Total de visualizações de página

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

IPCA: preços sobem 0,33% em dezembro e inflação acumulada em 2025 chega a 4,26%

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Com o resultado acumulado, a inflação ficou dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta de 3% e teto de 4,50%.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 09 de Janeiro de 2.026 às 10h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.033 --  *.#

Inflação fecha o ano com 4,26%
Inflação fecha o ano com 4,26% 

OÍndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,33% em dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do mês representa uma leve aceleração, já que o IPCA havia fechado novembro com alta de 0,18%. E em dezembro de 2024, teve alta de 0,52%.

Com esse resultado, a inflação acumulada em 2025 ficou em 4,26%.

(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que a meta de inflação foi batida pela primeira vez desde 2019. Em 2020 e 2023, o IPCA também ficou dentro do intervalo permitido, como mostra o infográfico da reportagem. A informação foi corrigida às 11h05 de 9 de janeiro de 2026.)

  • ▶️ O resultado da inflação de dezembro ficou levemente abaixo das projeções do mercado, que estimavam alta de 0,4% no mês e de 4,30% no acumulado em 12 meses.
  • ▶️ Com esse desempenho, a inflação permaneceu dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta de 3% e admite variação até o teto de 4,50%.
  • ▶️ Esse foi o quinto menor resultado anual da inflação registrado pelo IBGE desde 1995. Os quatro menores índices ocorreram em 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).

Com exceção do grupo Habitação, que apresentou queda de 0,33%, todos os demais grupos de produtos e serviços pesquisados registraram aumento de preços em dezembro.

O maior avanço ocorreu em Transportes, com alta de 0,74%, grupo que também exerceu o maior impacto sobre o índice, de 0,15 ponto percentual.

Em seguida, aparecem os gastos com Saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,52% e contribuíram com 0,07 ponto percentual. Já os preços de Artigos de residência avançaram 0,64%, a segunda maior variação do mês, após a queda de 1% registrada em novembro.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: 0,27%;
  • Habitação: -0,33%;
  • Artigos de residência: 0,64%;
  • Vestuário: 0,45%;
  • Transportes: 0,74%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,52%;
  • Despesas pessoais: 0,36%;
  • Educação: 0,08%;
  • Comunicação: 0,37%.

No grupo Transportes, que registrou alta de 0,74%, o resultado foi puxado principalmente pelos aumentos do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%). Este último foi o subitem com maior impacto individual no índice do mês, contribuindo com 0,08 ponto percentual.

Já os combustíveis, que haviam recuado 0,32% em novembro, voltaram a subir em dezembro, com alta de 0,45%. Nesse grupo, o etanol teve a maior elevação (2,83%), seguido pelo gás veicular (0,22%) e pela gasolina (0,18%), enquanto o óleo diesel caiu 0,27%.

Destaques do ano

O IPCA encerrou o ano com alta de 4,26%, resultado 0,57 ponto percentual inferior aos 4,83% registrados em 2024.

Em 2025, a inflação foi puxada principalmente pelos seguintes grupos:

  • 🏠 Habitação: alta de 6,79%, com o maior impacto no índice no período (1,02 ponto percentual);
  • 🎓 Educação: variação de 6,22%;
  • 🛍️ Despesas pessoais: avanço de 5,87%;
  • 🏥 Saúde e cuidados pessoais: alta de 5,59%.

Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação acumulada no ano.

A energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no ano, foi o subitem com maior impacto no resultado anual do IPCA. Esse item integra o grupo Habitação, que acumulou alta de 6,79% em 2025.

👉 O resultado refletiu reajustes tarifários que variaram de uma redução de 2,16% a aumentos de até 21,95%, além da incorporação do Bônus de Itaipu nos meses de janeiro e agosto. Ao longo do ano, estiveram em vigor todas as bandeiras tarifárias, conforme o período:

  • 🟢 Bandeira verde (sem cobrança adicional): de janeiro a abril;
  • 🟡 Bandeira amarela (adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh): em maio e dezembro;
  • 🔴 Bandeira vermelha patamar 1 (adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh): em junho, julho, outubro e novembro;
  • 🚨 Bandeira vermelha patamar 2 (adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh): em agosto e setembro.

Ainda no grupo Habitação, destacaram-se as contribuições do aluguel residencial, que subiu 6,06%, do condomínio, com alta de 5,14%, e da taxa de água e esgoto, que avançou 4,50%.

O grupo Educação, que acumulou alta de 6,22%, apresentou a segunda maior variação entre os grupos pesquisados em 2025. O resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos dos cursos regulares, que subiram 6,54%, e dos cursos diversos, com alta de 5,67%.

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou em 2025 na comparação com 2024, ao passar de alta de 7,69% para 2,95%. Esse movimento foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que havia subido 8,23% em 2024 e, em 2025, registrou alta bem mais moderada, de 1,43%.

  • 🔎 Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa caíram por seis meses consecutivos, acumulando recuo de 2,69%. Nos demais meses do ano, a alta acumulada foi de 4,23%.

Entre os itens que mais subiram, destacam-se:

  • Café moído: alta de 35,65%;
  • 🍫 Chocolate em barra e bombom: avanço de 27,12%;
  • 🥖 Pão francês: alta de 5,86%.

Já entre os itens que mais caíram, os destaques foram:

  • 🍚 Arroz: queda de 26,56%;
  • 🥛 Leite longa vida: recuo de 12,87%.
O histórico das metas de inflação — Foto: Arte/g1
O histórico das metas de inflação — Foto: Arte/g1

INPC vai a 0,21% em dezembro e a 3,9% em 2025

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,21% em dezembro, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa havia sido de 0,48%.

No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior aos 4,77% registrados em 2024. Com isso, o reajuste das aposentadorias ficará abaixo da inflação oficial acumulada no período.

Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, ao passar de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior.

Entre as regiões pesquisadas em dezembro, a maior variação foi registrada em Porto Alegre (0,57%), influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%). A menor variação ocorreu em Curitiba (-0,22%), associada aos recuos da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%).

No ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente.

Considerando os índices regionais do acumulado do ano, a maior variação foi observada em Vitória (4,82%), puxada sobretudo pelas altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%).

Na outra ponta, Campo Grande registrou a menor variação, de 2,78%, influenciada pelas quedas nos preços do arroz (-31,01%), das frutas (-9,56%) e das carnes (-3%).

Motorista de aplicativo Uber — Foto: Dan Gold/ Unsplash
Motorista de aplicativo Uber — Foto: Dan Gold/ Unsplash

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---

Países da União Europeia aprovam acordo com o Mercosul, dizem agências

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A aprovação ocorreu apesar da oposição da França, da Irlanda e de outros países que temem impactos negativos sobre o setor agrícola, relataram diplomatas europeus.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Janize Colaço, Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 09 de Janeiro de 2.025 às 09h05m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.032 --  *.#

Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul
Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul

Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente nesta sexta-feira (9) o acordo comercial com o Mercosul, segundo diplomatas ouvidos pelas agências France Presse e Reuters. A formalização dos votos, no entanto, ainda depende do envio de confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil), informaram as fontes.

A sinalização favorável abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, que conta com apoio de setores empresariais, mas segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França (veja mais abaixo).

  • 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira (12), no Paraguai. O tratado pode criar a maior área de livre comércio do mundo.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tem impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diferentes segmentos da indústria brasileira.

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial discutido desde 1999 pode avançar para sua etapa final dentro da União Europeia. O Conselho do bloco se reúne nesta sexta em Bruxelas para decidir se autoriza a aprovação do texto.

Mesmo diante da oposição declarada de países como a França, a expectativa é de que a Comissão Europeia consiga reunir o apoio da maioria entre os 27 Estados-membros.

Acordo sofre resistências

Segundo a AFP, a maioria dos 27 países da União Europeia votou a favor do acordo na reunião de embaixadores realizada em Bruxelas. Para que o tratado avançasse, era necessário o apoio de pelo menos 15 Estados-membros que, juntos, representassem 65% da população do bloco.

A decisão foi tomada apesar da oposição da França, da Irlanda e de outros Estados-membros que expressam preocupações com possíveis impactos sobre o setor agrícola.

Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou a posição de que Paris votaria contra o acordo. "Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu", escreveu em comunicado.


Entre produtores rurais da França, o acordo com o Mercosul é visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes dos exigidos pela União Europeia.

A Irlanda também se posicionou contra o tratado. Na véspera da votação, o primeiro-ministro Simon Harris anunciou que o país se juntaria à França, à Hungria e à Polônia na oposição ao acordo.

"A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado", afirmou Harris em comunicado.

Itália tem papel decisivo

A expectativa em torno da posição de Roma ganhou força após uma fonte do bloco indicar que o país deveria votar favoravelmente na reunião dos embaixadores da UE — movimento considerado decisivo para o avanço do pacto.

A sinalização ocorre após o governo italiano indicar abertura ao texto negociado, desde que fossem atendidas demandas do setor agrícola.

Em dezembro, durante debates no Conselho Europeu, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o apoio da Itália estaria condicionado à consideração dessas preocupações.

  • 👉 Nos últimos dias, esse posicionamento foi reforçado por uma comunicação enviada pela Comissão Europeia, que propõe acelerar a liberação de 45 bilhões de euros destinados aos agricultores. Meloni avaliou a iniciativa como um passo positivo e significativo.

Na mesma linha, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia passou a discutir o aumento — e não a redução — dos recursos voltados à agricultura italiana no período de 2028 a 2034.

Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. — Foto: REUTERS/Yves Herman
Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. — Foto: REUTERS/Yves Herman

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---