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domingo, 9 de agosto de 2026

2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: veja números da Quaest por posicionamento político, região, sexo, faixa etária, escolaridade, renda e religião

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Lula tem 44% das intenções de voto no 2º turno contra 39% de Flávio Bolsonaro; vantagem do petista não se repete entre evangélicos, eleitores com ensino superior e moradores da região do Sul, onde Flávio aparece à frente
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Por Bianca Muniz, g1 — São Paulo

Postado em 09 de Agosto de 2.026 às 12h00m

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Quaest: números da corrida presidencial e avaliação do governo Lula
Quaest: números da corrida presidencial e avaliação do governo Lula

Os dados da pesquisa Quaest de agosto, divulgada na quarta-feira (5), mostram o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, com 44% das intenções de voto contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 39% em um eventual segundo turno. No entanto, em determinados segmentos, o candidato do PL aparece à frente: no eleitorado de direita, com ensino superior, moradores da região Sul do Brasil e evangélicos.

🔎 A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

Lula (PT)  e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

Posicionamento político

Entre os eleitores que se declaram independentes, o cenário é de empate técnico, com Lula numericamente à frente, mas dentro da margem de erro (33% a 29%). Veja esse e outros números:

Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Posicionamento político (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Posicionamento político (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Região

Lula está à frente no Nordeste (64% a 25%), enquanto Flávio ultrapassa o petista no Sul (56% a 29%). No Sudeste e no Centro-Oeste/Norte, os candidatos estão empatados tecnicamente.

Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Região (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Região (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Sexo

Lula vai melhor entre mulheres (47%) do que entre homens (35%). Entre homens, Flávio fica numericamente à frente de Lula, com 44%, mas a diferença ainda está dentro da margem de erro.

Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Sexo (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Sexo (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Faixa etária

Lula tem maior intenção de voto em todas as faixas etárias avaliadas; entretanto, nas faixas de 16 a 34 anos e de 35 a 59 anos, o petista está tecnicamente empatado com o candidato do PL. Entre os eleitores com mais de 60 anos, Lula lidera: 48% ante 34%.

Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Faixa etária (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Faixa etária (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Escolaridade

Entre quem cursou até o ensino médio, há um empate técnico, apesar de Flávio ficar numericamente à frente de Lula neste segmento. Veja esse e outros números:

Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Escolaridade (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Escolaridade (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Renda familiar

Confira os números:

Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Renda familiar (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Renda familiar (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

Religião

Lula lidera entre católicos (49%), mas fica atrás de Flávio entre evangélicos. O candidato do PL tem 48% das intenções de voto entre evangélicos.

Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Religião (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
Quaest: Intenção de voto para presidente no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro - Religião (agosto/2026) — Foto: Arte/g1

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Fugitivos das telas: por que cada vez mais pessoas pagam para ficar offline

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Na contramão de um mundo cada vez mais digital, negócios apostam em vinil, câmeras analógicas e experiências presenciais para atrair quem quer desacelerar e recuperar conexões fora das telas.
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Por PEGN — São Paulo

Postado em 09 de Agosto de 2.026 às 11h40m

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Por que cada vez mais pessoas pagam para ficar offline
Por que cada vez mais pessoas pagam para ficar offline

Enquanto a vida digital se acelera, cresce um movimento na direção oposta: consumidores interessados em experiências mais lentas, presenciais e tangíveis.

A tendência aparece de formas diferentes, mas tem um elemento em comum: a valorização daquilo que exige tempo, atenção e envolvimento.

  • Discos de vinil ganham espaço diante das playlists infinitas. Câmeras analógicas ressurgem como alternativa aos filtros e aplicativos. E atividades criativas feitas à mão passam a disputar espaço com horas diante do celular.

Esse comportamento está criando oportunidades para empreendedores que apostam justamente no que parecia ter ficado para trás.

Em diferentes regiões do país, negócios baseados em tecnologias, produtos e hábitos do passado encontram novos públicos. O que une essas iniciativas é a mesma aposta: transformar a busca por experiências mais humanas e menos digitais em oportunidade de negócio.

Empreendedor aposta no vinil e no resgate do ritual de ouvir música — Foto: Globo/ Reprodução
Empreendedor aposta no vinil e no resgate do ritual de ouvir música — Foto: Globo/ Reprodução

LPs voltaram à moda.

Em Macapá (AP), o empreendedor Charles Figueiredo encontrou uma oportunidade justamente em um formato que muitos consideravam ultrapassado. Há cerca de dez anos, ele decidiu transformar sua coleção de discos em negócio e abriu uma loja especializada em vinis.

O que era um mercado de nicho passou a atrair um público cada vez mais diverso. Segundo o empreendedor, aproximadamente 70% dos clientes têm entre 16 e 26 anos.

Em vez de consumidores que viveram o auge dos LPs, a maioria é formada por jovens que estão descobrindo agora o universo dos discos.

Para eles, o interesse vai além da música. Existe um ritual que começa na escolha do álbum, passa pelo cuidado de retirar o disco da capa e termina no momento de posicionar a agulha sobre a faixa desejada. Uma experiência bem diferente da praticidade oferecida pelos serviços de streaming.

Porque no mundo de cliques instantâneos, esse é um convite para ouvir sem pressa, diz a reportagem.

Os discos são vendidos a partir de R$ 2 e ajudam a sustentar um negócio que hoje fatura cerca de R$ 25 mil por mês.

Para atrair clientes, Charles investe em feiras, encontros de colecionadores, vendas por catálogo e divulgação nas redes sociais.

Bom, eu acredito que o futuro vai ser sempre esse, de resgate, de resgatar memórias. Então, tem público jovem. Eles estão criando novas memórias agora, criando o ritual novo de colocar o disco pra tocar, pegar agulha e colocar na faixa certinho para tocar.

Câmeras analógicas ganham novos fãs e voltam às prateleiras. — Foto: Globo/ Reprodução
Câmeras analógicas ganham novos fãs e voltam às prateleiras. — Foto: Globo/ Reprodução

Câmera que parecia ultrapassada volta a valer mais

Em Goiânia, a volta ao passado acontece pelas lentes. Silvio Alves Domingues trabalha há 40 anos com fotografia e acompanhou a transição do analógico para o digital.

A mudança foi rápida e teve impacto direto no negócio.

Então, antigamente era focado só no analógico. Aí teve a transição para os equipamentos digitais. O impacto foi grande, foi bastante grande porque a princípio eu achei que não ia pegar tão rápido o digital.

O empresário precisou se reinventar.

E aí nós tivemos que nos reiventar porque entrou uma nova linha de equipamento que até então nós não conhecíamos. Um bem que era o digital.

Mas, cerca de oito anos atrás, ele percebeu um movimento inesperado.

Exatamente há oito anos atrás começou uma tendência de pessoas começar a voltar a esse retrô, né? Principalmente por causa que alguns jovens estavam cansados dessas fotos. Muito maquiada, digital. Eles queria algo mais natural.

Para esse público, a imperfeição e a naturalidade da fotografia analógica passaram a ser parte do encanto.

Então eles começaram a pegar as câmeras dos avós, os tataravós e trazer essas câmeras para a manutenção.

A procura ajudou a valorizar equipamentos que, durante um período, pareciam ter perdido completamente o espaço. Uma câmera que chegou a custar entre R$ 100 e R$ 150 pode hoje ser vendida por cerca de R$ 1.300 a R$ 1.400, segundo Silvio.

A valorização depende, porém, do estado de conservação do equipamento. Algumas câmeras não compensam o custo de manutenção. Outras podem ser restauradas e voltar a funcionar.

O negócio de Silvio fatura cerca de R$ 100 mil por mês.

Para ele, existe também um componente emocional nessa volta.

Então eu que vivi isso esses 40 anos, quando eu vejo esses equipamento voltando e é muito interessante porque o material que esse equipamentos são feitos sabe assim os detalhes, cada mola, cada alavanca, assim a perfeição.

Aquilo ali me emociona tanto. E eu faço assim não só pelo trabalho, mas também uma satisfação que me dá um amor que eu tenho de trabalho.

A procura pelo analógico também alimenta expectativas sobre o futuro do setor.

Então, sim, fábricas que anteriormente pararam e agora virão, um futuro promissor para novamente fabricar película. Eu também estou com eles. Eu vejo que vai ser algo promissor para o futuro.

Atividades manuais atraem quem busca desacelerar e sair das telas. — Foto: Globo/ Reprodução
Atividades manuais atraem quem busca desacelerar e sair das telas. — Foto: Globo/ Reprodução

Cerâmica, bordado e mais

Em São Paulo, a busca por desconexão ganhou uma forma diferente. Laura Issa criou um espaço de experiências criativas. O local oferece aulas de pintura em cerâmica, cerâmica, bordado, crochê e aquarela, além de workshops nos fins de semana.

O investimento inicial foi de R$ 50 mil, e o ticket médio é de R$ 250.

A ideia surgiu das próprias experiências da empreendedora. Laura conta que, em momentos de mudanças na vida, costumava buscar cursos e viagens para experimentar coisas novas. Com o tempo, percebeu que outras pessoas poderiam ter a mesma vontade.

Então eu percebi que talvez mais pessoas tivessem essa vontade de testar diversas coisas, né?

Ela também identificou uma dificuldade específica de quem vive em uma cidade grande:

Ainda mais numa cidade como a gente está aqui, você acaba ficando enclausurado naquele ciclo casa trabalho, trabalho, casa.

A proposta do espaço é justamente quebrar essa rotina.

Mas o que a gente pode colocar na nossa rotina para sair desse, dessa roda é conseguir realmente ter uma vida um pouco com um pouco mais de significado e um pouco de personalidade.

A empreendedora diz que, ao longo da construção do negócio, percebeu que havia também uma busca por diminuir o tempo diante das telas.

Então eu fui percebendo em mim mesmo e nas pessoas. Talvez isso fosse inconsciente em mim, mas uma busca pra sair das telas, uma busca pra você ter uma conexão real.

O espaço tenta oferecer justamente essa experiência presencial.

Meu negócio era um espaço criativo que ele busca trazer a experiência pra que as pessoas consigam experienciar coisas diferentes e trazer criatividade pra vida.

A divulgação acontece também pelas redes sociais, mas a própria chegada dos clientes tem um componente offline.

E é muito interessante porque elas vêm de forma analógica também. Então ela vem muito passando pela rua e vem do espaço, chama atenção e vem muito por indicação.

A proposta atraiu principalmente mulheres: 90% dos clientes são mulheres, e a maioria tem entre 30 e 40 anos. Uma delas é Ana Facure, que decidiu reduzir o uso das redes sociais e buscar atividades manuais.

Com certeza eu decidi esse ano sair das redes sociais e fazer alguma coisa que eu tenha trabalhos manuais, que eu não fique tanto na tela, não só no celular, mas na televisão.

Ela encontrou no espaço uma possibilidade de criar e, ao mesmo tempo, estabelecer relações presenciais.

Eu acho que é o sentimento de pertencimento, de conexão com as pessoas. Mas pra mim, o que eu mais acho gostoso é um lugar de conexão que você se conecta com as pessoas que você tem relações reais, olho no olho e não na tela.

Para Ana, a própria velocidade de São Paulo reforça essa necessidade.

Eu acho que São Paulo tem um pouco dessa pressa que pra mim me faz sentir um pouco acelerada. Então eu sinto falta de um espaço onde eu posso desacelerar e criar essas conexões.

O negócio de Laura fatura cerca de R$ 45 mil por mês.

Consumidores interessados em experiências mais lentas, presenciais e tangíveis — Foto: Pexels
Consumidores interessados em experiências mais lentas, presenciais e tangíveis — Foto: Pexels

O mercado da desconexão

Embora atuem em segmentos completamente diferentes, os três empreendedores apostam em uma mesma mudança de comportamento. Em um cenário cada vez mais digital, consumidores passaram a valorizar experiências que exigem mais presença, tempo e interação.

O fenômeno não representa uma rejeição à tecnologia. Pelo contrário. Todos esses negócios usam internet, redes sociais e ferramentas digitais para divulgar produtos, encontrar clientes e ampliar a operação. A diferença está no que oferecem: algo que o ambiente online nem sempre consegue reproduzir.

Seja ouvindo um disco de vinil, fotografando com uma câmera analógica ou participando de uma aula de cerâmica, os clientes buscam experiências físicas, sensoriais e compartilhadas. Em comum, está o desejo de desacelerar em meio à rotina acelerada da vida digital.

Para esses empreendedores, o futuro não está necessariamente em escolher entre o analógico e o digital, mas em encontrar um equilíbrio entre os dois mundos. E, ao que tudo indica, existe um público cada vez maior disposto a investir nessa experiência.

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sábado, 8 de agosto de 2026

Seca histórica atinge rios da Europa e pode ser vista do espaço

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Crise climática encolhe importantes cursos d'água, afetando transportes, energia e vida selvagem no continente que mais aquece
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Laura Paddison, Oliver Sherwood, da CNN
08/08/26 às 09:00 | Atualizado 08/08/26 às 09:00
Postado em 08 de Agosto de 2026 às 11h35m

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Dunas de areia após queda significativa do nível do rio Danúbio, perto de Calarasi, na Romênia18 de julho de 2026  • via REUTERS

O calor intenso e implacável, combinado com a falta de chuvas, está causando um efeito devastador em alguns dos rios mais importantes da Europa. Em alguns locais, os cursos d’água atingiram níveis recordes de baixa, em uma crise tão grave que pode ser vista do espaço.

Imagens impressionantes de satélite revelam rios drasticamente reduzidos atravessando paisagens ressecadas. Os baixos níveis de água expuseram grandes áreas das margens dos rios, além de extensos bancos de areia normalmente escondidos sob a superfície.

Comparações com 2023, quando o fluxo dos rios europeus estava geralmente próximo da média, mostram o quanto alguns desses importantes cursos d’água diminuíram.

A Europa é o continente que aquece mais rapidamente no planeta, e seus verões estão se tornando cada vez mais extremos à medida que a crise climática causada pela ação humana provoca temperaturas recordes sem precedentes.

Ondas de calor intensas e consecutivas retiraram a umidade dos solos e dos rios, enquanto a seca prolongada trouxe pouco alívio.

Os impactos são enormes: os rios da Europa são vias essenciais para o transporte de mercadorias, ajudam no resfriamento de usinas de energia, geram eletricidade hidrelétrica, atraem turistas e fornecem habitats fundamentais para a vida selvagem. À medida que diminuem, pessoas, economias e ecossistemas sofrem.

Leia Mais

Os rios europeus frequentemente atingem níveis baixos durante o verão, mas, neste ano, em alguns lugares, chegaram a patamares sem precedentes. Dois dos cursos d’água mais importantes do continente, o Danúbio e o Reno, foram especialmente afetados.

O Danúbio, o segundo rio mais longo da Europa, que atravessa 10 países em seu percurso da Alemanha até o Mar Negro, atingiu níveis recordes de baixa na Hungria.

O nível da água em Budapeste caiu para cerca de 10 centímetros na segunda-feira (3), quebrando o recorde anterior de baixa, de aproximadamente 33 centímetros, registrado em 2018, segundo a Associated Press.

A cidade se prepara para temperaturas acima de 37,7°C nesta semana, enquanto outra onda de calor atinge a Europa Central e Oriental, aumentando os temores de que o nível do rio possa cair ainda mais.

A redução do volume do Danúbio provocou uma crise energética na Hungria. A usina nuclear de Paks, responsável por quase metade da eletricidade do país e que utiliza a água do Danúbio para resfriamento, está operando com cerca de 10% de sua capacidade, depois que os baixos níveis do rio obrigaram o desligamento de todos os seus reatores, com exceção de um.

Rio Danúbio atinge nível recorde de baixa, encalha navios e expõe leito e pontes • Reuters
Rio Danúbio atinge nível recorde de baixa, encalha navios e expõe leito e pontes • Reuters

Há preocupação de que a usina seja totalmente desligada caso o nível do rio continue diminuindo.

O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, agradeceu às residências e à indústria pela redução voluntária no consumo de energia durante os horários de pico no período da noite.

A Romênia também enfrenta desafios energéticos. Na segunda-feira, as forças navais do país usaram explosivos para perfurar rochas e abrir passagem para a água, em uma tentativa de redirecionar o fluxo do rio Danúbio para o único reator em funcionamento da usina nuclear de Cernavodǎ.

A agência estatal de gestão de recursos hídricos do país agora tem planos de afundar duas barcaças carregadas com pedras em um trecho do Danúbio para construir uma barragem temporária e desviar mais água para a usina, informou a Reuters na terça-feira (4).

A redução dos rios também está afetando o turismo, obrigando alguns cruzeiros fluviais a cancelar ou alterar seus serviços. Na semana passada, um navio de cruzeiro encalhou em um banco de areia no rio Danúbio, na Bulgária.

E, à medida que o rio diminui, ele revela artefatos históricos. Na semana passada, restos do que se acredita ser um mamute antigo foram encontrados no norte da Bulgária, e um navio de guerra nazista afundado foi revelado na Sérvia.

O Reno, que nasce nos Alpes suíços e segue para o norte até desaguar no Mar do Norte, também está em níveis críticos. O rio é uma importante rota de transporte para produtos como alimentos, minerais, carvão e petróleo.

A baixa quantidade de neve no inverno nos Alpes, combinada com a falta de chuvas e cinco ondas de calor distintas que atingiram grandes áreas da bacia do Reno, causaram a redução do nível do rio, afirmou Massimiliano Zappa, hidrólogo do Instituto Federal Suíço de Pesquisa Florestal, Neve e Paisagem.

O nível da água no ponto crítico de passagem do rio em Kaub, próximo a Koblenz, no oeste da Alemanha, estava em cerca de 23 centímetros na quarta-feira (5).

Baixos níveis de água na Alemanha revelam navios afundados e pedras da fome que alertavam sobre escassez • Reuters
Baixos níveis de água na Alemanha revelam navios afundados e pedras da fome que alertavam sobre escassez • Reuters

Antes deste ano, o recorde de baixa era de aproximadamente 24 centímetros, registrado em 2018, segundo a Reuters, citando a Administração Federal de Hidrovias e Navegação da Alemanha.

Os níveis dos rios estão tão baixos que navios comerciais tiveram de reduzir suas cargas em até 80% para evitar encalhamentos. A situação está prejudicando as cadeias de abastecimento e tornando o transporte mais caro.

Os embarques por barcaças estão severamente restritos, e as embarcações estão operando com cargas significativamente reduzidas, disse um porta-voz da empresa química Lanxess à Reuters na segunda-feira. Como alguns pontos de carregamento e descarregamento não podem mais ser alcançados, estamos transferindo o transporte para ferrovias e rodovias sempre que possível.

Níveis recordes de baixa também foram registrados na cidade alemã de Colônia e em Lobith, ponto onde o Reno atravessa da Alemanha para a Holanda.

Outros rios europeus também estão sofrendo, incluindo o Pó, na Itália, e o Loire, na França, ambos com níveis excepcionalmente baixos em algumas regiões.

Cientistas alertam que esses recordes de baixa nos rios provavelmente serão quebrados repetidamente no futuro.

À medida que o clima continua aquecendo, os extremos hidrológicos que estamos enfrentando agora serão apenas a ponta do iceberg, afirmou Richard Allan, professor de ciência climática da Universidade de Reading, na Inglaterra. A gestão dos recursos hídricos se tornará progressivamente mais desafiadora.

Segundo ele, a única maneira de limitar esses extremos éreduzir rapidamente os gases de efeito estufa em todos os setores da sociedade e apoiar políticas de longo prazo, em vez de apenas ações emergenciais de curto prazo.

Os níveis dos rios estão tão baixos que navios comerciais tiveram de reduzir suas cargas em até 80% para evitar encalhamentos. A situação está prejudicando as cadeias de abastecimento e tornando o transporte mais caro.

Os embarques por barcaças estão severamente restritos, e as embarcações estão operando com cargas significativamente reduzidas, disse um porta-voz da empresa química Lanxess à Reuters na segunda-feira. Como alguns pontos de carregamento e descarregamento não podem mais ser alcançados, estamos transferindo o transporte para ferrovias e rodovias sempre que possível.

Níveis recordes de baixa também foram registrados na cidade alemã de Colônia e em Lobith, ponto onde o Reno atravessa da Alemanha para a Holanda.

Outros rios europeus também estão sofrendo, incluindo o Pó, na Itália, e o Loire, na França, ambos com níveis excepcionalmente baixos em algumas regiões.

Cientistas alertam que esses recordes de baixa nos rios provavelmente serão quebrados repetidamente no futuro.

À medida que o clima continua aquecendo, os extremos hidrológicos que estamos enfrentando agora serão apenas a ponta do iceberg, afirmou Richard Allan, professor de ciência climática da Universidade de Reading, na Inglaterra. A gestão dos recursos hídricos se tornará progressivamente mais desafiadora.

Segundo ele, a única maneira de limitar esses extremos é reduzir rapidamente os gases de efeito estufa em todos os setores da sociedade e apoiar políticas de longo prazo, em vez de apenas ações emergenciais de curto prazo.

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