Total de visualizações de página

terça-feira, 11 de agosto de 2026

IPCA: Inflação desacelera para 0,07% em julho com queda nos preços dos alimentos

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


No acumulado do ano, a inflação está em 3,44% e, nos 12 meses encerrados em julho, em 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Agosto de 2.026 às 14h00m


.#.* -  Post. -- Nº.\  12.445 --  *.#

IPCA desacelera a 0,07% em julho
IPCA desacelera a 0,07% em julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,07% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando a alta havia sido de 0,16%.

No acumulado de 2026, a inflação está em 3,44%. Já nos 12 meses encerrados em julho, a alta é de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho.

  • 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas estabelece um objetivo de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50% a 4,50%.

O grupo Habitação teve a maior alta em julho, de 0,99%, puxado principalmente pelo aumento da conta de luz. A energia elétrica residencial subiu 3,09% no mês, ante 1,53% em junho, e sozinha respondeu por 0,13 ponto percentual da inflação.

Alimentação e bebidas ajudou a segurar a inflação, com queda de 0,67%. Entre os demais grupos, os preços variaram de uma queda de 0,66% em Vestuário a uma alta de 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

IPCA - Inflação oficial mês a mês — Foto: Arte g1
IPCA - Inflação oficial mês a mês — Foto: Arte g1

Veja o resultado dos grupos do IPCA

  • Alimentação e bebidas: -0,67%;
  • Habitação: 0,99%;
  • Artigos de residência: 0,07%;
  • Vestuário: -0,66%;
  • Transportes: 0,05%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%;
  • Despesas pessoais: 0,22%;
  • Educação: -0,03%;
  • Comunicação: 0,04%.
IPCA - Inflação oficial acumulada em 12 meses — Foto: Arte g1
IPCA - Inflação oficial acumulada em 12 meses — Foto: Arte g1

Alimentos mais baratos ajudam a segurar inflação

Os preços de alimentos e bebidas caíram 0,67% em julho, principalmente por causa da redução de 1,14% nos alimentos comprados para consumo em casa. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão:

  • 🍅 tomate (-29,09%),
  • 🥔batata-inglesa (-19,59%),
  • 🥕 cenoura (-14,41%)
  • ☕ café moído (-2,45%).

O tomate foi o produto que mais ajudou a reduzir a inflação no mês. Na outra ponta, o leite longa vida subiu 2,47% e as frutas ficaram 1,20% mais caras.

Já quem comeu fora de casa enfrentou uma alta maior nos preços. A alimentação fora do domicílio subiu 0,55% em julho, contra 0,15% em junho. O preço dos lanches aumentou 0,76%, enquanto o das refeições subiu 0,42%.

Entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, Rio Branco teve a maior alta de preços em julho, de 0,32%, principalmente por causa do aumento das passagens aéreas e da energia elétrica.

Belém teve a maior queda, de 0,45%, influenciada principalmente pela redução dos preços da gasolina e do açaí.

O grupo Habitação acelerou de uma alta de 0,63% em junho para 0,99% em julho, principalmente por causa do aumento da energia elétrica residencial, que passou de 1,53% para 3,09%.

A conta de luz foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês, com impacto de 0,13 ponto percentual.

O resultado considera reajustes nas tarifas de energia em algumas cidades:

  • Em São Paulo, uma das concessionárias aumentou as tarifas em 8,85%, a partir de 4 de julho;
  • Em Porto Alegre, o reajuste foi de 14,89%, válido desde 19 de junho;
  • Em Curitiba, de 19,55%, desde 24 de junho.

Além dos reajustes, a conta de luz continuou sendo influenciada pela bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 0,40%, refletindo reajustes aplicados em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco. Já o gás encanado ficou 0,04% mais barato, devido a uma redução média de 2% nas tarifas no Rio de Janeiro.

Plano de saúde e passagens aéreas ficam mais caros

O grupo Saúde e cuidados pessoais subiu 0,40% em julho, influenciado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, que ficaram 0,64% mais caros. O destaque foi o perfume, com alta de 1,04%.

Os planos de saúde também subiram, 0,42%, refletindo os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Já o grupo Transportes teve alta de 0,05%. As passagens aéreas subiram 11,67%, mas o resultado foi parcialmente compensado pela queda de 1,44% nos combustíveis.

O etanol recuou 2,26%, a gasolina caiu 1,37%, o diesel, 1,22%, e o gás veicular, 0,08%.

Economistas veem espaço limitado para novos cortes de juros

Apesar de estar dentro da meta do BC (4,50%), a inflação acumulada em 12 meses (4,44%) ainda está acima do centro da meta, de 3%. Isso significa que o IPCA está dentro da faixa considerada aceitável pelo BC, mas ainda não está no nível que a autoridade monetária considera ideal.

  • 🔎 Por que a inflação importa para os juros? A inflação é um dos principais indicadores observados pelo Banco Central para decidir se deve manter, aumentar ou reduzir a Selic. Quando os preços sobem de forma persistente e as expectativas ficam acima da meta, o BC tende a manter os juros elevados por mais tempo. Quando a inflação está sob controle e as expectativas melhoram, pode haver espaço para reduzir a taxa.

Para Gabriel Magno, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, o IPCA de julho veio levemente acima do esperado, mas a diferença foi pequena, uma vez que o mercado projetava alta de 0,03%, contra os 0,07% registrados.

Por isso, ele não espera que o resultado altere significativamente a estratégia do Copom para conter os juros.

Como a diferença entre realizado e projetado pelos analistas foi bem pequena, acredito que o Copom [Comitê de Política Monetária] ainda terá um tom mais cauteloso, disse. Magno prevê que a Selic termine o ano em 13,75%, o que representaria apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual em relação ao nível atual.

Já Joel Freitas, diretor e sócio da M7, avaliou que o cenário de inflação continua relativamente favorável, principalmente porque a taxa acumulada em 12 meses está próxima do teto da meta.

Ele ponderou, porém, que serviços como saúde, educação e alimentação fora de casa continuam pressionados pelo mercado de trabalho aquecido.

Para os próximos meses, Freitas espera uma inflação mais controlada, mas destaca que o comportamento dos alimentos e das tarifas de energia elétrica ainda pode alterar esse cenário.

Segundo ele, o fenômeno climático El Niño também pode representar um risco para os preços dos alimentos, já que mudanças nos regimes de chuva e temperatura podem afetar a produtividade das lavouras, atrasar colheitas e reduzir a oferta de produtos mais sensíveis às condições climáticas.

Caso esses impactos se confirmem, a atual trajetória de queda dos preços pode perder força ou até se reverter, com reflexos sobre a inflação. Por isso, o fenômeno deve seguir no radar do Banco Central como um possível vetor de pressão inflacionária nos próximos meses, afirmou Freitas.

Mesmo com a desaceleração dos preços, o Banco Central mantém uma postura cautelosa em relação aos juros. Na ata divulgada nesta terça-feira (11), o Copom afirmou que há riscos elevados para a inflação e que o cenário atual exige serenidade e cautela na condução da política monetária.

Na semana passada, o BC reduziu a Selic de 14,50% para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo. Para a próxima reunião, porém, o Comitê não indicou se continuará reduzindo os juros.

Segundo a ata, a intensidade do ciclo de cortes dependerá da evolução dos indicadores econômicos.

  • 💰 Os gastos públicos podem aumentar o consumo e dificultar a queda da inflação, além de gerar preocupação com a dívida do governo;
  • 🛢️ O BC também monitora fatores externos, como a alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio, e climáticos, que podem encarecer produtos e se espalhar para outros preços.
  • 📈 Outro ponto de atenção são as expectativas: as projeções do mercado para os próximos anos continuam acima da meta, o que pode levar o BC a manter os juros altos por mais tempo.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

"Truculência" inédita dos EUA exige resposta à altura do Brasil, diz fonte

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Funcionário do Itamaraty rechaça críticas sobre politização da diplomacia e diz que reação à revogação de visto de embaixadora deve ser proporcional
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Priscila Yazbek
Correspondente em Nova York, Priscila é apaixonada por coberturas internacionais e econômicas — e por conectar ambas. Ganhou 11 prêmios de jornalismo

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/priscila-yazbek/internacional/tr
11/08/26 às 13:00 | Atualizado 11/08/26 às 13:00
Postado em 11 de Agosto de 2.026 às 13h25m


.#.* -  Post. -- Nº.\  12.444 --  *.#

Itamaraty
Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília  • Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em resposta às críticas feitas à CNN Brasil por alguns diplomatas do governo, que enxergam "politização da política externa" diante da crise EUA-Brasil, uma fonte do Itamaraty afirmou que, se a defesa diante dos ataques dos Estados Unidos não tem precedentes, é porque a truculência dos ataques, das ameaças e da agressão à democracia e à soberania também não têm precedentes.

Ele diz que a linha do tempo das medidas adotadas pelos Estados Unidos em relação ao Brasil desde julho de 2025, quando foi anunciado o tarifaço, deixa clara a falta de disposição do governo de Donald Trump para o diálogo. "Temos tentado a via da negociação há mais de um ano e, nos últimos meses, ficou claro que o outro lado não quer negociar; prefere atacar o Brasil na tentativa de impor sua vontade na eleição [presidencial no  Brasil], disse.

O diplomata procurou a CNN Brasil para rebater as críticas feitas por outros integrantes do Itamaraty, que avaliam que as respostas do governo brasileiro extrapolaram o campo da diplomacia e entraram no terreno político.

Leia mais

  1. Lula evita acirrar tensão com Milei e tenta conter atrito com os EUA
  1. Deputado republicano dos EUA publica foto de Lula capturado como Maduro
  1. Crise Brasil-EUA gera debate interno sobre politização do Itamaraty

Eles argumentam que a negativa de vistos a autoridades americanas, por exemplo, foi uma reação exagerada e contribuiu para escalar a crise entre os dois países. E também consideram que as respostas do Itamaraty e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evocando a defesa da soberania nacional, assumiram um tom eleitoral que foge da tradicional postura adotada pela diplomacia brasileira.

Ao defender a posição do governo, o diplomata afirmou que a ingerência atual dos Estados Unidos não tem precedentes, por isso a resposta "tem que ser proporcional e rápida". "Isso não é politização, é profissionalismo e saber ler a realidade", afirmou. "Não adianta pensar em respostas convencionais para desafios sem precedentes", acrescentou.

Na avaliação do diplomata, diversas autoridades brasileiras continuam sem visto "por ter cumprido sua função, julgar e condenar os golpistas".

"Reitero, não tem precedentes, nem mesmo para o padrão de intervencionismo deles", completa.

Em abril, o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos Estados Unidos pediu que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo deixasse o território americano. O delegado atuava em Miami, na investigação da "Abin Paralela" e de planos de golpe, e foi responsável pela prisão de Alexandre Ramagem no país, aliado da família Bolsonaro.

O ex-deputado foi solto dois dias depois, mas a atuação de Ivo incomodou as autoridades americanas. Em resposta, o governo brasileiro usou o princípio da reciprocidade e expulsou do Brasil um oficial de imigração dos EUA (do órgão Homeland Security), cassando suas credenciais de trabalho.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Veja os 10 terremotos mais mortais da América Latina

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Terremoto de magnitude 7,4 deixou pelo menos 111 mortos, 87 feridos e 61 prédios desabados; líderes mundiais oferecem ajuda à colômbia
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
cnnbrasil.com.br/internacional/
10/08/26 às 16:30 | Atualizado 10/08/26 às 16:30
Postado em 10 de Agosto de 2.026 às 16h45m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.443 --  *.#

Terremoto Colômbia
Moradores e equipes de emergência vasculham os escombros de um prédio que desabou após terremoto, em Cali, na Colômbia 10 de agosto de 2026  • REUTERS/Camilo Rodriguez

Pelo menos 111 pessoas morreram após um forte terremoto atingir o oeste da Colômbia na madrugada desta segunda-feira (10), derrubando prédios em várias cidades e deixando outras presas nos escombros.

O terremoto, que ocorreu poucos dias depois da posse do advogado de direita Abelardo De La Espriella como presidente, acontece na sequência de dois terremotos devastadores que atingiram a vizinha Venezuela em junho, matando mais de 6.000 pessoas.

Leia Mais

  1. Líderes mundiais oferecem ajuda à Colômbia após terremoto
  1. Veja tudo o que se sabe sobre o terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia
  1. Terremoto na Colômbia: Veja momento em que prédio desaba por completo

A América Latina está situada sobre uma complexa rede de falhas geológicas e sofreu alguns dos terremotos mais destrutivos do mundo. Aqui está uma lista de 10 dos mais mortais da região:

1. O terremoto de 2010 no Haiti

Magnitude: 7,0

Número de mortos: 316.000

Apesar de ter registrado uma magnitude menor do que outros terremotos desta lista, o terremoto do Haiti de 2010 foi o segundo mais mortal da história, perdendo apenas para o terremoto da província de Shaanxi, na China, em 1556, que deixou um saldo estimado de 830.000 mortos.

Este terremoto foi particularmente mortal porque atingiu a capital densamente povoada, Porto Príncipe, que carecia de infraestrutura robusta e de edifícios projetados para resistir a fortes tremores. Práticas de construção precárias, edifícios de concreto e a falta de serviços de resposta ao desastre contribuíram para o elevado número de mortes.

O terremoto causou prejuízos estimados em US$ 8 bilhões, quase 120% do PIB do país em 2009.

2. Os terremotos de 1868 no Equador e na Colômbia

Magnitude: 7,7

Número de mortos: 70.000

Começando com um terremoto de menor intensidade nas primeiras horas de 15 de agosto e culminando com um tremor de magnitude 7,7 na manhã seguinte, esse conjunto de terremotos destruiu várias cidades e causou cerca de 40.000 mortes no Equador e 30.000 na Colômbia.

Em um livro publicado naquele ano que documentava o desastre, uma comissão governamental escreveu que a cidade de Ibarra estava adormecida quando o terremoto atingiu a região à 1h15 da manhã. O livro afirmava: "Em menos de três segundos, Ibarra se transformou em um grande e sombrio cemitério. Quase toda a sua população foi soterrada sob os escombros de seus próprios quartos."

3. O terremoto do Peru de 1970

Magnitude: 7,9

Número de mortos: 66.794

Este terremoto submarino desencadeou o deslizamento de terra mais mortal da história, após desestabilizar a parede norte da montanha mais alta do Peru. A massa de gelo glacial e rocha ganhou velocidade e lançou detritos em direção às cidades de Yungay e Ranrahirca a velocidades de até 335 km/h (208 mph).

O deslizamento de terra atingiu as cidades com quase 80 milhões de metros cúbicos (2,8 bilhões de pés cúbicos) de gelo e rochas, soterrando-as sob até 4 metros (13 pés) de lama. Estima-se que 19.000 pessoas morreram em Yungay, enquanto apenas 2.500 sobreviveram. Até 70% de outras cidades, como Chimbote e Huaras, foram destruídas. Quase um milhão de pessoas ficaram desabrigadas.

4. O terremoto do Equador de 1797

Magnitude: 8,3

Número de mortos: 40.000

O terremoto mais poderoso já registrado no Equador, esse tremor atingiu o segundo nível mais alto na escala de intensidade Mercalli Modificada, que mede os efeitos sentidos pelas pessoas.

O terremoto provocou deslizamentos de terra e causou destruição generalizada em todo o Equador, incluindo Quito, Riobamba, Latacunga e Ambato. Historiadores e relatos de testemunhas descrevem tremores violentos que arrasaram prédios em segundos.

5. O terremoto do Chile de 1939

Magnitude: 8,3

Número de mortos: 30.000

O Chile é conhecido pelo terremoto mais forte já registrado — um de magnitude 9,5 em 1960 — mas foi o terremoto de 1939 na cidade de Chillán, no sul do país, que se tornou o mais mortal da história chilena.

Em um livro que documenta os terremotos chilenos, a sismóloga Cinna Lomnitz afirmou que materiais de construção frágeis, como o adobe, juntamente com uma "virtual ausência de projeto de engenharia ou de medidas contra forças laterais", contribuíram para o elevado número de mortes.

O terremoto destruiu as cidades de Chillán e Concepción e levou à criação do primeiro código de construção antissísmico do Chile.

6. O terremoto da Venezuela de 1812

Magnitude: 7,7

Número de mortos: 26.000

Uma análise de 1962 sugere que esse evento foi, na verdade, um conjunto de três terremotos desencadeados uns pelos outros e em proximidade geográfica. O terremoto destruiu cerca de 90% de Caracas e causou milhares de mortes em Barquisimeto, Mérida, La Guaira e San Felipe.

O desastre ocorreu durante a guerra revolucionária da Venezuela contra a Espanha, que as autoridades espanholas chamaram de castigo divino contra os revolucionários. Os Estados Unidos enviaram alimentos e dinheiro para a Venezuela, num dos primeiros exemplos de oferta de ajuda externa.

7. O terremoto de Arica de 1868

Magnitude: 8,5

Número de mortos: 25.000

Este terremoto atingiu a cidade de Arica, no que era então o Peru e hoje é o Chile, destruindo as cidades de Arica, Arequipa, Moquegua, Mollendo e Ilo.

A força da tempestade também provocou um tsunami que arrasou cidades portuárias peruanas e gerou ondas devastadoras até mesmo no Havaí e na Nova Zelândia.

8. O terremoto da Guatemala de 1976

Magnitude: 7,5

Número de mortos: 23.000

Após atingir uma área densamente povoada, incluindo a capital Cidade da Guatemala, às 3h da manhã, este terremoto causou danos em pelo menos 100.000 quilômetros quadrados (38.000 milhas quadradas). Casas de adobe foram destruídas e fortes tremores secundários causaram mortes adicionais. Quase 1,2 milhão de pessoas ficaram desabrigadas e cerca de dois quintos dos hospitais do país foram destruídos.

9. O terremoto da Venezuela de 1797

Magnitude: N/A

Número de mortos: 16.000

O geógrafo e naturalista alemão Barão Alexander von Humboldt documentou este terremoto que destruiu a cidade de Cumana e a área circundante. Testemunhas relataram fortes ruídos subterrâneos e cheiro de enxofre antes do terremoto, e um catálogo de terremotos de 1855 descreveu "chamas subindo da terra, seguidas por um ruído subterrâneo como borbulhas, e então (seguido) por tremores" perto da baía de Cariago.

10. O terremoto de 1861 na Argentina

Magnitude: N/A

Número de mortos: 14.000

O terremoto ocorreu perto da meia-noite e destruiu a maioria dos edifícios, incluindo a Basílica de São Francisco, na cidade de Mendoza. Os onipresentes lampiões a gás da época contribuíram para incêndios que se alastraram pelos escombros e duraram dias, levando a saques e pilhagens generalizadas.

O banco de dados de terremotos significativos não fornece a magnitude do tremor, mas outros registros estimam que ele tenha atingido magnitude 7,2.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

inglês
Tópicos


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Terremoto na Colômbia: Veja momento em que prédio desaba por completo

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Morades nas ruas ao redor do local foram vistos fugindo em pânico enquanto edifício de quatro andares caía
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Milan Pavicic, Fernando Robles, Liamar Ramos, Nelson Bocanegra, Julia Symmes Cobb e Vitalii Yalahuzian, da Reuters
10/08/26 às 13:38 | Atualizado 10/08/26 às 15:05
Postado em 10 de Agosto de 2.026 às 16h15m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.442 --  *.#

Um prédio de quatro andares desabou na cidade de Pereira, no oeste da Colômbia, nesta segunda-feira (10), depois que um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu uma vasta região do país.

Imagens compartilhadas nas redes sociais registraram o momento em que o edifício veio abaixo em meio a uma nuvem de poeira e moradores fugiam do local.

Leia Mais.

  1. Presidente da Colômbia convoca reunião de emergência para tratar terremoto
  1. Vídeo: Torre de catedral desaba na Colômbia durante terremoto de 7,4

Dezenas de pessoas morreram em decorrência do tremor que causou graves danos materiais em diversas partes do país e deixou um número indeterminado de feridos em cidades do noroeste e do centro da Colômbia, próximas ao epicentro, informaram autoridades governamentais.

O epicentro do tremor localizou-se perto do município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de 96 quilômetros, segundo o Serviço Geológico Colombiano.

A agência de notícias Reuters confirmou que o local era Pereira, na Colômbia, com base em edifícios, no traçado das vias, na sinalização das ruas, nas árvores e nas logomarcas de estabelecimentos comerciais, elementos que coincidiam com imagens de arquivo e de satélite.

A data da gravação foi confirmada por um comunicado do USGS (Serviço Geológico dos EUA), informando que um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia em 10 de agosto. O governador do departamento de Risaralda também relatou a ocorrência de um forte terremoto.

A agência de gestão de desastres do país informou ter recebido relatos de nove departamentos e de todas as 32 capitais departamentais onde o tremor foi sentido, provocando retiradas e os primeiros relatos de danos.

O serviço geológico da Colômbia revisou a magnitude do terremoto para 7,4 e informou que ele ocorreu a uma profundidade de 96 km. O sistema de alerta de tsunamis dos EUA afirmou que não havia ameaça de tsunami.

Testemunhas da agência de notícias Reuters no estado fronteiriço venezuelano de Táchira e na cidade de Barquisimeto, no centro-oeste do país, relataram que o terremoto foi sentido nessas regiões.

A Venezuela foi atingida por dois terremotos devastadores em junho, que mataram mais de seis mil pessoas, principalmente no litoral próximo à capital, Caracas.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------