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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Foto de elefanta com filhote morto vence prêmio de vida selvagem; veja imagens vencedoras

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Imagem do italiano Federico Veronesi foi feita na Namíbia. Imagem e outras fotos vencedoras serão expostas em Londres.
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Por Redação g1

Postado em 14 de Outubro de 2.026 às 15h05m

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Elefante carrega filhote morto — Foto: Federico Veronesi via The Natural History Museum
Elefante carrega filhote morto — Foto: Federico Veronesi via The Natural History Museum

A imagem de uma elefanta carregando o filhote morto na Namíbia venceu o concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano de 2026. O resultado foi divulgado na terça-feira (13) pelo Museu de História Natural de Londres, organizador da premiação.

Intitulada “As Consequências”, a foto é do italiano Federico Veronesi e se destacou entre um número recorde de 65.403 inscrições, enviadas de 121 países e territórios.

Para a presidente do júri, Kathy Moran, a fotografia opera em mais de uma camada.

“Emocionalmente, é um soco no estômago, de uma pungência dilacerante. Intelectualmente, é a prova de que os animais têm cognição. Esta fotografia diz tudo”, afirmou.

Oscar Whitfield venceu a categoria Jovem Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano com esta imagem de um besouro rola-bosta — Foto: Oscar Whitfield/Wildlife Photographer of the Year
Oscar Whitfield venceu a categoria Jovem Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano com esta imagem de um besouro rola-bosta — Foto: Oscar Whitfield/Wildlife Photographer of the Year

Na categoria voltada a novos talentos, o título de Jovem Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano ficou com Oscar Whitfield, que registrou um besouro rola-bosta empurrando sua bola de esterco.

O júri ainda escolheu vencedores em mais de uma dúzia de outras categorias. As imagens premiadas vão integrar uma exposição que abre na sexta-feira (16) no museu, em Londres.

Marcas na areia levaram à cena

Veronesi rastreava elefantes quando notou um padrão incomum de marcas de arrasto no leito seco de um rio. A origem ficou clara quando ele alcançou o grupo familiar: uma fêmea surgiu carregando o filhote, com a perna dele encaixada entre a presa e a tromba.

O fotógrafo nasceu na Itália e se mudou para o Quênia em 2002, movido pela vontade de viver na savana, cercado de animais, e fazer da fotografia de vida selvagem seu trabalho.

Um besouro fotografado rente ao chão

A foto de Whitfield se chama “Labour of Love” (Trabalho de Amor), referência ao esforço do inseto. Para conseguir o ângulo, ele se deitou no chão e esperou o besouro cruzar a frente da lente.

O jurado Jasper Doest classificou o trabalho como excepcionalmente bem executado. Segundo ele, fotografar um alvo tão pequeno e sempre em movimento é um desafio, e ainda assim a imagem transmite uma sensação de intencionalidade.

Veja as demais fotos premiadas em outras categorias:

O Voo do Besouro — Foto: Amelie Davis
O Voo do Besouro — Foto: Amelie Davis

Konrad Gräeter venceu a categoria de 15 a 17 anos com esta foto de um melro macho cantando — Foto: Konrad Grater
Konrad Gräeter venceu a categoria de 15 a 17 anos com esta foto de um melro macho cantando — Foto: Konrad Grater

Aaron Sanders venceu a categoria Retratos de Animais com esta imagem de um polvo comum atrás de algumas algas marinhas — Foto: Aaron Sanders
Aaron Sanders venceu a categoria Retratos de Animais com esta imagem de um polvo comum atrás de algumas algas marinhas — Foto: Aaron Sanders

A categoria Animais em seu Ambiente foi para James Lewin, que capturou esta imagem de um jovem elefante macho borrifando água em zebras no Quênia — Foto: James Lewin
A categoria Animais em seu Ambiente foi para James Lewin, que capturou esta imagem de um jovem elefante macho borrifando água em zebras no Quênia — Foto: James Lewin

Cegonhas-bico-de-sapato venceu a categoria Aves para Isak Pretorius — Foto: Isak Pretorius
Cegonhas-bico-de-sapato venceu a categoria Aves para Isak Pretorius — Foto: Isak Pretorius

Salamandra-da-califórnia pondo ovos ganhou o prêmio na categoria Comportamento: Anfíbios e Répteis para Anton Sorokin — Foto: Anton Sorokin
Salamandra-da-califórnia pondo ovos ganhou o prêmio na categoria Comportamento: Anfíbios e Répteis para Anton Sorokin — Foto: Anton Sorokin

A foto de Sitaram Raul, que retrata um escorpião se enterrando em uma duna de areia no Deserto de Thar, venceu a categoria Invertebrados — Foto: Sitaram Raul
A foto de Sitaram Raul, que retrata um escorpião se enterrando em uma duna de areia no Deserto de Thar, venceu a categoria Invertebrados — Foto: Sitaram Raul

Alex Lindbloom venceu a categoria Oceanos: Uma Visão Mais Ampla com esta fotografia de um tubarão-baleia inspecionando a pesca em uma plataforma móvel de pesca com rede na costa de Papua, Indonésia — Foto: Alex Lindbloom
Alex Lindbloom venceu a categoria Oceanos: Uma Visão Mais Ampla com esta fotografia de um tubarão-baleia inspecionando a pesca em uma plataforma móvel de pesca com rede na costa de Papua, Indonésia — Foto: Alex Lindbloom

A categoria Plantas e Fungos foi para Agorastos Papatsanis, que usou luz ultravioleta para capturar esta imagem de cogumelos do tipo "boné" em um tronco — Foto: Agorastos Papatsanis
A categoria Plantas e Fungos foi para Agorastos Papatsanis, que usou luz ultravioleta para capturar esta imagem de cogumelos do tipo "boné" em um tronco — Foto: Agorastos Papatsanis

A imagem de Michał Michalski, que retrata um bando de pássaros assustados por um gavião, venceu a categoria Arte Natural — Foto: Michał Michalski
A imagem de Michał Michalski, que retrata um bando de pássaros assustados por um gavião, venceu a categoria Arte Natural — Foto: Michał Michalski

Tony Wu venceu a categoria Subaquática com esta foto de moreias-de-abbott em seu ritual de acasalamento — Foto: Tony Wu
Tony Wu venceu a categoria Subaquática com esta foto de moreias-de-abbott em seu ritual de acasalamento — Foto: Tony Wu

A imagem de Seth Forestson, que retrata um lagarto-monitor-comum carregando um peixe, lhe rendeu a vitória na categoria Vida Selvagem Urbana — Foto: Seth Forestson
A imagem de Seth Forestson, que retrata um lagarto-monitor-comum carregando um peixe, lhe rendeu a vitória na categoria Vida Selvagem Urbana — Foto: Seth Forestson

Alex Visbal venceu a categoria Zonas Úmidas: Uma Visão Mais Ampla com esta foto do Lago Stansbury em Utah, EUA — Foto: Alex Visbal
Alex Visbal venceu a categoria Zonas Úmidas: Uma Visão Mais Ampla com esta foto do Lago Stansbury em Utah, EUA — Foto: Alex Visbal

Uma foto de uma puma morta em uma cerca na Patagônia, Argentina, deu a vitória na categoria Fotojornalismo para Francisco Negroni — Foto: Francisco Negroni
Uma foto de uma puma morta em uma cerca na Patagônia, Argentina, deu a vitória na categoria Fotojornalismo para Francisco Negroni — Foto: Francisco Negroni

Esta foto de um coiote caminhando por uma trilha com vista para São Francisco rendeu a Loren Elliott o Prêmio de Reportagem Fotográfica — Foto: Loren Elliott
Esta foto de um coiote caminhando por uma trilha com vista para São Francisco rendeu a Loren Elliott o Prêmio de Reportagem Fotográfica — Foto: Loren Elliott

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Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial

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Fruto gigante foi colhido pelo produtor rural Ron Wallace, de Rhode Island, e pesado no sábado (10), durante uma competição na região da Nova Inglaterra. Vários concursos de abóboras gigantes acontecem neste mês e tem até premiação da mais bonita.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 14 de Outubro de 2.026 às 05h00m

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Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial
Uma abóbora de 1.432 kg foi colhida nos Estados Unidos e pode ser reconhecida pelo Guinness, o Livro dos Recordes, como a mais pesada do mundo.

Ela foi cultivada pelo produtor rural Ron Wallace, do estado de Rhode Island, e pesada no sábado (10), durante um concurso de abóboras gigantes realizado no sul da região da Nova Inglaterra, nos EUA.

Wallace agora aguarda a confirmação do Guinness. O recorde atual pertence a uma abóbora de 1.296 kg cultivada por Ian Paton, de Lymington, na Inglaterra, e foi estabelecido em 3 de outubro — uma semana antes da pesagem da abóbora americana.

“Ela é realmente gigantesca. Foi um prazer cultivá-la”, disse Wallace por telefone, na segunda-feira (12).

Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial. — Foto: Reprodução/Instagram/@northeastgiantpumpkin
Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial. — Foto: Reprodução/Instagram/@northeastgiantpumpkin

Wallace recebeu US$ 3.500 pela vitória na competição local. Ele contou que organizadores de outros concursos tentaram atraí-lo com prêmios maiores, alguns de até US$ 70 mil, mas que, para ele, era importante estar cercado pelas pessoas de sua comunidade no momento da vitória histórica.

“Fiquei eufórico. O lugar inteiro explodiu de alegria”, disse Wallace, ao descrever o momento em que a abóbora foi pesada.

Wallace atribui parte do resultado à troca de dicas e técnicas entre os produtores de abóboras gigantes. Neste ano, pela primeira vez, ele passou a cultivá-las em uma estufa, o que, segundo ele, fez uma grande diferença.

“A única maneira de produzir uma abóbora de mais de 1.360 kg é com uma comunidade trabalhando em conjunto”, afirmou.

Ele começou a cultivar abóboras por hobby depois de abrir uma loja virtual de produtos de jardinagem. Para Wallace, as competições ajudam a valorizar o trabalho dos produtores, que têm sido cada vez mais procurados pelo setor agrícola para orientar sobre o manejo do solo e outras técnicas de cultivo.

Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, posa para foto com sua abóbora, vencedora do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: AP Photo/Jeff Chiu
Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, posa para foto com sua abóbora, vencedora do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: AP Photo/Jeff Chiu

A possível quebra do recorde acontece em meio a um mês de competições entre produtores de abóboras de vários países.

Na Califórnia, por exemplo, uma abóbora de 1.083 kg apelidada de "Rocky" venceu, na segunda-feira (12), um tradicional concurso de pesagem em Half Moon Bay, ao sul de São Francisco. O peso garantiu a vitória na competição, mas ficou longe do recorde mundial.

Cultivada pelo professor de horticultura Travis Gienger, a abóbora foi transportada em uma viagem de 35 horas, de Minnesota até a Califórnia. Ele superou dezenas de concorrentes, conquistou seu quinto título e recebeu um prêmio de US$ 21.501.

Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, comemora a vitória de sua abóbora, com o peso exibido no painel acima, no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: AP Photo/Jeff Chiu
Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, comemora a vitória de sua abóbora, com o peso exibido no painel acima, no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: AP Photo/Jeff Chiu

No ano passado, Gienger ficou fora da disputa porque sua abóbora rachou enquanto crescia. Para marcar o retorno à competição, batizou a deste ano de Rocky, em homenagem ao boxeador interpretado por Sylvester Stallone.

“Pentacampeão. Foi isso que viemos buscar”, disse Gienger, após a vitória.

Gienger e sua família passaram 35 horas na estrada até chegar à Califórnia, levando uma abóbora do tamanho de um carro pequeno.

O professor cultiva as abóboras no quintal de casa, em Anoka, às margens do rio Mississippi, ao norte de Minneapolis. Neste ano, teve de lidar com temperaturas abaixo de zero. Para melhorar o desempenho nas disputas, Gienger acredita que terá de passar a cultivar as abóboras em um ambiente com temperatura controlada, como faz Wallace.

“É impressionante que Travis consiga enfrentar condições climáticas adversas, como temperaturas de cerca de −1 °C, e ainda assim cultivar uma abóbora desse tamanho”, disse o organizador da competição, Ronan Fowler.

A abóbora Tinker Bell, eleita a mais bonita, é pesada no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: AP/Jeff Chiu
A abóbora Tinker Bell, eleita a mais bonita, é pesada no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: AP/Jeff Chiu

A 53ª edição do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras reuniu centenas de pessoas, com comida, música e até piadas sobre abóboras.

O público também vibrou com a vitória de Tinkerbell — Sininho, em português —, que conquistou o título de mais bonita graças ao formato bastante simétrico.

A premiação foi de cerca de US$ 19,84 por quilo de abóbora. Gienger ficou sem o bônus de US$ 30 mil reservado a quem quebrasse o recorde mundial, mas sua campeã será uma das atrações de um desfile em Half Moon Bay neste fim de semana.

Quem esperava uma torta gigante, porém, ficou na vontade: essas abóboras são cultivadas para impressionar pelo tamanho, não pelo sabor.

Miles, de 6 anos, passa dirigindo ao lado de uma abóbora gigante que será inscrita no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: Jeff Chiu/AP
Miles, de 6 anos, passa dirigindo ao lado de uma abóbora gigante que será inscrita no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. — Foto: Jeff Chiu/AP


Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial — Foto: Reprodução
Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial — Foto: Reprodução

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Chances: Corinthians se beneficia de empate entre Grêmio e Inter na luta pela permanência

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Dupla gaúcha diminui a possibilidade de seguir na Série A do Brasileirão, enquanto o time paulista sobe para 79% mesmo com derrota para o Palmeiras. Athletico-PR tem 72% de chance de G-4
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Por Davi Barros* — Rio de Janeiro

Postado em 13 de Outubro de 2.026 às 11h00m

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Saiba como são feitos os cálculos para as matérias de chances do ge
Saiba como são feitos os cálculos para as matérias de chances do ge

Na rodada em que a metade de baixo do Campeonato Brasileiro não venceu, o Corinthians até que pode encontrar algo positivo. Apesar de ser goleado por 4 a 1 para o Palmeiras, o time paulista viu os concorrentes na luta pela permanência diminuírem a possibilidade de ficar na Série A, enquanto a dele aumentou para 79,48%. A explicação para isso está em dois fatores principais:

  1. Grêmio e Internacional empataram o clássico e não saíram da zona de rebaixamento;
  2. Mirassol perdeu para o Bahia e não se distanciou.

Com os resultados da 30ª rodada, o Grêmio agora tem 24,83% de chance de permanecer na Primeira Divisão, já que empatou em casa. Enquanto o Internacional, primeiro time do Z-4, termina o Brasileirão na Série A em 59,8% das simulações feitas pelo Gato Mestre . O Colorado foi quem teve a maior redução em relação à rodada anterior, com diminuição de 4,25 pontos percentuais.

Como não se distanciou dos times que estão na briga pela permanência, o Mirassol também teve uma redução na possibilidade de ficar na Primeira Divisão. Agora, suas chances são de 62,14%, uma redução de 3,29 p.p.

O maior aumento nesta rodada foi do Vasco. Apesar de empatar com o penúltimo colocado em casa, os cariocas têm 93,61% de chances de permanência, com um aumento de 2,06 p.p. Como os adversários na briga para fugir da Série B também não venceram, o time de Pedro Emanuel conseguiu abrir três pontos para o Inter (primeiro do Z-4) e também tem duas vitórias de vantagem mesmo com um jogo a menos.

Gre-Nal tenso e nervoso acaba empatado e dupla segue no Z-4
Gre-Nal tenso e nervoso acaba empatado e dupla segue no Z-4

Chances de Libertadores

A briga na metade superior da classificação também está embolada. Diferentemente da parte de baixo, houve movimentação na turma de cima. A principal novidade está no Athletico-PR. A goleada por 4 a 1 em cima da Chapecoense fora de casa, junto da derrota do Fluminense por 1 a 0 para o Flamengo, fez o Furacão subir para a terceira colocação e agora tem 71,89% de chance de terminar no G-4, um aumento de 12,29 pontos percentuais. Foi o maior crescimento da rodada.

A maior queda foi justamente do Fluminense, que, além da derrota no Fla-Flu, viu a diferença para o quinto colocado reduzir para dois pontos. O Tricolor semifinalista da Libertadores tem agora 46,81% de chance de se classificar direto para a competição continental do ano que vem via Brasileirão, uma redução de 17,91 p.p.

E se falamos na redução da diferença para o quinto colocado, temos que falar do Bahia. Ao vencer o Mirassol em casa — com direito a pênalti perdido por Reinaldo no último minuto —, assumiu a quinta colocação e tem 37,06% de chance de terminar no G-4, aumento de 10,57 p.p.


Chapecoense 1 x 4 Athletico-PR | Melhores Momentos | 30ª rodada | Brasileirão 2026
Chapecoense 1 x 4 Athletico-PR | Melhores Momentos | 30ª rodada | Brasileirão 2026

Metodologia

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência as finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 5.238 jogos do Brasileirão desde a edição de 2013.

As variáveis consideradas no modelo são: (1) a distância e o ângulo da finalização em relação ao gol; (2) se a finalização foi feita cara a cara com o goleiro; (3) se foi feita sem a presença do goleiro; (4) a parte do corpo utilizada para concluir; (5) se a finalização foi feita de primeira, ajeitada ou carregada; se o chute foi feito com a perna boa ou ruim do jogador; (6) a origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral, etc); (7) se a assistência foi feita de dentro da área; (8) a posição em que o atleta joga; (9) indicadores de força do chute; (10) o valor de mercado das equipes em cada temporada a partir de dados do site Transfermarkt (como proxy de qualidade do elenco); (11) o tempo de jogo; (12) a idade do jogador; (13) a altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas; (14) a diferença no placar no momento de cada finalização.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo. Essa variação indica as chances de os times vencerem cada adversário e, a partir daí, é calculada a chance de os clubes terminarem o campeonato em cada posição.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

* Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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