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terça-feira, 24 de março de 2026

Irã lança mísseis contra Israel após declarações de Trump sobre negociações

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Explosões abalaram cidades israelenses enquanto forças de defesa reagiram, um dia após o presidente dos EUA comentar possibilidade de acordo
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www.cnnbrasil.com.br
24/03/26 às 08:31 | Atualizado 24/03/26 às 08:31
Postado em 24 de Março de 2.026 às 09h00m
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Carros incendiados em Tel Aviv após mísseis iranianos 24/3/2026 REUTERS/Tomer Appelbaum  • REUTERS

Irã lançou ondas de mísseis contra Israel nesta terça-feira (24), segundo as Forças Armadas israelenses, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que houve conversações muito boas e produtivascom o objetivo de encerrar o conflito no Oriente Médio.

Três autoridades israelenses de alto escalão, falando sob condição de anonimato, disseram que Trump parecia determinado a fechar um acordo, mas consideravam altamente improvável que o Irã aceitasse as exigências dos EUA em qualquer nova rodada de negociações.

Após o comentário de Trump no Truth Social na segunda-feira (23), o Irã declarou que nenhuma negociação havia sido realizada até então.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que conversou com Trump menos de 48 horas antes do início da guerra entre os dois países, deve convocar uma reunião de autoridades de segurança para analisar a proposta de acordo com o Irã, segundo duas autoridades israelenses de alto escalão.

Uma autoridade paquistanesa afirmou que conversações diretas podem ocorrer em Islamabad ainda nesta semana.

Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, após afirmarem que não conseguiram avançar nas negociações para encerrar o programa nuclear iraniano, embora Omã, mediador do processo, tenha relatado progresso significativo.

A crise se intensificou em toda a região. O Irã atacou países que abrigam bases norte-americanas, atingiu importantes instalações de energia e praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Sirenes de ataque aéreo soam em Tel Aviv

Nesta terça-feira (24), mísseis iranianos dispararam sirenes de alerta aéreo na maior cidade de Israel, Tel Aviv, onde um prédio de apartamentos de vários andares sofreu aberturas no teto e nas fachadas. Não ficou claro de imediato se os danos foram causados por impactos diretos ou por destroços de interceptações.

O Serviço de Bombeiros e Resgate de Israel afirmou que buscava civis presos em um prédio e encontrou pessoas abrigadas em outro edifício danificado.

As Forças Armadas de Israel informaram que seus caças realizaram uma grande ofensiva no centro de Teerã na segunda-feira (23), atingindo centros de comando, incluindo instalações ligadas à inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica e ao Ministério da Inteligência.

Também afirmaram que mais de 50 outros alvos foram atingidos durante a noite, incluindo locais de armazenamento e lançamento de mísseis balísticos.

Os sistemas de defesa aérea foram ativados em Teerã quando explosões foram ouvidas em várias áreas da capital, de acordo com a agência de notícias iraniana Nournews.

Trump anunciou que adiaria por cinco dias um plano para atacar as usinas de energia do Irã, caso o país não reabrisse o Estreito de Ormuz.

O Irã havia prometido responder aos ataques atingindo a infraestrutura dos aliados dos EUA na região.

Irã nega negociações com os EUA

O recuo de Trump fez com que os preços das ações subissem e o petróleo caísse para menos de US$100 por barril.

No entanto, esses ganhos foram ameaçados nesta terça-feira (24), depois que o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf — interlocutor do lado iraniano, segundo autoridades israelenses e outras fontes — afirmou que não houve negociações.

Nenhuma negociação foi realizada com os EUA, e as fakenews são usadas para manipular os mercados financeiros e de petróleo e escapar do atoleiro em que os EUA e Israel se encontram, escreveu ele no X.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, porém, mencionou iniciativas para reduzir as tensões na região.

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segunda-feira, 23 de março de 2026

EUA vivem processo acelerado rumo à autocracia, aponta estudo

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Relatório divulgado pelo instuto V-Dem mostra que, pela primeira vez em mais de 50 anos, o país deixou de ser classificado como uma democracia liberal
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Da CNN Brasil
23/03/26 às 17:55 | Atualizado 23/03/26 às 18:04
Postado em 23 de Março de 2.026 às 18h25m
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O presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Flórida  • Roberto Schmidt/Getty Images

Os  EUA estão vivendo um dos processos mais acelerados de erosão democrática já registrados, ao mesmo tempo em que o mundo enfrenta um retrocesso generalizado, segundo o relatório Democracy Report 2026: Unraveling the Democratic Era?, divulgado pelo instituto V-Dem (Instituto Variedades da Democracia).

O estudo, que monitora a situação da democracia pelo mundo, mostra que, pela primeira vez em mais de 50 anos, o país administrado pelo presidente Donald Trump deixou de ser classificado como uma democracia liberal, passando para a categoria de democracia eleitoral.

Os Estados Unidos também perderam posições no ranking global, caindo da 20ª para a 51ª posição entre os 179 países analisados.

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O LDI (Índice de Democracia Liberal), principal indicador utilizado pelo estudo, registrou queda significativa, passando de 0,79 em 2023 para 0,57 em 2025, uma redução de cerca de 24% em apenas um ano.

Com isso, o nível democrático do país retornou a padrões comparáveis aos de 1965, período que antecede a consolidação de direitos civis modernos.

Democracia Liberal x Eleitoral

O instituto V-Dem classifica a Democracia Eleitoral como o núcleo fundamental de qualquer tipo de democracia. Ela tem como foco a integridade do processo de escolha dos governantes e nas liberdades políticas básicas.

Nele, as eleições são livres, justas e recorrentes, com os funcionários podendo aproveitar do poder político como preferir e partidos políticos e candidatos podendo se organizar para competir livremente.

Já a Democracia Liberal possui todos os atributos da Democracia Eleitoral, mas tem como foco a limitação do poder governamental e a proteção dos direitos contra possíveis abusos do Estado, por meio dos seguintes mecanismos:

  • Freios e contrapesos sobre o poder executivo, exercidos pelos Poderes Legislativo e Judiciário;
  • Independência dos Poderes para fiscalizar o governo;
  • Estado de Direito robusto;
  • Proteção rigorosa das liberdades civis individuais;
  • Garantia de igualdade perante a lei;
Cenário mundial

Fora dos EUA, o nível de democracia experimentado pelo cidadão médio global retornou aos patamares de 1978, praticamente anulando os avanços conquistados desde a chamada terceira onda de democratização, iniciada na década de 1970, ainda segundo o levantamento.

O estudo indica que hoje, cerca de 74% da população mundial (aproximadamente 6 bilhões de pessoas) vivem sob regimes autocráticos, enquanto apenas 7% estão em democracias liberais, o menor índice em mais de meio século.

Pela primeira vez, há mais pessoas vivendo em autocracias fechadas do que em democracias somadas.

Concentração de poder e enfraquecimento institucional

Segundo o relatório, o processo de autocratização nos Estados Unidos ocorre em ritmo inédito.

O estudo aponta que a concentração de poder no Executivo e o enfraquecimento dos contrapesos avançaram mais rápido do que em casos recentes de desgaste democrático em países como Hungria, Índia e Turquia.

Um dos indicadores mais afetados foi o de restrições legislativas ao Executivo, que, só em 2025, perdeu cerca de um terço de seu valor, atingindo o nível mais baixo em mais de um século. O dado sugere uma redução significativa da capacidade de fiscalização do Congresso sobre o governo.

Além disso, o relatório aponta desgastes consistentes em áreas-chave, como:

  • A liberdade de expressão e de imprensa, que atingiu o nível mais baixo desde o pós-Segunda Guerra Mundial;
  • Os índices de direitos civis e igualdade perante a lei, que recuaram aos patamares do fim dos anos 1960;
  • As restrições ao poder Judiciário, que enfraqueceram a níveis que não são vistos desde 1900.

Apesar desse quadro, os componentes eleitorais, como o direito ao voto e a realização de eleições, permanecem relativamente estáveis. Ainda assim, o estudo alerta para riscos nas eleições legislativas de 2026.

"Terceira onda de autocratização" avança

O caso dos Estados Unidos se insere em um fenômeno mais amplo, descrito pelo V-Dem como a terceira onda de autocratização. Atualmente, 44 países passam por processos simultâneos de declínio democrático, concentrando cerca de 41% da população global (aproximadamente 3,4 bilhões de pessoas).

Outro ponto de destaque é o ataque sistemático à liberdade de expressão, considerado o pilar mais afetado da democracia contemporânea. Apenas no último ano, houve deterioração nesse aspecto em 44 países, com censura à mídia sendo adotada por 73% dos regimes em autocratização.

Risco à governança global

O relatório conclui que a combinação entre o enfraquecimento das democracias e a expansão de regimes autoritários representa uma mudança estrutural no equilíbrio global de poder.

Nesse contexto, o declínio dos EUA, historicamente uma das principais referências democráticas, é visto como um fator que pode acelerar ainda mais essa transformação, ampliando os riscos para a estabilidade política internacional.

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Copa do Brasil 2026: veja os confrontos da quinta fase

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Jogos de ida e volta serão nas semanas de de 22 de abril e 13 de maio
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Por João Santana e Ronald Lincoln — Rio de Janeiro

Postado em 23 de Março de 2.026 às 15h15m
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Sorteio dos confrontos da 5ª fase da Copa do Brasil
Sorteio dos confrontos da 5ª fase da Copa do Brasil

A CBF sorteou, na tarde desta segunda-feira, em sua sede, os confrontos da quinta fase da Copa do Brasil 2026. Os jogos estão previstos para ocorrer nas semanas de 22 de abril (ida) e 13 de maio (volta). As datas exatas ainda serão confirmadas pela confederação.

+ AO VIVO: acompanhe a repercussão na ge tv
+ Confira a tabela da Copa do Brasil

Há duas mudanças em 2026: os 20 clubes que disputam a Série A do Brasileirão já estreiam nesta fase do torneio, que será disputada em jogos de ida e volta.

Confrontos da quinta fase da Copa do Brasil 2026 — Foto: Ronald Lincoln/ge
Confrontos da quinta fase da Copa do Brasil 2026 — Foto: Ronald Lincoln/ge

Veja todos os confrontos da quinta fase

  • Atlético-MG x Ceará (Ceará decide em casa)
  • Cruzeiro x Goiás (Cruzeiro decide em casa)
  • Athletico-PR x Atlético-GO (Atlético-GO decide em casa)
  • Flamengo x Vitória (Vitória decide em casa)
  • Grêmio x Confiança-SE (Confiança decide em casa)
  • Vasco x Paysandu (Vasco decide em casa)
  • Fortaleza x CRB (CRB decide em casa)
  • Bahia x Remo (Remos decide em casa)
  • Botafogo x Chapecoense (Chapecoense decide em casa)
  • Red Bull Bragantino x Mirassol (Mirassol decide em casa)
  • Corinthians x Barra-SC (Corinthians decide em casa)
  • Fluminense x Operário-PR (Fluminense decide em casa)
  • Palmeiras x Jacuipense-BA (Jacuipense decide em casa)
  • Internacional x Athletic-MG (Inter decide em casa)
  • Santos x Coritiba (Coritiba decide em casa)
  • São Paulo x Juventude (Juventude decide em casa)

Os 32 times classificados foram separados em dois potes com 16 equipes em cada, respeitando o posicionamento de cada um no ranking nacional de clubes da CBF. Com os 16 melhores colocados no pote A e os demais, no pote B.

  • Pote 1: Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Atlético-MG, São Paulo, Fluminense, Botafogo, Athletico-PR, Bahia, Vasco, Cruzeiro, Grêmio, Fortaleza, Internacional, RB Bragantino e Santos.
  • Pote 2: Vitória, Ceará, Coritiba, Mirassol, Chapecoense, Remo, Paysandu, Operário-PR, Athletic, Confiança, Atlético-GO, CRB, Jacuipense, Juventude, Goiás e Barra-SC.

O sorteio também definiu os mandos de campo. Considerando questões de segurança pública, dois clubes da mesma cidade não poderiam ser mandantes na mesma data base, exceto para cidades com mais de dois participantes.

Premiação

  • Quinta fase: R$ 2 milhões
  • Oitavas de final: R$ 3 milhões
  • Quartas de final: R$ 4 milhões
  • Semifinal: R$ 9 milhões
  • Vice-campeão: R$ 34 milhões
  • Campeão: R$ 78 milhões
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Irã não vai abrir o Estreito de Ormuz para EUA e aliados, diz especialista

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Especialista em Direito Internacional alerta que o Estreito de Ormuz seguirá fechado para aliados americanos e que possíveis ataques iranianos terão impacto econômico global
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Da CNN Brasil
22/03/26 às 19:57 | Atualizado 22/03/26 às 19:57
Postado em 23 de Março de 2.026 às 05h00m
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O Irã não vai ceder à pressão dos Estados Unidos e não vai abrir o Estreito de Ormuz para aliados americanos, alerta Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional e professora na Ambra University. Em entrevista ao Agora CNN, a especialista enfatiza que o Estreito não está completamente fechado, mas sim seletivamente bloqueado para países aliados aos EUA, enquanto permanece aberto para parceiros como China e Rússia.

"A gente sabe que o Irã não vai ceder, não vai abrir o Estreito de Ormuz justamente para os países aliados aos Estados Unidos. É importantíssimo deixar claro que o Estreito de Ormuz não está fechado. Tanto é verdade que barcos petroleiros que rumam, por exemplo, à China, à Rússia, continuam tendo acesso ao Estreito", explicou Caneparo.

Impactos econômicos globais

A tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa significativa parte do petróleo mundial, já causa preocupação nos mercados financeiros globais. Segundo a especialista, caso ocorram os ataques esperados, haverá aumento no preço do barril de petróleo e uma inflação que afetará diversos países, incluindo o Brasil.

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"Um ataque ao Irã não vai produzir efeitos apenas dentro do território iraniano, porque o Irã é um grande exportador de petróleo e tem uma estrutura apta a influenciar todo e qualquer lugar do mundo, inclusive o Brasil. Isso faz com que haja elevação dos preços dos combustíveis e principalmente também uma inflação atrelada aos alimentos, logística e transporte", alertou Caneparo.

Contra-ataques iranianos

A especialista também prevê que o Irã não se limitará a uma postura defensiva e deve contra-atacar em setores estratégicos de outros países do Oriente Médio. Ela citou como exemplo um recente ataque iraniano a uma infraestrutura de gás liquefeito no Catar, que afetou 17% da produção local, e mencionou possíveis ataques a estruturas na Arábia Saudita.

"A gente sabe que o Irã vai contra-atacar também em setor estratégico em outros países do Oriente Médio. O Irã está ameaçando atacar via bombardeio alguma estrutura na Arábia Saudita relacionada à extração de petróleo pelo Mar Vermelho para o restante do mundo", afirmou Caneparo.

Poder militar iraniano

Caneparo ressaltou que o Irã possui uma considerável força militar, sendo a segunda maior potência do Oriente Médio, atrás apenas de Israel. Além disso, destacou que o regime dos aiatolás é bem estruturado e possui um sistema militar descentralizado, o que dificulta sua desestabilização.

"Nós não estamos falando de um Estado, nós estamos falando de uma civilização que tem um poder de resiliência muito grande. E mais problemático ainda é que nós temos um regime, o regime dos aiatolás, muito bem estruturado. Ele é um regime, a partir da perspectiva militar, descentralizado", explicou a especialista.

A doutora em Direito Internacional também alertou que ataques ocidentais ao território iraniano podem fortalecer o apoio popular ao regime atual, mesmo entre aqueles que anteriormente se opunham a ele, pois a população tende a se unir em defesa do território nacional.

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Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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domingo, 22 de março de 2026

Os sinais de que a guerra no Irã vai se estender e o que diz Trump

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Pentágono pede US$ 200 bilhões, reforça tropas no Oriente Médio, enquanto Irã promete vingança e falas contraditórias de Trump aumentam incerteza sobre o rumo do conflito.
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Por Redação g1

Postado em 22 de Março de 2.026 às 05h00m
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Guerra no Oriente Médio entra na quarta semana
Guerra no Oriente Médio entra na quarta semana

A guerra no Oriente Médio entrou na quarta semana, sem qualquer sinal de cessar-fogo. Pelo contrário, o confronto continua com indicativos de uma escalada militar. No sábado (21), uma troca de ataques nas regiões que abrigam as principais instalações nucleares do Irã e de Israel colocou o mundo em alerta.

O cenário de prolongamento da guerra é reforçado por uma série de fatores: o pedido bilionário de recursos pelo Pentágono, o envio de reforços militares pelos Estados Unidos, a postura desafiadora do Irã e as promessas de Israel de intensificar os ataques

Em meio a isso, declarações contraditórias do presidente dos EUA, Donald Trump, aumentam a incerteza sobre os rumos da guerra.

Veja abaixo cinco indícios que apontam para o prolongamento do conflito:

  1. Pentágono pede verba extra
  2. Envio de mais navios e fuzileiros navais
  3. Irã mostra resistência e fala em vingança
  4. Israel quer intensificar ataques
  5. Falas contraditórias de Trump
ONG Crescente Vermelho conversam entre si enquanto a fumaça sobe após ataque a tanques de combustível em Teerã. — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
ONG Crescente Vermelho conversam entre si enquanto a fumaça sobe após ataque a tanques de combustível em Teerã. — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Pentágono busca verba extra

O Pentágono está buscando US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em recursos para financiar a guerra contra o Irã. O orçamento adicional precisa ser aprovado pelo Congresso, que tem maioria republicana tanto na Câmara, quanto no Senado.

As justificativas para a verba extra incluem repor munições e outros suprimentos que se esgotaram. Questionado sobre o tema, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que "matar homens maus custa caro".

Só na primeira semana de guerra, o Pentágono afirmou ter gastado US$ 11,3 bilhões (o equivalente a R$ 58,7 bilhões).


EUA ampliam ataques e custos da guerra
EUA ampliam ataques e custos da guerra

Envio de mais navios e fuzileiros

O governo Trump vai reforçar as tropas e embarcações militares no Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram mais três navios de guerra e cerca de 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio.

O reforço militar se soma aos 50 mil soldados que já estão na região e ficarão inicialmente alocadas nas bases norte-americanas. O governo dos EUA ainda não decidiu se enviará soldados para uma ofensiva por terra no Irã, segundo fontes ouvidas pelas agências Reuters e AFP.

Na sexta (20), o site de notícias norte-americano Axios afirmou, também com base em fontes, que o governo Trump também vem discutindo a possibilidade de enviar tropas terrestres para a estratégica ilha de Kharg, no Irã, centro de 90% das exportações de petróleo do país.

Navio de assalto anfíbio USS Boxer, da Marinha dos Estados Unidos. Foto de fevereiro de 2026. — Foto: Trace Gorsuch/Marinha dos EUA
Navio de assalto anfíbio USS Boxer, da Marinha dos Estados Unidos. Foto de fevereiro de 2026. — Foto: Trace Gorsuch/Marinha dos EUA

Irã mostra resistência e fala em vingança

O regime iraniano não mostra sinais de que quer negociar e segue atacando Israel e retaliando os países vizinhos do Golfo aliados dos EUA.

Na última semana, o Irã atacou instalações de energia na região, em retaliação a uma ação israelense contra um campo de gás no sul do território iraniano. Neste sábado (21), os EUA atacaram a central nuclear de Natanz, que faz enriquecimento de urânio. O Irã mais uma vez respondeu lançando mísseis contra uma instalação nuclear de Israel, na cidade de Dimova (leia mais abaixo).

O novo líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, também mantém o tom desafiador e tem falado em vingar as lideranças mortas em ataques. "Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos mártires", afirmou em mensagem.

O aiatolá disse também que afirma que o regime dos aiatolás não será abalado pelas mortes recentes a membros do alto escalão. Israel já matou mais de 20 lideranças iraninas desde o início da guerra, incluindo o pai de Mojtaba, Ali Khamenei.

👉 Mojtaba Khamenei ainda não apareceu em público desde que foi escolhido o novo líder supremo do país e há relatos de que ele teria sido ferido no ataque de Israel e EUA que matou seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. No entanto, o regime tem divulgado diversas mensagens atribuídas a ele.

Iranianos participam de manifestação do Dia de Al-Quds (ou Dia de Jerusalém), celebração tradicional do Ramadã, em Teerã, no Irã, em 13 de março de 2026. — Foto: Majid Asgaripour/Wana via REUTERS
Iranianos participam de manifestação do Dia de Al-Quds (ou Dia de Jerusalém), celebração tradicional do Ramadã, em Teerã, no Irã, em 13 de março de 2026. — Foto: Majid Asgaripour/Wana via REUTERS

Israel promete intensificar ataques

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no sábado (21) que o país continuará a "atacar em todas as frentes". A declaração foi feita após mísseis balísticos iranianos atingirem as cidades de Arad e Dimona, no sul de Israel, deixando dezenas de feridos.

Continuaremos a atacar nossos inimigos em todas as frentes com determinação, declarou Netanyahu.
Falas contraditórias de Trump

O presidente Donald Trump segue dando declarações contraditórias sobre os rumos da guerra. Na sexta-feira (20), o republicano disse não quer um cessar-fogo no Irã. Pouco depois, via rede social, ele afirmou que os EUA estão "próximos" de atingir seus objetivos militares e que considera reduzir os esforços no Oriente Médio.

Compare as declarações abaixo:

  • Trump a repórteres, por volta de 16h45 de sexta: "Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo. Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado... não é isso que queremos."
  • Trump posta às 18h13 de sexta: "Estamos muito perto de atingir nossos objetivos, enquanto consideramos encerrar nossos grandes esforços militares no Oriente Médio em relação ao regime terrorista do Irã".

No sábado, Trump voltou a ameaçar o Irã e deu um ultimato ao regime, após um dia marcado por fortes retaliações iranianas contra o território israelense. O presidente dos EUA afirmou que pretende destruir as usinas de energia do país se Teerã não reabrir totalmente o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.

Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atacar e destruir várias de suas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS!"

O Irã respondeu que qualquer ataque à infraestrutura de energia e combustíveis do país resultará em represálias diretas.

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