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terça-feira, 26 de maio de 2026

Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA

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Empresa espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro. Estratégia foca em escalonamento, em vez de tornar transistores menores.
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TOPO
Por Che Pan, Eduardo Baptista, Casey Hall

Postado em 26 de Maio de 2.026 às 08h00m
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Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura
Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips.

A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um princípio para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender da redução do tamanho dos transistores.

He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei e diretora do comitê científico da empresa, apresentou o conceito em um discurso intitulado Novo Caminho dos Semicondutores na Prática, durante o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas (ISCAS) de 2026, em Xangai.

Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década.

Lei de Escalonamento

A Lei de Escalonamento Tau concentra-se em reduzir o tempo necessário para que sinais e dados se movimentem por chips e sistemas computacionais, afirmou a Huawei. Se tiver sucesso, ela poderá oferecer à empresa uma forma de melhorar desempenho e densidade dos chips apesar das restrições ao acesso da China aos equipamentos semicondutores mais avançados.

A Huawei afirmou que seus chips Kirin programados para serem lançados no segundo semestre de 2026 serão os primeiros a utilizar uma arquitetura relacionada chamada LogicFolding, que, segundo a empresa, reduzirá o comprimento das conexões internas dos chips e melhorará consideravelmente o desempenho.

A empresa informou que projetou e produziu em massa 381 chips nos últimos seis anos com base na Lei de Escalonamento Tau, para uso em setores como smartphones e computação de inteligência artificial.

Sanções dos EUA

A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei.

Washington restringiu o acesso da Huawei a ferramentas avançadas de litografia e a outras tecnologias-chave de semicondutores.

A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar sanções - a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca.

Resultados financeiros

De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.

A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.

O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.

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O que explica resistência da Grande Pirâmide de Gizé a terremotos

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Um dos maiores monumentos do Egito Antigo, Pirâmide de Quéops tem resistido formidavelmente a tremores de terra ao longo de quatro milênios. Um novo estudo decifra esse mistério.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 26 de Maio de 2.026 às 06h00m
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Pirâmides do Egito.  — Foto: Osama Elsayed/ Unsplash
Pirâmides do Egito. — Foto: Osama Elsayed/ Unsplash

Erguida há cerca de 4,6 mil anos, a Grande Pirâmide de Gizé (também conhecida como Pirâmide de Quéops), no Egito, resistiu a terremotos sem grandes danos durante todo esse tempo. Saiu ilesa de tremores como os de 1847, com magnitude de 6,8 pontos, e de 1992, de 5,8 pontos.

Um novo estudo, conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica (NRIAG), do Egito e publicado na revista Scientific Reports, analisou essa façanha.

Saber acumulado ao longo de gerações

O estudo demonstra que "os antigos construtores egípcios possuíam conhecimentos práticos e empíricos excepcionais, acumulados ao longo de gerações", afirma o primeiro autor do artigo, Mohamed ElGabry, à agência de notícias EFE.

A Pirâmide de Gizé, segundo ele, é testemunho da excelência técnica dos antigos construtores egípcios, capazes de erguer monumentos com estabilidade estrutural notável. Suas técnicas foram desenvolvidas por tentativa e erro, sem as teorias modernas da sismologia e da mecânica dos solos.

Não há provas diretas de que a pirâmide tenha sido projetada especificamente para resistir a terremotos. O objetivo, explica ElGabry, era construir o monumento "mais estável e durável possível".

O pesquisador considera provável que muitas das características que contribuem para o bom comportamento da pirâmide durante os terremotos tenham sido escolhidas principalmente por motivos de estabilidade estática e durabilidade.

"Seu excelente comportamento sísmico parece ser um efeito colateral muito positivo da extraordinária intuição engenheira [dos construtores]", indica ElGabry. 
Como a pirâmide vibra durante um sismo

Os pesquisadores registraram as vibrações ambientais geradas pela atividade humana ou por mudanças climáticas em 37 pontos ao redor da pirâmide, incluindo suas câmaras internas, blocos de construção e solo adjacente.

Os resultados indicam que a estrutura tem uma frequência natural de vibração. Ou seja, a maior parte da grande pirâmide vibra com uma frequência natural muito semelhante, entre 2 e 2,6 hertz.

Isso indica que "todo o monumento se comporta como uma estrutura altamente coerente e bem integrada, em vez de um conjunto de partes conectadas de forma frouxa". Essa homogeneidade reduz as tensões internas durante os tremores, explica.

Outra característica importante que a protege dos terremotos é o fato de a frequência da pirâmide ser bastante diferente da do solo ao redor, o que ajuda a evitar a ressonância — uma amplificação perigosa que ocorre quando uma estrutura "vibra em uníssono" com o solo.

Geometria, fundações e projeto interno: as chaves da resistência sísmica

Entre as características que lhe conferem essa resistência, o cientista destacou a base extremamente larga e o baixo centro de gravidade. A isso soma-se uma geometria altamente simétrica, a redução gradual da massa em direção ao topo e a construção sobre um leito de rocha calcária sólida.

Além disso, o sofisticado projeto interno, em especial das câmaras de alívio localizadas sobre a Câmara do Rei, desempenha um papel fundamental.

As medições revelaram que a amplificação das vibrações diminui no interior dessas câmaras, apesar de estarem em maior altura, o que sugere que elas têm um papel importante na dissipação da energia sísmica e na proteção da Câmara do Rei.

Além disso, a base sobre a qual a pirâmide foi construída — um planalto de pedra calcária sólida e resistente — influencia de forma "muito significativa" a mitigação dos riscos de um terremoto.

Uma fundação sólida é um dos fatores mais importantes para a resistência sísmica, pois minimiza a amplificação do solo e os assentamentos diferenciais.

Nesse caso, os dados confirmaram que a fundação apresenta um baixo índice de vulnerabilidade sísmica, declarou o pesquisador.

Mais de quatro mil [anos, ou, quatro milênios] - milênios após sua construção, a Pirâmide de Quéops permanece em "muito bom estado estrutural", observa ElGabry. E o estudo confirma que "seu projeto original continua oferecendo proteção eficaz contra as forças sísmicas".

Desde que não haja danos internos graves nem mudanças significativas nas fundações, conclui, a pirâmide deve continuar resistindo bem a possíveis terremotos futuros.

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Com alta do petróleo, mercado financeiro passa a projetar inflação acima de 5% neste ano

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Projeções são divulgadas toda segunda-feira pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras. Recorte de agora faz referência à última semana.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 25 de Maio de 2.026 às 10h30m
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Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que ultrapassou a barreira dos 5%. Esta é décima primeira semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, próximo de US$ 95 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

  • ➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,92% para 5,04%;
  • ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4% para 4,01%;
  • ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,65%;
  • ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO DO MERCADO PARA 2026
% AO ANO



Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Corte dos juros

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

  • A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano na última semana, embutindo reduções no decorrer do ano.
  • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano.
  • Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.
Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Atividade econômica

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,85% para 1,89%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

Para 2027, a projeção de crescimento do PIB recuou de 1,77% para 1,70%.

Taxa de câmbio

O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,17 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,27 para R$ 5,26 por dólar.

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Nunca foi tão caro estar nas arquibancadas para ver os jogos

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Copa do Mundo Pela primeira vez, a Fifa adotou o sistema dinâmico na venda de ingressos: quanto maior a demanda, maior o preço do ingresso. Os torcedores ainda enfrentam outros preços inflacionados. O exemplo mais polêmico está no transporte público.
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Por Jornal Nacional

Postado em 25 de Maio de 2.026 às 06h00m
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Nunca foi tão caro comprar ingressos para a Copa do Mundo
Nunca foi tão caro comprar ingressos para a Copa do Mundo

Faltam três semanas para começar a Copa do Mundo, e nunca foi tão caro estar nas arquibancadas para ver os jogos.

Pela primeira vez, a Fifa adotou o sistema dinâmico na venda de ingressos: quanto maior a demanda, maior o preço do ingresso. Os valores de vários jogos explodiram ao longo dos últimos meses. Espanha x Uruguai, por exemplo, o ingresso mais barato passou do equivalente a R$ 600 para R$ 1.575. O mais caro da final agora está custando cerca de R$ 55 mil.

Os torcedores ainda enfrentam outros preços inflacionados. O exemplo mais polêmico está no transporte público. É simples ir do Centro de Nova York até o principal estádio da Copa do Mundo, o Nova York/Nova Jersey, que vai receber oito jogos – entre eles, a estreia do Brasil e a final no dia 19 de julho. A melhor opção é ir de trem, uma viagem rápida.

Normalmente, o bilhete de ida e volta custa R$ 64. O problema é que essa mesma viagem durante a Copa do Mundo vai custar oito vezes mais: US$ 105, o equivalente a cerca de R$ 525 só para poder ir para o jogo.

Nunca foi tão caro estar nas arquibancadas para ver os jogos Copa do Mundo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Nunca foi tão caro estar nas arquibancadas para ver os jogos Copa do Mundo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

"A nossa viagem até o estádio – olha só ele aqui, ó – durou só 15 minutinhos. Esse preço inflacionado fez muitos torcedores na internet cogitarem vir a pé para cá. Mas isso também é muito difícil. O estádio é todo cercado por estradas, é perigoso andar a pé por aqui. Também vai ser possível ir de ônibus por cerca de R$ 100. Mas apenas 18 mil passagens por jogo estão disponíveis nesse serviço, conta o correspondente Guilherme Pereira.

A Fifa afirmou que o sistema de preço dinâmico segue o padrão do mercado americano e que reinveste 90% da arrecadação da Copa no desenvolvimento do futebol mundial.

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domingo, 24 de maio de 2026

China lança missão para se preparar para ida à Lua; astronauta chinês passará um ano no espaço pela primeira vez

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Foguete lançado às 12h deste domingo (24) - no horário de Brasília - levará a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes para a estação espacial onde um deles permanecerá por um ano inteiro.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 24 de Maio de 2.026 às 14h05m
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China lança missão para se preparar para ida à Lua
China lança missão para se preparar para ida à Lua

A China lançou, neste domingo (24), sua missão Shenzhou-23, na qual um astronauta passará um ano no espaço pela primeira vez, uma etapa crucial em sua ambição de enviar humanos à Lua até 2030.

O veículo lançador de foguetes Longa Marcha 2F decolou em meio a uma nuvem de chamas e fumaça às 23h08 (12h08 no horário de Brasília) do centro de lançamento de Jiuquan, localizado no deserto de Gobi, no noroeste da China, segundo imagens exibidas pela emissora estatal CCTV.

O foguete levará a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes para a estação espacial Tiangong ("Palácio Celestial", em chinês), onde um deles permanecerá por um ano inteiro.

A China lançou a missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial Tiangong, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov
A China lançou a missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial Tiangong, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

A missão também marca o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong: Li Jiaying, de 43 anos, que antes trabalhava para a polícia no território semiautônomo chinês.

Os outros membros da tripulação são o comandante Zhu Yangzhu, um engenheiro aeroespacial de 39 anos; e Zhang Zhiyuan, um ex-piloto da força aérea de mesma idade que viajará ao espaço pela primeira vez.

Essa experiência permitirá que os cientistas estudem os efeitos da microgravidade prolongada, essenciais para potenciais missões futuras à Lua ou mesmo a Marte.

Graças a investimentos maciços, o gigante asiático desenvolveu consideravelmente seu programa espacial e agora compete com os Estados Unidos e seu programa Artemis para retornar à superfície lunar.

Além da estadia orbital de um ano, a tripulação realizará inúmeros experimentos relacionados às ciências da vida, dos materiais, física de fluidos e medicina.

Atrofia muscular, radiações, fadiga...

A seleção do astronauta encarregado de passar um ano em órbita ocorrerá posteriormente, dependendo do progresso da missão Shenzhou-23, afirmou um funcionário da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) neste sábado (23).

Os astronautas Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, o primeiro astronauta de Hong Kong, acenam durante uma cerimônia de despedida antes de participarem da missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial  chinesa Tiangong — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov
Os astronautas Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, o primeiro astronauta de Hong Kong, acenam durante uma cerimônia de despedida antes de participarem da missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial chinesa Tiangong — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

Os "principais desafios" serão "os efeitos sobre o ser humano": "perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica", explicou à AFP Richard de Grijs, astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie, na Austrália.

Ele também enfatizou a importância da confiabilidade dos sistemas de reciclagem de água e ar, assim como a capacidade de gerenciar potenciais emergências médicas longe da Terra.

"A China tornou-se muito competente nessas áreas, mas a duração é importante. Um ano em órbita coloca o equipamento e a tripulação em um regime operacional diferente das missões Shenzhou, mais curtas", ressaltou De Grijs.

Até agora, as tripulações permaneciam na estação Tiangong por seis meses antes de serem substituídas.

"Nave dos sonhos"

A China ainda está na fase de desenvolvimento e teste dos equipamentos necessários para enviar astronautas à Lua nesta década.

Este ano, está programado o voo de teste em órbita da espaçonave Mengzhou ("Nave dos Sonhos"). Esta espaçonave substituirá a Shenzhou em missões tripuladas à Lua.

Pequim espera ter construído até 2035 o primeiro segmento de uma base científica habitada em um satélite da Terra, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).

O gigante asiático investiu bilhões de dólares nos últimos trinta anos para equiparar seu programa espacial aos dos Estados Unidos, Rússia e Europa.

Seu progresso tem sido particularmente visível na última década.

Em 2019, a China pousou uma sonda espacial no lado oculto da Lua, uma conquista sem precedentes em todo o mundo, e em 2021, pousou um pequeno robô em Marte.

A China foi oficialmente excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011, ano em que os Estados Unidos proibiram sua agência espacial, a Nasa, de colaborar com Pequim.

Isso levou o gigante asiático a desenvolver seu próprio projeto de estação espacial.

A estação espacial chinesa, chamada Tiangong (Palácio Celestial), é um complexo orbital habitável e totalmente operacional em órbita baixa da Terra. Ela abriga tripulações em rotação constante e recentemente recebeu a missão Shenzhou-23, que levou três astronautas para uma estadia recorde, com um dos membros previsto para ficar até um ano no espaço.
A estrutura da Tiangong opera a uma altitude entre (340 km) e (450 km) e pesa entre 80 e 100 toneladas, funcionando como o principal laboratório de microgravidade e posto avançado de Pequim.
Detalhes Principais e Operações

  • Módulo Central (Tianhe): Lançado em 2021, é a 
  • a espinha dorsal da estação, fornecendo suporte de vida e controle.
  • Tripulação: Geralmente composta por três a seis astronautas que se revezam em missões de longa duração.
  • Contexto: A China foi banida do acesso à Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011 devido a leis dos Estados Unidos, o que motivou a construção independente da Tiangong como seu próprio posto avançado de pesquisa.
Acompanhamento e Rastreamento
    Você pode acompanhar a localização exata da Tiangong em tempo real ao redor do globo usando rastreadores orbitais como o AstroViewer para ver quando ela passará visível próxima à sua região.
    Se você tiver interesse, posso:
    • Informar mais detalhes sobre os experimentos científicos conduzidos a bordo da 
    • estação.
    • Explicar as diferenças de tamanho e arquitetura entre a Tiangong e a Estação Espacial Internacional (ISS).
    • Gostaria de focar em algum aspecto específico?
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