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quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Mais de 200 revistas divulgam alerta: 'fracasso na luta contra o aquecimento é a maior ameaça à saúde global'

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Editorial assinado por 19 cientistas afirma que a destruição da natureza aumenta mortalidade entre idosos, chance de problemas de saúde, insegurança alimentar e risco de novas pandemias.
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Por G1

Postado em 08 de setembro de 2021 às 15h00m


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Cientistas de várias partes do mundo alertaram, em um editorial publicado em mais de 200 revistas científicas, que o fracasso de líderes mundiais em limitar o aquecimento do planeta é "a maior ameaça à saúde global" existente hoje.

O editorial é assinado por 19 pesquisadores de países como Índia, Quênia, África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil.

"A maior ameaça à saúde pública global é o fracasso contínuo dos líderes mundiais em manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5ºC [desde a era pré-industrial] e restaurar a natureza", dizem os cientistas (veja tradução da íntegra do editorial mais abaixo).

Os pesquisadores listam os seguintes problemas de saúde como alguns dos que tendem a piorar com o aquecimento da Terra:

  • mortalidade relacionada ao calor entre pessoas com mais de 65 anos
  • desidratação
  • perda da função renal
  • doenças dermatológicas
  • infecções tropicais
  • resultados adversos para a saúde mental
  • complicações na gravidez
  • alergias
  • morbidade e mortalidade cardiovascular e pulmonar.

O texto foi colocado on-line em 253 revistas científicas de todo o mundo (veja lista ao final da reportagem) no dia 4 de setembro, antecedendo três eventos globais:

  • a Assembleia Geral da ONU, que será aberta na próxima terça (14);
  • a Conferência da ONU sobre Biodiversidade em Kunming, na China, de 11 a 24 de outubro;
  • a Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP26) em Glasgow, no Reino Unido, de 1º a 12 de novembro.
Insegurança alimentar

Os efeitos do clima extremo e o esgotamento do solo estão "prejudicando os esforços para reduzir a desnutrição", dizem os cientistas.

Segundo o texto, o rendimento global das principais safras de alimentos vem caindo de 1,8% a 5,6% desde 1981.

"A destruição generalizada da natureza, incluindo habitats e espécies, está corroendo a segurança hídrica e alimentar e aumentando a chance de pandemias", dizem os pesquisadores.

Impacto sobre mais pobres

Os pesquisadores reforçam a noção de que os países mais ricos têm que assumir maior responsabilidade sobre a condição do planeta – inclusive para ajudar países mais pobres a lidarem com as consequências de uma Terra mais quente.

"Os países que criaram desproporcionalmente a crise ambiental devem fazer mais para apoiar os países de baixa e média renda a construir sociedades mais limpas, saudáveis e resilientes", afirmam os cientistas.

"Muitos governos enfrentaram a ameaça da pandemia de Covid-19 com financiamento sem precedentes. A crise ambiental exige uma resposta de emergência semelhante", dizem.

Os pesquisadores também ressaltam que metas de redução de emissões de gases estufa são "fáceis de definir e difíceis de alcançar".

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"Essa ação insuficiente significa que os aumentos de temperatura provavelmente serão bem superiores a 2ºC, um resultado catastrófico para a saúde e a estabilidade ambiental", dizem. 
Aumento de 1,5ºC

Os pesquisadores dizem, ainda, estarem preocupados com que "os aumentos de temperatura acima de 1,5°C estejam começando a ser vistos como inevitáveis, ou mesmo aceitáveis, por membros poderosos da comunidade global".

Cientistas de todo o mundo que estudam as mudanças climáticas apontam que a temperatura terrestre não pode subir mais que 1,5ºC do que era desde antes da industrialização, sob risco de mudança drástica no modo de vida no planeta.

"Os profissionais de saúde estão unidos a cientistas ambientais, empresas e muitos outros ao rejeitar que esse resultado seja inevitável", afirmam os cientistas no editorial.

No início de agosto, o esboço de um relatório histórico do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU apontou que as mudanças fruto das ações humanas devem afetar fundamentalmente a vida na Terra já nos próximos 30 anos, mesmo se as emissões forem contidas.

Veja íntegra do texto:

"A Assembleia Geral da ONU em setembro de 2021 reunirá os países em um momento crítico para organizar uma ação coletiva para enfrentar a crise ambiental global. Eles se reunirão novamente na cúpula da biodiversidade em Kunming, China, e na Conferência das Partes sobre Mudança Climática da ONU (COP26) em Glasgow, Reino Unido. Antes dessas reuniões cruciais, nós – os editores de revistas de saúde em todo o mundo – pedimos uma ação urgente para manter os aumentos médios da temperatura global abaixo de 1,5°C, deter a destruição da natureza e proteger a saúde.

A saúde já está sendo prejudicada pelo aumento da temperatura global e pela destruição do mundo natural, uma situação à qual os profissionais de saúde vêm chamando a atenção há décadas. A ciência é inequívoca; um aumento global de 1,5 °C acima da média pré-industrial e a perda contínua de biodiversidade trazem risco de danos catastróficos à saúde que serão impossíveis de reverter. Apesar da preocupação necessária do mundo com a Covid-19, não podemos esperar a pandemia passar para reduzir rapidamente as emissões.

Refletindo a gravidade do momento, este comentário aparece em revistas de saúde em todo o mundo. Estamos unidos em reconhecer que somente mudanças fundamentais e equitativas nas sociedades reverterão nossa trajetória atual.

Os riscos para a saúde de aumentos acima de 1,5°C agora estão bem estabelecidos. De fato, nenhum aumento de temperatura é seguro. Nos últimos 20 anos, a mortalidade relacionada ao calor entre pessoas com mais de 65 anos aumentou em mais de 50% . As temperaturas mais altas aumentaram a desidratação e a perda da função renal, doenças dermatológicas, infecções tropicais, resultados adversos para a saúde mental, complicações na gravidez, alergias e morbidade e mortalidade cardiovascular e pulmonar. Os danos afetam desproporcionalmente os mais vulneráveis, incluindo crianças, populações mais velhas, minorias étnicas, comunidades mais pobres e aqueles com problemas de saúde subjacentes.

O aquecimento global também está contribuindo para o declínio no potencial de rendimento global das principais safras, caindo 1,8–5,6% desde 1981; isso, junto com os efeitos do clima extremo e esgotamento do solo, está prejudicando os esforços para reduzir a desnutrição. Ecossistemas prósperos são essenciais para a saúde humana, e a destruição generalizada da natureza, incluindo habitats e espécies, está corroendo a segurança da água e dos alimentos e aumentando a chance de pandemias.

As consequências da crise ambiental recaem desproporcionalmente sobre os países e comunidades que menos contribuíram para o problema e são menos capazes de mitigar os danos. No entanto, nenhum país, por mais rico que seja, pode se proteger desses impactos. Permitir que as consequências recaiam desproporcionalmente sobre os mais vulneráveis gerará mais conflitos, insegurança alimentar, deslocamento forçado e doenças zoonóticas – com graves implicações para todos os países e comunidades. Tal como acontece com a pandemia de Covid-19, somos globalmente tão fortes quanto o nosso membro mais fraco.

Elevações acima de 1,5ºC aumentam a chance de serem atingidos pontos de virada em sistemas naturais que podem travar o mundo em um estado agudamente instável. Isso prejudicaria criticamente nossa capacidade de mitigar danos e evitar mudanças ambientais catastróficas e descontroladas.

De forma encorajadora, muitos governos, instituições financeiras e empresas estão estabelecendo metas para atingir emissões líquidas zero, incluindo metas para 2030. O custo da energia renovável está caindo rapidamente. Muitos países pretendem proteger pelo menos 30% das terras e oceanos do mundo até 2030.

Essas promessas não são suficientes. As metas são fáceis de definir e difíceis de alcançar. Elas ainda precisam ser combinadas com planos confiáveis de curto e longo prazo para acelerar tecnologias mais limpas e transformar sociedades. Os planos de redução de emissões não incorporam adequadamente as considerações de saúde. A preocupação é crescente de que os aumentos de temperatura acima de 1,5ºC estejam começando a ser vistos como inevitáveis, ou mesmo aceitáveis, por membros poderosos da comunidade global. Da mesma forma, as estratégias atuais para redução de emissões líquidas para zero em meados do século 21, de forma implausível, presumem que o mundo irá adquirir grande capacidade de remover gases de efeito estufa da atmosfera.

Essa ação insuficiente significa que os aumentos de temperatura provavelmente serão bem superiores a 2ºC, um resultado catastrófico para a saúde e a estabilidade ambiental. Crucialmente, a destruição da natureza não tem paridade de estima [não é vista com a mesma importância] com o elemento climático da crise, e cada meta global para restaurar a perda de biodiversidade até 2020 foi perdida. Esta é uma crise ambiental geral.

Os profissionais de saúde estão unidos a cientistas ambientais, empresas e muitos outros ao rejeitar que esse resultado seja inevitável. Mais pode e deve ser feito agora – em Glasgow e Kunming – e nos anos seguintes. Nos unimos a profissionais de saúde em todo o mundo que já apoiaram apelos para uma ação rápida.

A equidade deve estar no centro da resposta global. Contribuir com uma parcela justa para o esforço global significa que os compromissos de redução devem levar em conta a contribuição cumulativa e histórica de cada país para as emissões, bem como suas emissões atuais e capacidade de resposta. Os países mais ricos terão que cortar as emissões mais rapidamente, fazendo reduções até 2030 além das propostas atualmente e alcançando emissões líquidas zero antes de 2050. Metas semelhantes e ações de emergência são necessárias para a perda da biodiversidade e a destruição mais ampla do mundo natural.

Para atingir essas metas, os governos devem fazer mudanças fundamentais na forma como nossas sociedades e economias são organizadas e como vivemos. A estratégia atual de encorajar os mercados a trocar tecnologias sujas por tecnologias mais limpas não é suficiente. Os governos devem intervir para apoiar o redesenho dos sistemas de transporte, cidades, produção e distribuição de alimentos, mercados para investimentos financeiros, sistemas de saúde e muito mais. A coordenação global é necessária para garantir que a corrida por tecnologias mais limpas não acarrete mais destruição ambiental e exploração humana.

Muitos governos enfrentaram a ameaça da pandemia de Covid-19 com financiamento sem precedentes. A crise ambiental exige uma resposta de emergência semelhante. Será necessário um grande investimento, além do que está sendo considerado ou entregue em qualquer lugar do mundo. Mas esses investimentos produzirão enormes resultados positivos para a saúde e a economia. Isso inclui empregos de alta qualidade, redução da poluição do ar, aumento da atividade física e melhoria na moradia e na alimentação. Melhor qualidade do ar por si só proporcionaria benefícios à saúde que facilmente compensariam os custos globais de redução de emissões.

Essas medidas também irão melhorar os determinantes sociais e econômicos da saúde, cujo mau estado pode ter tornado as populações mais vulneráveis à pandemia de Covid-19. Mas as mudanças não podem ser alcançadas por meio de um retorno às políticas de austeridade prejudiciais ou da continuação da grandes desigualdades de riqueza e poder dentro e entre os países.

Em particular, os países que criaram desproporcionalmente a crise ambiental devem fazer mais para apoiar os países de baixa e média renda a construir sociedades mais limpas, saudáveis e resilientes. Os países de alta renda devem cumprir e ir além de seu compromisso pendente de fornecer US$ 100 bilhões por ano, compensando qualquer déficit em 2020 e aumentando as contribuições para e além de 2025. O financiamento deve ser dividido igualmente entre mitigação e adaptação, incluindo a melhoria da resiliência de sistemas de saúde.

O financiamento deve ser feito por meio de doações em vez de empréstimos, construindo capacidades locais e realmente empoderando as comunidades, e deve vir junto com o perdão de grandes dívidas, que restringem a agência de tantos países de baixa renda. O financiamento adicional deve ser mobilizado para compensar perdas e danos inevitáveis causados pelas consequências da crise ambiental.

Como profissionais de saúde, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar na transição para um mundo sustentável, mais justo, resiliente e mais saudável. Além de agir para reduzir os danos da crise ambiental, devemos contribuir de forma proativa para a prevenção global de mais danos e ações sobre as causas profundas da crise. Devemos responsabilizar os líderes globais e continuar a educar os outros sobre os riscos da crise à saúde. Devemos nos unir ao trabalho para alcançar sistemas de saúde ambientalmente sustentáveis antes de 2040, reconhecendo que isso significará uma mudança na prática clínica. As instituições de saúde já alienaram mais de US$ 42 bilhões em ativos de combustíveis fósseis; outros devem se juntar a eles.

A maior ameaça à saúde pública global é o fracasso contínuo dos líderes mundiais em manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5ºC e restaurar a natureza. Mudanças urgentes em toda a sociedade devem ser feitas e levarão a um mundo mais justo e saudável. Nós, como editores de revistas de saúde, convocamos governos e outros líderes a agirem, marcando 2021 como o ano em que o mundo finalmente muda de rumo."

Veja a lista de revistas que publicaram o editorial.

G1 no YouTube

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11 de setembro: as 2 causas científicas para queda das torres do World Trade Center

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A colisão de dois aviões contra os edifícios mais altos de Nova York foi o início de uma sequência de horror que reduziu os icônicos prédios a escombros.
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TOPO
Por Carlos Serrano, BBC

Postado em 08 de setembro de 2021 às 14h35m


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Imagem captura momento em que um dos aviões Boeing 767 colidiu com as Torres Gêmeas em 11 de setembro — Foto: Getty Images via BBC
Imagem captura momento em que um dos aviões Boeing 767 colidiu com as Torres Gêmeas em 11 de setembro — Foto: Getty Images via BBC

Em 11 de setembro de 2001, dois aviões Boeing 767 colidiram com as Torres Gêmeas, que com seus 110 andares eram os edifícios mais altos de Nova York.

O primeiro avião atingiu a Torre Norte às 8:45 da manhã. O prédio pegou fogo durante 102 minutos e depois, às 10:28 da manhã, ele entrou em colapso, desabando em apenas 11 segundos.

Dezoito minutos após o primeiro acidente, às 9h03, o segundo avião atingiu a Torre Sul. O arranha-céu resistiu às chamas por 56 minutos, e depois, às 9h59, desabou em 9 segundos.

"Depois do incrível barulho do prédio desabando, em poucos segundos tudo ficou mais escuro que a noite, sem som, e eu não conseguia respirar", lembra Bruno Dellinger, sobrevivente que trabalhava no 47º andar da Torre Norte.

"Eu estava convencido de que tinha morrido, porque o cérebro não pode processar algo assim", disse Dellinger em seu depoimento compartilhado pelo Memorial e Museu do 11 de Setembro em Nova York.

O saldo foi de 2.606 mortos.

Por que as torres caíram?

Imediatamente após os ataques, o engenheiro civil Eduardo Kausel, professor emérito do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), liderou uma série de estudos e publicações em que especialistas do MIT analisaram as causas dos colapsos de um ponto de vista estrutural, de engenharia e arquitetônico.

A resposta de Kausel contém uma série de fenômenos físicos e químicos que desencadearam uma catástrofe que ninguém, naquela época, era capaz de imaginar.

Cenas inéditas mostram o 11 de setembro sob o olhar de pessoas comuns
Cenas inéditas mostram o 11 de setembro sob o olhar de pessoas comuns

Combinação fatal

Os estudos do MIT, publicados em 2002, coincidem amplamente com as conclusões do relatório de que o governo dos EUA encomendou ao Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (Nist) para descobrir por que as torres caíram, e cuja versão final foi publicada em 2008.

Tanto o MIT quanto o Nist concluem que as torres entraram em colapso principalmente devido a uma combinação de dois fatores: os graves danos estruturais causados ​​pelas colisões de aeronaves em cada edifício e a cadeia de incêndios que se espalhou por vários andares.

"Se não houvesse fogo, os prédios não teriam desabado", diz Kausel. "E se tivesse havido apenas um incêndio, sem os danos estruturais, eles também não teriam desabado."

"As torres demonstraram muita resistência", diz o engenheiro.

O relatório do Nist, por sua vez, afirma que há documentos oficiais que indicam que as torres foram projetadas para suportar o impacto de um Boeing 707, que era o maior avião comercial existente à época de seu projeto.

Os pesquisadores, no entanto, alertam que não encontraram nenhuma informação sobre os critérios e métodos usados ​​para chegar a essa conclusão.

O que está claro é que, juntos, o impacto e o incêndio produziram um resultado devastador: o colapso das duas torres.

Como as torres foram construídas

As Torres Gêmeas tiveram um projeto que era o padrão na década de 1960, quando começaram a ser construídas.

Cada edifício tinha um núcleo vertical de aço e concreto no centro que abrigava os elevadores e as escadas.

Cada andar era formado por uma série de vigas de aço (horizontais) que partiam desse núcleo e se conectavam com colunas de aço (verticais) para formar as paredes externas do edifício.

Estudo aponta que o ataque terrorista às Torres Gêmeas em setembro de 2001 teve a cobertura televisiva mais marcante dos últimos 50 anos. — Foto: Marty Lederhandler/AP (arquivo)
Estudo aponta que o ataque terrorista às Torres Gêmeas em setembro de 2001 teve a cobertura televisiva mais marcante dos últimos 50 anos. — Foto: Marty Lederhandler/AP (arquivo)

O entremeado de vigas distribuía o peso de cada piso em direção aos pilares, enquanto cada piso, por sua vez, servia como suporte lateral que evitava a torção dos pilares, o que na engenharia civil é conhecido como flambagem.

Toda a estrutura metálica era coberta por concreto, que funcionava como protetor de vigas e pilares em caso de incêndio.

As vigas e colunas também eram cobertas por uma fina camada isolante à prova de fogo.

Impacto, fogo e ar

Ambas as torres foram atingidas por diferentes modelos de aeronaves Boeing 767, maiores que um Boeing 707.

O impacto, de acordo com o relatório do Nist, "danificou severamente" as colunas e desalojou o isolamento contra incêndio que cobria a estrutura de vigas e colunas de aço.

"A vibração do choque causou a fratura do revestimento antifogo do aço, deixando as vigas mais expostas ao fogo", explica Kausel.

Assim, os danos estruturais abriram caminho para as chamas, que por sua vez causaram mais danos estruturais.

Enquanto isso, as temperaturas, que chegavam a 1.000° C, faziam com que os vidros das janelas se dilatassem e se quebrassem, o que aumentava o fluxo de ar, alimentando o fogo.

"O fogo se alimentou de ar e por isso se espalhou", diz Kausel.

"Bombas voadoras"

Dados oficiais estimam que cada avião carregava cerca de 37.850 litros de combustível.

"Eram bombas voadoras", diz Kausel.

Muito desse combustível foi queimado durante a bola de fogo que se formou com o impacto, mas parte dele foi derramado nos andares inferiores das torres.

Isso fez com que o fogo se expandisse, encontrando vários objetos inflamáveis ​​em seu caminho que lhe permitiam continuar avançando.

Esse incêndio teve dois efeitos principais, explica o engenheiro do MIT.

Primeiro, o calor intenso fez com que as vigas e lajes de cada andar se expandissem. Isso fez com que as lajes se separassem de suas vigas.

Além disso, a expansão das vigas também empurrou as colunas para fora.

Mas então houve um segundo efeito. As chamas começaram a amolecer o aço das vigas, tornando-as maleáveis.

Isso fez com que o que antes eram estruturas rígidas, agora se parecessem com cordas que, quando arqueadas, começaram a empurrar para dentro as colunas às quais estavam presas.

"Isso foi fatal para as torres", diz Kausel.

Colapso

Naquele momento, todos os ingredientes se juntaram para desencadear o colapso.

As colunas não estavam mais totalmente verticais, pois as vigas primeiro as empurraram para fora e depois as puxaram para dentro, de modo que começaram a ceder.

Assim, de acordo com o relatório do Nist, as colunas começaram a entrar em colapso arqueando, enquanto as vigas às quais estavam conectadas as puxavam para dentro.

A análise de Kausel, por outro lado, acrescenta que, em alguns casos, as vigas puxaram com tanta força as colunas que destruíram os parafusos que as prendiam às colunas, o que fez com que esses pisos desabassem. Os escombros causaram sobrepeso na parte inferior pisos.

Isso colocou pressão adicional sobre a capacidade das colunas já enfraquecidas.

O resultado foi uma queda em efeito cascata.

Depois que o prédio entrou em queda livre, explica Kausel, o colapso empurrou progressivamente o ar entre os andares, causando um vento forte.

Isso fez com que o colapso fosse envolvido por uma nuvem de poeira e as paredes externas desabassem para fora, "como quem descasca uma banana", diz o especialista.

Ambos os edifícios desapareceram em segundos, mas o fogo nos escombros continuou a arder por 100 dias.

Vinte anos depois, o horror e a dor causados ​​pelos ataques ainda assustam.

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Cesta básica já consome até 65% do salário mínimo, mostra Dieese

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Em um ano, preço da cesta já subiu até 34% nas capitais pesquisadas.
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Por G1

Postado em 08 de setembro de 2021 às 13h10m


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A inflação vem sendo sentida com força nos pratos dos brasileiros – especialmente os mais pobres. Para as famílias com renda de um salário mínimo, o preço da cesta básica de alimentos chega a consumir 65,32% dos ganhos mensais.

Essa fatia foi registrada em Porto Alegre, que tem a cesta mais cara do país, a R$ 664,67. Mesmo em Aracaju, onde a cesta é a mais barata entre os locais pesquisados (R$ 456,40), o conjunto de itens representa um gasto de 44,86% do salário mínimo.
Valor da cesta básica — Foto: Economia G1
Valor da cesta básica — Foto: Economia G1


Custo da cesta básica — Foto: Economia G1
Custo da cesta básica — Foto: Economia G1

Nos 12 meses até agosto, o preço da cesta subiu mais de 10% em todas as capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)A maior alta foi registrada em Brasília: na capital federal, o conjunto dos 17 itens que compõem a cesta subiu 34,13% em um ano.

Em outras sete capitais, a alta acumulada passa dos 20%: Campo Grande (25,78%), Porto Alegre (24,84%), Florianópolis (24,24%), Vitória (21,50%), Natal (21,11%), São Paulo (20,47%) e Belém (20,07%).

Agosto

Na passagem de julho para agosto, a cesta básica ficou mais cara em 13 das 17 capitais pesquisadas.

As maiores altas foram registradas em Campo Grande (3,48%), Belo Horizonte (2,45%) e Brasília (2,10%). As capitais onde o custo apresentou queda foram Aracaju (-6,56%), Curitiba (-3,12%), Fortaleza (-1,88%) e João Pessoa (-0,28%).

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