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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Análise: Líder Supremo do Irã segue invisível após seis meses de guerra

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Dúvidas sobre seu estado de saúde e seu papel estão se tornando cada vez mais frequentes Parisa Hafezi e Angus McDowall, da Reuters
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Parisa Hafezi e Angus McDowall, da Reuters
28/08/26 às 11:33 | Atualizado 28/08/26 às 11:33
Postado em 28 de Agosto de 11h50m

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Cartaz com foto do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã 13 de agosto de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS  • via REUTERS

Seis meses após os ataques aéreos que deram início à guerra e levaram Mojtaba Khamenei, gravemente ferido, à função de líder supremo do Irã, ele continua totalmente ausente dos olhos e dos ouvidos dos iranianos, um vácuo no centro da liderança de seu país.

As dúvidas sobre seu estado de saúde e seu papel estão se tornando cada vez mais frequentes, com o Irã enfrentando decisões críticas sobre uma guerra que incendiou o Oriente Médio e, ao mesmo tempo, destruiu a já frágil economia do país.

Autoridades iranianas e outras fontes de alto escalão no país afirmam que Khamenei continua no controle, governando nas sombras por motivos de segurança enquanto se recupera de ferimentos que o desfiguraram, ao mesmo tempo em que delega ampla autoridade no dia a dia a um círculo de figuras de destaque.

Mas, sem nenhuma foto, vídeo ou mensagem de áudio divulgada desde sua nomeação, uma semana após o início da guerra, os iranianos estão cada vez mais céticos quanto à sua posição em uma República Islâmica na qual a voz do líder deve ser absoluta.

A questão já não é se Mojtaba está vivo, mas se o Irã ainda tem um líder supremo em exercício, disse Alex Vatanka, do Instituto do Oriente Médio, em Washington.

As únicas mensagens de Khamenei ao povo iraniano vieram por meio de algumas declarações escritas lidas por apresentadores de noticiários, e ele nem mesmo compareceu à semana de rituais fúnebres em homenagem ao pai, no mês passado.

Autoridades graduadas e outras fontes internas atribuem a ausência de Khamenei a temores de assassinato e afirmam que ele mantém reuniões frequentes com figuras de destaque, recebe todos os principais relatórios e toma as decisões finais sobre todas as questões importantes.

Leia Mais.

O presidente Masoud Pezeshkian disse, em 10 de agosto, que havia mantido uma reunião de sete horas com Khamenei.

Mas mesmo entre os apoiadores mais radicais da República Islâmica, as dúvidas estão surgindo.

Precisamos ouvir a voz do nosso líder ou ver algum sinal de que ele está lá no comando, liderando o país, para nos dar mais confiança, disse um membro da milícia voluntária Basij em Qom, a cidade dos seminários no coração do Estado teocrático do Irã.

Embora o membro da Basij, que pediu anonimato para discutir um assunto tão delicado, tenha afirmado acreditar que Khamenei ainda estivesse de fato tomando decisões importantes, a ausência até mesmo de uma fotografia prejudica o moral e não é do interesse do Irã.

Entre os iranianos que se opõem à hierarquia governante ou querem reformas amplas, a mensagem é mais direta. Como sabemos que Mojtaba não foi assassinado?, disse Shahrokh, um empresário pró-reforma em Teerã que também pediu anonimato.

Não é lógico que não haja um único sinal comprovando que ele está vivo, muito menos evidências de que ele esteja envolvido na tomada de decisões, acrescentou ele.

Foto do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã • 8 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS
Foto do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã • 8 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

Guarda Revolucionária: chave da estrutura de poder

O Irã resistiu a seis meses de guerra contra seus inimigos mais poderosos e saiu abalado, mas ainda de pé.

Seu sistema político se manteve. Suas Forças Armadas mantêm a capacidade de interromper o abastecimento global de energia e atacar os aliados dos EUA no Golfo.

A cúpula clerical demonstrou que pode absorver a perda de um líder supremo e de comandantes de alto escalão sem entrar em colapso, mantendo uma cadeia de comando política e militar leal à sua ideologia teocrática.

Mas a economia do Irã está cedendo sob o peso dos custos do conflito e de um bloqueio de meses às suas exportações de petróleo, o que provocou uma queda vertiginosa do rial, colocando em risco a retomada dos protestos em massa que as autoridades reprimiram em janeiro, matando milhares de manifestantes.

Enquanto isso, a cúpula do poder se reorganizou em torno de um imperativo claro: preservar o Estado, restaurar a dissuasão e impedir que as consequências econômicas desestabilizem o país.

A Guarda Revolucionária, há muito uma força poderosa, ganhou influência desde o início da guerra e continua sendo fundamental para o pensamento estratégico no topo de um sistema de governo reconfigurado em torno do Conselho Supremo de Segurança Nacional, afirmaram as fontes.

Esse escalão superior inclui os principais comandantes da Guarda, bem como figuras políticas de alto escalão, como Pezeshkian e o presidente do Parlamento, Mohammed Baqer Qalibaf.

Várias fontes de alto escalão contatadas pela agência de notícias Reuters no Irã afirmaram que Khamenei estava, de fato, realizando reuniões com essas figuras de destaque, estava totalmente envolvido nas deliberações e tem a palavra final em todas as questões importantes.

Uma autoridade iraniana graduada disse que apenas um pequeno número de autoridades mantinha contato direto com Khamenei pessoalmente e que nenhum detalhe sobre ele havia sido divulgado por medo de vazamento de informações que pudessem permitir que os EUA o tivessem como alvo.

Enquanto isso, sua saúde está melhorando significativamente, declarou uma pessoa próxima ao círculo íntimo de Khamenei, descrevendo-o como perspicaz e envolvido na tomada de decisões.

Apesar de todas as pressões, os serviços prestados ao povo não foram interrompidos. Nossa linha de política externa está unificada e nossas decisões são coerentes. Tudo isso mostra que o líder supremo está no comando, disse uma segunda autoridade.

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Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

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Aos 21 anos, Amélie Voigt Trejes assumiu o topo do ranking da Forbes após superar um herdeiro alemão por apenas sete semanas de idade. Sua fortuna vem da participação na WEG, uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.
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Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Postado em 28 de Agosto de 2.026 às 09h00m

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Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG — Foto: Reprodução/Instagram
Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG — Foto: Reprodução/Instagram

A catarinense Amélie Voigt Trejes, de 21 anos, entrou para a história ao se tornar a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking anual da Forbes divulgado nesta sexta-feira (28). Seu patrimônio é estimado em R$ 6,7 bilhões.

A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser 7 semanas mais jovem que Johannes.

Discreta e longe dos holofotes, Amélie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG, multinacional brasileira referência na fabricação de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções para a indústria.

Sua fortuna está diretamente ligada à participação acionária na companhia, uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira. 
Quem é Amélie Voigt Trejes?

Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG, criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), ao lado de Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus - cujas iniciais deram origem ao nome da empresa.

Embora não ocupe cargo executivo na companhia, ela integra o grupo de acionistas controladores da empresa por meio da estrutura societária da família.

Segundo os registros societários mais recentes, Amélie possui:

  • 5.282.602 ações ordinárias (dão direito de participação na empresa) diretamente em seu nome, equivalentes a 0,126% do capital da WEG;
  • participação de 33,33% na Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., holding familiar (um tipo de empresa criada para gerir heranças e patrimônios familiares) dividida igualmente entre ela e seus irmãos, Felipe e Pedro;
  • participação de 33,33% na Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa patrimonial da família.

Ao considerar as participações diretas e indiretas, Amélie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% do capital da companhia.

Ela também integra o bloco controlador da WPA Participações e Serviços S.A., holding que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Essa estrutura garante aos herdeiros poder suficiente para aprovar ou rejeitar decisões estratégicas da empresa em assembleias de acionistas.

A "fábrica de bilionários" brasileira

A WEG ficou conhecida nos últimos anos como uma verdadeira "fábrica de bilionários". O modelo de sucessão adotado pelos fundadores manteve o controle concentrado nas famílias, fazendo com que diversos herdeiros aparecessem entre os brasileiros mais ricos do mundo.

Cinco dos seis brasileiros mais jovens presentes na lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt:

  • Dora Voigt de Assis, 28 anos: patrimônio de US$ 1,4 bilhão;
  • Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
  • Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
  • Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão
  • Amélie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão.

Felipe e Pedro são irmãos gêmeos de Amélie e compartilham com ela parte das holdings familiares responsáveis pelo controle da empresa.

Como nasceu a WEG

Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, a WEG começou fabricando motores elétricos. Ao longo das décadas, expandiu sua atuação para praticamente toda a cadeia de equipamentos elétricos e industriais.

Hoje, a empresa produz:

  • motores elétricos;
  • geradores;
  • transformadores;
  • turbinas;
  • painéis elétricos;
  • sistemas completos de automação industrial;
  • equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia;
  • carregadores para veículos elétricos;
  • tintas industriais e automotivas;
  • componentes elétricos, entre milhares de outros produtos.

Segundo a própria companhia, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos.

A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil colaboradores em todo o mundo e possui fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais espalhados pelos cinco continentes.

Em 2024, a empresa também marcou um novo capítulo em sua história ao nomear pela primeira vez no Brasil uma mulher para sua diretoria executiva.

Uma fortuna construída pela valorização da empresa

A riqueza de Amélie está ligada principalmente à forte valorização das ações da WEG ao longo das últimas décadas.

A companhia tornou-se uma das maiores fabricantes globais de equipamentos elétricos e uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.

A combinação entre o desempenho da companhia e a estrutura societária criada pelos fundadores fez com que os herdeiros acumulassem participações bilionárias sem necessidade de ocupar cargos de gestão.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, e número de pessoas ocupadas bate recorde histórico

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Taxa recuou em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025; país tinha 5,8 milhões de desempregados e 103,3 milhões de pessoas ocupadas até julho.
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Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 27 de Agosto de 2.026 às 14h00m

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Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió — Foto: Jonathan Lins
Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió — Foto: Jonathan Lins

A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012.

Com o resultado, a taxa de desemprego caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado entre fevereiro e abril deste ano, quando estava em 5,8%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado (maio a julho de 2025), a queda foi de 0,3 ponto percentual, de 5,6% para 5,3%.

No trimestre encerrado em julho, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em abril, quando 6,3 milhões de pessoas procuravam trabalho.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, havia 299 mil desempregados a menos, o que representa uma queda de 4,9%.

O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. Em relação ao trimestre anterior, foram 1 milhão de trabalhadores a mais. Na comparação com o ano passado, o aumento foi de 0,9%.

  • 🔎 Com mais gente empregada, também aumentou a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada. Esse índice, chamado de nível de ocupação, ficou em 58,9%, acima do registrado no trimestre anterior (58,4%).
Evolução da taxa desemprego no Brasil - Trimestre encerrado em julho — Foto: Fonte: IBGE
Evolução da taxa desemprego no Brasil - Trimestre encerrado em julho — Foto: Fonte: IBGE

Outro indicador que melhorou foi o de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, aquelas que gostariam de trabalhar mais horas e as que desistiram de procurar emprego, embora ainda quisessem trabalhar. A taxa ficou em 13% no trimestre encerrado em julho.

Ao todo, 14,9 milhões de brasileiros estavam nessa situação. O contingente caiu em 819 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e em 1,2 milhão na comparação com o mesmo período do ano passado.

Veja os principais destaques da pesquisa:

  • Taxa de desocupação: 5,3%
  • População desocupada: 5,8 milhões de pessoas
  • População ocupada: 103,3 milhões
  • População fora da força de trabalho: 66,4 milhões
  • População desalentada: 2,3 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,8 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões

A população fora da força de trabalho somou 66,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 1,1%, o equivalente a 721 mil pessoas a mais.

A população desalentada ficou em 2,3 milhões. Em relação ao trimestre anterior, esse contingente caiu 9,7%, o equivalente a 248 mil pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 14,1%, o que representa 380 mil pessoas a menos.

  • 🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam vaga, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo.
Evolução do número de desempregados no país — Foto: Arte g1
Evolução do número de desempregados no país — Foto: Arte g1

Vínculos, informalidade e renda

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, sem contar os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. O total ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou para 13,8 milhões, com alta de 477 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o contingente permaneceu praticamente estável.

Somando trabalhadores com e sem carteira assinada, o setor privado empregava 53,2 milhões de pessoas, outro recorde da série histórica.

O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, sem mudanças significativas na comparação trimestral e anual. Já o total de trabalhadores domésticos foi de 5,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas 236 mil pessoas menor do que no mesmo período de 2025.

A taxa de informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada.

Isso representa 38,8 milhões de trabalhadores em situação de informalidade, percentual praticamente estável em relação aos últimos trimestres.

Renda

O rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 por mês. O valor permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas ficou 3,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

A massa de rendimentos, que representa a soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores no país, atingiu R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica do IBGE.

O total ficou estável na comparação trimestral e cresceu 4,1% em relação ao mesmo período de 2025, alta de R$ 15,1 bilhões.

Emprego por setor

Entre os setores da economia, apenas a construção ampliou o número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. O setor ganhou 371 mil vagas, alta de 5,1%.

Veja a comparação com o mesmo período do ano passado em cada setor:

  • 🔨 Construção: mais 308 mil trabalhadores (+4,2%).
  • 🚚 Transporte, armazenagem e correios: mais 321 mil trabalhadores (+5,4%).
  • 🏛️ Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: mais 438 mil trabalhadores (+2,3%).
  • 🏠 Serviços domésticos: menos 229 mil trabalhadores (-4,0%).

Em relação aos salários, o rendimento médio ficou praticamente estável na maioria dos setores na comparação com o trimestre anterior. A única exceção foi o segmento de alojamento e alimentação, onde a renda caiu 5,1%, o equivalente a R$ 128.

Na comparação com o mesmo período de 2025, os rendimentos aumentaram na indústria, em outros serviços e nos serviços domésticos. Nos demais setores, não houve variações significativas.

Considerando a posição dos trabalhadores no mercado, o rendimento médio também permaneceu estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve aumento para empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria.

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Análise: seis consequências de seis meses de guerra entre EUA, Israel e Irã

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O que acontecerá a seguir é incerto, mas muitas das prováveis consequências duradouras da guerra já são evidentes
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Da Reuters--
27/08/26 às 11:22 | Atualizado 27/08/26 às 11:23
Postado em 27 de Agosto de 2.026 às 11h45m


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Irã alerta para retaliação em escala total se ataques dos EUA continuarem
Irã alerta para retaliação em "escala total" se ataques dos EUA continuarem  • Reprodução

Seis meses depois de Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã, a guerra que o presidente Donald Trump chamou de pequena incursão se transformou em um impasse profundamente impopular, que ameaça prejudicar sua presidência.

O Irã não se rendeu, o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz continua severamente prejudicado e não há um caminho claro para o fim do conflito, que Trump chegou a prever que terminaria em quatro semanas.

Agora, em um aparente reconhecimento de que novos ataques militares não vão obrigar o Irã a fazer concessões, os Estados Unidos estão retomando uma campanha de pressão econômica, na esperança de enfraquecer ainda mais o governo iraniano. O secretário de Estado Marco Rubio disse a aliados que é improvável que os EUA lancem novos ataques por enquanto.

O que acontecerá a seguir é incerto, mas muitas das prováveis consequências duradouras da guerra — para Estados Unidos, Irã e economia global — já são evidentes.

Confira seis delas:

1. Trump está pagando um preço político

A guerra era impopular desde o início e se tornou ainda mais. A aprovação de Trump caiu de 40% para 33% desde o começo do conflito, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, enquanto o aumento dos preços da gasolina enfraqueceu a promessa feita por ele durante a campanha de 2024 de reduzir o custo de vida dos americanos.

Trump, que fez campanha prometendo acabar com guerras, argumentou que o avanço do arsenal de mísseis e as ambições nucleares do Irã exigiam uma ação. Mas ele não convenceu a maioria dos eleitores. Apenas 31% dos americanos aprovam o conflito, segundo a pesquisa.

A insatisfação dos eleitores com os preços elevados representa um problema para o Partido Republicano de Trump antes das eleições legislativas de novembro, quando a legenda terá de defender maiorias apertadas nas duas casas do Congresso.

O conflito também ampliou a divisão entre republicanos mais isolacionistas, que querem um fim rápido da guerra, e parlamentares republicanos que acreditam que Trump deveria manter a pressão militar sobre Teerã.

2. A guerra abalou a economia global — mas menos do que se temia

Os ataques dos EUA e de Israel provocaram alarme imediato porque o Estreito de Ormuz — que tem cerca de 34 quilômetros de largura no trecho entre Irã e Omã — transporta aproximadamente um quinto do fornecimento mundial de energia. A interrupção fez os preços do petróleo dispararem e gerou temores de uma recessão global.



Os danos foram significativos, mas menos graves do que muitos economistas inicialmente temiam. O Fundo Monetário Internacional reduziu duas vezes sua previsão de crescimento global desde o início da guerra e agora espera que a economia mundial cresça 3% neste ano, ante previsão de 3,3% em janeiro.

Ainda assim, a economia global se mostrou mais resistente do que durante as crises do petróleo dos anos 1970. As grandes economias dependem menos de energia do que naquela época, enquanto gastos e investimentos elevados — incluindo o contínuo crescimento da inteligência artificial — ajudaram a amortecer o impacto.

3. Irã está enfraquecido, mas não derrotado

As forças armadas e a economia do Irã sofreram danos graves, mas Teerã ainda consegue lançar ataques e manter o Estreito de Ormuz fechado.

Em maio, o principal comandante militar americano para o Oriente Médio, almirante Brad Cooper, disse ao Congresso que as forças dos EUA haviam destruído 161 embarcações navais iranianas e desativado 82% dos sistemas de defesa aérea do país. Segundo ele, a Força Aérea iraniana, que anteriormente realizava até cem missões por dia, havia deixado de operar.

Mesmo assim, o Irã mantém drones e mísseis e conseguiu atacar navios e instalações militares americanas na região.

Em março, a Reuters informou que os Estados Unidos tinham certeza de ter destruído apenas cerca de um terço do vasto arsenal de mísseis iraniano. A situação de outro terço era menos clara, mas os bombardeios provavelmente danificaram, destruíram ou soterraram parte desses mísseis em túneis e bunkers subterrâneos, segundo fontes ouvidas pela Reuters na época.

A guerra matou milhares de pessoas e aprofundou a crise econômica iraniana, agravando a inflação e prejudicando o comércio. Em julho, a inflação dos alimentos chegou a 128% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Centro Estatístico do Irã.

Ao mesmo tempo, o conflito colocou as divisões políticas em segundo plano e levou a uma repressão mais dura contra dissidentes.

4. Oriente Médio foi desestabilizado, expondo aliados dos EUA

A guerra entre Estados Unidos e Israel tinha como objetivo eliminar a ameaça iraniana ao Oriente Médio, mas analistas afirmam que o conflito acabou fortalecendo Teerã e deixando a região menos segura.

Ataques iranianos com mísseis e drones contra países árabes aliados dos EUA atingiram instalações militares e diplomáticas americanas e prejudicaram o transporte aéreo.

Os ataques iranianos contra navios, combinados com um bloqueio dos houthis contra embarcações ligadas à Arábia Saudita no Mar Vermelho, elevaram os custos de seguros e transporte em toda a região.

O impacto vai muito além dos ataques individuais contra embarcações, prejudicando cadeias de abastecimento e aumentando a incerteza para as economias do Golfo.

5. Irã pode levar mais tempo para produzir uma arma nuclear

Os ataques americanos e israelenses durante uma ofensiva anterior, em junho de 2025, e no início da guerra atual danificaram gravemente três das instalações conhecidas de enriquecimento de urânio do Irã e locais suspeitos de trabalhos relacionados a armas nucleares. Ataques israelenses também mataram importantes cientistas nucleares.

Avaliações da inteligência americana feitas em maio estimaram que o chamadotempo de ruptura nuclear do Irã — período necessário para produzir material físsil suficiente para uma bomba — chegava a um ano, ante até seis meses antes da guerra.

Impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear é o principal objetivo declarado por Trump para a guerra.

Mas a situação real do programa nuclear é incerta porque os inspetores da ONU ainda não retornaram às instalações nucleares iranianas. A Agência Internacional de Energia Atômica não conseguiu verificar a localização de cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60% desde os ataques de 2025.

Esse estoque poderia potencialmente ser enriquecido novamente até atingir o nível necessário para armas nucleares em uma instalação secreta.

O Irã nega há muito tempo que esteja buscando construir uma bomba nuclear.

6. Capacidade militar dos EUA foi reduzida

As Forças Armadas americanas perderam drones e aeronaves, tanto por ataques iranianos quanto por acidentes. Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso publicado em maio afirmou que 42 aeronaves militares americanas haviam sido perdidas no conflito.

Os estoques de munições são uma grande preocupação. A Reuters informou que os militares utilizaram praticamente todoo estoque global de determinados mísseis de precisão.

Uma estimativa do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais indicou que, até julho, os Estados Unidos haviam utilizado cerca de 65% dos interceptadores Patriot e reduzido em pelo menos 38% seu estoque de interceptadores THAAD, sistema de defesa contra mísseis balísticos.

Washington transferiu caças, navios de guerra e outros equipamentos militares da Europa e da região Ásia-Pacífico para o Oriente Médio, prolongando deslocamentos e levantando dúvidas sobre a capacidade de resposta americana em outras regiões.

O porta-aviões USS Gerald R. Ford passou mais de um ano em missão, seu maior período de deslocamento desde a Guerra do Vietnã. Parlamentares também levantaram preocupações sobre as condições a bordo do USS Abraham Lincoln depois de 200 dias consecutivos no mar.

Na semana passada, o porta-aviões foi substituído por outro que estava no Pacífico, evidenciando como a guerra está pressionando os recursos militares dos Estados Unidos.

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