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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Brasil Soberano: governo define plano para aplicar R$ 13,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço e conflitos

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Resolução do Conselho do Plano Brasil Soberano foi publicada nesta segunda. Fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do BNDES.
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Por g1 — Brasília

Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 13h50m

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O governo publicou, no "Diário Oficial da União" (DOU) desta segunda-feira (24) uma resolução que aprova a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e por conflitos internacionais.

A a alocação dos recursos foi aprovada pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, um pacote de medidas anunciado pelo governo em julho.

Do montante total de R$ 13,5 bilhões, a maior fatia, de R$ 5 bilhões, será destinada especificamente ao apoio de exportadores e de cadeias de fornecimento afetados pelo aumento das alíquotas de tarifas aplicadas pelo governo norte-americano.

Outros R$ 3,5 bilhões serão alocados para companhias e fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico, com o objetivo de amortecer os reflexos econômicos decorrentes do conflito no Oriente Médio. 

Lula diz a Trump que alegações para o tarifaço são infundadas
Lula diz a Trump que alegações para o tarifaço são infundadas

Em relação aos demais recursos:

  • R$ 2 bilhões vão para projetos industriais e tecnológicos nas etapas de lavra associadas a beneficiamento, refino ou transformação de minerais;
  • R$ 2 bilhões serão direcionados à produção e fabricação de fertilizantes ou de intermediários para o setor;
  • R$ 1 bilhão vai para setores industriais de relevância para a balança comercial brasileira.

Poderão ter acesso às linhas de crédito do Brasil Soberano:

  • empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, bem como seus respectivos fornecedores
  • produtores e exportadores de produtos da agricultura, pecuária e pesca
  • empresas e fornecedores ligados à exportação de recursos minerais

Os beneficiários poderão utilizar os recursos para aquisição de máquinas, reforço do capital de giro, inovação tecnológica, entre outras finalidades.

A fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O banco deverá enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, detalhando o volume de propostas aprovadas, contratos firmados e valores efetivamente desembolsados.

Empresas exportadoras de São Carlos (SP) temem impacto do tarifaço de Trump — Foto: Reprodução/EPTV
Empresas exportadoras de São Carlos (SP) temem impacto do tarifaço de Trump — Foto: Reprodução/EPTV

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Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300

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Marca criada por uma empreendedora paulistana transforma referências da ancestralidade africana em acessórios usados por artistas e personagens de uma novela da TV Globo.
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Por PEGN

Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 10h00m

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Ela começou com R$ 300 e levou suas joias para uma novela
Ela começou com R$ 300 e levou suas joias para uma novela

Os búzios são muito mais do que elementos decorativos para a empreendedora Aline Neumann. Presentes em praticamente todas as suas criações, eles representam ancestralidade, espiritualidade e conexão com as raízes africanas.

Foi a partir desse símbolo que ela construiu uma marca de afrojoias que hoje conquista clientes em todo o Brasil e ganhou destaque em uma novela da TV Globo.

Formada em Moda, Aline sempre desenvolveu projetos inspirados na cultura afro-brasileira. Apesar do reconhecimento acadêmico, ouviu de um professor que deveria abandonar a ideia porque "moda afro não dava dinheiro".

O comentário, em vez de desanimá-la, serviu como combustível para seguir em frente. A trajetória empreendedora começou de forma simples.

Com investimento inicial de apenas R$ 300, ela produziu os primeiros brincos e passou a vendê-los na Avenida Paulista, em São Paulo.

Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN
Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN

O dinheiro arrecadado foi reinvestido na produção até que surgiu a oportunidade de participar da Feira Preta, considerado um dos maiores eventos de cultura e empreendedorismo negro da América Latina. Lá, vendeu todas as peças que levou.

No início, os acessórios eram feitos com materiais simples, mas carregavam uma identidade visual forte. A receptividade dos clientes e os elogios de personalidades conhecidas ajudaram a consolidar a confiança da empreendedora no potencial do negócio.

Com o tempo, ela aprendeu sozinha a confeccionar peças com búzios e ampliou o catálogo para incluir colares, pulseiras e anéis.

Hoje, os brincos da marca custam, em média, R$ 150, enquanto os colares são vendidos por cerca de R$ 250. Parte dos materiais utilizados é importada de países africanos, e algumas peças em latão são produzidas por um artesão do Quênia.

Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN
Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN

Para profissionalizar a empresa, Aline buscou cursos e mentorias voltados à gestão, finanças e marketing. O aprendizado ajudou a estruturar a operação e preparar a marca para novos desafios.

O reconhecimento ganhou ainda mais força quando as joias passaram a integrar o figurino da novela "A Nobreza do Amor". As peças são usadas pelos personagens do núcleo africano da trama, reforçando elementos de identidade, realeza e ancestralidade presentes na história.

Além da novela, as criações da empreendedora também já foram usadas por artistas como Taís Araújo, Lázaro Ramos e IZA.

Para clientes como a historiadora e influenciadora Preta Rara, os acessórios representam mais do que estilo: simbolizam pertencimento, autoestima e valorização da cultura negra.

Agora, a empreendedora planeja ampliar suas referências por meio de viagens ao continente africano, em busca de novas inspirações para as próximas coleções.

Para ela, o sucesso da marca é resultado da combinação entre coragem, propósito e fidelidade às próprias raízes.

Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN
Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 — Foto: Reprodução/PEGN

AfrotiK (Acessórios – Novela “Nobreza do Amor”)

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Irã escala tensões em Ormuz e ameaça 45 navios com multas e confisco

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Teerã promete tomar medidas contra quem realizar transferências de cargas envolvendo esses navios, intensificando suas ameaças em relação à hidrovia
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Nidhi Verma e Florence Tan, da Reuters
24/08/26 às 07:52 | Atualizado 24/08/26 às 07:52
Postado em 24 de Agosto de 2.026 às 08h35m

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Navios ancorados no Estreito de Ormuz  • 25 de maio de 2026 REUTERS/Stringer

O Irã anunciou a inclusão de 45 navios-tanque em uma lista de embarcações que violaram suas regras para a travessia do Estreito de Ormuz.

Teerã promete tomar medidas contra quem realizar transferências de cargas envolvendo esses navios, intensificando suas ameaças em relação a essa via navegável estratégica seis meses após o início do conflito.

As embarcações listadas podem sofrer multas, detenção e confisco de suas cargas, segundo uma publicação feita nas redes sociais pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, um novo órgão criado pelo Irã para administrar o estreito.

Leia mais:

O alerta foi emitido poucos dias depois de os EUA ameaçarem o Irã com "as sanções mais severas da história" e de o Irã afirmar que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos EUA seria "devastadora".

A lista de restrições inclui navios de grande porte para transporte de petróleo bruto, os chamados VLCCs na sigla em inglês, navios-tanque de GNL (gás natural liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo), além de navios para produtos refinados, entre outros.

Alguns dos navios citados pertencem à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos; à Navig8 Tankers, subsidiária da ADNOC; e à Bahri, a companhia nacional de transporte marítimo da Arábia Saudita.

Quaisquer embarcações envolvidas em transferências de carga entre navios com essas embarcações também poderão ser incluídas na lista, acrescentou a publicação iraniana no X.

A publicação não detalhou exatamente quais seriam as regras do Irã, mas Teerã já havia declarado anteriormente que os proprietários de navios deveriam obter autorização do país para transitar pelo estreito e que as embarcações deveriam pagar por serviços de segurança e outros serviços.

Os EUA também impuseram um bloqueio naval contra o transporte marítimo vinculado ao Irã.

A região do Golfo fornecia cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo antes que o conflito envolvendo o Irã perturbasse o tráfego de petroleiros.

Esforços coordenados pelos EUA para transportar discretamente petróleo através do Estreito de Ormuz, abastecendo superpetroleiros que aguardam logo na saída da via, estão ajudando a recuperar parte desses volumes de exportação.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na sexta-feira que a "média de sete dias de petróleo saindo do Estreito supera 8 milhões de barris por dia. Não se enganem: graças à Marinha dos EUA, o petróleo está fluindo pelo Estreito de Ormuz".

Navios pertencentes à Klaveness Ship Management, à Stolt Tankers e à sul-coreana Sinokor também foram incluídos na lista de embarcações.

As empresas de transporte marítimo não responderam de imediato aos pedidos de comentário da Reuters. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico informou que os proprietários de cargas devem consultar uma lista atualizada de embarcações consideradas em situação de não conformidade para viagens relacionadas ao Golfo.

Os navios que buscam a remoção de seus nomes da lista de embarcações em situação de não conformidade devem apresentar uma solicitação, acompanhada das devidas justificativas, às autoridades marítimas do Irã, segundo a publicação.

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