo brasileiro, envolvido diretamente nas negociações internas do Mercosul, disse que o bloco poderia avançar em temas como cotas de importação, procedimentos alfandegários e regras sanitárias e de segurança.

Esses pontos, segundo ele, já abririam espaço relevante no mercado chinês.

O mesmo funcionário afirmou que ainda é cedo para indicar quais setores poderiam ser incluídos nas negociações, classificando o tema comoaltamente complexo.

Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC
Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC

"Nova dinâmica na região"

O Brasil tem demonstrado cautela em relação a um acordo mais amplo, por receio de que a grande capacidade industrial da China prejudique os fabricantes nacionais.

Apesar disso, os investimentos chineses na produção brasileira cresceram nos últimos anos, movimento que o governo brasileiro tem interesse em preservar.

Segundo Ignacio Bartesaghi, especialista em política externa da Universidade Católica do Uruguai, as políticas econômicas do presidente dos EUA, Donald Trump — que incluíram pressão sobre países latino-americanos para reduzir laços com a China — podem estar incentivando Pequim a buscar novos acordos comerciais na região.

Há uma nova dinâmica regional no comércio, impulsionada principalmente por Trump, afirmou Bartesaghi.

Ideias que antes pareciam completamente travadas agora podem avançar, acrescentou.

Ainda assim, qualquer acordo no âmbito do Mercosul exige consenso entre todos os membros, o que impõe desafios relevantes.

O Paraguai é um dos poucos países no mundo que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, reivindicada pela China. Esse fator, segundo autoridades brasileiras, dificulta — embora não inviabilize — um acordo com Pequim.

Em 2025, o Paraguai importou US$ 6,12 bilhões em mercadorias da China e participou das discussões entre Mercosul e China, indicando que o diálogo segue aberto.

O presidente paraguaio, Santiago Peña, afirmou que não se opõe a um acordo, desde que seja respeitado o direito do país de manter relações diplomáticas com Taiwan.

Se existe hoje um bloco capaz de negociar com qualquer país ou grupo, esse bloco é o Mercosul, disse Peña em entrevista concedida em julho à imprensa argentina.

A Argentina, terceira maior economia da América Latina, também pode dificultar o consenso. Desde a posse do presidente Javier Milei, em 2023, o país se aproximou de Washington.

Milei priorizou o fortalecimento dos laços com os EUA, incluindo um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões com o Tesouro americano.

Apesar disso, a China segue como um importante credor e um dos principais compradores das exportações agrícolas argentinas.

Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. — Foto: EVARISTO SA/AFP
Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. — Foto: EVARISTO SA/AFP

Ainda assim, especialistas como Bartesaghi avaliam que Buenos Aires pode resistir, ao menos no curto prazo, a apoiar negociações lideradas pela China dentro do Mercosul, sobretudo se isso comprometer os esforços do governo Milei para obter apoio dos EUA a reformas econômicas e financiamento.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou que não comentaria hipóteses ao ser questionado sobre as negociações entre Mercosul e China.

A Argentina mantém relações cordiais com a China — elas apenas não são muito visíveis, disse Florencia Rubiolo, diretora do centro de estudos argentino Insight 21.

Segundo ela, um acordo envolvendo todo o Mercosul tornaria essa relação mais evidente.

Se a questão for um gesto diplomático, parece improvável que o governo apoie esse tipo de acordo, concluiu.

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Khamenei diz que Trump não conseguirá derrubá-lo e ameaça afundar porta-aviões dos EUA

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Líder supremo iraniano falou na TV estatal do país em meio a negociações com os EUA em Genebra nesta terça (17). Presidente dos EUA pressiona o Irã para fazer um acordo que limite o programa nuclear iraniano.
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Por Redação g1

Postado em 17 de Fevereiro de 2.026 às 08h00m
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Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci
Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá acabar com a República Islâmica. Ele também ameaçou derrubar o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, que está na próximo ao Irã.

"O presidente dos EUA diz que o Exército deles é o mais forte do mundo, mas o Exército mais forte do mundo às vezes pode levar um golpe tão forte que não consegue se levantar. (...) Mais perigoso que o porta-aviões deles é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar", afirmou Khamenei em discurso em Teerã.

A fala ocorreu em meio à retomada das negociações entre EUA e Irã, mediadas pelo Omã, para limitar o programa nuclear iraniano. Trump exige que Teerã acabe com seu programa e protagoniza uma escalada de tensões e militar contra o regime Khamenei. O líder norte-americano ameaça atacar o país do Oriente Médio caso as negociações fracassem. (Leia mais abaixo)

Ao contrário de Khamenei, Trump fala constantemente sobre as negociações com o Irã e alterna entre ameaças e um tom mais otimista. Na segunda-feira, ele disse que estaria envolvido "indiretamente" nas tratativas e voltou a ameaçar o país do Oriente Médio caso não haja acordo.

"Estarei envolvido indiretamente nas negociações, vamos ver o que vai acontecer. Acho que eles são maus negociadores, porque poderíamos ter tido um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. E tivemos que enviar os B-2", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One. Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo, concluiu.

Desde que iniciou a pressão contra o Irã, em janeiro, Trump ordenou a ida de uma ampla presença militar para o Oriente Médio, que inclui dois porta-aviões e dezenas de outros navios de guerra, incluindo destróieres, além de dezenas de jatos de combate.

O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou no final de janeiro ao Mar Arábico, próximo à costa sul do Irã. Já o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, foi despachado para a região nos últimos dias.

Negociação nuclear e tensão militar

Manifestantes a favor do príncipe herdeiro do Irã, em Munique. — Foto: Ebrahim Noroozi/AP
Manifestantes a favor do príncipe herdeiro do Irã, em Munique. — Foto: Ebrahim Noroozi/AP

As negociações são tratadas com cautela porque EUA e Irã ainda têm grandes diferenças entre eles: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear.

A principal autoridade nuclear iraniana afirmou nesta semana que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar "medidas muito duras" contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou na segunda-feira que faria novos exercícios militares no Estreito de Ormuz, o que elevou as tensões com as tropas dos EUA que estão estacionadas na região.

Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, discursa em Teerã em 17 de fevereiro de 2026. — Foto: Gabinete do líder supremo do Irã/Wana Handout via REUTERS
Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, discursa em Teerã em 17 de fevereiro de 2026. — Foto: Gabinete do líder supremo do Irã/Wana Handout via REUTERS

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Ano Novo Chinês começa na terça; qual é o significado do cavalo, animal do ano

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Data marca o início do ano 4274 no calendário chinês e deve provocar recorde de viagens na China.
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Por Redação g1

Postado em 16 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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São Paulo celebra o Ano Novo Chinês com festa em 31 de janeiro
São Paulo celebra o Ano Novo Chinês com festa em 31 de janeiro 

O Ano Novo Chinês, feriado mais importante da China, começa nesta terça-feira (17) e é marcado por celebrações pela chegada do ano do cavalo de fogo.

Apesar de o feriado oficial durar 9 dias, as festividades acontecem durante 40 dias, período que pode registrar recorde de 9,5 bilhões de viagens, segundo estimativa do governo chinês.

Também conhecido como Ano Novo Lunar e Festival de Primavera, o feriado ainda é comemorado em outros países asiáticos, como Vietnã e Coreia do Sul.

Pelo calendário chinês, que tem a Lua como referência, o ano que começa agora é o 4274.

📅 O calendário chinês tem um ciclo de 12 anos em que cada um é representado por um animal, nesta ordem: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Cobra, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco.

A relação com os animais surgiu com o budismo. Segundo a tradição, Buda convocou animais para definir o calendário, mas só 12 compareceram – eles passaram a representar os anos na ordem em que chegaram.

Apresentação do dragão durante procissão do Ano Novo Chinês no Reino Unido, em foto de 14 de fevereiro de 2026 — Foto: Reuters/Temilade Adelaja
Apresentação do dragão durante procissão do Ano Novo Chinês no Reino Unido, em foto de 14 de fevereiro de 2026 — Foto: Reuters/Temilade Adelaja 

 🌜 Ao contrário do que acontece no calendário gregoriano, de 365 ou 366 dias, a virada de ano do calendário chinês não acontece sempre no mesmo dia.

O ano chinês costuma durar 354 ou 355 dias, tempo para a Lua completar 12 ciclos. E, para manter a sincronia com o ciclo solar e as estações do ano, há periodicamente um ano bissexto com 384 dias.

Este ano do cavalo, por exemplo, acontece de 17 de fevereiro de 2026 a 6 de fevereiro de 2027, quando será o início do ano da cabra.

O cavalo é visto como símbolo de liberdade, energia, independência e ambição. Por isso, este ano é visto por especialistas como especialmente propício à busca pelo desenvolvimento pessoal.

Este ano também é representado pelo fogo, um dos cinco elementos do calendário chinês (água, metal, terra, fogo e madeira). E cada combinação entre animal e elemento acontece a cada 60 anos.

O simbolismo do cavalo de fogo

Pelo horóscopo chinês, o cavalo representa a busca por liberdade e prazer. Já o fogo simboliza clareza nas relações e valorização da intuição, disse Adriana Di Lima, consultora em Feng Shui e astrologia chinesa.

Na tradição chinesa, o término de um ano serve de reflexão para a passagem para o próximo, disse Adriana. Segundo a consultora, o ano da serpente é visto como um período de preparação para este ciclo.

"Na energia do ano de 2025, o signo da serpente trouxe o ensinamento e o aprendizado de criar metas e usar estratégia. Esse ano do cavalo tem a forte tendência para que a gente concretize o que planejou", afirmou.

Lanternas preparadas para o Ano Novo Chinês em templo na Malásia, em 11 de fevereiro de 2026 — Foto: Reuters/Hasnoor Hussain
Lanternas preparadas para o Ano Novo Chinês em templo na Malásia, em 11 de fevereiro de 2026 — Foto: Reuters/Hasnoor Hussain

O horóscopo chinês indica que as características do ano de cavalo são expressas em cada pessoa de acordo com o seu próprio signo chinês, mas são mais intensas em quem já tem o signo de cavalo, disse Adriana.

"Pessoas nascidas no ano de cavalo terão experiências diferenciadas neste ano. A pessoa de cavalo vai estar mais sensível a todos os acontecimentos e vai sentir as suas reações de forma mais intensa".

A chegada do Ano Novo Chinês é acompanhada de tradições associadas à boa sorte, como a limpeza profunda no último dia do ano. Ela envolve desde uma faxina em casa até o pagamento de dívidas e é vista como uma forma de eliminar energias negativas.

Feriado gera bilhões de viagens

Com a virada do ano, grandes cidades da China ficam mais vazias. Milhões de pessoas viajam para rever familiares no interior, e aeroportos e estações de trem ficam lotados.

Neste ano, até o universo de Harry Potter entrou nas comemorações: o rival Draco Malfoy virou símbolo informal do ano do cavalo porque a transliteração de seu sobrenome em chinês (Ma-er-fu) significa cavalo e fortuna. Muitos colaram cartazes do personagem em portas e vitrines.

Outra febre é o chamado cavalo triste, uma pelúcia vermelha que viralizou após um erro de fabricação deixar o brinquedo com a boca costurada ao contrário, criando uma expressão triste.

O item se tornou sucesso de vendas em mercados atacadistas. Nas redes sociais, muitos jovens dizem que o semblante abatido do cavalo representa o cansaço e a pressão da rotina profissional, em contraste com o clima festivo do feriado.

Pelúcia de cavalo triste se tornou uma febre nas festividades do Ano Novo Chinês — Foto: Reuters/Nicoco Chan
Pelúcia de cavalo triste se tornou uma febre nas festividades do Ano Novo Chinês — Foto: Reuters/Nicoco Chan


Artista posa para foto durante procissão do Ano Novo Chinês no Reino Unido, em foto de 14 de fevereiro de 2026 — Foto: Reuters/Temilade Adelaja
Artista posa para foto durante procissão do Ano Novo Chinês no Reino Unido, em foto de 14 de fevereiro de 2026 — Foto: Reuters/Temilade Adelaja

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