Segundo o Intercept, Flávio Bolsonaro negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época, diretamente com Vorcaro, dono do Banco Master.
Em nota, o
senador diz que seu caso é de "um filho procurando patrocínio privado
para um filme privado sobre a história do próprio pai".
"Zero de
dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em
dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando
não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro", afirma
Flávio.
"O contato é
retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio
necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca.
Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios
com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito
diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes
com Vorcaro", acrescenta, defendendo a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o Caso Master.
A defesa de Vorcaro também foi procurada, mas não retornou.
O mercado
também segue acompanhando o conflito no Oriente Médio, enquanto digere a
pesquisa Genial/Quaest, mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) numericamente à frente de Flávio na disputa presidencial de
outubro.
Ao fim do
dia, o Ibovespa registrou baixa de 1,8%, aos 177.098,29 pontos, com
pressão negativa da Petrobras. Os papéis da estatal caminhavam para
encerrar o dia em queda de mais de 2%.
Já o dólar subiu 2,27%, encerrando o dia cotado na faixa de R$ 5 pela primeira vez desde o final de abril.
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Pressões inflacionárias da guerra Após
abrir perto da estabilidade, o dólar passou a exibir alta ante o real
nesta com o mercado também atento à viagem do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, à China.
Trump desembarcou durante a manhã na China para uma cúpula com o presidente Xi Jinping, mas indicou, antes mesmo da viagem, que não espera precisar da ajuda de Pequim para acabar com a guerra com o Irã e aliviar o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz.
Os investidores mantêm preocupações sobre os efeitos da alta dos preços do petróleo na inflação - e seus reflexos em políticas monetárias no mundo -, que continuam pairando sobre os negócios, uma vez que faltam sinais de término do conflito no Oriente Médio.
Dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que o índice de preços ao produtor dos EUA registrou em abril a maior alta desde o começo de 2022, em parte devido ao aumento dos custos de energia.
O conflito
está pressionando as cadeias globais de oferta, causando escassez de uma
ampla gama de produtos, incluindo fertilizantes, alumínio e itens de
consumo.
Cenário doméstico
No Brasil,
receios sobre os efeitos do cenário geopolítico na inflação têm levado o
BC (Banco Central) a adotar um tom mais cauteloso e agentes do mercado a
apostarem em um ciclo mais lento de corte de juros do que o previsto no começo do ano.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse nesta quarta-feira que choques de oferta observados no período recente impõem à autoridade monetária desafio especial, porque afetam a percepção sobre o trabalho da autarquia.
Estrategistas
do Morgan Stanley afirmaram que continuam otimistas com ações da
América Latina no longo prazo, mas destacaram que o curto prazo "exige
cautela", citando que o petróleo mais alto por mais tempo representa um
risco para o afrouxamento das condições financeiras e para o crescimento
econômico.
Ainda assim, reiteraram classificação overweight em Brasil.

De acordo com estrategistas do JPMorgan, o Brasil e a América Latina ainda são vistos como um relativo "porto seguro" e uma alternativa de diversificação frente a mercados emergentes com forte peso em tecnologia.
Porém, no
médio prazo, eles acreditam que as ações brasileiras devem andar de
lado, considerando o ritmo mais lento de afrouxamento monetário e a
incerteza eleitoral.
No Brasil,
além da temporada de balanços corporativos, investidores repercutiam os
dados mais recentes do varejo, que mostraram o terceiro avanço mensal
consecutivo,
Além disso, a pesquisa
Genial/Quaest, mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa
presidencial de outubro.
Lula tem 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% de Flávio.
Na prática, há empate técnico, já que a margem de erro de é de 2 pontos
percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 40% e Flávio somava
42%.
Em
simulação de primeiro turno, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro
com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estão empatados com
4%.
* Com informações de Reuters
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