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segunda-feira, 9 de março de 2026

Petróleo dispara e se aproxima de US$ 120 o barril; Bolsas têm forte queda

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Bolsas asiáticas ampliaram perdas e ações europeias operam em queda nesta segunda (9) em meio à perspectiva de guerra prolongada do conflito com impactos sobre a economia global.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 09 de Março de 2.026 às 08h00m
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Ataque de Israel atinge refinaria de petróleo em Teerã, no Irã
Ataque de Israel atinge refinaria de petróleo em Teerã, no Irã

As Bolsas desabaram nesta segunda-feira (9) e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua.

Com a perspectiva de impactos do conflito sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada.

A Bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava desempenho forte impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%.

Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão, 2,71%.

As Bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte de seu valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza.

O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48 por barril.

Já o Brent do Mar do Norte, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119.

O preço do gás natural na Europa também disparava. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80).

Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer
Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer

Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução na produção.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção em meio a ataques iranianos contra seus territórios.

Os países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que a possibilidade será discutida em uma videoconferência entre os ministros das Finanças.

A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo.

'Imposto sobre a economia global'

Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar "a ameaça nuclear do Irã".

"O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou.

Analistas, no entanto, alertam para um possível impacto severo na economia mundial.

"O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".

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domingo, 8 de março de 2026

Após China erguer megaporto bilionário no Peru, EUA anunciam R$ 7,8 bilhões para base naval no mesmo país

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Investimentos bilionários de Estados Unidos e China no Peru revelam nova disputa estratégica por influência na América Latina, envolvendo infraestrutura portuária, presença militar e controle de rotas comerciais fundamentais para o comércio global e a segurança regional.
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Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 07/03/2026 às 21:14
Postado em 08 de Março de 2.026 às 10h30m
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Após China erguer megaporto bilionário no Peru, EUA anunciam R$ 7,8 bilhões para base naval no mesmo país
Após China construir megaporto bilionário no Peru, EUA anunciam investimento de R$ 7,8 bilhões para modernizar base naval e ampliar influência regional. (Imagem: Reuters/Kevin Lamarque)

Em um cenário internacional marcado por disputas comerciais, influência geopolítica e presença militar estratégica, a América Latina voltou a chamar a atenção das grandes potências globais.

Nas últimas décadas, a região tem se transformado em um importante campo de disputa econômica e diplomática entre países que buscam ampliar sua influência em rotas comerciais, infraestrutura logística e segurança regional.

Esse movimento ganhou novos capítulos quando dois gigantes globais — China e Estados Unidos — passaram a direcionar bilhões de dólares para projetos estratégicos em um mesmo país sul-americano.

Segundo informações divulgadas pelo portal Correio do Estado, os Estados Unidos anunciaram um investimento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,8 bilhões) para modernizar uma base naval no Peru, movimento que ocorre pouco tempo após a China financiar a construção de um gigantesco porto comercial no mesmo país.

China amplia presença com megaporto de bilhões

A iniciativa chinesa foi marcada pela construção do megaporto de Chancay, localizado a cerca de 70 quilômetros de Lima, capital peruana.

O projeto, avaliado em aproximadamente US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 18,3 bilhões), representa um dos maiores investimentos logísticos da China na América Latina.

O porto foi projetado para se tornar um importante hub de comércio entre a América do Sul e a Ásia, reduzindo o tempo de transporte de mercadorias e fortalecendo rotas comerciais estratégicas.

Segundo analistas internacionais, o megaporto faz parte da estratégia chinesa de expansão global de infraestrutura, frequentemente associada à chamada Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative), que busca ampliar a presença econômica do país em diferentes regiões do mundo.

Além de facilitar o comércio internacional, o projeto também reforça a influência econômica da China no continente, aproximando ainda mais os laços entre Pequim e países latino-americanos.

A inauguração oficial do porto de Chancay ocorreu em novembro de 2024, consolidando o empreendimento como um dos maiores projetos portuários já realizados na região.

Estados Unidos respondem com modernização naval

Em meio ao avanço da presença chinesa no Peru, o governo dos Estados Unidos decidiu reforçar sua própria estratégia de cooperação militar e segurança na região.

Segundo o acordo anunciado por Washington, US$ 1,5 bilhão serão destinados à modernização da base naval de Callao, localizada próxima ao principal aeroporto internacional de Lima.

O investimento busca ampliar a infraestrutura da base e fortalecer a capacidade de cooperação entre as forças de segurança dos dois países.

O projeto também prevê a presença de até 20 especialistas norte-americanos, incluindo profissionais ligados ao governo e ao setor privado, que deverão atuar no país ao longo da próxima década.

De acordo com autoridades envolvidas nas negociações, a iniciativa faz parte de um plano mais amplo de reforço das relações de segurança entre Estados Unidos e Peru.

A estratégia busca aumentar a cooperação em áreas como defesa marítima, proteção de rotas comerciais e estabilidade regional.

Peru ganha novo peso no tabuleiro geopolítico

Com investimentos simultâneos de grandes potências globais, o Peru passou a ocupar uma posição cada vez mais relevante no cenário geopolítico da América Latina.

A localização estratégica do país, voltada para o Oceano Pacífico e conectada a importantes corredores comerciais da América do Sul, torna o território especialmente atraente para projetos de infraestrutura e segurança.

Além dos investimentos chineses e norte-americanos, outros países também demonstraram interesse em ampliar parcerias econômicas com o Peru.

Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, anunciaram um investimento adicional de cerca de US$ 400 milhões para ampliar em aproximadamente 80% a capacidade operacional do porto comercial de Callao.

Esses projetos fazem parte de uma estratégia peruana para reposicionar o país no cenário econômico e político regional.

Atualmente, o Peru é considerado a quinta maior economia da América do Sul, e o governo local busca consolidar o país como um centro logístico e comercial de grande importância no continente.

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Fórmula 1: veja as máquinas mais impressionantes que os pilotos aceleram fora das pistas

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O g1 selecionou alguns superesportivos que os pilotos já foram flagrados dirigindo pelas ruas. Lewis Hamilton, Max Verstappen e Lando Norris tem perfis diferentes de compra, mas evidentemente todos gostam de velocidade.
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Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Postado em 08 de Março de 2.026 às 09h05m
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A temporada 2026 da Fórmula 1 já está em andamento e os novos carros dominam as conversas. Há pilotos satisfeitos ao volante e outros que enfrentam dificuldades, cada um com sua personalidade.

Fora das pistas, os pilotos de F1 também expressam a paixão pela velocidade. Alguns se limitam a aparecer com os carros fornecidos pelas equipes, enquanto outros desembolsam milhões de dólares em coleções particulares.

O g1 selecionou três carros das coleções particulares de pilotos da temporada 2026 da F1. Há desde um ícone dos anos 1980 que quase foi destruído até um hipercarro inspirado em protótipos de Le Mans.

Veja os modelos abaixo.

Max Verstappen: Aston Martin Valkyrie

Max Verstappen (esq) participou dos testes do Aston Martin Valkyrie — Foto: Divulgação / Aston Martin
Max Verstappen (esq) participou dos testes do Aston Martin Valkyrie — Foto: Divulgação / Aston Martin

Quando não está em casa, dedicado ao simulador, o tetracampeão mundial já foi visto nas ruas pilotando Porsche 911 GT3 RS, Honda NSX, Aston Martin DB11 e outros modelos.

Sem dúvida, o carro mais extremo de sua coleção é o Aston Martin Valkyrie.

Verstappen participou dos testes do hipercarro em 2020 e depois foi visto com sua unidade em Mônaco. Em 2023, um vídeo com o piloto abusando da velocidade com o Valkyrie causou polêmica.

Max Verstappen participou dos teste do Aston Martin Valkyrie — Foto: Divulgação / Aston Martin
Max Verstappen participou dos teste do Aston Martin Valkyrie — Foto: Divulgação / Aston Martin

O Valkyrie é inspirado em carros de F1 e protótipos de Le Mans. O foco está na aerodinâmica e no equilíbrio, para manter os 1.171 cv de potência sob controle.

Para gerar essa força, a Aston Martin utiliza um motor V12 de 6,5 litros que gira até 11.100 rpm e entrega 1.001 cv, com a ajuda de um motor elétrico de 120 kW acoplado a uma bateria de 1,2 kWh.

O peso é de apenas 1.270 kg, semelhante ao de um carro 1.0, e a velocidade máxima chega a 354 km/h.

Curiosamente, este não é o carro mais caro da lista: em leilão recente, um Valkyrie foi vendido por quase US$ 3 milhões.

Lewis Hamilton: Pagani Zonda LH760

Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 — Foto: Reprodução / Instagram
Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 — Foto: Reprodução / Instagram

Lewis Hamilton é piloto da Ferrari, mas sua relação com a Itália não é recente. Em 2014, o heptacampeão publicou nas redes sociais fotos do Pagani Zonda LH760.

O modelo foi feito sob encomenda e leva as iniciais de Hamilton. A pintura roxa é chamada de Viola LH, e a carroceria tem acabamentos escolhidos pelo piloto.

Este Zonda usa como base a configuração RS, que nasceu por sua vez da versão R, feita somente para as pistas de corrida.

A curiosidade é que, apesar de ser uma marca italiana, o motor é da Mercedes AMG. Isso por que o argentino Horacio Pagani, fundador da marca, conseguiu um ótimo acordo com marca alemã.

O acerto foi intermediado pelo amigo e compatriota Juan Manuel Fangio. O pentacampeão de F1 era amigo de Pagani.

Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 — Foto: Reprodução / Instagram
Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 — Foto: Reprodução / Instagram

São 760 cv de potência e 79,5 kgfm de torque gerados por um motor V12 de 7,3 litros, enviados às rodas traseiras por meio de câmbio manual. O carro foi vendido por Lewis Hamilton em 2021.

Em 2023, o novo proprietário destruiu a dianteira do Zonda e danificou as suspensões dianteira e traseira. No fim de 2025, o modelo reapareceu restaurado à condição original.

Como cada unidade é exclusiva, é difícil estimar o preço. Em 2025, um Pagani Zonda Riviera foi arrematado por mais de US$ 10,1 milhões.

Lando Norris: Ferrari F40

Ferrari F40 — Foto: Divulgação / Ferrari
Ferrari F40 — Foto: Divulgação / Ferrari

Lando Norris, atual campeão da F1, ganhou as manchetes em 2025 por um acidente em Mônaco, mas não foi em uma pista de corrida nem com o inglês ao volante.

Um amigo deu um passeio com a Ferrari F40 de Lando Norris e, após uma curva nas redondezas do principado, perdeu o controle e bateu a traseira do carro contra o guard rail.

Norris comentou o incidente algum tempo depois, afirmando que a F40 ainda não havia voltado às ruas e que ele não estava satisfeito com a situação.

A Ferrari lançou a F40 em 1987 para celebrar os 40 anos da empresa. O modelo é uma evolução do que a marca já vinha fazendo com a GTO.

A F40 foi o último carro apresentado ao público com a presença do fundador, Enzo Ferrari, que faleceu em agosto de 1988.

Ferrari F40 — Foto: Divulgação / Ferrari
Ferrari F40 — Foto: Divulgação / Ferrari

Os números são superlativos até hoje, especialmente considerando as especificações de 1987.

O motor 2,9 V8 biturbo gera 478 cv e 58,8 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,1 segundos, e a velocidade máxima chega a 324 km/h.

Em leilão recente, o preço de uma Ferrari F40 superou US$ 3,8 milhões.

Lando Norris também tem outro modelo italiano na coleção, um Lamborghini Miura. Resta torcer para que nenhum amigo peça uma volta com ele.

Novos carros da Fórmula 1 prometem deixar temporada imprevisível
Novos carros da Fórmula 1 prometem deixar temporada imprevisível

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sábado, 7 de março de 2026

Guerra no Irã: petróleo sobe quase 30% na semana por conflito no Oriente Médio

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Escalada do conflito envolvendo o Irã interrompe tráfego em rota vital para o petróleo mundial e impulsiona cotações. Especialistas alertam para risco de inflação global e impactos nos combustíveis e na economia.
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Por Redação g1 — São Paulo
07/03/2026 00h00 
Postado em 07 de Março de 2.026 às 07h00
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Petróleo chega a US$ 90 com guerra no Irã
Petróleo chega a US$ 90 com guerra no Irã

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma alta de quase 30% nos preços do petróleo nos mercados internacionais nesta semana.

A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — elevou as preocupações com o abastecimento global e pressionou as cotações.

  • O barril do Brent encerrou esta sexta-feira (6) cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana.
  • Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90, avanço de mais de 12% no dia e de 35,63% na semana.

Em poucos dias, o preço do barril subiu mais de US$ 20, e desde o início do ano o aumento já supera US$ 30.

Especialistas avaliam que a valorização reflete a combinação entre risco geopolítico elevado e impactos concretos no fluxo de energia.

Escalada da guerra no Irã

A tensão aumentou ainda mais nesta semana, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passou a exigir a rendição incondicional" do Irã.

O país é um dos principais produtores globais de petróleo e o conflito acabou afetando diretamente a navegação no Golfo Pérsico.

Segundo empresas que monitoram rotas marítimas, o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra.

Cerca de 300 embarcações estão paradas na região aguardando condições de segurança para seguir viagem.

Ataques também atingiram navios que transportam petróleo.

Em terra, o conflito também se intensificou.

O Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo. A ofensiva ocorreu após fracassarem tentativas diplomáticas em Washington para interromper os ataques americanos.

No mesmo período, um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, em um episódio que deixou ao menos 80 mortos.

Sistemas de defesa aérea da Otan também interceptaram um míssil iraniano lançado em direção à Turquia.

Diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia, alguns países produtores já começaram a reduzir suas atividades.

O Iraque diminuiu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, em meio a dificuldades de armazenamento e exportação.

Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters
Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters

Rotas de petróleo entram em alerta

Especialistas alertam que, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz continue, cerca de 3,3 milhões de barris diários podem deixar de chegar ao mercado internacional em poucos dias.

Outros países também adotaram medidas emergenciais.

A China pediu que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina, enquanto os EUA autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, apesar das sanções vigentes.

O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações após ataques a instalações energéticas. Fontes do setor indicam que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.

Para tentar reduzir os riscos à navegação, o governo americano afirmou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios mercantes que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, embora analistas avaliem que o fluxo dificilmente voltará ao nível anterior ao início da guerra no curto prazo.

Alta do petróleo pode pressionar combustíveis e inflação

A alta do petróleo já começa a gerar preocupações sobre seus efeitos na economia global.

Segundo o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, a interrupção na principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio tende a pressionar os preços da energia e gerar impactos em diversos setores.

O conflito aumentou o risco de interrupção de petróleo no Oriente Médio, isso fez com que o preço do barril subisse de US$ 65 para US$ 90 nos últimos dias. Quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, isso acaba impactando diretamente o Brasil, explica.

De acordo com ele, o primeiro efeito costuma aparecer nos combustíveis, já que o país utiliza referências internacionais para definir preços, mesmo sendo produtor de petróleo.

O diesel ficando mais caro significa que o frete também vai encarecer, o que ocasiona o aumento do preço dos alimentos, produtos de supermercado e praticamente tudo que depende da logística para chegar ao consumidor final, afirma.

Tonegutti acrescenta que o encarecimento da energia tende a pressionar a inflação e pode chegar ao bolso dos consumidores em poucas semanas.

Não é um efeito imediato, mas costuma aparecer em algumas semanas, diz.

Segundo ele, a evolução do conflito será determinante para o comportamento das cotações. Caso a tensão diminua, os preços podem recuar.

Por outro lado, se a crise persistir na região, alguns analistas já projetam que o barril de petróleo pode se aproximar da marca de US$ 100.

Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1
Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1

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