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segunda-feira, 30 de março de 2026

Uma formiga por mais de R$ 1 mil: a nova fronteira do tráfico de vida selvagem

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A febre de colecionar formigas pega o Quênia de surpresa enquanto contrabandistas miram lucros milionários
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TOPO
Por BBC

Postado em 30 de Março de 2.026 às 09h00m
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Um grande carregamento de formigas vivas foi encontrado na bagagem no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, com destino à China, no início deste mês — Foto: KWS
Um grande carregamento de formigas vivas foi encontrado na bagagem no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, com destino à China, no início deste mês — Foto: KWS

As formigas estão voando no Quênia neste momento.

Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift, no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem que pediu para não ser identificado sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes, essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex‑intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em uma pousada ou dentro de um carro, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam."

As formigas gigantes africanas coletoras, vistas no Quênia, são populares entre colecionadores amadores ao redor do mundo — Foto: Dino Martins
As formigas gigantes africanas coletoras, vistas no Quênia, são populares entre colecionadores amadores ao redor do mundo — Foto: Dino Martins

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes colhedoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha, uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá‑las à Europa e à Ásia e colocá‑las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui‑las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito… a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.

Suas operárias e soldados — aquelas que protegem o ninho — são todas fêmeas e podem chegar a centenas de milhares.

As formigas podem ser encontradas com frequência em montes como este — Foto: Getty Images/BBC
As formigas podem ser encontradas com frequência em montes como este — Foto: Getty Images/BBC

"Os ninhos podem viver por mais de 50 anos, talvez até 70 anos. Eu pessoalmente conheço ninhos perto de Nairóbi que têm pelo menos 40 anos, pois os visito há esse tempo", disse Martins.

Isso significa que as rainhas também vivem todo esse período — porque assim que ela morre, a colônia colapsa e as operárias sobreviventes procuram outro ninho.

Os quenianos que já lidaram com formigas invadindo suas plantações ou casas sabem disso muito bem — e, para eliminar uma colônia, alguém é enviado para localizar a rainha, muitas vezes escondida profundamente em um dos túneis ou câmaras de um monte.

O ex‑intermediário disse que as formigas também podiam ser coletadas perturbando suavemente o monte e recolhendo‑as enquanto tentavam escapar.

"Só quando vi as prisões no noticiário percebi do que eu tinha feito parte — e saí imediatamente", afirmou.

Os detidos foram condenados por biopirataria e obrigados a pagar multas ou cumprir 12 meses de prisão — eles optaram por pagar a taxa de US$ 7,7 mil (mais de R$ 40,4 mil), e os estrangeiros deixaram o país.

Duas semanas atrás, um cidadão chinês — apontado como o suposto mentor do esquema do ano passado e que teria fugido usando outro passaporte — foi detido no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta (JKIA), em Nairóbi, com outras 2 mil rainhas embaladas em tubos de ensaio e rolos de papel.

Para Zhengyang Wang, parte de uma equipe de pesquisadores que publicou em 2023 um relatório sobre o comércio de formigas com foco na China, isso é preocupante e pode "causar estragos" nos ecossistemas locais.

"No início, ficamos muito entusiasmados quando soubemos que muitas pessoas tinham começado a criar formigas", disse Wang, professor assistente da Universidade de Sichuan, à BBC.

"Uma colônia de formigas de estimação costuma ser mantida em um formicário, basicamente uma caixa de plástico transparente para que os criadores possam observar as colônias trabalhando, cavando túneis, coletando comida e protegendo sua rainha. Eu diria que é bastante encantador e… pode ser uma boa forma de educar as pessoas sobre insetos e seu comportamento.

"Mas então percebemos: espere, manter espécies invasoras não é extremamente perigoso?"

Ao monitorar as vendas on-line — mais de 58 mil colônias — na China ao longo de seis meses, os pesquisadores descobriram que mais de um quarto das espécies comercializadas não eram nativas do país — apesar de ser ilegal importá‑las.

"Se o volume de comércio de formigas invasoras continuar crescendo, é apenas uma questão de tempo até que algumas escapem de seus formicários e se estabeleçam na natureza", declarou Wang.

O estudo do qual participou, publicado na revista Biological Conservation, explicou o que poderia acontecer no caso da gigante africana coletora — uma das espécies mais comercializadas na China: "Por exemplo, Messor cephalotes, nativa da África Oriental, está entre as maiores coletoras de sementes do mundo e poderia potencialmente impactar a agricultura predominantemente baseada em grãos no sudeste da China."

As consequências ambientais também preocupam no Quênia.

"As formigas coletoras são tanto espécies-chave quanto engenheiras de ecossistemas. Elas coletam sementes de gramíneas e outras plantas e, ao fazer isso, também ajudam na dispersão das sementes", disse Martins, acrescentando que os insetos "criam um ambiente campestre mais saudável e dinâmico".

Mukonyi Watai, cientista sênior do Instituto de Pesquisa e Treinamento de Vida Selvagem do Quênia, compartilha desses receios.

"A coleta insustentável — especialmente a remoção das rainhas — pode levar ao colapso das colônias, perturbando ecossistemas e ameaçando a biodiversidade", afirmou à BBC.

É possível coletar formigas legalmente no Quênia — em conformidade com vários tratados internacionais — com uma permissão especial, que exige que o comprador assine um acordo de repartição de benefícios com a comunidade local envolvida para dividir eventuais lucros.

Mas, segundo o KWS, até agora nenhuma permissão foi solicitada — e a papelada exige ainda detalhes sobre quantas formigas estão sendo coletadas e qual será seu destino.

Alguns conservacionistas agora pedem mais proteções comerciais para todas as espécies de formigas no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas de Extinção (Cites), o tratado global sobre comércio de vida selvagem.

"A realidade é que nenhuma espécie de formiga está atualmente listada na Cites", disse à BBC Sérgio Henriques, pesquisador do comércio global de formigas.

"Sem tratados internacionais monitorando esses movimentos, a escala do comércio permanece amplamente invisível para formuladores de políticas e para a comunidade global", afirmou.

Um formicário permite que colecionadores vejam o funcionamento de uma colônia — Foto: Getty Images/BBC
Um formicário permite que colecionadores vejam o funcionamento de uma colônia — Foto: Getty Images/BBC

Mas, para o KWS, o problema real é mais imediato — como monitorar e reprimir o tráfico de insetos, considerado "subnotificado", com a agência sugerindo equipamentos de vigilância melhores em aeroportos e outros pontos de fronteira como um bom começo.

Martins concorda: "É provável que apenas uma fração das formigas realmente comercializadas esteja sendo detectada, então só podemos imaginar a escala real por enquanto."

O jornalista Charles Onyango‑Obbo argumenta que o Quênia está ignorando uma oportunidade significativa de receita global.

"As formigas não são itens finitos, como ouro ou diamantes. São ativos biológicos que podem ser criados e cultivados, e sua produção pode ser ampliada para milhares por dia. Ainda assim, as tratamos como artefatos roubados", escreveu ele recentemente no jornal Daily Nation.

Na verdade, o gabinete do Quênia aprovou no ano passado diretrizes de política voltadas à comercialização da economia da vida selvagem, incluindo o comércio de formigas.

"As diretrizes buscam promover o uso sustentável de espécies selvagens, como as formigas, para gerar empregos, riqueza e meios de subsistência comunitários em todos os condados", afirmou Watai.

Com monitoramento cuidadoso, é possível que futuros agricultores na região de Gilgil tenham formicários especiais em suas terras, ampliando a produção de seus campos e pomares — cheios de vegetais e frutas — para incluir também lucrativas rainhas.

Mas o debate sobre os riscos de exportar formigas para colecionadores amadores em diferentes partes do mundo ainda não foi resolvido.

Reportagem adicional de Osmond Chia em Cingapura

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domingo, 29 de março de 2026

Avião espião de US$ 270 milhões dos EUA é destruído por drones do Irã; veja fotos

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Imagens verificadas mostram aeronave militar de vigilância dos EUA destruída após ataque à base na Arábia Saudita; ofensiva deixou ao menos 12 soldados feridos.
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Por Redação g1

Postado em 29 de Março de 2.026 às 17h50m
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Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã — Foto: AFP
Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã — Foto: AFP

Imagens verificadas pela AFP mostram um avião de vigilância aérea dos Estados Unidos destruído após um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, no domingo (29).

A aeronave atingida é um E-3 Sentry, modelo usado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares. Fotos que circularam nas redes sociais indicam que o avião ficou partido ao meio após o impacto.

O ataque foi realizado com mísseis e drones, segundo relatos de veículos como The New York Times e The Wall Street Journal. Pelo menos 12 militares americanos ficaram feridos, sendo dois em estado grave.

De acordo com o Wall Street Journal, o E-3 Sentry estava entre as aeronaves danificadas na base, que também teve aviões de reabastecimento atingidos.

A base aérea, localizada na Arábia Saudita, é utilizada pelas forças americanas e foi alvo de ofensivas iranianas nos últimos dias, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Vista geral mostra avião militar americano destruído na pista da base saudita após ofensiva iraniana; ataque deixou militares feridos e atingiu outras aeronaves — Foto: AFP
Vista geral mostra avião militar americano destruído na pista da base saudita após ofensiva iraniana; ataque deixou militares feridos e atingiu outras aeronaves — Foto: AFP

Segundo a Al Jazeera, o modelo tem custo unitário de US$ 270 milhões. O E-3 Sentry faz parte do sistema AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado) e é capaz de rastrear drones, mísseis e aeronaves a centenas de quilômetros de distância.

Antes do ataque, a Força Aérea americana tinha cerca de 16 aeronaves desse tipo em operação.
Destroços do avião de vigilância E-3 Sentry, usado para monitoramento aéreo e controle de operações, após ser atingido em ataque na Arábia Saudita — Foto: AFP
Destroços do avião de vigilância E-3 Sentry, usado para monitoramento aéreo e controle de operações, após ser atingido em ataque na Arábia Saudita — Foto: AFP

O episódio ocorre em meio a uma sequência de ataques iranianos contra estruturas militares dos EUA no Golfo, que, nas últimas semanas, atingiram sistemas de radar, baterias de defesa antimísseis, drones e aeronaves em bases na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait, segundo relatos da imprensa internacional.

As ofensivas fazem parte da resposta de Teerã à atuação americana na região e ampliam a tensão em uma das áreas estratégicas para a produção e o transporte global de petróleo.

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Entenda quais são os desafios para navegar em segurança em Ormuz

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Com o bloqueio da rota marítima pela Guarda Revolucionária Islâmica, os EUA traçam planos para implementar medidas de proteção para petroleiros
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Da Reuters
29/03/26 às 10:00 | Atualizado 29/03/26 às 10:06
Postado em 29 de Março de 2.026 às 10h15m
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Estreito de Ormuz  • CNN

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o transporte marítimo "de e para portos de aliados e apoiadores dos inimigos israelenses e americanos" está proibido em qualquer corredor ou para qualquer destino, informou a mídia estatal iraniana.

A Guarda Revolucionária Islâmica acrescentou que o Estreito de Ormuz está fechado e que qualquer trânsito por essa hidrovia enfrentará "medidas severas".

Três navios porta-contentores de diferentes nacionalidades foram impedidos de atravessar o Estreito de Ormuz após avisos da marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo relatos da mídia.

O Estreito de Ormuz, uma passagem estreita de água entre o Irã e Omã que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é a única saída marítima para países produtores de petróleo e gás, como Kuwait, Irã, Iraque, Catar e Emirados Árabes Unidos.

Os preços do petróleo subiram brevemente para o nível mais alto desde 2022. Segundo as Nações Unidas, os altos preços do petróleo podem desencadear outra crise do custo de vida, como aconteceu após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Um conflito prolongado também poderia causar um choque nos preços dos fertilizantes, colocando em risco a segurança alimentar global. Cerca de 33% dos fertilizantes do mundo, incluindo enxofre e amônia, passam pelo Estreito, segundo a empresa de análise Kpler. 

Uma guerra prolongada poderia alimentar os temores de uma crise econômica global semelhante às que se seguiram aos choques do petróleo no Oriente Médio na década de 1970.

O que o Irã ameaçou?

A Guarda Revolucionária do Irã alertou que qualquer navio que passar pelo estreito será alvejado. Pelo menos 11 navios foram atacados desde o início do conflito.

Mas a maior parte do tráfego foi interrompida, em parte por precaução e também porque as seguradoras aumentaram os prêmios em até 300%.

O que os EUA e os outros países prometeram?

O presidente Donald Trump afirmou em março que os EUA forneceriam proteção aos petroleiros através do Estreito. 

Ele também afirmou ter ordenado à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos que fornecesse seguros e garantias para as empresas de transporte marítimo.  

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que vários países europeus, a Índia e outros estados asiáticos estavam planejando uma missão conjunta para fornecer proteção. Mas ressaltou que tal operação só poderia ocorrer após o fim do conflito.

A França está deslocando cerca de uma dúzia de navios de guerra, incluindo o seu grupo de ataque de porta-aviões, para o Mediterrâneo Oriental, Mar Vermelho e, potencialmente, para o Estreito de Ormuz.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, conversou com os líderes da Alemanha e da Itália sobre opções para fornecer apoio à navegação comercial no estreito, disse um porta-voz na semana passada.

"Estamos analisando uma série de opções", disse o general Caine a repórteres no Pentágono, sem fornecer detalhes.

Por que é tão difícil proteger Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma área marítima de difícil defesa. As rotas de navegação têm apenas três quilômetros de largura, e os navios precisam fazer uma curva em frente às ilhas iranianas e a uma costa montanhosa que oferece cobertura às forças iranianas, de acordo com a corretora de transporte marítimo SSY Global.

A marinha convencional do Irã foi em grande parte destruída, mas a Guarda Revolucionária Islâmica ainda possui um arsenal considerável de armas capazes de causar danos.

Isso inclui lanchas de ataque rápido, embarcações de superfície não tripuladas, lanchas rápidas, minissubmarinos, minas e até mesmo jet skis carregados de explosivos, afirmou Tom Sharpe, comandante aposentado da Marinha Real Britânica.

Segundo o Centro para a Resiliência da Informação, um grupo de pesquisa sem fins lucrativos, Teerã tem capacidade para produzir cerca de 10.000 drones por mês.

A escolta de três ou quatro navios por dia através do estreito seria viável a curto prazo, utilizando sete ou oito destróieres para fornecer cobertura aérea, e dependeria de o risco representado por minissubmarinos ter sido reduzido, mas fazê-lo de forma sustentável durante meses exigiria mais recursos, disse Sharpe.

Imagem de satélite do Estreito de Ormuz • Gallo Images via Getty Images
Imagem de satélite do Estreito de Ormuz • Gallo Images via Getty Images

Mesmo que a capacidade do Irã de implantar mísseis balísticos, drones e minas flutuantes fosse destruída, os navios ainda enfrentariam a ameaça de operações suicidas, disse Adel Bakawan, diretor do Instituto Europeu de Estudos do Oriente Médio e Norte da África.

Se a guerra se prolongar por semanas, algum tipo de escolta será providenciada, afirmou Kevin Rowlands, editor do RUSI Journal, do Royal United Services Institute.

"O mundo precisa que o petróleo flua pelo Golfo, e por isso estão em andamento planos para implementar medidas de proteção", disse ele.

O que aconteceu em outros pontos críticos de estrangulamento do transporte marítimo na região?

Os Houthis do Iêmen, um grupo aliado a Teerã, mas com um arsenal militar muito menor, conseguiram interromper a maior parte do tráfego marítimo que passa pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Bab el-Mandeb, a caminho do Canal de Suez, por mais de dois anos.

Isso ocorreu apesar da proteção fornecida pelas forças lideradas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

A maioria das companhias de navegação ainda utiliza uma rota muito mais longa, passando pelo extremo sul da África. A empresa dinamarquesa Maersk havia anunciado que iniciaria um retorno gradual à rota do Canal de Suez a partir de janeiro.

Uma força liderada pela UE tem tido mais sucesso no combate à pirataria ao largo da costa da Somália, mas isso ocorreu contra forças muito menos bem equipadas do que a Guarda Revolucionária do Irã.

Existem alternativas ao uso do Estreito?

Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita têm procurado formas de contornar o estreito através da construção de mais oleodutos.

Mas essas opções não estão operacionais atualmente, e um ataque a um gasoduto leste-oeste da Arábia Saudita pelos houthis em 2019 mostrou que essas alternativas também eram vulneráveis.

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Coreia do Norte realiza teste de motor para míssil capaz de atingir o território continental dos EUA

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O teste provavelmente indica que Kim Jong-un pretende ampliar e modernizar um arsenal de mísseis.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 29 de Março de 2.026 às 05h00m
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Coreia do Norte testa motor para míssil capaz de atingir território continental dos EUA
Coreia do Norte testa motor para míssil capaz de atingir território continental dos EUA

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, acompanhou um teste de um motor de combustível sólido de alta potência para armas e o elogiou como um avanço para reforçar a capacidade militar estratégica do país, informou a mídia estatal neste domingo (29).

O teste provavelmente indica que Kim pretende ampliar e modernizar um arsenal de mísseis capazes de alcançar o território continental dos Estados Unidos.

A reportagem da agência estatal Korean Central News Agency (KCNA) foi divulgada dias depois de Kim fazer um discurso no Parlamento norte-coreano, prometendo consolidar de forma irreversível o status do país como potência nuclear e acusando os EUA de terrorismo de Estado e agressãoglobal, em aparente referência à guerra no Oriente Médio.

Kim observou o teste terrestre do novo motor aprimorado, que utiliza material composto de fibra de carbono. Segundo a KCNA, o empuxo máximo do motor é de 2.500 quilotoneladas, acima das cerca de 1.971 quilotoneladas registradas em um teste semelhante em setembro.

Esta foto sem data, fornecida em 29 de março de 2026 pelo governo norte-coreano, mostra o que afirma ser um teste de motor a combustível sólido em um local não divulgado na Coreia do Norte. Jornalistas independentes não tiveram acesso para cobrir o evento retratado nesta imagem distribuída pelo governo norte-coreano. — Foto: Agência Central de Notícias da Coreia/Serviço de Notícias da Coreia via AP
Esta foto sem data, fornecida em 29 de março de 2026 pelo governo norte-coreano, mostra o que afirma ser um teste de motor a combustível sólido em um local não divulgado na Coreia do Norte. Jornalistas independentes não tiveram acesso para cobrir o evento retratado nesta imagem distribuída pelo governo norte-coreano. — Foto: Agência Central de Notícias da Coreia/Serviço de Notícias da Coreia via AP

Especialistas afirmam que o aumento da potência do motor pode estar ligado aos esforços para instalar múltiplas ogivas em um único míssil, aumentando as chances de superar as defesas dos EUA.

A KCNA não informou exatamente quando ou onde o teste ocorreu.

Ao lado da filha, Kim Jong-un assiste a teste de míssil da Coreia do Norte
Ao lado da filha, Kim Jong-un assiste a teste de míssil da Coreia do Norte

O teste foi realizado como parte do programa de cinco anos de expansão militar do país, que inclui o aprimoramento demeios de ataque estratégico, termo que geralmente se refere a mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear.

Kim disse que o teste mais recente tem grande significado para elevar o poder militar estratégico do país ao mais alto nível, segundo a KCNA.

Nos últimos anos, a Coreia do Norte realizou diversos testes de mísseis balísticos intercontinentais, demonstrando potencial para atingir o território continental dos EUA, incluindo modelos com combustível sólido, que dificultam a detecção antes do lançamento. Já os mísseis mais antigos, de combustível líquido, precisam ser abastecidos antes do disparo e não podem permanecer preparados por muito tempo.

Alguns especialistas estrangeiros dizem que o país ainda enfrenta desafios tecnológicos antes de ter um ICBM totalmente funcional, como garantir que as ogivas resistam às condições extremas da reentrada na atmosfera. Outros contestam essa avaliação, considerando o tempo que o país já investiu em seus programas nuclear e de mísseis.

A Coreia do Norte intensificou seus esforços para expandir seu arsenal nuclear desde que a diplomacia de alto nível entre Kim e o então presidente dos EUA, Donald Trump, fracassou em 2019. Em um congresso do Partido dos Trabalhadores em fevereiro, Kim deixou aberta a possibilidade de diálogo com Trump, mas pediu que Washington abandone a exigência de desnuclearização como condição prévia para negociações.

- Esta foto, fornecida pelo governo norte-coreano, mostra seu líder Kim Jong Un, ao centro, aplaudindo após ser reeleito para o cargo máximo do Partido dos Trabalhadores, durante o Congresso do partido em Pyongyang, em 22 de fevereiro de 2026. — Foto: Agência Central de Notícias da Coreia/Serviço de Notícias da Coreia via AP, Arquivo
- Esta foto, fornecida pelo governo norte-coreano, mostra seu líder Kim Jong Un, ao centro, aplaudindo após ser reeleito para o cargo máximo do Partido dos Trabalhadores, durante o Congresso do partido em Pyongyang, em 22 de fevereiro de 2026. — Foto: Agência Central de Notícias da Coreia/Serviço de Notícias da Coreia via AP, Arquivo

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