Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Jato F-15E dos EUA foi abatido na sexta, e Washington resgatou os dois tripulantes. Exército iraniano não deu detalhes da nova defesa aérea, mas que teria atacado dois aviões de carga e dois helicópteros envolvido nas operações de extração. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1 Postado em 05 de Abril de 2.026 às 12h50m #.* -- Post. - Nº.\ 12.196 -- *.#
Irã mostra destroços do que diz ser aviões militares dos EUA Irã mostra destroços do que diz ser aviões militares dos EUA
O Exército do Irã
afirmou neste domingo (5) que utilizou um "novo" sistema de defesa
aérea para derrubar um caça de guerra dos EUA, além de outras 4
aeronaves militares que estariam dedicadas a uma operação para salvar um
dos pilotos do jato.
“O
inimigo deve saber que contamos com novos sistemas de defesa aérea
construídos pelos jovens, instruídos e orgulhosos deste país,
revelando-os um após o outro no campo. Certamente alcançaremos controle
total dos céus do nosso país e provaremos ao mundo, mais do que nunca, a
humilhação do inimigo fraco”, disse Ebrahim Zolfaqari, um porta-voz do
quartel-general das Forças Armadas do Irã.
Zolfaqari não deu detalhes sobre a nova defesa, apenas disse que o
sistema pertence à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana e
que as defesas "desferiram golpes poderosos, rápidos e precisos contra
caças inimigos, helicópteros, drones e outras aeronaves, abatendo um
número significativo deles".
Essas aeronaves seriam dois aviões de carga C-130 e dois helicópteros Black Hawk,
que estariam participando das operações de resgate dos EUA aos dois
pilotos do jato, além de drones MQ-9 e Hermes, disse Zolfaqari. Um A-10 Thunderbolt IItambém teria sido vítima desse novo sistema, ainda segundo o porta-voz militar.
A
Guarda Revolucionária iraniana divulgou neste domingo um vídeo que
mostra lataria e hélices, em que diz ser dessas aeronaves
norte-americanas. Os destroços correspondem com esses modelos de
aparatos militares, disse um analista forense militar à agência de
notícias Reuters. (Veja no vídeo em destaque)
Destroços em Isfahan, no Irã, do que Teerã afirma serem de aeronaves
militares dos EUA. — Foto: Divulgação/Guarda Revolucionária do Irã
O governo dos EUA não se manifestou oficialmente sobre as alegações de
Zolfaqari até a última atualização desta reportagem. No entanto, autoridades militares dos EUA confirmaram à Reuters que aeronaves desses modelos foram alvejadas durante as buscas pelo piloto desaparecido:
dois helicópteros Black Hawk foram atingidos
por fogo iraniano, mas conseguiram sair do espaço aéreo iraniano. Ainda
não se sabe qual a dimensão dos danos ou se o ataque deixou feridos;
umaaeronave de transporteque estava estacionada em solo iraniano durante a operação teve que ser destruídaporque apresentou uma falha.
O
presidente dos EUA, Donald Trump, exaltou o Exército norte-americano
pelo resgate aos dois pilotos e disse que ninguém ficou "nem ferido"
durante a extração dos militares.
Zolfaqari disse em seu comunicado que as aeronaves dos EUA que as
defesas iranianas teriam destruído representam um "fracasso" de
Washington em meio à guerra que os dois países travam há mais de um mês.
Dezenas de aeronaves e centenas de soldados foram mobilizados para a
ação, segundo a mídia dos EUA. O jornal norte-americano "The New York
Times" reportou que as aeronaves que participaram da operação de resgate
trocaram ataques com comboios iranianos para os afastar da localização
do piloto. Um vídeo mostra disparos feitos contra as forças dos EUA.
Mais de um mês depois do início do conflito, surge o receio de que o conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã possa gerar algo muito maior, como a Terceira Guerra Mundial. Quais são as possibilidades de que isso realmente venha a acontecer? -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por BBC 03/04/2026 05h01 Atualizado há 2 dias Postado em 05 de Abril de 2.026 às 08h00m #.* -- Post. - Nº.\ 12.195 -- *.#
Estamos caminhando para a Terceira Guerra Mundial ou este é um receio exagerado? — Foto: Getty Images via BBC
Mais de um mês depois do início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, existe o receio de que o atual conflito no Oriente Médio possa se transformar em algo muito maior.
Muitos receiam que o conflito atual possa deixar de ser regional e se tornar uma guerra mundial. Mas este receio realmente tem fundamento?
Guerra se espalha pelo Golfo com ataques do Irã e morte de comandante do Hezbollah
Quando um conflito se torna uma guerra mundial?
"As pessoas tendem a pensar que as guerras são cuidadosamente
planejadas e que aqueles que vão para a guerra sabem exatamente o que
estão fazendo", explica a professora emérita de história internacional
Margaret MacMillan, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em entrevista ao programa de rádio The Global Story, do Serviço Mundial da BBC.
"De
fato, se você observar as guerras do passado... a Primeira Guerra
Mundial [1914-1918]... muito do que gerou o seu início ocorreu por
acidente e porque as pessoas subestimaram seus oponentes", prossegue
ela. "Pense nisso, às vezes, como uma espécie de briga no pátio da
escola."
Foi
o assassinato do sobrinho do imperador austro-húngaro Francisco José
(1840-1916), o arquiduque Francisco Ferdinando (1863-1914), que gerou
toda a cadeia de eventos que levou à Primeira Guerra Mundial, segundo MacMillan.
Em questão de semanas, um grupo de alianças empurrou a Europa para o
conflito. O Império Austro-Húngaro se levantou contra a Sérvia, a
Alemanha apoiou a Áustria, a Rússia se mobilizou em apoio à Sérvia, a França apoiou a Rússia e o Reino Unido, em nome da honra e da estratégia, também entrou na guerra.
Tudo o que se seguiu se tornou uma catástrofe global, explica a professora.
O professor de história internacional Joe Maiolo, do King's College de
Londres, define "guerra mundial" como uma guerra generalizada,
envolvendo todas as grandes potências.
"Na
Primeira Guerra Mundial, teriam sido as potências imperiais europeias",
explicou ele à BBC. "Na Segunda Guerra Mundial, teriam sido incluídos
os Estados Unidos, o Japão e a China."
Muitas
pessoas descreveriam as tensões atuais no Oriente Médio como
majoritariamente regionais. Mas estariam presentes as condições para uma
escalada mais ampla?
Os Estados Unidos e Israel atacaram instalações fundamentais para o
programa nuclear iraniano, além de unidades produtoras de petróleo e gás
do Irã — Foto: Getty Images via BBC
Em entrevista à BBC em fevereiro, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse acreditar que o presidente russo Vladimir Putin
já havia dado início à Terceira Guerra Mundial e que a única resposta
seria aplicar intensa pressão militar e comercial para forçar Moscou a se retirar.
"Acredito que Putin já a começou. A questão é quanto território ele conseguirá tomar e como detê-lo... A Rússia
quer impor ao mundo um modo de vida diferente e mudar as vidas que as
pessoas escolheram para si", destacou o presidente ucraniano.
Então, qual é o risco atual de ocorrer a Terceira Guerra Mundial?
"Acho que o país com mais probabilidade de escalar o conflito é, provavelmente, o Irã ou seus aliados, como os houthis do Iêmen", afirma MacMillan.
As possíveis ações do Irã, como atacar rotas de navegação ou fechar o Estreito de Ormuz, poderão ter consequências globais, interrompendo o abastecimento de energia e trazendo as principais potências para o conflito, segundo a professora.
O envolvimento dos Estados Unidos
também aumenta os riscos. E outros países, mesmo que não estejam
diretamente envolvidos, são afetados econômica ou estrategicamente,
explica ela.
MacMillan aponta ainda mais um risco: de que o conflito em uma região possa criar oportunidades em outros locais.
A China, por exemplo, pode perceber que essa distração do Ocidente representa uma oportunidade para que ela se movimente em direção a Taiwan. Ou a Rússia poderá intensificar suas ações na Ucrânia, enquanto a atenção global estiver em outro ponto do planeta.
"Sempre
existe a possibilidade de que um conflito se espalhe para fora de uma
região, em parte porque países fora daquela área observarão
oportunidades, já que a guerra envolve pessoas que poderiam impedi-los
de fazer o que desejam", explica MacMillan.
Maiolo acredita que o conflito permanecerá regional, atraindo os países do Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui a Arábia Saudita. Mas ele não vê a China e a Rússia sendo levadas para a guerra.
Para ele, "esta ideia de que algo acontece no mundo e a China irá se lançar contra Taiwan, simplesmente... não faz nenhum sentido".
"Mas, se estivermos falando em Guerra Mundial, sabe, a Terceira Guerra Mundial, não acho que haja alguma inclinação para que a China e a Rússia se envolvam diretamente e, muito menos, é claro, a Europa."
Ele acredita que a China tem outros planos para sua diplomacia com o presidente americano Donald Trump.
"Quando
seu rival está cometendo um enorme erro estratégico, você simplesmente
deixa que ele vá e continue o que está fazendo", explica o professor.
Seria do interesse da China não desempenhar um papel diplomático, mesmo sofrendo as consequências da flutuação dos preços do petróleo?
Para Maiolo, este é um preço pequeno a pagar.
"Na hierarquia dos interesses estratégicos como um todo, é muito mais interessante para a China ter os Estados Unidos preocupados com o Oriente Médio do que suas fontes de petróleo."
Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano, devido aos
impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã — Foto:
Getty Images via BBC
O papel dos líderes
Segundo MacMillan, a história tem demonstrado que a guerra, muitas
vezes, é deflagrada por orgulho, senso de honra ou por medo dos
oponentes.
Ela indica que a história também mostra que os líderes individuais podem estabelecer o curso dos eventos.
"O
então primeiro-ministro francês, Georges Clémenceau [1841-1929], na
Primeira Guerra Mundial, declarou que fazer a paz é mais difícil que
fazer a guerra", relembra a professora.
Para ela, muitas vezes existe o argumento de que, se houver grandes
perdas ou sacrifícios das pessoas, os líderes decidem que precisam
"continuar para ganhar a guerra".
MacMillan afirma que o orgulho pode ser importante para os líderes e
indica Putin como exemplo. "Ele claramente cometeu um erro real ao
tentar invadir a Ucrânia."
O ministro da Defesa do Reino Unido calcula que a Rússia
tenha sofrido um total de 1,25 milhão de mortes. Acredita-se que este
número seja subestimado e, mesmo assim, é muito maior do que todas as
mortes americanas ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial [1939-1945], segundo o ministro britânico das Forças Armadas.
MacMillan destaca que os líderes que se recusam a recuar ou admitir o fracasso podem prolongar e aprofundar os conflitos.
Ela acrescenta que, no passado, figuras como Adolf Hitler (1889-1945)
continuaram lutando, mesmo quando a derrota era inevitável, levados pela
ideologia, orgulho ou ilusão. E estas decisões podem transformar
conflitos limitados em guerras devastadoras.
Caminhos para a contenção
Para atingir a contenção, a diplomacia é muito importante, destaca MacMillan.
"Você precisa conhecer o outro lado... e precisa ficar em contato com eles."
Ela explica que as comunicações melhoraram de todos os lados nos
últimos tempos da Guerra Fria (1947-1991) e com o envolvimento da Otan.
"Existem
muitos exemplos em que as pessoas disseram 'espere um minuto, isso está
ficando uma maluquice'", prossegue a professora. "Eles compreenderam
que estava ficando volátil demais e que eles precisavam reduzir a
temperatura."
A existência de armas nucleares é sempre uma consideração nas políticas
de desescalada, quando grandes potências estão envolvidas.
Maiolo concorda. Para ele, "é preciso haver um reconhecimento... em Tel
Aviv, Washington e Teerã... que eles atingiram os limites do que pode
ser alcançado".
O professor explica que a continuação da guerra não irá "produzir um resultado desejado" para todos os lados.
"Haverá
necessidade de algum tipo de acordo sobre o levantamento de sanções,
algum tipo de acordo de segurança, alguma espécie de entendimento sobre o
lugar do Irã na política global", segundo ele.
Maiolo afirma que, somente pela mediação, as potências envolvidas podem
chegar a um cessar-fogo e, depois, transformá-lo em um acordo mais
duradouro.
Modelo compacto e portátil prevê polos regionais, geração de empregos qualificados e produção voltada às necessidades da indústria brasileira. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Jornal Nacional 04/04/2026 21h32 Atualizado há 08 horas Postado em 05 de Abril de 2.026 às 05h30m #.* -- Post. - Nº.\ 12.194 -- *.#
USP investe em construção de fábricas de chips semicondutores
A Universidade de São Paulo está investindo na construção de fábricas
de chips semicondutores no Brasil. A ideia é criar um modelo que possa
ser replicado em outras regiões do país e assim diminuir a dependência
de importados.
Eles são o cérebro da vida moderna. Componentes minúsculos que estão em
tudo: do eletrodoméstico na cozinha ao carro na garagem. Mas, por aqui,
esses cérebros eletrônicos sempre falaram outra língua: vêm
principalmente da China e de Taiwan.
A nossa indústria vive sob risco: qualquer turbulência lá fora corta o
fornecimento, paralisa montadoras e empurra os preços de veículos e
aparelhos para o alto, como aconteceu na pandemia.
A mudança deste cenário passa pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que está instalando a Pocket-Fab.
Se o chip que faz o telefone funcionar cabe aqui dentro, os
pesquisadores decidiram apostar numa fábrica que também não é um gigante
de concreto. A Pocket-Fab ou fábrica de bolso em português, terá apenas
150 metros quadrados. Praticamente o tamanho do laboratório mostrado na
reportagem.
É um modelo portátil, pronto para ser levado para onde a demanda
surgir. O coordenador da Pocket-Fab diz que este é um projeto
estratégico para o país.
"Nós
temos terra rara, nós temos materiais críticos, nós temos água, nós
temos energia, nós temos demanda, nós temos talentos. Então, todos os
ingredientes para que essa indústria se viabilize, nós temos, e nós
investimos.", diz Marcelo Zuffo, professor da USP e autor do projeto da
Pocket-Fab.
Para tirar a primeira Pocket-Fab do papel, a USP investiu R$ 89
milhões. Os planos são produzir 60 milhões de chips por ano e o objetivo
é construir dez polos semelhantes por todo o país.
A Federação das Indústrias de São Paulo e o Senai são parceiros no
projeto, vão trazer a necessidade do mercado para as Pocket-Fabs.
"Conhecendo
a demanda da indústria, nós vamos poder otimizar os processos dos
componentes que o Brasil precisa e componentes que eventualmente a gente
vai exportar. Então, com essa união da USP com as cabeças, o Senai
trazendo a demanda da indústria junto com a Fiesp, a gente vai ter o
ecossistema inteiro para produção de semicondutores no Brasil, e essa é a
nossa grande crença", revela Wildon Cardoso, assessor tecnológico do
Senai-SP.
Cada fábrica poderá empregar 500 pessoas entre engenheiros, técnicos,
projetistas, estudantes e pesquisadores. Com o maquinário já
encomendado, a expectativa é que a inauguração seja ainda neste primeiro
semestre.
Dentro de uma peça quase invisível a olho nu, o país encontrou um novo
horizonte. Mais do que produzir tecnologia, o Brasil está desenhando a
própria autonomia.
"Ter
a oportunidade de, de propor um projeto desses e, e ver que vários
entes da sociedade estão apoiando, é algo que mostra que o Brasil chegou
num outro patamar de, de maturidade. Eu torço que dê muito certo", diz
Zuffo.