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terça-feira, 5 de maio de 2026

Ranking digital: Flamengo, Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras dominam alta

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Flamengo atinge 11 milhões de seguidores no TikTok e 8 milhões de inscritos no Youtube. Corinthians ultrapassa a marca de 43 milhões em todas as redes
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Por Redação do ge — Natal

Postado em 05 de Maio de 2.026 às 18h35m
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Bruno Henrique renovou com o Flamengo até o final de 2027
Bruno Henrique renovou com o Flamengo até o final de 2027

FlamengoCorinthiansSantosSão Paulo e Palmeiras foram os cinco clubes que mais cresceram nas redes sociais em abril e somaram, juntos, 675 mil inscrições. O número equivale a 77% das 882 mil novas inscrições entre os 50 clubes monitorados no Ranking Digital dos Clubes Brasileiros do Ibope Repucom, divulgado nesta terça-feira.

O Flamengo liderou o crescimento em abril com um acréscimo de 280 mil novas inscrições em suas redes sociais. O Rubro-Negro também esteve à frente dos ganhos no TikTok, com 200 mil novos inscritos, e no YouTube, com 60 mil. Esta alta contribuiu para que o Fla atingisse a marca de 11 milhões de seguidores no TikTok. No Youtube, passou dos 8 milhões de inscrições.

Ranking Digital dos Clubes Brasileiros do Ibope Repucom (Maio 2026) — Foto: Ibope Repucom
Ranking Digital dos Clubes Brasileiros do Ibope Repucom (Maio 2026) — Foto: Ibope Repucom

O Corinthians conquistou o segundo maior crescimento de abril, com mais de 150 mil novas adesões. O Timão é o segundo colocado do ranking, ultrapassando 43 milhões de inscrições no total de suas contas oficiais. O Santos, terceiro lugar, ganhou 124 mil novos inscritos - sendo 100 mil no TikTok. O São Paulo contabilizou 95 mil novas inscrições. O Palmeiras fechou o Top-5 dos maiores crescimentos do mês, com 25 mil novas adesões.

Instagram

Segundo o Ibope Repucom, ao considerar o saldo das 50 equipes analisadas, este foi o mês de menor crescimento em 2026. O resultado é explicado, principalmente, pela forte queda no número de novos seguidores dos clubes brasileiros no Instagram. Ao todo, os perfis somaram apenas 124 mil novas inscrições - o pior desempenho da plataforma desde junho de 2017, quando foram registrados 106 mil seguidores.

Na explicação, aponta que "a partir do final de março de 2026, o Instagram passou por um movimento relevante de banimentos associado a sistemas de moderação automatizada da Meta mais rigorosos. Ao que tudo indica, essa intensificação pode ter elevado a ocorrência de falsos positivos, levando à remoção de contas legítimas e à redução da base ativa de usuários. Esse contexto provavelmente contribuiu para a desaceleração no crescimento de seguidores observada no período, impactando a aquisição orgânica dos clubes na plataforma".

Ranking Digital dos Clubes Brasileiros do Ibope Repucom (Maio 2026)

  1. Flamengo - 67,6 milhões
  2. Corinthians - 43 milhões
  3. Santos - 26,9 milhões
  4. Palmeiras - 24,3 milhões
  5. São Paulo - 22,4 milhões
  6. Vasco - 14 milhões
  7. Grêmio - 12 milhões
  8. Atlético-MG - 11,8 milhões
  9. Cruzeiro - 11,2 milhões
  10. Fluminense - 9,7 milhões
  11. Internacional - 7,9 milhões
  12. Botafogo - 6,7 milhões
  13. Chapecoense - 6,1 milhões
  14. Bahia - 5,5 milhões
  15. Sport - 5,2 milhões
  16. Fortaleza - 4,2 milhões
  17. Vitória - 4,2 milhões
  18. Ceará - 3,8 milhões
  19. Athletico-PR - 3,8 milhões
  20. Bragantino - 2,4 milhões

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Estudo desvenda como surgiu a anomalia magnética que coloca em risco satélites sobre o Atlântico Sul

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Pesquisa liderada por cientistas espanhóis reconstruiu o campo magnético da Terra dos últimos 2 mil anos. Estudo descobriu que a anomalia atual surgiu no Oceano Índico depois do ano 1100 e atravessou a África antes de chegar ao continente americano.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 05 de Maio de 2.026 às 08h30m
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Representação artística mostra a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS). — Foto: ESA/Reprodução
Representação artística mostra a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS). — Foto: ESA/Reprodução

A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), uma área de campo magnético enfraquecido que pode afetar satélites e missões espaciais sobre a América do Sul e o Atlântico, pode ter se originado no Oceano Índico após o ano 1100.

É isso o que aponta um estudo publicado nesta última segunda-feira (04) na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)", que indica que o fenômeno migrou para oeste ao longo dos séculos, atravessou a África e alcançou o continente sul-americano.

A pesquisa, liderada por cientistas da Espanha, mostra ainda que esse tipo de anomalia não é um fenômeno novo: já se repetiu várias vezes ao longo dos últimos dois mil anos.

🌎 ENTENDA: a AMAS é uma das características mais marcantes do campo geomagnético da Terra, que funciona como um escudo que protege o planeta da radiação cósmica e das partículas carregadas vindas do Sol.

Sobre a América do Sul e o Atlântico Sul, esse escudo é mais fraco e isso faz com que satélites que cruzam a região recebam doses maiores de radiação, o que pode causar falhas em componentes eletrônicos e até interromper missões espaciais.

Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, por exemplo, também ficam mais expostos ao atravessar a área. O Brasil está no centro da anomalia.

Evolução da anomalia no campo magnético terrestre. — Foto: F. Javier Pavón-Carrasco e Miriam Gómez-Paccard / Divulgação
Evolução da anomalia no campo magnético terrestre. — Foto: F. Javier Pavón-Carrasco e Miriam Gómez-Paccard / Divulgação

Nos últimos 200 anos, o campo magnético da Terra como um todo perdeu intensidade — um declínio que coincide com o crescimento da anomalia sobre o Atlântico Sul.

Justamente por isso, a pergunta científica que motivou o estudo era se esse comportamento atual é um fenômeno excepcional, possivelmente associado a uma futura inversão dos polos magnéticos, ou se já havia ocorrido antes na história do planeta.

A equipe liderada pelas pesquisadoras Miriam Gómez-Paccard e F. Javier Pavón-Carrasco analisou mais de 250 fragmentos de materiais arqueológicos de argila cozida, com idades bem estabelecidas, encontrados na América do Sul.

O material foi escolhido porque quando a argila é queimada em altas temperaturas, os minerais magnéticos nela presentes registram a intensidade do campo magnético terrestre da época — uma espécie de fotografia magnética do planeta no momento em que a peça foi feita.

A partir dessa análise, os cientistas obtiveram então 41 novas medições da intensidade do campo magnético sul-americano nos últimos dois mil anos.

Os dados foram combinados com registros já existentes de outras regiões do mundo para gerar um novo modelo global do campo magnético da Terra ao longo desse período.

"Este artigo faz uma contribuição valiosa ao trazer novos dados de intensidade arqueomagnética bem datados da América do Sul, mostrando que condições de campo fraco semelhantes à atual Anomalia do Atlântico Sul ocorreram repetidamente ao longo dos últimos dois mil anos", afirmou em um comunicado do SMC España a pesquisadora Elisa Sánchez Moreno, do Grupo de Paleomagnetismo da Universidade de Burgos, na Espanha, que não participou do estudo.

Um fenômeno que migra para oeste

O modelo construído pelos pesquisadores indica que, entre os anos 1 e 850 da nossa era, uma anomalia de baixa intensidade migrou do Oceano Índico até o norte da América do Sul, em uma trajetória parecida com a atual.

A anomalia moderna teria surgido no Oceano Índico depois de 1100, atravessado a África e alcançado o continente sul-americano em seguida.

Esse padrão de deslocamento para oeste, segundo os autores, sugere a existência de um controle regional persistente sobre o campo magnético da Terra.

A explicação mais provável envolve a interação entre o núcleo externo do planeta, formado por metal líquido em movimento, e estruturas profundas do manto terrestre conhecidas como "grandes províncias de baixa velocidade de cisalhamento", localizadas sob a África.

"Os resultados apoiam a ideia de que o campo geomagnético segue padrões repetitivos em grande escala e que depende de processos geodinâmicos atuando em diferentes escalas", disse em nota Josep Parés, coordenador do Programa de Geocronologia e Geologia do Centro Nacional de Investigação sobre a Evolução Humana (Cenieh), na Espanha, que também não participou da pesquisa.

"Nesse sistema, o manto e o núcleo da Terra interagem e juntos influenciam as mudanças lentas do campo magnético ao longo de séculos e milênios".

Os pesquisadores e especialistas independentes destacam, contudo, que o estudo NÃO indica que o planeta esteja prestes a passar por uma inversão dos polos magnéticos — fenômeno em que o polo norte e o polo sul magnéticos trocam de posição, e que já ocorreu várias vezes na história geológica da Terra.

"O trabalho não implica que estejamos diante de uma inversão iminente do campo magnético, mas melhora de forma clara a base científica necessária para entender a evolução futura do escudo magnético terrestre e avaliar seus possíveis impactos tecnológicos e ambientais", disse Santiago Belda, professor da Universidade de Alicante, na Espanha.

A ISS orbita a Terra a uma altitude média de cerca de 400 km acima da superfície — Foto: NASA
A ISS orbita a Terra a uma altitude média de cerca de 400 km acima da superfície — Foto: NASA

Saiba mais sobre a AMAS

A AMAS é caracterizada por uma intensidade mais fraca do campo geomagnético terrestre em comparação com outras regiões do planeta.

Em outras palavras, isso quer dizer que há uma depressão no campo magnético da Terra sobre a América do Sul e o sul do Oceano Atlântico, que pode causar grandes dores de cabeça para satélites, por exemplo.

Aqui vale lembrar que o nosso planeta é cercado por um campo magnético que o protege das partículas solares. Por isso, em áreas como essa anomalia, algumas dessas partículas se aproximam mais da superfície terrestre do que o comum.

A anomalia está se alterando e movendo para o oeste de forma lenta e gradual. Esse processo é contínuo e não afeta de forma significativa a vida das pessoas na Terra, diz André Wiermann, tecnologista sênior do Observatório Nacional (ON).

Embora essa fraqueza possa permitir que partículas do vento solar atinjam mais facilmente a Terra, principalmente afetando satélites, agências como a Nasa, a agência espacial norte-americana, e a ESA, a agência espacial europeia, já monitoram de perto essa irregularidade.

Fora isso, os satélites são preparados para lidar com essa anomalia, entrando em standby quando passam pela região da AMAS para evitar danos.

É como um eletrodoméstico: se há uma oscilação no fornecimento de energia elétrica, o famoso pico de luz, recomenda-se que o aparelho seja desligado para que não queime. Quando a eletricidade é normalizada, ele volta a funcionar como antes. Da mesma forma, os satélites podem entrar em stand-by ao passar pela AMAS para que não sejam danificados
— André Wiermann, tecnologista sênior do Observatório Nacional (ON).

Mesmo assim, a análise da AMAS é crucial para entender os mecanismos que produzem o campo magnético da Terra e suas mudanças.

E o Brasil, por abranger essa área com poucos dados disponíveis, está em posição privilegiada para desenvolver estudos em geomagnetismo e avaliar a anomalia.

O ON utiliza, inclusive, modernos observatórios para monitorar o campo magnético do nosso planeta, incluindo a AMAS: o Observatório Tatuoca, localizado em uma ilha em Belém, no Pará, e o centenário Observatório Vassouras, situado no interior do Rio de Janeiro.

Além desses, diversas estações magnéticas estão espalhadas pelo país, como a recentemente instalada estação magnética de Macapá.

VÍDEO: A poluição deixa mesmo o céu mais bonito?

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China e Irã desafiam bloqueio americano

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Governo chinês orienta empresas a ignorar sanções contra petróleo iraniano
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Lourival Sant'Anna
Analista de Internacional. Fez reportagens em 80 países, incluindo 15 coberturas de conflitos armados, ao longo de mais de 30 anos de carreira. É mestre em jornalismo pela USP e autor de 4 livros
05/05/26 às 06:00 | Atualizado 05/05/26 às 06:00
Postado em 05 de Maio de 2.026 às 06h30m
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Imagem de satélite do Estreito de Ormuz  • Gallo Images via Getty Images

Os Estados Unidos enfrentam um desafio duplo à sua estratégia contra o Irã.

As forças iranianas impediram com sucesso a passagem de cargueiros pelo Estreito de Ormuz no primeiro dia do Projeto Liberdade, a operação de liberação da navegação anunciada pelo presidente americano, Donald Trump.

Além disso, pela primeira vez, o Ministério do Comércio em Pequim comunicou às empresas chinesas que elas devem continuar comprando o petróleo iraniano, apesar das sanções americanas.

O Comando Central dos EUA afirmou ter rechaçado ataques com drones, mísseis e lanchas armadas iranianas enquanto asseguravam a passagem de dois navios de bandeira americana pelo Estreito de Ormuz.

Trump disse em sua rede Truth Social que sete lanchas foram abatidas. Os militares americanos estão empregando dois destróieres com mísseis guiados e mais de 100 aeronaves na operação no Golfo Pérsico.

O Irã negou que qualquer navio tenha passado pelo Estreito nessa segunda-feira (4) e reiterou que o trânsito precisa ser coordenado com as autoridades iranianas.

O comando da Marinha iraniana no Golfo afirmou ter expandido sua área de controle sobre o Estreito. Um mapa divulgado pelos militares iranianos inclui águas internacionais e parte do mar territorial dos Emirados Árabes Unidos nessa área supostamente sob seu controle.

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A companhia de transporte marítimo dinamarquesa Maersk confirmou que o cargueiro Alliance Fairfax, de sua subsidirária americana Farrell Lines, atravessou o Estreito de Ormuz com escolta da Marinha dos EUA.

Mas não há sinais de grande movimentação de navios no local. Dois mil cargueiros continuam parados na área interna do Estreito, enquanto as transportadoras e seguradoras aguardam garantias mais robustas.

O Irã afirmou ter feito disparos de advertência contra um navio de guerra dos EUA que se aproximava do Estreito, forçando-o a recuar.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que houve um incêndio e uma explosão a bordo do Namu, um navio mercante operado pela transportadora sul-coreana HMM. O governo estava verificando informações de inteligência que indicavam que o navio pode ter sido atacado.

Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão!, comentou Trump em sua rede social, referindo-se ao incidente.

Os Emirados Árabes Unidos também relataram um incêndio em uma instalação petrolífera em seu porto de Fujairah, causado por um drone iraniano. Três pessoas foram hospitalizadas.

O porto fica fora do Estreito, o que o torna uma das poucas rotas de exportação de petróleo do Golfo livres do bloqueio. Os Emirados disseram ter interceptado 15 mísseis de cruzeiro e quatro drones iranianos, e um quarto caiu no mar.

Normalmente o governo chinês orienta discretamente as empresas do país a obedecerem às sanções americanas. No sábado (2), no entanto, as autoridades chinesas adotaram a postura oposta.

O Ministério do Comércio citou explicitamente a Hengli Petrochemical Co., uma grande empresa, orientada a ignorar as sanções americanas e continuar comprando o petróleo iraniano.

Se o governo americano adotar sanções secundárias, bancos que transacionam com a companhia poderão ter seu acesso ao dólar bloqueado pelo Tesouro americano.

Em geral são empresas menores, que operam só na moeda chinesa, renminbi, que costumam driblar sanções americanas, porque suas operações são mais difíceis de detectar pelo sistema financeiro dos EUA.

A resistência militar iraniana, combinada com a nova postura chinesa, tendem a reduzir o impacto da estratégia americana de asfixiar a economia iraniana para suavizar a posição do Irã nas negociações de um acordo nuclear. E a prolongar o fechamento do Estreito de Ormuz, com suas consequências sobre a economia global.

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Irã divulga novo mapa com linhas vermelhas no Estreito de Ormuz após Trump anunciar operação militar para travessia de navios

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Mapa mostra 'nova área' sob gestão do regime iraniano, segundo a Guarda Revolucionária. Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no domingo (3) que seu Exército ajudará navios presos no Golfo Pérsico a passar por Ormuz, e Irã ameaçou retaliar.
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Por Redação g1

Postado em 04 de Maio de 2.026 às 06h50m
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Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026. — Foto: Divulgação/Irib News
Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026. — Foto: Divulgação/Irib News

O Irã publicou nesta segunda-feira (4) um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.

O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar "a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã".

  • Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
  • A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. Veja no mapa acima.

O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda.

A agência estatal iraniana Fars afirmou que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA perto da ilha de Jask, após a tripulação ter ignorado os avisos iranianos, e que a embarcação deu meia volta após o ataque. O Exército dos EUA negou o ataque.

Horas antes, o Exército iraniano ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém "controle total" sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.

Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada, disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.

A Guarda Revolucionária iraniana disse também que "movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza", segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.

O Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial por ser caminho de 20% do fluxo de petróleo, está fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. Desde então, uma quantidade ínfima de navios comerciais conseguiu atravessar a região.

O conflito está em um cessar-fogo desde o início de abril, porém a via marítima não foi reaberta pelo Irã, à revelia da vontade dos EUA. Para pressionar Teerã, os EUA fazem seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 13 de abril e já redirecionaram 48 navios ligados ao regime iraniano, segundo o Exército norte-americano.

A nova iniciativa dos EUA para ajudar a travessia de navios, chamada de "Projeto Liberdade", terá o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem, segundo Trump. "Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza", disse o líder norte-americano.

Também no domingo, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para finalizar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que estava analisando a resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos enviada por meio do mediador Paquistão.

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