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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Indefinição e ataques põem em risco cessar-fogo entre EUA e Irã; saiba os pontos de divergência

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Estados Unidos e Irã anunciaram trégua de 15 dias na terça-feira, mas novos ataques e divergência sobre o Líbano deixaram cenário indefinido. Estreito de Ormuz voltou a fechar após algumas horas aberto.
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Por Redação g1

Postado em 08 de Abril de 2.026 às 14h30m
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Após mais de um mês de guerra aberta no Oriente Médio, Estados Unidos e Irã anunciaram na noite de terça-feira (7) um cessar-fogo de duas semanas — um acordo que tem se mostrado frágil e cercado de incertezas. Na manhã desta quarta (8), foram registrados ataques no Líbano, em ilhas iranianas e nos países do Golfo Pérsico.

A trégua previa que, durante duas semanas, EUA e Israel pausem os ataques ao território iraniano. Em contrapartida, o Irã se comprometeria a reabrir o Estreito de Ormuz, o que durou apenas algumas horas. A via marítima voltou a ser fechada no início da tarte desta quarta, e o Irã agora fala que o cessar-fogo foi rompido.

👉 Contexto: o cessar-fogo, por determinação, é apenas uma pausa. Neste caso, a trégua correrá em paralelo com as negociações oficiais entre as duas partes para um acordo definitivo de paz, que daria fim ao conflito. Essas conversas começarão nesta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, que media as tratativas.

Confira abaixo os principais pontos acordados entre EUA e Irã e as divergências.

Pontos acordados entre Irã e EUA:

  • Duração da trégua: EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo provisório de 15 dias (duas semanas);
  • Pausa em ataques: Nesse período, os EUA e Israel não podem atacar nenhum ponto do território iraniano — foi um bombardeio conjunto dos dois países ao Irã que deu início à atual guerra no Oriente Médio;
  • Reabertura de Ormuz: Como contrapartida, o Irã concordou em reabrir a via marítima — por onde passam 20% do petróleo mundial — com o trânsito coordenado pelas forças militares iranianas. O Irã, que margeia a maior parte do estreito, vinha atacando embarcações que passassem por lá, o que estacionou o trânsito na região e criou uma crise no preço do petróleo;
  • Pausa em ataques retaliatórios: O Irã também fica proibido de lançar mísseis e drones contra os países do Golfo Pérsicos parceiros dos Estados Unidos, que Teerã vinha atacando desde o início da guerra em retaliação;
  • Mediação e nova reunião: Ficou estabelecido que delegações de negociadores dos EUA e do Irã se reunirão em Islamabad, Paquistão, na sexta-feira (10) para buscar um acordo de paz duradouro.
Pontos de Divergência:

  • Plano de 10 pontos como base: Ao confirmar o cessar-fogo, na terça-feira, o Irã disse ter apresentado aos EUA, por meio do Paquistão, um plano de dez pontos como condição para dar fim à guerra. Trump inicialmente classificou a proposta como uma "base viável" ou "trabalhável" para iniciar as negociações definitivas. Mas, nesta quarta, disse que "apenas alguns pontos" são viáveis;
  • Compromisso nuclear: Um dos dez pontos do plano iraniano prevê o compromisso de não buscar a posse de armas nucleares. Mas, nesta quarta, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (espécie de Ministério da Segurança) alegou que Washington concordou em aceitar o enriquecimento de urânio iraniano e reconhecer seu controle contínuo sobre o Estreito de Ormuz. Trump negou e disse que vai "escavar" todo o urânio enriquecido do solo iraniano, inclusive com a ajuda de Teerã.
  • Inclusão do Líbano: Este é o maior impasse do acordo. O Paquistão e o Irã afirmam que a trégua inclui o Líbano — e, portanto, proíbe ataques ao país durante o período do cessar-fogo. No entanto, Israel e Trump declararam que o Líbano e o combate ao Hezbollah estão fora do acordo. Forças israelenses fizeram um intenso ataque ao território libanês nesta quarta, e o Irã ameaçou abandonar o cessar-fogo se a ofensiva seguir.
  • Controle do Estreito de Ormuz: Enquanto os EUA exigem a livre circulação e a criação de uma zona marítima livre, o Irã quer manter o controle coordenado pelas suas próprias forças navais sobre o tráfego no estreito;
  • Sanções e Reparações: o plano iraniano exige a suspensão total de todas as sanções (primárias e secundárias) e o pagamento integral de indenizações pelos custos de reconstrução do país, pontos que ainda não foram formalmente aceitos pelos norte-americanos;
  • Retirada de tropas: o Irã demanda ainda a retirada total das forças de combate dos EUA do Oriente Médio. Mas o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse nesta quarta que militares enviados à região continuarão por lá por enquanto.
  • Violações mútuas: horas após o anúncio, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz alegando violações de Israel no Líbano. O país também afirma que ilhas iranianas foram atacadas. Simultaneamente, países do Golfo (como Arábia Saudita e Kuwait) denunciaram ataques de mísseis e drones iranianos ocorridos já durante a vigência da trégua.
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Mohamed Azakir
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Mohamed Azakir

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EUA x Irã: entenda o que levou Trump a um acordo de cessar-fogo

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Em entrevista ao CNN Novo Dia, a professora Ana Carolina Marson explica que fechamento do Estreito de Ormuz, queda de popularidade e inflação global causada pelo aumento do preço do petróleo foram fatores decisivos
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Da CNN Brasil
08/04/26 às 12:41 | Atualizado 08/04/26 às 12:41
Postado em 08 de Abril de 2.026 às 13h00m
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O cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira (7) e posteriormente confirmado por autoridades iranianas, marca um momento significativo na escalada de tensões entre os dois países. As partes agora se preparam para negociações que devem acontecer nesta sexta-feira (10), no Paquistão.

De acordo com Ana Carolina Marson, professora de relações internacionais da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo), em entrevista ao CNN Novo Dia, o Irã sai fortalecido deste confronto.

"O Irã conseguiu resistir mais do que nós esperávamos. Estados Unidos, que é a maior potência militar hoje, tem um orçamento militar descolado do resto do orçamento do mundo, então ele tem um potencial que o Irã não tem e o Irã ainda assim conseguiu resistir", explicou a especialista.



A professora destacou que a guerra de narrativas sempre esteve presente neste conflito. "Nós vemos que Estados Unidos, desde o início, com 48 horas de guerra, afirmou que tinha atingido seus objetivos, Irã falou que não. Em seguida, vimos que Estados Unidos falaram que estavam em negociações com o Irã, o Irã afirmou que não", pontuou Ana Carolina.

Segundo a especialista, não é possível afirmar que houve um vitorioso no conflito: "Foi um conflito que teve uma série de violações de direitos humanos, tem uma consequência humanitária muito grande e vemos que deixou uma consequência econômica gigantesca". No entanto, ela ressalta que "o Irã sai fortalecido porque conseguiu resistir às investidas de Israel e dos Estados Unidos".

Motivações para o cessar-fogo

Ana Carolina Marson explicou os fatores que levaram Trump a buscar um acordo neste momento: "Esse cessar-fogo é porque o Estreito de Ormuz está fechado, Donald Trump está sofrendo uma perda de popularidade muito grande, ele está vendo as consequências das suas ações e esse aumento significativo no preço do petróleo, que já começa a gerar uma inflação mundial".

A especialista lembrou que o aumento nos preços do diesel e da gasolina já é sentido no Brasil e nos Estados Unidos, embora em menor escala no país norte-americano devido ao recebimento de petróleo da Venezuela. Ela também destacou que Trump havia colocado uma série de ultimatos que não conseguiu reforçar.

"Vemos que chegou em um momento que o próprio post de ontem do True Social, que colocou todo mundo sob alerta, foi extremamente significativo justamente por isso, porque mostra como o Donald Trump estava acuado, digo até desesperado, por uma solução", afirmou a professora, ressaltando que a solução precisava dar a impressão de que os Estados Unidos saíram vitoriosos.

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Tópicos


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terça-feira, 7 de abril de 2026

Hackers iranianos miram infraestrutura crítica dos EUA, alertam agências americanas

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Órgãos como o FBI e o Departamento de Energia dos EUA afirmaram que hackers já causaram 'interrupção operacional e prejuízo financeiro'.
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 Por Redação g1

Postado em 07 de Abril de 2.026 às 18h35m
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Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite'
Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite'

Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país, incluindo serviços de água, esgoto, energia e órgãos de governos locais.

Os hackers buscam causar "impactos nos EUA" e já provocaram"interrupções em serviços e prejuízos financeiros", afirmaram as autoridades em comunicado.

O alerta foi emitido pelo FBI, pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Defesa Cibernética (CISA), pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo Comando Cibernético dos EUA e pelo Departamento de Energia.

O comunicado das agências não especifica quais são os alvos, mas afirma que os invasores miram sistemas usados para controlar e monitorar equipamentos de operações de infraestrutura crítica.

Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA — Foto: Reuters/Dado Ruvic
Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA — Foto: Reuters/Dado Ruvic

"Organizações de vários setores da infraestrutura crítica dos EUA sofreram interrupções por meio de interações maliciosas com arquivos de projeto e da manipulação de dados", diz o comunicado.

Segundo o comunicado, os ataques exploram dispositivos como controladores lógicos programáveis fabricados pela empresa americana Rockwell Automation. Esses aparelhos são computadores industriais que funcionam como o "cérebro" das operações.

As agências afirmaram que "organizações dos EUA devem revisar com urgência as táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) e os indicadores de comprometimento (IOCs)" para buscar sinais de atividade atual ou passada por terceiros em suas redes.

Os órgãos de segurança destacaram ainda que já tinham reportado ataques a controladores lógicos por parte do grupo "CyberAv3ngers" (também conhecido como Shahid Kaveh Group), ligado à estrutura de ataques cibernéticos da Guarda Revolucionária do Irã.

Hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram em março que invadiram sistemas da empresa americana de tecnologia médica Stryker. Eles alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas.

Em outro caso, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à própria rede usando uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, segundo pesquisadores da empresa americana de segurança digital Halcyon.

O alerta de autoridades americanas de segurança foi publicado logo após o presidente Donald Trump afirmar que "uma civilização inteira morrerá nesta noite", horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra
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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Petróleo sobe após Irã e EUA rejeitarem proposta de cessar-fogo

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Fechamento do Estreito de Ormuz interrompe exportações do Oriente Médio e leva refinarias a buscar alternativas; Trump ameaça novas ações se o bloqueio continuar.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 0 de Abril de 2.026 às 18h15m
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Os preços do petróleo passaram a subir levemente nesta segunda-feira (6), em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã sobre uma possível trégua no conflito. Investidores seguem cautelosos diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento global da matéria-prima.

Por volta das 10h45 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 0,1%, para US$ 109,13 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), usado como referência nos EUAs, subia 0,69%, ou 77 centavos, para US$ 112,31 por barril.

As oscilações refletem a incerteza em torno da guerra e das negociações diplomáticas. EUA e Irã receberam um esboço de proposta para encerrar o conflito, mas Teerã rejeitou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

A resposta americana veio em seguida. O presidente Donald Trump afirmou que poderia fazer chover inferno sobre o país caso um acordo não seja alcançado até o fim de terça-feira.

Já o governo iraniano disse ter definido suas próprias posições e exigências em resposta às propostas de cessar-fogo apresentadas por intermediários.

Estreito de Ormuz segue parcialmente fechado

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Por ele passam carregamentos de países como Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, a passagem permanece em grande parte interrompida após ataques iranianos contra embarcações na região.

Mesmo assim, alguns navios voltaram a atravessar o estreito nos últimos dias. Dados de navegação indicam que um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um navio de transporte de gás japonês passaram pela rota desde quinta-feira.

A movimentação reflete a política do Irã de permitir a passagem de embarcações de países considerados mais próximos diplomaticamente.

Para o analista Ole Hvalbye, da SEB Research, o mercado ainda tenta avaliar os possíveis efeitos da situação.

O mercado está tentando entender o que esperar daqui para frente. A principal notícia do fim de semana foi que alguns navios conseguiram atravessar o estreito, disse.

Segundo ele, a disputa por petróleo também tem alterado o fluxo de abastecimento global, com a Europa perdendo parte das cargas para a Ásia em um cenário de oferta mais restrita.

Refinarias buscam petróleo em outras regiões

Com a interrupção das exportações do Oriente Médio, refinarias passaram a procurar petróleo em outras regiões, principalmente nos EUA e no Mar do Norte, área produtora próxima ao Reino Unido.

Esse movimento aumentou a competição por cargas disponíveis. Como resultado, os prêmios pagos no mercado à vista pelo petróleo WTI americano atingiram níveis recordes, impulsionados pela disputa entre refinarias asiáticas e europeias.

Na Índia, refinarias chegaram a adiar paradas programadas para manutenção para garantir combustível suficiente para atender à demanda interna.

Opep+ tenta ampliar produção

Em meio ao cenário de incerteza, a Opep+ — grupo que reúne países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia — decidiu aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de maio.

Ainda assim, analistas avaliam que o impacto dessa medida pode ser limitado enquanto o conflito continuar afetando o comércio global de petróleo.

Os movimentos da Opep parecem enfrentar limitações relacionadas à disponibilidade de exportações, afirmou Janiv Shah, analista da consultoria Rystad.

A Arábia Saudita também elevou o preço oficial de venda do petróleo Arab Light para a Ásia em maio. O valor foi fixado em um prêmio recorde de US$ 19,50 por barril acima da média de referência Oman/Dubai — aumento de US$ 17 em relação ao mês anterior, segundo a estatal Aramco.

Oferta russa também enfrenta interrupções

Além das tensões no Oriente Médio, o fornecimento russo também sofreu interrupções recentes após ataques de drones ucranianos a terminais de exportação no Mar Báltico.

Segundo relatos da imprensa no domingo, o terminal de Ust-Luga retomou os carregamentos no sábado depois de vários dias de paralisação.

Ao mesmo tempo, as exportações do porto de Tuapse, no Mar Negro, devem subir para 794 mil toneladas métricas em abril. O volume representa um aumento diário de 8,7% em relação às 755 mil toneladas previstas para março, de acordo com dois traders e cálculos da Reuters.

Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos
Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos

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Leapmotor terá modelos B10 e C10 produzidos pela Stellantis em Pernambuco

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Utilitários eletrificados utilizam tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 06 de Abril de 2.026 às 17h00m
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Leapmotor C10 — Foto: Divulgação/Leapmotor
Leapmotor C10 — Foto: Divulgação/Leapmotor

O grupo automotivo Stellantis anunciou nesta segunda-feira (6) que vai produzir dois veículos da marca chinesa Leapmotor em seu polo industrial em Goiana (PE).

Os modelos serão os utilitários eletrificados B10 e C10, que utilizam uma tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico responsável pela tração do veículo.

Publicações especializadas citaram que a produção local ocorrerá a partir de 2027, mas a companhia não confirmou a informação ao ser questionada pela Reuters. Outros detalhes, como o nível de nacionalização dos veículos que serão produzidos em Pernambuco, não foram divulgados.

  A Stellantis chama o sistema de propulsão pela sigla em inglês REEV, e afirma que já começou o desenvolvimento local de versão flex capaz de funcionar também com etanol em qualquer mistura com gasolina.

Segundo a Stellantis, a aplicação da motorização flex na tecnologia REEV "é pioneira no mundo".

"A produção local da Leapmotor em nossa fábrica de Goiana (PE) é uma peça fundamental na estratégia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e América do Sul", disse o presidente da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, em comunicado à imprensa.

A Stellantis anunciou a chegada da marca chinesa ao Brasil no ano passado. O polo automotivo de Goiana produz atualmente modelos das marcas Jeep e RAM.

Fundada em 2015 na cidade de Hangzhou, na China, a Leapmotor é uma fabricante de veículos eletrificados.

Com o apoio da Stellantis — dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citröen e Ram —, a empresa começou suas operações no mercado nacional em 2025 e conta com uma linha inicial de SUVs totalmente eletrificados.

A Stellantis é acionista da Leapmotor desde 2023. As duas companhias formaram em 2024 uma joint venture global — chamada Leapmotor International BV — para expandir a marca para além do mercado chinês.

O Brasil foi o primeiro mercado externo em que a Leapmotor passou a vender seus veículos. A operação começou com 36 concessionárias do grupo Stellantis, distribuídas em 29 cidades.

Leapmotor B10 — Foto: Divulgação/Leapmotor
Leapmotor B10 — Foto: Divulgação/Leapmotor

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