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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Em acordo com Índia, Brasil busca independência em minerais críticos

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Governo brasileiro tem a intenção de firmar várias parcerias com diferentes nações ou blocos para manter o controle sobre os recursos e evitar a dependência de países como os Estados Unidos ou a China
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Américo Martins
Especialista em jornalismo internacional e fascinado pelo mundo desde sempre, foi diretor da BBC de Londres e VP de Conteúdo da CNN; já visitou mais de 70 países
21/02/26 às 15:40 | Atualizado 21/02/26 às 15:40
Postado em 22 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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Lula e Modi se reuniram em Brasília em julho
Lula e Modi se reuniram em Brasília em julho  • 08/07/2025 - REUTERS/Adriano Machado

O memorando de entendimentos sobre terras raras e minerais críticos assinado entre Brasil e Índia, neste sábado (21), é um passo crucial para implementar, na prática, a política de independência proposta pelo governo brasileiro com relação a esses recursos.

Este é o primeiro acordo significativo internacional fechado na área pelo Brasil, que tem a segunda maior reserva estimada de minerais críticos do mundo.

A intenção do pacto com a Índia é criar uma parceria que involves transferência de tecnologia, exploração, pesquisa, desenvolvimento e mineração de terras raras e minerais críticos.

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O documento assinado cria uma espécie de "acordo guarda-chuva", estabelecendo os princípios básicos da relação entre os dois países na área.

Ele prevê a possibilidade de investimentos recíprocos, desenvolvimento de tecnologias de processamento e reciclagem e até o uso de inteligência artificial na análise de dados geocientíficos para aprimorar processos de exploração.

O acordo não contempla nenhuma transação financeira entre os lados neste estágio, mas atende aos três critérios estratégicos definidos pelo governo para a exploração desses recursos minerais.




Em primeiro lugar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu que o Brasil não vai fechar nenhum acordo de exclusividade com nenhum país para explorar ou vender terras raras ou minerais críticos.

Ao contrário, a ideia é fazer vários acordos com diferentes nações ou blocos para manter o controle sobre os recursos e evitar a dependência de países como os Estados Unidos ou a China.

O segundo critério é o da bilateralidade.

O governo pretende assinar vários acordos – sempre bilaterais e nunca multilaterais.



Os estrategistas do Planalto acreditam que isso também ajuda a evitar armadilhas que possam impedir que o Brasil negocie livremente e com quem quiser os seus recursos minerais.

O país se recusou, por exemplo, a aderir ao Fórum de Engajamento em Recursos Geoestratégicos proposto pelo presidente americano Donald Trump para garantir que os Estados Unidos tenham acesso privilegiado ou total aos recursos de aluns países.

Por fim, o Brasil também quer fazer acordos que levem à criação de uma cadeia de produção e beneficiamento dos minerais críticos no próprio território nacional, agregando valor aos recursos do país e evitando a venda dos minérios como se fossem simples commodities.

O acordo com a Índia tem todos os três elementos, como afirmou o presidente Lula em Nova Délhi depois de o texto ter sido assinado.

Assim como a Índia criou a Missão Nacional de Minerais Críticos, o Brasil vai criar um Conselho Nacional vinculado à Presidência da República para garantir a nossa soberania. Queremos atrair a cadeia de processamento dessa riqueza para o território brasileiro, sem fazer opções excludentes. O acordo que assinamos hoje com a Índia vai nessa direção", disse ele.

O acordo com a Índia também manda um recado para Estados Unidos, China e União Europeia: o de que o Brasil está disposto a negociar seus recurso, mas dentro dessas bases.

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Como o Irã pode retaliar caso sofra um ataque dos Estados Unidos?

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Fechamento do Estreito de Ormuz é a principal ameaça, o que pode fazer com que o preço do petróleo dispare e cause uma recessão mundial
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Mostafa Salem, da CNN
21/02/26 às 12:40 | Atualizado 21/02/26 às 12:40
Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 13h40m
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Pessoas caminham por Teerã, no Irã  • 02/01/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Por quase meio século, o Irã se preparou para uma guerra com os Estados Unidos. Incapaz de igualar o poderio militar americano, Teerã concentrou-se em maneiras de impor custos elevados que poderiam abalar o Oriente Médio e a economia global.

Mesmo com as negociações com o Irã em andamento, os militares dos EUA estão prosseguindo com um significativo aumento de recursos aéreos e navais no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, insinuou uma mudança de regime e alertou que poderia atacar o Irã, alimentando temores de uma guerra mais ampla.

Apesar de ter sido significativamente enfraquecido pelos ataques israelenses e americanos no ano passado e pela crescente agitação interna recente, o regime iraniano mantém uma série de opções de retaliação, segundo especialistas.

Dentre elas, o país considera desde atacar interesses dos EUA e de Israel até mobilizar grupos aliados e buscar perturbações econômicas que poderiam desencadear uma crise global.

A forma como Teerã escolherá usar as ferramentas à sua disposição dependerá do nível de ameaça que perceber estar enfrentando.

O regime tem muitas capacidades para usar se encarar isso como uma guerra existencial, disse Farzin Nadimi, pesquisador sênior do Washington Institute especializado em segurança e defesa do Irã.

"Se eles encararem isso como uma guerra final, poderão usar todos os seus recursos", completou.

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Acredita-se que o Irã possua milhares de mísseis e drones ao alcance das tropas americanas estacionadas em diversos países do Oriente Médio e ameaçou atacá-las, assim como Israel.

Em junho do ano passado, após Israel lançar um ataque surpresa contra o Irã, a República Islâmica retaliou disparando onda após onda de mísseis balísticos e drones contra o país, causando danos ao contornar as sofisticadas defesas aéreas israelenses.

Autoridades iranianas afirmam que grande parte dos estoques usados ​​naquela guerra foi reabastecida, e autoridades americanas acreditam que essas armas testadas em combate, assim como os antigos caças russos e americanos, continuam a representar uma ameaça.

O drone suicida Shahed do Irã, por exemplo, provou ser uma ferramenta destrutiva na guerra da Rússia na Ucrânia. O regime iraniano também desenvolveu, testou ou implantou mais de 20 tipos de mísseis balísticos, incluindo sistemas de curto, médio e longo alcance capazes de atingir alvos até mesmo no sul da Europa.

Drones de ataque Shahed em um caminhão sem identificação em uma exposição da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã, Irã, em 1º de maio de 2024 • Fred Pleitgen/CNN
Drones de ataque Shahed em um caminhão sem identificação em uma exposição da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã, Irã, em 1º de maio de 2024 • Fred Pleitgen/CNN

Temos de 30 a 40 mil soldados americanos estacionados em oito ou nove instalações naquela região, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, no mês passado. Todos estão ao alcance de uma série de milhares de drones iranianos e mísseis balísticos iranianos (de curto alcance) que ameaçam nossa presença militar.

Dois oficiais americanos disseram à CNN que as capacidades militares de Teerã, mesmo que em número muito inferior e muito mais antigas do que os modernos sistemas americanos, tornam um ataque decisivo dos EUA contra o país muito mais difícil.

Teerã tem repetidamente alertado que retaliaria contra os aliados dos EUA na região caso fosse atacada.

Quando bombardeiros americanos atacaram instalações nucleares iranianas no verão, o Irã lançou um ataque com mísseis sem precedentes no Catar, visando a Base Aérea de Al-Udeid, a maior instalação militar americana no Oriente Médio.

Mobilizando grupos de apoio

Nos últimos dois anos, Israel tem atacado a rede regional de grupos apoiados pelo Irã, reduzindo significativamente a capacidade do regime de projetar poder além das fronteiras.

Ainda assim, esses grupos juraram defender a República Islâmica. Grupos iraquianos como o Kataeb Hezbollah e o Harakat al-Nujaba — milícias que já atacaram forças americanas no passado —, bem como o libanês Hezbollah, afirmaram que prestarão auxílio ao Irã caso seja atacado.

No mês passado, Abu Hussein al-Hamidawi, comandante do Kataeb Hezbollah, convocou os lealistas do Irã em todo o mundo… a se prepararem para uma guerra total em apoio à República Islâmica.

Apesar das ameaças, os grupos apoiados pelo Irã enfrentam limitações. No Líbano, o outrora formidável Hezbollah foi significativamente enfraquecido após 13 meses de conflito com Israel e agora enfrenta uma campanha interna de desarmamento.

No Iraque, as milícias apoiadas pelo Irã são poderosas, mas também enfrentam obstáculos impostos por um governo central que sofre crescente pressão dos EUA para conter a influência iraniana.

Os Houthis no Iêmen tem sido alvo tanto de Israel quanto dos EUA, mas continua sendo um dos representantes mais destrutivos do Irã e já indicou que defenderá seu patrono.

No final de janeiro, os Houthis divulgaram um vídeo mostrando imagens de um navio em chamas, acompanhado da simples legenda: "Em breve".

Com o apoio iraniano nos últimos anos, o grupo atacou a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Israel, bem como navios americanos no Mar Vermelho.

Guerra econômica

O Irã alertou repetidamente que uma guerra contra ele não se limitaria ao Oriente Médio, mas enviaria ondas de choque por todo o mundo. Embora militarmente inferior, Teerã tem vantagem em sua capacidade de perturbar os mercados de energia e o comércio global a partir de uma das regiões mais estrategicamente sensíveis do mundo.

O Irã, um dos maiores produtores de energia do mundo, está situado no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima por onde fluem mais de um quinto do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito.

Estreito de Ormuz - Irã • Arte: CNN Brasil
Estreito de Ormuz - Irã • Arte: CNN Brasil

O regime ameaçou fechá-lo caso seja atacado — uma perspectiva que, segundo especialistas, poderia fazer os preços dos combustíveis dispararem muito além das fronteiras do Irã e desencadear uma recessão econômica global.

Especialistas afirmam que atacar a economia global através do estreito pode ser uma das opções mais eficazes do Irã. É também a mais perigosa devido ao seu amplo impacto.

Um fechamento prolongado do estreito representaria um cenário perigoso, disse Umud Shokri, estrategista de energia baseado em Washington, D.C. e pesquisador visitante sênior da Universidade George Mason.

Mesmo interrupções parciais poderiam provocar aumentos acentuados nos preços, interromper as cadeias de suprimentos e amplificar a inflação mundial. Em tal cenário, uma recessão global seria um risco real", acrescentou Shokri.

Tal medida provavelmente seria o último recurso do Irã, pois prejudicaria gravemente o próprio comércio e o de países árabes vizinhos, muitos dos quais pressionaram Trump contra um ataque e prometeram não permitir que Washington acesse seu território para um ataque iraniano.

O Irã afirma ter bases navais subterrâneas ao longo da costa do país, com dezenas de lanchas de ataque rápidas prontas para serem mobilizadas nas águas do Golfo Pérsico.

As forças armadas passaram três décadas construindo sua própria frota de navios e submarinos, com a produção intensificada nos últimos anos em antecipação a um possível confronto naval.

O vice-almirante aposentado Robert Harward, ex-SEAL da Marinha dos EUA e vice-comandante do Comando Central dos EUA, afirmou que as capacidades navais iranianas e seus aliados representam um desafio para a navegação no Estreito de Ormuz, que “pode ser resolvido muito rapidamente.

Mas ferramentas assimétricas, como minas, drones e outras táticas, podem representar um desafio para a navegação e o fluxo de petróleo, disse ele.

A capacidade do Irã de interromper o transporte marítimo global e abalar a economia mundial tem precedentes históricos.

No final de uma longa guerra com o Iraque, na década de 1980, o Irã instalou minas marítimas no Golfo Pérsico, inclusive perto do estreito, uma das quais quase afundou o navio USS Samuel B. Roberts em 1988, enquanto este escoltava petroleiros kuwaitianos durante o que ficou conhecido como a "Guerra dos Petroleiros".

Em 2019, vários petroleiros foram atingidos no Golfo de Omã durante o aumento das tensões entre o Irã e as nações árabes do Golfo, após a retirada de Trump do acordo nuclear com o Irã. Acredita-se amplamente que o Irã tenha sido o responsável.

Mais recentemente, durante a guerra entre Israel e Hamas, os houthis interromperam o transporte marítimo comercial no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, por onde passa cerca de 10% do comércio marítimo mundial.

Juntamente com a capacidade do Irã de ameaçar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, Teerã exerce um poder desproporcional para infligir prejuízos econômicos globais.

A próxima guerra pode começar não no centro de Teerã, mas no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico, disse Nadimi, do Instituto de Washington.


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Bactéria presa em gelo de caverna por 5 mil anos resiste a antibióticos

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Sequenciamento genômico revelou mais de 100 genes associados à resistência antimicrobiana; pesquisadores observaram que a bactéria também apresentou atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes em ambiente hospitalar
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Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
21/02/26 às 03:34 | Atualizado 21/02/26 às 04:11
Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 09h00m
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Uma bactéria isolada de uma camada de gelo com cerca de 5 mil anos chamou a atenção de pesquisadores ao apresentar resistência a múltiplos antibióticos modernos.

A cepa, denominada Psychrobacter sp. SC65A.3, foi recuperada da Caverna de Gelo Scărișoara, na Romênia, considerada um dos mais antigos depósitos subterrâneos de gelo do mundo.

O sequenciamento genômico revelou mais de 100 genes associados à resistência antimicrobiana. Em testes laboratoriais, o microrganismo mostrou resistência a antibióticos de diferentes classes, incluindo penicilinas, cefalosporinas, fluoroquinolonas e aminoglicosídeos.

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Entre os genes identificados está o mcr-1, relacionado à resistência à colistina, medicamento usado como último recurso em infecções graves. estudo foi publicado na revista científica Frontiers in Microbiology.

Além do perfil de resistência, os pesquisadores observaram que a bactéria também apresentou atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes em ambiente hospitalar.

A cepa foi capaz de inibir o crescimento de microrganismos do grupo ESKAPE, conjunto de bactérias frequentemente associadas a infecções resistentes a medicamentos.

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O estudo também destacou características adaptativas da SC65A.3, como crescimento em baixas temperaturas e produção de enzimas ativas no frio.

Segundo os autores, os resultados reforçam a ideia de que o meio ambiente funciona como reservatório natural e antigo de genes de resistência, anteriores ao uso clínico de antibióticos.

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Índia aposta em nacionalizar navios de guerra; conheça porta-aviões do país

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INS Vikrant é considerado a principal vitrine da Marinha indiana em busca de uma autossuficiência naval 
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Luciana Amaral, da CNN Brasil, em Visakhapatnam, Índia 
21/02/26 às 03:03 | Atualizado 21/02/26 às 03:03
Postado em 21 de Fevereiro de 2.026 às 08h00m
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Numa corrida para se projetar como potência bélica frente a outras nações, a Índia aposta em nacionalizar os projetos e a construção de navios de guerra da Marinha do país.

A ambição do governo do premiê Narendra Modi é se tornar autossuficiente no setor até 2047 – quando a Índia completará 100 anos de independência dos britânicos – e tem como exemplo mais visível o porta-aviões INS Vikrant (vitorioso ou corajoso, em tradução livre do sânscrito), considerado a joia da coroa da Marinha do país.

O navio é considerado um marco na capacidade indiana de desenvolver as próprias embarcações.

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Comissionado em 2022, o INS Vikrant foi construído na cidade de Cochin, no sudoeste da Índia, voltada ao Mar da Arábia. O projeto envolveu mais de 660 empresas do país. Ao todo, cerca de 76% das peças que compõem o porta-aviões são indianas.

A avaliação do governo indiano é que nacionalizar ao máximo a concepção e a produção dos navios lhe dá mais envergadura para se tornar o parceiro preferencial de outros países na região do Oceano Índico. E, com isso, ganhar influência militar e econômica. É a chamada diplomacia naval, cada vez com contornos geopolíticos mais complexos.

A visão da Marinha tem como pilares a inovação sustentável a longo prazo, a formação de uma cadeia produtiva indiana e a integração de novas tecnologias a operações navais. A estratégia também ajuda a garantir maior autonomia operacional, controle das etapas de produção e prontidão de combate.

O INS Vikrant foi a principal estrela do país no desfile naval International Fleet Review desta semana, em Visakhapatnam, sede do Comando Naval do Leste, na Baía de Bengala.

A CNN Brasil esteve a bordo do porta-aviões, nesta quinta-feira (19), ancorado na costa da maior cidade do estado indiano de Andhra Pradesh.

O porta-aviões opera por meio do sistema STOBAR (Short Take-off But Arrested Recovery). Os aviões decolam com a ajuda de uma rampa curva e inclinada para cima na proa, sem necessidade de catapultas. Para frear e pousar, contam com a ajuda de cabos no convés.

Na prática, os jatos conseguem parar em até 2,5 segundos, numa distância de até 90 metros.

Veja alguns dados do navio

  • capacidade de abrigar cerca de 30 aeronaves, entre jatos e helicópteros;
  •  262,5 metros de comprimento;
  • 61,6 metros de largura;
  • 144 a 203,7 metros de pista;
  • 60 km/h de velocidade máxima;
  • 2.278 compartimentos;
  • 648 escadas;
  • 2,5 km de cabos;
  • estrutura completa para cerca de 1,6 mil tripulantes, como cozinhas e lavanderias industriais, salas de cirurgia, consultórios de odontologia.

A cerimônia do International Fleet Review contou com dezenas de embarcações de diferentes tamanhos, objetivos e poder bélico – não apenas indianas, mas também de outras Marinhas convidadas.

Rússia, Irã, Japão, França, Austrália, África do Sul, Coreia do Sul, Filipinas, Malásia, Indonésia, Omã, Mianmar, Vietnã, Emirados Árabes Unidos e Bangladesh estavam entre as esquadras presentes.

O Brasil não enviou embarcações, mas contou com a presença do Comandante de Operações Navais da Marinha, Almirante Eduardo Vazquez, no evento.

Atualmente, a Marinha brasileira não conta com algum porta-avião devido aos altos custos de manutenção e modernização.

*A repórter viajou a convite do governo da Índia.

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