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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Supercarro brasileiro de R$ 1,5 milhão ganha configurador virtual aberto ao público

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Primeira unidade do Super Veloce Unico será entregue em maio; site permite personalizar cores, faixas, interior e rodas. Empresa quer, no futuro, homologar uso em vias públicas.
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Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Postado em 24 de Abril de 2.026 às 20h00m
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Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce
Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce

Quem cresceu jogando videogame, com títulos como Gran Turismo, Forza ou Need for Speed, conhece a diversão de um configurador de carros.

É ali que o jogador escolhe a pintura, define o interior, testa diferentes rodas e observa o resultado final.

Agora, essa experiência chega ao primeiro supercarro brasileiro. O Unico, da marca Super Veloce, oferece nove opções de tons em fibra de carbono, 11 cores brilhantes e quatro alternativas foscas. O site permite montar o modelo e visualizar o resultado na tela. Clique aqui e monte o seu.

O usuário pode selecionar faixas distribuídas pela carroceria e escolher entre 13 cores para pintá-las. O interior, que acomoda apenas o motorista, também pode ser personalizado. Há 11 opções de cores para os acabamentos.

Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce
Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce

O configurador traz ainda quatro modelos de rodas, com quatro opções de cores. Também é possível escolher uma das nove cores disponíveis para as pinças de freio. 

 Ao final da configuração, o interessado pode solicitar uma cotação à equipe de vendas da Super Veloce. Nesse ponto, a experiência deixa de ser apenas virtual. É preciso ter conta bancária farta. A estimativa é que cada unidade custe cerca de R$ 1,5 milhão. Segundo a empresa, três Unicos já foram encomendados.

Sem passageiros

O Super Veloce Unico foi apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2025. A marca foi criada pelo empresário Rafael Espíndola, conhecido pelo Batmóvel adquirido pelo jogador Neymar Jr.

O carro foi desenvolvido no Brasil ao longo de dois anos, sob a liderança de Adhemar Cabral, sócio do Unico. A fabricação ocorre na zona sul de São Paulo e, por enquanto, o modelo só pode rodar em pistas fechadas. A empresa, no entanto, trabalha para obter a homologação para uso em vias públicas.

Super Veloce Unico, supercarro brasileiro com preço estimado em R$ 1,5 milhão — Foto: Divulgação / Super Veloce
Super Veloce Unico, supercarro brasileiro com preço estimado em R$ 1,5 milhão — Foto: Divulgação / Super Veloce

O carro é um monoposto, ou seja, transporta apenas o piloto. A ideia não é novidade; modelos como BAC Mono, McLaren Solus e Caparo T1 são exemplos de carros para só uma pessoa.

A estrutura é tubular, feita de aço carbono, com a opção de uso de cromo-molibdênio, material que deixa o conjunto mais rígido.

A carroceria é de fibra de carbono e pesa apenas 40 kg. Em comunicado, a marca afirma que cada detalhe do desenho tem uma função específica, como melhorar a passagem do ar, ajudar no resfriamento do motor ou aumentar a aderência ao solo.

Modelo tem motor 2.0 turbo de 360 cv e chega a 270 km/h — Foto: Divulgação / Super Veloce
Modelo tem motor 2.0 turbo de 360 cv e chega a 270 km/h — Foto: Divulgação / Super Veloce

O motor é um quatro cilindros 2.0 turbo da Ford, com 360 cv e torque de 42 kgfm. Embora os números não impressionem à primeira vista, o peso total do Unico é de apenas 700 kg. Um carro popular 1.0, por comparação, pesa cerca de 1.100 kg.

Com esse conjunto, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e atinge velocidade máxima de 270 km/h. O comprador pode optar por câmbio automático sequencial de seis marchas, com trocas feitas por aletas atrás do volante.

O projeto prioriza a facilidade de condução e a estabilidade em curvas rápidas. A suspensão dianteira e traseira segue o padrão usado em carros de corrida. Os freios são da Brembo, as rodas de 18 polegadas levam a marca americana Apex e os pneus semislick da Yokohama são voltados para uso em autódromos.

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Salão de Pequim: conheça o Xpeng Aridge, carro voador que carrega embutido em van híbrida; VÍDEO

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O modelo permite voos de até 20 km em um veículo totalmente elétrico, que é recarregado por uma van. Essa van tem motor híbrido e pode rodar até 1 mil km com as baterias e o tanque cheios.
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Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

Postado em 24 de Abril de 2.026 às 19h00m
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Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido
Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido

Com um nome nada fácil de pronunciar, um pequeno caminhão chama a atenção no Salão do Automóvel de Pequim: o Xpeng Aridge. A dificuldade na fala, porém, se torna irrelevante quando a caçamba se abre e revela algo inesperado: um carro voador surgindo de dentro dela.

Olhando primeiro para a parte que circula apenas no chão, o veículo lembra uma caminhonete das grandes. São 5,5 metros de comprimento, 2 metros de altura e o visual é marcado por chapas em cinza fosco e linhas retas, que lembram o estilo adotado pela Tesla na Cybertruck.

  • Trata-se de um veículo off-road, com tração nas seis rodas. Ela é garantida por dois motores elétricos, auxiliados por um motor a combustão.

O conjunto funciona principalmente com energia elétrica. Na prática, as rodas são movimentadas pelas baterias, enquanto o motor a combustão entra em ação apenas para gerar eletricidade e recarregá-las quando necessário.

(O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)

Com todas as baterias carregadas e o tanque abastecido, a Xpeng promete uma autonomia total de até 1.000 quilômetros.

Apesar de levar um carro voador inteiro na caçamba, o veículo ainda acomoda até quatro ocupantes. Durante o salão, porém, os vidros estavam completamente opacos, o que impediu a visualização do interior da parte terrestre.

O veículo aéreo, por sua vez, podia ser observado de perto e até ocupado pelo público. Diferentemente de alguns chamadoscarros voadores, ele conta com comandos físicos para controlar a direção.

Com isso, o modelo se assemelha mais a um drone pilotado como um helicóptero do que a um carro voador totalmente automático, no qual o ocupante apenas informa o destino e aguarda a chegada.

Xpeng Aridge — Foto: divulgação/Xpeng
Xpeng Aridge — Foto: divulgação/Xpeng

A marca afirma, no entanto, que também há um modo de voo em que o piloto apenas informa o destino. A partir daí, o veículo voador se encarrega sozinho de decolar, percorrer o trajeto necessário e pousar com segurança.

A experiência lembra a de um helicóptero também nos detalhes internos. Os bancos são mais rígidos do que os de um carro de luxo, e há diversos botões dedicados ao controle do voo.

Para que os rotores caibam no veículo terrestre, eles se dobram de forma semelhante a um brinquedo articulado. Segundo a Xpeng, todo esse processo é automático e leva cinco minutos. Basta o piloto pousar o veículo voador próximo ao carro para que a caçamba se abra e o drone se recolha sozinho até o encaixe correto.

Totalmente elétrico, o veículo voador tem autonomia de até 20 quilômetros. Isso deixa claro que sua proposta é atender a deslocamentos curtos. Já o sistema de baterias da parte terrestre permite recarregar o veículo voador até seis vezes.

Se toda essa experiência pareceu empolgante, a Xpeng informa que o Aridge já está em produção e tem preço de US$ 280 mil na China. Na cotação da data de publicação deste texto, o valor equivale a cerca de R$ 1,5 milhão.

A fabricante diz que começará a aceitar pedidos a partir do segundo semestre deste ano.

Saiba mais sobre o Salão do Automóvel de Pequim:


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"Irã pode ser ameaça maior sem especialistas nucleares", diz União Europeia

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Kaja Kallas, chefe de política externa do bloco, adverte que negligenciar problemas regionais, mísseis e ciberataques pode agravar a situação do país persa
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Kara Fox, da CNN
24/04/26 às 06:00 | Atualizado 24/04/26 às 06:13
Postado em 24 de Abril de 2.026 às 06h30m
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Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas
Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas17/01/2025  • REUTERS/Johanna Geron

A principal autoridade de política externa da União Europeia alertou que o Irã pode representar uma ameaça ainda maior se especialistas nucleares forem excluídos das negociações de paz.

Em um discurso na manhã desta sexta-feira (24), durante uma reunião de líderes da UE no Chipre, Kaja Kallas advertiu que qualquer acordo futuro corre o risco de ser mais fraco do que o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global), o acordo de 2015 negociado durante o governo Obama, do qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posteriormente retirou os Estados Unidos.

Esse acordo exigiu que o Irã reduzisse suas atividades nucleares sensíveis e permitisse inspeções internacionais em troca do alívio das sanções econômicas impostas pela ONU, UE e EUA.

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Se as negociações se concentrarem apenas no programa nuclear e não houver especialistas nucleares presentes, acabaremos com um acordo mais fraco do que o JCPOA, afirmou Kallas.

Ela também alertou que a falta de atenção a preocupações mais amplas pode agravar a situação.

E se os problemas na região, os programas de mísseis, o apoio a grupos aliados, bem como as atividades híbridas e cibernéticas na Europa não forem resolvidos, acabaremos com um Irã mais perigoso, disse ela.

Relembre o acordo nuclear de 2015

Um acordo nuclear entre o Irã e diversas potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, foi firmado em julho de 2015, sendo formalmente conhecido como Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA).

Na resolução histórica, Teerã concordou em desmontar grande parte de seu programa nuclear e abrir suas instalações para inspeções internacionais minuciosas em troca de bilhões de dólares em alívio de sanções.

Os proponentes do acordo afirmaram que a medida ajudaria a evitar uma retomada do programa de armas nucleares do país e, assim, reduziria as perspectivas de conflito entre o Irã e rivais regionais, incluindo Israel e Arábia Saudita.

No entanto, a resolução está em risco desde que Trump retirou os EUA em 2018.

Em retaliação à saída dos americanos e aos ataques mortais a iranianos em 2020, incluindo um dos Estados Unidos, o Irã retomou suas atividades nucleares.

Os inspetores da ONU relataram no início de 2023 que o país havia enriquecido quantidades vestigiais de urânio a níveis quase de grau de armas, gerando alarme internacional.

O presidente Joe Biden havia declarado que Washington retornaria para o JCPOA se o Irã voltasse a cumprir, mas depois de mais de dois anos de negociações intermitentes, os países não chegaram a um consenso.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido?

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O destino do estoque iraniano de urânio enriquecido será um ponto fundamental das novas negociações de paz com os Estados Unidos. Mas como o urânio é enriquecido, quais os seus propósitos e como podemos saber se ele se destina a fins civis ou militares?
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TOPO
Por BBC

Postado em 23 de Abril de 2.026 às 06h00m
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Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido? — Foto: Getty Images/BBC
Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido? — Foto: Getty Images/BBC

O estoque iraniano de urânio enriquecido voltou a chamar a atenção, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Teerã havia concordado em entregá-lo, como parte de um acordo para pôr fim à guerra.

Mas, na segunda-feira (20/4), o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, negou a afirmação. Ele declarou à agência de notícias AP que esta ideia é "inviável".

Enquanto os dois lados negociam um caminho para novas negociações de paz, o futuro do material certamente fará parte importante das discussões.

Mas o que é o urânio enriquecido? E por que ele é tão importante?

O que é o urânio enriquecido?

O urânio é um elemento natural, encontrado na crosta terrestre. Ele é composto principalmente de dois isótopos: U-238 e U-235.

Mais de 99% do urânio natural é U-238, que não sustenta facilmente uma reação nuclear em cadeia. Apenas cerca de 0,7% é U-235, um isótopo que pode se dividir facilmente, liberando energia em um processo conhecido como fissão nuclear.

Para transformar o urânio em um material útil, é preciso aumentar a proporção de U-235, por meio de um processo chamado enriquecimento.

Inicialmente, o urânio é transformado em gás. Este gás é introduzido em centrífugas, que são máquinas que giram em velocidades extremamente altas.

À medida que elas giram, o U-238, mais pesado, move-se levemente para cima. Já o U-235, mais leve, fica mais perto do centro da máquina.

Isso permite que o U-235 (a forma de urânio útil e mais rara) seja gradualmente separado do U-238. E este urânio mais concentrado é retirado por uma das extremidades da centrífuga.

Como a centrífuga separa os átomos de urânio — Foto: BBC
Como a centrífuga separa os átomos de urânio — Foto: BBC

Qual é a diferença entre o urânio usado em reatores nucleares e em armas?

Os diferentes níveis de enriquecimento tornam o urânio apropriado para diversos usos.

O urânio com baixo enriquecimento, normalmente com 3 a 5% de U-235, é usado como combustível em usinas comerciais de energia nuclear.

Este nível é suficiente para sustentar uma reação em cadeia controlada, mas muito inferior ao teor necessário para a bomba atômica.

O urânio altamente enriquecido, com níveis de 20% ou mais, pode ser empregado em reatores de pesquisa e o urânio em grau militar, para a produção de armas, normalmente é enriquecido até cerca de 90%.

Esta concentração gera condições ideais para que uma reação nuclear saia de controle quase instantaneamente.

E, quando há quantidade suficiente desse material, os átomos começam a se dividir com extrema rapidez, liberando imensas quantidades de energia em uma fração de segundo.

Este ponto é o que diferencia os usos civis e militares do urânio.

Em um reator, o combustível é enriquecido apenas levemente e a reação tem sua velocidade deliberadamente reduzida e cuidadosamente administrada. Com isso, a energia pode ser liberada gradualmente ao longo de vários meses ou anos.

Já em uma bomba, o objetivo é o contrário: permitir que a reação se acelere ao máximo possível.

Um acordo assinado em 2015 com seis potências mundiais — Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e a Rússia — limitou o Irã a enriquecer urânio até, no máximo, 3,67%.

O acordo também restringiu o estoque iraniano em 300 kg, limitou o número de centrífugas em operação e proibiu o enriquecimento na sua usina subterrânea de Fordo.

Mas, em maio de 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos abandonaram o acordo.

Processo de enriquecimento de urânio — Foto: BBC
Processo de enriquecimento de urânio — Foto: BBC

Por que o nível de enriquecimento é importante?

Quanto mais alto o nível de enriquecimento, mais próximo estará o urânio de poder ser utilizado em uma arma nuclear.

Atingir 20% de enriquecimento é uma marca importante. Neste ponto, já foi realizada a maior parte do esforço técnico necessário para produzir material em grau militar.

Transformar urânio natural em um material enriquecido a 20% exige milhares de etapas de separação repetidas, muito tempo e energia. Já o enriquecimento de urânio de 20% para cerca de 90% exige muito menos etapas adicionais.

Isso significa que o urânio enriquecido em níveis mais altos pode ser refinado em grau militar com relativa rapidez.

Quanto urânio tem o Irã?

Um ponto central das atuais negociações é o que irá acontecer com o atual estoque de urânio enriquecido do Irã.

No início da guerra, o Irã detinha cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, segundo autoridades norte-americanas. Este material pode ser enriquecido, de forma relativamente rápida, até o nível de 90% necessário para o urânio em grau militar.

O Irã também possui cerca de uma tonelada de urânio enriquecido a 20% e 8,5 mil quilos a cerca de 3,6%, normalmente usado para fins civis, como a produção de energia ou para pesquisas médicas.

Acredita-se que a maior parte do urânio altamente enriquecido que poderia ser transformado em material para armas nucleares esteja armazenada em Isfahan.

Esta usina é uma das três instalações nucleares subterrâneas no Irã que foram alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel no ano passado.

Enquanto os dois lados negociam um caminho para novas negociações de paz, o futuro do material certamente fará parte importante das discussões. — Foto: Google Maps/BBC
Enquanto os dois lados negociam um caminho para novas negociações de paz, o futuro do material certamente fará parte importante das discussões. — Foto: Google Maps/BBC

Mas não se sabe ao certo quanto urânio altamente enriquecido está armazenado em outros locais.

Fontes afirmam que o Irã rejeitou a exigência de uma moratória de 20 anos para o enriquecimento nuclear. Em resposta, o país propôs uma interrupção por cinco anos, como havia sido apresentado antes do início das hostilidades.

Teerã também rejeitou as exigências de entregar seu estoque de 400 kg de urânio altamente enriquecido, mantendo sua concessão anterior de diluir o urânio enriquecido a 60%.

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou à AP em outubro do ano passado que esta quantidade, se fosse enriquecida, seria suficiente para produzir 10 bombas nucleares.

O Irã está construindo uma arma nuclear?

O Irã defende que suas instalações nucleares são totalmente destinadas a fins pacíficos e a AIEA afirma que não encontrou evidências de um programa ativo de desenvolvimento de armas nucleares.

A produção de urânio em grau militar é apenas uma etapa da construção da bomba atômica. Uma bomba operacional também exige outras etapas complexas, como o projeto e a montagem de uma ogiva e o desenvolvimento de um sistema de lançamento.

"O Irã chegou a desenvolver alguma capacidade de projeto de ogivas até 2003, quando aparentemente suspendeu o programa", segundo a especialista independente de controle de armas Patricia Lewis.

Mas ela destaca que, "após o colapso do acordo nuclear de 2015 e a falta de negociações para um novo acordo, é possível que o Irã tenha decidido iniciar novamente o desenvolvimento da produção de ogivas".

Uma avaliação da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos afirmou, em maio de 2025, que o Irã poderia produzir urânio em grau militar suficiente para um único dispositivo "provavelmente em menos de uma semana".

Mas o organismo também declarou que o Irã "com quase certeza não estava produzindo armas nucleares", embora tenha tomado medidas que colocassem o país em posição de iniciar sua produção, se assim decidisse.

Israel afirmou possuir informações de inteligência indicando que o Irã teria realizado "progressos concretos" para o desenvolvimento de componentes para a produção de armas nucleares.

Com colaboração de Nadia Suleman e edição de Mark Shea.

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