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terça-feira, 14 de abril de 2026

Irã destinará parte da receita do petróleo para reconstrução, diz ministro

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Segundo Mohsen Paknejad, operações não foram interrompidas em nenhum dia, incluindo a importante Ilha de Kharg
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Da Reuters
14/04/26 às 07:27 | Atualizado 14/04/26 às 09:23
Postado em 14 de Abril de 2.026 às 09h45m
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Fumaça é vista após série de ataques em Teerã, Irã, em 1º de março de 2026
Fumaça é vista após série de ataques em Teerã, Irã, em 1º de março de 2026  • Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

As vendas de petróleo iraniano nas últimas semanas têm sido favoráveis ​​e parte da receita será destinada à reparação dos danos causados ​​à indústria pelos ataques durante a guerra, afirmou o ministro do petróleo do Irã nesta terça-feira (14).

Mohsen Paknejad disse que os trabalhadores do setor petrolífero mantiveram as operações em todas as instalações durante o conflito, garantindo que as exportações de petróleo não fossem interrompidas "nem por um único dia", inclusive em importantes centros de exportação, como a Ilha de Kharg.

O ministro afirmou no mês passado que o preço de venda do petróleo bruto iraniano havia aumentado significativamente.

Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã fechou a passagem para quase todas as embarcações, exceto as próprias, pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a passagem só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.

A via é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.

Em meio à crise do petróleo na região, Ormuz foi bloqueado pelos Estados Unidos na segunda-feira (13), após uma tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, falhar.

Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a campanha de bombardeios EUA-Israel contra o Irã por duas semanas, após ameaçar destruir "toda a civilização" do Irã, a menos que o país reabrisse o estreito.

O cessar-fogo, que interrompeu os ataques EUA-Israel e os disparos iranianos do outro lado do Golfo em resposta, se manteve em grande parte durante a primeira semana.

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Tópicos


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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em mais de 2 anos; Ibovespa atinge novo recorde

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A moeda americana recuou 0,29%, negociada a R$ 4,9969. O principal índice da bolsa de valores avançou 0,34%, aos 198.001 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 13 de Abril de 2.026 às 10h00m
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Começa hoje bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz
Começa hoje bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz

O dólar fechou em queda de 0,29% nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 4,9969. É a primeira vez em mais de dois anos que a moeda americana encerra abaixo de R$ 5. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,34%, aos 198.001 pontos, atingindo um novo recorde.

O resultado reflete os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dia começou com os mercados em baixa após o fracasso nas negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. Mais tarde, porém, novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, reverteram o humor dos investidores. 

▶️ Trump afirmou que recebeu uma ligação das "pessoas certas do Irã" e que elas "querem muito fechar um acordo". Ele acrescentou que, caso não haja um acordo, o resultado "não será agradável" para os iranianos.

▶️ Mais cedo, as declarações apontavam para uma escalada do conflito. Trump chegou a dizer que destruiria qualquer navio iraniano que se aproximasse do bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, como fez com embarcações no Caribe em operações contra o tráfico de drogas.

▶️ E, durante a manhã, entrou em vigor o bloqueio anunciado pelo americano a navios que circulavam pela rota de ou para portos iranianos.

▶️ Dois petroleiros associados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico nesta segunda-feira, enquanto outras embarcações passaram a evitar o Estreito de Ormuz, rota por onde passar 20% de todo o petróleo comercializado do mundo.

  • 🛢️ O tipo Brent, referência global, subia 3,27% por volta das 16h, negociado a US$ 98,31 por barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 1,35%, a US$ 97,87.

▶️ No Brasil, o destaque foi o Boletim Focus, relatório do Banco Central com a expectativa de analistas do mercado. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2026 subiu a 4,71%, de 4,36%, na quinta alta seguida, superando novamente o teto da meta, que é de 4,5%.

▶️ Investidores também acompanharam declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos do Banco Mundial e do FMI.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,29%;
  • Acumulado do mês: -3,51%;
  • Acumulado do ano: -8,96%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,34%;
  • Acumulado do mês: +5,62%;
  • Acumulado do ano: +22,89%.
Bloqueio naval ao estreito de Ormuz

Após um cessar-fogo cambaleante entre Estados Unidos e Irã na semana passada, Donald Trump prometeu implantar um bloqueio naval no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira.

Segundo o Exército dos EUA, qualquer navio que entrar ou sair de um porto no Irã será interceptado. Em resposta, o Irã afirmou que poderá retaliar portos caso a medida seja efetivada.

Por causa da tensão, apenas poucos navios ligados ao Irã saíram do Golfo Pérsico, e o movimento na área caiu bastante. Ao mesmo tempo, há risco de conflito, já que o Irã avisou que pode reagir.

Mesmo com o bloqueio, os EUA disseram que não vão impedir a passagem de navios que não tenham relação com o Irã. Ainda assim, a incerteza já está afetando o transporte e o mercado de petróleo.

Rússia, China e União Europeia criticaram tanto o Irã quanto os EUA pela obstrução da rota. Em meio ao risco de uma nova escalada militar, o preço do petróleo voltou a subir.

No fim de semana, negociações consideradas históricas no Paquistão entre EUA e Irã terminaram sem acordo. O vice-presidente americano, JD Vance, deixou o país após afirmar que as tratativas foram encerradas na madrugada de domingo (sábado no Brasil), após a recusa de Teerã em aceitar os termos de Washington para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com Donald Trump e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

A jornalistas, Trump disse que seu governo foi procurado para negociar o fim à guerra, mas que Teerã não concordou com sua exigência do país "não possuir armas nucleares". Afirmou que os EUA vão recuperar o material nuclear existente no país e que o presidente da China, Xi Jinping, "quer ver isso acabar".

"O Irã não terá uma arma nuclear... Se eles não concordarem, não haverá acordo. Nunca haverá", declarou. O pronunciamento aconteceu na Casa Branca, ao lado do Salão Oval. 

Agenda econômica
  • Boletim Focus

A expectativa do mercado para a inflação no Brasil piorou, segundo as projeções do novo Boletim Focus. Para 2026, a projeção subiu para 4,71%, acima do teto da meta do Banco Central, principalmente por causa das tensões no Oriente Médio, que estão elevando o preço do petróleo.

Mesmo assim, a previsão para os juros não mudou: a taxa Selic deve terminar 2026 em 12,50% e 2027 em 10,50%, com expectativa de um pequeno corte já na próxima reunião.

O crescimento da economia (PIB) segue estável:

  • 1,85% em 2026
  • 1,80% em 2027

Já o dólar teve leve queda nas projeções:

  • R$ 5,37 em 2026
  • R$ 5,40 em 2027
Mercados globais

Em Wall Street, os principais índices também fecharam em alta. O Dow Jones avançou 0,63%, o S&P 500 subiu 1,03% e o Nasdaq teve ganhos de 1,23%.

Na Europa, os mercados fecharam em queda: o DAX, da Alemanha, recuou 0,26%; o CAC 40, da França, caiu 0,29%; enquanto o FTSE 100, de Londres, registraram baixa de 0,17%.

Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong tiveram um dia mais instável e fecharam perto da estabilidade após as negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio fracassaram.

Com o risco de conflito maior — incluindo a ameaça de bloqueio marítimo pelos EUA — os investidores ficaram mais cautelosos e evitaram fazer grandes apostas, o que limitou os ganhos dos mercados.

Além disso, há expectativa pela divulgação de dados importantes da economia chinesa nos próximos dias, como comércio e crescimento do PIB, o que também deixou o mercado em compasso de espera.

Com isso, o índice de Xangai subiu levemente 0,06%, e o CSI300 avançou 0,21%, recuperando perdas do início do dia. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,9%.

Outros mercados também recuaram: o Nikkei, no Japão, caiu 0,74%, e o Kospi, da Coreia do Sul, perdeu 0,86%. Taiwan teve leve alta de 0,11%, e Austrália e Singapura registraram pequenas quedas.

Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

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Material que hoje é jogado fora pode ajudar a detectar câncer de estômago, mostra estudo brasileiro

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Abordagem aproveita líquido já coletado na endoscopia e pode aumentar a precisão do diagnóstico, especialmente em casos em que a biópsia falha ou gera dúvida.
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Por Talyta Vespa, g1

Postado em 13 deAbril de 2.026 às 06h00m
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Quantidade de DNA presente no suco gástrico pode ajudar a identificar tumores e trazer pistas sobre a evolução do câncer de estômago. — Foto: AdobeStock
Quantidade de DNA presente no suco gástrico pode ajudar a identificar tumores e trazer pistas sobre a evolução do câncer de estômago. — Foto: AdobeStock

Um material que hoje vai direto para o descarte durante a endoscopia pode ganhar um novo papel na investigação do câncer de estômago. Pesquisadores brasileiros mostraram que a quantidade de DNA presente no suco gástrico —o líquido aspirado no início do exame— pode ajudar a identificar tumores e trazer pistas sobre a evolução da doença.

A proposta não é substituir a biópsia, considerada padrão-ouro, mas torná-la mais precisa. A técnica pode funcionar como uma camada adicional de informação justamente nos casos em que o diagnóstico é mais difícil — e em que há risco de o câncer passar despercebido.

À frente da pesquisa, o cirurgião oncológico Felipe Coimbra, líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center, explica que o exame mede quanto material genético humano está “solto” no líquido do estômago —um sinal indireto do que está acontecendo naquele tecido.

O que o DNA no suco gástrico revela

A lógica do teste parte de um princípio biológico simples: tecidos doentes tendem a liberar mais fragmentos de DNA no ambiente ao redor.

No caso do câncer gástrico, isso acontece por uma combinação de fatores. O tumor cresce, se renova rapidamente e provoca destruição celular. Ao mesmo tempo, ativa uma resposta inflamatória e imunológica intensa. Tudo isso contribui para que mais material genético seja liberado no suco gástrico.

Segundo Coimbra, esse DNA não vem de uma única fonte. Parte dele é liberada pelas próprias células tumorais, mas há também contribuição de células inflamatórias e do sistema imune que atuam contra o tumor.

Esse detalhe ajuda a explicar por que o marcador não funciona como um “teste direto de câncer”, mas sim como um indicativo de que há algo anormal acontecendo na mucosa do estômago.

Onde o exame entra na prática

O principal diferencial do método está na forma como ele pode ser incorporado à rotina médica.

Durante a endoscopia digestiva alta —exame usado para investigar sintomas e diagnosticar o câncer— o médico já aspira o líquido do estômago para melhorar a visualização da mucosa. Hoje, esse material é descartado.

A proposta dos pesquisadores é simples: aproveitar esse mesmo líquido para análise, sem necessidade de novos procedimentos.

Isso significa que o paciente não precisaria fazer nenhum exame adicional. A coleta acontece no mesmo momento da endoscopia, sem aumento relevante de tempo ou risco.

Quando pode fazer diferença para o paciente

O potencial mais imediato do método está em um problema conhecido da prática clínica: a limitação da biópsia.

Embora seja o principal exame diagnóstico, a biópsia depende da coleta de pequenos fragmentos de tecido. Em alguns casos, isso pode não representar bem a lesão —especialmente quando o tumor está em camadas mais profundas ou distribuído de forma irregular.

É nesses cenários que a análise do suco gástrico pode ajudar.

Segundo Coimbra, o teste pode funcionar como um apoio quando a biópsia vem inconclusiva, quando o material coletado é insuficiente ou quando a suspeita clínica não bate com o resultado inicial.

Ao reunir material liberado por diferentes áreas do estômago, o líquido funciona como uma espécie de “amostra ampliada” do que está acontecendo no órgão.

Isso pode aumentar a chance de detectar casos suspeitos já na primeira endoscopia, reduzindo situações em que o diagnóstico fica em aberto.

câncer de estômago — Foto: AdobeStock
câncer de estômago — Foto: AdobeStock

Diagnóstico complementar, não substituto

Apesar do potencial, os pesquisadores são cautelosos sobre o uso do exame.

O desempenho do diagnóstico ainda é considerado moderado, o que impede seu uso isolado. Isso acontece porque o DNA presente no suco gástrico não vem apenas do câncer.

Inflamações, gastrite e outras condições benignas também podem elevar os níveis do marcador, gerando risco de falso positivo.

Por isso, a interpretação precisa sempre ser feita em conjunto com outros dados clínicos, endoscópicos e histológicos.

Hoje, o principal benefício apontado é o ganho de precisão, como complemento da biópsia, e não como substituição.

Um achado inesperado sobre prognóstico

Além do diagnóstico, o estudo trouxe um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores.

Em alguns pacientes, níveis mais altos de DNA no suco gástrico estiveram associados a melhor evolução da doença —um dado que, à primeira vista, parece contraditório.

A explicação mais provável está na resposta do organismo ao tumor.

Pacientes com maior concentração de DNA tendiam a apresentar mais células inflamatórias infiltradas no tumor — um sinal de que o sistema imune está mais ativo no combate à doença.

Nesse contexto, o DNA elevado não refletiria apenas a presença do câncer, mas também uma reação mais intensa do organismo, o que pode estar ligado a um prognóstico mais favorável.

O que ainda precisa avançar

Apesar dos resultados promissores, o método ainda está longe de virar rotina.

Entre as limitações apontadas pelos próprios pesquisadores estão o fato de o estudo ter sido conduzido em um único centro especializado, a necessidade de validação em populações maiores e a ausência de acompanhamento ao longo do tempo para avaliar o uso no monitoramento da doença.

Também ainda não está totalmente claro qual é a origem exata de todo o DNA medido, o que pode influenciar a interpretação dos resultados.

O que pode mudar no futuro

Se confirmado em estudos maiores, o principal impacto da técnica seria transformar a endoscopia em um exame mais completo.

Além de visualizar a lesão e coletar fragmentos para biópsia, o procedimento passaria a incluir uma análise molecular simples, feita a partir de um material que já é retirado rotineiramente.

Isso pode ajudar sobretudo em casos mais difíceis —quando a lesão é pouco acessível, o resultado da biópsia é duvidoso ou o risco de erro é maior.

A longo prazo, há ainda a possibilidade de o marcador contribuir para avaliar prognóstico e até orientar decisões terapêuticas. Mas, por enquanto, o papel mais concreto é outro: reduzir as chances de que um câncer passe despercebido.

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domingo, 12 de abril de 2026

Análise: Por que Trump vai bloquear Ormuz se o Irã já está bloqueando?

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Presidente dos EUA arrisca aumentar ainda mais os preços do petróleo e da gasolina para maximizar o poder de influência sobre o Irã
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David Goldman, da CNN
12/04/26 às 15:06 | Atualizado 12/04/26 às 15:06
Postado em 12 de Abril de 2.026 às 15h30m
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Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente
Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente  • REUTERS / GREEK GOVERNMENT HANDOUT

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando bloquear o Estreito de Ormuz – uma rota marítima crucial que já está sob bloqueio do Irã e que o presidente americano anteriormente afirmou precisar ser reaberta.

Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todo e qualquer navio que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz, postou Trump no Truth Social na manhã deste domingo (12). Em algum momento, chegaremos a um ponto em que TODOS PODEM ENTRAR, TODOS PODEM SAIR, mas o Irã não permitiu que isso acontecesse.

A decisão do Irã de fechar o estreito ao tráfego de petroleiros causou graves danos econômicos a países que dependem do petróleo do Oriente Médio e levou a um aumento dos preços em todo o mundo – incluindo nos Estados Unidos.

Leia Mais

  1. Reino Unido planeja “coalizão” no Estreito de Ormuz, diz porta-voz
  1. Trump afirma que usinas e pontes do Irã ainda são possíveis alvos
  1. EUA e outros países enviarão navios de guerra para Ormuz, diz Trump
Então por que Trump iria querer bloquear o estreito que ele mesmo tentou reabrir?

O estreito não está tecnicamente fechado – o Irã tem permitido gradualmente a passagem de alguns petroleiros em troca de um pedágio de até 2 milhões de dólares por navio. E, principalmente, o Irã tem permitido que o seu próprio petróleo entre e saia da região durante a guerra.

O Irã conseguiu exportar uma média de 1,85 milhões de barris de petróleo por dia ao longo do mês de março – cerca de 100 mil barris por dia mais do que nos três meses anteriores, segundo a empresa de dados e análise Kpler.

Ao fechar o estreito, Trump poderia cortar uma fonte fundamental de financiamento para o governo e para as operações militares do Irã.

É uma alavanca que o governo Trump não estava disposto a puxar: bloquear o estreito – até mesmo ao petróleo iraniano -- pode fazer o preço do petróleo disparar no mundo todo.

É por isso que a Marinha dos EUA permitiu que petroleiros iranianos passassem pela região. Qualquer petróleo que saia do Golfo neste momento poderia ajudar a manter os preços do petróleo, pelo menos um pouco, sob controle.

Na verdade, os Estados Unidos concederam em março uma licença temporária ao Irã para vender petróleo que estava estocado em petroleiros.

Os Estados Unidos têm aplicado sanções intermitentes ao petróleo iraniano durante décadas, e o governo Trump bloqueou as vendas do petróleo bruto do país desde que abandonou o acordo nuclear com o Irã em 2018.

A decisão de Trump de retirar as sanções no mês passado liberou muito petróleo bruto: 140 milhões de barris, o que é suficiente para satisfazer toda a procura mundial de petróleo durante cerca de um dia e meio, de acordo com a Administração de Informação sobre Energia dos EUA.

Mas a retirada temporária das sanções permitia ao Irã vender o petróleo sancionado para ajudar a financiar a guerra contra os Estados Unidos e os seus aliados. E Teerã estava lucrando bastante, vendendo o seu petróleo por vários dólares acima do preço do petróleo Brent, a referência internacional.


O descontentamento diante do aumento dos preços da gasolina pressionou o governo Trump a pausar a guerra, e a liberação de centenas de milhões de barris talvez tenha dado algum tempo aos EUA. A retirada das sanções abriu as vendas de petróleo iraniano aos países ocidentais, em vez de ir exclusivamente para a China, de longe o maior cliente do Irã.

O governo dos EUA tem tentado encontrar qualquer manobra que possa utilizar para manter os preços do petróleo sob controle enquanto luta sua guerra. A administração Trump coordenou uma liberação histórica de reservas de petróleo de emergência em todo o mundo e também retirou as sanções de centenas de milhões de barris de petróleo russo no mês passado.

Agora, Trump corre o risco de a aumentar ainda mais os preços do petróleo e da gasolina para maximizar o poder de influência sobre o Irã e pôr fim à guerra.

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