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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Conheça os maiores artilheiros da história do Brasileirão

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Roberto Dinamite ainda é o grande goleador da competição, com 190 gols; Gabigol lidera entre os jogadores em atividade
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Assessoria CBF
13/01/2026 - 20h20 - Atualizado há cerca de 1 mês
Postado em 23 de Fevereiro de 2.026 às 15h00m
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Roberto Dinamite comemora gol Reprodução/VEJA/Rodolpho Machado

O Brasileirão Betano 2026 vai começar no próximo dia 28 de janeiro e, até lá, o site da CBF irá trazer algumas curiosidades históricas da competição. Disputado desde 1937, o Campeonato Brasileiro, em todas as suas edições e diferentes formatos (incluindo Torneio dos Campeões, Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa), teve apenas 18 jogadores com mais de 100 gols marcados.

Troféu Roberto Dinamite homenageia os artilheiros do Brasileirão desde 2024Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

O ex-atacante Roberto Dinamite, que disputou 21 edições, sendo 20 pelo Vasco e uma pela Portuguesa, é o maior artilheiro do Brasileirão desde 1980, quando superou Pelé e Dadá Maravilha, e ultrapassou a barreira dos 100 gols. Até 1992, Dinamite chegou a 190 gols, marca que ainda está longe de ser superada. Por conta desta marca, o ex-jogador dá nome ao troféu que homenageia os artilheiros de cada edição do Brasileirão desde 2024.

Entre os jogadores em atividade, Gabigol, que trocou o Cruzeiro pelo Santos no início de 2026, é o maior goleador com 119 gols, e está próximo de ingressar no top-10 dos maiores artilheiros da história do Brasileirão – faltam 8 para se igualar ao ex-atacante Washington, o Coração Valente.


Gabigol comemora gol pelo SantosCréditos: Raul Baretta/ Santos FC.

Na era dos pontos corridos, o ex-centrovante Fred é o recordista com 158 gols, marca que o colocou na segunda posição na lista geral. Diego Souza (130 gols), Gabigol (119), Wellington Paulista (109), Paulo Baier (105), Alecsandro (101), Borges (99), Rafael Moura (95), Luis Fabiano (85) e Luciano (85), completam o top-10 dos maiores artilheiros desde 2003.

Entre os jogadores em atividade, destaque também para Pedro com 84 gols, Arrascaeta (77), Bruno Henrique (74), Eduardo Sasha (71), Hulk (64), Yuri Alberto (63) e Neymar (62).

Confira a lista:

Brasil e Coreia do Sul anunciam expansão de comércio e mineração

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Também foram assinados acordos para saúde, empreendedorismo, agricultura, ciência e tecnologia e combate ao crime organizado transnacional
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Letícia Taglialegna e Daniel Seiti, da CNN
23/02/26 às 02:57 | Atualizado 23/02/26 às 09:07
Postado em 23 de Fevereiro de 2.026 às 10h00m
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente sul-coreano Lee Jae Myung anunciaram, nesta segunda-feira (23), acordos de cooperação em setores como comércio, minerais essenciais, tecnologia e cultura.

Os dois líderes se reuniram na capital sul-coreana, Seul. Lee Jae Myung afirmou que os países traçaram um plano de três anos que estabelece relações bilaterais em áreas como política, economia e intercâmbios.

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"A paz, construída em condições onde o conflito não é necessário, é a forma mais forte de segurança", disse o presidente sul-coreano em discurso à imprensa.

Citando a Coreia do Sul como 4º parceiro comercial do Brasil na Ásia, Lula disse que discutiu com o presidente asiático sobre as negociações entre o Mercosul e a República da Coreia. Os líderes teriam analisado caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021. Em 2025, o comércio bilateral atingiu US$ 10,8 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 175 milhões.

Os líderes também teriam conversado sobre o comércio de carnes. "Expus ao presidente Lee que a conclusão dos procedimentos sanitários para a exportação de carne bovina brasileira poderá beneficiar os consumidores coreanos", disse Lula.

O presidente Lula ainda reiterou que reforçou o convite para que o presidente Lee participe do encontro em defesa da democracia, que será realizado em Barcelona, em abril e afirmou ainda que os dois líderes reafirmaram a força da soberania popular diante de ataques às instituições nacionais.

"As histórias políticas recentes de Brasil e Coreia têm muito em comum. Nos anos oitenta, após longos períodos de luta e resistência, conquistamos a redemocratização. Quatro décadas depois, enfrentamos novamente tentativas de golpe de Estado. Felizmente, quando colocadas à prova, nossas democracias mostraram firmeza e resiliência, declarou o presidente Lula.

Esta é a terceira viagem de Lula à Coreia do Sul. O líder brasileiro se reuniu com Lee Jae Myung duas vezes no ano passado. O primeiro encontro aconteceu em junho, no Canadá, durante a cúpula do G7, e o segundo, na África do Sul, na reunião do G20.

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Supercarreta com carga milionária para a Arábia Saudita interrompe rodovia de SP e enfrenta 'trabalho de relojoeiro'

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Equipamento de 540 toneladas fabricado no Brasil vai alimentar cidade do futuro no deserto saudita. Operação de transporte envolve 380 pneus, 50 profissionais, pedágio de R$ 4,5 mil e logística complexa que parou a principal rodovia do país.
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Por Fantástico

Postado em 23 de Fevereiro de 2.026 às 09h30m
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Uma superoperação de logística, que teve início na Grande São Paulo e mobilizou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), parou a Rodovia Presidente Dutra para o transporte de uma carga gigantesca: um transformador de 540 toneladas.

O equipamento, fabricado em Guarulhos, é o quarto de uma encomenda de 14 unidades destinadas ao projeto Neom, uma megainiciativa na Arábia Saudita que pretende criar uma cidade linear de 170 quilômetros de comprimento movida a energia renovável.

Apesar do tamanho robusto — 11 metros de comprimento por seis de largura —, o transformador é extremamente sensível internamente, exigindo o que os técnicos chamam de "trabalho de relojoaria". A potência de um conjunto dessas unidades seria suficiente para alimentar duas cidades do tamanho de São Paulo ou uma Nova York inteira.

"Nessa primeira etapa do projeto, não é nem para levar luz para nenhuma residência, é simplesmente para uma infraestrutura de uma construção de uma cidade", explicou Alexandre Malveiro, diretor de Negócios e Transformadores da Hitachi. 
Desafios no asfalto e na balança
Supercarreta levou transformador gigante até porto. Equipamento foi para a Arábia Saudita — Foto: Reprodução/TV Globo
Supercarreta levou transformador gigante até porto. Equipamento foi para a Arábia Saudita — Foto: Reprodução/TV Globo

Para suportar o peso de 540 toneladas, o peso foi dividido em uma supercarreta com 380 pneus, puxada por três cavalos mecânicos. Antes da largada, a PRF realizou uma inspeção milimétrica, constatando que o conjunto ultrapassava os 10 metros de largura, o que exigiu ajustes da transportadora para reduzir o tamanho e o comprimento total, que chegava a 126 metros.

A operação envolveu cerca de 50 profissionais e um planejamento de um ano e meio. Logo no início do trajeto, a equipe enfrentou obstáculos urbanos, como galhos de árvores e placas de sinalização que ficaram no caminho do gigante.

Interrupção na Dutra

A passagem pela Rodovia Dutra, a principal do país, foi planejada para ocorrer durante a madrugada para minimizar o impacto aos 350 mil veículos que circulam diariamente pela via. No entanto, imprevistos mecânicos e burocráticos atrasaram o cronograma.

  • Quebra mecânica: um dos cavalos mecânicos quebrou antes do acesso à rodovia, forçando o cancelamento temporário da operação.
  • Restrições de horário: a supercarreta não circula nos fins de semana, quando o fluxo de veículos é maior.
  • Custo do pedágio: Com mais de 50 eixos, as taxas de pedágio ao longo do trajeto somam R$ 4.500.

A segurança das chamadas "obras de arte", que passou por pontes e viadutos, foi uma preocupação constante. Engenheiros acompanharam o trajeto medindo as estruturas antes e depois da passagem do veículo para garantir que não houve danos estruturais.

Técnicos checavam supercarreta a cada instante — Foto: Reprodução/TV Globo
Técnicos checavam supercarreta a cada instante — Foto: Reprodução/TV Globo

O gargalo da Serra das Araras

Um dos pontos mais críticos da viagem foi o trecho na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. A logística optou pelo Porto de Itaguaí (RJ) em vez do Porto de Santos (SP) devido ao congestionamento e à falta de pátios de manobra no terminal paulista.

"O Porto de Santos já está bastante congestionado, hoje ele opera quase que na sua totalidade de capacidade", afirmou Lino Guimarães Marujo, professor de Logística da UFRJ.

Na descida da serra, a velocidade é reduzida para apenas 5 km/h para proteger a carga milionária, totalizando 840 toneladas de peso bruto ladeira abaixo. "Aqui é atenção no retrovisor e no rádio. Não tem jeito", relatou o motorista da supercarreta, conhecido como Macarrão.

"Nós é pelo rádio, né, todo mundo no rádio, é para trás, é para frente, é para esquerda, para direita. Não tem jeito. Aqui é atenção no retrovisor e no rádio", diz Macarrão. 
Atrasos e infraestrutura
Supercarreta levou equipamento pela Via Dutra e provocou congestionamentos — Foto: Reprodução/TV Globo
Supercarreta levou equipamento pela Via Dutra e provocou congestionamentos — Foto: Reprodução/TV Globo

Enquanto a carga avança, o impacto na vida de quem usa a rodovia é inevitável. Motoristas e motoboys relataram esperas de mais de uma hora durante a interrupção das pistas.

"Incomoda muito", diz um motorista parado.

"Já estou aqui uma hora e pouca. Tenho horários a cumprir", reclamou uma motoboy atrasada.

O projeto inicial previa a entrega de três transformadores em dois meses, mas a complexidade da infraestrutura brasileira e fatores climáticos causaram um atraso de três meses no cronograma total.

  • 1ª carreta: 75 dias de trajeto.
  • 2ª carreta: 60 dias.
  • 3ª carreta: 45 dias.

Para o professor Lino Marujo, a solução para evitar o transtorno nas rodovias passaria por mais investimentos em ferrovias e na criação de pátios de carga. "Precisamos ter um modo de transporte mais sustentável e mais barato para o deslocamento dessas cargas", defendeu.

Enquanto a Arábia Saudita acelera para modernizar sua infraestrutura até 2030 com tecnologia brasileira, o horizonte para a modernização das estradas e ferrovias no Brasil permanece distante.

O destino final

A pressa para entregar a carga milionária encontra seu último desafio no porto. Para evitar que o navio tombe ou afunde durante o içamento do transformador, é necessário um sistema de compensação.

"O navio trabalha com um sistema de lastro, que é jogar o máximo de água nos seus tanques para compensar esse balanço no momento que ele suspende a carga", detalha Alecsander Barbosa, gerente de operações do Sepetiba Tecon.

Ao ver o equipamento finalmente embarcado, o sentimento é de dever cumprido. "Chegar e ver o bichão indo embora é uma satisfação muito grande", desabafa Fabrício Verpa, gerente de logística.

Ainda faltam entregar 11 transformadores. O sucesso dessas exportações gera emprego e impostos no Brasil, mas a dificuldade logística para honrar prazos internacionais acende um alerta: os compradores já reduziram a exigência de três para dois transformadores por navio para tentar evitar novos atrasos. Enquanto a Arábia Saudita acelera para 2030, a infraestrutura brasileira ainda busca encontrar o seu próprio caminho.

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Itália exibe pela primeira vez ao público geral os restos mortais de São Francisco de Assis

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Relíquias ficarão expostas em Assis por um mês a partir deste domingo (22) em mostra que marca os 800 anos da morte do padroeiro do país, venerado como santo pela Igreja.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 22 de Fevereiro de 2.026 às 14h30m
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Restos mortais de São Francisco de Assis, exibidos na Basílica de Assis, na Itália — Foto: JULIETTE RABAT / AFP
Restos mortais de São Francisco de Assis, exibidos na Basílica de Assis, na Itália — Foto: JULIETTE RABAT / AFP

Milhares de peregrinos visitam, a partir deste domingo (22), os restos de São Francisco de Assis na Itália, expostos ao público pela primeira vez em uma mostra que marca o 800º aniversário de sua morte.

"Corpus Sancti Francisci": uma inscrição em latim na vitrine de acrílico lembra aos visitantes a quem pertence o esqueleto do santo morto em 1226, cujas relíquias estarão expostas até 22 de março, em frente ao altar da igreja inferior da Basílica de São Francisco de Assis.

Uma longa fila de peregrinos esperava do lado de fora do templo, que abriu suas portas às 7h no horário local. Cerca de 400 mil pessoas já reservaram um lugar.

Nicoletta Benolli, de 65 anos, viajou de Verona para contemplar os restos mortais e afirmou, emocionada, que foi um evento "único".

"Em um momento como esse, temos a verdade diante de nossos olhos", resumiu.

Uma iniciativa que "pode ser uma experiência significativa tanto para crentes quanto para não crentes, pois Francisco testemunha, com esses ossos tão danificados, tão consumidos, que se entregou completamente", explicou o frei Giulio Cesáreo, diretor de comunicação do convento franciscano de Assis.

O corpo do santo, fundador da ordem dos franciscanos, que renunciou à sua riqueza e dedicou a vida aos pobres, foi levado para a basílica construída em sua homenagem em 1230.

Mas foi somente em 1818, ao final de escavações realizadas com a máxima discrição, que seu túmulo foi descoberto.

Geralmente escondido, o relicário transparente que contém os restos mortais de São Francisco desde 1978 foi retirado na manhã de sábado do cofre de metal onde repousava em seu túmulo de pedra, na cripta da basílica.

O pequeno esqueleto, cujo crânio foi danificado durante sua transferência para a basílica no século XIII, repousa sobre um pano de seda branca.

Os ossos de São Francisco haviam sido exibidos apenas uma vez antes, em 1978, para um número limitado de pessoas e por um único dia.

"O que é verdadeiramente belo, e não estava inicialmente planejado, é o fato de que um relicário de vidro à prova de balas e de arrombamento, completamente transparente, cobrirá o corpo de Francisco, permitindo-nos não apenas ver, mas também tocar este relicário", acrescentou o frei Cesáreo.

Além da estrutura de vidro que cobre a de acrílico, haverá câmeras de vigilância 24 horas para garantir a segurança do esqueleto, que deverá receber 15.000 visitantes por dia durante a semana e até 19.000 aos sábados e domingos.

Veneração de relíquias

O frei Cesáreo explica que "desde a época das catacumbas, os cristãos veneram os ossos dos mártires, as relíquias dos mártires, e nunca as consideraram verdadeiramente algo macabro", explicou o frei Cesáreo.

O que "os cristãos ainda veneram hoje, em 2026, nas relíquias de um santo" é "a presença do Espírito Santo", observou.

Também em Assis, no Santuário da Despossessão, são preservadas as relíquias de Carlo Acutis, um adolescente italiano que morreu em 2006 e foi canonizado em setembro pelo papa Leão XIV.

Especialistas garantem que os restos mortais de São Francisco não sofrerão nenhuma alteração com a exposição prolongada.

"A vitrine [de acrílico] é selada, portanto não há contato com o ar externo. Na verdade, permanece nas mesmas condições em que estaria no túmulo", afirma o frei Cesáreo.

Nem mesmo a iluminação fraca da igreja colocará em risco a preservação dos restos mortais.

"A basílica não será iluminada como um estádio porque não há nada de especial a ser feito; trata-se de um encontro com Francisco, não de um cenário de filme", concluiu o franciscano.

Em 4 de outubro, pela primeira vez em quase 50 anos, o dia de São Francisco de Assis voltará a ser feriado nacional na Itália, em homenagem ao santo padroeiro do país e ao papa argentino que adotou seu nome.

O papa Francisco, que faleceu em abril de 2025 aos 88 anos, foi o primeiro a adotar o nome do santo.

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Em acordo com Índia, Brasil busca independência em minerais críticos

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Governo brasileiro tem a intenção de firmar várias parcerias com diferentes nações ou blocos para manter o controle sobre os recursos e evitar a dependência de países como os Estados Unidos ou a China
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Américo Martins
Especialista em jornalismo internacional e fascinado pelo mundo desde sempre, foi diretor da BBC de Londres e VP de Conteúdo da CNN; já visitou mais de 70 países
21/02/26 às 15:40 | Atualizado 21/02/26 às 15:40
Postado em 22 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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Lula e Modi se reuniram em Brasília em julho
Lula e Modi se reuniram em Brasília em julho  • 08/07/2025 - REUTERS/Adriano Machado

O memorando de entendimentos sobre terras raras e minerais críticos assinado entre Brasil e Índia, neste sábado (21), é um passo crucial para implementar, na prática, a política de independência proposta pelo governo brasileiro com relação a esses recursos.

Este é o primeiro acordo significativo internacional fechado na área pelo Brasil, que tem a segunda maior reserva estimada de minerais críticos do mundo.

A intenção do pacto com a Índia é criar uma parceria que involves transferência de tecnologia, exploração, pesquisa, desenvolvimento e mineração de terras raras e minerais críticos.

Leia mais:

O documento assinado cria uma espécie de "acordo guarda-chuva", estabelecendo os princípios básicos da relação entre os dois países na área.

Ele prevê a possibilidade de investimentos recíprocos, desenvolvimento de tecnologias de processamento e reciclagem e até o uso de inteligência artificial na análise de dados geocientíficos para aprimorar processos de exploração.

O acordo não contempla nenhuma transação financeira entre os lados neste estágio, mas atende aos três critérios estratégicos definidos pelo governo para a exploração desses recursos minerais.




Em primeiro lugar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu que o Brasil não vai fechar nenhum acordo de exclusividade com nenhum país para explorar ou vender terras raras ou minerais críticos.

Ao contrário, a ideia é fazer vários acordos com diferentes nações ou blocos para manter o controle sobre os recursos e evitar a dependência de países como os Estados Unidos ou a China.

O segundo critério é o da bilateralidade.

O governo pretende assinar vários acordos – sempre bilaterais e nunca multilaterais.



Os estrategistas do Planalto acreditam que isso também ajuda a evitar armadilhas que possam impedir que o Brasil negocie livremente e com quem quiser os seus recursos minerais.

O país se recusou, por exemplo, a aderir ao Fórum de Engajamento em Recursos Geoestratégicos proposto pelo presidente americano Donald Trump para garantir que os Estados Unidos tenham acesso privilegiado ou total aos recursos de aluns países.

Por fim, o Brasil também quer fazer acordos que levem à criação de uma cadeia de produção e beneficiamento dos minerais críticos no próprio território nacional, agregando valor aos recursos do país e evitando a venda dos minérios como se fossem simples commodities.

O acordo com a Índia tem todos os três elementos, como afirmou o presidente Lula em Nova Délhi depois de o texto ter sido assinado.

Assim como a Índia criou a Missão Nacional de Minerais Críticos, o Brasil vai criar um Conselho Nacional vinculado à Presidência da República para garantir a nossa soberania. Queremos atrair a cadeia de processamento dessa riqueza para o território brasileiro, sem fazer opções excludentes. O acordo que assinamos hoje com a Índia vai nessa direção", disse ele.

O acordo com a Índia também manda um recado para Estados Unidos, China e União Europeia: o de que o Brasil está disposto a negociar seus recurso, mas dentro dessas bases.

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