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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Análise: Líder Supremo do Irã segue invisível após seis meses de guerra

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Dúvidas sobre seu estado de saúde e seu papel estão se tornando cada vez mais frequentes Parisa Hafezi e Angus McDowall, da Reuters
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Parisa Hafezi e Angus McDowall, da Reuters
28/08/26 às 11:33 | Atualizado 28/08/26 às 11:33
Postado em 28 de Agosto de 11h50m

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Cartaz com foto do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã 13 de agosto de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS  • via REUTERS

Seis meses após os ataques aéreos que deram início à guerra e levaram Mojtaba Khamenei, gravemente ferido, à função de líder supremo do Irã, ele continua totalmente ausente dos olhos e dos ouvidos dos iranianos, um vácuo no centro da liderança de seu país.

As dúvidas sobre seu estado de saúde e seu papel estão se tornando cada vez mais frequentes, com o Irã enfrentando decisões críticas sobre uma guerra que incendiou o Oriente Médio e, ao mesmo tempo, destruiu a já frágil economia do país.

Autoridades iranianas e outras fontes de alto escalão no país afirmam que Khamenei continua no controle, governando nas sombras por motivos de segurança enquanto se recupera de ferimentos que o desfiguraram, ao mesmo tempo em que delega ampla autoridade no dia a dia a um círculo de figuras de destaque.

Mas, sem nenhuma foto, vídeo ou mensagem de áudio divulgada desde sua nomeação, uma semana após o início da guerra, os iranianos estão cada vez mais céticos quanto à sua posição em uma República Islâmica na qual a voz do líder deve ser absoluta.

A questão já não é se Mojtaba está vivo, mas se o Irã ainda tem um líder supremo em exercício, disse Alex Vatanka, do Instituto do Oriente Médio, em Washington.

As únicas mensagens de Khamenei ao povo iraniano vieram por meio de algumas declarações escritas lidas por apresentadores de noticiários, e ele nem mesmo compareceu à semana de rituais fúnebres em homenagem ao pai, no mês passado.

Autoridades graduadas e outras fontes internas atribuem a ausência de Khamenei a temores de assassinato e afirmam que ele mantém reuniões frequentes com figuras de destaque, recebe todos os principais relatórios e toma as decisões finais sobre todas as questões importantes.

Leia Mais.

O presidente Masoud Pezeshkian disse, em 10 de agosto, que havia mantido uma reunião de sete horas com Khamenei.

Mas mesmo entre os apoiadores mais radicais da República Islâmica, as dúvidas estão surgindo.

Precisamos ouvir a voz do nosso líder ou ver algum sinal de que ele está lá no comando, liderando o país, para nos dar mais confiança, disse um membro da milícia voluntária Basij em Qom, a cidade dos seminários no coração do Estado teocrático do Irã.

Embora o membro da Basij, que pediu anonimato para discutir um assunto tão delicado, tenha afirmado acreditar que Khamenei ainda estivesse de fato tomando decisões importantes, a ausência até mesmo de uma fotografia prejudica o moral e não é do interesse do Irã.

Entre os iranianos que se opõem à hierarquia governante ou querem reformas amplas, a mensagem é mais direta. Como sabemos que Mojtaba não foi assassinado?, disse Shahrokh, um empresário pró-reforma em Teerã que também pediu anonimato.

Não é lógico que não haja um único sinal comprovando que ele está vivo, muito menos evidências de que ele esteja envolvido na tomada de decisões, acrescentou ele.

Foto do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã • 8 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS
Foto do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã • 8 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

Guarda Revolucionária: chave da estrutura de poder

O Irã resistiu a seis meses de guerra contra seus inimigos mais poderosos e saiu abalado, mas ainda de pé.

Seu sistema político se manteve. Suas Forças Armadas mantêm a capacidade de interromper o abastecimento global de energia e atacar os aliados dos EUA no Golfo.

A cúpula clerical demonstrou que pode absorver a perda de um líder supremo e de comandantes de alto escalão sem entrar em colapso, mantendo uma cadeia de comando política e militar leal à sua ideologia teocrática.

Mas a economia do Irã está cedendo sob o peso dos custos do conflito e de um bloqueio de meses às suas exportações de petróleo, o que provocou uma queda vertiginosa do rial, colocando em risco a retomada dos protestos em massa que as autoridades reprimiram em janeiro, matando milhares de manifestantes.

Enquanto isso, a cúpula do poder se reorganizou em torno de um imperativo claro: preservar o Estado, restaurar a dissuasão e impedir que as consequências econômicas desestabilizem o país.

A Guarda Revolucionária, há muito uma força poderosa, ganhou influência desde o início da guerra e continua sendo fundamental para o pensamento estratégico no topo de um sistema de governo reconfigurado em torno do Conselho Supremo de Segurança Nacional, afirmaram as fontes.

Esse escalão superior inclui os principais comandantes da Guarda, bem como figuras políticas de alto escalão, como Pezeshkian e o presidente do Parlamento, Mohammed Baqer Qalibaf.

Várias fontes de alto escalão contatadas pela agência de notícias Reuters no Irã afirmaram que Khamenei estava, de fato, realizando reuniões com essas figuras de destaque, estava totalmente envolvido nas deliberações e tem a palavra final em todas as questões importantes.

Uma autoridade iraniana graduada disse que apenas um pequeno número de autoridades mantinha contato direto com Khamenei pessoalmente e que nenhum detalhe sobre ele havia sido divulgado por medo de vazamento de informações que pudessem permitir que os EUA o tivessem como alvo.

Enquanto isso, sua saúde está melhorando significativamente, declarou uma pessoa próxima ao círculo íntimo de Khamenei, descrevendo-o como perspicaz e envolvido na tomada de decisões.

Apesar de todas as pressões, os serviços prestados ao povo não foram interrompidos. Nossa linha de política externa está unificada e nossas decisões são coerentes. Tudo isso mostra que o líder supremo está no comando, disse uma segunda autoridade.

CNN Brasil
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Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

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Aos 21 anos, Amélie Voigt Trejes assumiu o topo do ranking da Forbes após superar um herdeiro alemão por apenas sete semanas de idade. Sua fortuna vem da participação na WEG, uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.
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Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Postado em 28 de Agosto de 2.026 às 09h00m

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Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG — Foto: Reprodução/Instagram
Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG — Foto: Reprodução/Instagram

A catarinense Amélie Voigt Trejes, de 21 anos, entrou para a história ao se tornar a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking anual da Forbes divulgado nesta sexta-feira (28). Seu patrimônio é estimado em R$ 6,7 bilhões.

A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser 7 semanas mais jovem que Johannes.

Discreta e longe dos holofotes, Amélie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG, multinacional brasileira referência na fabricação de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções para a indústria.

Sua fortuna está diretamente ligada à participação acionária na companhia, uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira. 
Quem é Amélie Voigt Trejes?

Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG, criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), ao lado de Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus - cujas iniciais deram origem ao nome da empresa.

Embora não ocupe cargo executivo na companhia, ela integra o grupo de acionistas controladores da empresa por meio da estrutura societária da família.

Segundo os registros societários mais recentes, Amélie possui:

  • 5.282.602 ações ordinárias (dão direito de participação na empresa) diretamente em seu nome, equivalentes a 0,126% do capital da WEG;
  • participação de 33,33% na Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., holding familiar (um tipo de empresa criada para gerir heranças e patrimônios familiares) dividida igualmente entre ela e seus irmãos, Felipe e Pedro;
  • participação de 33,33% na Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa patrimonial da família.

Ao considerar as participações diretas e indiretas, Amélie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% do capital da companhia.

Ela também integra o bloco controlador da WPA Participações e Serviços S.A., holding que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Essa estrutura garante aos herdeiros poder suficiente para aprovar ou rejeitar decisões estratégicas da empresa em assembleias de acionistas.

A "fábrica de bilionários" brasileira

A WEG ficou conhecida nos últimos anos como uma verdadeira "fábrica de bilionários". O modelo de sucessão adotado pelos fundadores manteve o controle concentrado nas famílias, fazendo com que diversos herdeiros aparecessem entre os brasileiros mais ricos do mundo.

Cinco dos seis brasileiros mais jovens presentes na lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt:

  • Dora Voigt de Assis, 28 anos: patrimônio de US$ 1,4 bilhão;
  • Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
  • Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
  • Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão
  • Amélie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão.

Felipe e Pedro são irmãos gêmeos de Amélie e compartilham com ela parte das holdings familiares responsáveis pelo controle da empresa.

Como nasceu a WEG

Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, a WEG começou fabricando motores elétricos. Ao longo das décadas, expandiu sua atuação para praticamente toda a cadeia de equipamentos elétricos e industriais.

Hoje, a empresa produz:

  • motores elétricos;
  • geradores;
  • transformadores;
  • turbinas;
  • painéis elétricos;
  • sistemas completos de automação industrial;
  • equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia;
  • carregadores para veículos elétricos;
  • tintas industriais e automotivas;
  • componentes elétricos, entre milhares de outros produtos.

Segundo a própria companhia, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos.

A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil colaboradores em todo o mundo e possui fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais espalhados pelos cinco continentes.

Em 2024, a empresa também marcou um novo capítulo em sua história ao nomear pela primeira vez no Brasil uma mulher para sua diretoria executiva.

Uma fortuna construída pela valorização da empresa

A riqueza de Amélie está ligada principalmente à forte valorização das ações da WEG ao longo das últimas décadas.

A companhia tornou-se uma das maiores fabricantes globais de equipamentos elétricos e uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.

A combinação entre o desempenho da companhia e a estrutura societária criada pelos fundadores fez com que os herdeiros acumulassem participações bilionárias sem necessidade de ocupar cargos de gestão.

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