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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Ritual, assassinato ou morte comum? Arqueólogos encontram homem enterrado em forno de 4,5 mil anos e tentam desvendar mistério

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Corpo de um jovem foi encontrado em uma estrutura subterrânea usada pela Cultura da Cerâmica Cordada, na atual Alemanha. Pesquisadores investigam se ele foi vítima de assassinato, guerra ou ritual de sacrifício.
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Por Redação g1

Postado em 18 de Junho de 2.026 às 12h35m
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Um homem morto encontrado em um forno subterrâneo. Descoberta arqueológica misteriosa perto de Gerstewitz, distrito de Burgenland, Saxônia-Anhalt. — Foto: State Office for Heritage Management and Archaeology Saxony-Anhalt
Um homem morto encontrado em um forno subterrâneo. Descoberta arqueológica misteriosa perto de Gerstewitz, distrito de Burgenland, Saxônia-Anhalt. — Foto: State Office for Heritage Management and Archaeology Saxony-Anhalt

Arqueólogos que realizam escavações no leste da Alemanha encontraram os restos mortais de um homem de cerca de 25 anos enterrado em uma antiga estrutura usada como forno há aproximadamente 4,5 mil anos.

O achado intriga os pesquisadores porque o crânio apresenta sinais de lesão e o local do sepultamento é considerado incomum para a época.

A descoberta foi feita perto da cidade de Gerstewitz, no estado da Saxônia-Anhalt, durante escavações preventivas realizadas antes da construção de uma linha de transmissão de energia elétrica.

Segundo o Escritório Estadual de Gestão do Patrimônio e Arqueologia da Saxônia-Anhalt, o homem foi enterrado em uma cavidade subterrânea formada por duas câmaras interligadas, originalmente utilizadas como forno pela chamada Cultura da Cerâmica Cordada, que ocupou partes da Europa entre 2900 a.C. e 2050 a.C.

Ferimento no crânio levanta hipóteses

O esqueleto foi encontrado em posição fetal, deitado sobre o lado direito e voltado para o sul — uma característica típica dos sepultamentos masculinos desse grupo cultural.

O que chamou a atenção dos pesquisadores, porém, foi o local escolhido para o enterro. Estruturas desse tipo normalmente não contêm restos humanos.

Além disso, exames iniciais identificaram uma lesão no crânio.

Diante disso, os arqueólogos trabalham com diferentes hipóteses.

  1. Uma delas é que o jovem tenha sido vítima de um assassinato.
  2. Outra possibilidade é que tenha morrido em um conflito e sido enterrado às pressas em uma estrutura já existente.

Há ainda uma terceira linha de investigação: a de que o enterro estivesse relacionado a algum ritual.

Sacrifício em ritual?

Segundo os pesquisadores, fornos semelhantes ligados à Cultura da Cerâmica Cordada já foram encontrados contendo esqueletos completos de bovinos ou restos de cães parcialmente desmembrados.

Esses depósitos são interpretados por alguns especialistas como possíveis oferendas rituais.

Por isso, os cientistas não descartam que o homem encontrado em Gerstewitz também tenha participado de algum contexto cerimonial, embora ainda não existam evidências suficientes para confirmar essa hipótese.

Região guarda 6 mil anos de história

O sítio arqueológico onde o corpo foi encontrado tem revelado vestígios de ocupação humana que se estendem por cerca de 6 mil anos.

Entre as descobertas anteriores estão um grande monte funerário construído entre 4000 a.C. e 3400 a.C., sistemas de fossos e muralhas associados a cerimônias coletivas e restos de casas queimadas, além de ossos humanos e de animais depositados em poços profundos.

Agora, os pesquisadores esperam que análises laboratoriais ajudem a esclarecer a identidade do homem e as circunstâncias de sua morte.

Por enquanto, o achado permanece cercado de mistério — um raro caso em que um enterro pré-histórico levanta mais perguntas do que respostas.

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Brasil cai para 65ª lugar em ranking de competitividade com 70 países

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Recuo foi puxado por desempenho negativo do custo de capital, débitos e educação
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Manuela Miniguini, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
18/06/26 às 10:58 | Atualizado 18/06/26 às 10:58
Postado em 18 de Junho de 2.026 às 11h25m
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Bandeira do Brasil
País ocupa a 65ª colocação em uma lista de 70 economias - o pior patamar nos últimos anos  • Foto: Getty Images

Brasil caiu sete colocações no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral.

O país ocupa a 65ª colocação em uma lista de 70 economias - o pior patamar nos últimos anos. Segundo o levantamento, entre os fatores que prejudicam o país estão custo de capital, educação precária e problemas financeiros.

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Nessa linha, a competitividade de um país reflete o conjunto de condições institucionais, econômicas e estruturais que influenciam a produtividade e a eficiência do setor produtivo

Ao todo, quatro fatores gerais foram considerados - performance econômica, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura - e o Brasil apresentou piora de posição em todos os indicadores. 

Eficiência de negócios foi o destaque negativo, com queda de 11 posições. Já performance econômica caiu seis posições no levantamento. 

Dentro dos fatores gerais, foram avaliadas também subcategorias que estabeleceram pontos fortes e fracos e uma posição para o país em relação à seção analisada.

Entre os pontos fortes do Brasil estão o crescimento de longo prazo de emprego (5º), subsídio governamental (5º),  porcentagem de energia renovável (5º), fluxo de investimento direto estrangeiro (7º) e total de atividade empreendedora em estágio inicial (8º).

Isso mostra a força e a resiliência da economia brasileira. Mesmo diante de desafios internos e externos, o país mantém sua capacidade de criar oportunidades e absorver trabalhadores em diferentes setores produtivos, avalia Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral.

Por outro lado, o custo de capital (70º), débito corporativo (70º), educação primária e secundária (70º), força de trabalho produtivo (70º), habilidades linguísticas (70º) e habilidades financeiras (70º) pesaram sobre a posição geral do Brasil e, segundo o diretor, travam o avanço dos outros setores bem posicionados.

Confira os 9 piores países em competitividade:

  • 63º Eslováquia
  • 64º Gana
  • 65º Brasil
  • 66º México
  • 67º Botsuana
  • 68º Mongólia
  • 69º Nigéria
  • 70º Namíbia
  • 70º Venezuela

Na outra ponta, Singapura lidera o top 10 das melhores nações nesse quesito, seguida por Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.

Confira os 10 melhores países em competitividade:

  • Singapura
  • Hong Kong
  • Suíça
  • Taiwan
  • Emirados Árabes Unidos
  • Dinamarca
  • Irlanda
  • Países Baixos
  • Suécia
  • 10º Estados Unidos
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