Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Em sua demonstração, aeronave fez um sobrevoo de cerca de 15 minutos no Reino Unido. Modelo utiliza motores elétricos de 543 cavalos de potência. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por G1 Postado em 20 de setembro de 2021 às 22h30m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.990. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Avião elétrico Rolls-Royce Spirit of Innovation — Foto: Divulgação
A Rolls-Royce anunciou que o primeiro voo do seu avião elétrico foi completo com sucesso. Chamado de Spirit of Innovation, o modelo foi desenvolvido pela empresa para ser o mais rápido de seu segmento.
O objetivo é que a aeronave bata os 480 km/h, se tornando o avião
elétrico mais rápido do mundo. Em sua demonstração inicial, o avião fez
um sobrevoo de cerca de 15 minutos no Reino Unido.
Rolls-Royce Spirit of Innovation — Foto: Divulgação
Para ser o mais leve possível, o veículo leva apenas uma pessoa,
ressaltando suas características esportivas. Ainda em fase de testes, a
velocidade máxima atual está 20% a baixo do esperado.
Rolls-Royce Spirit of Innovation — Foto: Divulgação
Para ganhar os ares, o modelo é impulsionado por um trem de força de
400 kW (543 cavalos) composto por três motores conectados a uma bateria
de 6.000 células, o que seria a bateria de maior densidade já feita para
um avião.
O projeto faz parte do programa ACCEL, uma iniciativa financiada, em
parte, pelo Instituto de Tecnologia Aeroespacial do Reino Unido e pelo
governo britânico para a criação de aviões elétricos.
Um dos estudos mais recentes afirma que o Brasil já foi atingido por um tsunami em 1755, causado pelo forte terremoto que sacudiu Lisboa, em Portugal, naquele ano. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por BBC 20/09/2021 19h14 Atualizado há 2 horas Postado em 20 de setembro de 2021 às 21h15m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.989. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Terremoto de 1755 em Lisboa foi o mais forte registrado na Europa e
gerou tsunami no Brasil, segundo pesquisadores — Foto: Getty Images
A erupção do vulcão Cumbre Vieja, de La Palma, nas Ilhas Canárias
(Espanha), no final de semana levou muitas pessoas a se perguntarem se o
evento no outro lado do Oceano Atlântico poderia causar um tsunami no
Brasil. Especialistas dizem que a possibilidade de um tsunami é remota,
mas o Brasil já registrou um tsunami no passado.
Imagens noturnas mostram lava saindo de vulcão na Espanha
Um dos estudos mais recentes, realizado em 2020 pela Universidade
Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), afirma que o Brasil já foi atingido
por um tsunami em 1755. Ao contrário dos tsunamis mais conhecidos, esse
tsunami teria sido causado pelo forte terremoto que sacudiu Lisboa, em
Portugal, naquele ano, no outro lado do Oceano Atlântico.
O assunto foi abordado no Twitter da Rede Sismográfica Brasileira, com
um vídeo do professor aposentado do Instituto de Geociências e ex-chefe
do Observatório Sismológico da UnB, José Alberto Vivas Veloso.
O terremoto de 1755 foi o maior já registrado na Europa, com magnitude
de 8,7. Ele destruiu Lisboa, grande parte do sul da Espanha e do
Marrocos, e causou um enorme tsunami que atingiu a Irlanda e o Caribe.
As estimativas de vítimas variam pela carência de registros, mas as
menores estão entre 20 mil e 30 mil óbitos, enquanto as maiores falam em
100 mil. O terremoto também deu início a uma era moderna nos estudos
sismológicos.
A onda gigante que se formou com o terremoto em Lisboa atravessou o
Atlântico e causou estragos na costa brasileira, afirmam o trabalho
liderado pelo professor Francisco Dourado do Centro de Pesquisas e
Estudos sobre Desastres (Cepedes).
Vulcão entra em erupção nas Ilhas Canárias espanholas e destrói mais de 100 casas
A pesquisa foi feita com base em um levantamento histórico do professor
Alberto Veloso, autor do livro Tremeu a Europa e o Brasil também. Os
pesquisadores da equipe de Dourado realizaram trabalho de campo ao longo
de 270 quilômetros e 22 praias entre Rio Grande do Norte e o sul de
Pernambuco.
"No início da tarde de 1º de novembro de 1755, um tsunami atingiu o
litoral do Nordeste. Ele penetrou terra adentro, destruiu habitações
modestas e desapareceu com duas pessoas. Isso é desconhecido da maioria
dos brasileiros", diz Veloso.
Há relatos quatro cartas da época falando sobre o maremoto no Brasil.
Essas cartas foram escritas pelo arcebispo da Bahia, pelos governadores
de Pernambuco e da Parayba e por um militar e estão no Arquivo Histórico
Ultramarino de Lisboa.
"As águas transcenderam os seus limites e fizeram fugir os habitantes
das praias", diz uma carta de 10 de maio de 1756, relatando o episódio
acontecido em 1 de novembro do ano anterior em praias da Paraíba.
Outra carta relatada por Veloso, de 4 de março de 1756, diz: "Em Lucena
e Tamandaré, a enchente do terremoto entrou pela terra adentro coisa de
uma légua (4 a 5 km) terra adentro e levou algumas casas de palhoça e
falta um rapaz e uma mulher."
Há relatos de mares revoltos também no Rio de Janeiro no dia do terremoto de Lisboa.
Pesquisadores brasileiros e portugueses disseram ter coletado vestígios
de microanimais e de elementos químicos que só poderiam ter sido
trazidos a determinadas praias brasileiras por grandes ondas. O primeiro
passo foi fazer uma simulação matemática de como teria sido o tsunami.
Baseado nessa simulação, os pesquisadores foram a campo.
Na praia de Pontinhas, na Paraíba, eles identificaram uma camada de areia grossa que teria vestígios do fenômeno.
Segundo o estudo da Uerj, na região da praia de Lucena, na Paraíba, as
ondas variaram entre 1,8 e 1,7 metros de altura. Na região pernambucana
de Tamandaré, as ondas atingiram de 1,9 a 1,8 metros, com grande volume
de água.
As ondas inundaram até 4 quilômetros terra adentro, principalmente em
locais banhados por rios e nas proximidades da Ilha de Itamaracá (PE).
Em Tamandaré a inundação foi de até 800 metros, e em Lucena, 300 metros.
Momento em que a corrente de lava do vulcão destrói uma casa em La Palma, na Espanha
'Minitsunami?'
Em um artigo para a Revista da USP de 2018, o professor Veloso
questiona se ondas gigantes registradas no passado no Brasil poderiam
ser consideradas "tsunamis".
"Tsunamis são fenômenos raros, mas podem acontecer em qualquer dos
oceanos, em diversos mares e em porções menores de massas de água. eles
podem ter diferentes origens, ser grandes ou pequenos, desastrosos ou
inofensivos. Tais características abrem um amplo leque de oportunidades,
inclusive para formular a pergunta: já ocorreu, ou poderá acontecer, um
tsunami no Brasil? Talvez não seja possível responder tais indagações
de forma precisa", escreve Veloso.
O artigo afirma que a explicação mais comum para a ausência de tsunamis
no Brasil seria a falta de terremotos de grande magnitude no mar. Mas
ele afirma que a falta de registros no passado não é garantia de que o
Brasil não possa vir a ter um tsunami, apesar de uma possibilidade
remota de esse fenômeno ser intenso.
"O desconhecimento de abalos significativos no passado e o não registro
de sismos fortes na atualidade não asseguram situação similar para o
futuro."
Seu artigo se debruça sobre cinco episódios de "manifestações marinhas
incomuns" no litoral brasileiro: em São Vicente (SP) em 1541, em
Salvador em 1666, em Cananeia (SP) em 1789, na Baía de Todos os Santos
(BA) em 1919 e no Arquipélago de São Pedro e São Paulo (no litoral de
PE) em 2006.
Em todos esses episódios, houve relatos de mar violento ou ressaca
forte. Mas boa parte desses fenômenos sequer foi antecedido por algum
tipo de abalo sísmico ou erupção vulcânica, o que descaracteriza a
ocorrência como um tsunami. Os episódios de grandes ondas em Cananeia e
Baía de Todos os Santos tiveram sua origem em terremotos — mas com
magnitudes relativamente baixas.
"Identificou-se um tremor que gerou ondas parecidas com um pequeno
tsunami. Apesar de modesto o caso é significativo, pois se está
validando um 'minitsunami' brasileiro."
Cumbre Vieja
O artigo do professor Velasco também especula sobre a possibilidade de
um tsunami se formar com a erupção do Cumbre Vieja, das Ilhas Canárias.
"Se, ao invés do passado, voltarmos ao futuro, podemos nos deparar com a
ameaça de um possível megatsunami partindo do meio do Oceano Atlântico.
O alerta partiu de pesquisadores britânicos e ganhou notoriedade após o
maremoto da Indonésia, de 2004 (Ward & Day, 2001)", escreve ele.
"O estudo sugere que durante uma nova erupção do vulcão Cumbre Vieja,
na Ilha Las Palmas, nas Canárias, junto à costa ocidental da África, um
de seus flancos colapsaria em direção ao mar, provocando um imenso
tsunami, principalmente contra a costa das Américas. Dependendo do
volume das rochas envolvidas no deslizamento, algo entre 150 km³ e 500
km³, enormes ondas com amplitudes de 15 a 20 m chegariam à costa dos
Estados Unidos e também ao litoral norte do Brasil."
Mas o professor afirma que tsunamis provocados por erupções de vulcões
são raros, e que há poucos dados sobre o Cumbre Vieja para se especular
sobre a formação de um tsunami no litoral do Brasil.
"O artigo é polêmico pelo tema incomum e por envolver mecanismos
desconhecidos, como grandes colapsos laterais em ilhas vulcânicas.
Ademais, os pesquisadores enfatizaram o pior cenário ao admitir a caída
total do bloco rochoso, uma vez que ele poderia vir abaixo, em partes, e
o impacto final seria bem menor. Outra questão é saber se o tsunami se
dispersaria rapidamente, ou se se propagaria a distâncias
transoceânicas, implicando, nesse caso, grande perigo às populações
costeiras. Apesar de todas as incertezas de ocorrência, um tsunami dessa
natureza produziria danos por quase todo o Atlântico."
O professor conclui: "Não há por que temer, em nosso litoral, o
aparecimento de tsunamis com a grandeza e o mecanismo sísmico similares
aos dos acontecidos no Japão em 2011, ou na Indonésia em 2004".
A possibilidade de um novo foi praticamente descartada por geólogos da
Rede Sismográfica Brasileira, que publicou em sua página no Facebook um
post sobre o tema.
A origem dessa preocupação seria de um feito por geólogos americanos
sobre a possibilidade de um desabamento de uma parte da ilha (de La
Palma) provocar um tsunami no Brasil. Mesmo aquele estudo considerava
remota essa possibilidade.
Não há registro de nenhuma morte. Vulcão entrou em erupção no domingo, mas continua ativo nesta segunda-feira. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por G1 20/09/2021 08h11 Atualizado há uma hora Postado em 20 de setembro de 2021 às 09h20m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.988. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Momento em que a corrente de lava do vulcão destrói uma casa em La Palma, na Espanha
A erupção do vulcão do parque Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, Espanha
- a primeira erupção em 50 anoz -, forçou a retirada de cerca de 5.000
pessoas (entre elas, cerca de 500 turistas), disseram nesta
segunda-feira (20) os responsáveis pela operação. A expectativa é que
não seja necessário retirar mais gente.
Lava passa perto de casa na ilha de Las Palmas, no arquipélago das
Canárias, em 20 de setembro de 2021 — Foto: Borja Suarez/Reuters
O vulcão entrou em erupção no domingo. A lava tomou casas e florestas. A
rocha derretida fluiu em direção ao Oceano Atlântico. Veja abaixo um
vídeo do vulcão nesta segunda-feira (20).
Imagens do vulcão do parque Cumbre Vieja em atividade pela manhã de segunda (20)
Isso aconteceu em uma região pouco povoada da ilha de La Palma. Essa é a
ilha que fica no ponto mais ao noroeste das Canárias. Com uma população
de 85 mil habitantes, essa é uma das oito ilhas do arquipélago na costa
oeste da África (o ponto mais próximo do continente é o Marrocos, a 100
km).
O vulcão continuava ativo nesta segunda-feira. Na ilha, há uma fumaça densa que sai do vulcão, e as casas estão em chamas.
Casa foi destruída depois de ser atingida por lava de vulcão na ilha de
Las Palmas, em 20 de setembro de 2021 — Foto: Borja Suarez/Reuters
O vídeo abaixo, deste domingo (19), mostra imagens noturnas em que a lava aparece saindo do vulcão.
Imagens noturnas mostram lava saindo de vulcão na Espanha
"A lava se movimenta em direção à costa, e os danos serão materiais. De
acordo com os especialistas, há um volume de lava entre 17 milhões e 20
milhões de metros cúbicos", disse o presidente regional Angel Victor
Torres.
Cada metro cúbico de lava equivale a mil litros.
Casas destruídas
Até a manhã desta segunda, foram destruídas cerca de 100 casas, disse Mariano Hernandez, presidente do conselho de La Palma.
A vila de El Paso foi uma das atingidas pela lava. Cerca de 20 casas
nesse local foram tomadas pela lava, que também invadiu a estrada e
ameaça outras vilas.
Lava é expelida de vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso,
na ilha de La Palma, no domingo (19) — Foto: Desiree Martin/AFP
O vulcanologista Nemesio Perez disse que, a não ser que alguém se
comporte de forma inapropriada, não deve haver nenhuma morte.
Veja abaixo um vídeo de animais sendo resgatados antes da chegada da lava do vulcão.
Animais são resgatados na Ilha de La Palma, na Espanha
Stavros Meletlidis, doutor em vulcanologia do Instituto Geográfico
Espanhol, disse que a erupção abriu cinco fissuras na encosta e que não
tinha certeza de quanto tempo ela pode durar. "Temos que medir a lava
todos os dias e isso nos ajudará a descobrir", afirmou.
Em 1971, quando houve uma outra erupção na ilha, um homem morreu ao tentar tirar fotografias de perto. Lava é expelida de vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso,
na ilha de La Palma, no domingo (19) — Foto: FORTA/Handout via Reuters
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, adiou sua viagem a Nova
York prevista para participar da Assembleia Geral da Organização das
Nações Unidas (ONU) e se deslocou para La Palma. Está lá desde a noite
para acompanhar a evolução das operações.
O vulcão do parque Cumbre Vieja estava sob estrita vigilância havia uma
semana, devido a uma forte recuperação de sua atividade sísmica.
Foram registrados mais de 22 mil tremores na última semana na área de
Cumbre Vieja, uma cadeia de vulcões que teve uma grande erupção em 1971 e
é uma das regiões vulcânicas mais ativas das Canárias. Veja onde está o vulcão — Foto: Arte G1