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Até maio deste ano o Nepal emitiu 494 permissões para escalar a montanha; medida pode causar superlotação e poluição
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Da CNN Brasil
Postado em 02 de Junho de 2.026 às 10h00m
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Alpinista mostra lixo em acampamento no topo do Monte Everest • @angelova__angelina via Instagram
"Acampamento 4 do Everest. 7900 metros. Ao redor das tendas, vestígios de tentativas anteriores", escreveu Angelova na publicação.
Milhares de comentários foram feitos na publicação reacendendo o debate sobre o impacto humano na montanha mais alta do mundo.
"O Nepal deveria suspender a emissão de licenças até que as empresas de escalada resolvam essa situação", comentou um usuário. Outra pessoa escreveu: "Isso deveria ser ilegal."
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Em maio, um número recorde de 274 alpinistas escalou o Monte Everest, sendo o maior número de pessoas a alcançar o pico mais alto do mundo no mesmo dia pelo lado nepalês. A montanha fica na fronteira entre o Nepal e a região do Tibete, na China, e pode ser escalada pelos dois lados.
O Nepal emitiu 494 permissões para escalar o Everest este ano, cada uma custando US$ 15 mil (cerca de R$ 75 mil). Como resultado, a superlotação e o lixo têm sido dois dos maiores problemas que assolam o Everest nos últimos anos.
Especialistas em montanhismo frequentemente criticam o Nepal por permitir um grande número de alpinistas na montanha, o que às vezes leva a congestionamentos perigosos ou longas filas na chamada "zona da morte", abaixo do cume, onde o nível de oxigênio natural está perigosamente abaixo do necessário para a sobrevivência humana.
Região onde fica o acampamento IV, registrado pela alpinista.
Segundo o Exército nepalês, a Campanha de Limpeza da Montanha coletou 110 toneladas de resíduos entre 2019, ano de início do programa, e 2023.
Um dos maiores problemas ambientais tem sido o dejeto humano. Em 2024 as autoridades começaram a exigir que todos os alpinistas usassem sacos para fezes distribuídos pelo governo e levassem os próprios dejetos de volta dos acampamentos na montanha.
“Cada pessoa produz 250 gramas de excrementos por dia e passará duas semanas nos acampamentos mais altos durante a subida ao cume”, explicou Diwas Pokhrel, primeiro vice-presidente da Associação de Escaladores do Everest, à CNN em 2024.
*Com informações da agência de notícias Reuters e da CNN



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