Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Operações prolongadas contra Teerã estariam exaurindo a capacidade de mobilização da Marinha, desviando ativos de missões cruciais, diz jornal -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Da CNN Brasil 31/08/26 às 12:53 | Atualizado 31/08/26 às 12:53 Postado em 31 de Agosto de 2.026 às 13h25m .#.* - Post. -- Nº.\ 12.492 -- *.#.
Secretário de Defesa dos EUA Pete Hegseth no Pentágono • 16 de abril de 2026 REUTERS/Nathan Howard
Líderes
militares dos Estados Unidos alertaram o Secretário de Defesa, Pete
Hegseth, que a manutenção de operações em larga escala contra o Irã é
insustentável e prejudica a prontidão em outras regiões globais.
De acordo com apuração do The Washington Post
que cita documentos confidenciais, comandantes de diversas áreas
expressaram discordância formal quanto à extensão do destacamento de
tropas, navios e aeronaves, que estariam sendo desviados de missões
críticas na Europa e no Pacífico.
Líderes militares dos comandos da Europa (EUCOM), do Pacífico (PACOM) e
do Sul (SOUTHCOM), juntamente com o principal almirante da Marinha,
discordaram contra a ordem de estender o desdobramento de suas forças na
região, mas afirmaram que cumprirão a determinação.
A Marinha, em particular, é a mais impactada por aplicar o bloqueio aos portos iranianos. O Almirante Daryl Caudle alertou Hegseth que apenas cerca de um quarto da frota de destróieres do país está pronta para ser mobilizada, uma queda drástica em relação aos níveis anteriores à guerra. Além disso, o único porta-aviões dedicado à dissuasão contra a China no Pacífico, o USS George Washington, precisou ser deslocado para o Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, que está em missão há mais de 300 dias.
Embora o
governo Trump mantenha uma postura de pressão total contra Teerã, a
cúpula militar enfatiza que o conflito de seis meses já exauriuestoques de munições vitais e compromete a defesa do próprio território americano.
Redução drástica do estoque de armas críticas para a guerra
O impasse
revela um conflito crescente entre os objetivos estratégicos da Casa
Branca e a capacidade logística limitada das Forças Armadas para sustentar uma guerra sem prazo para acabar.
O conflito praticamente esgotou os estoques dos Estados Unidos de interceptadores de defesa aérea Patriot eTHAAD - sistema de defesa antimísseis que pode destruir mísseis balísticos de curto, médio e intermediário alcance -, mísseis de longo alcance Tomahawk e resultou na perda de aproximadamente 25% da frota de drones Reaper do Pentágono, além de gerar bilhões de dólares em danos estruturais a bases americanas. O impacto limita a capacidade do governo americano de reescalar a guerra.
Ao realocar navios, sistemas de defesa aérea e aeronaves de monitoramento de outros comandos para apoiar o CENTCOM, o Comando Central no Irã,
os EUA reduziram sua capacidade de defesa interna e de treinamento.
Líderes do Comando Europeu alertaram que faltam forças navais adequadas
para proteger Israel e o próprio território americano de ataques de
mísseis, enquanto aliados na Ásia temem que o esgotamento de armas os deixe vulneráveis à China.
Embora as
lideranças do Exército e da Força Aérea tenham concordado com as
diretrizes da operação, alertaram que a decisão traz riscos
significativos. Cerca de 2.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada
terão suas missões estendidas para um ano, e unidades operando sistemas
Patriot e esquadrões de bombardeio da Força Aérea devem permanecer no
Oriente Médio até 2027.
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Não há outras evidências de que o centro energético iraniano estivesse sob ataque. A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Reuters Postado em 31 de Agosto de 2.026 às 05h30m .#.* - Post. -- Nº.\ 12.491 -- *.#.
Publicação do presidente dos EUA Donald Trump na rede social Truth Social — Foto: Reprodução/Truth Social
O centro energético iraniano da ilha de Kharg está sendo reduzido a escombros, disse o presidente dos EUA,Donald Trump, neste domingo (30), em uma breve publicação nas redes sociais acompanhada de um vídeo gerado por inteligência artificial.
Não havia evidências de que o centro energético iraniano estivesse sob ataque até a última atualização desta reportagem.
A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não responderam
imediatamente aos pedidos de comentários da agência de notícias Reuters.
"A ilha de Kharg está sendo reduzida a escombros!!!", disse Trump nas redes sociais, sem dar mais detalhes.
A Reuters confirmou que um vídeo que acompanhava o post, mostrando
explosões dramáticas, foi provavelmente gerado por inteligência
artificial. A agência de notícias usou um software que detecta imagens
manipuladas por IA para analisar o vídeo.
EUA voltam a atacar Irã
Irã nega ataque a Kharg e considera publicação de Trump 'ridícula'
As operações petrolíferas na ilha de Kharg não foram interrompidas,
afirmou nesta segunda-feira (31) Hamid Bovard, CEO da Companhia Nacional
de Petróleo Iraniana, segundo a agência de notícias Nournews.
Bovard negou que o importante centro petrolífero - responsável por 90%
das exportações de petróleo iranianas - estivesse sendo destruído, como
alegou Trump. Atacar Kharg prejudicaria gravemente o comércio de energia
e exerceria enorme pressão sobre a economia iraniana.
"Os tweets de Trump são ridículos e a situação em Kharg está calma e adequada", disse ele, segundo a Nournews.
O CEO acrescentou que a ilha foi bombardeada repetidamente no passado,
mas disse que os trabalhadores não permitiram que as operações parassem
"nem por um momento". Bovard afirmou ainda que, atualmente, empreiteiros
estão reconstruindo e modernizando os tanques de armazenamento e cais.
Imagem de satélite mostra um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, na
costa sudoeste do Irã, em 25 de fevereiro de 2026. — Foto: Planet Labs
PBC/Handout via REUTERS
Guerra econômica contra o Irã
A retomada das hostilidades ocorreu após semanas em que o governo Trump
intensificou os esforços para punir Teerã e seus parceiros comerciais
com sanções econômicas, abandonando as opções militares.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters no
domingo que novas sanções secundárias provavelmente serão anunciadas
semanalmente, em um esforço para pressionar o Irã, com foco inicial nos
bancos.
"Estamos
começando pelos bancos e dizendo a eles que não é aceitável ter
dinheiro iraniano e ajudar o regime", disse Bessent em entrevista.
Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva
renomeando o Lago Ontário como Lago América — Foto: Evan Vucci/Reuters
Primeiros ataques militares conhecidos em semanas
Forças dos Estados Unidos
atingiram duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak,
no Irã, neste domingo (30), no primeiro ataque dos EUA contra o Irã
desde o fim de julho.
A pequena ilha no Estreito de Ormuz, perto do porto estratégico de
Bandar Abbas, tem vista para as rotas de navegação na entrada do Golfo, o
que lhe confere um papel fundamenta na segurança marítima e no
fornecimento global de energia.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou ter tomado atacado
alvos da Guarda Revolucionária do Irã para evitar que novas minas navais
fossem instaladas no Estreito de Ormuz.
👉
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que todas
as minas haviam sido detonadas ou removidas das águas internacionais do
estreito e que o Irã havia sido avisado de que qualquer embarcação que
colocasse novas minas seria destruída.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis balísticos contra a Jordânia, em
direção a duas bases americanas. As forças armadas da Jordânia
interceptaram oito mísseis que entraram em seu espaço aéreo, informou a
televisão estatal.
Navegação no Estreito de Ormuz
Em meio às ameaças à navegação, o número de navios mercantes visíveis transitando pelo Estreito de Ormuz caiu para cinco por dia durante o fim de semana, segundo dados do setor.
O número real pode ser maior, já que algumas embarcações desligaram
seus sistemas de identificação automática para evitar ataques.
Embora Trump tenha afirmado repetidamente que o Estreito de Ormuz está
aberto, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã classificou essas
declarações como "uma mentira óbvia", reiterando que o estreito
permanece fechado para navios sem a permissão iraniana.
Antes de ser bloqueada durante os seis meses da guerra com o Irã, a
hidrovia transportava quase um quinto das remessas globais de petróleo
bruto e gás natural liquefeito.
O Irã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
Alexandre Coelho avalia que, seis meses após o início da guerra contra o Irã, os EUA não obtiveram vitória estratégica e enfrentam desgaste crescente -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Da CNN Brasil 30/08/26 às 14:16 | Atualizado 30/08/26 às 14:17 Postado em 30 de Agosto de 2.026 às 14h30m .#.* - Post. -- Nº.\ 12.490 -- *.#.
A guerra no Oriente Médio completou seis meses sem perspectiva clara de
encerramento. O conflito, iniciado com ataques dos Estados Unidos e de
Israel em 28 de fevereiro de 2026, transformou-se em uma guerra de
desgaste que afeta não apenas as partes diretamente envolvidas, mas
também aliados históricos de Washington ao redor do mundo.
Em entrevista ao CNN AGORA,
Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais da Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), avaliou o cenário
atual e as perspectivas para o conflito. Segundo ele, até o momento,
nenhum dos lados pode ser considerado vencedor.
Perdas estratégicas para todos os lados
Para
Alexandre Coelho, tanto os Estados Unidos quanto Israel e o Irã
acumularam perdas expressivas ao longo dos seis meses de conflito. "Nós
poderíamos dizer que até agora, tanto Israel, tanto Estados Unidos
quanto o Irã têm demonstrado que perderam, praticamente perderam a
guerra até aqui", afirmou. No caso americano, o professor destacou que,
embora tenham ocorrido vitórias táticas, não houve avanço estratégico
concreto. Já a população civil iraniana enfrenta uma economia "mais do
que devastada", com inflação sobre a moeda local e perdas nas exportações de petróleo.
O professor
ressalvou, no entanto, que do ponto de vista estritamente estratégico, o
regime iraniano seria, por enquanto, o lado que estaria levando alguma
vantagem no conflito. Um dos fatores que contribui para isso é o bloqueio do Estreito de Ormuz
imposto pelo Irã, que gerou um grave problema geoeconômico para os
americanos. "Os Estados Unidos, até o momento, simplesmente não
conseguiu atingir os seus objetivos militares ou de guerra", declarou
Coelho.
Aliados históricos se afastam dos EUA
Alexandre
Coelho também chamou atenção para o impacto do conflito sobre os aliados
tradicionais de Washington. Países do Golfo Pérsico, como Kuwait e
Arábia Saudita, passaram a questionar a confiabilidade do chamado"guarda-chuva protetor" americano após sofrerem ataques iranianos em
retaliação às ofensivas dos Estados Unidos. Segundo o professor, esse
cenário teria acelerado a formação do chamado Acordo de Meca, envolvendo
Paquistão, Turquia e Arábia Saudita — embora a Turquia tenha negado
essa ligação.
No leste
asiático, Japão e Coreia do Sul também demonstram crescente
vulnerabilidade. O Japão passou a debater o conteúdo do artigo 9º de sua
Constituição, que estabelece um perfil pacifista em relação a questões
militares, enquanto a Coreia do Sul enfrenta escassez de munições
norte-americanas. Além disso, um porta-aviões que habitualmente operava
na região do Pacífico foi deslocado para o Oriente Médio. "O
Indo-Pacífico está sendo deixado muito mais vulnerável, enquanto isso o
Oriente Médio hoje é, de fato, o calcanhar de Aquiles dos Estados
Unidos", concluiu Coelho.
Impacto interno e sanções econômicas
O professor
avaliou ainda os efeitos políticos da guerra dentro dos próprios Estados
Unidos. De acordo com Coelho, o conflito contribuiu para o aumento do
custo de vida, incluindo a alta no preço da gasolina, impactando
negativamente o humor do eleitorado. Ele lembrou que, durante suas
campanhas, Donald Trump prometeu encerrar guerras, e não criá-las. "Mais
da metade do eleitorado americano é contra essa guerra", afirmou. Com
isso, Coelho avaliou que, mantido o cenário atual até novembro, é
provável que haja perda de apoio no Congresso americano, com avanço dos
democratas.
Sobre a estratégia de sanções econômicas anunciada contra o Irã — incluindo as chamadas sanções secundárias contra países como
China e Rússia —, o professor mostrou ceticismo quanto à sua eficácia.
Segundo ele, o Irã já demonstrou capacidade de resistência econômica,
ainda que de forma dolorosa para sua população civil.
Quanto à
China, Coelho alertou para o risco de retaliação por meio do controle
das exportações de minerais críticos e terras raras, o que impactaria
diretamente a indústria de defesa americana. "Essas sanções econômicas,
além de estarem no momento errado, não devem produzir resultados
concretos para minimizar ou mitigar essa guerra", concluiu.
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feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação.
Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto
final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
Teerã destaca sua capacidade de causar danos recíprocos, alertando para ataques ampliados contra produtores de petróleo da região e países europeus -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Mostafa Salem, da CNN 30/08/26 às 07:00 | Atualizado 30/08/26 às 07:00 Postado em 30 de Agosto de 2.026 às 07h30m .#.* - Post. -- Nº.\ 12.489 -- *.#.
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com uma foto do presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado de um sistema
de mísseis iraniano na Praça Azadi, em Teerã, Irã, em 30 de julho de
2026 • Majid Asgaripour/WANA via REUTERS
Enquanto
Washington lança seu mais recente plano para paralisar a economia do
Irã, a República Islâmica ameaça uma resposta regional e global
destinada a elevar a tensão para os Estados Unidos e o mundo.
Em uma
coletiva de imprensa na segunda-feira, o secretário do Tesouro
americano, Scott Bessent, anunciou que os EUA terão como alvo uma rede
complexa, construída pelo Irã ao longo de anos, que permite a suas
entidades contornar as amplas sanções de Washington.
A medida
surge após seis meses de uma guerra iniciada pelos EUA e por Israel que
chegou a um impasse, na ausência de uma solução diplomática.
As
abrangentes sanções secundárias apresentadas por Bessent incluem
penalidades para parceiros comerciais iranianos em setores que a
República Islâmica utiliza para sustentar sua economia, como ativos
digitais, tecnologia e transporte marítimo.
No entanto, o tão aguardado anúncio das medidas de "Dia D econômico" de Trump deixou muitos decepcionados.
Washington
decidiu adiar a imposição de novas medidas de grande porte,
concentrando-se, em vez disso, na ampliação e no reforço da aplicação
das sanções existentes, ao mesmo tempo em que alertou que penalidades
mais rigorosas poderiam ser aplicadas a países que não cortassem laços.
Em vez de
ceder às ameaças, o Irã destaca sua capacidade de causar danos
recíprocos, alertando para ataques ampliados contra produtores de
petróleo da região e países europeus, e até mesmo insinuando a
transformação de seu programa nuclear em arma.
"Jogamos
xadrez há muito tempo... também aprendemos a jogar pôquer", disse o
porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, a
repórteres na segunda-feira. "Agora, há algum tempo, jogamos uma
combinação dos dois", completou.
Veja abaixo como o Irã pode responder à escalada econômica dos EUA.
Irã pode fazer o preço do petróleo disparar ainda mais
Há meses, o
Irã impede que embarcações utilizem o Estreito de Ormuz, bloqueando a
exportação de petróleo e gás de países da região por uma rota que, antes
da guerra, respondia por um quinto do suprimento global.
Os rebeldes
Houthis, aliados do Irã no Iêmen, abriu recentemente uma nova frente no
Mar Vermelho, visando as exportações e a infraestrutura petrolífera da
Arábia Saudita.
Agora,
militares de alto escalão da República Islâmica ameaçam atacar alvos do
setor de energia além do Estreito de Ormuz, podendo atingir algumas das
novas rotas de transporte de petróleo que contornam essa via navegável.
“Se a guerra
econômica continuar, nem uma única gota de petróleo será exportada, nem
pelo Estreito de Ormuz nem de qualquer lugar do Golfo Pérsico”,
escreveu Mohsen Rezaei, líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional
do Irã, em publicação no X.
Estreito de Ormuz • REUTERS/Hamad I Mohammed
“Retaliaremos de forma avassaladora, como um terremoto”, disse ele mais tarde em uma entrevista televisionada.
Quaisquer
ataques ou interrupções no transporte marítimo decorrentes disso
poderiam elevar os preços globais do petróleo, provavelmente aumentando
os preços da gasolina nas bombas dos EUA.
Com o
auxílio da Marinha dos EUA, empresas de petróleo da Arábia Saudita, do
Kuwait, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos começaram a desligar os
transponders de seus navios-tanque para evitar a detecção pelas
autoridades iranianas e têm exportado petróleo com certo sucesso, embora
o volume de travessias esteja bem abaixo dos níveis anteriores à
guerra.
A Arábia
Saudita redirecionou cerca de 5 milhões de barris de petróleo por dia
através de seu oleoduto Leste-Oeste, o que lhe permite exportar via Mar
Vermelho em vez de Ormuz.
Produtores de petróleo do Oriente Médio redirecionaram outros 2 milhões de barris por dia para rotas que contornam o estreito.
O Irã
sinalizou que tem esses navios-tanque na mira, publicando uma lista de
45 embarcações que, segundo o país, não estão cumprindo as regras que
ele pretende impor à navegação em Ormuz, e alertando que as embarcações
que violarem seus protocolos enfrentarão restrições em futuras
passagens, incluindo “multas, detenção ou confisco”.
Irã pode expandir o alcance geográfico da guerra
Teerã também poderia atacar locais mais distantes com seus mísseis.
Na
segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Irã apontou para
aeronaves de reabastecimento dos EUA que partiam do território búlgaro,
alertando que Teerã poderia atacar a nação da União Europeia, que também
é membro da OTAN.
“O Irã tem o
direito legítimo de atacar o ponto de origem e a fonte de qualquer ato
de agressão”, disse Baghaei a repórteres na segunda-feira, acrescentando
que Teerã “deixou claro que qualquer ação considerada como apoio à
agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irã constitui, segundo o
direito internacional, participação em um ato de agressão”.
Ao longo da guerra, o Irã atingiu 11 países, principalmente na região do Golfo.
TV estatal iraniana mostra mísseis e drones que teriam sido disparados contra bases dos EUA no Golfo • Reprodução/Reuters
No entanto,
acredita-se também que o país tenha atacado uma base utilizada por
forças britânicas em Chipre e, aparentemente, demonstrou capacidade de
alcançar ilhas utilizadas por forças americanas no Oceano Índico, a
centenas de milhas de distância.
Um ataque a um país da UE aliado dos EUA e membro da OTAN, como a Bulgária, representaria uma escalada significativa.
"O Irã
considerará a participação ou o apoio de qualquer país à guerra
econômica dos Estados Unidos contra o povo iraniano como um ato de
guerra", disse Rezaei.
Irã pode revisar sua doutrina nuclear
O Irã tem
afirmado repetidamente que seu programa nuclear é pacífico e que não
quer construir uma bomba, apesar das alegações de Israel e dos EUA que
levaram a múltiplos ataques contra instalações nucleares iranianas.
Após a morte
do líder supremo Aiatolá Ali Khamenei – que havia proibido armas
nucleares – pelas mãos dos EUA e de Israel, a narrativa em alguns
círculos oficiais do Irã tem mudado gradualmente para a possibilidade de
retirada do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que compromete
os membros a nunca construírem uma bomba.
Cerca
de meia tonelada de urânio altamente enriquecido – que pode ser usado
para construir uma arma – permanece armazenada em solo iraniano; a
inteligência dos EUA avalia que Teerã intensificou os esforços para
isolar e proteger esse estoque.
O parlamento
do Irã está debatendo um projeto de lei para a retirada do TNP, segundo
legisladores iranianos. No último domingo, Rezaei divulgou uma
declaração rara destacando a possibilidade de o país desenvolver uma
arma nuclear.
"O mundo
inteiro está dizendo: 'Então o TNP não tem efeito?'", disse ele à
emissora estatal em uma entrevista, acrescentando: "Quando a América
conduz uma guerra como essa, as pessoas perguntam: por que nós mesmos
não deveríamos buscar armas nucleares?"
Adaptação e dissuasão
Especialistas
afirmam que as medidas coletivas de Washington – incluindo bloqueio,
sanções e ação militar – dificilmente levarão o Irã a abandonar suas
principais posições de negociação: o alívio econômico e o reconhecimento
de seu controle sobre o Estreito de Ormuz.
Presidente dos EUA, Donald Trump, e secretário do Tesouro, Scott Bessent • 05/09/2025. REUTERS/Brian Snyder
"O Irã
mantém a capacidade de regionalizar os custos que lhe são impostos,
ameaçando fluxos de energia, infraestrutura e o comércio regional",
disse à CNN Sina Toossi, pesquisador sênior do Center for International Policy em Washington, D.C.
"Quanto mais
abrangente Washington tenta tornar o bloqueio econômico, de mais países
precisa para cooperar e, potencialmente, mais atores Teerã pressionará
em resposta."
Por enquanto, disse Toossi, a resposta do Irã será uma combinação de adaptação econômica e dissuasão por meio da escalada.
"Criar vias
alternativas de sobrevivência onde for possível, deixando claro que uma
tentativa de estrangulamento econômico total não sairá sem custos para a
região."
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