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Com o resultado acumulado, a inflação ficou dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta de 3% e teto de 4,50%.<<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Janize Colaço, g1 — São Paulo
Postado em 09 de Janeiro de 2.026 às 10h00m
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Inflação fecha o ano com 4,26%
O resultado do mês representa uma leve aceleração, já que o IPCA havia fechado novembro com alta de 0,18%. E em dezembro de 2024, teve alta de 0,52%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 2025 ficou em 4,26%.
(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que a meta de inflação foi batida pela primeira vez desde 2019. Em 2020 e 2023, o IPCA também ficou dentro do intervalo permitido, como mostra o infográfico da reportagem. A informação foi corrigida às 11h05 de 9 de janeiro de 2026.)
- ▶️ O resultado da inflação de dezembro ficou levemente abaixo das projeções do mercado, que estimavam alta de 0,4% no mês e de 4,30% no acumulado em 12 meses.
- ▶️ Com esse desempenho, a inflação permaneceu dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta de 3% e admite variação até o teto de 4,50%.
- ▶️ Esse foi o quinto menor resultado anual da inflação registrado pelo IBGE desde 1995. Os quatro menores índices ocorreram em 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).
Com exceção do grupo Habitação, que apresentou queda de 0,33%, todos os demais grupos de produtos e serviços pesquisados registraram aumento de preços em dezembro.
O maior avanço ocorreu em Transportes, com alta de 0,74%, grupo que também exerceu o maior impacto sobre o índice, de 0,15 ponto percentual.
Em seguida, aparecem os gastos com Saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,52% e contribuíram com 0,07 ponto percentual. Já os preços de Artigos de residência avançaram 0,64%, a segunda maior variação do mês, após a queda de 1% registrada em novembro.
- Alimentação e bebidas: 0,27%;
- Habitação: -0,33%;
- Artigos de residência: 0,64%;
- Vestuário: 0,45%;
- Transportes: 0,74%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,52%;
- Despesas pessoais: 0,36%;
- Educação: 0,08%;
- Comunicação: 0,37%.
No grupo Transportes, que registrou alta de 0,74%, o resultado foi puxado principalmente pelos aumentos do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%). Este último foi o subitem com maior impacto individual no índice do mês, contribuindo com 0,08 ponto percentual.
Já os combustíveis, que haviam recuado 0,32% em novembro, voltaram a subir em dezembro, com alta de 0,45%. Nesse grupo, o etanol teve a maior elevação (2,83%), seguido pelo gás veicular (0,22%) e pela gasolina (0,18%), enquanto o óleo diesel caiu 0,27%.
Destaques do ano
O IPCA encerrou o ano com alta de 4,26%, resultado 0,57 ponto percentual inferior aos 4,83% registrados em 2024.
Em 2025, a inflação foi puxada principalmente pelos seguintes grupos:
- 🏠 Habitação: alta de 6,79%, com o maior impacto no índice no período (1,02 ponto percentual);
- 🎓 Educação: variação de 6,22%;
- 🛍️ Despesas pessoais: avanço de 5,87%;
- 🏥 Saúde e cuidados pessoais: alta de 5,59%.
Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação acumulada no ano.
A energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no ano, foi o subitem com maior impacto no resultado anual do IPCA. Esse item integra o grupo Habitação, que acumulou alta de 6,79% em 2025.
👉 O resultado refletiu reajustes tarifários que variaram de uma redução de 2,16% a aumentos de até 21,95%, além da incorporação do Bônus de Itaipu nos meses de janeiro e agosto. Ao longo do ano, estiveram em vigor todas as bandeiras tarifárias, conforme o período:
- 🟢 Bandeira verde (sem cobrança adicional): de janeiro a abril;
- 🟡 Bandeira amarela (adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh): em maio e dezembro;
- 🔴 Bandeira vermelha patamar 1 (adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh): em junho, julho, outubro e novembro;
- 🚨 Bandeira vermelha patamar 2 (adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh): em agosto e setembro.
Ainda no grupo Habitação, destacaram-se as contribuições do aluguel residencial, que subiu 6,06%, do condomínio, com alta de 5,14%, e da taxa de água e esgoto, que avançou 4,50%.
O grupo Educação, que acumulou alta de 6,22%, apresentou a segunda maior variação entre os grupos pesquisados em 2025. O resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos dos cursos regulares, que subiram 6,54%, e dos cursos diversos, com alta de 5,67%.
O grupo Alimentação e bebidas desacelerou em 2025 na comparação com 2024, ao passar de alta de 7,69% para 2,95%. Esse movimento foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que havia subido 8,23% em 2024 e, em 2025, registrou alta bem mais moderada, de 1,43%.
- 🔎 Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa caíram por seis meses consecutivos, acumulando recuo de 2,69%. Nos demais meses do ano, a alta acumulada foi de 4,23%.
Entre os itens que mais subiram, destacam-se:
- ☕ Café moído: alta de 35,65%;
- 🍫 Chocolate em barra e bombom: avanço de 27,12%;
- 🥖 Pão francês: alta de 5,86%.
Já entre os itens que mais caíram, os destaques foram:
- 🍚 Arroz: queda de 26,56%;
- 🥛 Leite longa vida: recuo de 12,87%.
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O histórico das metas de inflação — Foto: Arte/g1
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,21% em dezembro, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa havia sido de 0,48%.
No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior aos 4,77% registrados em 2024. Com isso, o reajuste das aposentadorias ficará abaixo da inflação oficial acumulada no período.
Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, ao passar de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior.
Entre as regiões pesquisadas em dezembro, a maior variação foi registrada em Porto Alegre (0,57%), influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%). A menor variação ocorreu em Curitiba (-0,22%), associada aos recuos da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%).
No ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente.
Considerando os índices regionais do acumulado do ano, a maior variação foi observada em Vitória (4,82%), puxada sobretudo pelas altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%).
Na outra ponta, Campo Grande registrou a menor variação, de 2,78%, influenciada pelas quedas nos preços do arroz (-31,01%), das frutas (-9,56%) e das carnes (-3%).
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Motorista de aplicativo Uber — Foto: Dan Gold/ Unsplash
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