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quarta-feira, 20 de maio de 2026

O ranking dos países mais caros para se comprar uma camisa da Copa do Mundo — e a posição do Brasil

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A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai.
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TOPO
Por BBC

Postado em 20 de Maio de 2.026 às 08h00m
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Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo — Foto: Suhaib Salem/Reuters
Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo — Foto: Suhaib Salem/Reuters

Vendida por R$ 749,99 nas lojas oficiais, a camisa do Brasil para a Copa do Mundo é a que mais pesa no bolso dos torcedores entre os oito países que já venceram o torneio.

A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai.

No Brasil, o valor corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial, calculada em US$ 859 — o equivalente hoje a R$ 4.289. O cálculo considera o Produto Interno Bruto (PIB) do país convertido em dólares e dividido pelo número de habitantes.

O valor adotado pelo Banco Mundial é superior ao calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, que leva em conta a renda líquida.

Segundo o IBGE, a renda média mensal da população brasileira é de R$ 3.367, cenário em que a compra da camisa da seleção comprometeria 22,2% da renda.

Mas os dados do Banco Mundial foram adotados pela reportagem para garantir uma base única de comparação entre os países.

Se o cálculo levasse em conta o salário mínimo, por exemplo, o preço da camisa equivaleria, no Brasil, a 46,3% do valor total recebido por mês.

Essa comparação, porém, teria limitações. Enquanto no Brasil cerca de um terço dos trabalhadores recebem salário mínimo, na Alemanha apenas 6% da população ganha o piso salarial legal do país. Por isso, o indicador não funciona como um bom termômetro da renda média da população em cada território.

Modelo veste uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, vendida pela Nike por R$ 749,99 — Foto: Reprodução/Divulgação
Modelo veste uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, vendida pela Nike por R$ 749,99 — Foto: Reprodução/Divulgação

Alemanha é o país 'mais barato' para se comprar uma camisa de seleção

Entre os países que já conquistaram o troféu, os preços mais altos proporcionalmente à renda estão nos três sul-americanos da lista.

Nas nações europeias, os torcedores não precisam desembolsar mais do que 5,9% da renda média mensal para comprar uma camisa oficial.

O manto, como a peça é chamada por alguns brasileiros, representa:

  • 3,7% da renda mensal na Alemanha;
  • 4% na Inglaterra;
  • 4,8% na França;
  • 5,2% na Itália;
  • 5,9% na Espanha;
  • 9,2% na Argentina;
  • 9,9% no Uruguai;
  • 17,5% no Brasil.

Embora os percentuais nos países da América do Sul sejam bem mais altos do que os registrados na Europa, ainda ficam cerca de 8% abaixo do valor no Brasil.

Modelo veste uniforme da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026, vendida por € 150 pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Reprodução/Divulgação
Modelo veste uniforme da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026, vendida por € 150 pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Reprodução/Divulgação

Ao converter euros, reais e pesos para dólares nas cotações desta terça-feira (19/5), o preço absoluto da camisa brasileira aparece como o segundo mais barato da lista (US$ 149,1), à frente apenas da Argentina (US$ 107,5). No entanto, quando a comparação leva em conta a renda da população, o Brasil dispara como o país mais caro para adquirir a peça.

As comparações foram feitas pela BBC News Brasil a partir do cruzamento de dados do Banco Mundial com informações das lojas oficiais da Nike e da Adidas, marcas responsáveis pela comercialização dos uniformes dessas seleções.

Os valores se referem às chamadas camisas de jogador. No caso da Nike, responsável pelo uniforme brasileiro, a empresa afirma que a peça utiliza uma tecnologia que permite a circulação de ar na pele, ajudando o corpo a se manter fresco em temperaturas elevadas e deixando o material mais leve.

Segundo as fabricantes, essas seriam as mesmas peças usadas pelos atletas em campo. A comparação considerou esse modelo porque, embora existam versões mais baratas no Brasil — como uma camiseta branca simples estampada apenas com o logo da CBF, vendida por R$ 149,90 —, nem todos os países oferecem alternativas equivalentes, já que alguns comercializam apenas os chamados modelos de jogador.

Até a publicação desta reportagem, a Nike não respondeu aos questionamentos da BBC News Brasil sobre quais fatores impactam a precificação da camisa.

Modelo veste o uniforme da Argentina para a Copa do Mundo de 2026, vendido pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Reprodução/Divulgação
Modelo veste o uniforme da Argentina para a Copa do Mundo de 2026, vendido pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Reprodução/Divulgação

Variação de preço no Brasil supera a inflação

O preço pago por uma camisa da seleção sempre foi considerado alto no Brasil. Em 1998, às vésperas da Copa do Mundo da França, a peça custava R$ 84. O valor representava 64,6% do salário mínimo da época, de R$ 130 — percentual superior ao atual, de 46,3%. Foi naquele ano que a Nike assumiu a produção dos uniformes oficiais em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Ainda assim, a valorização da camisa desde então ficou acima da inflação. Se fosse corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do IBGE para medir a variação do custo de vida, o valor de R$ 84 em 1998 equivaleria hoje a R$ 438 — isto é, R$ 312 a menos do que o cobrado nesta Copa.

Os reajustes entre uma Copa e outra variaram bastante ao longo do tempo. Entre os Mundiais de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia, o aumento foi de 36,7%.

Já entre a Copa da Rússia e a do Catar, em 2022, a alta chegou a 55,6%, quando o preço saltou de R$ 449,90 para R$ 699,99. Foi um aumento de 55,6%, enquanto o IPCA acumulado foi mais baixo, de 29,1% — pela inflação, portanto, a camisa deveria ter custado até R$ 581.

Para a próxima edição, sediada por Canadá, Estados Unidos e México a partir do dia 11 de junho, o aumento foi menor: 7,1%, com o preço passando de R$ 699,99 para R$ 749,99. Ainda assim, a variação ficou acima da inflação acumulada no período, segundo a qual a peça deveria custar, no máximo, R$ 735.

Colecionador tem 700 camisas da Seleção usadas por jogadores
Colecionador tem 700 camisas da Seleção usadas por jogadores

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Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

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Cerca de 100 mil objetos ou fragmentos já foram encontrados desde que a pesquisa começou, três anos atrás.
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Por Jornal Nacional

Postado em 20 de Maio de 2.026 às 06h00m
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Arqueólogos encontraram resquícios de uma antiga Vila em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
Arqueólogos encontraram resquícios de uma antiga Vila em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

O trabalho de arqueólogos recuperou uma parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A área da escavação já foi uma vila de passagem para quem seguia para o Rio de Janeiro.

Em um caco de louça cabe um palácio. E quantos cacos de louça cabem em uma cidade inteira? Uma equipe de escavações tenta achar um por um.

Pedro Bassan, repórter: E pensar que alguém perdeu um objeto aqui e você está encontrando quase 200 anos depois?
Diogo Borges, arqueólogo: Duzentos anos depois e isso é uma alegria, né?

No século 19, o lugar era tão importante que recebeu até a visita do imperador. Mas depois se tornou um canto quase esquecido de um grande município da Região Metropolitana do Rio, com quase 800 mil habitantes: Nova Iguaçu.

E quem passa por lá pode se perguntar: existe a velha Iguaçu? Existia, e desapareceu. Um paredão de pedra é um dos últimos vestígios do lugar que já foi um dos portos mais movimentados do Brasil. Hoje, a antiga Vila de Iguassú está renascendo. Arqueólogos estão descobrindo uma cidade brasileira debaixo da terra. Todo dia, toda hora.

Repórter: A Sabrina acabou de achar.
Sabrina Taveira da Silva, historiadora: Pedaço de louça.
Repórter: Pedaço de louça, olha só, posso pegar?
Sabrina Taveira da Silva: Claro.
Diogo Borges: Provavelmente a borda de um prato.
Repórter: Que legal. Parabéns, viu?

Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os moradores têm orgulho desse passado. O terreno todo esburacado era o quintal do Allan Ferreira de Lucena, que autorizou os trabalhos:

A gente ia cavar para botar um mourão, às vezes achava um objeto, alguma coisa. Meu pai sempre fez questão de que nós zelássemos por isso. Não, não tira a pedra não, deixa, conta.

Cerca de 100 mil objetos ou fragmentos já foram encontrados desde que a pesquisa começou, três anos atrás. Cada peça é um pequeno retrato do Brasil inteiro naquela época.

Em Vila de Iguassú, a gente tem, assim, uma sociedade que se estrutura e que tem o mesmo padrão de consumo dos outros centros, diz a arqueóloga Cleide Trindade.

E se existem tantas coisas, é porque muitas pessoas andaram por aquela estrada, pisaram naquele chão. A vila atraía tanta gente porque era um lugar de transição entre a estrada e o rio. Uma espécie de via expressa do café até a antiga capital do Brasil.

A gente tem outros caminhos por terra que levava cerca de 60, 90 dias. Aqui, você vai levar 15 dias, conta o arqueólogo Diogo Borges.

Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A mesma riqueza que ergueu a vila disse adeus rapidamente. Quando o café passou a ser transportado de trem, Iguassú Velha foi abandonada. A cidade se mudou inteira para perto da estação, a cerca de 15 km dali. Mas no chão antigo, os tijolos se recusam a desaparecer e agora estão ganhando cores novamente.

Em abril, a cidade abriu um museu para expor as relíquias encontradas. A pasta de dente vinha em um potinho de louça direto de Paris. A joia da coroa é o botão com o símbolo do imperador. E as peças inteiras, montadas de caco em caco. Alguns pedaços ainda estão faltando. Mas debaixo das pastagens tem uma cidade escondida, e eles vão procurar até o fim.

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Seleção Brasileira: veja a lista de convocados para a Copa do Mundo

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Técnico Carlo Ancelotti anuncia convocação com os 26 jogadores que vão defender o Brasil no Mundial de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, no Canadá e no México
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Gabriel Teles, da CNN Brasil
18/05/26 às 18:05 | Atualizado 18/05/26 às 19:37
Postado em 19 de Maio de 2.026 às 06h00m
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