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quarta-feira, 29 de abril de 2026

China dobra venda de carro para Brasil e engole rivais

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País vira terceiro maior mercado para veículos do gigante asiático no 1º trimestre
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Por Marta Watanabe e Álvaro Fagundes — De São Paulo
28/04/2026 05h02 Atualizado há 0 horas 
Postado em 28 de Abril de 2.026 às 07h00m
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Lia Valls: “China tem dificuldade de elevar consumo doméstico e desova produção de carros para outros países” — Foto: Leo Pinheiro/Valor

De janeiro a março de 2026 a China exportou ao Brasil US$ 2,16 bilhões em veículos, quase o triplo dos US$ 763,8 milhões de iguais meses de 2025, o que inclui carros a combustão que, apesar de ainda serem menos representativos, dobraram de valor, mostrando que o apetite chinês pelo mercado brasileiro não se restringe aos eletrificados. O valor total de carros exportados pela China ao Brasil no primeiro trimestre deste ano também foi maior que o US$ 1,17 bilhão de igual período de 2024, até então recorde para o período.

Com o desempenho, o Brasil saltou de sétimo para o terceiro maior destino de veículos de 2025 para 2026, ainda de janeiro a março, atrás apenas de Rússia e Reino Unido. Nos eletrificados, o que inclui os elétricos puros ou os híbridos, o Brasil saiu do quinto para o terceiro lugar, atrás de Bélgica e Reino Unido. No ranking dos carros a combustão, o Brasil também ganha mais destaque, subindo da 16ª para a sétima posição. 

Os dados são da Alfândega chinesa e consideram o que foi embarcado no primeiro trimestre. Parte dos veículos está em trânsito e ainda vai aportar no Brasil. As cargas de automóveis demoram, em média, de 40 a 60 dias para o trajeto desde a China até o desembaraço em terras brasileiras. 








Agenda de elevação de tarifas de importação,câmbio favorável e período de lançamentos de modelos são alguns fatores que explicam o ritmo mais intenso de chegada de veículos chineses ao Brasil, segundo especialistas. Eles ressaltam que o espaço conquistado pelo automóvel chinês nas ruas brasileiras mostram a consolidação de marcas num contexto olítico de maior protecionismo combinado com incertezas globais e a dificuldade de Pequim para acelerar a demanda doméstica chinesa, fatores que têm contribuído para a maior aproximação das relações comerciais sino-brasileiras. 

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), que registram o que já foi desembaraçado no Brasil, mostram parte do impacto dos carros chineses. No primeiro trimestre as importações brasileiras de automóveis origem China atingiram US$ 1,5 bilhão, 552,5% a mais que iguais meses de 2025. Os chineses forneceram 65,6% dos carros que o Brasil  importou. Os argentinos vieram em segundo, com 11,3% e US$ 253,2 milhões, com queda de 25,5%, sempre de janeiro a março. 

Para Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o movimento é uma antecipação em relação ao que será o último aumento estabelecido pelo governo brasileiro no atual cronograma de elevação de taxas para importação de veículos elétricos ou híbridos. As alíquotas, lembra, devem atingir 35% em julho desteano, ante os atuais 28% para híbridos plug-in e 25% para veículos elétricos.

Os relatórios divulgados pela indústria automotiva, destaca André Valério, economista do Inter, mostram que as importações de veículos aceleraram em 2021, mas houve forte inflexão em meados de 2023, quando o debate sobre a atual agenda de elevação de tarifas de cados se intensificou. O calendário foi definido em 2023 e é aplicado desde janeiro de 2024, com alta gradativa de tarifas de importação. As alíquotas começaram em 10% e chegarão ao teto de 35% em julho. Antes disso a importação de elétricos e híbridos era livre da tarifa. Valério destaca que, além desse calendário, o movimento de aumento embarques de veículos da China ao Brasil também reflete um momento de campanha mais agressiva de vendas, em razão do ciclo da indústria automotiva, com lançamento de modelos 2026/2027.

O aumento do volume de importação de carros made in China também reflete, paralelamente, a elevação pela demanda do perfil de carro que os chineses oferecem, diz Cariello,  do CEBC. Muita gente quer comprar carro elétrico, que hoje é sinônimo de carro chinês. As pessoas veem o carro chinês rodando na rua e veem que é um produto de alta tecnologia. Cariello destaca que a China foi, de longe, o principal fornecedor de carros elétricos do Brasil, com participação de 97%, de janeiro a março. No caso dos híbridos in, o país também liderou com folga, respondendo por 89% das importações.

Segundo a Associação Brasileira de Veículo Elétrico (ABVE), 74,1% das vendas de eletrificados no Brasil em 2025 foram de fabricantes chineses. A liderança foi da BYD, com 50,4% do mercado. As vendas totais de eletrificados somaram 223,9 mil no ano passado, com alta de 26%  ante 2024.

Há uma percepção boa sobre o produto chinês, diz Cariello, que também se aplica a carros a combustão. “Os chineses miram o mercado de carros elétricos, mas isso beneficia a China em outros mercados no Brasil também.

Dados da Anfavea, que reúne a indústria automotiva brasileira, mostram que de janeiro a março deste ano o nto somou 625,2 mil autoveículos, 13,3% a mais que igual período de 2025. Somando 119,1 mil, o emplacamento de importados cresceu 5,6%. Os made in China rodaram em ritmo maior. O emplacamento alcançou 54,3 mil autoveículos e subiu 68,9%. Ao divulgar os dados do primeiro trimestre, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, lembrou que no ano passado, em agosto, a China ultrapassou a Argentina no fornecimento externo de carros ao Brasil e em março completaram-se oito meses consecutivos em que os chineses são os maiores exportadores de veículos ao Brasil.

Nós diminuímos bastante as compras de veículos da Argentina, que era de onde buscávamos os importados. "Parte dos consumidores tem preferido os carros elétricos, e a China é muito competitiva e é a grande provedora, globalmente, diz Valério, do Inter. E ela entrega um pacote muito bom, um carro tecnológico por preço competitivo. E com a promessa de menor custo com combustível. Caiu por terra a imagem que o carro chinês tinha há dez, 15 anos, de carro barato, mas com problemas de peças de reposição.

Os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), mostram que o volume de importações brasileiras de bens de consumo duráveis chineses cresceu 204,8% de janeiro a março deste ano ante iguais meses de 2025. Só em março a alta foi de 330,7%. Os eços médios, porém, mostra o Icomex, foram em sentido contrário, com queda de 9,6% de janeiro a março contra igual período de 2025. Pelos dados da Secex, os automóveis representaram 71% do que o Brasil importou em bens de consumo duráveis da China no primeiro trimestre de 2026. Na importação total brasileira de bens chineses a fatia foi de 8,2%.

Os dados da China contrastam com os da Argentina. O volume da importação brasileira de bens de consumo duráveis argentinos caiu 25,8% no primeiro trimestre enquanto os preços médios ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,3%, sempre ante igual período de 2025. As tarifas impostas pelo Brasil na importação de automóveis não foram suficientes para deter os veículos chineses, porque a China tem grande economia de escala e o preço deles acaba compensando, diz Lia Valls, professora da UERJ e pesquisadora do FGV Ibre.

O câmbio mais favorável às importações também ajudou a criar um ambiente mais propício às compras externas neste ano, diz Valls. No primeiro trimestre de 2025 o dólar custava, em média, entre R$ 5,80 e R$ 5,90. Em igual período deste ano a média ficou entre R$ 5,20 e R$ 5,30.

Para Welber Barral, sócio da BMJ, os dados do governo chinês mostram que em alguns casos houve também desvio de comércio. Ele destaca o México, que muitas vezes é via para atingir o mercado americano. De janeiro a março de 2025 as exportações chinesas de veículos aos mexicanos somaram US$ 1,4 bilhão. O México era, então, o terceiro maior destino de automóveis chineses. O lugar foi ocupado pelo Brasil e o México caiu para o 12º lugar no ranking. A exportação chinesa de veículos aos mexicanos caiu praticamente à metade de janeiro a março deste ano, para US$ 750,8 milhões.

Para outros destinos, porém, os chineses elevaram ainda mais a exportação de veículos este ano. Para os belgas, no topo do ranking de eletrificados chineses, a exportação total de automóveis do país asiático somou US$ 2,1 bilhões de janeiro a março de 2026, com alta de 47,6% ante iguais meses de 2025. Para o Reino Unido, segundo no ranking, o valor foi de US$ 2,2 bilhões, com alta de 104,3%.

Valls, do FGV Ibre, lembra o contexto geopolítico, com a rivalidade comercial entre Estados Unidos e China, acirrada na gestão do presidente americano, Donald Trump. Há também, diz, ambiente de políticas protecionistas de vários países, ao mesmo tempo em que a China tem grande produção de veículos. Isso precisa ser absorvido por outros países porque a China está com dificuldade para elevar o consumo doméstico.

Os automóveis, aponta Valls, ajudam a China a manter a posição de maior origem das importações totais brasileiras. Segundo a Secex, 26,3% de tudo o que o Brasil importou no primeiro trimestre deste ano veio do país asiático. Ao mesmo tempo, alta Valls, as relações comerciais entre Brasil e China estão se estreitando, com parcela da exportação brasileira cada vez maior para os chineses. Isso, lembra, se intensificou com a política tarifária de Trump e também com a guerra no Oriente Médio, com um embarque maior de petróleo para a China.

Para Cariello, do CEBC, o atual fluxo de os chineses ao Brasil deve continuar intenso nos próximos meses, para aproveitar a janela de oportunidade com tarifas de importação um pouco mais baixas. À frente, em prazo mais longo, diz, a expectativa é que as importações caiam porque deve haver produção mais forte das montadoras chinesas no Brasil. Ao menos cinco delas confirmaram produção local. Além de GWM e BYD, com fábricas próprias, Geely e Leapmotor têm parcerias com Renault e Stellantis, respectivamente. A GAC divulgou que começará a produzir carros no Brasil em 2027. 

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Bilionário propõe acolher 80 hipopótamos que serão sacrificados na Colômbia

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Espécie foi introduzida no país na década de 1980 por Pablo Escobar e agora ameaça animais nativos
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Anabella González e Fernando Ramos, da CNN
28/04/26 às 21:38 | Atualizado 28/04/26 às 21:38
Postado em 29 de Abril de 2.026 às 08h00m
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Hipopótamos na região da Antióquia, na Colômbia  • Paul Arboleda/AFP/Getty Images

O magnata indiano Anant Ambani, filho do bilionário Mukesh Ambani, ofereceu-se para acolher no seu santuário de vida selvagem na Índia, 80 hipopótamos que o governo da Colômbia planeja abater.

Os hipopótamos descendem de animais introduzidos no país na década de 1980 por Pablo Escobar, um dos principais traficantes da Colômbia, que pretendia ter um dos maiores zoológicos privados da América Latina com uma grande variedade de animais.

Desde então, a população explodiu para cerca de 160 indivíduos e a sua presença agora ameaça as espécies nativas. Há algumas semanas, a Colômbia anunciou que planejava abater 80 destes animais, o que gerou debate.

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Ambani pediu ao governo colombiano que reconsiderasse a decisão, propondo alojá-los no seu centro de resgate.

Estes 80 hipopótamos não escolheram onde nascer, nem criaram as circunstâncias que enfrentam agora, disse ele em uma publicação nas redes sociais. Estes animais são seres vivos e sencientes, e se tivermos a capacidade de salvá-los através de uma solução segura e humana, temos a responsabilidade de tentar.

A proposta

Na cidade de Jamnagar, no estado de Gujarat, Ambani fundou o centro de conservação Vantara, que abriga mais de 150 mil animais de mais de 2 mil espécies de vida selvagem, segundo seu site oficial.

É para lá que ele propõe realocar 80 hipopótamos colombianos, que atualmente vivem em torno da Hacienda Nápoles, uma propriedade rural localizada em Puerto Triunfo, que pertenceu a Escobar e hoje é utilizada para atividades turísticas.

Estamos dispostos a receber e cuidar destes hipopótamos em um  ambiente especialmente concebido e enriquecido, concebido para garantir o seu bem-estar e, ao mesmo tempo, refletir as principais características do seu habitat atual, afirma um comunicado publicado na segunda-feira (27) e assinado pelo CEO da Vantara, Vivaan Karani, em nome de Ambani.

Na carta, dirigida à ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia, Irene Vélez Torres, os executivos da Vantara fazem um apelo para recorrer respeitosamente da decisão do governo colombiano.

A CNN contatou as autoridades da Vantara para obter mais detalhes sobre a proposta.

Se o governo colombiano aprovar o pedido, este será realizado em estrita conformidade com as aprovações, licenças, processos de devida diligência, requisitos de biossegurança e planejamento logístico necessários, explicou Karani no comunicado, oferecendo cuidados vitalícios aos animais sob o princípio de “não causar danos a nenhum ser vivo.

A CNN entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia e com a ministra Vélez sobre a recepção da proposta e sua viabilidade e aguarda uma resposta.

As autoridades de Vantara afirmaram estar totalmente disponíveispara dialogar com o governo colombiano para analisar a iniciativa e manifestaram a intenção de se reunirem com responsáveis ​​da administração do presidente Gustavo Petro, a quem estenderam o convite para visitar as instalações do centro de resgate.

Ambani, fundador da Vantara e filho do presidente e CEO da Reliance Industries Limited (RIL), considerada a maior empresa privada da Índia, afirma ser um amante dos animais.Nos animais vejo Deus e Vantara é um templo, diz ele. Ele foi notícia internacional em 2024, quando se casou com Radhika Merchant, com suntuosas celebrações que duraram meses.

Espécies invasoras

A medida para autorizar o abate de 80 hipopótamos se deve ao crescimento descontrolado das espécies invasoras na bacia do rio Magdalena, disse a ministra Vélez ao anunciar a decisão.

"Sem esta ação é impossível controlar a população e, como já vimos, as estimativas implicam que até 2030 teremos pelo menos 500 hipopótamos afetando os nossos ecossistemas e espécies nativas, como o peixe-boi e a tartaruga de rio. É com responsabilidade pelo nosso ecossistema que devemos tomar estas ações", disse a ministra em coletiva de imprensa no dia 13 de abril.

Semanas antes, o Ministério do Meio Ambiente da Colômbia disse que estava explorando alternativas como a realocação de alguns dos animais para países como Equador, Peru, Filipinas, Índia, México, República Dominicana, África do Sul e Chile; mas estas opções não progrediram devido a restrições internacionais e limitações operacionais.

O hipopótamo foi incluído na lista de espécies exóticas invasoras da Colômbia em março de 2022, o que mais tarde permitiu ao governo elaborar medidas para controlar a espécie, que vive cerca de 40 a 50 anos.

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Tópicos

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Irã diz que só reabrirá Estreito de Ormuz após fim definitivo da guerra, segundo mídia iraniana

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Segundo agência iraniana, vice-ministro da defesa defendeu garantias de segurança para abrir o canal.
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Por Redação g1

03h50m
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Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026 — Foto: Reuters
Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026 — Foto: Reuters

O Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel e desde que sejam respeitados os protocolos de segurança definidos por Teerã. As informações foram divulgadas pela agência iraniana Fars News Agency nesta quarta-feira (29).

Segundo a Fars, o vice-ministro da Defesa do Irã, brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, declarou que a retomada do trânsito pelo canal dependerá de garantias de que a segurança iraniana não será comprometida.

A declaração foi feita durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão.

Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã, afirmou Talaei-Nik, segundo a Fars.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte global de petróleo e gás. Atualmente, o fluxo de embarcações segue reduzido devido às restrições impostas pelo Irã, ao bloqueio naval dos Estados Unidos nos portos iranianos e aos recentes ataques e apreensões de navios na região.

De acordo com Talaei-Nik, as restrições são uma resposta direta aos ataques realizados por EUA e Israel contra o território iraniano, iniciados no fim de fevereiro.

Autoridades iranianas já haviam afirmado que garantir segurança e estabilidade para embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz não será gratuito. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas aos navios que utilizarem a passagem.

Também nesta terça, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que Teerã não considera encerrada a guerra com os Estados Unidos e Israel.

Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra, declarou, segundo a Fars.

Ele afirmou ainda que, se houver novos ataques contra o Irã, a resposta será mais dura do que nas ofensivas anteriores. Akraminia também declarou que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos usados nas operações foi fabricada e utilizada em plena guerra.

Segundo ele, mais de 170 drones e 16 aeronaves militares foram abatidos pelas unidades de defesa do Exército iraniano e pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

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terça-feira, 28 de abril de 2026

Irã mantém iniciativa diplomática e "dominância de escalada" em Ormuz

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Apesar da inferioridade militar e econômica, o país explora a posição geográfica para negociar a paz nos seus termos
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Lourival Sant'Anna
Analista de Internacional. Fez reportagens em 80 países, incluindo 15 coberturas de conflitos armados, ao longo de mais de 30 anos de carreira. É mestre em jornalismo pela USP e autor de 4 livros
28/04/26 às 06:00 | Atualizado 28/04/26 às 06:00
Postado em 28 de Abril de 2.026 às 06h25m
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Imagem de satélite do Estreito de Ormuz  • Ilustração gerada por IA

O governo iraniano apresentou aos Estados Unidos, por intermédio dos mediadores paquistaneses, uma proposta de reabertura imediata do Estreito de Ormuz e deixar para um segundo momento as negociações sobre o programa nuclear. O presidente americano, Donald Trump, reuniu o Conselho de Segurança Nacional para discutir uma resposta.

Esses movimentos refletem uma realidade: o Irã está com a iniciativa diplomática. Isso ficou claro no fim de semana. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi a Islamabad na sexta-feira (24). Trump preparou seus enviados especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, para também viajar para a capital paquistanesa no sábado (25).

A viagem teve de ser abortada na última hora quando chegou a informação de que o chanceler iraniano havia partido do Paquistão, que era apenas a primeira etapa de uma viagem que incluiu também Omã e Rússia, seu mais importante aliado.

Dessa forma, os iranianos procuraram demonstrar que não estão desesperados para conversar, como havia alegado Trump, e também que não estão isolados. Em Mascate, Abbas discutiu o status do Estreito de Ormuz, que também passa pela costa de Omã.


Em São Petersburgo, reuniu-se com o próprio presidente Vladimir Putin, num sinal de prestígio. Depois da reunião, a Rússia reiterou seu apoio ao Irã. A posição russa é a de que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã sem serem provocados.

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A capacidade do Irã de manter a iniciativa reflete a dominância de escalada que ele exerce no Estreito de Ormuz. Significa que, seja qual for a ação militar disponível para os EUA, o Irã tem a capacidade de responder de forma politicamente mais danosa para os americanos.

O Irã -- ao contrário da Rússia, que ganha com o prolongamento da guerra por causa da elevação dos preços da energia e dos fertilizantes – paga um alto preço econômico com o fechamento do estreito, e teve parte substancial de sua infraestrutura militar e civil destruída.

Mesmo assim, apesar da superioridade militar de EUA e Israel, o controle sobre o estreito confere aos iranianos uma posição de força desproporcional a suas condições no campo da defesa e da economia.

Bloquear o estreito é relativamente fácil: basta as companhias marítimas saberem que uma simples mina naval oferece risco a suas embarcações para manter seus navios nos portos. E não é necessário uma Marinha de guerra avançada para lançar minas: bastam lanchas ou jet skis.

Pelo estreito passam 50% dos insumos de fertilizantes, 30% do alumínio, 17% dos polímeros da indústria do plástico, 30% do hélio usado na fabricação de semicondutores e uma quantidade expressiva de produtos petroquímicos que servem de ingredientes para a indústria farmacêutica.

A solução desse impasse só é possível por meio da negociação. Os iranianos sabem disso. Os americanos estão aprendendo a duras penas. Enquanto isso, são “humilhados pelo Irã, como disse nesta segunda-feira Friederich Merz.

O chanceler alemão não pode ser acusado nem de esquerdista nem de antiamericano: ele é da conservadora União Democrata-Cristão e foi chairman do fundo de investimentos americano Black Rock na Alemanha, entre 2016 e 2020.

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Tópicos


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segunda-feira, 27 de abril de 2026

‘Sharingan da natureza’? Olho de ave viraliza e intriga fãs de Naruto

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Íris vermelha com manchas escuras chama atenção, mas tem explicações ligadas à comunicação e ao comportamento da espécie.
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Por Giovanne Cury*, Terra da Gente

Postado em 27 de Abril de 2.026 às 15h15m
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Olho de ave intriga ao lembrar habilidade de Naruto — Foto: Reprodução / @sol.plumita
Olho de ave intriga ao lembrar habilidade de Naruto — Foto: Reprodução / @sol.plumita

Um carrossel de imagens do mergulhão-de-orelha-branca (Rollandia rolland), uma ave sul-americana, chamou a atenção no Instagram após viralizar no perfil @sol.plumita. O motivo foi além da estética: fãs do anime Naruto rapidamente apontaram a semelhança entre os olhos da espécie e o famoso Sharingan, habilidade marcada justamente pela íris vermelha com padrões de manchas escuras.

Na animação japonesa, o Sharingan é um poder que muda a coloração da íris para vermelho com detalhes pretos, formando diferentes padrões para cada usuário. É uma herança genética específica do clã (família) Uchiha, cuja função é aumentar a percepção visual. A técnica permite prever movimentos rápidos, copiar habilidades e lançar ilusões (chamadas de genjutsu) nos adversários.

No caso da ave, no entanto, a coloração tem uma função completamente diferente, segundo o ornitólogo Fernando Igor de Godoy. Ela está associada à comunicação e ao reconhecimento entre os indivíduos, especialmente em ambientes com reflexo de luz na superfície.

A espécie dispõe de ótima visão, utilizada para caçar presas ágeis e detectar ameaças distantes, além de enxergar debaixo d'água na procura de alimento — característica comum a outras espécies de mergulhões.

Olhos do personagem Itachi de Naruto, com o sharingan — Foto: Maki Maki/Flickr
Olhos do personagem Itachi de Naruto, com o sharingan — Foto: Maki Maki/Flickr

Assim como no anime, esses olhos da vida real são considerados habilidosos, mas o talento na caça não tem relação direta com a cor vermelha em si. As manchas escuras nos olhos da ave ainda não têm função comprovada pela ciência, mas especialistas apontam que podem ajudar a reduzir a entrada de luz lateral, algo muito útil em um ambiente com luminosidade extrema e reflexos na água.

Esses mergulhões vivem em áreas alagadas, geralmente de grande extensão, por isso são adaptados a ambientes com bastante luminosidade. Entre os mergulhões, eles são os que mais caçam na superfície, mergulhando eventualmente, afirma o ornitólogo.

 Mergulhão-de-orelha-branca (Rollandia rolland) com olhos similares ao anime — Foto: Reprodução / @sol.plumita
Mergulhão-de-orelha-branca (Rollandia rolland) com olhos similares ao anime — Foto: Reprodução / @sol.plumita

Essa característica ajuda a entender um detalhe curioso: entre as espécies brasileiras do grupo, apenas o mergulhão-de-orelha-branca e o mergulhão-de-orelha-amarela apresentam olhos vermelhos. São justamente aqueles que passam mais tempo caçando fora d’água, o que indica uma possível influência da coloração dos olhos na visibilidade sob alta incidência de luz.

No fim das contas, o Sharingan da natureza pode até não conceder poderes especiais, mas garante à ave um dos olhares mais marcantes entre as espécies aquáticas do continente.

Sobre a espécie

Ave ocorre exclusivamente na América do Sul, com registros do Peru ao Chile, Argentina e sul do Brasil. — Foto: Reprodução / @sol.plumita
Ave ocorre exclusivamente na América do Sul, com registros do Peru ao Chile, Argentina e sul do Brasil. — Foto: Reprodução / @sol.plumita

  • Distribuição: o mergulhão-de-orelha-branca (Rollandia rolland) ocorre exclusivamente na América do Sul, com registros do Peru ao Chile, Argentina e sul do Brasil.
  • Habitat: vive em ambientes aquáticos, como lagos, rios e poças temporárias, geralmente em áreas abertas e com boa incidência de luz.
  • Alimentação: diferente da maioria dos mergulhões, alimenta-se principalmente na superfície da água. Sua dieta inclui invertebrados, plantas aquáticas e peixes.
  • Comportamento: realiza mergulhos de forma ocasional, embora tenha capacidade de capturar presas ágeis.
  • Características visuais: plumagem escura com tufos brancos nas laterais da cabeça e olhos vermelhos.
  • Reprodução: o período reprodutivo ocorre na primavera e no verão. Geralmente é solitário, mas há registros de formação de colônias.
  • Ninho: constrói ninhos em formato de plataforma flutuante, feitos com plantas aquáticas e fixados na vegetação densa próxima à água.
Mergulhão-de-orelha-branca (Rollandia rolland) com olhos similares ao anime — Foto: Reprodução / @sol.plumita
Mergulhão-de-orelha-branca (Rollandia rolland) com olhos similares ao anime — Foto: Reprodução / @sol.plumita
Sobre Naruto

Lançado no início dos anos 2000 e baseado no mangá de Masashi Kishimoto, Naruto é um dos animes japoneses mais populares do mundo. A história acompanha Naruto Uzumaki, um jovem ninja que sonha em se tornar Hokage, o líder de sua vila, enquanto busca reconhecimento e enfrenta desafios ligados ao seu passado.

Anime Naruto foi febre mundial em sua época — Foto: Kotik75/GoodFon
Anime Naruto foi febre mundial em sua época — Foto: Kotik75/GoodFon

Ambientada em um universo onde ninjas utilizam habilidades especiais, a obra combina ação, drama e fantasia. Ao longo da narrativa, os personagens desenvolvem técnicas únicas, sendo algumas delas relacionadas aos olhos — como é o caso do Sharingan, uma habilidade que amplia a percepção e se tornou um dos símbolos mais marcantes da série.

Com o sucesso entre diferentes gerações, Naruto se consolidou como um fenômeno global da cultura pop. A obra influenciou não só outras produções do gênero, mas também gerações de discussões, memes e comparações curiosas – como a que envolve até mesmo o olhar de uma ave sul-americana.

* Sob supervisão de Rodrigo Peronti.

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