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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Quaest: Lula tem 39% no 1º turno; Flávio Bolsonaro, 30%; Renan Santos, 4%; Caiado, 4%; e Zema, 2%

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Pesquisa mostra recuperação de Flávio Bolsonaro, segundo a Quaest. Vantagem de Lula diminuiu de 12 para nove pontos no 1º turno e de oito para cinco no 2º turno. Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Por Camila da Silva, g1 — São Paulo

Postado em 05 de Agosto de 2.026 às 09h00m

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Quaest: Lula tem 39% no 1º turno; Flávio, 30%; Renan Santos, 4%; Caiado, 4%; e Zema, 2%
Quaest: Lula tem 39% no 1º turno; Flávio, 30%; Renan Santos, 4%; Caiado, 4%; e Zema, 2%

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra Lula (PT) à frente no 1º turno da corrida presidencial, com 39% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro (PL) com 30%. Em relação a julho, Lula oscilou de 40% para 39%, e Flávio oscilou de 28% para 30%. A diferença entre eles encolheu de 12 para 9 pontos.

Veja abaixo os números da pesquisa estimulada, quando a Quaest mostra os nomes dos candidatos aos entrevistados:

  • Lula (PT): 39% (eram 40% em julho)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 30% (eram 28%)
  • Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
  • Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% (era 1%)
  • Augusto Cury (Avante): 1% (era 1%)
  • Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
  • Clariana Barão (DC): não pontuou (não estava na pesquisa anterior)
  • Edmilson Costa (PCB): não pontuou (não pontuou em julho)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): não pontuou (não estava na pesquisa anterior)
  • Hertz Dias (PSTU): não pontuou (não pontuou em julho)
  • Indecisos: 10% (eram 11%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 8% (eram 8%)
Pesquisa Quaest eleição presidencial 5 de agosto — Foto: Arte g1
Pesquisa Quaest eleição presidencial 5 de agosto — Foto: Arte g1

No cenário de 2º turno, a vantagem de Lula para Flávio Bolsonaro diminuiu de oito para cinco pontos.

"Minha leitura é que a direita se reorganiza e o eleitor antipetista voltou a considerar Flávio. No 2º turno, Flávio sobe de 74% para 81% na direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas", afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Segundo Nunes, "a primeira peça dessa reorganização foi a reconciliação pública com Michelle Bolsonaro". A pesquisa mostra que, para 59%, a trégua foi positiva. "Essa avaliação chega a 88% na direita não bolsonarista e a 90% entre bolsonaristas", afirma o diretor da Quaest.

Veja outros dados da pesquisa:

  • para 69% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva (eram 65% em julho), e 31% afirmam que ainda podem mudar (eram 35%);
  • Lula lidera todos os cenários de 2º turno, com índices que variam entre 44% e 46%;
  • a menor diferença no 2º turno é para Flávio Bolsonaro (cinco pontos), e a maior, para Zema (12 pontos);
  • a vantagem de Lula no cenário com Renan Santos era de 17 pontos em maio e agora é de dez;
  • em relação a julho, a rejeição a Flávio passou de 57% para 54%; e a de Lula foi de 50% para 52%. Eles continuam sendo os candidatos mais conhecidos e mais rejeitados;
  • 48% aprovam o governo Lula, e 47% desaprovam. Os números são os mesmos da pesquisa anterior;
  • para 55%, Lula não merece continuar por mais quatro anos; 41% afirmam que ele merece um novo mandato.

Na pesquisa espontânea, em que a Quaest não mostra aos entrevistados os nomes dos candidatos, 51% não citaram candidato e são classificados como indecisos (eram 54% em julho).

25% responderam Lula (eram 26% em julho) e 18% mencionaram Flávio (eram 14%).

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

Rejeição dos candidatos

  • Flávio Bolsonaro (PL): 54% (eram 57% em julho)
  • Lula (PT): 52% (eram 50%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 34% (eram 34%)
  • Romeu Zema (Novo): 32% (eram 31%)
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 28% (eram 27%)
  • Renan Santos (Missão): 20% (eram 17%)
  • Augusto Cury (Avante): 16% (eram 16%)
  • Samara Martins (UP): 12% (eram 11%)
  • Edmilson Costa (PCB): 10% (eram 10%)
  • Hertz Dias (PSTU): 9% (eram 8%)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 9% (não estava na pesquisa anterior)
  • Clariana Barão (DC): 6% (não estava na pesquisa anterior)
Cenários de 2º turno

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula: 44% (eram 45% em julho)
  • Flávio Bolsonaro: 39% (eram 37%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 13% (eram 14%)
  • Indecisos: 4% (eram 4%)
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Flávio Bolsonaro (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Flávio Bolsonaro (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula: 45% (eram 45% em julho)
  • Ronaldo Caiado: 37% (eram 36%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 15%)
  • Indecisos: 4% (eram 4%)
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Ronaldo Caiado (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Ronaldo Caiado (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Lula x Romeu Zema

  • Lula: 46% (eram 45% em julho)
  • Romeu Zema: 34% (eram 35%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 16%)
  • Indecisos: 4% (eram 4%)
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Romeu Zema (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Romeu Zema (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Lula x Renan Santos

  • Lula: 45% (eram 45% em julho)
  • Renan Santos: 35% (eram 33%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 18%)
  • Indecisos: 4% (eram 4%)
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Renan Santos (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno - Lula X Renan Santos (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Aprovação do governo Lula

Em relação à aprovação do governo, os dados são os mesmos da pesquisa anterior. Após uma melhora progressiva na imagem da gestão Lula desde maio, o cenário aponta estabilidade.

  • Aprova: 48% (eram 48% em julho)
  • Desaprova: 47% (eram 47%)
  • Não sabem/não quiseram responder: 5% (eram 5%)
Avaliação do governo Lula

  • Positivo: 36% (eram 36% em julho)
  • Negativo: 36% (eram 36%)
  • Regular: 26% (eram 26%)
  • Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2%)
Lula merece um novo mandato?

  • Não merece: 55% (eram 51% em julho)
  • Merece: 41% (eram 45%)
  • Não sabe/não respondeu: 4% (eram 4%)
Brasil está indo na direção certa ou na direção errada?

  • Errada: 55% (eram 51% em julho)
  • Certa: 38% (eram 39%)
  • Não sabe/não respondeu: 7% (eram 10%)
Tem visto mais notícias positivas ou mais negativas sobre o governo Lula?

  • Mais negativas: 44% (eram 40% em julho)
  • Mais positivas: 29% (eram 33%)
  • Não tem visto notícias: 25% (eram 23%)
  • Não sabe/não respondeu: 2%
Nos últimos 12 meses, a economia do Brasil...?

  • Piorou: 43% (eram 43% em julho)
  • Ficou do mesmo jeito: 35% (eram 33%)
  • Melhorou: 19% (eram 20%)
  • Não sabe/não respondeu: 3%
Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos — Foto: Ricardo Stuckert, Raul Spinassé, Cristiano Borges, Karoline Barreto e Reprodução
Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos — Foto: Ricardo Stuckert, Raul Spinassé, Cristiano Borges, Karoline Barreto e Reprodução
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Estoque de munições "perigosamente baixo" acende alerta no Pentágono

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CONTEÚDO EXCLUSIVO: Fontes disseram à CNN que as Forças Americanas já usaram quase 80% dos interceptadores de um importante sistema de defesa
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Zachary Cohen, Jim Sciutto e Haley Britzky, da CNN
04/08/26 às 22:06 | Atualizado 04/08/26 às 22:07
Postado em 05 de Agosto de 2.026 às 07h00m

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Míssil Army Tactical Missile System (ATACMS) é exibido na Alemanha  • Annegret Hilse/Reuters via CNN Newsource

Os militares dos Estados Unidos já consumiram quase 80% dos interceptadores de um importante sistema de defesa antimísseis, enquanto altos comandantes militares alertam que os estoques de munições do Pentágono estão "perigosamente baixos", segundo diversas fontes familiarizadas com o assunto.

Os estoques de sistemas essenciais de defesa aérea foram particularmente reduzidos durante a guerra contra o Irã. Os militares americanos já utilizaram quase quatro quintos de seu inventário de mísseis THAAD em comparação com os níveis anteriores ao conflito, além de aproximadamente metade dos interceptadores Patriot desde o início da guerra, segundo duas fontes com conhecimento do mais recente relatório de inventário. A informação sobre o baixo estoque de THAAD não havia sido divulgada anteriormente.

O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) estima que os Estados Unidos possuíam cerca de 2.200 mísseis Patriot (das duas versões mais modernas da plataforma) e 452 mísseis THAAD em seus estoques antes do início da guerra contra o Irã.

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Países do Golfo também manifestaram novas preocupações sobre como a escassez de sistemas de defesa aérea pode afetar sua capacidade de conter uma eventual retaliação iraniana caso o presidente Donald Trump decida intensificar o conflito em andamento.

Vários desses países dependem de sistemas americanos de defesa aérea e reconheceram que a redução dos estoques pode comprometer sua capacidade de interceptar ataques de mísseis e drones iranianos — especialmente se forem alvo de retaliação em resposta a uma escalada promovida pelos Estados Unidos, disseram diversas autoridades.

A questão dos estoques voltou a ser levantada antes da decisão do presidente, no fim de semana passado, de cancelar novos ataques contra o Irã. Foi, pelo menos, a segunda vez nas últimas semanas em que os principais assessores militares de Trump manifestaram preocupação com a redução do número de munições estratégicas dos EUA durante discussões sobre uma possível intensificação do conflito com o Irã.

O Exército dos Estados Unidos também utilizou "praticamente todas" as suas armas de alta precisão de longo alcance e superfície-ar durante o conflito, segundo uma fonte com acesso a relatórios internos recentes do Pentágono. A Reuters foi a primeira a noticiar as preocupações específicas sobre os estoques americanos de mísseis estratégicos de longo alcance.

Ataques do fim de semana foram cancelados

Os alertas recentes sobre a escassez de munições — somados a outras informações de inteligência apresentadas a Trump sobre os possíveis efeitos negativos de ataques à infraestrutura crítica iraniana, incluindo instalações ligadas ao setor de energia, além das preocupações manifestadas por países do Golfo — foram suficientes para convencer até alguns dos assessores mais favoráveis ao uso da força de que havia motivos para cancelar as operações planejadas para o fim de semana, disseram as fontes.

Na sexta-feira, Trump pretendia seguir adiante com ataques de grande escala, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, recebeu a ordem final para prosseguir, segundo uma alta autoridade do governo.

Mas Trump decidiu recuar após conversar, no sábado, com aliados do Oriente Médio, que disseram temer uma retaliação iraniana, especialmente ataques contra sua infraestrutura energética, afirmou a autoridade. Trump concordou em ouvir seus aliados e também o Irã. Em seguida, ordenou a Hegseth que suspendesse a operação, por enquanto, embora não tenha descartado a possibilidade de realizar os ataques futuramente.

"As Forças Armadas dos Estados Unidos são as mais poderosas do mundo e têm tudo de que precisam para agir no momento e no local escolhidos pelo presidente", afirmou o principal porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado enviado à CNN.

"Conduzimos diversas operações bem-sucedidas em diferentes comandos de combate, ao mesmo tempo em que garantimos que os militares americanos mantenham um amplo arsenal de capacidades para proteger nosso povo e nossos interesses", acrescentou.

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse à CNN que os militares americanos "têm munições, armamentos e estoques mais do que suficientes para cumprir todos os objetivos estratégicos do presidente Trump e muito mais".

"A Operação Epic Fury mostrou o que acontece quando se desafia os Estados Unidos. Ainda assim, o presidente incentivou nossos fornecedores de defesa a ampliar continuamente a produção de armas fabricadas nos Estados Unidos, que são as melhores do mundo", acrescentou Kelly.

O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, também levantou a questão dos estoques durante outra reunião na Casa Branca, no fim do mês passado, na qual foram discutidas opções militares para ampliar o conflito, informou anteriormente a CNN. A possibilidade de um grande número de vítimas civis no Irã caso os EUA retomassem operações militares de grande porte também foi mencionada, segundo outra pessoa familiarizada com o assunto.

Mas as preocupações persistentes com os níveis dos estoques, informadas à CNN, reforçam a gravidade da escassez e levantam dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos de manter uma campanha prolongada de ataques contra o Irã.

A falta de estoques também pode comprometer a capacidade dos militares americanos de enfrentar um eventual conflito futuro contra China, Rússia ou até Coreia do Norte, disseram especialistas à CNN.

"Olho por olho nunca acabará com isso"

"A falta de interceptadores significa que ataques convencionais podem sair pela culatra se drones suicidas começarem a ultrapassar as defesas em grande quantidade", disse uma das fontes familiarizadas com as preocupações sobre os estoques. "Olho por olho nunca acabará com isso."

Os principais mísseis de longo alcance consumidos durante a guerra contra o Irã são os Army Tactical Missile Systems (ATACMS) e os Precision Strike Missiles (PrSM), observaram as fontes.

Os estoques americanos de mísseis Tomahawk também continuam significativamente reduzidos: quase metade dessas armas já foi utilizada durante a guerra, segundo uma das fontes.

A CNN informou em abril que os militares americanos haviam consumido cerca de 30% de seus mísseis Tomahawk nas primeiras fases do conflito.

Na segunda-feira, Trump classificou a liderança iraniana como "inacreditavelmente dissimulada" nas redes sociais, após Teerã contradizer sua afirmação de que as negociações seriam retomadas.

Mais tarde, ele insistiu que esta é a "última chance" de o Irã assinar um acordo, mas também afirmou que não enfrenta pressão de tempo nas negociações, já que não pretende disputar a reeleição.

A fase inicial do conflito com o Irã, chamada de Operação Epic Fury, levou os militares americanos a gastar milhares de mísseis essenciais utilizados tanto em ataques de precisão de longo alcance quanto na defesa contra ataques aéreos e de mísseis inimigos, segundo analistas e reportagens anteriores da CNN.

Especialistas disseram à CNN que o ritmo de reposição desses armamentos é baixo. De acordo com o cronograma de entregas do atual ano fiscal, o Pentágono recebe cerca de 15 novos mísseis Tomahawk e 20 novos mísseis Patriot por mês. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estima que serão necessários três anos ou mais para reconstruir os estoques de THAAD aos níveis anteriores à guerra contra o Irã.

Nos últimos meses, o Departamento de Defesa acelerou os esforços para ampliar a produção de mísseis interceptadores, incluindo dois contratos assinados nesta semana para expandir a fabricação de motores de foguetes dos sistemas Patriot e THAAD. No entanto, um porta-voz recusou-se a responder quando essa expansão deverá produzir resultados concretos.

Analistas afirmam que poderá levar anos para que os Estados Unidos recomponham totalmente seus estoques de munições de alta tecnologia, como os mísseis Patriot, devido ao longo tempo necessário para sua fabricação.

Já outros estoques, como os dos mísseis Precision Strike Missile (PrSM) e Joint Air-to-Surface Standoff Missile (JASSM), devem se recuperar mais rapidamente e voltar aos níveis anteriores à guerra entre meados e o fim de 2027, segundo análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

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EUA planejam proibir componentes chineses para data centers, dizem fontes

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Medida está sendo desenvolvida junto à Comissão Federal de Comunicações e visa proibir que empresas chinesas roubem dados, instalem malware ou atrapalhem os serviços
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Alexandra Alper, da Reuters, Washington, DC
04/08/26 às 16:49 | Atualizado 04/08/26 às 16:50
Postado em 05 de Agosto de 2.026 às 06h00m

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Data Center na Virgínia, EUA  • 17 de março de 2025 REUTERS/Leah Millis

O governo dos Estados Unidos está elaborando uma proibição às importações de novos modelos de componentes chineses para data centers, segundo quatro fontes.

A FCC (Comissão Federal de Comunicações), que supervisiona o setor de telecomunicações dos EUA, está trabalhando na medida para proibir a importação de novos transceptores ópticos chineses, que permitem que os dados trafeguem por cabos de fibra óptica à velocidade da luz dentro dos data centers.

As autoridades esperam publicar a medida ainda este ano, quando ela entraria em vigor.

A ação visa impedir que empresas chinesas roubem dados, instalem malware ou interrompam o serviço em data centers dos EUA, que abrigam os chips utilizados para treinar e executar modelos de IA.

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A FCC ainda poderia modificar ou arquivar a restrição, ressaltaram as fontes, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos delicados.

Mas este é o mais recente exemplo da tentativa do governo de Donald Trump de limitar as incursões tecnológicas chinesas em setores de ponta dos EUA antes que elas se tornem parte integrante da cadeia de suprimentos.

Os transceptores definitivamente representam um risco, disse Divyansh Kaushik, especialista em políticas de IA da Beacon Global Strategies, empresa de consultoria sediada em Washington, D.C.

À medida que a expansão dos data centers ganha escala, é preciso garantir que a cadeia de suprimentos dos data centers esteja segura desde o início, acrescentou ele.

A Casa Branca e a FCC não responderam aos pedidos de comentários.

A embaixada chinesa em Washington afirmou que o país faz um apelo aos Estados Unidos a dar ouvidos às vozes objetivas e racionais das comunidades empresariais de ambos os países e a parar de difamar as empresas chinesas e ameaçá-las com sanções.

A China tomará todas as medidas necessárias em resposta a qualquer ação que cause dano material aos seus interesses, acrescentou.

Possíveis impactos da medida

Os defensores de uma linha dura em relação à China no governo Trump estão empenhados em evitar outra situação como a da Huawei, em que os equipamentos de telecomunicações fabricados pela empresa chinesa — alvo de pesadas sanções — estavam tão profundamente integrados à infraestrutura dos EUA que os esforços para removê-los foram demorados, caros e incompletos.

A FCC sempre foi independente, mas, em junho, a Suprema Corte dos EUA permitiu a demissão, por Trump, de um integrante democrata da Comissão Federal de Comércio, ampliando os poderes presidenciais sobre o governo, incluindo certas agências reguladoras.

Uma proibição dos EUA sobre novos modelos de dispositivos chineses para data centers provavelmente afetaria a chinesa Zhongji Innolight, uma das maiores vendedoras globais de transceptores, que foi incluída em junho na lista do Pentágono de supostas empresas chinesas apoiadas pelas Forças Armadas.

A lista pode ser um prenúncio de medidas mais duras. A Innolight não respondeu aos pedidos de comentários.

Uma proibição também poderia elevar os custos para empresas norte-americanas de nuvem, como a Amazon Web Services, já que poderia forçá-las a migrar para outros fabricantes, como a Coherent e a Lumentum, ambas sediadas nos EUA, que devem se beneficiar com a medida.

A Innolight detém uma participação líder de 27% no mercado global de transceptores para data centers, de acordo com a Counterpoint Research.

A Coherent e a Lumentum vendem tecnologia competitiva, mas não têm escala suficiente para substituir os fornecedores chineses, segundo um relatório da Foundation for American Innovation. A Innolight gera 90% de sua receita fora da China, acrescentou o relatório.

A AWS, a Coherent e a Lumentum não responderam aos pedidos de comentários.

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Análise: Trump fica diante de encruzilhada decisiva na guerra contra o Irã

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Sem saída clara, presidente enfrenta três opções igualmente difíceis enquanto conflito permanece sem resolução
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Stephen Collinson, da CNN
04/08/26 às 18:35 | Atualizado 04/08/26 às 18:35
Postado em 04 de Agosto de 2.026 às 20h30m

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Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump  • REUTERS/Evan Vucci

A menos que Donald Trump encontre uma saída para sua armadilha em relação ao Irã, a história pode lembrar de sua escolha de travar uma guerra como um erro que definiu sua Presidência.

Mas ele evitou, até agora, um potencial erro grave: escalar massivamente o conflito além de sua capacidade de controlá-lo.

A história mostra que presidentes que intensificam guerras para, por exemplo, proteger seu próprio prestígio ou a reputação dos EUA descem uma ladeira escorregadia.

No Vietnã, no Iraque e no Afeganistão, os líderes americanos frequentemente fizeram o conflito de forma relutante, em guerras que não podiam mais ser vencidas.

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Não pela primeira vez, Trump se encontra em uma encruzilhada de três vias em uma guerra agora impulsionada pela recusa do Irã em se render ou negociar seriamente:

Se a diplomacia continuar fracassando, ele está disposto a prolongar indefinidamente a campanha até agora inconclusiva de ataques aéreos, cessar-fogos frágeis e bloqueios marítimos dos EUA e do Irã, que rumina sem encerrar a guerra?

Ou ele intensifica a ofensiva dos EUA, levantando seus próprios limites e indo além dos alvos majoritariamente militares para eliminar ativos civis e de infraestrutura iranianos — cruzando a linha em direção ao uso de tropas terrestres em operações limitadas?

A terceira opção seria profundamente dolorosa: aceitar que ele, e os Estados Unidos, ficariam em melhor posição reduzindo as perdas e se retirando do conflito com seus principais objetivos sem resolução.

Cada questão apresenta respostas políticas e estratégicas desagradáveis, o que explica por que ele ainda está preso em uma guerra que não pode se dar ao luxo de vencer nem de perder.

A situação difícil em que os EUA se encontram fica evidente pelo fato de o Pentágono ter solicitado a um grupo de analistas militares novas ideias sobre como punir o Irã, segundo uma reportagem exclusiva da CNN.

Trump adverte sobre "decapitação" do Irã

A frustração de Trump irradiou de sua conta no Truth Social na segunda-feira (3), após o Irã rejeitar seu mais recente estratagema.

Ele havia suspendido no fim de semana os prometidos ataques devastadores, depois de dizer pela enésima vez que um acordo poderia estar iminente.

"A liderança iraniana é incrivelmente dissimulada!", declarou Trump, ecoando ironicamente as queixas da repressiva República Islâmica sobre sua diplomacia coercitiva.

À tarde, Trump voltou às ameaças. "Esta é a última chance para eles assinarem um bom documento", disse ele no Salão Oval da Casa Branca.

Mas seu aviso de que o Irã enfrentaria uma "decapitação" levantou sua própria questão. O que ele fará se for ignorado novamente?

Qualquer grande escalada por parte de Trump seria uma aposta, já que não há sinal de que Teerã possa ser bombardeada de volta às negociações.

O Irã provavelmente responderia a ataques contra suas pontes, usinas de energia e outras infraestruturas incendiando alvos semelhantes no território dos aliados dos EUA no Golfo e aprofundando o custo econômico da guerra.

Líderes regionais pareciam ter levantado exatamente esse cenário com Trump no fim de semana. "Estávamos prontos para agir. E eles ligaram. E, além disso, a Arábia Saudita ligou. E os Emirados Árabes Unidos ligaram. O Catar ligou", afirmou o presidente.

Imagens divulgadas pelos EUA mostram supostos lançamentos de mísseis durante ataques de autodefesa contra o Irã • Comando Central dos EUA
Imagens divulgadas pelos EUA mostram supostos lançamentos de mísseis durante ataques de autodefesa contra o Irã • Comando Central dos EUA

Em teoria, Trump poderia usar a Marinha dos EUA para abrir à força o Estreito de Ormuz. Mas isso exporia os navios americanos a mísseis e drones. Operações terrestres contra o hub exportador de petróleo da Ilha Kharg ou para recuar as forças iranianas do estreito poderiam ser sangrentas.

Os últimos 60 anos mostram como as apostas aumentam exponencialmente quando uma guerra aérea se transforma em uma guerra terrestre.

O conflito parece diferente para os americanos em casa. Os custos políticos aumentam à medida que as baixas crescem, o que Trump não pode se dar ao luxo de ter semanas antes das Eleições de Meio de Mandato.

E quando soldados morrem em busca de uma estratégia de saída, seus sacrifícios podem, paradoxalmente, prolongar uma guerra, porque esses sacrifícios não podem parecer ter sido em vão.

Muitos presidentes anteriores chegaram a pontos de inflexão como o de Trump. Embora os conflitos do Vietnã, Iraque, Afeganistão e o conflito com o Irã tenham começado de maneiras diferentes, todos foram reduzidos a uma equação de "status quo ruim, escalar ou sair".

E nenhum presidente quer ser lembrado por ter perdido uma guerra.

Como presidentes anteriores lidaram com essa situação?

Em 1965, o presidente Lyndon B. Johnson lidava com o dilema de dar continuidade à Guerra do Vietnã, herdada do presidente assassinado John F. Kennedy.

"Estamos partindo para bombardear esse povo; já superamos esse obstáculo", disse ele ao seu secretário de Defesa Robert McNamara, em uma declaração que se assemelha parcialmente à escolha estratégica de Trump.

"Não acho que nada será tão ruim quanto perder. E não vejo nenhuma maneira de vencer", afirmou Johnson.

Mas o então presidente ainda assim ordenou a Operação Rolling Thunder, escalou os bombardeios contra o Vietnã do Norte e enviou dezenas de milhares de jovens americanos a mais para o inferno.

Ele deveria ter ouvido o subsecretário de Estado George Ball, que escreveu em um memorando sem data que, uma vez que os EUA sofressem baixas, estariam presos em um "processo quase irreversível" e sofreriam "humilhação nacional" caso parassem antes de atingir seus objetivos.

Ball, que previu o abismo que estava por vir, argumentou que os EUA causariam danos mais sérios à sua liderança global continuando a guerra do que adotando "um caminho cuidadosamente traçado em direção a uma solução de compromisso".

O presidente dos EUA, Donald Trump,durante uma cerimônia de traslado solene na Base Aérea de Dover, em 22 de julho de 2026 • Kevin Dietsch/Getty Images
O presidente dos EUA, Donald Trump,durante uma cerimônia de traslado solene na Base Aérea de Dover, em 22 de julho de 2026 • Kevin Dietsch/Getty Images

A guerra encerrou as esperanças de Johnson de um segundo mandato, e Richard Nixon herdou o conflito após vencer a eleição de 1968.

Muitos historiadores argumentam que ele e o conselheiro de segurança nacional Henry Kissinger já haviam concluído que a vitória era impossível, mas que continuaram lutando na esperança de definir condições para uma retirada — uma tentativa fútil de fortalecer o Vietnã do Sul anticomunista e de evitar a impressão de uma derrota americana.

"Se, no momento decisivo, a nação mais poderosa do mundo, os Estados Unidos da América, agir como um gigante lamentável e impotente, as forças do totalitarismo e da anarquia ameaçarão nações livres e instituições livres em todo o mundo", disse Nixon à nação em 30 de abril de 1970, explicando sua decisão de expandir a guerra para o Camboja.

Mais de 20 mil americanos morreriam no Vietnã durante a presidência de Nixon. As últimas tropas de combate americanas deixaram o país em 1973, e os americanos restantes foram retirados durante a queda de Saigon em 1975, sob o presidente Gerald Ford.

Mais de 30 anos depois, o presidente George W. Bush fez seu próprio discurso nacional em tempo de guerra.

Ele aceitou a responsabilidade pelos erros cometidos, mas alertou em 2007 que "o fracasso no Iraque seria um desastre para os Estados Unidos".

Assim, anunciou um aumento de milhares de soldados para ajudar as Forças Armadas do Iraque a combater os insurgentes.

A história ainda não chegou a um veredicto final sobre aquela operação. A contrainsurgência funcionou em algumas áreas. Mas a questão de saber se as baixas americanas foram justificadas é angustiante, uma vez que os Estados Unidos acabariam por se retirar completamente.

O presidente Barack Obama, por sua vez, foi eleito com a promessa de encerrar as guerras eternas da América.

Mas oito anos após os ataques de 11 de setembro, que levaram os EUA ao Afeganistão, ele anunciou seu próprio aumento de tropas para reverter o avanço do Talibã e finalmente esmagar a Al Qaeda.

Consciente da armadilha da escalada que prendeu Johnson, Nixon e Bush, ele prometeu começar a retirar as tropas em meados de 2011. Críticos argumentam que o prazo definido encorajou os inimigos dos EUA a simplesmente esperarem a saída americana.

Trump criticava tipo de guerra que pode enfrentar agora

Os momentos críticos citados acima moldaram as veementes críticas de Trump que o ajudaram a vencer a Casa Branca em 2016. Quatro dias antes de ser eleito presidente, ele atacou "guerras que nunca terminam, guerras que nunca vencemos".

Mas, durante seu primeiro mandato, ele ordenou seu próprio aumento de tropas no Afeganistão em uma tentativa de finalmente encerrar a guerra.

"Meu instinto original era sair — e historicamente gosto de seguir meus instintos", disse ele.

Menos de três anos depois, ele culpou seu primeiro secretário de Defesa, James Mattis, pela decisão, dizendo: "Dei a ele mais pessoas por um curto período de tempo, e não funcionou".

Agora, Trump enfrenta mais um dos solitários momentos de reflexão que ele sintetizou em seu discurso nacional sobre o Afeganistão em 2017: "A vida toda ouvi que as decisões são muito diferentes quando você se senta atrás da mesa no Salão Oval".

A guerra do Irã não é de Bush. É a própria guerra de Trump. E ela determinará seu legado e o destino de muitas vidas além da Casa Branca.

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