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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Governo lança programa para financiar motos de entregadores e mototaxistas; veja regras e modelos

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Programa oferece financiamento de até 100% do valor de motos e bicicletas, com juros abaixo dos praticados pelo mercado. O g1 explica quem pode participar, os modelos aceitos e como fazer o cadastro.
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Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 27 de Julho de 2.026 às 07h00m

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Motos flex e elétricas entram no programa Move Brasil — Foto: arte/g1
Motos flex e elétricas entram no programa Move Brasil — Foto: arte/g1

O governo federal lança nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, que facilita o financiamento de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não, para entregadores de aplicativo e mototaxistas. As taxas de juros são inferiores à metade das normalmente praticadas no mercado.

A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Os pedidos de financiamento já podem ser feitos pelo portal do programa, e o g1 reuniu abaixo os principais pontos da iniciativa.

Antes de conferir a lista, é necessário que a moto, o ciclomotor ou a bicicleta atendam aos seguintes critérios:

  • Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;
  • Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;
  • Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou híbridos não são aceitos);
  • Ser zero km, já que o programa não inclui veículos usados;
  • A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.
Lula diz que motoristas de app estão deixando a 'invisibilidade'
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Veja os modelos elegíveis

Motos a combustão, classificadas por preço:

  • Honda Biz 125 EX: R$ 16.840;
  • Honda CG 160 Cargo: R$ 18.390;
  • Yamaha Factor: R$ 18.490;
  • Yamaha Factor DX: R$ 18.990;
  • Honda CG 160 Titan: R$ 20.590;
  • Honda CG 160 Fan: R$ 20.590;
  • Yamaha Fazer FZ15: R$ 21.190;
  • Honda CG 160 50 anos: R$ 21.270;
  • Honda NXR160 Bros CBS: R$ 22.400;
  • Yamaha Crosser 150 S ABS: R$ 22.790;
  • Yamaha Crosser 150 Z ABS: R$ 22.990;
  • Honda NXR160 Bros ABS: R$ 23.390.
Motos a combustão flex que participam do programa
Honda Biz EX — Foto: divulgação/Honda

Honda CG 160 Cargo — Foto: divulgação/Honda

Yamaha Factor — Foto: divulgação/Yamaha

Yamaha Factor DX — Foto: divulgação/Yamaha

Honda CG 160 Titan 2025 custa R$ 19.230 — Foto: Divulgação | Honda

Honda CG 160 Fan — Foto: divulgação/Honda

Yamaha Fazer F15 — Foto: divulgação/Yamaha

Honda CG 50 anos — Foto: divulgação/Honda
Honda NXR160 Bros — Foto: divulgação/Honda

Yamaha Crosser 150 S ABS — Foto: divulgação/Yamaha

Yamaha Crosser 150 Z ABS: — Foto: divulgação/Yamaha
Honda Biz EX — Foto: divulgação/Honda

Motos elétricas, também listadas por preço:

  • Shineray SE1: R$ 12.490;
  • Shineray SE2: R$ 12.490;
  • Watts W125: R$ 15.992;
  • Shineray SHE-S: R$ 16.490;
  • Yamaha Neos: R$ 25.990.
  • Motos elétricas que fazem parte do programa Move Brasil
Shineray SE1 — Foto: divulgação/Shineray

Shineray SE2 — Foto: divulgação/Shineray

Watts W125 — Foto: divulgação/Watts

Shineray SHE-S — Foto: divulgação/Shineray

Yamaha Neo's será produzida em Manaus e estará disponível a partir de janeiro. O preço ainda não foi revelado — Foto: Divulgação | Yamaha
Shineray SE1 — Foto: divulgação/Shineray

Veja as principais mudanças trazidas pelo programa:

O que é o programa?

O programa é uma linha de crédito criada pelo governo federal e que estará disponível a partir do dia 27 de julho, voltada para veículos de duas rodas utilizados em serviços de entrega e no transporte individual por aplicativo ou mototáxi.

Ele cria uma linha de crédito operada pela Caixa Econômica Federal, com subsídios do governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

A previsão do governo é de financiar 100 mil motos, motonetas ou ciclomotores.

Além da compra de veículos novos, o programa também prevê apoio para que empresas ampliem redes de recarga ou de troca de baterias para modelos elétricos.

Quem pode participar do programa?

Para participar do programa, é necessário ser um profissional de aplicativo ou contratado no regime CLT.

  • Profissional de aplicativo: é preciso ter, no mínimo, 6 meses de cadastro na plataforma e pelo menos 100 corridas ou entregas realizadas.
  • Profissional CLT: incluem-se ciclistas, motofretistas e mototaxistas com contrato formal (CLT), que tenham a carteira assinada há pelo menos 6 meses na mesma empresa.

Quais veículos estão incluídos?

Fazem parte do programa:

  • Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex de até 160 cilindradas e que sejam fabricadas no Brasil;
  • Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas com potência de até 7.500 watts, produzidos no Brasil ou com projeto de investimento para fabricação no país;
  • Bicicletas elétricas com potência de até 1.000 watts.

Posso financiar motos de até qual valor?

O programa não estabelece limite de preço para os veículos, considerando apenas critérios como potência, tipo de combustível e fabricação nacional.

No entanto, devido à restrição a motos de até 160 cilindradas, os preços variam entre R$ 16.840 e R$ 23.990. No caso dos modelos elétricos, o valor é mais alto, a partir de R$ 25.990.

Quais são os juros do financiamento?

O financiamento cobre 100% do valor do veículo, sem necessidade de entrada. No programa, a taxa de juros é de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres.

Esse percentual corresponde a menos da metade da taxa de juros praticada pelo mercado. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o índice foi de 26,6% ao ano em abril de 2026.

Qual é o prazo do financiamento?

O prazo varia de acordo com o tipo de financiamento, que pode ser realizado por:

  • Pessoa física: prazo fixo de 48 meses, com dois meses de carência;
  • Pessoa jurídica (apenas para estrutura de recarga ou troca de baterias): prazo de até 48 meses, com dois meses de carência, durante os quais são cobrados apenas encargos financeiros.

Qual é a linha de crédito para carregadores e estações de bateria?

Além da linha de crédito para o financiamento de motos, o programa também prevê a expansão de pontos de recarga ou de troca de baterias para motocicletas elétricas.

Nesses casos, podem ser financiadas itens da estrutura do local e as baterias, enquanto o capital de giro associado fica limitado a 30% do valor dos investimentos.

Quais documentos são necessários?

Para se cadastrar no programa, não é necessário apresentar documentos. Como o registro é feito pela conta gov.br, os dados do usuário já estão disponíveis, incluindo a CNH.

Como posso participar?

O cadastro para adesão ao programa deve ser feito pelo site gov.br/movebrasil. A resposta é enviada em até cinco dias úteis, mas só a partir do dia 27 de julho.

Tenho nome sujo, e agora?

Ter o nome sem restrições não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelos bancos para aprovar o financiamento do veículo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras.

Como sei se fui aprovado?

A resposta ao cadastro será enviada pela plataforma gov.br em até cinco dias úteis.

Como contratar o financiamento?

Após a análise do programa, os motoristas aprovados podem buscar o financiamento diretamente em uma concessionária ou no banco onde já possuem conta, para a análise de crédito e a contratação do financiamento.

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Tráfego no Mar Vermelho diminui após ataque dos Houthis à Arábia Saudita

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Fluxo de embarcações por Bab el-Mandeb atinge o menor nível em meses, enquanto Ormuz segue com movimento reduzido
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Da Reuters
27/07/26 às 03:49 | Atualizado 27/07/26 às 03:49
Postado em 27 de Julho de 2.026 às 05h00m

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Praia de Aqaba, que serve como janela da Jordânia para o Mar Vermelho
Praia de Aqaba, que serve como janela da Jordânia para o Mar Vermelho  • MItz

O tráfego de navios pelo estreito de Bab el-Mandeb caiu no domingo (26) após os rebeldes Houthis, do Iêmen, atacarem instalações petrolíferas da Arábia Saudita na costa do Mar Vermelho. Já a passagem pelo Estreito de Ormuz permaneceu em níveis baixos durante o fim de semana, segundo dados da empresa de inteligência marítima Kpler divulgados nesta segunda-feira (27).

De acordo com os dados, 11 embarcações de transporte de commodities atravessaram o estreito de Bab el-Mandeb no domingo, o menor número registrado em meses.

A navegação no Mar Vermelho vem sendo afetada desde a semana passada pelos Houthis, grupo alinhado ao Irã, que busca bloquear as exportações sauditas, ampliando o conflito entre Estados Unidos e Irã, que já comprometeu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

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A interrupção no transporte marítimo fez os preços das cargas físicas de petróleo bruto no Oriente Médio, Europa e África atingirem os maiores níveis em dois meses na semana passada.

Dos sete navios-tanque que passaram por Bab el-Mandeb no domingo, três entraram no Mar Vermelho. Dois deles são superpetroleiros do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), com destino ao porto saudita de Yanbu para carregar petróleo. O terceiro é uma embarcação ligada à Rússia, segundo os dados.

As quatro embarcações que deixaram o Mar Vermelho no domingo incluíam o superpetroleiro New Explorer, de bandeira de Hong Kong, transportando 2 milhões de barris de petróleo saudita e dos Emirados Árabes Unidos para o porto de Ningbo, no leste da China. Também estavam entre elas um navio levando 1 milhão de barris de petróleo russo para a China e outro transportando cerca de 750 mil barris de petróleo saudita para o Paquistão.

Outro superpetroleiro de bandeira de Hong Kong, o New Pearl, carregando 2 milhões de barris de petróleo saudita, também deixava o Mar Vermelho pelo estreito de Bab el-Mandeb com destino ao porto chinês de Zhoushan. Trata-se do quarto superpetroleiro chinês a deixar a região desde que os Houthis anunciaram um bloqueio naval.

A empresa Associated Maritime Hong Kong, responsável pela gestão dos navios New Explorer e New Pearl, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito fora do horário comercial.

O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo atacou, no sábado (25), instalações da estatal petrolífera saudita Aramco nas cidades de Jizan e Yanbu.

Estreito de Ormuz

Menos de 10 embarcações de transporte de commodities atravessaram diariamente o Estreito de Ormuz durante o fim de semana, apesar da pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, segundo os dados da Kpler.

No domingo, apenas sete navios passaram pela região, incluindo três petroleiros ligados ao Irã que deixaram o estreito.

No sábado, somente três embarcações fizeram a travessia com seus transponders desligados. Entre elas estavam um superpetroleiro a caminho do Catar para carregar petróleo, um navio de transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) com destino ao porto de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, e um petroleiro transportando nafta do Catar rumo ao Japão.

Na sexta-feira (24), sete embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz, a maioria deixando o Golfo Pérsico, incluindo dois superpetroleiros carregados com petróleo do Iraque e dos Emirados Árabes Unidos, além de um navio transportando óleo combustível.

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domingo, 26 de julho de 2026

Autoridade do Irã atribui pausa nos ataques dos EUA a "fadiga estratégica"

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Comentários surgem após relatos de que o vice-presidente americano, JD Vance, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, expressaram preocupações sobre uma escalada na guerra
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Aida Karimi e Tim Lister, da CNN
26/07/26 às 06:43 | Atualizado 26/07/26 às 06:43
Postado em 26 de Julho de 2.026 às 13h00m

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Bandeira nacional do Irã  • Cheng Xin/Getty Images

Autoridades iranianas tentaram apresentar a aparente pausa nos ataques dos EUA como uma vitória. Um porta-voz militar do Irã afirmou que os Estados Unidos não conseguiram abalar as defesas do Irã e estariam sofrendo de fadiga estratégica.

Os comentários feitos a veículos de mídia estatais iranianos neste domingo (26) surgem após relatos de que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, expressaram preocupações sobre uma escalada da guerra com o Irã durante uma reunião na Casa Branca na sexta-feira (24).

As forças armadas dos EUA não anunciaram novos ataques nas últimas duas noites — após quase duas semanas de ataques noturnos consecutivos.

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As operações estão "em pausa", disse uma fonte do Departamento de Defesa à CNN no sábado.

"Ainda não conseguimos identificar nenhuma estratégia clara por parte dos americanos", disse o porta-voz do exército iraniano, Amir Akraminia, à televisão estatal iraniana no domingo, afirmando que os EUA estavam "vivenciando uma fadiga na tomada de decisões estratégicas".

Os EUA não conseguiram forçar a abertura do Estreito de Ormuz nem enfraquecer ou destruir as capacidades defensivas do Irã, disse Akraminia.

Ele acrescentou: "Agora vemos que a geografia da guerra se estendeu até Bab al-Mandeb", no Mar Vermelho, onde os Houthis, apoiados pelo Irã, declararam um bloqueio ao transporte marítimo saudita.

Um porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o brigadeiro-general Hossein Mohebi, alegou que Israel estava "tentando manter os Estados Unidos na região ao provocar o presidente dos EUA e fornecer-lhe informações falsas".

No início deste mês, foi noticiado que Israel havia fornecido aos EUA informações de inteligência sobre um plano de assassinato contra Trump.

Mohebi alegou que, nas últimas duas semanas, o Irã destruiu uma grande variedade de instalações militares dos EUA em toda a região. Os EUA reconheceram danos em algumas instalações, como na Jordânia, onde três soldados americanos foram mortos em um ataque.

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'Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras', diz Lula em artigo no jornal Washington Post

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Presidente classificou novo tarifaço como 'erro estratégico', que vai prejudicar tanto o Brasil quanto a economia norte-americana.
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Por Redação g1 — Brasília

Postado em 26 de Julho de 2.026 às 11h25m

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'Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras', diz Lula em artigo no Washington Post
'Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras', diz Lula em artigo no Washington Post

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em artigo publicado no jornal norte-americano "The Washington Post" neste domingo (26), que o governo não vai aceitar tentativas de usar a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos para pressionar o país por motivos políticos ou influenciar as eleições.

"Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras", escreveu o petista.

O texto foi publicado após o Itamaraty negar um pedido de visto solicitado por dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que, segundo o governo brasileiro, viriam ao país para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral.

O Departamento de Estado norte-americano, no entanto, negou que eles tivessem o objetivo de interferir nas eleições.

Itamaraty nega vistos a funcionários dos EUA e alega intervenção nas eleições
Itamaraty nega vistos a funcionários dos EUA e alega intervenção nas eleições

🔎O jornal "Washington Post" foi o primeiro a revelar os planos dos dois funcionários do Departamento de Estado americano de viajar ao Brasil. A reportagem afirmava que, segundo autoridades americanas e brasileiras, os representantes do governo de Donald Trump viriam para levantar dúvidas sobre a integridade do sistema de votação.

➡️O novo "tarifaço" dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil soma uma sobretaxa total que pode chegar a 37,5%, combinando uma taxa de 25% e outra de 12,5%. As medidas geram impactos diretos na economia.

No artigo, Lula diz que as tarifas impostas a produtos brasileiros são um "erro estratégico", pois "prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil".

Segundo o petista, as importações brasileiras para o país caíram para o menor patamar desde 1997.

Ele ressalta que tentou negociar diretamente com Trump e que o governo brasileiro realizou dezenas de reuniões com representantes americanos. No entanto, mesmo após a apresentação de argumentos técnicos, os Estados Unidos decidiram manter as novas taxas.

Segundo o presidente, diversos setores da indústria americana dependem de insumos brasileiros e o aumento das tarifas tende a encarecer produtos para consumidores dos EUA.

"No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros."

Donald Trump e Lula — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images/Via BBC
Donald Trump e Lula — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images/Via BBC

América Latina não precisa de vigilância e sanções

No artigo, Lula afirma ainda que a América Latina precisa de "parceiros confiáveis e previsíveis", e não de sanções econômicas ou demonstrações de força militar.

Segundo ele, em um momento em que os Estados Unidos restringem seu mercado, outros países passam a se apresentar como alternativas para ampliar investimentos e relações comerciais na região.

"Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência", prosseguiu.
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