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domingo, 23 de agosto de 2026

Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores

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União Europeia flexibilizou regras para parte das plantas obtidas por novas técnicas genômicas, reacendendo o debate sobre segurança, regulação e o futuro da agricultura.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 23 de Agosto de 2.026 às 05h00m

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Prato do Futuro: pesquisa cria milho mais resistente ao calor
Prato do Futuro: pesquisa cria milho mais resistente ao calor

Dois meses após a aprovação pelo Parlamento Europeu, as novas regras para plantas obtidas por novas técnicas genômicas (NGTs) continuam gerando debate sobre o futuro da agricultura no bloco. A legislação flexibiliza o cultivo de determinadas variedades editadas geneticamente, diferenciando-as dos transgênicos tradicionais.

Isso representa uma grande mudança para o bloco europeu. Bruxelas manteve uma postura cautelosa em relação aos organismos geneticamente modificados (OGMs) desde o início de sua regulamentação na década de 1990.

Há 30 anos, os produtos agrícolas transgênicos ficaram conhecidos entre críticos e parte da imprensa como "alimentos Frankenstein" ou "Frankenfoods".

Alguns ambientalistas afirmavam que os OGMs poderiam causar reações alérgicas ou levar à resistência a antibióticos e outros efeitos na saúde a longo prazo.

Os críticos argumentavam que as sementes geneticamente modificadas poderiam aumentar o controle corporativo sobre os agricultores e que os genes modificados poderiam vazar para culturas não transgênicas e para o meio ambiente em geral.

Em última análise, a União Europeia decidiu regulamentar esse tipo de alimento de forma mais rigorosa do que muitas outras partes do mundo.

O relaxamento das regras sobre os OGMs foi contestado por grupos ambientalistas e algumas organizações de pequenos agricultores.

"Os tomadores de decisão da UE [...] optaram por priorizar os lucros de alguns gigantes da biotecnologia em detrimento dos direitos daqueles que nos alimentam", disse Mute Schimpf, ativista alimentar da organização Amigos da Terra, após a votação.

A comparação com Frankenstein refletia a preocupação pública em relação aos OGM tradicionais, que podem ser produzidos pela inserção de genes de uma espécie em outra por meio da transgenia.

As novas técnicas genéticas, porém, são diferentes. Em muitas aplicações das NGTs, nenhum gene externo é adicionado.

Em vez disso, genes já presentes na planta são alterados por meio de ferramentas de edição genética como o CRISPR, premiado com o Nobel de Química em 2020, que permite fazer modificações precisas no DNA, incluindo a remoção, desativação ou alteração de genes específicos.

De acordo com a nova legislação da UE, haverá dois grupos de NGTs.

O NGT-1 inclui culturas com "um número e tipo limitados de alterações, e que poderiam ter ocorrido por meio de melhoramento convencional", segundo um resumo do Parlamento Europeu. Estas seriam tratadas de forma muito semelhante às culturas convencionais.

As plantas NGT-2 ficaram de fora das novas regras não se aplicam. Elas são definidas como tendo mais de 20 modificações genéticas ou aquelas que contêm características específicas e excluídas, como a tolerância a herbicidas.

"Se uma planta editada por CRISPR não contém DNA estranho e apresenta apenas alterações que também poderiam surgir por meio de processos de mutação natural, então, do ponto de vista científico, não há razão convincente para tratá-la como uma planta transgênica clássica", disse Detlef Weigel, diretor do departamento de biologia molecular do Instituto Max Planck de Biologia da Alemanha.

"A UE, portanto, caminha na direção certa ao distinguir entre plantas NGT-1 e NGT-2", pontuou. "O importante, porém, é que as categorias permaneçam cientificamente significativas, transparentes e verificáveis", observou Weigel.

"Precisamos de uma regulamentação que seja cientificamente fundamentada, proporcional e viável na prática", acrescentou.

Os defensores das mudanças argumentam que um acesso mais amplo às culturas NGT-1 poderia ajudar os agricultores a se adaptarem às mudanças climáticas, permitindo o desenvolvimento de culturas mais resistentes à seca, pragas e doenças.

Eles afirmam que as NGT-1 também poderiam reduzir a necessidade de fertilizantes e pesticidas.

Mas nem todos os cientistas concordam que a tecnologia deva ser tratada de forma diferente dos OGM convencionais.

Mais do que um simples tomate

Michael Antoniou, professor de genética molecular na King's College de Londres, afirmou que as plantas geneticamente modificadas são fundamentalmente diferentes das culturas convencionais, pois o próprio processo de edição genética CRISPR pode causar alterações não intencionais no DNA da nova planta.

"As evidências científicas mostram que, quando considerado em sua totalidade, o CRISPR causa danos aleatórios e não intencionais em larga escala no DNA da planta, e [esses danos] podem chegar às centenas ou milhares", disse Antoniou à DW.

Ele cita como exemplo os tomates Gaba, os primeiros alimentos geneticamente modificados por CRISPR comercialmente disponíveis no mundo.

Cultivados no Japão, esses tomates contêm altas quantidades do neurotransmissor Gaba e são comercializados para ajudar a baixar a pressão arterial, melhorar o sono e aliviar o estresse temporário.

"Sim, [eles parecem] um tomate normal, mas quais alterações não intencionais em sua bioquímica e composição também ocorreram?", questionou Antoniou. "Não sabemos", respondeu ele mesmo.

O professor argumenta que as regras propostas pela UE não levam em conta adequadamente as alterações genéticas não intencionais que podem ocorrer durante o processo de edição genética.

Ele acredita que os desenvolvedores deveriam ser obrigados a usar métodos de perfil molecular para determinar como o genoma como um todo foi alterado.

Alterar genes das culturas não é novidade

Weigel explica que o CRISPR é uma melhoria em relação aos métodos mais antigos usados para criar novas culturas, como a introdução de produtos químicos e radiação para induzir mutações. Esses métodos, segundo ele, são frequentemente menos previsíveis do que os resultados do CRISPR.

"O CRISPR é mais preciso nesse aspecto do que muitos métodos mais antigos", disse Weigel.

"Isso não torna automaticamente a biologia livre de riscos, assim como nem toda planta que ocorre naturalmente é automaticamente comestível. Mas torna difícil entender por que essas plantas seriam inerentemente mais perigosas do que as plantas cultivadas convencionalmente", diz.

Bactéria é inserida nos embriões do milho para edição gênica no Brasil — Foto: Rafael Leal / g1
Bactéria é inserida nos embriões do milho para edição gênica no Brasil — Foto: Rafael Leal / g1

Criar melhores salvaguardas em vez de proibir

Matin Qaim, professor de economia agrícola na Universidade de Bonn, na Alemanha, argumenta que a UE tem sido excessivamente cautelosa em sua abordagem à biotecnologia agrícola, incluindo técnicas transgênicas mais antigas.

"Questões de aceitação pública levaram a procedimentos regulatórios dispendiosos e demorados para culturas transgênicas geneticamente modificadas, não porque essas culturas sejam realmente perigosas, mas porque ativistas conseguiram representá-las como perigosas na percepção pública", disse o especialista à DW.

Qaim afirmou que, embora a experiência prática com as novas tecnologias transgênicas seja limitada, a tecnologia provavelmente tornará o melhoramento de novas culturas mais rápido, preciso e eficiente.

"A melhor resposta geralmente não é proibir tecnologias específicas, mas identificar políticas inteligentes que ajudem a manter a concorrência e o acesso justo a inovações relevantes para todos", concluiu.

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sábado, 22 de agosto de 2026

Guerra no Irã faz países do Golfo acelerarem planos para driblar Estreito de Ormuz

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Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque ampliam oleodutos e armazenamento de petróleo para reduzir a dependência da principal rota de exportação da região, que teve fluxo diário cair de 20 milhões para 3,7 milhões de barris.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 22 de Agosto de 2.026 às 07h00m

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Irã diz que Estreito de Ormuz só será reaberto com saída dos EUA
Irã diz que Estreito de Ormuz só será reaberto com saída dos EUA

A guerra no Irã está obrigando os grandes produtores de petróleo do Golfo Pérsico a reformular a forma como exportam o produto e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, principal rota de saída da região.

Segundo o jornal "The New York Times", países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque estão acelerando projetos de oleodutos, terminais e áreas de armazenamento que permitam transportar petróleo sem passar pelo estreito.

Os investimentos devem custar bilhões de dólares e levar anos para serem concluídos, mas governos e empresas consideram as novas estruturas necessárias diante do aumento dos riscos na região. Mesmo que um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã seja alcançado, os países produtores avaliam que depender de uma única rota de exportação se tornou um risco grande demais.

A mudança também pode, ao longo do tempo, reduzir a influência do Irã sobre o comércio de petróleo na região, já que os países vizinhos estarão menos dependentes de uma passagem marítima que pode ser afetada por conflitos.

Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos — Foto: REUTERS
Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos — Foto: REUTERS

"Não acho que nenhum país do mundo queira voltar a depender tanto desse ponto de passagem", disse Ben Cahill, analista de energia da Universidade do Texas em Austin, ao NYT.

Segundo ele, os produtores passaram a priorizar mais a segurança de suas estruturas, mesmo que isso implique custos maiores e operações menos eficientes.

Exportações pelo estreito despencam

Antes de Estados Unidos e Israel iniciarem ataques militares contra o Irã, em 28 de fevereiro, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto por dia passavam pelo Estreito de Ormuz. A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas utilizadas para levar o petróleo produzido na região aos mercados internacionais.

A guerra, porém, alterou esse fluxo. Bloqueios impostos por Estados Unidos e Irã, minas marítimas, ataques com mísseis e o forte aumento no preço dos seguros para navios praticamente interromperam o funcionamento normal da rota.

O NYT explica que na semana passada, as exportações de petróleo bruto pelo estreito haviam caído para cerca de 3,7 milhões de barris por dia, segundo a Kpler, empresa que monitora o transporte marítimo.

Ainda assim, isso não significa que apenas esse volume esteja deixando o Golfo. Parte do petróleo continua sendo transportada por navios que adotam medidas para dificultar seu rastreamento. Outra parcela sai por rotas alternativas que já existiam, principalmente oleodutos que não dependem do Estreito de Ormuz.

Grande parte dos navios que ainda atravessam a região enfrenta riscos adicionais. Alguns navegam em meio a ataques de drones iranianos; outros desligam seus sistemas de localização para dificultar que sejam identificados. Pelo menos 17 trabalhadores marítimos morreram na região.

Emirados ampliam rota alternativa

Em Fujairah, cidade portuária dos Emirados Árabes Unidos voltada para o Golfo de Omã, equipes trabalham 24 horas por dia na construção de um segundo oleoduto, paralelo a uma estrutura já existente.

O sistema transporta petróleo dos campos terrestres de Abu Dhabi até a costa, permitindo que o produto seja embarcado sem passar pelo Estreito de Ormuz.

O novo projeto pretende dobrar a capacidade dessa rota alternativa para 3,6 milhões de barris por dia. Com isso, quase todo o petróleo produzido em terra em Abu Dhabi poderá chegar aos navios que fazem o transporte internacional sem precisar atravessar o estreito.

A estatal de energia dos Emirados, Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC), também anunciou nesta semana que pretende investir US$ 8,2 bilhões (R$ 42,5 bilhões) na expansão de seus negócios de gás natural.

A empresa avalia ainda construir uma instalação para exportar gás natural liquefeito, uma forma de gás natural resfriada a temperaturas muito baixas para facilitar seu transporte em navios, na costa leste dos Emirados.

A localização permitiria evitar o Estreito de Ormuz, segundo Peter van Driel, diretor financeiro da ADNOC.

Arábia Saudita amplia oleoduto até o Mar Vermelho

Na Arábia Saudita, a estatal Saudi Aramco está acelerando uma expansão de bilhões de dólares do Oleoduto Leste-Oeste, uma estrutura criada justamente para oferecer ao país uma alternativa ao transporte marítimo pelo Golfo, registrou o NYT.

Construído durante a guerra entre Irã e Iraque, na década de 1980, o oleoduto percorre 1.201 quilômetros pela Península Arábica até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

O presidente da Aramco, Yasir O. Al-Rumayyan, chamou a estrutura neste ano de "linha de vida" econômica do país. Desde que os ataques militares de Estados Unidos e Israel fizeram o Irã interromper, na prática, o funcionamento do Estreito de Ormuz, o oleoduto conseguiu redirecionar cerca de 7 milhões de barris de petróleo por dia.

Agora, autoridades sauditas trabalham para acrescentar mais 1 milhão a 2 milhões de barris por dia à capacidade da estrutura. O país também avalia construir um segundo oleoduto, menor e paralelo ao atual, para transportar produtos derivados de petróleo, como combustíveis.

"Em relação à exportação do nosso petróleo bruto, estamos trabalhando ativamente para aumentar nossas opções neste momento", disse Amin Nasser, presidente-executivo da Saudi Aramco, na semana passada. 
Outros países também buscam alternativas

A incerteza em torno do Estreito de Ormuz levou outros produtores do Golfo a acelerar projetos semelhantes.

O Kuwait negocia com a Arábia Saudita e outros países árabes a construção de um oleoduto que ligaria seus campos de petróleo a portos no Mar Vermelho ou em Omã.

Iraque e Jordânia retomaram planos que estavam parados havia anos para construir um oleoduto com capacidade de transportar até 1 milhão de barris por dia até o porto de Aqaba, no Mar Vermelho, segundo informações da televisão estatal jordaniana.

O Iraque também está acelerando os planos para reconstruir um oleoduto danificado que permitiria transportar petróleo dos campos de Kirkuk até a costa mediterrânea da Síria.

Mas as novas rotas também criam novos riscos.

Ao redirecionar parte do transporte de petróleo para o Mar Vermelho, por exemplo, a Arábia Saudita passa a depender mais de uma região onde o grupo rebelde houthi, do Iêmen, tem atacado embarcações. Na terça-feira (11), 6 pessoas morreram quando os houthis atingiram um navio no Mar Vermelho.

Petróleo armazenado longe do Golfo

Os países produtores também estão adotando outra estratégia: aumentar seus estoques de petróleo em outros países.

Além dos novos oleodutos, nações do Golfo estão ampliando a capacidade de armazenamento em locais como Coreia do Sul, Japão e Índia, a milhares de quilômetros da região.

A estratégia funciona como uma espécie de seguro: se o Estreito de Ormuz for fechado, parte do petróleo já estará armazenada do outro lado da passagem e poderá ser vendida aos compradores sem depender imediatamente de uma nova travessia pelo estreito.

"Todo mundo está tentando aumentar sua capacidade de armazenamento", disse Nasser, da Aramco, ao NYT. "A segurança energética está se tornando uma prioridade agora."

Apesar dos investimentos, analistas afirmam que os países do Golfo não conseguirão abandonar completamente o Estreito de Ormuz.

"Eles definitivamente precisam do Estreito de Ormuz porque ele oferece muitas vantagens e a infraestrutura já está instalada", disse Carole Nakhle, presidente-executiva da consultoria Crystol Energy.

Para ela, porém, a crise mostrou que depender exclusivamente da passagem foi um erro. "Foi tolice colocar toda a confiança em Ormuz", afirmou.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

"Deserto feito de água": Nasa divulga foto espacial dos Lençóis Maranhenses

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Agência publicou imagem de satélite do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses; a área, segundo a Nasa, recebe o dobro de chuva da cidade de Londres
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Larissa Soave, da CNN Brasil*, em São Paulo
21/08/26 às 09:44 | Atualizado 21/08/26 às 09:44
Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 18h30m

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Visão dos Lençóis Maranhenses do espaço. Imagem foi tirada pelo staélite Landsat 9 em junho de 2026.  • NASA Earth Observatory/Michala Garrison

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi descrito pela Nasa como um "deserto feito de água" em uma publicação da agência nas redes sociais, nesta quinta-feira (20), com uma imagem do local visto do espaço.

Localizado no noroeste do Maranhão, a cerca de 250 km da capital São Luís, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem a maior duna da América do Sul. Com 155 mil hectares, o Cerrado é o bioma dominante, mas há fortes influências da Caatinga e da Amazônia que conquistam turistas.

Na publicação, a Nasa diz que é fácil confundir o parque com um deserto, mas as semelhanças terminam na aparência, já que a área recebe cerca de 125 centímetros de chuva por ano.

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"Isso é um pouco mais do que Seattle e o dobro do que cai em Londres", afirma a publicação da agência.

A publicação destaca as fileiras de dunas de quartzo branco, explicando que o campo existe devido a um encontro raro entre geologia e clima.

As imagens foram capturadas pelo satélite Landsat 9 em junho de 2026, por volta da época em que os níveis de água das lagoas costumam atingir o pico. De acordo com registros do satélite, o campo de dunas avançou cerca de 0,5 quilômetro para o oeste entre 1986 e 2026 em algumas áreas, devido à esteira rolante de dunas que se move do litoral em direção ao interior.

Patrimônio Natural da Humanidade

Há cerca de dois anos, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) reconheceu o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses como Patrimônio Natural da Humanidade.

O anúncio foi feito no dia 26 de julho de 2024 pelo comitê da instituição. Para dar a declaração, a Unesco avaliou a beleza natural, limites, plano de manejo do parque e a proteção da área.

O Brasil é um país rico em belezas naturais e este reconhecimento do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, como Patrimônio Mundial, aumentará significativamente a sua visibilidade global, atraindo turistas de todas as partes do mundo", disse Celso Sabino, ministro do Turismo.

Os Lençóis Maranhenses têm ganhado cada vez mais destaque. Foi possível constatar isso, por exemplo, quando um estudo da empresa Bounce, que analisou os principais parques ao redor do mundo por meio das redes sociais e pesquisa, considerou o local como o segundo mais bonito do mundo

No Brasil, outros sete locais fazem parte da lista de Patrimônio Natural da Humanidade, sendo eles: o Pantanal, a Amazônia Central, a Costa do Descobrimento, o completo Ilhas Atlânticas, o Parque Nacional do Iguaçu, Vale do Ribeira e o complexo Chapada dos Veadeiros.

"Este título não apenas eleva o status do local em termos de prestígio internacional, mas também traz diversos benefícios tangíveis, especialmente no que diz respeito à sua preservação, finalizou o Sabino sobre a declaração.

Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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El Niño pode ser o mais forte já registrado e agravar extremos climáticos

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Meteorologia britânica prevê aquecimento do oceano Pacífico 3ºC acima da média, com consequências devastadoras para o planeja. No Brasil, previsão é de menos chuva no Norte e Nordeste e mais chuva no Sul.
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Por Redação g1

Postado em 21 de Agosto de 2.026 às 13h00m

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El Niño deve ser o mais forte desde o século XIX
El Niño deve ser o mais forte desde o século XIX

O El Niño que deve atingir o planeta pode ser o mais intenso já registrado desde o século 19, segundo o serviço meteorológico britânico. O órgão classificou o fenômeno como sem precedentes e alertou para o risco de agravamento de eventos climáticos extremos.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico. Atualmente, a temperatura do oceano está cerca de 2°C acima do normal, condição considerada forte. As previsões, no entanto, indicam que o aquecimento pode ultrapassar 3°C ainda este ano.

Segundo o serviço meteorológico britânico, os registros disponíveis desde 1950 não apontam para um aquecimento dessa intensidade. A expectativa é de que o episódio possa ser o mais forte desde o século 19.

O fenômeno pode intensificar eventos extremos em diferentes partes do mundo. Entre os impactos previstos estão maior risco de seca e incêndios florestais na Austrália e no sudeste da Ásia, além de possibilidade de inundações no Peru, no Equador e no sul dos Estados Unidos.

No Brasil, a tendência indicada pela previsão é de redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste e aumento das precipitações no Sul.

Os efeitos do El Niño devem se somar às consequências das mudanças climáticas, aumentando a possibilidade de extremos de temperatura e de chuva em diferentes regiões.

O serviço meteorológico britânico também alertou que é muito provável que 2027 seja o ano mais quente já registrado no planeta.

El Niño deve ser o mais forte desde o século XIX — Foto: Reprodução/TV Globo
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