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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Material que hoje é jogado fora pode ajudar a detectar câncer de estômago, mostra estudo brasileiro

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Abordagem aproveita líquido já coletado na endoscopia e pode aumentar a precisão do diagnóstico, especialmente em casos em que a biópsia falha ou gera dúvida.
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Por Talyta Vespa, g1

Postado em 13 deAbril de 2.026 às 06h00m
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Quantidade de DNA presente no suco gástrico pode ajudar a identificar tumores e trazer pistas sobre a evolução do câncer de estômago. — Foto: AdobeStock
Quantidade de DNA presente no suco gástrico pode ajudar a identificar tumores e trazer pistas sobre a evolução do câncer de estômago. — Foto: AdobeStock

Um material que hoje vai direto para o descarte durante a endoscopia pode ganhar um novo papel na investigação do câncer de estômago. Pesquisadores brasileiros mostraram que a quantidade de DNA presente no suco gástrico —o líquido aspirado no início do exame— pode ajudar a identificar tumores e trazer pistas sobre a evolução da doença.

A proposta não é substituir a biópsia, considerada padrão-ouro, mas torná-la mais precisa. A técnica pode funcionar como uma camada adicional de informação justamente nos casos em que o diagnóstico é mais difícil — e em que há risco de o câncer passar despercebido.

À frente da pesquisa, o cirurgião oncológico Felipe Coimbra, líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center, explica que o exame mede quanto material genético humano está “solto” no líquido do estômago —um sinal indireto do que está acontecendo naquele tecido.

O que o DNA no suco gástrico revela

A lógica do teste parte de um princípio biológico simples: tecidos doentes tendem a liberar mais fragmentos de DNA no ambiente ao redor.

No caso do câncer gástrico, isso acontece por uma combinação de fatores. O tumor cresce, se renova rapidamente e provoca destruição celular. Ao mesmo tempo, ativa uma resposta inflamatória e imunológica intensa. Tudo isso contribui para que mais material genético seja liberado no suco gástrico.

Segundo Coimbra, esse DNA não vem de uma única fonte. Parte dele é liberada pelas próprias células tumorais, mas há também contribuição de células inflamatórias e do sistema imune que atuam contra o tumor.

Esse detalhe ajuda a explicar por que o marcador não funciona como um “teste direto de câncer”, mas sim como um indicativo de que há algo anormal acontecendo na mucosa do estômago.

Onde o exame entra na prática

O principal diferencial do método está na forma como ele pode ser incorporado à rotina médica.

Durante a endoscopia digestiva alta —exame usado para investigar sintomas e diagnosticar o câncer— o médico já aspira o líquido do estômago para melhorar a visualização da mucosa. Hoje, esse material é descartado.

A proposta dos pesquisadores é simples: aproveitar esse mesmo líquido para análise, sem necessidade de novos procedimentos.

Isso significa que o paciente não precisaria fazer nenhum exame adicional. A coleta acontece no mesmo momento da endoscopia, sem aumento relevante de tempo ou risco.

Quando pode fazer diferença para o paciente

O potencial mais imediato do método está em um problema conhecido da prática clínica: a limitação da biópsia.

Embora seja o principal exame diagnóstico, a biópsia depende da coleta de pequenos fragmentos de tecido. Em alguns casos, isso pode não representar bem a lesão —especialmente quando o tumor está em camadas mais profundas ou distribuído de forma irregular.

É nesses cenários que a análise do suco gástrico pode ajudar.

Segundo Coimbra, o teste pode funcionar como um apoio quando a biópsia vem inconclusiva, quando o material coletado é insuficiente ou quando a suspeita clínica não bate com o resultado inicial.

Ao reunir material liberado por diferentes áreas do estômago, o líquido funciona como uma espécie de “amostra ampliada” do que está acontecendo no órgão.

Isso pode aumentar a chance de detectar casos suspeitos já na primeira endoscopia, reduzindo situações em que o diagnóstico fica em aberto.

câncer de estômago — Foto: AdobeStock
câncer de estômago — Foto: AdobeStock

Diagnóstico complementar, não substituto

Apesar do potencial, os pesquisadores são cautelosos sobre o uso do exame.

O desempenho do diagnóstico ainda é considerado moderado, o que impede seu uso isolado. Isso acontece porque o DNA presente no suco gástrico não vem apenas do câncer.

Inflamações, gastrite e outras condições benignas também podem elevar os níveis do marcador, gerando risco de falso positivo.

Por isso, a interpretação precisa sempre ser feita em conjunto com outros dados clínicos, endoscópicos e histológicos.

Hoje, o principal benefício apontado é o ganho de precisão, como complemento da biópsia, e não como substituição.

Um achado inesperado sobre prognóstico

Além do diagnóstico, o estudo trouxe um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores.

Em alguns pacientes, níveis mais altos de DNA no suco gástrico estiveram associados a melhor evolução da doença —um dado que, à primeira vista, parece contraditório.

A explicação mais provável está na resposta do organismo ao tumor.

Pacientes com maior concentração de DNA tendiam a apresentar mais células inflamatórias infiltradas no tumor — um sinal de que o sistema imune está mais ativo no combate à doença.

Nesse contexto, o DNA elevado não refletiria apenas a presença do câncer, mas também uma reação mais intensa do organismo, o que pode estar ligado a um prognóstico mais favorável.

O que ainda precisa avançar

Apesar dos resultados promissores, o método ainda está longe de virar rotina.

Entre as limitações apontadas pelos próprios pesquisadores estão o fato de o estudo ter sido conduzido em um único centro especializado, a necessidade de validação em populações maiores e a ausência de acompanhamento ao longo do tempo para avaliar o uso no monitoramento da doença.

Também ainda não está totalmente claro qual é a origem exata de todo o DNA medido, o que pode influenciar a interpretação dos resultados.

O que pode mudar no futuro

Se confirmado em estudos maiores, o principal impacto da técnica seria transformar a endoscopia em um exame mais completo.

Além de visualizar a lesão e coletar fragmentos para biópsia, o procedimento passaria a incluir uma análise molecular simples, feita a partir de um material que já é retirado rotineiramente.

Isso pode ajudar sobretudo em casos mais difíceis —quando a lesão é pouco acessível, o resultado da biópsia é duvidoso ou o risco de erro é maior.

A longo prazo, há ainda a possibilidade de o marcador contribuir para avaliar prognóstico e até orientar decisões terapêuticas. Mas, por enquanto, o papel mais concreto é outro: reduzir as chances de que um câncer passe despercebido.

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domingo, 12 de abril de 2026

Análise: Por que Trump vai bloquear Ormuz se o Irã já está bloqueando?

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Presidente dos EUA arrisca aumentar ainda mais os preços do petróleo e da gasolina para maximizar o poder de influência sobre o Irã
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David Goldman, da CNN
12/04/26 às 15:06 | Atualizado 12/04/26 às 15:06
Postado em 12 de Abril de 2.026 às 15h30m
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Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente
Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente  • REUTERS / GREEK GOVERNMENT HANDOUT

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando bloquear o Estreito de Ormuz – uma rota marítima crucial que já está sob bloqueio do Irã e que o presidente americano anteriormente afirmou precisar ser reaberta.

Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todo e qualquer navio que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz, postou Trump no Truth Social na manhã deste domingo (12). Em algum momento, chegaremos a um ponto em que TODOS PODEM ENTRAR, TODOS PODEM SAIR, mas o Irã não permitiu que isso acontecesse.

A decisão do Irã de fechar o estreito ao tráfego de petroleiros causou graves danos econômicos a países que dependem do petróleo do Oriente Médio e levou a um aumento dos preços em todo o mundo – incluindo nos Estados Unidos.

Leia Mais

  1. Reino Unido planeja “coalizão” no Estreito de Ormuz, diz porta-voz
  1. Trump afirma que usinas e pontes do Irã ainda são possíveis alvos
  1. EUA e outros países enviarão navios de guerra para Ormuz, diz Trump
Então por que Trump iria querer bloquear o estreito que ele mesmo tentou reabrir?

O estreito não está tecnicamente fechado – o Irã tem permitido gradualmente a passagem de alguns petroleiros em troca de um pedágio de até 2 milhões de dólares por navio. E, principalmente, o Irã tem permitido que o seu próprio petróleo entre e saia da região durante a guerra.

O Irã conseguiu exportar uma média de 1,85 milhões de barris de petróleo por dia ao longo do mês de março – cerca de 100 mil barris por dia mais do que nos três meses anteriores, segundo a empresa de dados e análise Kpler.

Ao fechar o estreito, Trump poderia cortar uma fonte fundamental de financiamento para o governo e para as operações militares do Irã.

É uma alavanca que o governo Trump não estava disposto a puxar: bloquear o estreito – até mesmo ao petróleo iraniano -- pode fazer o preço do petróleo disparar no mundo todo.

É por isso que a Marinha dos EUA permitiu que petroleiros iranianos passassem pela região. Qualquer petróleo que saia do Golfo neste momento poderia ajudar a manter os preços do petróleo, pelo menos um pouco, sob controle.

Na verdade, os Estados Unidos concederam em março uma licença temporária ao Irã para vender petróleo que estava estocado em petroleiros.

Os Estados Unidos têm aplicado sanções intermitentes ao petróleo iraniano durante décadas, e o governo Trump bloqueou as vendas do petróleo bruto do país desde que abandonou o acordo nuclear com o Irã em 2018.

A decisão de Trump de retirar as sanções no mês passado liberou muito petróleo bruto: 140 milhões de barris, o que é suficiente para satisfazer toda a procura mundial de petróleo durante cerca de um dia e meio, de acordo com a Administração de Informação sobre Energia dos EUA.

Mas a retirada temporária das sanções permitia ao Irã vender o petróleo sancionado para ajudar a financiar a guerra contra os Estados Unidos e os seus aliados. E Teerã estava lucrando bastante, vendendo o seu petróleo por vários dólares acima do preço do petróleo Brent, a referência internacional.


O descontentamento diante do aumento dos preços da gasolina pressionou o governo Trump a pausar a guerra, e a liberação de centenas de milhões de barris talvez tenha dado algum tempo aos EUA. A retirada das sanções abriu as vendas de petróleo iraniano aos países ocidentais, em vez de ir exclusivamente para a China, de longe o maior cliente do Irã.

O governo dos EUA tem tentado encontrar qualquer manobra que possa utilizar para manter os preços do petróleo sob controle enquanto luta sua guerra. A administração Trump coordenou uma liberação histórica de reservas de petróleo de emergência em todo o mundo e também retirou as sanções de centenas de milhões de barris de petróleo russo no mês passado.

Agora, Trump corre o risco de a aumentar ainda mais os preços do petróleo e da gasolina para maximizar o poder de influência sobre o Irã e pôr fim à guerra.

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Compreensão da História como ensinamento é ingenuidade, diz historiador

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Michel Gherman, professor da UFRJ, analisa que perspectiva de que humanidade aprende com história é ligada a "visão linear do processo histórico"
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Da CNN Brasil
12/04/26 às 03:11 | Atualizado 12/04/26 às 05:53
Postado em 12 de Abril de 2.026 às 06h30
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A ideia de que a humanidade aprende com a história e consegue evitar repetir os mesmos erros é uma concepção ingênua, segundo Michel Gherman, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Ghermen afirma que a história tem uma "perspectiva de tragédia".

"Eu acho que essa ideia de que a humanidade aprende com a história é uma ideia que tem muito a ver com filosofia da história, tem muito a ver com uma perspectiva de compreensão da história como algo que caminha linearmente e que tem como responsabilidade o ensino", disse Gherman ao WW Especial.

Para ele, essa visão representa uma perspectiva funcional da história, onde a tarefa da humanidade seria simplesmente a aprendizagem.

O historiador reconhece que é possível instrumentalizar a história através da educação, das leis e da luta por expansão de direitos, o que nos dá condições de compreender os processos históricos e aprender com eles.

Porém, ressalta que a história em si possui uma dimensão trágica, referenciando o conceito do filósofo Walter Benjamin sobre o "anjo da história" que caminha para frente sem conseguir parar os movimentos ou ensinar o que está acontecendo.

Gherman cita especialmente o físico, Albert Einstein, o criador da Psicanálise, Sigmund Freud, e o sociólogo Karl Marx como bases para entender as "dimensões da história".

Segundo o historiador, essas figuras tinham como perspectiva a compreensão de que, além dos elementos visíveis, existem dimensões invisibilizadas que influenciam os processos históricos.

"Para além das dimensões objetivas e claras da história, há uma dimensão menos clara e menos visível que também nos faz compreender referências que influenciam a história, apesar de não serem objetivamente claras para quem olha os processos históricos", conclui o professor.

WW Especial

Apresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.

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sábado, 11 de abril de 2026

IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas e puxada por combustíveis

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A projeção de economistas era de alta de 0,7% no mês e inflação de 4% em 12 meses. Mesmo com o resultado acima do esperado, o indicador permanece dentro da faixa de tolerância da meta de 3% fixada pelo CMN.
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 Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Abril de 2.026 às 09h00m
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Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis
Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,14%.

A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.

  • 🎯 Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Em março, os principais destaques do índice foi o grupo Transportes, com variação de 1,64%, puxado pela alta dos combustíveis (+4,59%). Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, destaca que a alta foi influenciada pelo conflito no Irã, que afetou o comércio global de petróleo.

Gonçalves também lembrou que, nas últimas semanas, houve reajustes nos preços praticados pela Petrobras.

"A combinação entre restrições de oferta no mercado internacional e repasses domésticos acabou se refletindo nos preços ao consumidor e já aparece nos dados de inflação de março."

De acordo com o técnico do IBGE, sem a alta da gasolina o IPCA de março teria ficado em 0,68%. Se todos os combustíveis fossem desconsiderados do cálculo, a inflação do mês teria sido de 0,64%.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebida: 1,56%;
  • Habitação: 0,22%;
  • Artigos de residência: 0,51%;
  • Vestuário: 0,46%;
  • Transportes: 1,64%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,42%;
  • Despesas pessoais: 0,65%;
  • Educação: 0,02%;
  • Comunicação: 0,19%.
Combustíveis puxam inflação de março

Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período.

E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA.

O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%.

Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março.

As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados.

Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%.

Outras variações

O grupo Alimentação e bebidas registrou forte alta em março. A variação passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte.

Grande parte desse avanço veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram 1,94%, após alta de 0,23% no mês anterior.

Entre os produtos que mais encareceram estão:

  • 🍅 Tomate: 20,31%
  • 🧅 Cebola: 17,25%
  • 🥔 Batata-inglesa: 12,17%

Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos:

  • 🍎 Maçã: -5,79%
  • ☕ Café moído: -1,28%

Outro grupo que apresentou alta relevante foi o de Despesas pessoais, com avanço de 0,65%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos, que subiram 3,95% após o fim da chamada Semana do Cinema, realizada em fevereiro.

No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,42%, com destaque para o aumento nos planos de saúde, que tiveram alta de 0,49%.

Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW
Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW

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