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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Mísseis balísticos: o que são e por que se tornaram um pesadelo para a Europa; veja INFOGRÁFICO

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Continente europeu ainda é dependente do sistema Patriot, dos EUA, para lidar com a ameaça. Desde o início do ano, a Rússia tem usado seus poderosos mísseis hipersônicos Oreshnik nos ataques contra a Ucrânia.
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Por Daniel Médici, g1

Postado em 20 de Julho de 2.026 às 14h00m
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Entenda o que são mísseis balísticos, armamentos que assustam a Europa
Entenda o que são mísseis balísticos, armamentos que assustam a Europa

A Europa vive seu momento de maior reflexão sobre sua doutrina militar e de defesa desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

De um lado, o continente vê a Rússia promover uma guerra de agressão contra a Ucrânia. Do outro, o presidente de seu maior aliado, os EUA, age de maneira intempestiva, ameaçando anexar a Groenlândia, por exemplo, e minar a Otan — aliança militar formada na Guerra Fria entre americanos e europeus.

O capítulo mais recente é o anúncio de uma coalizão para proteger a Europa de mísseis balísticos, anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, ao lado do ucraniano Volodymyr Zelensky.

No último dia 6, um sinal de alerta acendeu em todo o continente, quando a Rússia lançou 23 mísseis balísticos, e as defesas ucranianas não conseguiram derrubar nenhum deles.

China testa lançamento de míssil balístico de submarino no Pacífico Sul em 6 de julho de 2026 — Foto: Li Xiangchao/Xinhua via AP
China testa lançamento de míssil balístico de submarino no Pacífico Sul em 6 de julho de 2026 — Foto: Li Xiangchao/Xinhua via AP

Zelensky reagiu pedindo mais sistemas antimísseis Patriot, fabricados pelos EUA, um dos poucos capazes de abater os mísseis hipersônicos russos Oreshnik.

De forma geral, porém, toda a Europa ainda é dependente do sistema Patriot americano para dissuadir ataques com mísseis balísticos.

Entenda, a seguir, o que são mísseis balísticos e por que eles preocupam o continente europeu. O texto continua após o infográfico.

O que são mísseis balísticos — Foto: Bruna Azevedo e Gui Sousa/Editoria de Arte g1
O que são mísseis balísticos — Foto: Bruna Azevedo e Gui Sousa/Editoria de Arte g1

➡️ Mísseis balísticos funcionam de modo semelhante a uma bala ou um foguete: eles são lançados a grandes altitudes — centenas de quilômetros do nível do mar, a depender da distância do alvo. Sem a resistência do ar, os projéteis podem atingir velocidades altíssimas, dez ou vinte vezes mais rápidas que a velocidade do som (12 mil km/h a 24 mil km/h). Alguns projéteis chegam a 30 mil km/h. Os mísseis desaceleram em sua descida, que às vezes dura menos de um minuto, mas podem atingir o alvo a uma velocidade de 3.200 km/h.

Outros mísseis, de cruzeiro, usam uma estratégia diferente: muitas vezes eles voam baixo, a metros do chão, fora do alcance dos radares aéreos, e podem ser guiados de forma remota para o alvo.

Embora ambos apresentem dificuldades para serem abatidos por sistemas de defesa, os mísseis balísticos são mais difíceis, em geral, de serem interceptados, pela altíssima velocidade na fase final do voo.

Como os mísseis balísticos voam muito alto, eles deixam uma assinatura no radar facilmente identificável na maior parte dos lançamentos. Isso não significa uma facilidade maior para que eles sejam abatidos.

"Para evitar danos colaterais ou prejuízos decorrentes de uma interceptação malsucedida, o míssil deve ser interceptado a grande distância de seu alvo", diz um artigo do Instituto para Estudos de Segurança Nacional de Israel.

"Isso exige sistemas de detecção de alta sensibilidade, capazes de identificar a chama e a pluma de fumaça do míssil durante o lançamento; sistemas de rastreamento de trajetória de alta precisão; sistemas integrados de comando e controle com capacidade de processamento de dados e cálculos em alta velocidade; e, naturalmente, um míssil interceptador veloz. Para evitar surpresas, o rastreamento deve ser contínuo", conclui o texto.

Ultimamente, novas tecnologias têm sido incorporadas aos mísseis balísticos para driblar os sistemas de interceptação, como o Patriot. As estratégias mais comuns são:

  • Mísseis "cluster": ogivas que, na fase terminal de voo, se subdividem em várias ogivas menores, fazendo com que os sistemas de defesa precisem lidar com vários projéteis ao mesmo tempo.
  • Realização de manobras pré-programadas, percorrendo trajetórias imprevisíveis antes de se dirigir ao alvo.
  • Realização da fase final de voo em velocidades maiores, deixando menos tempo de reação para a interceptação.
  • Uso de tecnologias "stealth", ou furtivas, semelhantes às usadas nos aviões de combate, que dificultam a detecção dos artefatos pelos radares.
Mísseis Oreshnik

Em janeiro, a Rússia começou a usar com frequência seus mísseis balísticos hipersônicos Oreshnik.

Essa classe de mísseis tem alcance intermediário (pode atingir alvos a até 5.500 km de distância) e é capaz de atingir velocidades de até 13 mil km/h. Isso permitiria alcançar grande parte da Europa a partir do território russo ou de Belarus, onde unidades do sistema já foram instaladas.

Sistema Patriot

Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot. — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies
Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot. — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies

A Europa já forneceu para a Ucrânia diversos sistemas de defesa antiaérea contra mísseis de cruzeiro. Contra mísseis balísticos, porém, Kiev tem contado principalmente com o sistema americano Patriot, o mais avançado do mundo atualmente.

🔍 O Patriot (que vem da sigla em inglês "Phased Array Tracking Radar for Intercept on Target""Radar de Rastreamento com Matriz de Fase para Interceptação no Alvo" em português) é um sistema móvel de mísseis terra-ar desenvolvido e fabricado pela gigante americana de equipamentos bélicos Raytheon Technologies. É considerado um dos sistemas de defesa aérea mais avançados do arsenal dos EUA e está em operação desde a década de 1980, com diversas atualizações ao longo dos anos.

Os Patriot são enviados pelos EUA ao país desde julho de 2025, mas a Força Aérea Ucrânia sofre atualmente uma grave escassez desses interceptadores — falha que Moscou tem explorado com frequência na guerra.

Na semana passada, durante a cúpula da Otan, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende conceder à Ucrânia uma licença para produzir de forma independente mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot.

Embora o equipamento seja fundamental, especialistas e autoridades ucranianas alertam que transformar a ideia em realidade provavelmente levaria anos, já que seria necessário instalar a tecnologia e adaptar o parque industrial do país antes que o primeiro sistema Patriot saísse da fábrica.

A Europa tem desenvolvido seus próprios sistemas de defesa antimísseis balísticos, como os projetos concorrentes HYDIS e EU HYDEF, mas o continente segue dependente dos mísseis Patriot de maneira geral.

Essas iniciativas já vêm sendo desenvolvidas há cerca de três anos e não têm relação direta com o afastamento gradual do continente em relação aos EUA, que tem se desenhado após a volta de Donald Trump à Casa Branca e às repetidas investidas do republicano contra a Otan, como suas ameaças de anexar a Groenlândia.

Coalizão europeia

A coalizão europeia lançada na última semana afirmou que seu objetivo é "construir uma capacidade de defesa compartilhada contra mísseis balísticos".

Acreditamos que proteger a Europa exige uma solução abrangente, sob a forma de uma arquitetura integrada de defesa antimísseis, para dissuadir e neutralizar futuras ameaças, afirmou o comunicado.

Num primeiro momento, a coalizão é formada por Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Reino Unido e Ucrânia.

Ainda não há um cronograma para a criação do sistema de defesa, e o plano continua aberto a outros países.

O presidente russo, Vladimir Putin, tem se mostrado inflexível, prometendo na segunda uma retaliação enfática aos recentes ataques de longo alcance de Kiev contra refinarias, petroleiros e terminais, que causaram uma escassez generalizada de combustível no país.

Sistema Patriot é o único sistema usado contra mísseis balísticos — Foto: Reuters

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'Trump tentará punir Brasil por esse sucesso', diz Nobel de economia sobre ação do governo americano contra Pix

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Paul Krugman escreveu em sua newsletter que a iniciativa do governo Donald Trump não se sustenta do ponto de vista econômico e que ele 'declarou guerra ao futuro'.
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Por Redação

Postado em 20 de Julho de 2.026 às 10h50m
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Por que o PIX virou pretexto dos EUA no tarifaço
Por que o PIX virou pretexto dos EUA no tarifaço

O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, criticou a investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Pix e afirmou que a ofensiva representa uma tentativa de punir o Brasil pelo sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), Krugman afirma que o Pix se tornou uma referência mundial em pagamentos digitais e que a iniciativa do governo de Donald Trump não se sustenta do ponto de vista econômico.

"Trump tentará punir o Brasil por esse sucesso", escreveu o economista ao comentar a investigação comercial aberta pela administração americana com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O governo americano incluiu o Pix entre os temas da investigação sobre supostas práticas comerciais brasileiras consideradas desleais. Criado pelo Banco Central, o sistema permite transferências e pagamentos instantâneos entre pessoas e empresas.

Novas tarifas: EUA dizem que o PIX prejudica empresas americanas; setor financeiro, no Brasil, discorda — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Novas tarifas: EUA dizem que o PIX prejudica empresas americanas; setor financeiro, no Brasil, discorda — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para Krugman, oferecer um sistema público de pagamentos mais barato e eficiente não configura uma prática comercial desleal.

"Por que seria desleal um país oferecer aos seus próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona. 
Pix ampliou concorrência

Ao longo do artigo, o economista defende que o Pix aumentou a concorrência no mercado de pagamentos ao oferecer uma alternativa de baixo custo para consumidores e empresas.

Na avaliação dele, a popularização do sistema reduziu a dependência de meios tradicionais de pagamento e afetou empresas como Visa e Mastercard. Isso, porém, seria resultado da concorrência entre tecnologias, e não de uma vantagem indevida.

"Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?", escreveu.

Krugman argumenta que a reação do governo americano reflete, em parte, a perda de espaço de empresas privadas diante de um sistema público considerado mais eficiente.

Paul Krugman já havia defendido o Pix em um artigo escrito há um ano. — Foto: Adam Schultz/Official White House Photo
Paul Krugman já havia defendido o Pix em um artigo escrito há um ano. — Foto: Adam Schultz/Official White House Photo

Debate vai além do Pix

O Nobel usa o caso brasileiro para defender sistemas públicos de pagamentos e moedas digitais emitidas por bancos centrais.

Segundo ele, o sucesso do Pix demonstra que esse tipo de ferramenta pode tornar pagamentos eletrônicos mais baratos e eficientes. Já os Estados Unidos, afirma, ficaram para trás nesse debate devido à resistência política e à pressão de grupos ligados ao mercado de criptomoedas.

"A verdadeira preocupação deles é que ela funcione bem demais", escreveu ao comentar a oposição à criação de um dólar digital.

Krugman também compara o caso brasileiro à experiência de El Salvador com o Bitcoin. Para ele, enquanto o Pix se tornou amplamente utilizado pela população, a tentativa do governo salvadorenho de transformar a criptomoeda em um meio de pagamento de massa fracassou.

Tarifas terão alcance limitado, afirma

Na parte final do artigo, Krugman avalia que as tarifas propostas pelo governo Trump dificilmente alcançarão os resultados pretendidos.

Segundo ele, as medidas podem elevar os preços de produtos brasileiros consumidos pelos próprios americanos, como café, carne bovina e suco de laranja. Ao mesmo tempo, afirma que o Brasil tende a ampliar sua presença em outros mercados.

Krugman cita a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, para sustentar que, no balanço geral, as tarifas americanas fortaleceram a posição do Brasil no comércio internacional.

"O desvio do comércio global em reação às tarifas dos Estados Unidos transformou o Brasil em uma potência exportadora", escreveu De Bolle, citada por Krugman. Como exemplo, ela menciona o aumento da participação brasileira nas exportações de soja para a China.

Ao concluir o artigo, Krugman faz uma crítica mais ampla à política econômica do governo Trump.

"O governo Trump declarou guerra ao futuro", escreveu. "E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam."
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Quo vadis, humanidade?

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Quando existem alimentos, logística e acesso, mas uma criança continua sem comer, a fome já não é uma fatalidade. Passa a ser uma decisão política
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Coluna
José Manuel Diogo
O homem de lá e de cá. Presidente da APBRA, diretor da Câmara Luso Brasileira em Lisboa. Professor universitário no IDP em Brasília. Escritor. Especialista em relações luso-brasileiras
20/07/26 às 09:27 | Atualizado 20/07/26 às 09:27
Postado em 20 de Julho de 2.026 às 09h50m
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Palestinos em busca de comida no norte de Gaza  • 19/6/2024 REUTERS/Mahmoud Issa

Lembro-me da minha infância e das imagens da fome no Biafra. Depois veio a Etiópia: corpos reduzidos a ossos, olhos enormes em rostos pequenos, mães sem leite para alimentar os filhos. Eram imagens que nos diziam pertencer a um mundo atrasado, condenado pela guerra, pela pobreza e pela incapacidade de chegar a tempo.

Acreditámos que a humanidade aprenderia. Quase meio século depois da Etiópia — e mais de meio século depois do Biafra — olho para o Sudão e percebo que tudo parece continuar tragicamente no mesmo lugar.

Mudaram as câmaras. Mudaram os meios de transporte. Mudou a velocidade da informação. Podemos acompanhar uma guerra em direto, transferir milhões de dólares em segundos e enviar uma mensagem de um extremo ao outro do planeta quase sem custo. Só a fome continua imutável como uma assombração.

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A imagem atingiu-me como um soco. El Obeid, no Sudão, está a tornar-se o novo epicentro de uma enorme crise de deslocamento e fome. A cidade, que tinha cerca de meio milhão de habitantes, recebeu centenas de milhares de pessoas em fuga.

Faltam água, combustível e comida. Quase 400 mil pessoas enfrentam níveis de emergência alimentar.

É aqui que começa o verdadeiro escândalo. A comida existe. Os armazéns existem. Os camiões existem. As equipas humanitárias conseguem entrar na cidade. O Programa Alimentar Mundial transporta diariamente centenas de toneladas de alimentos e afirma ter condições para ampliar a operação. O que falta é dinheiro.

No mundo do superconsumo, mais de 100 mil pessoas recebem apenas metade da comida de que necessitam. E algumas ainda dividem essa metade com famílias que não recebem absolutamente nada.

O responsável do Programa Alimentar Mundial foi inequívoco: há acesso, há capacidade de entregar os alimentos; são apenas os recursos que limitam a operação.

Quando existem alimentos, logística e acesso, mas uma criança continua sem comer, a fome já não é uma fatalidade. Passa a ser uma decisão política.

O mundo construiu uma hierarquia do sofrimento. Há vítimas capazes de mobilizar presidentes, cimeiras, emissões especiais e milhares de milhões. E há vítimas remetidas para comunicados da ONU, meia dúzia de imagens e um silêncio rapidamente substituído pela notícia seguinte.

Não é a gravidade da tragédia que determina a resposta. É o valor estratégico do país. A proximidade cultural das vítimas. A presença das câmaras. A relevância económica da região. O interesse das grandes potências.

Há guerras que têm transmissão em direto. Outras morrem fora de antena. Não se trata de retirar atenção a Gaza, à Ucrânia ou a qualquer outro lugar onde seres humanos estejam a ser esmagados pela guerra.

Como podemos aceitar que a compaixão seja uma competição entre cadáveres em horário nobre? Por que razão algumas vidas mobilizam o mundo e outras apenas alimentam estatísticas?

No Sudão, famílias que perderam tudo dividem entre si a metade de uma comida. Enquanto isso, a comunidade internacional discute prioridades, reorganiza orçamentos e publica declarações de preocupação.

É sempre a generosidade dos mais pobres que compensa a indiferença dos poderosos, e essa é uma imagem terrível — quem quase nada tem, reparte; quem tem quase tudo, continua a calcular. Onde estás, humanidade?

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domingo, 19 de julho de 2026

Todos os campeões da Copa do Mundo: veja o ranking completo de títulos

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Brasil lidera a lista de maiores vencedores do Mundial; final de 2026 é da Espanha
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Gabriel Teles, da CNN Brasil
19/07/26 às 16:12 | Atualizado 19/07/26 às 19:22
Postado em 19 de Julho de 2.026 às 19h40m
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Troféu da Copa
Taça da Copa do Mundo  • Divulgação/Fifa

A Copa do Mundo é a principal competição do futebol de seleções e, desde sua criação, em 1930, consagrou apenas oito países campeões. Ao longo de 22 edições concluídas, somente seleções da América do Sul e da Europa conseguiram levantar o troféu mais cobiçado do esporte. A edição de 2026 ficou com a Espanha.

O Brasil segue como o maior campeão da história dos Mundiais, com cinco títulos conquistados. A Seleção Brasileira venceu as edições de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 e continua sendo a única pentacampeã do torneio.

Na sequência aparecem Alemanha e Itália, ambas com quatro conquistas. Os alemães ergueram a taça em 1954, 1974, 1990 e 2014, enquanto os italianos foram campeões em 1934, 1938, 1982 e 2006.

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  1. Argentina busca bicampeonato e feito histórico na Copa
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A Argentina ocupa o quarto lugar do ranking, com três títulos, conquistados em 1978, 1986 e 2022. Já Uruguai e França somam dois troféus cada. Os uruguaios venceram as Copas de 1930 e 1950, enquanto os franceses levantaram a taça em 1998 e 2018.


Agora, a Espanha alcançou dois títulos, com 2010 e 2026. Fechando a lista dos campeões estão Inglaterra, vencedora em 1966.

Ranking dos maiores campeões da Copa do Mundo

  • Brasil: 5 títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
  • Alemanha: 4 títulos (1954, 1974, 1990 e 2014)
  • Itália: 4 títulos (1934, 1938, 1982 e 2006)
  • Argentina: 3 títulos (1978, 1986 e 2022)
  • Uruguai: 2 títulos (1930 e 1950)
  • Espanha: 2 títulos (2010 e 2026)
  • França: 2 títulos (1998 e 2018)
  • Inglaterra: 1 título (1966)

Além da disputa entre seleções, a Copa do Mundo também alimenta a rivalidade entre continentes. As equipes europeias somam 13 títulos mundiais, contra 10 da América do Sul.

Entre os europeus, Alemanha (4), Itália (4), França (2), Espanha (2) e Inglaterra (1) respondem por todas as conquistas do continente. Do lado sul-americano, Brasil (5), Argentina (3) e Uruguai (2) concentram todos os títulos da região.

Embora a Europa tenha vantagem no número total de taças, o Brasil permanece como a seleção mais vitoriosa da história da Copa do Mundo, marca que segue intacta desde a conquista do pentacampeonato, em 2002.

Todos os campeões da Copa do Mundo

  • 1930 – Uruguai
  • 1934 – Itália
  • 1938 – Itália
  • 1950 – Uruguai
  • 1954 – Alemanha
  • 1958 – Brasil
  • 1962 – Brasil
  • 1966 – Inglaterra
  • 1970 – Brasil
  • 1974 – Alemanha
  • 1978 – Argentina
  • 1982 – Itália
  • 1986 – Argentina
  • 1990 – Alemanha
  • 1994 – Brasil
  • 1998 – França
  • 2002 – Brasil
  • 2006 – Itália
  • 2010 – Espanha
  • 2014 – Alemanha
  • 2018 – França
  • 2022 – Argentina
  • 2026 - Espanha

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