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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA

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Para associação, aumento é resultado da pressão sem perspectivas de alívio enfrentada por agricultores e pecuaristas no país.
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Por Vivian Souza

Postado em 13 de Fevereiro de 2.026 às 14h00m
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No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA — Foto: Willam Roth/Secom-RR
No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA — Foto: Willam Roth/Secom-RR

Os pedidos de falência de agricultores dos Estados Unidos cresceram 46% em 2025 na comparação com 2024, apontou a associação American Farm Bureau Federation (AFBF).

Ao todo, foram registrados 315 pedidos. O número pode ser maior, já que nem todos os produtores se enquadram nas regras para fazer a solicitação.

Conhecida como "Capítulo 12", a regra vale apenas para agricultores e pescadores familiares. Para pedir a recuperação, é preciso comprovar que a maior parte das dívidas está ligada à atividade rural.

O pedido é visto como um último recurso para que o produtor consiga continuar trabalhando.

Para o AFBF, a alta nos pedidos reflete a pressão financeira enfrentada por agricultores e pecuaristas, sem perspectiva de melhora no curto prazo.

"São esperadas perdas significativas no setor de grãos por mais um ano, e vários segmentos da pecuária também operam com margens mais apertadas", diz a economista Samantha Ayoub, da associação.

"Perdas profundas em culturas comuns das regiões do Meio-Oeste e do Sudeste se acumularam após anos de queda nas receitas e alta nos custos", disse a economista.

As duas regiões são as mais afetadas. Apenas no Meio-Oeste, o crescimento dos pedidos foi de 70%, no Sudeste, de 69%.

De acordo com a associação, os pedidos de falência costumam aumentar em períodos de dificuldades prolongadas. Nessas situações, os produtores recorrem a empréstimos maiores e com prazos mais longos para pagamento.

Somente no quarto trimestre de 2025, foram feitos 40% a mais de empréstimos para este fim do que no mesmo período em 2024.

As dívidas devem continuar crescendo. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que a dívida total do setor agrícola subirá 5,2%, alcançando o recorde de US$ 624,7 bilhões em 2026.

Segundo a AFBF, esse dinheiro está sendo usado para cobrir custos dos insumos e não para investir no crescimento do negócio.

Por que os agricultores estão endividados?

Os agricultores são afetados por baixos preços de safra, custos mais altos de mão de obra e insumos, como fertilizantes e sementes.

Além disso, as exportações de produtos, como soja, diminuíram no ano passado nos Estados Unidos, devido às disputas comerciais com outros países.

Isso porque com o tarifaço agricultores americanos tiveram que pagar a conta de retaliações por parte de outros países, especialmente da China.

As perdas agrícolas variam de US$35 bilhões a US$44 bilhões para as nove principais commodities, incluindo milho, soja, trigo e amendoim, disse Shawn Arita, diretor associado do Agricultural Risk Policy Center da North Dakota State University, em dezembro.

Os pecuaristas também foram prejudicados. O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o USDA.

O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate.

Além disso, o fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, desde maio, a maioria das importações de gado mexicano em meio a preocupações com a disseminação para o norte da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga carnívora que infesta o gado.

Para aliviar a situação dos agricultores, o governo norte-americano anunciou em dezembro um pacote de US$ 11 bilhões. A medida foi anunciada depois de produtores rurais pedirem apoio do governo para comprar sementes e fertilizantes para o próximo plantio.

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Conheça o saltador do lodo, peixe que vive fora d’água, 'anda' sobre os rios e desafia as regras da natureza

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O animal é um dos destaques do quarto episódio da série 'Ásia', exibido pelo Fantástico neste domingo (8). Quadro também mostrou um esquilo voador gigante.
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Por Fantástico

Postado em 13 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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Série "Ásia" apresenta o peixe que gosta de ficar fora d'água
Série "Ásia" apresenta o peixe que gosta de ficar fora d'água

Literalmente um peixe fora d’água. O saltador do lodo é um animal de apenas cinco centímetros que vive nos manguezais da Indonésia e que, ao contrário da maioria dos peixes, não precisa permanecer submerso para sobreviver — desde que se mantenha molhado.

Para se locomover e fugir de predadores, ele dá saltos sobre a lama e, quando está na água, consegue andar sobre a superfície, habilidade que ajuda a explicar o nome curioso da espécie (veja no vídeo acima).

O animal é um dos destaques do quarto episódio da série Ásia, exibido pelo Fantástico neste domingo (8).

Saltador do lodo consegue andar fora d'água — Foto: Reprodução/Fantástico

A série também apresentou um morador inusitado de Taipei, capital de Taiwan: o esquilo-voador gigante. ,

Durante o dia, ele parece apenas um esquilo comum. Mas, à noite, revela sua principal habilidade — planar entre árvores, telhados e postes, deslizando pelo ar por até 150 metros em busca de alimento e abrigo.

Esquilo voador gigante consegue pular de árvore em árvore — Foto: Reprodução/Fantástico
Esquilo voador gigante consegue pular de árvore em árvore — Foto: Reprodução/Fantástico

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