É
com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um
dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso
significado humano e esportivo.
Ao
longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e
resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como
exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido
por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade
marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e
inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A
despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em
respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os
familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de
carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão
de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu
legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte,
assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.
"Mão santa"
Considerado
um dos maiores atletas de basquete de todos os tempos, Oscar Schmidt
teve uma carreira de glórias e feitos históricos, seja pela Seleção
Brasileira ou pelos clubes por onde passou.
Mesmo sem ter atuado na poderosa NBA
— teve a chance, mas abriu mão — Oscar conseguiu escrever seu nome no
esporte. Foram pontos decisivos no basquete nacional, quando defendeu
grandes equipes do país, além de ter deixado saudade na Europa, em
especial no basquete italiano.

Oscar participará de cerimônia dia 12 de setembro durante Mundial da Turquia • Reprodução
Ícone
do esporte internacional, integrou o Hall da Fama da Fiba e, de forma
inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na
liga.
Reconhecido por sua genialidade e impacto global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Carreira vitoriosa por clubes
Oscar Schmidt
iniciou a vitoriosa carreira nos anos 1970, quando defendeu as cores do
Palmeiras e do Sírio. No Verdão, conquistou títulos importantes, como o
Paulista de 1974, com apenas 16 anos, e o Brasileiro de 1977.
No
Sírio, Oscar fez parte do histórico time campeão mundial, em 1979, em
um ginásio do Ibirapuera lotado. Além do Mão Santa, o time paulista era
comandado por Cláudio Mortari e tinha nomes como Marcelo Vido e
Marquinhos Abdalla.
Na
década de 1980, Oscar atuou no basquete da Itália. Na época, a liga
europeia era considerada uma das mais prestigiadas do mundo, e a lenda
brasileira anotou 14 mil pontos.
Por
lá, ele defendeu a JuveCaserta durante oito temporadas, fazendo mais de
200 jogos e conquistando uma Copa da Itália. Já no Pavia, foram três
anos. Por conta da trajetória vitoriosa, Oscar teve camisas aposentadas
nas duas equipes italianas.
Em
1984, o brasileiro foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão de
uma vaga na poderosa liga para continuar defendendo o Brasil. Na época,
atletas da NBA não eram autorizados a defender suas seleções.
Em
1995, Oscar decidiu voltar ao basquete brasileiro e vestiu a camisa do
Corinthians, tornando-se campeão brasileiro no ano seguinte.
No
final da carreira, Oscar também defendeu outro time de massa. Pelo
Flamengo, ele levantou dois estaduais e se tornou o maior cestinha da
história do esporte ao superar a marca de 46.725 pontos do ex-NBA Kareem
Abdul-Jabbar.
Oscar
também já vestiu as camisas do América do Rio (1982), Fórum de
Valladolid, na Espanha (entre 1993 e 1995), Banco Bandeirantes (1997 e
1998) e Mackenzie (1998 e 1999).
Era de ouro na Seleção com Oscar
Oscar Schmidt
escreveu seu nome no basquete nacional cedo. Em 1977, ele foi eleito o
melhor pivô do Sul-Americano Juvenil de 1977, conquistando uma vaga na
Seleção principal logo depois.
A
grande conquista da carreira do Mão Santa aconteceu no Pan de
Indianápolis em 1987. Na decisão, o Brasil conquistou a medalha de ouro
após uma virada espetacular, resultado que se tornou a primeira derrota
em casa dos Estados Unidos na história.
Nas
Olimpíadas, foram cinco participações. A primeira, em Moscou, ele fez
169 pontos e ajudou o Brasil a conquistar o quinto lugar. Quatro anos
depois, em Los Angeles, voltou a marcar 169 pontos.
Na
edição de 1988, em Seul, Oscar foi o cestinha da competição com 338
pontos. O Mão Santa ainda vestiu o verde e amarelo em Barcelona 1992 e
Atlanta 1996.
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