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terça-feira, 2 de junho de 2026

Subida ao Monte Everest: alpinista mostra lixo acumulado na chegada ao topo

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Até maio deste ano o Nepal emitiu 494 permissões para escalar a montanha; medida pode causar superlotação e poluição
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Da CNN Brasil
02/06/26 às 09:34 | Atualizado 02/06/26 às 09:36
Postado em 02 de Junho de 2.026 às 10h00m
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Alpinista mostra lixo em acampamento no topo do Monte Everest  • @angelova__angelina via Instagram

"Acampamento 4 do Everest. 7900 metros. Ao redor das tendas, vestígios de tentativas anteriores", escreveu Angelova na publicação.



Milhares de comentários foram feitos na publicação reacendendo o debate sobre o impacto humano na montanha mais alta do mundo.

"O Nepal deveria suspender a emissão de licenças até que as empresas de escalada resolvam essa situação", comentou um usuário. Outra pessoa escreveu: "Isso deveria ser ilegal."

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Em maio, um número recorde de 274 alpinistas escalou o Monte Everest, sendo o maior número de pessoas a alcançar o pico mais alto do mundo no mesmo dia pelo lado nepalês. A montanha fica na fronteira entre o Nepal e a região do Tibete, na China, e pode ser escalada pelos dois lados.

Nepal emitiu 494 permissões para escalar o Everest este ano, cada uma custando US$ 15 mil (cerca de R$ 75 mil). Como resultado, a superlotação e o lixo têm sido dois dos maiores problemas que assolam o Everest nos últimos anos.

Especialistas em montanhismo frequentemente criticam o Nepal por permitir um grande número de alpinistas na montanha, o que às vezes leva a congestionamentos perigosos ou longas filas na chamada "zona da morte", abaixo do cume, onde o nível de oxigênio natural está perigosamente abaixo do necessário para a sobrevivência humana.

Região onde fica o acampamento IV, registrado pela alpinista.

Segundo o Exército nepalês, a Campanha de Limpeza da Montanha coletou 110 toneladas de resíduos entre 2019, ano de início do programa, e 2023.

Um dos maiores problemas ambientais tem sido o dejeto humano. Em 2024 as autoridades começaram a exigir que todos os alpinistas usassem sacos para fezes distribuídos pelo governo e levassem os próprios dejetos de volta dos acampamentos na montanha.

Cada pessoa produz 250 gramas de excrementos por dia e passará duas semanas nos acampamentos mais altos durante a subida ao cume, explicou Diwas Pokhrel, primeiro vice-presidente da Associação de Escaladores do Everest, à CNN em 2024.

*Com informações da agência de notícias Reuters e da CNN

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Irã danificou 20 instalações militares americanas desde o início da guerra, revelam imagens de satélite

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Desde o fim de fevereiro, o Irã atingiu instalações estratégicas em oito países do Oriente Médio, causando prejuízos de Bilhões de dólares.
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TOPO
Por BBC

Postado em 02 de Junho de 2.026 às 05h00m
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Hangares danificados na base aérea Ali Al Salem, no Kuwait — Foto: BBC
Hangares danificados na base aérea Ali Al Salem, no Kuwait — Foto: BBC

Imagens de satélite e vídeos analisados pelo serviço de verificação da BBC, o BBC Verify, apontam que o Irã danificou 20 instalações militares americanas desde o início da guerra, o que sugere que os ataques foram mais extensos do que o governo americano admitia publicamente.

Desde o fim de fevereiro, o Irã atingiu instalações estratégicas em oito países do Oriente Médio, causando prejuízos de Bilhões de dólares a sistemas avançados de defesa aérea, aviões de reabastecimento e radares.

O Irã atacou tanto bases americanas quanto instalações militares compartilhadas em resposta aos bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e o Líbano nos últimos três meses. O Pentágono afirma ter atingido mais de 13 mil alvos iranianos desde o início da Operação Epic Fury ("Fúria Épica", em tradução livre).

Mojtaba Khamenei, atual líder supremo do Irã, destacou o sucesso dos ataques iranianos contra as instalações americanas. Em comunicado divulgado na semana passada, Khamenei afirmou que o Oriente Médio já não é um "lugar seguro" para as bases dos EUA.

Embora a Casa Branca tenha declarado repetidas vezes que as forças militares iranianas foram praticamente destruídas, analistas afirmam que os danos observados nas instalações americanas sugerem que os contra-ataques do Irã foram mais precisos e abrangentes do que as autoridades americanas admitiam até agora.

Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA se recusou a comentar as conclusões do BBC Verify, citando "razões de segurança operacional".

Ataques contra instalações dos EUA no Oriente Médio. — Foto: Elaboração BBC
Ataques contra instalações dos EUA no Oriente Médio. — Foto: Elaboração BB

Os EUA também tentaram restringir análises por satélite do conflito ao pedir à Planet, uma das principais empresas do setor, que suspendesse por "tempo indeterminado" a divulgação de novas imagens do Irã e de grande parte do Oriente Médio. A empresa justificou a decisão afirmando que queria impedir que o material fosse usado "por atores adversários para atacar militares e civis de países aliados e parceiros da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]".

O BBC Verify usou imagens de satélite de outros provedores internacionais, combinadas com registros mais antigos da Planet, para mapear os danos provocados pelos ataques iranianos. As instalações atingidas ficam na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Catar, Kuwait, Iraque, Jordânia, Bahrain e Omã. O número pode ser ainda maior: alguns analistas estimam que até 28 bases tenham sido alvo dos ataques iranianos.

Entre os equipamentos atingidos estavam três modernos sistemas antimísseis Thaad (Terminal High Altitude Area Defense, sistema de defesa aérea para grandes altitudes), instalados nas bases aéreas de Al Ruwais e Al Sader, nos Emirados Árabes Unidos, e na base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia.

Os EUA possuem apenas oito baterias Thaad conhecidas em operação, distribuídas em bases ao redor do mundo. Cada unidade custa cerca de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,4 bilhões) para ser produzida.

Cada bateria exige uma equipe de cerca de 100 militares para operá-la, enquanto cada míssil interceptor disparado pelo sistema custa em torno de US$ 12,7 milhões (cerca de R$ 68,5 milhões).

Bateria Thaad danificada na base aérea de Al Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos

O vice-almirante Mark Mellett, ex-chefe das Forças de Defesa da Irlanda, afirmou ao BBC Verify que essas baterias fazem parte do núcleo de uma rede regional de defesa "altamente complexa" e que não podem ser "substituídas de forma rápida nem simples".

Segundo análises de especialistas acerca dessas imagens de satélite, ataques iranianos também atingiram aviões americanos de reabastecimento e vigilância na base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. Nas imagens, é possível ver aeronaves danificadas e crateras ainda com sinais de fumaça.

Um dos aviões foi identificado por um analista da empresa de inteligência Maiar como um E-3 Sentry, aeronave de vigilância. A imprensa americana informou que a substituição do equipamento poderia custar até US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,8 bilhões).

Em outros pontos da região, ataques iranianos também atingiram a base aérea Ali Al Salem e o Campo Arifjan, no Kuwait. Analistas da Maiar identificaram depósitos de combustível destruídos, hangares de aeronaves danificados e alojamentos militares atingidos em imagens de satélite da base, alvo de vários ataques ao longo do conflito.

Já no Campo Arifjan, a empresa de inteligência militar Janes identificou danos extensos em equipamentos de comunicação via satélite.

A dimensão dos danos causados às instalações americanas ainda é difícil de medir. Mas uma estimativa divulgada pelo Pentágono em maio calculou o custo total da Operação Epic Fury em US$ 29 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões), valor que, em grande parte, deve ser destinado à "reparação ou substituição de equipamentos" destruídos no conflito. Parlamentares democratas afirmam que o cálculo provavelmente está subestimado.

O relatório também concluiu que ao menos 42 aeronaves, entre elas caças F-15 e F-35, 24 drones MQ-9 Reaper e um avião de ataque A-10, foram destruídas ou danificadas desde fevereiro.

Em comparação com os equipamentos sofisticados e caros usados pelos militares americanos, o Irã teria recorrido a drones baratos e facilmente substituíveis nos ataques contra alvos no Oriente Médio.

Especialistas ouvidos pelo BBC Verify afirmaram que a estratégia iraniana evoluiu ao longo da guerra. O país deixou de lançar grandes ondas de mísseis contra cidades e bases militares da região e passou a realizar ataques mais precisos e direcionados.

"As primeiras ofensivas [do Irã] foram pensadas para ganhar volume, grandes ondas criadas para sobrecarregar os sistemas de defesa aérea e antimísseis pela quantidade", afirmou Kelly Grieco, analista do centro de estudos Stimson Center, nos EUA.

"Poucos dias depois, porém, o Irã passou a usar ataques menores e mais precisos, preservando os mísseis e drones restantes para alvos estratégicos específicos e concentrando ataques em pontos onde até impactos próximos já provocaram danos significativos."

Um analista da Maiar afirmou ao BBC Verify que os militares americanos "parecem ter demonstrado excesso de confiança no início da guerra" ao não retirarem aeronaves do alcance de drones e mísseis iranianos à medida que a estratégia do Irã evoluía.

Segundo ele, a base aérea Prince Sultan já havia sido alvo de ataques antes da destruição das aeronaves.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que "os povos e os países da região não servirão mais de escudo para bases americanas" e acrescentou: "Os EUA não terão mais um lugar seguro na região para promover a desestabilização e instalar bases militares, e se afastarão cada vez mais da posição que ocupavam no passado."

As declarações ocorreram poucos dias antes de o cessar-fogo entre EUA e Irã voltar a dar sinais de desgaste. Na quinta-feira (28/5), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado uma base americana na região após novos bombardeios americanos contra o sul do Irã.

Grieco, do Stimson Center, alertou que, caso o frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã colapse e os confrontos sejam retomados, os danos já provocados às bases americanas indicam que instalações em toda a região do Golfo podem continuar vulneráveis.

"O conflito atual consumiu os estoques de defesa aérea dos EUA e de seus aliados em um ritmo significativo", afirmou Grieco.

"Não existe uma forma rápida de repor esses equipamentos. Isso significa que, em caso de uma nova ofensiva iraniana, haverá apenas uma fração dos mísseis interceptadores disponíveis no início da guerra."

Estados Unidos
Irã
Israel

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