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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Irã pressiona o Mar Vermelho e aumenta risco sobre rotas do petróleo

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Guerra no Oriente Médio pressiona três importantes passagens marítimas que concentram ⅓ do fluxo global de petróleo
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 Por Yoanna Stavracas, tv globo

Postado em 16 de Abril de 2.026 às 06h00m
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 Tensão aumenta com bloqueio dos EUA ao Irã

O Irã tem elevado o tom das ameaças no Mar Vermelho, aumentando a pressão sobre rotas essenciais para o comércio global. A região reúne três dos principais gargalos marítimos do mundo: o Canal de Suez e os estreitos de Bab-el-Mandeb e de Ormuz.

Juntos, esses corredores concentram cerca de um terço do fluxo global de petróleo. Na prática, quem controla essas passagens exerce influência direta sobre o ritmo da economia mundial – um sistema que, por décadas, operou sob o princípio do livre comércio marítimo e agora está sob forte pressão.

Na avaliação de Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense e pesquisador de Harvard, o aumento da tensão já levanta comparações com momentos críticos do passado, como o choque do petróleo de 1973, a Revolução Iraniana de 1979, a guerra dos petroleiros entre Irã e Iraque nos anos 1980 e a Guerra do Golfo no início dos anos 1990.

Neste momento, estamos mais próximos dos cenários dos anos 1980 e 1990. Mas a intensificação da guerra e a possibilidade de fechamento também do Bab-el-Mandeb podem nos aproximar dos choques das décadas de 70, avalia Brustolin. 
Como funcionam os 3 gargalos
Como funcionam os 3 gargalos — Foto: Sarah Follador/ Arte
Como funcionam os 3 gargalos — Foto: Sarah Follador/ Arte

O Estreito de Ormuz é hoje o principal foco de tensão. Desde que passou a ser alvo de ataques dos EUA e de Israel, o Irã vem restringindo a passagem de embarcações na região, inclusive com cobrança de pedágios.

Em resposta, o presidente Donald Trump ameaça atingir navios ligados ao país. Na prática, o que se desenha é um jogo de bloqueio contra bloqueio, elevando o risco sobre uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O segundo ponto de pressão é o Estreito de Bab-el-Mandeb, que vem sofrendo ameaças constantes de ataques e escalada militar. É por ali que os navios acessam o Mar Vermelho e, consequentemente, o Canal de Suez — uma das principais ligações marítimas entre Europa e Ásia.

A dependência entre essas rotas é direta: o Canal de Suez não funciona isoladamente, já que depende do fluxo que vem do sul. Se o de Bab-el-Mandeb é interrompido, Suez passa a operar como um refém logístico desse estreito. O impacto vai além do petróleo.

Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de 20% do petróleo mundial. Pelo Bab-el-Mandeb, que dá acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez, passa mais 12%. Mas não é só isso: também está em jogo uma rota essencial para o comércio entre o Oriente e a Europa, explica o professor.

Um exemplo dessa vulnerabilidade é a Arábia Saudita. Para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, o país investiu em um oleoduto que cruza seu território, levando petróleo do Golfo até o Mar Vermelho. O Oleoduto Leste-Oeste (Petroline) tem capacidade de transportar até 7 milhões de barris de petróleo por dia.

Arábia Saudita investiu em um oleoduto que cruza seu território — Foto: Imagem: Sarah Follador/ Arte
Arábia Saudita investiu em um oleoduto que cruza seu território — Foto: Imagem: Sarah Follador/ Arte

A alternativa, no entanto, não elimina o risco. O próprio oleoduto já foi alvo de ataques durante o conflito e, acima disso, o petróleo ainda precisa passar pelo Estreito de Bab-el-Mandeb para seguir viagem. Na prática, desvia-se de um gargalo, mas se cai em outro.

Papel do Iêmen

Papel do Iêmen — Foto: Sarah Follador/ Arte
Papel do Iêmen — Foto: Sarah Follador/ Arte

Embora não tenha controle direto sobre o Mar Vermelho, como acontece no entorno do Estreito de Ormuz, o Irã projeta influência sobre a região por meio de aliados. No Iêmen, grupos armados ligados a Teerã estão posicionados ao lado do Estreito de Bab-el-Mandeb. Na prática, isso permite ao Irã ampliar a capacidade de pressão também sobre essa rota estratégica.

Esse papel é exercido principalmente pelos Houthis, milícia aliada que já demonstrou capacidade de interferir diretamente no fluxo marítimo. Os Houthis já fecharam o Estreito de Bab-el-Mandeb, não faz muito tempo, em resposta à guerra entre Israel e o Hamas. Foi necessária uma coalizão de dez países para reabrir o estreito, relembra Brustolin .

A atuação do grupo faz parte de uma estratégia mais ampla do Irã de apoio a forças aliadas na região.

Os Houthis foram treinados e financiados por forças iranianas. Isso faz parte da arquitetura do Irã, que vem desde a era do general Qasem Soleimani, morto durante o primeiro mandato de Donald Trump. É o que se chama de arco da resistência, que inclui também o Hezbollah, no Líbano, além de grupos como o Hamas e a Jihad Islâmica na Palestina, completa.

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

De Pedro a Romário: veja os artilheiros dos clubes da Série A no século 21

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Lista tem quatro atacantes em atividade na atual edição da Série A, um com mais de 200 gols e centroavante no topo por duas equipes diferentes
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Bayern de Munique x Real Madrid - Liga dos Campeões 2025/2026 - Ao vivo - globoesporte.com
Por Redação do ge — Salvador

Postado em 15 de Abril de 2.026 às 16h25m
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Pedro é homenageado após virar maior artilheiro do Flamengo no século: "É gratificante"
Pedro é homenageado após virar maior artilheiro do Flamengo no século: "É gratificante"

Pedro ganhou homenagem do Flamengo ao ultrapassar Gabigol e se tornar o maior goleador do clube no século XXI, com 163 gols. Entre os jogadores em atividade na Série A 2026, o atacante se junta a Hulk, Neymar e Yuri Alberto, que também lideram a artilharia dos seus times. 

ge listou os maiores goleadores dos clubes da Série A desde 2001. Ídolo de Cruzeiro e Fluminense, Fred é o único a liderar por duas equipes. O ranking ainda conta com nomes de peso como Romário e Luís Fabiano.

Athletico-PR - Alex Mineiro (78 gols)
Alex Mineiro jogo Atlético-PR  — Foto: Agência Estado
Alex Mineiro jogo Atlético-PR — Foto: Agência Estado

Atlético-MG - Hulk (140 gols)
Hulk se iguala a Tardelli como maior artilheiro do Atlético no século
Hulk se iguala a Tardelli como maior artilheiro do Atlético no século

Bahia - Nonato (121 gols)
Nonato no novo estádio da Fonte Nova — Foto: Egi Santana
Nonato no novo estádio da Fonte Nova — Foto: Egi Santana

Botafogo - Dodô (90 gols)
Dodô pelo Botafogo — Foto: globoesporte.com
Dodô pelo Botafogo — Foto: globoesporte.com

Bragantino - Lincom (76 gols)
Lincom em ação pelo Bragantino — Foto: Fabio Moraes/Futura Press
Lincom em ação pelo Bragantino — Foto: Fabio Moraes/Futura Pres

Chapecoense - Bruno Rangel (81 gols)
Atacante Bruno Rangel faleceu no acidente aéreo de 2016 — Foto: Laion Espíndula
Atacante Bruno Rangel faleceu no acidente aéreo de 2016 — Foto: Laion Espíndula

Corinthians - Yuri Alberto (81 gols)
Yuri Alberto quebrou recordes no Corinthians e se tornou artilheiro do século
Yuri Alberto quebrou recordes no Corinthians e se tornou artilheiro do século

Coritiba - Keirrison (72 gols)
Keirrison: uma história de frustrações e chances no Coritiba
Keirrison: uma história de frustrações e chances no Coritiba

Cruzeiro - Fred (78 gols)
Fred em ação pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/Futura Press
Fred em ação pelo Cruzeiro — Foto: Cristiane Mattos/Futura Press

Flamengo - Pedro (163 gols)
Pedro comemora segundo gol no clássico | Fluminense x Flamengo — Foto: André Durão
Pedro comemora segundo gol no clássico | Fluminense x Flamengo — Foto: André Durão

Fluminense - Fred (199 gols)Fred se torna o maior artilheiro da história da Copa do Brasil e Fluminense vence o Vila Nova
Fred se torna o maior artilheiro da história da Copa do Brasil e Fluminense vence o Vila Nova

Grêmio - Diego Souza (87 gols)
Diego Souza pelo Grêmio — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Diego Souza pelo Grêmio — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Internacional - Leandro Damião (108 gols)
Leandro Damião marca contra o América-MG — Foto: Wesley Santos / Agência PressDigital
Leandro Damião marca contra o América-MG — Foto: Wesley Santos / Agência PressDigital

Mirassol - Xuxa (64 gols)
Xuxa pelo Mirassol — Foto: Vinicius de Paula / Agência Mirassol FC
Xuxa pelo Mirassol — Foto: Vinicius de Paula / Agência Mirassol FC

Palmeiras - Raphael Veiga (109 gols)
Saída de Raphael Veiga dá fim à terceira academia do Palmeiras
Saída de Raphael Veiga dá fim à terceira academia do Palmeiras

Remo - Eduardo Ramos (38 gols)
Eduardo Ramos em ação pelo Remo — Foto: Cristino Martins/O Liberal
Eduardo Ramos em ação pelo Remo — Foto: Cristino Martins/O Liberal

Santos - Neymar (154 gols)
Confira a entrevista coletiva de Neymar em seu retorno ao Santos
Confira a entrevista coletiva de Neymar em seu retorno ao Santos

São Paulo - Luís Fabiano (212 gols)
Terceiro maior artilheiro do São Paulo, Luis Fabiano se despede do Morumbi
Terceiro maior artilheiro do São Paulo, Luis Fabiano se despede do Morumbi

Vasco - Romário (120 gols)
Em 2007, Romário marca o milésimo gol no jogo Vasco 3 x 1 Sport pelo Campeonato Brasileiro
Em 2007, Romário marca o milésimo gol no jogo Vasco 3 x 1 Sport pelo Campeonato Brasileiro

Vitória - Neto Baiano (84 gols)
Neto Baiano é o maior artilheiro do Vitória no século — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória
Neto Baiano é o maior artilheiro do Vitória no século — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória 

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Mochilas, cadernos e mais objetos de crianças mortas em escola viram memorial no Irã, mostra Caco Barcellos

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Equipe percorreu regiões atingidas por ataques, sob monitoramento das autoridades, e ouviu moradores, médicos e autoridades sobre os efeitos da guerra no cotidiano do país.
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Por Fantástico

Postado em 15 de Abril de 2.026 às 08h00m
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Memorial para crianças mortas em ataque a escola no Irã — Foto: Reprodução / Fantástico
Memorial para crianças mortas em ataque a escola no Irã — Foto: Reprodução / Fantástico

Um memorial improvisado em um parque de Teerã reúne mochilas, cadernos e objetos escolares de crianças mortas em um ataque que atingiu uma escola no primeiro dia de bombardeios no Irã. A cena foi registrada pelo repórter Caco Barcellos durante uma cobertura exclusiva no país.

Aqui a gente vê parte do material escolar delas, as mochilas, flores de homenagem. Tá virando um memorial, relata o jornalista na reportagem exibida pelo Fantástico.

O bombardeio à escola, na cidade de Minab, matou 170 crianças e provocou comoção dentro e fora do país. Imagens das vítimas passaram a ser exibidas em diferentes regiões do Irã nos dias seguintes ao ataque.

LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra míssil dos EUA atingindo base ao lado de escola iraniana onde 175 pessoas morreram

Um dia depois do ataque à escola de Minab, as imagens das crianças estavam nas ruas do país. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Um dia depois do ataque à escola de Minab, as imagens das crianças estavam nas ruas do país. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

Segundo uma investigação do "New York Times", o míssil que atingiu o local foi lançado pelos Estados Unidos com base em uma informação de inteligência desatualizada. Autoridades acreditavam que o prédio ainda funcionava como base militar, mas o espaço havia sido transformado em escola cerca de dez anos antes.

As imagens do resgate mostram equipes trabalhando entre os escombros enquanto familiares buscavam identificar os corpos. As famílias tentavam fazer o reconhecimento no local para onde os mortos eram levados, relata.

Nos dias seguintes, objetos pessoais das vítimas passaram a ocupar espaços públicos como forma de homenagem. Mochilas, flores e materiais escolares foram organizados em memoriais que atraem moradores e visitantes.

A exposição desses itens transformou parques e áreas abertas em locais de luto coletivo. Para além dos números da guerra, os objetos ajudam a dimensionar o impacto do conflito sobre a população civil — especialmente crianças.

Segundo o governo iraniano, mais de 3 mil pessoas morreram desde o início dos bombardeios.

VEJA A REPORTAGEM DE CACO BARCELLOS ABAIXO:


 Exclusivo: Caco Barcellos e Thiago Jock conseguem autorização para entrar no Irã

Fantástico no Irã

A equipe do Fantástico entrou no Irã em meio à guerra e acompanhou de perto os efeitos dos bombardeios. Em uma comitiva oficial que visitava áreas atingidas, apenas três equipes estrangeiras foram autorizadas a circular pelo país: a TV Globo, uma russa e uma britânica.

Desde o início do conflito, o acesso da imprensa internacional é restrito. A equipe cruzou cerca de 300 quilômetros pela Turquia, entre montanhas cobertas de neve, até chegar à fronteira com o Irã. No posto de controle, ainda em território turco, as gravações foram interrompidas pelas autoridades.

Após duas horas de checagem de documentos e vistos de imprensa, a entrada foi liberada.

Já dentro do Irã, a orientação era clara: não sair do carro e não fazer imagens durante o trajeto até Teerã. As estradas são monitoradas e equipamentos de filmagem podem ser confundidos com armamento.

Equipe acompanhou funeral de um general da marinha iraniana — Foto: Fantástico
Equipe acompanhou funeral de um general da marinha iraniana — Foto: Fantástico

Funerais e mobilização nas ruas

Na capital iraniana, a equipe acompanhou o funeral de um general da Marinha iraniana morto em um ataque no Estreito de Ormuz.

Ele participava de uma reunião com outros executivos militares, quando dois mísseis atacaram o navio e o local onde ele estava reunido. O corpo foi levado por mais de 800 quilômetros até Teerã.

Entre gritos, bandeiras e homenagens, a cerimônia reuniu uma multidão. Em meio ao cortejo, um jovem pediu para ser entrevistado e criticou duramente os Estados Unidos:

Esse governo americano é o pior de todos os tempos. Nosso povo está apoiando o nosso governo e os nossos militares", diz.

Durante os discursos, autoridades e participantes também direcionaram críticas a Israel e aos EUA. A presença de forças de segurança era constante — em alguns momentos, agentes pediram para não serem filmados e chegaram a conferir o material gravado pela equipe.

No meio da multidão, diferentes gerações dividiam espaço. Jovens universitárias, muitas com vestimentas mais coloridas, conviviam com mulheres que seguem tradições religiosas mais rígidas.

Segundo relatos ouvidos pela equipe, o avanço educacional tem ampliado o protagonismo feminino, especialmente em mudanças ligadas a costumes e comportamento social.

Versão oficial e disputa de narrativas

Durante a cobertura no Irã, a equipe encontrou presença constante de imagens dos aiatolás em espaços públicos e eventos, reforçando a centralidade da liderança religiosa no país. Desde a Revolução de 1979, o Irã é uma República Islâmica em que o poder é fortemente concentrado nesse grupo, acima da Guarda Revolucionária e de instituições civis.

O regime é marcado por controle social rígido, com denúncias recorrentes de repressão a protestos, censura à imprensa, prisões de ativistas e restrições a comportamentos sociais, especialmente os de mulheres. Além das tensões internas e críticas ao programa nuclear, o país também é apontado por apoiar grupos como o Hezbollah e o Hamas.

Durante a estada da equipe, o acesso e a circulação foram limitados por barreiras de segurança e checkpoints da Guarda Revolucionária, dificultando inclusive a gravação de imagens. Tentativas de contato com opositores não tiveram sucesso.

No início do ano, protestos contra a crise econômica foram fortemente reprimidos; autoridades iranianas afirmam que os atos se tornaram violentos por ação de infiltrados armados, que teriam atacado forças de segurança e causado mais de 200 mortes entre policiais, além de vítimas civis.

Já organizações independentes contestam os números oficiais e indicam que o total de mortos pode ter sido maior.

O governo iraniano nega a alegação americana e sustenta que o programa nuclear tem fins energéticos. O porta-voz do ministro das Relações Exteriores Ábbas Araghchi também rebateu críticas sobre direitos humanos:

Somos alvo de uma campanha de demonização há décadas. Não somos perfeitos, mas nenhum país é perfeito quando se trata de direitos humanos", diz.
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Irã usou satélite espião chinês para atacar bases dos EUA no Oriente Médio, diz jornal; China nega

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Satélite foi comprado pela Guarda Revolucionária iraniana em acordo secreto com a China em 2024, segundo o 'Financial Times'. Imagens geradas pelo equipamento ajudaram em bombardeios retaliatórios contra instalações militares dos EUA durante a guerra.
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Por Redação g1

Postado em 15 de Abril de 2.026 às 07h05m
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Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã — Foto: AFP
Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã — Foto: AFP

O Irã utilizou de um satélite espião chinês para atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio durante a guerra travada entre os dois países, revelou nesta quarta-feira (15) o jornal britânico "Financial Times".

Segundo o jornal, Teerã comprou o satélite TEE-01B em um acordo secreto em 2024, e imagens capturadas pelo equipamento chinês ajudaram o país a realizar ataques contra as bases norte-americanas.

O satélite foi construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co e foi adquirido pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana após ser colocado em órbita a partir da China, segundo a reportagem, que cita documentos militares iranianos vazados.

O Ministério das Relações Exteriores da China negou nesta quarta-feira as informações reveladas pelo FT. A pasta disse que "não é verdade" que o Irã tenha utilizado um satélite chinês na guerra. A embaixada chinesa em Washington disse em comunicado ao jornal que o país se opõe firmemente a que partes relevantes difundam desinformação especulativa e insinuante contra a China

As bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio foram alvo de ataques retaliatórios iranianos em meio à guerra que os dois países travam desde 28 de fevereiro. Centenas de mísseis e drones foram disparados contra as instalações, que foram em grande parte evacuadas antes do conflito para minimizar as baixas de soldados norte-americanos.

Comandantes militares iranianos teriam direcionado o satélite para monitorar as instalações militares dos EUA, de acordo com o jornal, que menciona listas de coordenadas com marcação de tempo, imagens de satélite e análises orbitais. As imagens teriam sido capturadas em março, antes e depois de ataques com drones e mísseis contra esses locais, segundo o FT.

O satélite capturou imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, nos dias 13, 14 e 15 de março, segundo o FT. Em 14 de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que aeronaves dos EUA na base haviam sido atingidas.

Como parte do acordo com a China, a Guarda Revolucionária iraniana recebeu acesso a estações terrestres comerciais operadas pela Emposat, uma provedora de controle e dados de satélite sediada em Pequim, com uma rede que se estende pela Ásia, América Latina e outras regiões, ainda de acordo com a reportagem.

Assim como a Rússia, a China é um dos maiores aliados do regime iraniano. O governo Trump não se manifestou de forma oficial sobre a revelação do FT até a última atualização desta reportagem. No entanto, Trump disse no fim de semana que a China enfrentariagrandes problemase até tarifas adicionais se fornecesse ajuda militar e sistemas de defesa aérea ao Irã. Pequim prometeu responder com medidas próprias caso isso acontecesse.

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