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quarta-feira, 8 de abril de 2026

EUA x Irã: entenda o que levou Trump a um acordo de cessar-fogo

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Em entrevista ao CNN Novo Dia, a professora Ana Carolina Marson explica que fechamento do Estreito de Ormuz, queda de popularidade e inflação global causada pelo aumento do preço do petróleo foram fatores decisivos
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Da CNN Brasil
08/04/26 às 12:41 | Atualizado 08/04/26 às 12:41
Postado em 08 de Abril de 2.026 às 13h00m
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O cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira (7) e posteriormente confirmado por autoridades iranianas, marca um momento significativo na escalada de tensões entre os dois países. As partes agora se preparam para negociações que devem acontecer nesta sexta-feira (10), no Paquistão.

De acordo com Ana Carolina Marson, professora de relações internacionais da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo), em entrevista ao CNN Novo Dia, o Irã sai fortalecido deste confronto.

"O Irã conseguiu resistir mais do que nós esperávamos. Estados Unidos, que é a maior potência militar hoje, tem um orçamento militar descolado do resto do orçamento do mundo, então ele tem um potencial que o Irã não tem e o Irã ainda assim conseguiu resistir", explicou a especialista.



A professora destacou que a guerra de narrativas sempre esteve presente neste conflito. "Nós vemos que Estados Unidos, desde o início, com 48 horas de guerra, afirmou que tinha atingido seus objetivos, Irã falou que não. Em seguida, vimos que Estados Unidos falaram que estavam em negociações com o Irã, o Irã afirmou que não", pontuou Ana Carolina.

Segundo a especialista, não é possível afirmar que houve um vitorioso no conflito: "Foi um conflito que teve uma série de violações de direitos humanos, tem uma consequência humanitária muito grande e vemos que deixou uma consequência econômica gigantesca". No entanto, ela ressalta que "o Irã sai fortalecido porque conseguiu resistir às investidas de Israel e dos Estados Unidos".

Motivações para o cessar-fogo

Ana Carolina Marson explicou os fatores que levaram Trump a buscar um acordo neste momento: "Esse cessar-fogo é porque o Estreito de Ormuz está fechado, Donald Trump está sofrendo uma perda de popularidade muito grande, ele está vendo as consequências das suas ações e esse aumento significativo no preço do petróleo, que já começa a gerar uma inflação mundial".

A especialista lembrou que o aumento nos preços do diesel e da gasolina já é sentido no Brasil e nos Estados Unidos, embora em menor escala no país norte-americano devido ao recebimento de petróleo da Venezuela. Ela também destacou que Trump havia colocado uma série de ultimatos que não conseguiu reforçar.

"Vemos que chegou em um momento que o próprio post de ontem do True Social, que colocou todo mundo sob alerta, foi extremamente significativo justamente por isso, porque mostra como o Donald Trump estava acuado, digo até desesperado, por uma solução", afirmou a professora, ressaltando que a solução precisava dar a impressão de que os Estados Unidos saíram vitoriosos.

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Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Tópicos


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terça-feira, 7 de abril de 2026

Hackers iranianos miram infraestrutura crítica dos EUA, alertam agências americanas

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Órgãos como o FBI e o Departamento de Energia dos EUA afirmaram que hackers já causaram 'interrupção operacional e prejuízo financeiro'.
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 Por Redação g1

Postado em 07 de Abril de 2.026 às 18h35m
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Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite'
Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite'

Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país, incluindo serviços de água, esgoto, energia e órgãos de governos locais.

Os hackers buscam causar "impactos nos EUA" e já provocaram"interrupções em serviços e prejuízos financeiros", afirmaram as autoridades em comunicado.

O alerta foi emitido pelo FBI, pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Defesa Cibernética (CISA), pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo Comando Cibernético dos EUA e pelo Departamento de Energia.

O comunicado das agências não especifica quais são os alvos, mas afirma que os invasores miram sistemas usados para controlar e monitorar equipamentos de operações de infraestrutura crítica.

Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA — Foto: Reuters/Dado Ruvic
Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA — Foto: Reuters/Dado Ruvic

"Organizações de vários setores da infraestrutura crítica dos EUA sofreram interrupções por meio de interações maliciosas com arquivos de projeto e da manipulação de dados", diz o comunicado.

Segundo o comunicado, os ataques exploram dispositivos como controladores lógicos programáveis fabricados pela empresa americana Rockwell Automation. Esses aparelhos são computadores industriais que funcionam como o "cérebro" das operações.

As agências afirmaram que "organizações dos EUA devem revisar com urgência as táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) e os indicadores de comprometimento (IOCs)" para buscar sinais de atividade atual ou passada por terceiros em suas redes.

Os órgãos de segurança destacaram ainda que já tinham reportado ataques a controladores lógicos por parte do grupo "CyberAv3ngers" (também conhecido como Shahid Kaveh Group), ligado à estrutura de ataques cibernéticos da Guarda Revolucionária do Irã.

Hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram em março que invadiram sistemas da empresa americana de tecnologia médica Stryker. Eles alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas.

Em outro caso, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à própria rede usando uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, segundo pesquisadores da empresa americana de segurança digital Halcyon.

O alerta de autoridades americanas de segurança foi publicado logo após o presidente Donald Trump afirmar que "uma civilização inteira morrerá nesta noite", horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra
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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Petróleo sobe após Irã e EUA rejeitarem proposta de cessar-fogo

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Fechamento do Estreito de Ormuz interrompe exportações do Oriente Médio e leva refinarias a buscar alternativas; Trump ameaça novas ações se o bloqueio continuar.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 0 de Abril de 2.026 às 18h15m
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Os preços do petróleo passaram a subir levemente nesta segunda-feira (6), em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã sobre uma possível trégua no conflito. Investidores seguem cautelosos diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento global da matéria-prima.

Por volta das 10h45 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 0,1%, para US$ 109,13 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), usado como referência nos EUAs, subia 0,69%, ou 77 centavos, para US$ 112,31 por barril.

As oscilações refletem a incerteza em torno da guerra e das negociações diplomáticas. EUA e Irã receberam um esboço de proposta para encerrar o conflito, mas Teerã rejeitou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

A resposta americana veio em seguida. O presidente Donald Trump afirmou que poderia fazer chover inferno sobre o país caso um acordo não seja alcançado até o fim de terça-feira.

Já o governo iraniano disse ter definido suas próprias posições e exigências em resposta às propostas de cessar-fogo apresentadas por intermediários.

Estreito de Ormuz segue parcialmente fechado

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Por ele passam carregamentos de países como Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, a passagem permanece em grande parte interrompida após ataques iranianos contra embarcações na região.

Mesmo assim, alguns navios voltaram a atravessar o estreito nos últimos dias. Dados de navegação indicam que um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um navio de transporte de gás japonês passaram pela rota desde quinta-feira.

A movimentação reflete a política do Irã de permitir a passagem de embarcações de países considerados mais próximos diplomaticamente.

Para o analista Ole Hvalbye, da SEB Research, o mercado ainda tenta avaliar os possíveis efeitos da situação.

O mercado está tentando entender o que esperar daqui para frente. A principal notícia do fim de semana foi que alguns navios conseguiram atravessar o estreito, disse.

Segundo ele, a disputa por petróleo também tem alterado o fluxo de abastecimento global, com a Europa perdendo parte das cargas para a Ásia em um cenário de oferta mais restrita.

Refinarias buscam petróleo em outras regiões

Com a interrupção das exportações do Oriente Médio, refinarias passaram a procurar petróleo em outras regiões, principalmente nos EUA e no Mar do Norte, área produtora próxima ao Reino Unido.

Esse movimento aumentou a competição por cargas disponíveis. Como resultado, os prêmios pagos no mercado à vista pelo petróleo WTI americano atingiram níveis recordes, impulsionados pela disputa entre refinarias asiáticas e europeias.

Na Índia, refinarias chegaram a adiar paradas programadas para manutenção para garantir combustível suficiente para atender à demanda interna.

Opep+ tenta ampliar produção

Em meio ao cenário de incerteza, a Opep+ — grupo que reúne países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia — decidiu aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de maio.

Ainda assim, analistas avaliam que o impacto dessa medida pode ser limitado enquanto o conflito continuar afetando o comércio global de petróleo.

Os movimentos da Opep parecem enfrentar limitações relacionadas à disponibilidade de exportações, afirmou Janiv Shah, analista da consultoria Rystad.

A Arábia Saudita também elevou o preço oficial de venda do petróleo Arab Light para a Ásia em maio. O valor foi fixado em um prêmio recorde de US$ 19,50 por barril acima da média de referência Oman/Dubai — aumento de US$ 17 em relação ao mês anterior, segundo a estatal Aramco.

Oferta russa também enfrenta interrupções

Além das tensões no Oriente Médio, o fornecimento russo também sofreu interrupções recentes após ataques de drones ucranianos a terminais de exportação no Mar Báltico.

Segundo relatos da imprensa no domingo, o terminal de Ust-Luga retomou os carregamentos no sábado depois de vários dias de paralisação.

Ao mesmo tempo, as exportações do porto de Tuapse, no Mar Negro, devem subir para 794 mil toneladas métricas em abril. O volume representa um aumento diário de 8,7% em relação às 755 mil toneladas previstas para março, de acordo com dois traders e cálculos da Reuters.

Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos
Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos — Foto: Reuters/Bruno Domingos

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Leapmotor terá modelos B10 e C10 produzidos pela Stellantis em Pernambuco

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Utilitários eletrificados utilizam tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 06 de Abril de 2.026 às 17h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Leapmotor C10 — Foto: Divulgação/Leapmotor
Leapmotor C10 — Foto: Divulgação/Leapmotor

O grupo automotivo Stellantis anunciou nesta segunda-feira (6) que vai produzir dois veículos da marca chinesa Leapmotor em seu polo industrial em Goiana (PE).

Os modelos serão os utilitários eletrificados B10 e C10, que utilizam uma tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico responsável pela tração do veículo.

Publicações especializadas citaram que a produção local ocorrerá a partir de 2027, mas a companhia não confirmou a informação ao ser questionada pela Reuters. Outros detalhes, como o nível de nacionalização dos veículos que serão produzidos em Pernambuco, não foram divulgados.

  A Stellantis chama o sistema de propulsão pela sigla em inglês REEV, e afirma que já começou o desenvolvimento local de versão flex capaz de funcionar também com etanol em qualquer mistura com gasolina.

Segundo a Stellantis, a aplicação da motorização flex na tecnologia REEV "é pioneira no mundo".

"A produção local da Leapmotor em nossa fábrica de Goiana (PE) é uma peça fundamental na estratégia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e América do Sul", disse o presidente da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, em comunicado à imprensa.

A Stellantis anunciou a chegada da marca chinesa ao Brasil no ano passado. O polo automotivo de Goiana produz atualmente modelos das marcas Jeep e RAM.

Fundada em 2015 na cidade de Hangzhou, na China, a Leapmotor é uma fabricante de veículos eletrificados.

Com o apoio da Stellantis — dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citröen e Ram —, a empresa começou suas operações no mercado nacional em 2025 e conta com uma linha inicial de SUVs totalmente eletrificados.

A Stellantis é acionista da Leapmotor desde 2023. As duas companhias formaram em 2024 uma joint venture global — chamada Leapmotor International BV — para expandir a marca para além do mercado chinês.

O Brasil foi o primeiro mercado externo em que a Leapmotor passou a vender seus veículos. A operação começou com 36 concessionárias do grupo Stellantis, distribuídas em 29 cidades.

Leapmotor B10 — Foto: Divulgação/Leapmotor
Leapmotor B10 — Foto: Divulgação/Leapmotor

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domingo, 5 de abril de 2026

Irã diz que utilizou 'nova' defesa aérea para derrubar jato, e reivindica ter derrubado outras 4 aeronaves dos EUA

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Jato F-15E dos EUA foi abatido na sexta, e Washington resgatou os dois tripulantes. Exército iraniano não deu detalhes da nova defesa aérea, mas que teria atacado dois aviões de carga e dois helicópteros envolvido nas operações de extração.
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Por Redação g1

Postado em 05 de Abril de 2.026 às 12h50m
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Irã mostra destroços do que diz ser aviões militares dos EUA
Irã mostra destroços do que diz ser aviões militares dos EUA Irã mostra destroços do que diz ser aviões militares dos EUA

O Exército do Irã afirmou neste domingo (5) que utilizou um "novo" sistema de defesa aérea para derrubar um caça de guerra dos EUA, além de outras 4 aeronaves militares que estariam dedicadas a uma operação para salvar um dos pilotos do jato.

O inimigo deve saber que contamos com novos sistemas de defesa aérea construídos pelos jovens, instruídos e orgulhosos deste país, revelando-os um após o outro no campo. Certamente alcançaremos controle total dos céus do nosso país e provaremos ao mundo, mais do que nunca, a humilhação do inimigo fraco, disse Ebrahim Zolfaqari, um porta-voz do quartel-general das Forças Armadas do Irã.

Zolfaqari não deu detalhes sobre a nova defesa, apenas disse que o sistema pertence à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana e que as defesas "desferiram golpes poderosos, rápidos e precisos contra caças inimigos, helicópteros, drones e outras aeronaves, abatendo um número significativo deles".

Essas aeronaves seriam dois aviões de carga C-130 e dois helicópteros Black Hawk, que estariam participando das operações de resgate dos EUA aos dois pilotos do jato, além de drones MQ-9 e Hermes, disse Zolfaqari. Um A-10 Thunderbolt II também teria sido vítima desse novo sistema, ainda segundo o porta-voz militar.

O porta-voz voltou a dizer também que o Irã abateu um F-35 com o armamento. No entanto, o jato dos EUA que se tem notícia de que tenha sido abatido nos últimos dias é um F-15E. Os dois pilotos foram resgatados após ejetarem. Mesmo assim, um outro F-35 norte-americano foi acertado por defesas aéreas iranianas em 19 de março.

A Guarda Revolucionária iraniana divulgou neste domingo um vídeo que mostra lataria e hélices, em que diz ser dessas aeronaves norte-americanas. Os destroços correspondem com esses modelos de aparatos militares, disse um analista forense militar à agência de notícias Reuters. (Veja no vídeo em destaque)

Destroços em Isfahan, no Irã, do que Teerã afirma serem de aeronaves militares dos EUA. — Foto: Divulgação/Guarda Revolucionária do Irã
Destroços em Isfahan, no Irã, do que Teerã afirma serem de aeronaves militares dos EUA. — Foto: Divulgação/Guarda Revolucionária do Irã

O governo dos EUA não se manifestou oficialmente sobre as alegações de Zolfaqari até a última atualização desta reportagem. No entanto, autoridades militares dos EUA confirmaram à Reuters que aeronaves desses modelos foram alvejadas durante as buscas pelo piloto desaparecido:

  • dois helicópteros Black Hawk foram atingidos por fogo iraniano, mas conseguiram sair do espaço aéreo iraniano. Ainda não se sabe qual a dimensão dos danos ou se o ataque deixou feridos;
  • uma aeronave de transporte que estava estacionada em solo iraniano durante a operação teve que ser destruída porque apresentou uma falha.

O presidente dos EUA, Donald Trump, exaltou o Exército norte-americano pelo resgate aos dois pilotos e disse que ninguém ficou "nem ferido" durante a extração dos militares.

Zolfaqari disse em seu comunicado que as aeronaves dos EUA que as defesas iranianas teriam destruído representam um "fracasso" de Washington em meio à guerra que os dois países travam há mais de um mês.

Dezenas de aeronaves e centenas de soldados foram mobilizados para a ação, segundo a mídia dos EUA. O jornal norte-americano "The New York Times" reportou que as aeronaves que participaram da operação de resgate trocaram ataques com comboios iranianos para os afastar da localização do piloto. Um vídeo mostra disparos feitos contra as forças dos EUA.

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