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quarta-feira, 24 de junho de 2026

GWM lança Ora 5 por R$ 159 mil e acirra guerra de preços dos SUVs elétricos; veja teste

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Primeiro SUV elétrico da marca no Brasil chega mais barato que a maioria dos concorrentes e aposta em bom pacote de equipamentos para ganhar espaço no segmento.
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Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 24 de Junho de 2.026 às 11h00m
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GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos
GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos

A GWM decidiu entrar na briga por preço com seu mais novo lançamento. O Ora 5, primeiro SUV elétrico da marca no Brasil, chega por competitivos R$ 159 mil.

O preço talvez seja uma forma de compensar o atraso da GWM em ter um bom carro em um dos segmentos que mais crescem entre os veículos elétricos. A missão do Ora 5 é tentar o que o Ora 03 nunca conseguiu: vender bem.

Ao g1, a GWM afirmou que isso não significa que o Ora 03 deixará de ser vendido, apesar de custar R$ 169.000, ou R$ 10 mil a mais. A marca passou a oferecer bônus de R$ 20 mil para quem dá um carro usado na troca pelo hatch elétrico, o que pode levar o preço do irmpode cair para R$ 149.000.

Ora 5 é mais sóbrio e aposta em visual monotônico

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

São muitos concorrentes:

  • BYD Yuan Pro: a partir de R$ 182.990;
  • Geely EX5: a partir de R$ 205.800;
  • Chevrolet Captiva EV: a partir de R$ 199.990;
  • Omoda E5: a partir de R$ 209.990;
  • Leapmotor B10: a partir de R$ 182.990;
  • Leapmotor C10: a partir de R$ 204.990;
  • GAC Aion Y: a partir de R$ 175.990;
  • MG S5: a partir de R$ 219.800.

O Ora 5 é um Ora 03 com dimensões ampliadas em todas as direções. Ele tem 4,47 metros de comprimento e, com esse tamanho, supera os 4,40 metros do Jeep Compass e até os 4,46 metros do Toyota Corolla Cross.

Comparando com elétricos, o Ora 5 não é dos maiores. Ele perde para:

  • Geely EX5: 4,61 metros de comprimento;
  • Leapmotor B10: 4,51 metros de comprimento;
  • Leapmotor C10: 4,73 metros de comprimento;
  • GAC Aion Y: 4,53 metros de comprimento;
  • MG S5: 4,47 metros de comprimento;
  • Chevrolet Captiva EV: 4,74 metros de comprimento.

Mesmo assim, o entre-eixos é de 2,72 metros. O espaço interno é confortável para pessoas de estatura média, e o teto solar contribui para uma sensação maior de altura. Porém, o porta-malas não teve o mesmo destaque.

GWM Ora 5 BEV por fora

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Ele tem 362 litros de capacidade. É um volume que comporta facilmente cinco malas de bordo, mas é nesse ponto que o Ora 5 fica atrás da maioria dos concorrentes:

  • BYD Yuan Pro: 265 litros;
  • Geely EX5: 461 litros;
  • Chevrolet Captiva EV: 403 litros;
  • Omoda E5: 340;
  • Leapmotor B10: 365 litros;
  • Leapmotor C10: 465 litros;
  • GAC Aion Y: 361 litros;
  • MG S5: 453 litros.

No visual, o Ora 5 tem forte inspiração em modelos da Porsche que ainda não adotaram faróis mais estreitos, como os 718 e 911.

As semelhanças aparecem no capô, com laterais mais altas do que a parte central, e nos faróis ovalados, levemente inclinados para trás.

De perfil, o Ora 5 adota linhas mais sóbrias. Isso fica evidente na traseira menos arredondada e maisenxuta que a do Ora 03 — característica que o aproxima de seus concorrentes.

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Por dentro, a sensação mais discreta também aparece na paleta de cores. Enquanto o Ora 03 usa materiais em diferentes cores, o novo utilitário adota um único tom, com variações próximas.

As únicas áreas com cor diferente aparecem em cobre claro, destacando elementos específicos que precisam ser encontrados mais facilmente, como o acabamento da porta USB, a maçaneta, as aletas de ventilação do ar-condicionado e o alto-falante.

A sobriedade monocromática também se estende ao estofamento dos bancos, que seguem a cor da cabine: bege ou preto.

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Motor e autonomia dentro do esperado

O Ora 5 tem motor com tração dianteira, que entrega 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque. Durante um teste rápido em pista fechada, o desempenho ficou dentro do esperado para um carro elétrico: o torque instantâneo foi forte o suficiente para fazer os pneus cantarem em uma arrancada.

Se no visual o Ora 5 busca se diferenciar do Ora 03, na experiência ao volante as diferenças entre os dois são pequenas. A sensação ao dirigir é semelhante à do hatch, seja pelo volante menor, pela resposta do freio — que exige mais pressão —, pelo raio de giro ou pela bateria de 58 kWh.

O acerto da suspensão também lembra o do Ora 03, mais firme que o de grande parte dos concorrentes chineses e próximo ao padrão de um Volkswagen.

Durante o teste, a reportagem realizou frenagens bruscas em retomadas e, mesmo nessas situações, a carroceria não apresentou oscilações — ao contrário de modelos como o Leapmotor B10 e o BYD Dolphin.

O que diferencia o SUV do hatch é a autonomia de 349 km (34 km a mais que o Ora 03) e a maior altura em relação ao solo. Isso dá ao Ora 03 um comportamento mais próximo ao de um kart, com o motorista mais rente ao chão, enquanto o Ora 5 se comporta como um utilitário, com assento e visão de condução mais elevados.

Ora 5 vem bem equipado para o preço

GWM Ora 5 BEV por dentr
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM
GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

GWM Ora 5 BEV — Foto: divulgação/GWM

Além de adotar uma estratégia diferente de preços, a GWM também mudou outro ponto em relação ao Ora 03. Enquanto o hatch anterior chegou ao Brasil em três versões (Skin, GT e uma edição limitada chamada Copacabana), o Ora 5 será vendido em apenas uma configuração, que nem sequer recebeu um nome.

A lista de equipamentos inclui:

  • Grade frontal ativa, que pode se fechar para melhorar a aerodinâmica;
  • Rodas de liga leve de 18 polegadas;
  • Central multimídia de 14,6 polegadas com o mesmo sistema do Haval H6;
  • Painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas;
  • Carregador de celular por indução de 50 watts;
  • Nove alto-falantes distribuídos pela cabine;
  • Teto solar panorâmico;
  • Câmera de visão em 360 graus;
  • Ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas traseiras;
  • Bancos dianteiros com ajustes elétricos;
  • Função de resfriamento para os bancos dianteiros;
  • Chave presencial;
  • Console central com gaveta na parte traseira;
  • Estepe temporário em vez de kit de reparo de pneus;
  • Seis airbags;
  • Controle de cruzeiro adaptativo com assistente de permanência em faixa;
  • Alerta de ponto cego;
  • Frenagem automática de emergência.

Há ainda um roteador que distribui internet via Wi-Fi para os ocupantes. Ele permite conectar até oito dispositivos ao mesmo tempo, como celulares, notebooks e tablets, e oferece 3 GB de dados sem custo adicional.

É possível ampliar esse pacote com compras avulsas de 10 GB por R$ 56, ou por meio de assinatura mensal de 5 GB por R$ 35.

Por fim, o Ora 5 pode ser usado como fonte de energia para outros aparelhos, com o auxílio de um adaptador vendido separadamente. Ele fornece até 6.000 watts em 220 volts e desativa essa função automaticamente quando a bateria atinge 30% de carga.

Essa capacidade é suficiente, por exemplo, para alimentar uma TV OLED de 65 polegadas (que consome cerca de 400 watts) e um PlayStation 5, que utiliza aproximadamente 217 watts ao rodar jogos em 4K.

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Coreia do Norte lança maior navio de guerra e acelera expansão naval

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Destróier de 5 mil toneladas entra em serviço em cerimônia com Kim Jong Un, enquanto analistas apontam avanço militar e possíveis ajudas externas
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Brad Lendon e Yoonjung Seo, da CNN
24/06/26 às 03:38 | Atualizado 24/06/26 às 03:38
Postado em 24 de Junho de 2.026 às 05h30m
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Kim afirma que a Coreia do Norte deve construir dois navios de guerra por ano nos próximos cinco anos  • Reuters

A Coreia do Norte colocou em operação na terça-feira (23) seu maior navio de guerra já construído, um destróier de 5 mil toneladas que, segundo analistas militares, pode dar aos adversários de Pyongyang mais um elemento de atenção em situações de crise.

Em discurso no estaleiro de Nampho, na costa oeste do país, o líder Kim Jong Un afirmou que a incorporação representa um novo capítulo na história militar norte-coreana, declarando que a marinha pôs fim a mais de 70 anos de estagnação.

Em termos de equipamento militar, a marinha era a mais fraca de todos os ramos de nossas forças armadas. Agora as coisas mudaram claramente, disse Kim, segundo a agência estatal KCNA.

A capacidade de combate da nossa marinha crescerá de forma admirável, além da imaginação.

Leia Mais

A frota naval norte-coreana há muito é ofuscada pelas forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, que operam navios modernos e submarinos com eletrônica avançada e poderosos sistemas de mísseis.

O destróier incorporado nesta terça-feira, o Choe Hyon, deve ter capacidade de lançar mísseis antinavio e de ataque terrestre, embora isso ainda não tenha sido confirmado, disseram analistas.

O novo navio representa um avanço em relação ao modelo naval tradicional do país, baseado em forças costeiras assimétricas, como submarinos, embarcações rápidas de ataque, artilharia costeira, minas e infiltração de forças especiais, disse Yu Ji-hoon, pesquisador do Instituto Coreano de Análises de Defesa.

A marinha norte-coreana está se afastando de uma estrutura centrada na defesa costeira para ampliar sua ameaça nuclear e de mísseis ao domínio marítimo, afirmou.

Kim disse ainda que o Choe Hyon será o primeiro de uma frota moderna, com embarcações ainda maiores previstas.

Ele reconheceu dificuldades no processo, afirmando que a expansão naval não é nada tranquila, possivelmente em referência ao navio-irmão Kang Kon, que virou durante o lançamento em maio de 2025.

O Kang Kon foi reflutuado e voltou a operar cerca de um mês depois, iniciando testes no mar neste mês. Kim disse que ele também será incorporado “em breve”.

O líder pediu que estaleiros norte-coreanos produzam dois novos navios de superfície por ano, incluindo cruzadores com o dobro do tamanho do Choe Hyon.

Embora Kim afirme que o navio foi produzido inteiramente no país, o professor Leif-Eric Easley, da Universidade Ewha, em Seul, disse que o ritmo da construção pode indicar apoio externo.

A velocidade e a escala pretendida da expansão naval de Kim Jong Un sugerem que a Coreia do Norte pode estar recebendo assistência significativa de material e tecnologia da Rússia, afirmou.

Ainda assim, analistas dizem que o país ainda está longe de alcançar a Coreia do Sul e os Estados Unidos, que juntos operam dezenas de destróieres com sistemas avançados de mísseis e combate.

Não acho que o Choe Hyon represente diretamente uma nova ameaça à Coreia do Sul, disse Carl Schuster, ex-diretor do Centro Conjunto de Inteligência do Comando do Pacífico dos EUA.

A sobrevivência do navio seria limitada em um conflito, afirmou.

Mas ele destacou que o navio precisa ser considerado no planejamento militar.

Os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul podem ser forçados a ampliar o monitoramento da marinha norte-coreana, disse.

O fato de ser o primeiro navio oceânico de 5.000 toneladas do país também adiciona complexidade à aplicação de sanções da ONU.

Por exemplo, uma escolta de um navio de guerra em uma remessa marítima de armas complica uma operação de interceptação e abordagem, afirmou Schuster.

Yu também afirmou que Seul não pode ignorar a nova embarcação.

Mesmo que não seja um destróier totalmente moderno, ainda pode representar um peso real para a segurança sul-coreana se for usado como plataforma de lançamento de mísseis ou para escalar crises, disse.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Piloto dos EUA abatido no Irã diz ter visto drones com capacidade inédita

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Conteúdo exclusivo: Militar descreveu visão chocante de dispositivos se movendo como "água-viva", gerando debate na inteligência americana
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Zachary Cohen e Katie Bo Lillis, da CNN
23/06/26 às 12:46 | Atualizado 23/06/26 às 13:47
Postado em 23 de Junho de 2.026 às 13h45m
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Um piloto de caça americano resgatado por forças especiais após ser abatido sobre o Irã em abril descreveu uma visão chocante antes de ejetar de sua aeronave: vários drones iranianos pairando no ar, movendo-se como um só, em uma formação que lembrava uma água-viva, segundo quatro fontes familiarizadas com o assunto.

O relato, que não havia sido divulgado anteriormente, foi compartilhado pelo piloto do F-15 com oficiais de inteligência durante um interrogatório após o incidente. O que ele contou desencadeou uma onda de debates acalorados na comunidade de inteligência dos EUA, que ainda não foi resolvida.

Se o aviador realmente viu o que descreveu — uma formação movendo-se em uníssono —, isso representaria um avanço alarmante nas capacidades de drones do Irã.

Vários drones interconectados e movendo-se como uma unidade só, com drones menores abaixo dos maiores, como se fossem pernas, disse à CNN uma das fontes a par do relato do piloto. Coisa de outro mundo mesmo.

Leia Mais

Embora a causa exata da queda do F-15 ainda esteja sendo investigada, os relatos iniciais indicaram que era possível que a formação de drones tivesse, de alguma forma, permitido ao Irã abater o jato americano, explicaram duas das fontes.

O F-15 transportava uma tripulação de dois homens — um piloto e um oficial de sistemas de armas. As forças americanas iniciaram imediatamente as operações de busca e resgate, conforme noticiado anteriormente pela CNN.

A derrubada do caça marcou a primeira vez que uma aeronave americana foi abatida sobre o Irã durante o conflito.

O piloto foi resgatado horas depois de se ejetar da aeronave, enquanto o oficial de sistemas de armas conseguiu escapar da captura iraniana nas montanhas por mais de um dia, antes de também ser resgatado. Não está claro se o oficial de sistemas de armas também viu a formação de drones.

Uma segunda aeronave, um A-10, foi abatida durante a operação de resgate, mas o piloto conseguiu ejetar em segurança, fora do espaço aéreo iraniano.

Piloto interrogado

Os oficiais de inteligência dos EUA discordaram sobre como interpretar o que o piloto do F-15 descreveu e se o piloto poderia relatar o ocorrido com clareza.

Ele sofreu uma concussão na queda. Foi a segunda vez que o piloto foi abatido durante a guerra com o Irã: ele também estava entre os militares abatidos em um incidente de fogo amigo pelas forças do Kuwait no início do conflito, segundo duas das fontes.

Ele teria então testemunhado uma capacidade avançada da qual a inteligência americana não tinha conhecimento? Um teste beta? Uma miragem no deserto?

Os oficiais de inteligência que conduziam o interrogatório disseram algo como: "Tem certeza de que viu o que está dizendo que viu?", afirmou outra fonte.

A Força Aérea dos EUA direcionou as perguntas ao Comando Central dos EUA, que não respondeu diretamente às questões da CNN. O Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional não respondeu ao pedido de comentário.

As perguntas sobre o programa de drones do Irã surgem em um momento em que os EUA e Teerã negociam um acordo que encerraria a guerra com o Irã, após o início de um período de 60 dias para conversas, como parte de um cessar-fogo na semana passada.

Espera-se que essas conversas se concentrem no programa nuclear iraniano, embora uma ampla gama de questões tenha sido levantada por ambas as partes.

Embora a capacidade específica de drones descrita pelo piloto não fosse algo que as agências de inteligência americanas tivessem avaliado anteriormente como sendo de posse do Irã, há um histórico de relatos indicando que Teerã vinha recebendo assistência da China e da Rússia no desenvolvimento de sua tecnologia de drones, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

Ainda conforme as fontes, o termo técnico para a capacidade descrita pelo projeto piloto é "rede mesh de um para muitos".

Em geral, as redes em malha permitem que um operador comande vários drones ao mesmo tempo.

Tecnologia dos drones

Acredita-se que outros países — Rússia e China — também possuam essa capacidade. Qualquer desenvolvimento no já sofisticado programa de guerra com drones do Irã seria motivo de preocupação para as forças americanas e seus aliados na região.

Teoricamente, as redes em malha também poderiam ser usadas para fornecer conectividade à internet em áreas remotas sem infraestrutura existente, observou um funcionário americano — em teoria, uma função benéfica.

Durante o conflito que durou semanas contra as forças americanas e israelenses, bem como contra os países vizinhos do Golfo, o Irã empregou agressivamente seus drones de ataque como uma arma assimétrica.

"Vamos gastar uma fortuna, muito sangue e recursos, para nos proteger de algo que consegue se coordenar dessa forma", disse Emma Bates, especialista em guerra com drones e modernização da defesa, fundadora da empresa Cachai, à CNN, referindo-se à ameaça representada pelas capacidades de interconexão de redes dos drones.

Se conseguir se coordenar em uma forma reconhecível e manter essa forma, se tiver explosivos a bordo e se mantiver recursos em reserva para atacar o que o primeiro disparo não destruiu, essa é uma abordagem muito eficaz, disse Bates.

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