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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Relatório do Pentágono alerta que prolongar guerra com Irã é insustentável

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Operações prolongadas contra Teerã estariam exaurindo a capacidade de mobilização da Marinha, desviando ativos de missões cruciais, diz jornal
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Da CNN Brasil
31/08/26 às 12:53 | Atualizado 31/08/26 às 12:53
Postado em 31 de Agosto de 2.026 às 13h25m

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Secretário de Defesa dos EUA Pete Hegseth no Pentágono  • 16 de abril de 2026 REUTERS/Nathan Howard

Líderes militares dos Estados Unidos alertaram o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que a manutenção de operações em larga escala contra o Irã é insustentável e prejudica a prontidão em outras regiões globais.

De acordo com apuração do The Washington Post que cita documentos confidenciais, comandantes de diversas áreas expressaram discordância formal quanto à extensão do destacamento de tropas, navios e aeronaves, que estariam sendo desviados de missões críticas na Europa e no Pacífico.

Líderes militares dos comandos da Europa (EUCOM), do Pacífico (PACOM) e do Sul (SOUTHCOM), juntamente com o principal almirante da Marinha, discordaram contra a ordem de estender o desdobramento de suas forças na região, mas afirmaram que cumprirão a determinação.



A Marinha, em particular, é a mais impactada por aplicar o bloqueio aos portos iranianos. O Almirante Daryl Caudle alertou Hegseth que apenas cerca de um quarto da frota de destróieres do país está pronta para ser mobilizada, uma queda drástica em relação aos níveis anteriores à guerra. Além disso, o único porta-aviões dedicado à dissuasão contra a China no Pacífico, o USS George Washington, precisou ser deslocado para o Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, que está em missão há mais de 300 dias.

Embora o governo Trump mantenha uma postura de pressão total contra Teerã, a cúpula militar enfatiza que o conflito de seis meses já exauriu estoques de munições vitais e compromete a defesa do próprio território americano.

Redução drástica do estoque de armas críticas para a guerra

O impasse revela um conflito crescente entre os objetivos estratégicos da Casa Branca e a capacidade logística limitada das Forças Armadas para sustentar uma guerra sem prazo para acabar.

O conflito praticamente esgotou os estoques dos Estados Unidos de interceptadores de defesa aérea Patriot e THAAD - sistema de defesa antimísseis que pode destruir mísseis balísticos de curto, médio e intermediário alcance -, mísseis de longo alcance Tomahawk e resultou na perda de aproximadamente 25% da frota de drones Reaper do Pentágono, além de gerar bilhões de dólares em danos estruturais a bases americanas. O impacto limita a capacidade do governo americano de reescalar a guerra.

Ao realocar navios, sistemas de defesa aérea e aeronaves de monitoramento de outros comandos para apoiar o CENTCOM, o Comando Central no Irã, os EUA reduziram sua capacidade de defesa interna e de treinamento. Líderes do Comando Europeu alertaram que faltam forças navais adequadas para proteger Israel e o próprio território americano de ataques de mísseis, enquanto aliados na Ásia temem que o esgotamento de armas os deixe vulneráveis à China.

Embora as lideranças do Exército e da Força Aérea tenham concordado com as diretrizes da operação, alertaram que a decisão traz riscos significativos. Cerca de 2.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada terão suas missões estendidas para um ano, e unidades operando sistemas Patriot e esquadrões de bombardeio da Força Aérea devem permanecer no Oriente Médio até 2027.

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Tópicos


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Trump usa vídeo de IA para alegar ataque à ilha de Kharg; Irã nega ofensiva e diz que publicação é 'ridícula'

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Não há outras evidências de que o centro energético iraniano estivesse sob ataque. A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 31 de Agosto de 2.026 às 05h30m

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Publicação do presidente dos EUA Donald Trump na rede social Truth Social — Foto: Reprodução/Truth Social
Publicação do presidente dos EUA Donald Trump na rede social Truth Social — Foto: Reprodução/Truth Social

O centro energético iraniano da ilha de Kharg está sendo reduzido a escombros, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, neste domingo (30), em uma breve publicação nas redes sociais acompanhada de um vídeo gerado por inteligência artificial.

Não havia evidências de que o centro energético iraniano estivesse sob ataque até a última atualização desta reportagem. A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da agência de notícias Reuters.

"A ilha de Kharg está sendo reduzida a escombros!!!", disse Trump nas redes sociais, sem dar mais detalhes.

A Reuters confirmou que um vídeo que acompanhava o post, mostrando explosões dramáticas, foi provavelmente gerado por inteligência artificial. A agência de notícias usou um software que detecta imagens manipuladas por IA para analisar o vídeo. 

EUA voltam a atacar Irã
EUA voltam a atacar Irã 

Irã nega ataque a Kharg e considera publicação de Trump 'ridícula'

As operações petrolíferas na ilha de Kharg não foram interrompidas, afirmou nesta segunda-feira (31) Hamid Bovard, CEO da Companhia Nacional de Petróleo Iraniana, segundo a agência de notícias Nournews.

Bovard negou que o importante centro petrolífero - responsável por 90% das exportações de petróleo iranianas - estivesse sendo destruído, como alegou Trump. Atacar Kharg prejudicaria gravemente o comércio de energia e exerceria enorme pressão sobre a economia iraniana.

"Os tweets de Trump são ridículos e a situação em Kharg está calma e adequada", disse ele, segundo a Nournews.

O CEO acrescentou que a ilha foi bombardeada repetidamente no passado, mas disse que os trabalhadores não permitiram que as operações parassem "nem por um momento". Bovard afirmou ainda que, atualmente, empreiteiros estão reconstruindo e modernizando os tanques de armazenamento e cais.

Imagem de satélite mostra um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, na costa sudoeste do Irã, em 25 de fevereiro de 2026. — Foto: Planet Labs PBC/Handout via REUTERS
Imagem de satélite mostra um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, na costa sudoeste do Irã, em 25 de fevereiro de 2026. — Foto: Planet Labs PBC/Handout via REUTERS

Guerra econômica contra o Irã

A retomada das hostilidades ocorreu após semanas em que o governo Trump intensificou os esforços para punir Teerã e seus parceiros comerciais com sanções econômicas, abandonando as opções militares.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters no domingo que novas sanções secundárias provavelmente serão anunciadas semanalmente, em um esforço para pressionar o Irã, com foco inicial nos bancos.

"Estamos começando pelos bancos e dizendo a eles que não é aceitável ter dinheiro iraniano e ajudar o regime", disse Bessent em entrevista.

Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América — Foto: Evan Vucci/Reuters
Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América — Foto: Evan Vucci/Reuters

Primeiros ataques militares conhecidos em semanas

Forças dos Estados Unidos atingiram duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak, no Irã, neste domingo (30), no primeiro ataque dos EUA contra o Irã desde o fim de julho.

A pequena ilha no Estreito de Ormuz, perto do porto estratégico de Bandar Abbas, tem vista para as rotas de navegação na entrada do Golfo, o que lhe confere um papel fundamenta na segurança marítima e no fornecimento global de energia.

Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou ter tomado atacado alvos da Guarda Revolucionária do Irã para evitar que novas minas navais fossem instaladas no Estreito de Ormuz.

👉 Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que todas as minas haviam sido detonadas ou removidas das águas internacionais do estreito e que o Irã havia sido avisado de que qualquer embarcação que colocasse novas minas seria destruída.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis balísticos contra a Jordânia, em direção a duas bases americanas. As forças armadas da Jordânia interceptaram oito mísseis que entraram em seu espaço aéreo, informou a televisão estatal.

Navegação no Estreito de Ormuz

Em meio às ameaças à navegação, o número de navios mercantes visíveis transitando pelo Estreito de Ormuz caiu para cinco por dia durante o fim de semana, segundo dados do setor.

O número real pode ser maior, já que algumas embarcações desligaram seus sistemas de identificação automática para evitar ataques.

Embora Trump tenha afirmado repetidamente que o Estreito de Ormuz está aberto, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã classificou essas declarações como "uma mentira óbvia", reiterando que o estreito permanece fechado para navios sem a permissão iraniana.

Antes de ser bloqueada durante os seis meses da guerra com o Irã, a hidrovia transportava quase um quinto das remessas globais de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

O Irã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

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