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Ao WW Especial, professor da Eceme afirma que Pequim se beneficia da perda relativa de capacidade militar norte-americana e avança em tecnologia e poder naval sem interesse imediato em um confronto direto
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Da CNN Brasil*
Postado em 04 de Agosto de 2.026 às 12h10m
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terça-feira, 4 de agosto de 2026
Desgastes dos EUA em guerra com Irã favorecem China, avalia Eduardo Migon
EUA x Irã: Negociações seguem incertas em meio à novo ataque em Ormuz
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Trump afirma que há diálogo em andamento e alerta para "última chance", mas Teerã nega qualquer reunião
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Da Reuters
04/08/26 às 09:40 | Atualizado 04/08/26 às 10:32
Postado em 04 de Agosto de 2.023 às 10h50m
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O Comando Central dos EUA divulgou imagens que, segundo afirmam, mostram ataques a sites de radar de vigilância costeira do Irã, com uma legenda informando que interceptaram múltiplos mísseis balísticos iranianos e drones lançados em direção ao Estreito de Ormuz e ao Golfo • Comando Central dos EUA via X.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (3) que as negociações estavam em andamento, alertando que esta seria a "última chance" de Teerã assinar um bom acordo, mas o Irã negou que as negociações estivessem ocorrendo ou fossem planejadas.
"Elas estão acontecendo neste momento", disse Trump a repórteres em um evento no Salão Oval quando questionado sobre o andamento das negociações, afirmando que as partes estavam conversando a pedido do Irã, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, entre outros.
As declarações vieram após a decisão de Trump, no fim de semana, de cancelar "ataques em grande escala" que ele disse ter autorizado contra o Teerã, já que as negociações estavam prestes a ocorrer, repetindo um padrão em que ele promete ataques de grande porte apenas para cancelá-los.
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O Irã não tinha planos de receber delegações estrangeiras nem de enviar negociadores ao exterior nos próximos dias, disse ele.
As únicas negociações em andamento, declarou ele, são as discussões com Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz.
A atividade de navegação no Golfo apenas reforçou o impasse em curso, já que o Irã praticamente interrompeu o tráfego por essa rota vital, pela qual passa um quinto dos embarques globais de petróleo bruto e gás natural.
Um navio de carga informou por transmissão que havia sido atingido por um projétil desconhecido perto do estreito, na costa de Omã, informou a agência britânica UKMTO (Maritime Trade Operations).
O tráfego pela via permaneceu lento, com três petroleiros e três granaleiros entre as seis embarcações que transitaram pelo estreito na segunda-feira (3), uma queda em relação às sete do dia anterior, segundo dados da Kpler.
Autoridades do Golfo e analistas afirmam que o Irã está apostando que pode resistir a Washington por mais tempo, transformando as rotas comerciais, as rotas marítimas e a infraestrutura energética do Oriente Médio em pontos de pressão que elevam constantemente o custo do confronto.
O país espera que tal estratégia convença os Estados Unidos e seus aliados de que conter a crise custaria mais do que atender às exigências do Irã em relação ao Estreito de Ormuz.
"A grande vantagem deles é que podem prejudicar os países da região e a economia global", disse Michael Knights, do Washington Institute.
Em uma postagem na rede social Truth Social na segunda-feira à noite, Trump chamou a liderança do Irã de "incrivelmente hipócrita", dizendo que eles haviam solicitado uma reunião e que mais negociações estavam marcadas para o "futuro imediato".
Ele também reiterou sua afirmação de que a Marinha dos EUA detém controle total sobre a via.
"A Muralha de Aço dos Estados Unidos! Nada chega ao Irã a menos que queiramos, e nada passará, a menos que um acordo, ou uma rendição total, seja alcançado", escreveu ele.
Padrão recorrente
Os eventos de segunda-feira (3) parecem se encaixar em um padrão desde que Trump lançou a "Operação Fúria Épica" em conjunto com Israel, há mais de cinco meses. O presidente já ameaçou com ação militar diversas vezes, apenas para, posteriormente, citar contatos diplomáticos como motivo para recuar.
O Irã, no entanto, rejeitou publicamente as negociações com Washington desde o colapso, no início de julho, de um memorando de entendimento assinado por ambas as partes no mês anterior, com o objetivo de pôr fim ao conflito.
Trump ainda não alcançou os objetivos que estabeleceu no início da guerra: desmantelar o programa nuclear do Irã, restringir sua capacidade de atacar rivais regionais e criar condições para que os iranianos derrubem seus governantes clericais.
As repetidas ações dos EUA têm sido recebidas com respostas cada vez mais intensas do Irã contra as forças americanas na região, os aliados árabes de Washington no Golfo e o tráfego marítimo, terminando sempre com Trump recuando.
A disputa sobre o Estreito de Ormuz continua sendo um ponto central de discórdia, com Washington afirmando que o memorando de junho exigia que o Irã abrisse a via navegável, enquanto Teerã afirma que o texto preservava explicitamente sua autoridade sobre o tráfego marítimo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Porta-voz do Irã rebate fala de Trump e nega negociações com os EUA
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Presidente americano declarou na noite de domingo (2) que Washington e Teerã tratariam de possível acordo nesta segunda-feira (3)
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Da CNN Brasil*
03/08/26 às 05:42 | Atualizado 03/08/26 às 09:18
Postado em 03 de Agosto de 2.026 às 10h30m
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O Irã não está atualmente em negociações com os Estados Unidos e está em discussões com Omã sobre uma rota segura temporária através do Estreito de Ormuz, disse nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, nesta segunda-feira (3).
A declaração do porta-voz de Teerã acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que as negociações com o Irã seriam retomadas hoje. O anúncio de Trump aconteceu após o próprio líder americano dizer que cancelou um "ataque maciço" contra o Irã.
Em coletiva de imprensa televisionada, Baghaei acrescentou que chegar a um acordo com Omã não é suficiente para reabrir o estreito, pois a situação permanecerá inalterada enquanto a "agressão" dos EUA continuar.
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Baghaei declarou que o Irã está atualmente em negociações com Omã para estabelecer uma rota segura e "temporária" para embarcações pelo Estreito de Ormuz.

"O
esforço é determinar, o mais rápido possível e em consulta com Omã, uma
rota que seja naturalmente temporária e com base na qual a segurança da
navegação pelo Estreito de Ormuz possa ser garantida", disse o
porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Como a CNN mostrou, Baghaei havia afirmado no domingo que o entendimento entre Irã e Omã sobre uma nova rota marítima não significa que o Estreito de Ormuz será reaberto. O porta-voz já havia classificado o acordo como "uma condição necessária, mas não suficiente".
Segundo dados da Kpler, no Estreito de Ormuz, rota que movimentava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo antes das hostilidades, um navio-tanque carregado com gás liquefeito de petróleo, abastecido no Irã, fez a travessia no domingo
A agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido relatou mais três ataques a petroleiros desde sábado. A empresa de navegação grega Gaslog relatou um incidente em seu navio-tanque de GNL, Gaslog Shanghai, em 31 de julho.
O número de navios mercantes que passaram por Ormuz caiu para 10 no sábado, após o número de 19 registrados na sexta-feira, o maior desde meados de julho, segundo os dados.
Além dos navios VLCC Spain B e Noble , outros dois VLCCs saíram do Estreito de Ormuz , enquanto um entrou na sexta-feira.
Dois petroleiros carregados com petróleo saudita cruzaram o estreito de Bab el-Mandeb no fim de semana. O número de navios mercantes que atravessaram o estreito de Bab el-Mandeb caiu para 18 no domingo, contra 27 no sábado e 28 na sexta-feira, segundo a Kpler.
*Com informações da Reuters e da CNN Internacional
Militares dos EUA pedem às tropas ideias "criativas" para punir o Irã
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Conteúdo exclusivo da CNN: Oficial de alta patente enviou e-mail para analistas pedindo soluções não convencionais contra Teerã
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Katie Bo Lillis e Zachary Cohen, da CNN
03/08/26 às 09:44 | Atualizado 03/08/26 às 09:44
Postado em 03 de Agosto de 2.026 às 10h00m
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Vista do Pentágono em Washington3 de março de 2022 REUTERS/Joshua Roberts • REUTERS
"Estamos buscando novas formas criativas e não convencionais de pressionar e punir o Irã", escreveu um oficial do setor de inteligência do CENTCOM (Comando Central dos EUA) em uma mensagem enviada na quarta-feira (29) a um grupo amplo de analistas militares, segundo uma fonte a par da mensagem.
Uma segunda fonte também informou que um oficial militar de alta patente do país enviou a mensagem na semana passada, solicitando novas ideias sobre como lidar com o Irã.
A consulta no estilo "crowdsourcing", uma prática para obter contribuições por meio da colaboração de uma grande comunidade, que autoridades militares descreveram como incomum para ser feita por e-mail, é um sinal das opções limitadas (e potencialmente desagradáveis) à disposição de Trump para forçar o Irã a aceitar um acordo nos termos dele.
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Na esperança de encontrar uma alternativa, a autoridade do CENTCOM iniciou uma sessão por e-mail para verificar se alguém tinha uma ideia melhor.
A segunda fonte afirmou que o Comando Central dos EUA está analisando todas as possibilidades, reconhecendo a necessidade de reavaliar a estratégia.
"O Comando Central dos EUA tem um longo histórico de pensar e trabalhar de maneiras inovadoras", disse o Capitão Timothy Hawkins, porta-voz do CENTCOM, em um comunicado.
"O Almirante Cooper, em particular, busca a colaboração dos integrantes de nossa excelente equipe, independentemente da patente, para alcançar os mais altos níveis possíveis de desempenho operacional", completou ele.
Ameaças americanas
O e-mail antecedeu a ameaça de Trump de lançar novos ataques contra o Irã, os quais ele acabou cancelando no fim de semana, depois que autoridades da região, notadamente o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, interviram ligando para o presidente e pedindo para ele reduzir a tensão.
Há semanas, os Estados Unidos vêm atingindo o Irã com ataques aéreos destinados a reduzir sua capacidade de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz e a trazer Teerã de volta à mesa de negociações, mas ainda não há sinal de um acordo.
Trump tem avaliado intensificar a campanha militar, possivelmente retomando ataques pesados contra as instalações nucleares remanescentes do Irã, as quais, segundo ele, haviam sido "aniquiladas" em ataques realizados no verão passado.
Duas fontes a par do planejamento afirmam que os militares vêm se preparando ativamente para lançar ataques contra Pickaxe Mountain e outros locais iranianos que, acredita-se, abriguem material ou equipamentos nucleares.
No entanto, segundo essas fontes, mesmo com o uso das armas convencionais mais poderosas dos Estados Unidos, é pouco provável que apenas mísseis e bombas sejam eficazes, uma vez que as instalações estão profundamente enterradas no subsolo.
Para destruí-las, o país norte-americano precisaria empregar tropas terrestres, um risco enorme que Trump tem relutado em assumir, em meio a questionamentos sobre a transparência de sua administração em relação às baixas entre militares.
Até o momento, dezoito militares americanos morreram nos combates.
Alvos da guerra
Trump tem cogitado ataques semelhantes a uma queima de "fogos de artifício", disse outra fonte; tais ações poderiam atingir os mesmos locais ou instalações similares que foram alvo há um ano, na esperança de obter uma vitória simbólica que lhe permitisse sair do conflito sem, de fato, alcançar um de seus objetivos iniciais: acabar com o programa nuclear do Irã.
E é pouco provável que isso resolvesse o que se tornou a questão central da guerra, as reivindicações iranianas sobre o Estreito de Ormuz.

Navios ancorados no Estreito de Ormuz • 25 de maio de 2026 REUTERS/Stringer
"No fim das contas, o presidente vai querer um acordo; por isso, buscará continuamente maneiras de endurecer a posição e sair dessa situação", disse uma das fontes a par das discussões recentes de planejamento. "Às vezes, você precisa de mentes criativas, especialmente se estiverem acabando as opções convencionais."
Tanto a CIA (Agência Central de Inteligência) quanto a DIA (Agência de Inteligência de Defesa) avaliaram recentemente que é pouco provável que o tipo de bombardeio realizado pelos EUA altere a posição do Irã nas negociações, segundo informações da CNN.
O principal conselheiro militar do presidente, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, reconheceu publicamente que é pouco provável que apenas os bombardeios alcancem todos os objetivos da guerra anteriormente declarados por Trump.
"O poder aéreo tem seus limites", disse Caine aos legisladores no mês passado.
Opções para escalar o conflito vêm sendo apresentadas ao presidente norte-americano e extensamente debatidas há meses, e mais recursos militares têm sido enviados à região à espera do sinal verde do presidente.
Um plano elaborado pelo CENTCOM envolveria um bombardeio pesado, ao longo de uma ou duas semanas, para neutralizar as capacidades de mísseis do Irã, segundo autoridades dos Estados Unidos.

Nesta
imagem de divulgação da Marinha dos Estados Unidos, o destróier
lança-mísseis guiados da classe Arleigh Burke USS Thomas Hudner (DDG
116) dispara um míssil de ataque terrestre Tomahawk em apoio à Operação
Epic Fury, em 1º de março de 2026, no mar • Foto de U.S. Navy via Getty
Images
Até o momento, Trump tem se abstido de agir, em parte após ouvir as preocupações de Caine sobre a escassez de interceptadores de defesa aérea.
Outras autoridades também manifestaram receio quanto ao risco de um elevado número de vítimas civis caso Trump concretizasse as ameaças de atacar infraestruturas como pontes e usinas de dessalinização de água.
O presidente poderia escalar o conflito enviando tropas americanas para o terreno, uma ameaça que ele fez repetidamente ao falar sobre ocupar a estratégica Ilha de Kharg ou remover o urânio altamente enriquecido do Irã.
No entanto, isso violaria ainda mais uma promessa fundamental feita à sua base MAGA:" Não vou enviá-los para lutar e morrer em guerras estrangeiras estúpidas que nunca terminam", disse ele durante um comício de campanha de 2024 na Pensilvânia.
Ou ele poderia aceitar uma situação perigosa: ciclos intermináveis de ataques e contra-ataques envolvendo o Irã, que provavelmente custariam mais vidas americanas e deixariam o Estreito de Ormuz em um estado de perigo constante, assemelhando-se às "guerras sem fim" que ele criticou.
"Acho que só queremos vencer", disse Trump durante uma reunião de gabinete na sexta-feira (31), ao ser questionado sobre o encerramento da guerra.
"Vamos atacá-los com muita força e, sabe, em algum momento eles vão dizer: Simplesmente não aguentamos mais", completou ele.






