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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Mochilas, cadernos e mais objetos de crianças mortas em escola viram memorial no Irã, mostra Caco Barcellos

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Equipe percorreu regiões atingidas por ataques, sob monitoramento das autoridades, e ouviu moradores, médicos e autoridades sobre os efeitos da guerra no cotidiano do país.
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Por Fantástico

Postado em 15 de Abril de 2.026 às 08h00m
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Memorial para crianças mortas em ataque a escola no Irã — Foto: Reprodução / Fantástico
Memorial para crianças mortas em ataque a escola no Irã — Foto: Reprodução / Fantástico

Um memorial improvisado em um parque de Teerã reúne mochilas, cadernos e objetos escolares de crianças mortas em um ataque que atingiu uma escola no primeiro dia de bombardeios no Irã. A cena foi registrada pelo repórter Caco Barcellos durante uma cobertura exclusiva no país.

Aqui a gente vê parte do material escolar delas, as mochilas, flores de homenagem. Tá virando um memorial, relata o jornalista na reportagem exibida pelo Fantástico.

O bombardeio à escola, na cidade de Minab, matou 170 crianças e provocou comoção dentro e fora do país. Imagens das vítimas passaram a ser exibidas em diferentes regiões do Irã nos dias seguintes ao ataque.

LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra míssil dos EUA atingindo base ao lado de escola iraniana onde 175 pessoas morreram

Um dia depois do ataque à escola de Minab, as imagens das crianças estavam nas ruas do país. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Um dia depois do ataque à escola de Minab, as imagens das crianças estavam nas ruas do país. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

Segundo uma investigação do "New York Times", o míssil que atingiu o local foi lançado pelos Estados Unidos com base em uma informação de inteligência desatualizada. Autoridades acreditavam que o prédio ainda funcionava como base militar, mas o espaço havia sido transformado em escola cerca de dez anos antes.

As imagens do resgate mostram equipes trabalhando entre os escombros enquanto familiares buscavam identificar os corpos. As famílias tentavam fazer o reconhecimento no local para onde os mortos eram levados, relata.

Nos dias seguintes, objetos pessoais das vítimas passaram a ocupar espaços públicos como forma de homenagem. Mochilas, flores e materiais escolares foram organizados em memoriais que atraem moradores e visitantes.

A exposição desses itens transformou parques e áreas abertas em locais de luto coletivo. Para além dos números da guerra, os objetos ajudam a dimensionar o impacto do conflito sobre a população civil — especialmente crianças.

Segundo o governo iraniano, mais de 3 mil pessoas morreram desde o início dos bombardeios.

VEJA A REPORTAGEM DE CACO BARCELLOS ABAIXO:


 Exclusivo: Caco Barcellos e Thiago Jock conseguem autorização para entrar no Irã

Fantástico no Irã

A equipe do Fantástico entrou no Irã em meio à guerra e acompanhou de perto os efeitos dos bombardeios. Em uma comitiva oficial que visitava áreas atingidas, apenas três equipes estrangeiras foram autorizadas a circular pelo país: a TV Globo, uma russa e uma britânica.

Desde o início do conflito, o acesso da imprensa internacional é restrito. A equipe cruzou cerca de 300 quilômetros pela Turquia, entre montanhas cobertas de neve, até chegar à fronteira com o Irã. No posto de controle, ainda em território turco, as gravações foram interrompidas pelas autoridades.

Após duas horas de checagem de documentos e vistos de imprensa, a entrada foi liberada.

Já dentro do Irã, a orientação era clara: não sair do carro e não fazer imagens durante o trajeto até Teerã. As estradas são monitoradas e equipamentos de filmagem podem ser confundidos com armamento.

Equipe acompanhou funeral de um general da marinha iraniana — Foto: Fantástico
Equipe acompanhou funeral de um general da marinha iraniana — Foto: Fantástico

Funerais e mobilização nas ruas

Na capital iraniana, a equipe acompanhou o funeral de um general da Marinha iraniana morto em um ataque no Estreito de Ormuz.

Ele participava de uma reunião com outros executivos militares, quando dois mísseis atacaram o navio e o local onde ele estava reunido. O corpo foi levado por mais de 800 quilômetros até Teerã.

Entre gritos, bandeiras e homenagens, a cerimônia reuniu uma multidão. Em meio ao cortejo, um jovem pediu para ser entrevistado e criticou duramente os Estados Unidos:

Esse governo americano é o pior de todos os tempos. Nosso povo está apoiando o nosso governo e os nossos militares", diz.

Durante os discursos, autoridades e participantes também direcionaram críticas a Israel e aos EUA. A presença de forças de segurança era constante — em alguns momentos, agentes pediram para não serem filmados e chegaram a conferir o material gravado pela equipe.

No meio da multidão, diferentes gerações dividiam espaço. Jovens universitárias, muitas com vestimentas mais coloridas, conviviam com mulheres que seguem tradições religiosas mais rígidas.

Segundo relatos ouvidos pela equipe, o avanço educacional tem ampliado o protagonismo feminino, especialmente em mudanças ligadas a costumes e comportamento social.

Versão oficial e disputa de narrativas

Durante a cobertura no Irã, a equipe encontrou presença constante de imagens dos aiatolás em espaços públicos e eventos, reforçando a centralidade da liderança religiosa no país. Desde a Revolução de 1979, o Irã é uma República Islâmica em que o poder é fortemente concentrado nesse grupo, acima da Guarda Revolucionária e de instituições civis.

O regime é marcado por controle social rígido, com denúncias recorrentes de repressão a protestos, censura à imprensa, prisões de ativistas e restrições a comportamentos sociais, especialmente os de mulheres. Além das tensões internas e críticas ao programa nuclear, o país também é apontado por apoiar grupos como o Hezbollah e o Hamas.

Durante a estada da equipe, o acesso e a circulação foram limitados por barreiras de segurança e checkpoints da Guarda Revolucionária, dificultando inclusive a gravação de imagens. Tentativas de contato com opositores não tiveram sucesso.

No início do ano, protestos contra a crise econômica foram fortemente reprimidos; autoridades iranianas afirmam que os atos se tornaram violentos por ação de infiltrados armados, que teriam atacado forças de segurança e causado mais de 200 mortes entre policiais, além de vítimas civis.

Já organizações independentes contestam os números oficiais e indicam que o total de mortos pode ter sido maior.

O governo iraniano nega a alegação americana e sustenta que o programa nuclear tem fins energéticos. O porta-voz do ministro das Relações Exteriores Ábbas Araghchi também rebateu críticas sobre direitos humanos:

Somos alvo de uma campanha de demonização há décadas. Não somos perfeitos, mas nenhum país é perfeito quando se trata de direitos humanos", diz.
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Irã usou satélite espião chinês para atacar bases dos EUA no Oriente Médio, diz jornal; China nega

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Satélite foi comprado pela Guarda Revolucionária iraniana em acordo secreto com a China em 2024, segundo o 'Financial Times'. Imagens geradas pelo equipamento ajudaram em bombardeios retaliatórios contra instalações militares dos EUA durante a guerra.
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Por Redação g1

Postado em 15 de Abril de 2.026 às 07h05m
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Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã — Foto: AFP
Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã — Foto: AFP

O Irã utilizou de um satélite espião chinês para atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio durante a guerra travada entre os dois países, revelou nesta quarta-feira (15) o jornal britânico "Financial Times".

Segundo o jornal, Teerã comprou o satélite TEE-01B em um acordo secreto em 2024, e imagens capturadas pelo equipamento chinês ajudaram o país a realizar ataques contra as bases norte-americanas.

O satélite foi construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co e foi adquirido pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana após ser colocado em órbita a partir da China, segundo a reportagem, que cita documentos militares iranianos vazados.

O Ministério das Relações Exteriores da China negou nesta quarta-feira as informações reveladas pelo FT. A pasta disse que "não é verdade" que o Irã tenha utilizado um satélite chinês na guerra. A embaixada chinesa em Washington disse em comunicado ao jornal que o país se opõe firmemente a que partes relevantes difundam desinformação especulativa e insinuante contra a China

As bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio foram alvo de ataques retaliatórios iranianos em meio à guerra que os dois países travam desde 28 de fevereiro. Centenas de mísseis e drones foram disparados contra as instalações, que foram em grande parte evacuadas antes do conflito para minimizar as baixas de soldados norte-americanos.

Comandantes militares iranianos teriam direcionado o satélite para monitorar as instalações militares dos EUA, de acordo com o jornal, que menciona listas de coordenadas com marcação de tempo, imagens de satélite e análises orbitais. As imagens teriam sido capturadas em março, antes e depois de ataques com drones e mísseis contra esses locais, segundo o FT.

O satélite capturou imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, nos dias 13, 14 e 15 de março, segundo o FT. Em 14 de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que aeronaves dos EUA na base haviam sido atingidas.

Como parte do acordo com a China, a Guarda Revolucionária iraniana recebeu acesso a estações terrestres comerciais operadas pela Emposat, uma provedora de controle e dados de satélite sediada em Pequim, com uma rede que se estende pela Ásia, América Latina e outras regiões, ainda de acordo com a reportagem.

Assim como a Rússia, a China é um dos maiores aliados do regime iraniano. O governo Trump não se manifestou de forma oficial sobre a revelação do FT até a última atualização desta reportagem. No entanto, Trump disse no fim de semana que a China enfrentariagrandes problemase até tarifas adicionais se fornecesse ajuda militar e sistemas de defesa aérea ao Irã. Pequim prometeu responder com medidas próprias caso isso acontecesse.

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terça-feira, 14 de abril de 2026

Espanha aprova regularização em massa de imigrantes sem documentos; veja as regras

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Medida foi aprovada nesta terça-feira (14) e deve beneficiar mais de 500 mil pessoas. Proposta teve apoio da Igreja Católica e ONGs, mas enfrenta críticas da oposição.
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Por Redação g1

Postado em 14 de Abril de 2.026 às 18h00m
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Bandeira da Espanha — Foto: AP Photo/Manu Fernandez
Bandeira da Espanha — Foto: AP Photo/Manu Fernandez

O governo da Espanha aprovou nesta terça-feira (14) uma regulamentação extraordinária para conceder autorizações de residência e trabalho a cerca de meio milhão de migrantes em situação irregular que já vivem no país.

Muitos são latino-americanos, incluindo brasileiros. Eles atuam em setores como agricultura, turismo e serviços — áreas consideradas pilares da economia espanhola.

Segundo o primeiro-ministro Pedro Sánchez, a regularização reconhece direitos de pessoas que já vivem no país e que contribuem para a prosperidade e coesãoda Espanha.

Veja as regras:

  • Ter chegado à Espanha antes de 1º de janeiro de 2026.
  • Comprovar ao menos cinco meses de residência contínua no país.
  • Atender requisitos de emprego, laços familiares ou vulnerabilidade.
  • Não ter antecedentes criminais.
  • Fazer agendamento online a partir de 16 de abril.
  • Comparecer a entrevista presencial, disponível a partir de 20 de abril.

O governo prevê analisar os pedidos em até dois meses e meio, independentemente da nacionalidade. Os aprovados receberão autorização de residência e trabalho, além de um número de Segurança Social e acesso ao sistema público de saúde.

Ainda segundo o governo, a autorização de residência terá validade de um ano, podendo ser prorrogada.

A ministra da Inclusão, Segurança Social e Migração, Elma Saiz, afirmou que até 30 de junho serão instalados postos de atendimento da Segurança Social e dos Correios em todo o país para receber as solicitações.

Regularização por necessidade

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez — Foto: Juan Medina/REUTERS
Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez — Foto: Juan Medina/REUTERS

Sánchez defendeu a medida como um ato de justiça e também de necessidade, em contraste com políticas mais restritivas adotadas em outros países europeus. Segundo ele, a iniciativa ajuda a enfrentar a falta de mão de obra.

A proposta foi defendida por organizações humanitárias e recebeu apoio da Igreja Católica e de empresários.

Em carta à população, o premiê afirmou que a medida reconhece a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte do cotidiano do país — cuidando de idosos, trabalhando e abrindo negócios.

Sánchez também citou o passado migratório dos espanhóis, que deixaram o país rumo à América e a outros países europeus em busca de melhores condições de vida.

Para ele, a regularização também é necessária diante do envelhecimento da população. De acordo com o premiê, por causa da falta de trabalhadores, a economia perde dinamismo e serviços públicos, como saúde e previdência, são pressionados.

O premiê reforçou que imigrantes devem ter direitos, mas também cumprir obrigações, como o pagamento de impostos.

Críticas

Apoiadores do Partido Popular da Espanha agitam bandeiras do lado de fora da sede do partido no dia da eleição geral, em Madri, Espanha, em 23 de julho de 2023. — Foto: Juan Medina/REUTERS
Apoiadores do Partido Popular da Espanha agitam bandeiras do lado de fora da sede do partido no dia da eleição geral, em Madri, Espanha, em 23 de julho de 2023. — Foto: Juan Medina/REUTERS

O Partido Popular (PP), principal força de oposição, criticou a medida e a classificou comodesumana e injusta. O líder da legenda, Alberto Núñez Feijóo, afirmou que a regularização pode favorecer o crime organizado e apontou falhas nos mecanismos de controle.

Ele também disse que a decisão contraria o Pacto Europeu para Migração e Asilo, apoiado pela maioria no Parlamento Europeu.

O partido Vox, de extrema direita, lançou uma campanha sobre as consequências da imigração em massa e informou que vai recorrer ao Supremo Tribunal para tentar suspender a medida.

Sindicatos policiais também criticaram o processo. Segundo as entidades, a aprovação ocorreu sem participação das forças de segurança e pode aumentar riscos de fraude e falhas na verificação de identidade e antecedentes.

*Com informações da Deutsche Welle.

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Irã destinará parte da receita do petróleo para reconstrução, diz ministro

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Segundo Mohsen Paknejad, operações não foram interrompidas em nenhum dia, incluindo a importante Ilha de Kharg
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Da Reuters
14/04/26 às 07:27 | Atualizado 14/04/26 às 09:23
Postado em 14 de Abril de 2.026 às 09h45m
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Fumaça é vista após série de ataques em Teerã, Irã, em 1º de março de 2026
Fumaça é vista após série de ataques em Teerã, Irã, em 1º de março de 2026  • Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

As vendas de petróleo iraniano nas últimas semanas têm sido favoráveis ​​e parte da receita será destinada à reparação dos danos causados ​​à indústria pelos ataques durante a guerra, afirmou o ministro do petróleo do Irã nesta terça-feira (14).

Mohsen Paknejad disse que os trabalhadores do setor petrolífero mantiveram as operações em todas as instalações durante o conflito, garantindo que as exportações de petróleo não fossem interrompidas "nem por um único dia", inclusive em importantes centros de exportação, como a Ilha de Kharg.

O ministro afirmou no mês passado que o preço de venda do petróleo bruto iraniano havia aumentado significativamente.

Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã fechou a passagem para quase todas as embarcações, exceto as próprias, pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a passagem só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.

A via é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.

Em meio à crise do petróleo na região, Ormuz foi bloqueado pelos Estados Unidos na segunda-feira (13), após uma tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, falhar.

Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a campanha de bombardeios EUA-Israel contra o Irã por duas semanas, após ameaçar destruir "toda a civilização" do Irã, a menos que o país reabrisse o estreito.

O cessar-fogo, que interrompeu os ataques EUA-Israel e os disparos iranianos do outro lado do Golfo em resposta, se manteve em grande parte durante a primeira semana.

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em mais de 2 anos; Ibovespa atinge novo recorde

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A moeda americana recuou 0,29%, negociada a R$ 4,9969. O principal índice da bolsa de valores avançou 0,34%, aos 198.001 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 13 de Abril de 2.026 às 10h00m
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Começa hoje bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz
Começa hoje bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz

O dólar fechou em queda de 0,29% nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 4,9969. É a primeira vez em mais de dois anos que a moeda americana encerra abaixo de R$ 5. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,34%, aos 198.001 pontos, atingindo um novo recorde.

O resultado reflete os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dia começou com os mercados em baixa após o fracasso nas negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. Mais tarde, porém, novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, reverteram o humor dos investidores. 

▶️ Trump afirmou que recebeu uma ligação das "pessoas certas do Irã" e que elas "querem muito fechar um acordo". Ele acrescentou que, caso não haja um acordo, o resultado "não será agradável" para os iranianos.

▶️ Mais cedo, as declarações apontavam para uma escalada do conflito. Trump chegou a dizer que destruiria qualquer navio iraniano que se aproximasse do bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, como fez com embarcações no Caribe em operações contra o tráfico de drogas.

▶️ E, durante a manhã, entrou em vigor o bloqueio anunciado pelo americano a navios que circulavam pela rota de ou para portos iranianos.

▶️ Dois petroleiros associados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico nesta segunda-feira, enquanto outras embarcações passaram a evitar o Estreito de Ormuz, rota por onde passar 20% de todo o petróleo comercializado do mundo.

  • 🛢️ O tipo Brent, referência global, subia 3,27% por volta das 16h, negociado a US$ 98,31 por barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 1,35%, a US$ 97,87.

▶️ No Brasil, o destaque foi o Boletim Focus, relatório do Banco Central com a expectativa de analistas do mercado. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2026 subiu a 4,71%, de 4,36%, na quinta alta seguida, superando novamente o teto da meta, que é de 4,5%.

▶️ Investidores também acompanharam declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos do Banco Mundial e do FMI.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,29%;
  • Acumulado do mês: -3,51%;
  • Acumulado do ano: -8,96%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,34%;
  • Acumulado do mês: +5,62%;
  • Acumulado do ano: +22,89%.
Bloqueio naval ao estreito de Ormuz

Após um cessar-fogo cambaleante entre Estados Unidos e Irã na semana passada, Donald Trump prometeu implantar um bloqueio naval no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira.

Segundo o Exército dos EUA, qualquer navio que entrar ou sair de um porto no Irã será interceptado. Em resposta, o Irã afirmou que poderá retaliar portos caso a medida seja efetivada.

Por causa da tensão, apenas poucos navios ligados ao Irã saíram do Golfo Pérsico, e o movimento na área caiu bastante. Ao mesmo tempo, há risco de conflito, já que o Irã avisou que pode reagir.

Mesmo com o bloqueio, os EUA disseram que não vão impedir a passagem de navios que não tenham relação com o Irã. Ainda assim, a incerteza já está afetando o transporte e o mercado de petróleo.

Rússia, China e União Europeia criticaram tanto o Irã quanto os EUA pela obstrução da rota. Em meio ao risco de uma nova escalada militar, o preço do petróleo voltou a subir.

No fim de semana, negociações consideradas históricas no Paquistão entre EUA e Irã terminaram sem acordo. O vice-presidente americano, JD Vance, deixou o país após afirmar que as tratativas foram encerradas na madrugada de domingo (sábado no Brasil), após a recusa de Teerã em aceitar os termos de Washington para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com Donald Trump e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

A jornalistas, Trump disse que seu governo foi procurado para negociar o fim à guerra, mas que Teerã não concordou com sua exigência do país "não possuir armas nucleares". Afirmou que os EUA vão recuperar o material nuclear existente no país e que o presidente da China, Xi Jinping, "quer ver isso acabar".

"O Irã não terá uma arma nuclear... Se eles não concordarem, não haverá acordo. Nunca haverá", declarou. O pronunciamento aconteceu na Casa Branca, ao lado do Salão Oval. 

Agenda econômica
  • Boletim Focus

A expectativa do mercado para a inflação no Brasil piorou, segundo as projeções do novo Boletim Focus. Para 2026, a projeção subiu para 4,71%, acima do teto da meta do Banco Central, principalmente por causa das tensões no Oriente Médio, que estão elevando o preço do petróleo.

Mesmo assim, a previsão para os juros não mudou: a taxa Selic deve terminar 2026 em 12,50% e 2027 em 10,50%, com expectativa de um pequeno corte já na próxima reunião.

O crescimento da economia (PIB) segue estável:

  • 1,85% em 2026
  • 1,80% em 2027

Já o dólar teve leve queda nas projeções:

  • R$ 5,37 em 2026
  • R$ 5,40 em 2027
Mercados globais

Em Wall Street, os principais índices também fecharam em alta. O Dow Jones avançou 0,63%, o S&P 500 subiu 1,03% e o Nasdaq teve ganhos de 1,23%.

Na Europa, os mercados fecharam em queda: o DAX, da Alemanha, recuou 0,26%; o CAC 40, da França, caiu 0,29%; enquanto o FTSE 100, de Londres, registraram baixa de 0,17%.

Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong tiveram um dia mais instável e fecharam perto da estabilidade após as negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio fracassaram.

Com o risco de conflito maior — incluindo a ameaça de bloqueio marítimo pelos EUA — os investidores ficaram mais cautelosos e evitaram fazer grandes apostas, o que limitou os ganhos dos mercados.

Além disso, há expectativa pela divulgação de dados importantes da economia chinesa nos próximos dias, como comércio e crescimento do PIB, o que também deixou o mercado em compasso de espera.

Com isso, o índice de Xangai subiu levemente 0,06%, e o CSI300 avançou 0,21%, recuperando perdas do início do dia. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,9%.

Outros mercados também recuaram: o Nikkei, no Japão, caiu 0,74%, e o Kospi, da Coreia do Sul, perdeu 0,86%. Taiwan teve leve alta de 0,11%, e Austrália e Singapura registraram pequenas quedas.

Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

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