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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Dólar fecha em alta a R$ 5,17 após trégua entre Israel e Irã; Ibovespa cai

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Na sexta-feira, a moeda americana avançou 1,78%, cotada a R$ 5,1566, no maior patamar desde 2 de abril. Já a bolsa recuou 0,77% e fechou abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 08 de Junho de 2.026 às 10h00m
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Dólar sobe após suspensão de ataques entre Irã e Israel
Dólar sobe após suspensão de ataques entre Irã e Israel

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (8) em alta, com os investidores acompanhando os desdobramentos da trégua entre Israel e Irã. A moeda norte-americana subiu 0,45%, para R$ 5,1798. após atingir R$ 5,1951 na máxima do dia. Já o Ibovespa caiu 0,32%, aos 168.471 pontos.

▶️ As tensões no Oriente Médio ficam mais uma vez no radar dos investidores nesta segunda-feira. No final de semana Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo em abril. A sequência começou com uma ofensiva israelense a Beirute no final de semana. Teerã respondeu com mísseis e gerou novas retaliações. Os ataques só foram interrompidos após apelo do presidente americano, Donald Trump.

  • Em meio às tensões, os preços do petróleo no mercado internacional operam em alta. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,36%, cotado a US$ 94,36. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha alta de 0,92%, cotado a US$ 91,37 o barril.

▶️ Na agenda de indicadores, os destaques da semana ficam com os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. A decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) também fica no radar.

  • Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, do BC, registrou uma nova alta nas estimativas de inflação pelo mercado financeiro em 2026, na 13ª semana seguida de aumento. Os analistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,45%;
  • Acumulado do mês: +2,72%;
  • Acumulado do ano: -5,63%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,32%;
  • Acumulado do mês: -3,06%;
  • Acumulado do ano: +4,56%.
Escalada das tensões no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio mergulhou em uma nova fase, após Irã e Israel trocarem ataques mútuos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. (acompanhe os principais acontecimentos)

A ofensiva começou no último domingo, após Irã ter lançado uma série de mísseis em direção a Israel no último domingo, em retaliação a um ataque israelense na capital do Líbano. Com isso, Israel realizou novos bombardeios a "alvos militares" no Irã — explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera.

Esta também foi a segunda vez em menos de 24 horas que Israel desafia Donald Trump e realiza ataques a países da região.

"A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco", disseram as forças de Israel, em suas redes sociais.

Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute.

Trump usou o seu perfil no Truth Social para mostrar sua insatisfação com a volta dos confrontos entre os dois países, mas afirmou que Irã e Israel "estão buscando" um acordo de cessar-fogo após os novos ataques.

Mercados globais

Com as novas tensões no Oriente Médio e em meio às expectativas pelos novos dados de inflação previstos para esta semana, os índices de Wall Street fecharam sem direção única.

No final das negociações, o S&P 500 avançou 0,30%, aos 7.405,81 pontos, e o Nasdaq subiu 0,86%, aos 25.931,56 pontos. Já o Dow Jones destoou dos demais índices e recuou 0,15%, aos 50.791,17 pontos.

Já do outro lado do Atlântico, a maioria das bolsas europeias fechou em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,2%, aos 621,73 pontos, após atingir a mínima em duas semanas no início da sessão.

Já entre os principais índices da região, o alemão DAX caiu 0,58%, enquanto o francês CAC-40 perdeu 0,12%. O britânico FTSE 100, por sua vez, fechou em alta de 0,05%.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong encerraram em seus níveis mais baixos em dois meses nesta segunda-feira, acompanhando uma queda global no setor de tecnologia.

O índice CSI300 caiu 2,4%, enquanto o Shangai Composite Index recuou 1,7% e o Hang Seng perdeu 1,2%.

Já no Japão, o Nikkei teve perdas de 3,85%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 8,29%.

Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

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sábado, 6 de junho de 2026

Análise: Batalha subaquática intensifica com ameaças a cabos e oleodutos

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Pacto AUKUS (entre Austrália, Reino Unido e EUA) cria veículos não tripulados para combater riscos
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Tim Lister, da CNN
06/06/26 às 08:00 | Atualizado 06/06/26 às 08:00
Postado em 06 de Junho de 2.026 às 08h30m
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O logotipo do AUKUS é exibido durante a Security Equipment International (DSEI) no London Excel, em 09 de setembro de 2025, em Londres, Inglaterra  • John Keeble/Getty Images

Os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido deram um grande passo no combate às crescentes ameaças a oleodutos e cabos submarinos, que transportam enormes quantidades de energia e dados pelo mundo.

Os três governos planejam desenvolver novos veículos submarinos não tripulados como parte do pacto de defesa trilateral AUKUS.

O acordo foi anunciado durante uma reunião dos ministros da Defesa dos três países em Cingapura, com as primeiras entregas previstas para o próximo ano.

Governos ocidentais enxergam um risco crescente de sabotagem russa e chinesa aos cabos submarinos e também estão preocupados com a possibilidade de o Irã tentar explorar as diversas redes de dados que atravessam as águas rasas do Golfo Pérsico.

"O leito marinho é um campo de batalha, disse o ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, em Cingapura, pedindo medidas mais rigorosas contra os chamados navios da frota sombra.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido severamente crítico em relação aos aliados europeus por gastarem pouco com defesa e não ajudarem a restaurar a liberdade de navegação no Golfo. Ainda assim, os EUA continuaram a colaborar com governos da Europa e da Ásia em novas tecnologias de defesa, especialmente drones.

O programa vai aprimorar as capacidades de reconhecimento e ataque das três nações, e reforçar a superioridade em guerra anti-submarino e anti-superfície, assim como medidas contra minas, informou o AUKUS.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os veículos seriam altamente adaptáveis e apoiarem operações submarinas, mantendo nossa vantagem coletiva no domínio marítimo.

O novo projeto do AUKUS vai aprimorar a capacidade dos três países de responder a ameaças, incluindo aquelas direcionadas a cabos e oleodutos submarinos, por meio de uma série de sensores e sistemas de armas de ponta para drones submarinos, disse o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey.

Marles afirmou que os cabos de internet submarinos – “as artérias da civilização moderna” – estão sendo cortados em um ritmo sem precedentes, com nações insulares como a Austrália particularmente vulneráveis.

Nos últimos 18 meses, testemunhamos uma série de ataques contra infraestrutura crítica submarina em uma escala e frequência historicamente sem precedentes, disse ele.

O governo do Reino Unido também destacou a vulnerabilidade das autoestradas digitais do mundo.

Todo pagamento internacional, todo comércio transfronteiriço executado em milissegundos, todo fluxo de dados entre empresas aqui no Reino Unido e mercados no exterior — tudo viaja pelo leito marinho, disse a ministra de Telecomunicações Liz Lloyd na sexta-feira.

Uma rede vulnerável

Cerca de 570 cabos (além de outros 80 planejados) transportam entre 95% e 99% dos dados de telecomunicações intercontinentais do mundo. Cabos de fibra óptica podem transmitir terabits por segundo; satélites lidam com volumes muito menores.

Redes de cabos de energia verde, que transportam eletricidade, também estão começando a se espalhar pelos leitos marinhos do mundo.

No mês passado, o Reino Unido afirmou ter rastreado três submarinos russos realizando, de forma secreta, levantamento de cabos submarinos no Atlântico Norte.

Healey alertou o presidente russo, Vladimir Putin: “Vemos sua atividade sobre nossos cabos e oleodutos. E você deve saber que qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada e terá sérias consequências.

Uma investigação parlamentar do Reino Unido alertou no ano passado que a infraestrutura do país poderia ser alvo em uma crise, acrescentando que “não tinha confiança de que o Reino Unido conseguiria impedir tais ataques ou se recuperar dentro de um período de tempo aceitável.

A Marinha do Reino Unido já está explorando a criação de uma força híbrida que incorpora o uso amplo de drones subaquáticos para combater ameaças russas no Atlântico.

A Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas da Rússia desenvolveu submarinos especializados para esse tipo de missão de vigilância, segundo reportagens anteriores da CNN.

CNN também já relatou preocupações entre agências de inteligência europeias sobre atividades de sabotagem e espionagem realizadas pela chamada frota sombra” russa de petroleiros.

Desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, ocorreram vários incidentes no Mar Báltico envolvendo danos a gasodutos e cabos de internet.

O surgimento de enormes centros de dados de inteligência artificial ao redor do mundo aumentou a importância das redes de cabos submarinos.

Vários desses centros estão sendo desenvolvidos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. Eles exigem segurança física e formas de entregar grandes volumes de serviços digitais a clientes fora da região por meio de uma rede de cabos de fibra óptica submarinos.

O conflito no Golfo tem interrompido planos da gigante de tecnologia norte-americana Meta e de seus parceiros para desenvolver o projeto 2Africa Pearls no Golfo, uma extensão de um sistema de cabos submarinos de 45.000 quilômetros.

Cerca de meia dúzia de cabos submarinos principais passam sob o Estreito de Ormuz, transportando um enorme volume do tráfego global de internet para comércio eletrônico, serviços em nuvem, bancos e comunicações.

mídia estatal iraniana tem destacado a vulnerabilidade desse corredor, com a agência semioficial Tasnim recentemente publicando um mapa dos cabos submarinos que passam pelo Estreito de Ormuz e descrevendo-os como altamente vulneráveis.

Todos os cabos de fibra óptica que passam pelo Estreito de Ormuz deveriam estar sujeitos a permissões de supervisão e taxas soberanas, escreveu o veículo semioficial iraniano Khabar Online no sábado.

Quase todos os cabos submarinos passam pelo Mar Vermelho, transportando a grande maioria do tráfego de dados entre Europa, Ásia e África.

Assim como no Estreito de Ormuz, uma interrupção nessa região — seja no transporte marítimo, nos cabos submarinos ou em ambos — teria consequências econômicas rápidas e amplas.

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

PIX x Zelle: veja as diferenças entre os sistemas de pagamento do Brasil e dos EUA

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Embora ambos permitam transferências rápidas, o PIX é um sistema público e amplamente integrado ao mercado brasileiro, enquanto o Zelle é uma rede privada e mais limitada em uso.
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Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 05 de Junho de 2.025 às 06h05m
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PIX x Zelle: entenda a diferença entre os dois sistemas de pagamentos
PIX x Zelle: entenda a diferença entre os dois sistemas de pagamentos

O Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (4), após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro compará-lo ao PIX em entrevista à rádio TMC.

A declaração ocorre em meio a críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro, com acusações de que o país favorece a ferramenta em detrimento de empresas americanas. (entenda mais abaixo)

Mas afinal, qual é a diferença entre os dois sistemas? Veja abaixo:

PIX x Zelle — Foto: Reprodução/GloboNews
PIX x Zelle — Foto: Reprodução/GloboNews

Público x privado

O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público. A ferramenta foi desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil em 2020. O BC também é responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema.

Já o Zelle — cuja pronúncia é Zell — foi lançado em 2017 e é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos.

O sistema foi criado pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Integração limitada

Embora o Banco Central estude permitir transferências diretas do PIX para contas no exterior, o sistema brasileiro — assim como o americano — ainda está limitado a operações entre contas nacionais.

A principal diferença, portanto, está no grau de integração com o sistema financeiro.

Enquanto o PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, o Zelle é restrito às instituições participantes do sistema.

Segundo dados oficiais, o Zelle está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.

De acordo com informações do Banco Central, o PIX é usado por cerca de 80% da população brasileira, o que representa mais de 170 milhões de pessoas físicas do país.

O gráfico abaixo mostra a movimentação financeira em PIX nos últimos cinco anos.

MOVIMENTAÇÕES DE RECURSOS PELO PIX
EM R$ TRILHÕES


Fonte: BANCO CENTRAL

Uso no dia a dia

Enquanto o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, o PIX pode ser usado em diversas situações do dia a dia.

Segundo o Banco Central, além de transferências entre pessoas, o PIX também pode ser usado para:

  • pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços;
  • pagamentos entre empresas;
  • recolhimento de receitas públicas e contribuições; e
  • pagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos.

Além disso, o PIX é gratuito para pessoas físicas e costuma ter custo mais baixo para empresas. Já o Zelle pode ou não ser gratuito, a depender das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito. De acordo com uma pesquisa realizada no terceiro trimestre do ano passado, no entanto, "quase todos" os bancos e cooperativas que disponibilizam o sistema não cobram taxas de consumidores.

Por fim, enquanto o PIX é instantâneo, o Zelle pode levar alguns minutos para que o valor fique disponível ao destinatário.

Dá pra cancelar um pagamento?

Segundo o site oficial do Zelle, o usuário só pode cancelar um pagamento se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.

Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado, alerta o site.

Já o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado para ajudar vítimas de fraude. O Banco Central ressalta, no entanto, que a ferramenta não garante o ressarcimento.

A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude, diz o BC.

No caso de transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução. Ainda assim, o BC lembra que o Código Penal trata da apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro.

O PIX também conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco.

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Brasil e Suécia negociam produção de novos caças Gripen em fábrica brasileira

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Aeronaves suecas deverão ser produzidas em solo nacional, mirando mercado da América Latina. Governo descreve programa como chave para redução da dependência externa.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 04 de Junho de 2.026 às 17h00m
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FAB começa a usar caças Gripen na defesa da Capital Federal
FAB começa a usar caças Gripen na defesa da Capital Federal

O Brasil assinou nesta quinta-feira (4) um acordo de intenções com a Suécia para potencialmente comprar 20 novos caças do modelo Gripen E e F, da fabricante Saab.

O ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, disse que as aeronaves seriam fabricadas no Brasil, durante coletiva de imprensa em Estocolmo, ao lado da sua contraparte brasileira, José Mucio.

Os dois países já haviam assinado em 2014 outro acordo, avaliado em 4,5 bilhões de dólares (o equivalente, hoje, a quase R$ 23 bilhões), para a aquisição de outros 36 caças Gripen pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os primeiros jatos já foram recebidos, e a expectativa é que o restante seja entregue até 2027.

À época do primeiro acordo do Brasil com a Saab, o Gripen desbancou o F-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault Aviation SA.

Lula chegou a ser acusado de favorecer a fabricante sueca anos depois, mas o processo contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) acabou suspenso em 2022 pelo então ministro Ricardo Lewandowski.

Em 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos intimou a Saab a prestar informações sobre o negócio.

Brasil assina acordo para comprar mais 20 caças Gripen — Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance
Brasil assina acordo para comprar mais 20 caças Gripen — Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance

Produção em solo nacional

Uma segunda fase da cooperação firmada nesta quinta envolveria ainda a transferência de tecnologia para a produção das aeronaves no Brasil, mirando o mercado da América Latina.

A Embraer e a Saab lançaram, em 2023, a primeira linha de produção da aeronave no Brasil, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, prevendo ali a fabricação de 15 das 36 aeronaves abrangidas pelo acordo inicial.

Em março deste ano, foi apresentado o primeiro caça produzido em território nacional, no que o governo brasileiro descreveu como passo importante na redução da dependência externa. Uma nova entrega está prevista para este ano.

"Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania, afirmou, então, o presidente Lula.

Presidente durante a cerimônia de apresentação do primeiro Caça F-39 E Gripen montado no Brasil. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Presidente durante a cerimônia de apresentação do primeiro Caça F-39 E Gripen montado no Brasil. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Preço ainda desconhecido

Segundo a Folha de S.Paulo, o anúncio surpreendeu pessoas familiarizadas com o tema, em vista da redução orçamentária que afeta o Ministério da Defesa. Serão suprimidos R$ 4,3 bilhões neste ano da pasta, a mais impactada pelos cortes na Esplanada.

Por sua vez, Jonson não quis especificar o valor da operação e ressaltou que "é algo que ainda deve ser discutido" entre o Brasil e a fabricante sueca dos caças.

Na prática, as aeronaves são usadas para o treinamento de pilotos e mecânicos, além de poderem atuar em operações aéreas.

Segundo o governo brasileiro, o programa Gripen beneficia ainda o país com o fortalecimento da capacidade de defesa, "incremento tecnológico, geração de postos de trabalho altamente qualificados e ampliação de oportunidades econômicas". O Planalto estima que sejam gerados cerca de 13 mil empregos, incluindo 2,2 mil diretos e 10,8 mil indiretos.

A declaração conjunta assinada por Brasil e Suécia destaca ainda "o estabelecimento de um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento e à exploração de novos sistemas e equipamentos aplicáveis à operação, manutenção e melhoria dos caças Gripen".

Caças F-39 Gripen da FAB — Foto: Reprodução/SO Johnson/Força Aérea Brasileira
Caças F-39 Gripen da FAB — Foto: Reprodução/SO Johnson/Força Aérea Brasileira

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