Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Com uma fortuna estimada em mais de US$ 89,3 bilhões, herdeira da L'Oréal desbancou nomes de bilionários famosos, como Mark Zuckerberg, Michael Dell e Sergey Brin. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Bruna Miato, g1 Postado em 31 de março de 2023 às 11h35m #.*Post. - N.\ 10.743*.#
Francoise Bettencourt Meyers em foto de 2019. — Foto: Pool via AP/Ian Langsdon
A mulher mais rica do mundo está, novamente, no grupo dos 10 maiores bilionários da atualidade. Com uma fortuna estimada em US$ 90,1 bilhões, Françoise Bettencourt Meyers — a herdeira da L'Oréal — ocupa a 9ª posição do ranking de bilionários da Forbes depois de uma
alta de mais de US$ 2 bilhões em seu patrimônio entre quinta-feira (30) e
as primeiras horas desta sexta (31).
A francesa de 69 anos é a atual vice-presidente do conselho da L'Oréal,
a maior empresa de cosméticos e beleza do mundo. Ela é filha única e
herdeira de Liliane Bettencourt e neta do fundador da companhia, Eugène
Paul Louis Schueller.
Foi só em 2017, quando sua mãe faleceu aos 94 anos, que Françoise se
tornou a herdeira direta da L'Oréal e passou a ter 33% das ações da
companhia. Um ano depois, em 2018, a bilionária apareceu pela primeira
vez na lista das mulheres mais ricas do mundo.
Herdeira da L'Oréal é a mulher mais rica do mundo — Foto: Reprodução/Instagram L'Oréal Groupe
Desde 2021, Françoise é também a mulher mais rica do mundo, segundo a
Forbes. Em 2022, a executiva encerrou o ano na 14ª colocação dos maiores
bilionários.
Ela é a segunda francesa na lista dos mais ricos. Bernard Arnault,
presidente e diretor executivo da LVMH, controladora da marca de luxo
Louis Vuitton, ocupa o primeiro posto do ranking, como o homem mais
ricos do mundo, com uma fortuna de mais de US$ 220 bilhões.
Françoise é membro do conselho da L'Oréal desde 1997. A empresa tem
atuação em 130 países, conta com um portfólio de 35 marcas e seus
principais mercados são Estados Unidos, França, China, Alemanha e Brasil.
Embora a fortuna da família Bettencourt e da L'Oréal já fossem
expressivas antes de Françoise se tornar a herdeira direta, desde 2017, a
executiva triplicou seu patrimônio com investimentos que valorizaram os
papéis da empresa na bolsa de valores.
Em 2021, segundo dados da Bloomberg, a empresa se recuperou da pandemia graças à oferta diversificada de produtos.
Françoise também é escritora, pianista e filantropa. A executiva também
preside a fundação filantrópica da família, que incentiva e participa
de projetos na ciência e na arte na França.
Os mais ricos do mundo
Para estar entre as 10 pessoas mais ricas do mundo, Françoise precisou
desbancar nomes de bilionários bastante populares, principalmente do
ramo da tecnologia.
Apenas para se ter dimensão, o dono da Meta(controladora do Facebook), Mark Zuckerberg, tem um patrimônio estimado em US$ 74,6 bilhões e é, hoje, o 15° mais rico do mundo.
Sergey Brin (um dos fundadores doGoogle) e Michael Dell (presidente e fundador da Dell) são, respectivamente, o 12° e 23°
homens mais ricos do mundo, com fortunas de U$ 84,1 bilhões e US$ 52,5
bilhões, na sequência.
Atualmente, este é o top 10 de maiores bilionários:
Bernard Arnault, CEO da LVMH, controladora da grife Louis Vuitton, com US$ 225,9 bilhões
Inscrições eram desconhecidas até que, em 2022, uma pesquisadora britânica conseguiu decidiu dar uma olhada mais de perto e ficou surpresa ao descobrir um rabisco escondido na página 18, exatamente abaixo do texto em latim. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 31/03/2023 01h00 Atualizado há 6 horas Postado em 31 de março de 2023 às 07h10m #.*Post. - N.\ 10.742*.#
Os desenhos do livro de Eadburg, ressaltados digitalmente na cor azul — Foto: Archiox/Bodleian Library/Via BBC
Cerca de 1,3 mil anos atrás, uma mulher pegou um livro precioso e rabiscou letras e desenhos nas margens.
Ela não usou tinta – apenas arranhou o papel – e os rabiscos ficaram
quase invisíveis a olho nu. Ninguém sabia que eles estavam ali, até o
ano passado.
O
livro é uma cópia dos Atos dos Apóstolos, parte do Novo Testamento,
datada do século 8°. Ele agora está guardado na Biblioteca Bodleiana, na
Universidade britânica de Oxford.
Os pesquisadores sabiam há algum tempo que o texto religioso
provavelmente seria de propriedade de uma mulher, mas não tinham certeza
de quem se tratava.
Até que, em 2022, a pesquisadora Jessica Hodgkinson, da Universidade de
Leicester, também no Reino Unido, decidiu dar uma olhada mais de perto e
ficou surpresa ao descobrir um rabisco escondido na página 18,
exatamente abaixo do texto em latim.
Os traços foram destacados digitalmente e agora é possível ver as letras com clareza: "EaDBURG BIREð CǷ…N".
Significado incerto
A última palavra está incompleta. E análises posteriores revelaram que o
livro foi deliberadamente arranhado com algum objeto contundente em
mais quatro páginas.
O rabisco oculto no livro que deu origem às investigações — Foto: Archiox/Bodleian Library
Qual pode ser o significado?
Hodgkinson interpretou o primeiro símbolo como uma cruz, seguida por "Eadburg" – quase com certeza, o nome da dona do livro.
Não se sabe muito sobre ela, mas Hodgkinson e sua equipe suspeitam que
Eadburg fosse uma freira – a abadessa de uma comunidade religiosa de
Minster-in-Thanet – uma vila no condado de Kent, na Inglaterra.
As letras seguintes são um pouco mais enigmáticas. Talvez elas possam significar "está na cwærtern" – "prisão", em inglês arcaico.
O trecho em latim acima dos rabiscos descreve a prisão dos apóstolos e
Eadburg pode ter traçado um paralelo com a sua própria situação.
O mais curioso é que Hodgkinson e seus colegas encontraram desenhos de pessoas em outras páginas.
Em uma das margens, uma figura quadrada com os braços estirados – uma
freira, talvez? Em outra, uma pessoa estendendo sua mão contra o rosto
de um companheiro triste. Será que ela não queria ouvir o que a outra
pessoa estava dizendo?
Enfim, o significado dos desenhos é um mistério. E os rabiscos nas
margens do livro de Eadburg não são os únicos escritos e desenhos
descobertos em Oxford nos últimos meses.
Hodgkinson pôde encontrar as gravuras de Eadburg graças a uma nova
tecnologia de formação de imagens da Biblioteca Bodleiana, que consegue
mapear a textura física e os contornos das páginas dos livros e
manuscritos ou da superfície de outros objetos históricos, como placas
de impressão.
Esse mapeamento detalhado revela marcas que, de outra forma, seriam invisíveis a olho nu, ou mesmo com câmeras comuns.
"A superfície traz consigo uma imensa quantidade de informações",
explica Adam Lowe, fundador da Fundação Factum em Madri, na Espanha – a
organização sem fins lucrativos que produziu a tecnologia para a
biblioteca de Oxford, como parte do projeto Archiox (sigla em inglês
para Análise e Registro do Patrimônio Cultural em Oxford).
Lowe afirma que "quanto mais você puder tornar visível, mais descobertas verdadeiramente impressionantes irão surgir".
Os pesquisadores do projeto Archiox utilizam dois aparelhos para criar
representações digitais de páginas e objetos. Um deles chama-se
"Selene". Ele tem quatro câmeras capazes de capturar diferenças de
relevo das superfícies de até 25 micrômetros (0,025 mm).
Cena de caça oculta em um manuscrito com 1,2 mil anos de idade — Foto: Archiox/Bodleian Library/Via BBC
O outro é "Lucida", que emite lasers e possui duas câmeras minúsculas para criar varreduras 3D.
"Tudo pode ser medido. Não é apenas uma ferramenta de formação de
imagens, é também um instrumento de medição. E isso torna tudo mais
fascinante", destaca John Barrett, fotógrafo da Biblioteca Bodleiana e
líder técnico do projeto Archiox.
A
tecnologia está sendo usada no porão da Biblioteca Bodleiana para criar
representações digitais de diversos itens da sua coleção. E o livro de
Eadburg não foi o único documento com séculos de idade a revelar
rabiscos escondidos.
Em um manuscrito do século 9º, os pesquisadores do projeto Archiox mapearam uma cena de caça arranhada na sua superfície.
E, abaixo dos animais, foi encontrada a palavra "RODA", provavelmente
relacionada ao dono do livro. Barrett afirma que "isso nunca havia sido
observado".
Por que as pessoas arranhavam seus nomes em livros e acrescentavam
desenhos quase invisíveis como esses? Bem, em relação aos nomes, pode
ter sido simplesmente para mostrar quem era o dono da obra, sem rabiscar
um precioso texto religioso.
"Estes manuscritos eram considerados sagrados. E, mesmo que quisesse
deixar sua marca neles, você não iria querer ser óbvio demais", explica
Barrett.
E, sobre as figuras, "não acho que elas tenham sido necessariamente
rabiscadas de propósito", afirma ele. "Muitas vezes, essas anotações e
certamente outras que registrei mais recentemente tinham, sem dúvida,
relação com o próprio texto."
Placas de cobre
Alguns dos primeiros objetos da coleção da Biblioteca Bodleiana a serem
examinados para o projeto Archiox foram as placas de impressão de cobre
com 200 a 300 anos de idade, que formam a chamada coleção Rawlinson.
Elas foram selecionadas por Alexandra Franklin, coordenadora do Centro
de Estudos do Livro, e Chiara Betti, estudante de PhD da Universidade de
Londres.
Um exemplo de gravação que antes estava oculta e foi revelada pela
tecnologia Archiox é o de uma placa que, na frente, inclui o retrato de
um influente cardeal francês. Mas, quando os pesquisadores olharam o
verso da ilustração, parecia haver uma partitura musical quase apagada.
A tecnologia permitiu observar as notas com total clareza.
"Provavelmente, [a melodia] foi inspirada pelo Salmo 9, pois as palavras
[em inglês] parecem se encaixar", afirma Barrett.
Em português, o Salmo 9 da Bíblia começa com estes dizeres:
"Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas
maravilhas. Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo,
eu cantarei louvores."
Mas por que alguém teria feito isso?
"O material [cobre] era muito valioso", explica Barrett. "Ele pode ter
sido reutilizado ou simplesmente foi uma oportunidade para que o artista
ou gravador pudesse praticar."
Mas ele ressalta que não existe impressão conhecida daquela música
feita a partir da placa. Por isso, sua descoberta acrescentou um novo
item ao registro histórico.
"Ela não foi registrada na referência catalográfica da placa. São
descobertas totalmente novas que estão sendo feitas", afirma Barrett.
"Eu diria que, provavelmente, um terço das placas analisadas para o
Archiox tinha também alguma coisa na parte de trás. Muitas vezes, os
desenhos são muito bonitos, estranhos ou misteriosos", segundo o
pesquisador.
Mapas e artistas
A tecnologia do projeto Archiox também revelou novas indicações sobre
as técnicas de criação dos objetos. Foi o caso de um mapa historicamente
importante.
"Trata-se do mais antigo mapa reconhecível das ilhas britânicas, datado do século 14", afirma Barrett.
A varredura da superfície pela equipe do projeto Archiox revelou que
"ele está absolutamente repleto de furos de alfinete, mais de 2 mil
deles... pontos como catedrais, rios e outros foram alfinetados ou
marcados", segundo Barrett.
Isso indica que o mapa foi copiado, pois os fabricantes de mapas teriam
usado alfinetes para ajudar na reprodução. Eles teriam depositado o
mapa original sobre a réplica, usando objetos pontiagudos para marcar
locais importantes sobre o material abaixo do mapa.
"Você pode imaginar que esse mapa original provavelmente teria sido
usado para gerar outros mapas, mas, na verdade, é o contrário", afirma
ele.
O mapeamento da superfície revelou que "os buracos de alfinete não
perfuram totalmente o mapa. Por isso, podemos deduzir que este mapa, na
verdade, foi copiado de uma matriz: um mapa anterior."
E a tecnologia do projeto Archiox também está ajudando a revelar novas
indicações sobre o talento artístico que levou à criação das obras.
Quando os pesquisadores do projeto Archiox analisaram a superfície de
uma impressão japonesa em blocos de madeira, eles perceberam que o
artista havia acrescentado texturas que ele saberia que seriam
invisíveis para o olho humano.
Quando observamos o rosto da figura e o arco em volta da cabeça, ambos
impressos com a mesma cor, a tecnologia nos permite ver a diferença de
textura.
"Você se pergunta por que cargas d’água o impressor se deu ao trabalho
de fazer esse trabalho realmente incrível de entalhe e gravação, se ele
não pode ser observado", questiona Barrett.
Seria para mudar a forma em que a luz é refletida na impressão acabada? Talvez. Mas o pesquisador tem outra opinião.
"Acho que a resposta é que foi um ato de amor. Essas coisas eram feitas
da forma mais perfeita possível. Ele traz uma nova perspectiva das
técnicas envolvidas na sua produção, que você realmente não tinha antes,
apenas fotografando com a tecnologia convencional."
Lowe sugere que, com esta nova abordagem, pode haver milhares de novas
descobertas esperando para serem encontradas, ocultas à vista de todos
nas bibliotecas e galerias de arte.
"As pessoas estão começando a perceber que as 'informações sobre o
relevo' estão transformando o nosso conhecimento", explica ele. "Deve
haver objetos nas bibliotecas de todo o mundo que podem se beneficiar
dessa tecnologia... é questão de tratar os objetos materiais como
evidências."
"Existem muitas coisas que sabemos, mas existem também muitas outras
que podem ser descobertas. E acho que este é um pensamento incrivelmente
estimulante e inspirador", conclui ele.
Richard Fisher é jornalista sênior da BBC Future.
A
repórter Hannah Fisher apresentou recentemente as pesquisas do projeto
Archiox no programa de rádio Digital Planet, do Serviço Mundial da BBC.
Ouça o episódio (em inglês – a reportagem começa no minuto 11:20) no
site BBC Sounds.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.