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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Desemprego cai em 13 estados brasileiros no 2º trimestre de 2026, diz IBGE

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Entre abril e maio, Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%, enquanto Santa Catarina registrou menor índice, de 2,1%.
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Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 14 de Agosto de 2.026 às 09h35m

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Carteira de Trabalho Digital — Foto: Gil Leonardi/ImprensaMG
Carteira de Trabalho Digital — Foto: Gil Leonardi/ImprensaMG

taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No país, o indicador ficou em 5,4% no período. O resultado representa uma queda em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre de 2026 e aos 5,8% do segundo trimestre de 2025.

As maiores taxas de desocupação no segundo trimestre foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%). Já as menores foram em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

📈 As quedas mais expressivas foram registradas no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), na Paraíba (-1,6 p.p.) e no Acre (-1,6 p.p.). Nos demais estados, as taxas permaneceram estáveis.

Taxa de desocupação por estados - segundo trimestre 2026 — Foto: Arte g1
Taxa de desocupação por estados - segundo trimestre 2026 — Foto: Arte g1

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as diferenças entre os estados ajudam a explicar a disparidade nas taxas de desocupação. Santa Catarina, por exemplo, registrou uma taxa de apenas 2,1%, enquanto Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%.

Esse resultado pode estar relacionado a fatores como o nível de industrialização, a escolaridade da população, o desenvolvimento econômico e o dinamismo da atividade econômica. Em estados com essas características, como Santa Catarina, a taxa de desocupação tende a ser menor do que em parte do Nordeste, afirma.

👉 Unidades da federação com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a ter mercados de trabalho mais estruturados e, consequentemente, taxas de desocupação mais baixas.

Desigualdades de gênero, raça e escolaridade

De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação continua maior entre as mulheres (6,4%) do que entre os homens (4,6%), embora tenha recuado para ambos os sexos em relação ao primeiro trimestre.

Na comparação por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional (5,4%) entre os brancos (4,2%) e acima dela entre os pretos (6,9%) e os pardos (6,1%).

Em relação ao nível de escolaridade, a maior taxa de desemprego foi registrada entre as pessoas com ensino médio incompleto, com (9,0%). Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 5,6%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,0%).

Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego, alcançou 12,9% no segundo trimestre deste ano.

Piauí (26,6%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%). As menores taxas foram em Santa Catarina (4,1%), Rondônia (6,0%) e Mato Grosso (6,1%).

Enquanto isso, o percentual de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego — foi de 2,1% da força de trabalho ampliada. Os maiores índices foram registrados no Maranhão (9,4%), em Alagoas (8,1%) e no Piauí (7,0%).

Formalidade x informalidade

Evolução da taxa de desemprego no Brasil — Foto: Arte/g1
Evolução da taxa de desemprego no Brasil — Foto: Arte/g1

No segundo trimestre, 74,4% dos empregados do setor privado no Brasil tinham carteira assinada. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82,0%) e Mato Grosso do Sul (81,0%), enquanto os menores foram no Maranhão (53,6%), Piauí (54,2%) e Acre (55,1%).

No mesmo período, 25,3% da população ocupada trabalhava por conta própria. Essa participação foi mais elevada no Maranhão (33,8%), no Amapá (31,0%) e no Pará (30,3%). As menores proporções foram observadas no Acre (17,5%), Distrito Federal (18,0%) e Tocantins (18,9%).

A taxa de informalidade do país foi de 37,4% da população ocupada. Assim como no trimestre anterior, Maranhão liderou com 56,9%, seguido pelo Pará (55,9%) e pelo Amazonas (51,7%). Na outra ponta, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%).

No segundo trimestre de 2026, o país tinha 1,1 milhão de pessoas que buscavam por trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Já 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente caiu 2,4% ante o mesmo trimestre de 2025, quando 1,2 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.

IBGE

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

EUA acusam Brasil e outros 40 países de ajudar China a burlar tarifaço

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Intitulado "O Grande Esquema do Transbordo", o documento classifica os países em diferentes níveis de ligação com Pequim
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Laís Adriana e Francine De Lorenzo*, do Estadão Conteúdo
13/08/26 às 16:10 | Atualizado 13/08/26 às 16:10
Postado em 13 de Agosto de 2.026 às 16h30m

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Ilustração do presidente dos EUA, Donald Trump, olhando por cima de um muro onde está escrito a palavra "tarifaço"
Ilustração do presidente dos EUA, Donald Trump, olhando por cima de um muro onde está escrito a palavra "tarifaço"  • Ilustração gerada por IA

Os Estados Unidos divulgaram nesta quinta-feira (13) um relatório acusando o Brasil e cerca de 40 países de ajudarem a China a burlar tarifas de importação americanas por meio de transbordo ilegal (transshipping, em inglês).
Intitulado "O Grande Esquema do Transbordo", o documento classifica os países em diferentes níveis de ligação com Pequim.

O Brasil foi incluído no grupo de "Nível 2", classificado como "Integração Econômica Significativa", junto a países como Turquia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia.

Leia Mais.

Segundo o relatório, esses países combinam volumes significativos de transbordo ilegal com integração a cadeias de oferta da China, plataformas de manufatura, sistemas logísticos e canais regionais de redirecionamento dos mercadorias.

Neste sentido, Brasília e Ancara atuam como "importantes plataformas regionais de produção e logística" ao também "simular a transformação" de produtos em diversas categorias para alterar sua origem declarada, acusa o relatório.

O Brasil é mencionado como parte dos "Corredores Latino-Americanos" para redirecionamento de produtos nos Oceanos Pacífico e Atlântico, armazenamento em entrepostos aduaneiros e montagem regional de componentes.

Entre grandes parceiros comerciais dos EUA, o relatório aponta o envolvimento do México, Canadá, União Europeia, Japão e Índia com a China, colocando-os no "Nível 1" como "Líderes de Escala Diversificados".

Esse grupo consiste de países e blocos econômicos que importam "amplos volumes absolutos" de bens chineses enquanto mantêm uma base industrial diversificada e grandes plataformas de exportação para os EUA. O documento vê o risco de transbordo ilegal como intrínseco aos fluxos legítimos de comércio nesses países.

Outros países foram classificados no "Nível 3" de "Pequenos Alvos Oportunistas Chineses", em que economias menores e com menores níveis de transbordo ilegal são "elos fracos de vantagem" para Pequim por seu baixo custo de mão de obra, zonas de livre comércio, acesso portuário ou fronteiriço, entre outros.

Camboja, Laos e Myanmar integram essa lista.

Além de driblar as tarifas, os EUA afirmam que o transbordo gera efeitos secundários na economia ao levar a perdas de empregos, redução do PIB e menor receita federal. O relatório reúne estimativas de diferentes bancos em que as perdas variam entre US$ 40 bilhões a até US$ 300 bilhões por ano.

O documento lembra que, atualmente, importações da China sofrem tarifa de 50%, o que, sem contar as taxas setoriais, é um grande diferencial de alíquotas em relação a outros países - principalmente México e Canadá, que têm algumas isenções garantidas pelo acordo USMCA.

Assim, a operação de "triangulação comercial" para terceirizar o envio de bens chineses aos EUA seria benéfica a Pequim, segundo o relatório.

Em publicação no X, o assessor econômico do governo Trump e responsável pelo relatório, Peter Navarro, compartilhou um comentário que atribuiu ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, ressaltando os prejuízos deixados pelo transbordo ilegal.

"Não é só uma violação técnica do comércio, é um esforço deliberado para evitar tarifas. O presidente Donald Trump garantirá que esses bens paguem o que devem", diz o comentário.

Recentemente, os EUA aplicaram tarifas contra Brasil, Canadá, União Europeia e uma série de outros países por uma variedade de motivos, incluindo acusações de trabalho escravo, em uma tentativa de repor as alíquotas derrubadas pela Suprema Corte americana no início deste ano.

(Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado)

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Governo Trump diz que petróleo está fluindo, mas dados mostram outra coisa

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Secretário de Energia dos EUA diz que exportações voltaram ao nível pré-guerra em meio tensões no Estreito de Ormuz
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David Goldman
13/08/26 às 04:05 | Atualizado 13/08/26 às 04:05
Postado em 13 de Agosto de 2.026 às 09h00m

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As interrupções no transporte marítimo seguem bloqueando o tráfego pelo Estreito de Ormuz  • Imagem gerada por IA

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na terça-feira (11) que as exportações de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis anteriores à guerra no domingo (9) e estão dentro da normalidade há uma semana — uma afirmação questionável que não parece ser respaldada pelo tráfego marítimo.

O exército americano monitora o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz e reporta diariamente ao Departamento de Energia.




"Em teoria, o governo americano, com toda a sua tecnologia e todos os ativos militares que possui na região, deveria ter o melhor número sobre o fluxo pelo estreito", disse Dan Pickering, fundador e diretor de investimentos da Pickering Energy Partners.

"Mas isso é difícil de verificar."

Apenas 84 embarcações no total transitaram pelo Estreito de Ormuz na semana passada — incluindo apenas nove no domingo, de acordo com a Kpler, um serviço de dados do mercado de petróleo que utiliza imagens de satélite e transponders de navegação para fornecer informações atualizadas sobre o fluxo de petróleo bruto.

Esse número é inferior a mais de 100 trânsitos por dia antes da guerra e está longe de ser suficiente para transportar os 9 milhões de barris por dia pelo estreito que Wright afirma estar passando pela via aquática.

O petróleo está saindo pelo estreito — mas o número está mais próximo de 4 milhões de barris por dia, segundo o JPMorgan.

"Não é possível conciliar a disparidade entre o que vemos e o que ele está citando", disse Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler.

Muitos navios desligam seus transponders para se mover de forma encoberta pelo Estreito de Ormuz. Mas a Kpler utiliza uma combinação de imagens de satélite e dados de transponders para contabilizar o tráfego oculto.

O Departamento de Energia afirmou que seus dados são superiores aos dos serviços privados de rastreamento.

"Em coordenação com o exército americano, o Departamento de Energia dos EUA mantém os melhores dados disponíveis relacionados ao petróleo e produtos petrolíferos que saem do Golfo Arábico", disse um porta-voz do DOE.

Escoamento de petróleo por oleodutos

A afirmação de Wright de que 5 a 7 milhões de barris por dia estão contornando o Estreito de Hormuz por meio de oleodutos parece ser precisa.

Somente o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita redirecionou mais de 5 milhões de barris de petróleo por dia para o Mar Vermelho.

Apesar das ameaças de bloqueio do estreito de Bab-al-Mandeb, no Mar Vermelho, por parte dos aliados houthis do Irã, o tráfego de navios tem fluído em um ritmo próximo ao normal por essa via aquática nas últimas semanas.

Wright afirmou que 15 milhões de barris por dia deixaram a região do Golfo Árabe na semana passada e que 20 milhões de barris de petróleo partiram no domingo, o que seria superior à média pré-guerra.

Os países do Oriente Médio esgotaram sua capacidade de oleodutos para redirecionar o máximo possível de petróleo ao redor do Estreito de Hormuz. Por isso, é difícil conciliar as afirmações ousadas de Wright com as limitações físicas da infraestrutura da região e o tráfego de navios observável pelas vias aquáticas do Golfo.

Na segunda-feira (10), um total de 6 embarcações transitou pelo estreito: 4 entrando e 2 saindo, observou Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. Nenhum desses navios era petroleiro de petróleo bruto.

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"O governo está realmente tentando pressionar os preços do petróleo para baixo, como vem fazendo há meses", disse Pickering.

As afirmações de Wright seguem inúmeras tentativas do governo Trump de apresentar o mercado de petróleo sob uma perspectiva positiva.

O presidente Donald Trump afirmou rotineiramente que os Estados Unidos controlam o Estreito de Hormuz, uma afirmação desmentida pelo fato de que escoltas militares são necessárias para conduzir embarcações comerciais para dentro e fora do Golfo Pérsico, e o Irã atacou 64 embarcações em trânsito pelo estreito, resultando em 17 mortes de marinheiros e 35 feridos.

"Não estamos nem perto do normal, mas eles tiveram seis meses de sucesso vendendo essa narrativa de mercado", disse Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities do RBC Capital Markets.

Embora o mercado tenha se adaptado e os preços tenham permanecido relativamente baixos considerando o histórico choque de oferta durante a guerra, isso se deve em grande parte ao colapso da demanda por petróleo e ao fato de a China ter reduzido seus enormes estoques.

O tráfego pelo estreito tem oscilado. Um dia, fim de semana ou semana em que o tráfego retorna ao normal é insustentável se for necessário um esforço militar coordenado para isso.

Os navios precisam continuar voltando ao estreito para recolher petróleo e transportá-lo, mas têm relutado em navegar pelas vias aquáticas enquanto estão sob ameaça de ataque.

E uma quantidade não desprezível de petróleo proveniente do Oriente Médio está sendo transportada em navios-sombra que desligam seus transponders ou em embarcações que navegam sob bandeiras falsas para mascarar o fato de que carregam petróleo iraniano sancionado, de acordo com a Windward Intelligence, um serviço de dados de navegação.

Dos 84 navios que passaram pelo Estreito de Hormuz na semana passada, 17 foram travessias da frota-sombra e 10 transportavam carga sancionada. Não está claro se Wright estava contabilizando esses casos em seus cálculos.



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Deutsche Bank é escolhido para operar "clearing" de yuan na União Europeia

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Medida proporciona às empresas e instituições financeiras europeias acesso direto ao sistema financeiro chinês
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Reuters
13/08/26 às 08:04 | Atualizado 13/08/26 às 08:11
Postado em 13 de Agosto de 2.026 às 08h25m


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Notas de yuan, a moeda chinesa
Essa é uma das muitas iniciativas da China para internacionalizar o yuan  • Pixabay 

O Deutsche Bank afirmou na segunda-feira (11) que foi nomeada pela China como banco de compensação para sua moeda, o renminbi, uma estreia para uma instituição financeira europeia.

"O Deutsche Bank facilitará o processamento, a compensação e a liquidação de ponta a ponta para transações transfronteiriças em RMB para instituições financeiras e empresas europeias, atuando como uma ponte local para os sistemas de pagamento da China", afirmou a instituição.

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A medida proporciona às empresas e instituições financeiras europeias acesso direto ao sistema financeiro chinês, incluindo os mercados de capitais e a infraestrutura de liquidez, simplificando os fluxos transfronteiriços de comércio e investimento.

Isso fortalece a conectividade financeira China-Europa, disse Alexander von zur Muehlen, membro do conselho do Deutsche Bank.

Essa é uma das muitas iniciativas da China para internacionalizar o yuan, como a moeda também é conhecida, e reduzir a dependência de um sistema de pagamentos global dominado pelo dólar americano.

Em junho, a China anunciou novas medidas para promover o uso global do yuan.

Dias depois, o Standard Bank e o Banco Industrial e Comercial da China foram denominados conjuntamente como o "Banco de Compensação Renminbi da África", com capacidade para compensar RMB em 19 países africanos.

Na manhã de segunda-feira, o banco central da China prometeu, em seu plano quinquenal,[PLANO DE 50 ANOS, iniciado em 2.013], manter a taxa de câmbio do yuan basicamente estável e expandir o uso da moeda no comércio e investimento internacionais.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Irã pode "prolongar guerra" até Trump sair do cargo, diz guarda do país

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Assessor da Guarda Revolucionária afirma estratégia para causar desgaste e garantir segurança nacional, mirando no próximo mandato presidencial
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https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/
12/08/26 às 13:22 | Atualizado 12/08/26 às 13:22
Postado em 12 de Agosto de 2.026 às 13h40m

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Agentes armados das forças especiais da polícia iraniana monitoram uma área enquanto estão em um veículo militar blindado em frente a uma bandeira do país durante uma manifestação pró-governo no centro de Teerã, Irã, em 12 de janeiro de 2026
Agentes armados das forças especiais da polícia iraniana monitoram uma área enquanto estão em um veículo militar blindado em frente a uma bandeira do país durante uma manifestação pró-governo no centro de Teerã, Irã, em 12 de janeiro de 2026  • Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

O Irã poderia "prolongar" a guerra com os Estados Unidos até que o presidente Donald Trump deixe o cargo, afirmou um importante assessor do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

"Precisamos alcançar a dissuasão para que o inimigo nunca ouse nos atacar, para que possamos viver em segurança", disse Mohammad Reza Naqdi à rede de televisão americana PBS em uma entrevista publicada na terça-feira (11).

"Uma maneira é prolongar esta guerra até o próximo mandato presidencial e causar desgaste, para que, se alguém quiser atacar o Irã, saiba que haverá consequências."


Naqdi atuou como vice-coordenador da Guarda Revolucionária Islâmica de 2019 a 2025, um cargo de alto escalão responsável pela coordenação em toda a organização.

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Atualmente, ele é assessor sênior do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, uma posição que confere menos autoridade de comando, mas que provavelmente preserva o acesso à cúpula da organização.

Questionado se acredita que o Irã está atualmente no controle da guerra, Naqdi respondeu: "Certamente, a vitória está do nosso lado."

Washington está conduzindo uma guerra sem estratégia, declarou ele. A cada dois ou três dias, eles anunciam um novo objetivo, incluindo a invasão da Ilha de Kharg e a reabertura do Estreito de Ormuz, continuou o assessor.

Quanto mais essa guerra durar, mais experiência ganharemos. Nunca tínhamos visto uma guerra de verdade para adquirir experiência real e aprender a lutar contra os Estados Unidos. Nestes cinco meses, aprendemos como, acrescentou Naqdi. Também vimos como as forças armadas americanas são mais fracas do que imaginávamos.

O assessor discutiu o bombardeio de navios no Estreito de Ormuz, afirmando que, se as embarcações estão navegando por uma área fora do controle do Irã, pode ser que estejam transportando suprimentos para o inimigo.

Sobre mísseis, Naqdi disse que o Irã fabrica mais dessas armas do que usa diariamente.

Se chegar o dia em que o Irã não tiver mais mísseis, aí sim seremos ainda mais perigosos para os Estados Unidos. Porque os Estados Unidos têm milhares de interesses econômicos em todo o mundo, e todos eles podem ser facilmente destruídos", declarou ele.

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque "de grande escala" ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano".

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

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