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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Irã escala tensões em Ormuz e ameaça 45 navios com multas e confisco

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Teerã promete tomar medidas contra quem realizar transferências de cargas envolvendo esses navios, intensificando suas ameaças em relação à hidrovia
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Nidhi Verma e Florence Tan, da Reuters
24/08/26 às 07:52 | Atualizado 24/08/26 às 07:52
Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 08h35m

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Navios ancorados no Estreito de Ormuz  • 25 de maio de 2026 REUTERS/Stringer

O Irã anunciou a inclusão de 45 navios-tanque em uma lista de embarcações que violaram suas regras para a travessia do Estreito de Ormuz.

Teerã promete tomar medidas contra quem realizar transferências de cargas envolvendo esses navios, intensificando suas ameaças em relação a essa via navegável estratégica seis meses após o início do conflito.

As embarcações listadas podem sofrer multas, detenção e confisco de suas cargas, segundo uma publicação feita nas redes sociais pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, um novo órgão criado pelo Irã para administrar o estreito.

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O alerta foi emitido poucos dias depois de os EUA ameaçarem o Irã com "as sanções mais severas da história" e de o Irã afirmar que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos EUA seria "devastadora".

A lista de restrições inclui navios de grande porte para transporte de petróleo bruto, os chamados VLCCs na sigla em inglês, navios-tanque de GNL (gás natural liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo), além de navios para produtos refinados, entre outros.

Alguns dos navios citados pertencem à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos; à Navig8 Tankers, subsidiária da ADNOC; e à Bahri, a companhia nacional de transporte marítimo da Arábia Saudita.

Quaisquer embarcações envolvidas em transferências de carga entre navios com essas embarcações também poderão ser incluídas na lista, acrescentou a publicação iraniana no X.

A publicação não detalhou exatamente quais seriam as regras do Irã, mas Teerã já havia declarado anteriormente que os proprietários de navios deveriam obter autorização do país para transitar pelo estreito e que as embarcações deveriam pagar por serviços de segurança e outros serviços.

Os EUA também impuseram um bloqueio naval contra o transporte marítimo vinculado ao Irã.

A região do Golfo fornecia cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo antes que o conflito envolvendo o Irã perturbasse o tráfego de petroleiros.

Esforços coordenados pelos EUA para transportar discretamente petróleo através do Estreito de Ormuz, abastecendo superpetroleiros que aguardam logo na saída da via, estão ajudando a recuperar parte desses volumes de exportação.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na sexta-feira que a "média de sete dias de petróleo saindo do Estreito supera 8 milhões de barris por dia. Não se enganem: graças à Marinha dos EUA, o petróleo está fluindo pelo Estreito de Ormuz".

Navios pertencentes à Klaveness Ship Management, à Stolt Tankers e à sul-coreana Sinokor também foram incluídos na lista de embarcações.

As empresas de transporte marítimo não responderam de imediato aos pedidos de comentário da Reuters. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico informou que os proprietários de cargas devem consultar uma lista atualizada de embarcações consideradas em situação de não conformidade para viagens relacionadas ao Golfo.

Os navios que buscam a remoção de seus nomes da lista de embarcações em situação de não conformidade devem apresentar uma solicitação, acompanhada das devidas justificativas, às autoridades marítimas do Irã, segundo a publicação.

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