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terça-feira, 14 de julho de 2026

Petróleo sobe e atinge o maior nível em um mês após tensão no Estreito de Ormuz

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Além da escalada das tensões no Oriente Médio, a proposta dos EUA de cobrar uma taxa de 20% sobre navios que cruzam a principal rota de petróleo do mundo aumenta temores sobre a oferta global e a inflação.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 14 de Julho de 2.026 às 08h40m
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Guga: Proposta de pedágio dos EUA em Ormuz é ilegal, desastrosa e abre brecha para o Irã
Guga: Proposta de pedágio dos EUA em Ormuz é ilegal, desastrosa e abre brecha para o Irã

Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira (14) e atingiram o maior nível em cerca de quatro semanas, depois que a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar.

O mercado teme que o conflito prejudique o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo.

Por volta das 9h39 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 4,33%, para US$ 86,91. Já o WTI, referência nos EUA, avançava 3,17%, para US$ 80,62.

Com isso, o Brent atingiu o maior nível desde 12 de junho, enquanto o WTI alcançava o maior patamar desde 16 de junho, antes de EUA e Irã assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento para encerrar o conflito.

Na segunda-feira (13), os preços chegaram a subir quase 10% após a escalada das tensões no Oriente Médio.

O aumento no preço do petróleo acontece após o governo do presidente Donald Trump restabelecer um bloqueio naval ao Irã e intensificar os ataques militares contra o país, apesar de um memorando de entendimento assinado em junho que previa o fim das hostilidades.

Segundo analistas, o mercado passou a incorporar o risco de que o acordo entre os dois países não se sustente.

Por que o petróleo está subindo?

O principal motivo é o temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam por essa rota.

Nos últimos dias, a região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores:

  • os EUA retomaram o bloqueio à navegação iraniana;
  • o governo americano propôs cobrar uma taxa de 20% para proteger embarcações que cruzam o estreito;
  • dois navios-tanque dos Emirados Árabes foram atingidos por mísseis iranianos, deixando um tripulante morto e oito feridos;
  • o número de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz caiu ao menor nível em dois meses.

Na avaliação de analistas do ANZ, se as interrupções continuarem, o petróleo pode permanecer entre US$ 85 e US$ 90 por barril nas próximas semanas.

Quando o petróleo sobe, aumentam os custos de combustíveis e de transporte em vários países. Isso pode encarecer produtos e serviços, pressionando a inflação.

Nos EUA, essa preocupação ganhou força justamente no dia em que investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação de junho. O receio é que uma nova alta da energia dificulte o trabalho do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, no controle dos preços.

Além disso, declarações recentes de dirigentes do Fed reforçaram a possibilidade de os juros permanecerem elevados — ou até voltarem a subir — caso a inflação continue acima da meta.

Bolsas asiáticas sobem; futuros dos EUA operam sem direção única

A alta do petróleo também influenciou o desempenho dos mercados financeiros nesta terça-feira.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. Na China, o índice de Xangai avançou 1,36%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, subiu 2,15%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,52%.

No Japão, o índice Nikkei fechou em alta de 0,74%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,73%. Em Cingapura, o Straits Times subiu 0,43%. Já em Taiwan, o Taiex caiu 1,42%, e a bolsa australiana encerrou o pregão praticamente estável.

Na China, o bom humor dos investidores também foi impulsionado pelo avanço de 27% das exportações em junho, na comparação anual em dólares, favorecidas pela forte demanda global por chips e equipamentos voltados à inteligência artificial.

As ações do setor de energia tiveram destaque, acompanhando a valorização do petróleo.

Na Europa, o clima foi de cautela. Em Londres, o índice FTSE 100 recuava 0,3%, enquanto o FTSE 250 caía 0,7%. As perdas foram puxadas principalmente pelas ações dos setores financeiro e de viagens, que compensaram os ganhos das empresas de energia, beneficiadas pela alta do petróleo.

As ações da petroleira BP avançavam após a empresa sediada no Reino Unido afirmar que a alta do petróleo e o melhor desempenho de suas refinarias devem impulsionar o lucro do segundo trimestre.

No mercado de câmbio, o dólar permaneceu próximo das máximas em 13 meses com a expectativa de que a alta do petróleo volte a pressionar a inflação nos EUA e mantenha os juros elevados:

  • o euro subia 0,2%, para US$ 1,1399,
  • a libra esterlina avançava 0,2%, para US$ 1,337.
  • o iene japonês era negociado a 162,27 por dólar, perto do menor nível em cerca de 40 anos.

Em Wall Street, os contratos futuros das bolsas operavam sem direção única. Os futuros do Dow Jones recuavam cerca de 0,2%, os do S&P 500 estavam próximos da estabilidade e os do Nasdaq avançavam cerca de 0,5%.

*Com informações da Reuters

Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã — Foto: Reuters
Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã — Foto: Reuters

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Entenda o que é a Montanha Pickaxe, alvo de ameaças de Trump

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Local abriga sistemas de túneis subterrâneos e é suspeito de abrigar instalações nucleares; registros obtidos pela CNN mostram veículos entrado e saindo da região
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Da CNN Brasil
13/07/26 às 19:23 | Atualizado 13/07/26 às 19:25
Postado em 13 de Julho de 2.026 às 19h40m
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Imagem de satélite da Vantor mostra a instalação nuclear de Natanz e seu complexo de túneis subterrâneos adjacente, na Montanha Pickaxe, no Irã  • DigitalGlobe/Getty Images

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que as Forças Americanas vão destruir a Montanha Pickaxe, no Irã.

"Vamos destruir a Montanha Pickaxe. Digam aos iranianos para se prepararem", disse o presidente americano durante uma entrevista ao "Hugh Hewitt Show".

Segundo Trump, os EUA monitoram constantemente a região.

"Estamos monitorando a (Montanha Pickaxe) de perto. Não vemos nenhuma atividade lá. A situação nuclear deles não vai bem. Sempre que ouvimos falar sobre isso, nós explodimos o local. Por isso, eles não gostam de falar sobre o assunto. Mas provavelmente vamos tentar atacar a Pickaxe em breve", afirmou.

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O que é a Motanha Pickaxe?

A montanha, localizada próxima à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, um dos principais centros do programa nuclear iraniano, abriga dois sistemas de túneis subterrâneos.

Especialistas consideram o local como uma das estruturas militares mais protegidas do país.

Analistas avaliam que as instalações subterrâneas estão fora do alcance até mesmo de bombas do tipo "Bunker Buster" (destruitoras de bunkers), desenvolvidas para penetrar estruturas fortificadas.

Embora Teerã nunca tenha confirmado oficialmente a finalidade do complexo, autoridades americanas e especialistas em proliferação nuclear suspeitam que o local possa abrigar instalações relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Registros obtidos pela CNN junto à empresa Vantor mostraram veículos entrando e saindo dos túneis da Montanha Pickaxe em 21 de junho, durante o período de vigência do Memorando de Entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã.

Outra análise, realizada pelo Instituto para Ciência e Segurança Internacional, identificou que imagens de alta resolução captadas em 10 de fevereiro de 2026 mostram o Irã reforçando as entradas dos túneis.

Segundo o instituto, é possível observar concreto recém-aplicado nos acessos oeste e leste, além da presença de caminhões e equipamentos de construção, indicando esforços para aumentar a proteção da instalação contra possíveis ataques aéreos.

As imagens também fazem parte de uma investigação visual da CNN divulgada na última sexta-feira (10), que apontou novas atividades em diferentes instalações nucleares e de mísseis iranianas.

Segundo a reportagem, os trabalhos levantam dúvidas sobre um possível descumprimento do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerã em 17 de junho.

Questionado sobre as descobertas, o Pentágono informou à CNN que não comentaria condições de combate nem assuntos de inteligência por questões de segurança operacional. O governo iraniano também não respondeu aos pedidos de posicionamento.

(Com informações de Allegra Goodwin e Katie Polglase, da CNN, Ismail Shakil, Daphne Psaledakis, Christian Martinez e Jonathan Landay, da Reuters)

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China recupera foguete com sistema inédito de rede em alto-mar

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Teste bem-sucedido tenta quebrar o domínio dos EUA em foguetes reutilizáveis
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www.cnnbrasil.com.br/internacional
11/07/26 às 19:14 | Atualizado 11/07/26 às 19:14
Postado em 13 de Julho de 2.026 às 11h25m
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China recupera foguete com sistema inédito de rede em alto-mar  • China News Service via Reuters

A China testou com sucesso na sexta-feira (10) um sistema experimental de recuperação de foguetes usando uma rede acoplada a uma plataforma marítima, informou a mídia estatal, na esperança de quebrar a dominação dos EUA em foguetes reutilizáveis.

O foguete Longa Marcha 10B decolou do local de lançamento espacial comercial de Hainan, no sul da China, às 12h15 no horário local e, cerca de seis minutos após a separação de seu propulsor e do estágio superior, o propulsor retornou verticalmente e foi recuperado em uma plataforma em alto-mar, informou a emissora estatal CCTV.

O teste marca a primeira recuperação bem-sucedida da China de um foguete de classe orbital, colocando o país mais perto de desenvolver foguetes reutilizáveis.

O foguete enviou um satélite para a órbita preestabelecida na sexta-feira, informou a mídia estatal.

As ações de empresas aeroespaciais chinesas dispararam com a notícia, com a China Spacesat (600118.SS) e a China Satellite Communications (601698.SS) atingindo os limites diários de alta.


O Longa Marcha 10B tem sido comparado ao Falcon 9, o foguete de capacidade média amplamente utilizado da SpaceX (SPCX.O). Ele foi desenvolvido para o setor aeroespacial comercial pelo principal desenvolvedor estatal de foguetes do país, a CALT (Academia de Tecnologia de Veículos de Lançamento da China), e é capaz de transportar uma carga útil de pelo menos 16 toneladas métricas para a órbita baixa da Terra.

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Mas ao contrário do Falcon 9, o Longa Marcha 10B não pousa autonomamente em pernas implantáveis em uma plataforma terrestre ou navio-drone, usando, em vez disso, quatro "ganchos de pouso" para pegar a rede acoplada a uma plataforma marítima.

"A recuperação baseada em rede ajuda a simplificar a estrutura a bordo do foguete, reduz a massa do veículo e aumenta a capacidade de carga útil. Ela também é altamente adaptável a desvios do ponto de pouso, pois sistemas de redes coordenados podem efetivamente expandir a janela de captura", disse o especialista da CALT, Chen Muye, à agência estatal Xinhua.

A SpaceX pousou um foguete Falcon 9 de um voo orbital pela primeira vez em dezembro de 2015, seguida pelo New Glenn da Blue Origin em novembro de 2025.

Até agora, o Falcon 9 da SpaceX lança cerca de 150 vezes por ano, ou aproximadamente três vezes por semana, com seu propulsor reutilizado dezenas de vezes conforme necessário. O propulsor cheio de motores é geralmente visto como a parte mais valiosa de um foguete.

A China passou quase uma década desenvolvendo tecnologias de foguetes reutilizáveis, desde testes iniciais de voo pairado em baixa altitude até tentativas de recuperação de propulsores de classe orbital nos últimos anos.

Um sistema de foguetes reutilizáveis reduzirá os custos de lançamento para as constelações de satélites comerciais da China, que estão em rápida expansão.

Empresas privadas chinesas também estão intensificando esforços para testar seus foguetes reutilizáveis em meio a uma intensa competição global para adquirir a tecnologia, e a China flexibilizou as regras de IPO (oferta pública inicial) para empresas que desenvolvem foguetes reutilizáveis para ajudá-las a levantar fundos.

Duas tentativas da empresa privada chinesa LandSpace e da estatal China Aerospace Science and Technology Corporation no ano passado falharam em completar o passo final crucial de pouso e recuperação do propulsor.

Como parte da família Longa Marcha 10, que está sendo desenvolvida para as missões lunares tripuladas da China antes de 2030, o Longa Marcha 10B também poderia fornecer dados e validar tecnologias relevantes para o programa lunar mais amplo.

A China planeja usar o estágio do propulsor do Longa Marcha 10B novamente para outro lançamento até o final deste ano, disse a CCTV.

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Tópicos


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Petróleo sobe mais de 3% após escalada do conflito entre EUA e Irã e novo fechamento do Estreito de Ormuz

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Troca de ataques entre os dois países elevou o risco de interrupções na oferta global de petróleo e impulsionou os preços da commodity nesta segunda-feira (13).
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TOPO
Por Reuters

Postado em 13 de Julho de 2.026 às 09h50m
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EUA lançam novos ataques contra o Irã
EUA lançam novos ataques contra o Irã

Os preços do petróleo subiam mais de 3% nesta segunda-feira (13), refletindo a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

A alta foi impulsionada pela intensificação dos ataques entre os dois países no fim de semana e pela decisão de Teerã de voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. (confira a cobertura em tempo real)

  • Por volta das 7h47 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 3,1%, cotado a US$ 78,44 o barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,2%, para US$ 73,71.

O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Qualquer interrupção na navegação pela região aumenta o risco de problemas no abastecimento global e costuma pressionar os preços da commodity.

A escalada das tensões também aumentou a aversão ao risco nos mercados financeiros. Investidores reduziram a exposição a ativos considerados mais arriscados e buscaram proteção em aplicações vistas como mais seguras, como o dólar.

Mercados globais

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. O índice de Xangai caiu 2,06%, aos 3.913 pontos, atingindo o menor nível em três meses.

O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,79%, aos 4.695 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,16%, aos 24.213 pontos.

Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, caiu 1,92%, aos 67.242 pontos;

  • Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,95%, aos 6.806 pontos;
  • Straits Times, de Cingapura, perdeu 0,11%, aos 5.463 pontos;
  • Taiex, de Taiwan, subiu 0,06%, aos 45.380 pontos;
  • S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,03%, aos 8.808 pontos.
Dólar oscila com tensão no Oriente Médio

O dólar oscilou nesta segunda-feira após a retomada dos confrontos no Golfo. A moeda americana chegou a subir no início do pregão, acompanhando a alta do petróleo, mas perdeu força com os investidores avaliando os impactos do conflito.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas, chegou a avançar 0,3%, mas encerrou o dia em queda de 0,2%, aos 100,83 pontos.

Entre as principais moedas:

  • Euro: alta de 0,15%, para US$ 1,1433;
  • Libra esterlina: estável, a US$ 1,339;
  • Dólar australiano: queda de 0,1%, para US$ 0,694;
  • Dólar contra o iene: alta de 0,2%, para 162,05 ienes.

A desvalorização do iene voltou a chamar atenção dos investidores, diante da possibilidade de uma intervenção das autoridades japonesas para conter a queda da moeda.

Entenda a escalada do conflito

A reação dos mercados ocorreu após uma nova troca de ataques entre EUA e Irã. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, forças do país atingiram bases militares americanas no Barein e no Kuweit, além de alvos na Jordânia e em Omã.

Em resposta, as Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado sistemas de defesa aérea, radares, mísseis, drones e embarcações iranianas.

A escalada militar colocou em dúvida um acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e uma redução das tensões após semanas de negociações.

Em entrevista à Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que considera o cessar-fogo encerrado, mas disse que ainda vê espaço para novas negociações.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, adotou um tom duro. Em publicação na rede social X, afirmou que "a era dos acordos unilaterais acabou" e cobrou que os EUA cumpram os compromissos assumidos.

A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, ampliou a instabilidade no Oriente Médio e levou Teerã a atacar bases militares americanas em diferentes países da região. O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária afirmou que o tráfego normal de navios pelo Estreito de Ormuz só será restabelecido quando os EUA encerrarem as operações militares na região. O grupo alertou que novos confrontos podem provocar impactos ainda maiores no mercado global de petróleo e gás.

O governo iraniano informou ainda que tenta negociar com Omã um mecanismo para administrar a passagem de embarcações pelo estreito, mas disse que as conversas têm sido dificultadas pela pressão americana.

A alta do petróleo aumenta a preocupação com uma possível elevação dos preços dos combustíveis e da inflação em diversos países, caso o conflito se prolongue e afete a oferta global da commodity.

*Com informações da Reuters

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio — Foto: Reuters
Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio — Foto: Reuters

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Irã lança ataques contra instalações militares dos EUA no Kuwait e Bahrain

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Guarda Revolucionária diz que ofensiva incluiu bases em dois países do Golfo e promete manter as ações de retaliação
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Laura Sharman e Lex Harvey, da CNN
13/07/26 às 01:42 | Atualizado 13/07/26 às 01:46
Postado em 13 de Julho de 2.026 às 05h00m
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Arquivo do Campo acampamento militar dos EUA no Kuwait  • Reuters

Ataques iranianos tiveram como alvo infraestrutura dos Estados Unidos em bases militares no Kuwait e causaram danos, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars, nesta segunda-feira (13).

De acordo com a publicação, a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) afirmou ter "destruído completamente tanques de armazenamento de combustível e sistemas de defesa aérea Patriot na base americana de Ali Al Salem".

A base de Ali Al Salem abriga tropas dos Estados Unidos, segundo o CENTCOM (Comando Central dos EUA), responsável pelas operações militares americanas na região.

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A IRGC também afirmou ter atingido a Base Aérea zhmad Al Jaber, localizada a cerca de 48 quilômetros de distância, danificando um sistema de radar FPS.



Em um comunicado publicado no X na manhã desta segunda-feira, as Forças Armadas do Kuwait informaram que estão respondendo a "alvos aéreos hostis" no espaço aéreo do país.


"O Estado-Maior das Forças Armadas do Kuwait informa que quaisquer sons de explosões que possam ser ouvidos são resultado da interceptação de ataques hostis pelos sistemas de defesa aérea", disseram os militares no post.

As autoridades também orientaram os moradores a seguirem as instruções emitidas pelos órgãos oficiais.

Ataques no Bahrein e mísseis na Jordânia

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã também afirmou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein, informou a Fars.

Segundo a IRGC, em resposta aos ataques americanos, sua Força Aérea atingiu instalações de manutenção e reparo de helicópteros, um hangar que abrigava uma aeronave de patrulha marítima P-8 Poseidon e o centro de comando e controle de drones da base aérea americana de Sheikh Isa, no Bahrein.

"As operações de retaliação continuarão", afirmou a IRGC. O Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas e orientou os moradores a procurar abrigo.

Até o momento, não há relatos imediatos de danos.

Segundo a Agência de Notícias da Jordânia, as forças armadas jordanianas interceptaram quatro mísseis em seu espaço aéreo.

Quatro mísseis que entraram no espaço aéreo jordaniano vindos de território iraniano foram interceptados e afundados, informou a agência nesta segunda-feira, citando as forças armadas do país.

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