Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
País considera indústrias "críticas" as de comunicação e transporte público. Produtos fabricados pela Micron falharam na revisão de segurança de rede de órgão regulador. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Reuters Postado em 22 de maio de 2023 às 17h05m #.*Post. - N.\ 10.800*.#
China reprova produtos da Micron em análise de segurança — Foto: Micron Technology/Divulgação
O órgão regulador do ciberespaço da China afirmou que vai impedir
operadores de infraestrutura crítica do país de comprarem produtos da
fabricante de chips de memória norte-americanaMicron Technology Inc.
O anúncio foi feito neste domingo (21), quando o órgão disse que os produtos fabricados pela empresa falharam em sua revisão de segurança de rede. No entanto, não forneceu detalhes sobre quais riscos encontrou ou quais produtos da empresa serão afetados.
"A revisão constatou que os produtos da Micron apresentam sérios riscos
de segurança de rede, que por sua vez representam riscos significativos
à segurança da cadeia de suprimentos de infraestrutura de informações
críticas da China, afetando a segurança nacional do país", disse a
Administração do Ciberespaço da China (ACC), em comunicado.
A mudança pode afetar setores que vão de telecomunicações a transporte e finanças, de acordo com o que a China considera infraestrutura crítica.
No entanto, analistas da empresa Jefferies de investimento bancário,
que fornece serviços de consultoria, ouvidos pela Reuters, acreditam que
a decisão deve ter pouco impacto na Micron, já que
seus principais clientes na China são empresas de eletrônicos de
consumo, como fabricantes de smartphones e computadores, e não
fornecedores de infraestrutura.
"Acreditamos que a maior parte da receita da Micron na China não é
gerada por empresas de telecomunicações e pelo governo. Portanto, o
impacto final na Micron será bastante limitado", disseram eles em nota.
A Micron disse que recebeu o aviso sobre a conclusão de sua revisão dos
produtos da empresa vendidos na China e espera "continuar a se envolver
em discussões com as autoridades chinesas".
Em uma conferência na segunda-feira, o diretor financeiro da Micron,
Mark Murphy, afirmou que a empresa estava confusa sobre quais as
preocupações da China. Ele disse ainda que as vendas diretas e indiretas
da Micron para empresas sediadas na China representam cerca de um
quarto de sua receita total.
Segundo a Reuters, a Micron gerou US$ 5 bilhões (aproximadamente R$
24,8 bilhões) em receita na China, incluindo US$ 1,7 bilhão (cerca de R$
8,4 bilhões) em Hong Kong no ano passado, cerca de 16% de sua receita
total.
Agora, este anúncio mais recente da China ocorreu durante uma cúpula dos líderes do G7 no Japão.
O presidente dos EUA, Joe Biden, disse no domingo que as nações do G7 concordaram em "reduzir o risco e diversificar nosso relacionamento com a China". Os líderes também concordaram em estabelecer uma iniciativa para combater a "coerção" econômica.
A China, em setembro de 2021, impôs regras destinadas a proteger a
infraestrutura de informações críticas, que exigem que seus operadores
cumpram requisitos mais rígidos em áreas como segurança de dados.
Pequim definiu as indústrias que considera "críticas" como as de
comunicação e transporte público, mas não especificou exatamente a que
tipo de empresa ou escopo de negócios isso será aplicado.
Biodiversidade existente na região onde acontece o encontro das águas do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico na costa do Amapá, no extremo norte do Brasil. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Núbia Pacheco, g1 AP — Macapá 22/05/2023 08h01 Atualizado há 2 minutos Postado em 22 de maio de 2023 às 08h30m #.*Post. - N.\ 10.799*.#
Biodiversidade costeira que pode ser impactada pela exploração de
petróleo no Amapá — Foto: Parque Nacional do Cabo Orange/Divulgação
Com recifes de corais ainda pouco estudados e com o maior cinturão de manguezais do mundo – que se estende pela costa da Amazônia e representa 80% da cobertura do país –, a bacia da foz do Rio Amazonas
é considerada uma região de grande relevância biológica.
Esta biodiversidade está no centro das discussões sobre a exploração de
petróleo no extremo norte do Brasil, a cerca de 175 quilômetros da
costa do Amapá, na bacia da Foz do Amazonas.
Infográfico mostra o local em que a Petrobras quer explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas — Foto: Editoria da Arte/g1
O órgão informou que o plano da Petrobras para a área não apresenta garantias para atendimentos à fauna em
possíveis acidentes com o derramamento de óleo, e que viu lacunas na
previsão de impactos da atividade em três terras indígenas em Oiapoque.
A Petrobras declarou que atendeu a todos os requisitos do Ibama
no processo de licenciamento e que a área em que pretende perfurar o
poço está a 175 km costa do Amapá e a mais de 500 km da foz do Rio
Amazonas.
O Ministério de Minas e Energia declarou que recebeu a decisão do Ibama
com naturalidade e respeito, e que o poço, de pesquisa, serviria para
reconhecimento do subsolo e das potencialidades da região.
Na primeira manifestação sobre o assunto, Lula (PT) disse nesta
segunda-feira (22) achar difícil haver algum problema para a Amazônia,
mas que ainda avaliaria o caso.
"Se
explorar esse petróleo tiver problemas para a Amazônia, certamente não
será explorado. Mas eu acho difícil, porque é 530 km de distância da
Amazônia. Mas eu só posso saber quando eu chegar lá [no Brasil]",
declarou o presidente pouco antes de deixar o Japão, onde estava para a
participar da cúpula do G7 Iveja no
Lula se manifesta sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas
O g1reuniu
informações sobre a fauna, a flora e a presença de povos originários
neste espaço que possui tesouros naturais ainda pouco estudados. Leia
abaixo.
Corais da Amazônia
Corais da Amazônia — Foto: Greenpeace/Divulgação
Em 2016, recifes de corais foram descobertos na costa do Amapá em meio ao anúncio de exploração de petróleo na região. Os “corais da Amazônia”, de acordo com a organização não-governamental (ONG) internacional Greenpeace, são formações únicas e seriam diretamente ameaçadas pela atividade petrolífera.
Os corais foram citados pela primeira vez em maio de 2016 por um estudo
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que explorou a costa
Leste do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa.
De acordo com a pesquisa, os recifes são formados porcorais, esponjas e rodolitos(algas calcárias).
Diante do estudo, os pesquisadores do Greenpeace fizeram em janeiro de 2017 a primeira expedição que, ao longo de 16 dias, mapeou e identificou as novas descobertas.
Veja abaixo algumas imagens capturadas que revelam um ecossistema rico
em texturas, cores e formatos, que sobrevive em águas profundas e com
pouca luminosidade.
O ecossistema ainda pouco conhecido fica a 100 quilômetros do litoral,
próximo ao encontro das águas do Rio Amazonas e do Oceano Atlântico. Ele
desperta grande curiosidade sobre como acontece a adaptação da vida
marítima na mistura de água doce e salgada.
Inicialmente, foi estimado que os recifes teriam pelo menos 9.500
quilômetros quadrados, mas após a expedição, os cientistas estimam que
eles podem ter até 56 mil quilômetros quadrados, em uma área que vai da
Guiana Francesa, passa pelo Amapá e Pará e chega ao Maranhão.
Imagem submersa dos Corais da Amazônia — Foto: Greenpeace/Divulgação
Para o Greenpeace, os recifes estão ameaçados pelo fato de estarem localizados dentro dos lotes a serem explorados na bacia da foz do Amazonas.
"O Greenpeace
atua nessa região com expedições científicas e conhece bastante a
realidade. Existe uma total inviabilidade ambiental para essa
exploração. Inclusive, esse termo é usado no parecer do Ibama.
Somos do princípio da precaução, de se evitar qualquer intervenção o
meio ambiente sem as garantias de que não vai ter impacto, disse Marcelo
Laterman, porta-voz de Oceanos do Greenpeace Brasil.
Em 2018, uma petrolífera francesa que tentava explorar a mesma área teve a licença negada pelo Ibama.
Imagem submersa dos Corais da Amazônia — Foto: Greenpeace/Divulgação
Também em 2018, um projeto de lei para tornar os corais da Amazônia uma
área de preservação permanente começou a tramitar na Câmara dos
Deputados, mas a proposta foi rejeitadaem dezembro de 2021 pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.
Em meio à discussão sobre a possível liberação da exploração de
petróleo na área próximas aos corais, ONGs, universidades e moradores da
região temem as consequências de impactos ambientais ao ecossistema.
Manguezais da Amazônia
Área de mangue no Cabo Orange, no Amapá — Foto: ICMBio/Divulgação
Distribuídos pelos estados do Amapá, Pará e Maranhão, os manguezais da
Amazônia correspondem a mais de 80% dos manguezais do Brasil e possui o
maior cinturão ininterrupto do mundo.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio), o Amapá é o terceiro maior estado do Brasil com uma área de
226 mil hectares de mangues, atrás do Pará (aproximadamente 390 mil
hectares) e do Maranhão (505 mil hectares). O dado, segundo o instituto,
consolida a importância da costa norte para a conservação da vegetação.
O mangue é um ambiente de transição entre o mar e o continente, entre a
água salgada e a doce, entre os biomas terrestre e marinho, nas regiões
tropicais e subtropicais.
Parque Nacional do Cabo Orange (PNCO), no Amapá — Foto: Marcus Cunha/ICMBio
Na Amazônia, o ecossistema gera verdadeiras florestas com árvores de
grande porte. O solo se forma a partir de uma grande quantidade de
matéria orgânica em decomposição que serve de alimento e habitat para
diversas espécies de crustáceos e peixes.
No Amapá, ocorre entre o Oceano Atlântico e o Rio Amazonas, onde existem as áreas de várzea, protegidas pelos manguezais.
“Ele surge com o objetivo de proteger o próprio continente de impactos
possíveis, como de um tsunami, por exemplo, ou de grandes ondas. Ele
também é um berçário de espécies aquáticas, onde peixes, crustáceos e
camarões usam para reprodução. O mesmo peixe que a gente consome no
mercado, é o mesmo peixe que um dia viveu no mangue”, destacou Paulo
Silvestro, analista ambiental do ICMBio.
A maior parte dos mangues amapaenses está localizada no Parque Nacional do Cabo Orange.
Parque Nacional do Cabo Orange
Ponta do Mosquito no Cabo Orange, no Amapá — Foto: Divulgação/ICMBIo
Com uma área de aproximadamente 657.318 mil hectares, o Parque Nacional
do Cabo Orange está localizado nos municípios de Calçoene e Oiapoque,
no Norte do Amapá, região também conhecida como Litoral Equatorial
Amazônico.
As espécies florestais mais comuns na região são as árvores mangue-branco, mangue-vermelho e o negro.
O local abriga vários animais que estão ameaçados de extinção, entre eles gato-do-mato, cuxiú-preto, tartaruga-verde, tamanduá-bandeira, onça-pintada, peixe-boi marinho e peixe-boi-da-Amazônia.
Peixe-boi ameaçado de extinção volta à natureza após seis anos de resgate — Foto: Divulgação/Ibama
Um protagonista desta região é o peixe-boi chamado"Victor Maracá". Ele foi resgatado e após viver por seis anos em uma piscina foi devolvido à natureza num rio na Aldeia do Manga, em Oiapoque.
Segundo o ICMBio, uma das visões que mais impressiona os visitantes é a grande concentração de aves, que utilizam a área para construção de ninhos nos mangues.
Aves migratórias no Cabo Orange — Foto: ICMBio/Divulgação
De acordo com o biólogo analista do ICMBio, o Amapá recebe anualmente
algumas espécies de aves que fogem do inverno de países como o Canadá e
os Estados Unidos e que passam o verão nesse ponto específico no Norte
do Brasil.
“Tem animais que viajam milhares de quilômetros do Canadá e do Alasca
(EUA) e vêm pra cá. O maçarico-rasteirinho, maçarico-de-perna-amarela.
Do grande e do pequeno, vêm ficar aqui durante o inverno de lá, que tem
muita neve e não tem comida", comentou Silvestro.
Caranguejos-uçá — Foto: ICMBio/Divulgação
Outros protagonistas dessa área são oscaranguejos-uça, crustáceos predominantes na região. A espécie se alimenta de folhas em decomposição, sementes e frutos de mangue.
A carne do caranguejo-uça é bastante apreciada na culinária, por isso é
definido anualmente o período de defeso durante a época reprodutiva da
espécie.
Conhecida como "andada", essa fase acontece no início do ano, quando os
caranguejos saem das tocas e andam aos montes pelos manguezais, em
busca de acasalamento e para a liberação de ovos.
Caranguejos-uça na "andada" — Foto: CPRH
Esta área que compõe o Parque Nacional do Cabo Orange é apenas um recorte da rica biodiversidade existente na costa do Amapá.
Outras duas unidades de conservação litorâneas também guardam as riquezas do extremo norte do Brasil: a Reserva Biológica do Lago Piratuba e a Estação Ecológica Maracá-Jipioca, que abriga a “Ilha das Onças-Pintadas”, uma das regiões mais remotas do estado com acesso pelo município de Amapá.
Onça fotografada na Estação Ecológica Maracá-Jipioca, na chamada 'Ilha
das Onças-Pintadas', no Amapá — Foto: Girlan Dias/ICMbio
Terras indígenas
Crianças e adultos participam da soltura de tracajás nas terras indígenas de Oiapoque — Foto: Marcelo Domingues/Instituto Iepé
Povos Indígenas temem a exploração de petróleo na costa do Amapá por
acreditarem que a atividade deve provocar impactos ambientais em pelo
menos quatro etnias que ficam ao norte do estado.
Renata Lod, vice coordenadora do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO), detalhou que os povos Karipuna, Galibi Marworno,Galibi Kali' naePalikur-Arukwayene vivem em 3 Terras Indígenas demarcadas e homologadas (TI Uaçá, TI Jumina e TI Galibi).
Comunidade indígena Açaizal — Foto: CCPIO/Divulgação
Ao todo, são cerca de 13 mil indígenasvivendo em 56 comunidades dentro de uma área contínua de 518.454 hectares, organizada em 5 regiões: BR-156, Rio Oiapoque, Rio Uaçá, Rio Urukawá e Rio Curipi.
A vice coordenadora disse que as comunidades receberam com satisfação o resultado do parecer do ibama.
"Ele apenas afirma aquilo que a gente vem tentando dialogar com a Petrobras
todo esse tempo porque nós estamos tentando um diálogo para que o nosso
protocolo de consulta seja respeitado, mas também para que a gente
mostre os danos que isso pode trazer. Nós estamos vivendo as questões
das mudanças climáticas e nós povos indígenas estamos vivendo na pele
toda essa situação", disse.
Terras indígenas podem ser afetadas por exploração na costa do Amapá — Foto: Maksuel Martins/Secom
Outra preocupação é a movimentação de aeronaves na região. Segundo Lod,
o barulho pode causar transtornos nas aldeias, que não estão
acostumadas com sobrevoos.
"A questão das aeronaves que passavam quase que diariamente em cima das
nossas aldeias trazendo consequências tanto para as nossas crianças que
se assustavam, quanto para a caça. Isso assustava as caças, tanto
pássaros, quanto animais terrestres [...] os nossos territórios vai
sendo impactados com isso", completou.