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sexta-feira, 5 de junho de 2026

PIX x Zelle: veja as diferenças entre os sistemas de pagamento do Brasil e dos EUA

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Embora ambos permitam transferências rápidas, o PIX é um sistema público e amplamente integrado ao mercado brasileiro, enquanto o Zelle é uma rede privada e mais limitada em uso.
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Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 05 de Junho de 2.025 às 06h05m
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PIX x Zelle: entenda a diferença entre os dois sistemas de pagamentos
PIX x Zelle: entenda a diferença entre os dois sistemas de pagamentos

O Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (4), após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro compará-lo ao PIX em entrevista à rádio TMC.

A declaração ocorre em meio a críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro, com acusações de que o país favorece a ferramenta em detrimento de empresas americanas. (entenda mais abaixo)

Mas afinal, qual é a diferença entre os dois sistemas? Veja abaixo:

PIX x Zelle — Foto: Reprodução/GloboNews
PIX x Zelle — Foto: Reprodução/GloboNews

Público x privado

O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público. A ferramenta foi desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil em 2020. O BC também é responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema.

Já o Zelle — cuja pronúncia é Zell — foi lançado em 2017 e é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos.

O sistema foi criado pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Integração limitada

Embora o Banco Central estude permitir transferências diretas do PIX para contas no exterior, o sistema brasileiro — assim como o americano — ainda está limitado a operações entre contas nacionais.

A principal diferença, portanto, está no grau de integração com o sistema financeiro.

Enquanto o PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, o Zelle é restrito às instituições participantes do sistema.

Segundo dados oficiais, o Zelle está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.

De acordo com informações do Banco Central, o PIX é usado por cerca de 80% da população brasileira, o que representa mais de 170 milhões de pessoas físicas do país.

O gráfico abaixo mostra a movimentação financeira em PIX nos últimos cinco anos.

MOVIMENTAÇÕES DE RECURSOS PELO PIX
EM R$ TRILHÕES


Fonte: BANCO CENTRAL

Uso no dia a dia

Enquanto o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, o PIX pode ser usado em diversas situações do dia a dia.

Segundo o Banco Central, além de transferências entre pessoas, o PIX também pode ser usado para:

  • pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços;
  • pagamentos entre empresas;
  • recolhimento de receitas públicas e contribuições; e
  • pagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos.

Além disso, o PIX é gratuito para pessoas físicas e costuma ter custo mais baixo para empresas. Já o Zelle pode ou não ser gratuito, a depender das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito. De acordo com uma pesquisa realizada no terceiro trimestre do ano passado, no entanto, "quase todos" os bancos e cooperativas que disponibilizam o sistema não cobram taxas de consumidores.

Por fim, enquanto o PIX é instantâneo, o Zelle pode levar alguns minutos para que o valor fique disponível ao destinatário.

Dá pra cancelar um pagamento?

Segundo o site oficial do Zelle, o usuário só pode cancelar um pagamento se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.

Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado, alerta o site.

Já o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado para ajudar vítimas de fraude. O Banco Central ressalta, no entanto, que a ferramenta não garante o ressarcimento.

A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude, diz o BC.

No caso de transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução. Ainda assim, o BC lembra que o Código Penal trata da apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro.

O PIX também conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco.

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Brasil e Suécia negociam produção de novos caças Gripen em fábrica brasileira

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Aeronaves suecas deverão ser produzidas em solo nacional, mirando mercado da América Latina. Governo descreve programa como chave para redução da dependência externa.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 04 de Junho de 2.026 às 17h00m
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FAB começa a usar caças Gripen na defesa da Capital Federal
FAB começa a usar caças Gripen na defesa da Capital Federal

O Brasil assinou nesta quinta-feira (4) um acordo de intenções com a Suécia para potencialmente comprar 20 novos caças do modelo Gripen E e F, da fabricante Saab.

O ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, disse que as aeronaves seriam fabricadas no Brasil, durante coletiva de imprensa em Estocolmo, ao lado da sua contraparte brasileira, José Mucio.

Os dois países já haviam assinado em 2014 outro acordo, avaliado em 4,5 bilhões de dólares (o equivalente, hoje, a quase R$ 23 bilhões), para a aquisição de outros 36 caças Gripen pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os primeiros jatos já foram recebidos, e a expectativa é que o restante seja entregue até 2027.

À época do primeiro acordo do Brasil com a Saab, o Gripen desbancou o F-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault Aviation SA.

Lula chegou a ser acusado de favorecer a fabricante sueca anos depois, mas o processo contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) acabou suspenso em 2022 pelo então ministro Ricardo Lewandowski.

Em 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos intimou a Saab a prestar informações sobre o negócio.

Brasil assina acordo para comprar mais 20 caças Gripen — Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance
Brasil assina acordo para comprar mais 20 caças Gripen — Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance

Produção em solo nacional

Uma segunda fase da cooperação firmada nesta quinta envolveria ainda a transferência de tecnologia para a produção das aeronaves no Brasil, mirando o mercado da América Latina.

A Embraer e a Saab lançaram, em 2023, a primeira linha de produção da aeronave no Brasil, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, prevendo ali a fabricação de 15 das 36 aeronaves abrangidas pelo acordo inicial.

Em março deste ano, foi apresentado o primeiro caça produzido em território nacional, no que o governo brasileiro descreveu como passo importante na redução da dependência externa. Uma nova entrega está prevista para este ano.

"Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania, afirmou, então, o presidente Lula.

Presidente durante a cerimônia de apresentação do primeiro Caça F-39 E Gripen montado no Brasil. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Presidente durante a cerimônia de apresentação do primeiro Caça F-39 E Gripen montado no Brasil. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Preço ainda desconhecido

Segundo a Folha de S.Paulo, o anúncio surpreendeu pessoas familiarizadas com o tema, em vista da redução orçamentária que afeta o Ministério da Defesa. Serão suprimidos R$ 4,3 bilhões neste ano da pasta, a mais impactada pelos cortes na Esplanada.

Por sua vez, Jonson não quis especificar o valor da operação e ressaltou que "é algo que ainda deve ser discutido" entre o Brasil e a fabricante sueca dos caças.

Na prática, as aeronaves são usadas para o treinamento de pilotos e mecânicos, além de poderem atuar em operações aéreas.

Segundo o governo brasileiro, o programa Gripen beneficia ainda o país com o fortalecimento da capacidade de defesa, "incremento tecnológico, geração de postos de trabalho altamente qualificados e ampliação de oportunidades econômicas". O Planalto estima que sejam gerados cerca de 13 mil empregos, incluindo 2,2 mil diretos e 10,8 mil indiretos.

A declaração conjunta assinada por Brasil e Suécia destaca ainda "o estabelecimento de um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento e à exploração de novos sistemas e equipamentos aplicáveis à operação, manutenção e melhoria dos caças Gripen".

Caças F-39 Gripen da FAB — Foto: Reprodução/SO Johnson/Força Aérea Brasileira
Caças F-39 Gripen da FAB — Foto: Reprodução/SO Johnson/Força Aérea Brasileira

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Agência da ONU aponta poucas mudanças em programa nuclear do Irã

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Relatório reiterou apelos para que Teerã explique o destino dos estoques de urânio enriquecido
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Da Reuters, da CNN
04/06/26 às 14:57 | Atualizado 04/06/26 às 14:57
Postado em 04 de Junho de 2.026 às 15h30m
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Instalação iraniana de enriquecimento de urânio no Irã
Vista da instalação iraniana de enriquecimento de urânio de Natanz, a 250km ao sul da capital Teerã  • Foto: Raheb Homavandi (Reuters)

A agência nuclear da ONU enviou um relatório aos Estados integrantes nesta quinta-feira (4) sem grandes alterações na avaliação do programa nuclear iraniano, apesar dos três meses de guerra entre Estados Unidos e Israel com o objetivo declarado de impedir Teerã de construir uma bomba atômica.

No primeiro relatório sobre o programa nuclear iraniano desde o dia anterior aos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o país no final de fevereiro, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) reiterou os apelos para que Teerã explique o destino dos estoques de urânio enriquecido.

O urânio está desaparecido desde uma campanha de bombardeio conjunta dos EUA e de Israel, realizada no ano passado, que teve como alvo as principais instalações nucleares do Irã.

Leia Mais

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, citaram repetidamente a destruição do programa nuclear iraniano como um de seus principais objetivos ao lançarem novos ataques no final de fevereiro.

O estoque de urânio enriquecido do Irã tem sido um grande obstáculo nas negociações entre os Estados Unidos e Teerã para pôr fim à guerra, com Trump insistindo que o país o abandone. Os esforços recentes têm se concentrado em um acordo preliminar que deixaria as questões nucleares para uma data posterior.

relatório confidencial sobre o Irã foi um dos dois divulgados nesta quinta-feira (4) e vistos pela agência Reuters antes da reunião trimestral da próxima semana do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, composto por 35 nações.

Os relatórios mostraram poucas mudanças em relação aos anteriores, do final de fevereiro, pouco antes da última guerra.

"O Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica enfatizou ao Irã que é indispensável e urgente implementar efetivamente o Acordo de Salvaguardas do TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear) e que sua implementação não pode ser suspensa pelo Irã sob nenhuma circunstância", diz o relatório visto pela Reuters.

A AIEA não conseguiu retornar aos locais nucleares que Israel e os Estados Unidos bombardearam em junho passado. Israel ainda não informou à AIEA sobre o destino de seus estoques de urânio pouco e altamente enriquecido (HEU e o LEU), incluindo urânio enriquecido a até 60% de pureza, um passo abaixo dos cerca de 90% de grau militar.

"A falta de acesso da Agência para verificar o HEU e o LEU previamente declarados, durante quase um ano – o que já deveria ter sido feito há muito tempo, de acordo com as práticas padrão de salvaguardas – é motivo de preocupação em termos de proliferação e de conformidade com o Acordo de Salvaguardas do TNP", afirmou o relatório.

A falta de supervisão por tanto tempo leva à perda do controle sobre o assunto, o que a agência chama de perda da "continuidade do conhecimento".

"A perda de continuidade do conhecimento da Agência sobre todo o material nuclear previamente declarado em instalações afetadas no Irã precisa ser abordada com a máxima urgência", afirmou, referindo-se aos locais afetados, ou atingidos, nos ataques militares dos EUA e de Israel em junho.

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Dívidas dos clubes brasileiros: 11 times superam R$ 1 bilhão; veja ranking

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Corinthians, Atlético-MG, São Paulo e Botafogo lideram lista de maiores passivos, com dívidas a curto e longo prazo que superam os R$ 2 bilhões
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Por João de Andrade Neto — Recife

Postado em 03 de Junho de 2.026 às 13h10m
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Augusto Melo expulso do Corinthians e Memphis com a 10 na Copa
Augusto Melo expulso do Corinthians e Memphis com a 10 na Copa

Onze dos principais clubes do País possuem dívidas acumuladas que superam a cifra de R$ 1 bilhão. Corinthians, Atlético-MG, São Paulo e Botafogo já possuem um passivo total que ultrapassam os R$ 2 bilhões.

Essa é a constatação após o ge analisar e comparar os demonstrativos contábeis dos 20 clubes que disputaram a Série A do ano passado, além dos quatro que conseguiram o acesso na Série B. O Remo foi o último a apresentar, fora do prazo previsto em Lei Geral do Esporte.

Para calcular o valor total de cada clube, foi considerada a soma das dívidas a curto prazo, a serem pagas em até 12 meses (circulante) e as de longo prazo, após 12 meses (não circulante).

+ Veja a tabela completa do Campeonato Brasileiro

Dívida total dos clubes de acordo com balanços de 2025 — Foto: Arte IA
Dívida total dos clubes de acordo com balanços de 2025 — Foto: Arte IA

A maior dívida acumulada é a do Corinthians, que tem um passivo de R$ 2,75 bilhões. Desse valor, porém, a maior parte está alocada nas dívidas de longo prazo, sendo que R$ 730,2 milhões estão relacionadas a parcelamentos tributários.

Assim, menos da metade da dívida total corintiana é de pagamento a curto prazo (R$ 979,7 milhões). Valor inferior ao registrado no passado, quando o passivo circulante do clube era de R$ 1,27 bilhão.

Situação inversa vive o Atlético-MG, que tem mais da metade do seu passivo total de R$ 2,66 milhões, com dívidas a curto prazo (R$ 1,35 bilhão). O Galo também foi o clube, em 2025, que teve o maior déficit no ano, com um saldo negativo de R$ 882,1 milhões.

Das dívidas a serem pagas em 12 meses, R$ 685,2 milhões são referentes a "empréstimos e financiamentos".

Bárbara Mendonça explica processo que afastou Textor do Botafogo
Bárbara Mendonça explica processo que afastou Textor do Botafogo

Outro clube em situação financeira complicada, quando se trata de dívidas a curto prazo, é o Botafogo, que tem 67% do seu passivo total de R$ 2,01 bilhões desta forma (R$ 1,34 bilhão). Apenas com contas a pagar de transferência de jogadores são R$ 1,1 bilhão em aberto, sendo que boa parte desse valor entra justamente no que se refere ao passivo circulante.

O Botafogo também fechou 2025 com o segundo maior déficit do ano, com um negativo nas contas de R$ R$ 290,8 milhões, atrás apenas do Galo.

Déficit financeiro dos clubes em 2025 — Foto: Arte IA
Déficit financeiro dos clubes em 2025 — Foto: Arte IA

O São Paulo é o outro clube com uma dívida total acima dos R$ 2 bilhões (R$ 2,45 bilhões). Porém, assim como o Corinthians, a maior parte dela é de contas a longo e médio prazo (não circulante).

Apesar disso, um dado que liga o alerta é o aumento do passivo circulante que saltou de R$ 844,7 milhões em 2024 para R$ 1,03 bilhão em 2025. Vale lembrar, porém, que o balanço financeiro apresentado pelo São Paulo não foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube.

Patrimônio líquido

Uma outra forma de se analisar a realidade financeira de um clube é pelo seu patrimônio líquido, que é o valor do ativo disponível após se descontar todas as suas dívidas.

Sendo assim, apesar de também apresentarem uma dívida total superior a R$ 1 bilhão, a situação de Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Internacional são bem menos complexas. Isso porque todos possuem um patrimônio líquido positivo (ou seja, possuem mais bens do que dívidas).

Patrimônio líquido dos clubes em 2025 — Foto: Arte IA
Patrimônio líquido dos clubes em 2025 — Foto: Arte IA

O Flamengo, por exemplo, mesmo com uma dívida total de R$ 1,26 bilhão, possui o segundo maior patrimônio líquido do Brasil, com R$ 954 milhões em ativos.

O atual campeão da Libertadores e do Brasileirão fica atrás apenas do Athletico-PR, único clube do Brasil com um patrimônio ativo superior a R$ 1 bilhão. A dívida total do Furacão é de "apenas" R$ 404,8 milhões.

Seleção Sportv: bancada analisa o momento do Flamengo
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O Corinthians vai na contramão. Isso porque, além de ter o maior passivo acumulado, também possui o patrimônio líquido mais negativo, com um déficit total de R$ 774,1 milhões. O que significa dizer que, em tese, mesmo que o clube venda tudo o que possui em seu nome (jogadores, estrutura, cotas e demais ativos), ainda assim ficaria devendo algo próximo a R$ 1 bilhão.

Patrimônio líquido negativo obviamente é um sinal de alerta, porque mostra que o clube acumulou, ao longo do tempo, um nível de passivo maior que seus ativos. Isso reduz capacidade de investimento, aumenta pressão financeira e deixa o clube mais vulnerável esportivamente. Mas no futebol brasileiro precisamos analisar caso a caso, porque muitos clubes convivem há anos com estruturas patrimoniais desequilibradas — analisa Pedro Weber, sócio da Chenus, empresa especializada em investimentos no esporte.

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O Atlético-MG, apesar das dívidas bilionárias, segue com um patrimônio líquido positivo. Mas com um sinal de alerta. Isso porque esse valor, em 2024, era de R$ 859,6, milhões. Porém, no demonstrativo financeiro de 2025 teve uma queda para 82,5 milhões. Uma redução de 90,4% em apenas um ano.

— Sobre o Atlético-MG, o déficit de 2025 teve um impacto muito relevante e acelerou bastante a deterioração patrimonial do clube. Isso reforça como é importante equilibrar crescimento esportivo com sustentabilidade financeira no longo prazo — finalizou Pedro Weber.