Total de visualizações de página

segunda-feira, 2 de março de 2026

Análise: O Irã não é a Venezuela

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Comparar a Absolute Resolve e a Epic Fury é um exercício de falsa simetria e não ajuda a explicar o que acontece no Oriente Médio nesse momento
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Fernanda Magnotta
PhD especializada em Estados Unidos. Professora da FAAP, pesquisadora do CEBRI e do Inter-American Dialogue. Referência brasileira na área de Relações Internacionais

02/03/26 às 18:47 | Atualizado 02/03/26 às 18:47
Postado em 02 de Março de 2.026 às 19h20m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.123 --  *.#


Fumaça se eleva no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, neste sábado (28)  • Reprodução/AP/CNN Internacional

Comparar a operação Absolute Resolve, que capturou Nicolás Maduro, e a Epic Fury, que culminou nos ataques ao Irã, é um exercício de falsa simetria e revela mais sobre quem compara do que sobre os fatos.

Em menos de dois meses, Donald Trump autorizou duas operações militares contra regimes com os quais Washington mantinha antagonismos históricos.

A primeira, em 3 de janeiro, capturou Nicolás Maduro em Caracas. A segunda, em 28 de fevereiro, em coordenação com Israel, eliminou o aiatolá Ali Khamenei e desarticulou parte substancial da cúpula político-militar iraniana.

Para parte do comentariado, trata-se de variações de uma mesma doutrina. A leitura tem apelo retórico, mas falha ao ignorar a assimetria estrutural entre os dois teatros.

A diferença central não está no presidente que ordena, mas no sistema que reage. A Venezuela é um Estado economicamente colapsado, com capacidade militar limitada e poder de retaliação praticamente nulo fora de suas fronteiras.

A captura de seu chefe de Estado produziu impacto regional e simbólico, mas não choque sistêmico global.

O Irã, por sua vez, é uma potência regional de quase 90 milhões de habitantes, com orçamento militar expressivo, arsenal de mísseis balísticos, programa nuclear sensível e uma rede de proxies que se estende do Líbano ao Iêmen.

Mais decisivo: o país ocupa posição estratégica no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Nas primeiras horas após a operação americana, o gás europeu abriu com alta significativa e o Brent disparou. Uma escalada envolvendo Teerã não é crise periférica; é risco sistêmico, com potencial de produzir choques energéticos comparáveis aos de 1973, pressionar a inflação global e desorganizar cadeias produtivas.

A Venezuela não move mercados globais. O Irã pode paralisá-los.

Também diverge a natureza do objetivo. Maduro havia sido formalmente indiciado em 2020 pelo Distrito Sul de Nova York por narcoterrorismo. A operação foi enquadrada como ação policial extraterritorial: captura, transferência e apresentação a um juiz federal.

No caso iraniano, não havia indiciamento nem tribunal. A linguagem oficial foi de guerra estratégica e mudança de regime. Uma operação produz um réu; a outra elimina um líder de um país soberano.

O contexto diplomático amplia o contraste. A Epic Fury ocorreu após o anúncio de Omã de que Teerã aceitara não mais estocar urânio enriquecido e permitir verificação plena da Agência Internacional de Energia Atômica.

Atacar após um avanço negociado, ainda que frágil, altera profundamente a leitura internacional do ato. Capturar um indiciado não reconfigura a arquitetura global de segurança.

Em ambos os casos, Trump agiu sem autorização prévia do Congresso, mas a moldura jurídica também difere.

Na Venezuela, apoiou-se em indiciamentos preexistentes e na doutrina de autoridade constitucional inerente. No Irã, invocou-se ameaça iminente, justificativa contestada por analistas e ex-oficiais que veem na operação acionamento direto da Lei de Poderes de Guerra.

Reconhecer o fio condutor, a preferência pela força como instrumento central de política externa, não autoriza equivalência analítica.

Não se trata de absolver nem de condenar, mas de compreender proporções. Uma operação atravessou fronteiras; a outra atravessou o equilíbrio estratégico de uma região inteira.

Confundir ambas é reduzir a complexidade do sistema internacional a uma narrativa conveniente. E, na política global, narrativas podem confortar, mas são as consequências que permanecem.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Preço do petróleo dispara após ataques ao Irã

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


O preço do barril de Brent chegou a subir quase 14%; o conflito afeta o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 02 de Março de 2.026 às 12h40m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.122 --  *.#


Os preços do petróleo e do gás dispararam e as principais Bolsas do mundo operavam em queda nesta segunda-feira (2), após a escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã.

Segundo a France Presse, o setor mais afetado nos mercados acionários foi o de aviação e turismo, com quedas expressivas nas ações das companhias.

Em meio ao conflito, os preços do petróleo já chegaram a subir 13%, ultrapassando os US$ 82 por barril, o valor mais alto desde janeiro de 2025.

  • 🔎 Na abertura dos mercados, o barril do Brent subiu quase 14%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou cerca de 12%. Por volta das 10h18 (horário de Brasília), o Brent subia 8,30%, cotado a US$ 78,92, e o WTI ganhava 7,74%, negociado a US$ 72,19.

Antes mesmo da escalada do conflito, o petróleo já vinha subindo por causa das tensões políticas e terminou a semana em US$ 72.

  • 🔥 A guerra também elevou fortemente os preços do gás na Europa. O contrato do TTF (Title Transfer Facility), principal referência para o preço do gás natural na Europa, subia mais de 41% por volta das 10h28 (horário de Brasília), cotado a 45,3 euros por megawatt-hora (MWh).

O temor é de que o conflito afete as exportações de gás natural liquefeito (GNL) da região do Golfo, especialmente do Catar.

Na Ásia, a maioria dos mercados de ações caiu, refletindo a preocupação dos investidores com o conflito no Oriente Médio. Tóquio (1,4%) e Hong Kong (2,1%) tiveram quedas mais fortes, enquanto Xangai foi exceção e fechou em leve alta (veja mais detalhes do dia no mercado).

Na Europa, as Bolsas também abriram em queda, com perdas generalizadas. Paris caía 1,96%, Frankfurt recuava 1,99%, Milão perdia 2,13%, Londres cedia 0,55% e Madri registrava queda de 2,58%, segundo a AFP.

✈️ As empresas aéreas foram as mais prejudicadas, uma vez que a alta do petróleo encarece o combustível dos aviões. Em contraste, companhias de energia se valorizaram, já que o aumento dos preços do petróleo e do gás tende a elevar seus lucros.

Produção interrompida em vários países

De acordo com a Reuters, o Catar suspendeu a produção de gás natural liquefeito após uma instalação da QatarEnergy ser atingida por drones iranianos.

A Arábia Saudita também fechou, por precaução, sua maior refinaria doméstica, em Ras Tanura, com capacidade para 550 mil barris por dia.

No Curdistão iraquiano, a maior parte da produção de petróleo foi interrompida. Empresas como DNO, Gulf Keystone Petroleum, Dana Gas e HKN Energy paralisaram suas operações preventivamente, embora não tenham sido relatados danos diretos.

Em fevereiro, a região exportava cerca de 200 mil barris por dia por meio de um oleoduto até o porto turco de Ceyhan.

Em Israel, o governo determinou que a Chevron suspendesse temporariamente as operações no campo de gás Leviatã, um dos maiores do país e estratégico para as exportações ao Egito.

A empresa também opera o campo de Tamar. A Energean desligou sua plataforma que atendia campos menores, segundo a Reuters.

No Irã, explosões foram registradas na ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Ainda não há informações precisas sobre o impacto nas instalações, de acordo com a Reuters.

O Irã é o terceiro maior produtor da Opep e responde por cerca de 4,5% do fornecimento global de petróleo. Sua produção é estimada em 3,3 milhões de barris por dia, além de 1,3 milhão de barris de condensados e outros líquidos.

Estreito de Ormuz e risco de disparada nos preços

Segundo a Reuters, o conflito praticamente paralisou a navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.

Com isso, os preços do petróleo subiram cerca de 13% e ultrapassaram US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.

Após ataques a navios na região do Golfo, a Organização Marítima Internacional recomendou que empresas evitassem a área. O preço dos seguros disparou e grandes companhias confirmaram a suspensão de rotas pelo estreito, informou a France Presse.

Embora países importadores mantenham estoques estratégicos — membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) são obrigados a ter reservas equivalentes a 90 dias de consumo —, analistas não descartam que o barril supere os US$ 100.

Se houver uma interrupção prolongada no fornecimento por Ormuz, o petróleo pode subir rapidamente para US$ 100 por barril, especialmente se ocorrerem ataques a instalações da região, afirmou o Eurasia Group à AFP.

A última vez que o petróleo ultrapassou esse patamar foi no início da guerra na Ucrânia, quando a alta da energia contribuiu para um ciclo prolongado de inflação.

Em resposta ao conflito, Arábia Saudita, Rússia e outros seis integrantes da Opep+ decidiram aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de abril, volume acima do inicialmente previsto, segundo a France Presse.

Ouro e dólar em alta

O encarecimento da energia pode pressionar ainda mais a inflação e prejudicar a atividade econômica.

A geopolítica e a situação envolvendo Irã, Estados Unidos e o Oriente Médio devem dominar os mercados financeiros nesta segunda-feira, disse Kathleen Brooks, da corretora XTB, à AFP.

O ouro, considerado um ativo de proteção em períodos de instabilidade, subiu 2%, enquanto o dólar também se valorizou.

Com o envio de tropas, aviões e navios de guerra dos Estados Unidos para a região nas últimas semanas, os metais preciosos já vinham se recuperando: o ouro subiu 3,3% e a prata, 10,8% na semana passada, afirmou Brooks. Eles continuam sendo vistos como reserva de valor.

Navio passa pelo estreito de Ormuz — Foto: REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo
Navio passa pelo estreito de Ormuz — Foto: REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo

    ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 

    Secretário de Segurança do Irã diz que país não negociará com os EUA

    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------


    A declaração, feita em uma publicação na rede social X, contradiz o presidente Donald Trump, que afirmou que a nova liderança iraniana gostaria de retomar as negociações.
    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     Por Redação g1

    Postado em 02 de Março de 2.026 às 11h00m
    Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
    #.* --  Post. - Nº.\  12.120 --  *.#

    Campanha militar no Irã vai continuar até que todos os objetivos dos EUA sejam atingidos,
    Campanha militar no Irã vai continuar até que todos os objetivos dos EUA sejam atingidos, 

    O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não negociará com os Estados Unidos.

    No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também havia afirmado ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberta a esforços sérios para reduzir a tensão após os ataques israelenses e norte-americanos.

    Porém, por meio de uma publicação na rede social X, Larijani negou nesta segunda que qualquer iniciativa para retomar as negociações com Washington por meio de intermediários de Omã.

    "Não negociaremos com os Estados Unidos", escreveu Larijani.

    Em outra publicação, o secretário disse que "Trump mergulhou a região no caos com suas 'fantasias delirantes' e agora teme mais baixas entre as tropas americanas".

    "Com suas ações delirantes, ele transformou seu slogan 'América Primeiro', criado por ele mesmo, em 'Israel Primeiro', sacrificou soldados americanos pelas ambições de poder de Israel. E, com novas invenções, está mais uma vez impondo o custo de assassinar seu próprio caráter aos soldados e famílias americanas. Hoje, a nação iraniana está se defendendo. As forças armadas do Irã não iniciaram a agressão."

    Ali Ardeshir Larijani, presidente do Parlamento do Irã — Foto: AFP
    Ali Ardeshir Larijani, presidente do Parlamento do Irã — Foto: AFP

    EUA continuará até que todos os objetivos militares sejam atingidos

    A campanha dos EUA no Irã vai continuar até que todos os objetivos militares dos EUA sejam atingidos, disse no domingo (1º) o presidente dos EUA, Donald Trump, em pronunciamento publicado em suas redes sociais.

    Em um discurso de seis minutos de duração, Trump afirmou também que os EUA vão vingar a morte dos três militares mortos durante a retaliação iraniana. Em tom de ameaça, ele também mandou um recado para membros das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária do Irã:

    "Eu faço um apelo à Guarda Revolucionária, aos militares do Irã, policiais: entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa."

    Pouco antes, Trump declarou ao jornal britânico "Daily Mail" que o conflito com o Irã deve se arrastar pelas próximas quatro semanas.

    "Calculamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas – ou menos", disse Trump, segundo o jornal britânico.

    Trump disse ao jornal que continuava aberto a mais conversas com os iranianos, mas não disse se isso aconteceria "em breve". Também no domingo, ele havia dito à revista "The Atlantic" que a nova liderança do país se mostrou disposta a retomar as negociações sobre o programa nuclear.

    As discussões sobre o programa nuclear iraniano foram a justificativa de EUA e Israel para o início da campanha militar, no sábado (28), que matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

    Coluna de fumaça aparece em Teerã após ataque com míssil atingir prédio, em 1º de março de 2026. — Foto: Atta Kenare/AFP
    Coluna de fumaça aparece em Teerã após ataque com míssil atingir prédio, em 1º de março de 2026. — Foto: Atta Kenare/AFP


    Veja locais dos ataques de EUA e Israel e retaliação do Irã — Foto: Editoria de Arte/g1
    Veja locais dos ataques de EUA e Israel e retaliação do Irã — Foto: Editoria de Arte/g1

    Ataque ao Irã

    Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.

    Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo a mídia estatal iraniana, outros integrantes da cúpula militar também morreram. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã.

    Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

    Três militares foram mortos, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe", afirmou o presidente dos EUA no domingo. "Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização."

    ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 

    Análise: Irã procura elevar ao máximo o custo dos ataques dos

    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------


    Segundo análise de Lourival Sant'Anna ao CNN Prime Time, regime iraniano tenta elevar custos humanos e econômicos da campanha militar americana e israelense
    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------
    Da CNN Brasil
    02/03/26 às 09:21 | Atualizado 02/03/26 às 09:21
    Postado em 02 de Março de 2.026 às 10h00m
    Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
    #.* --  Post. - Nº.\  12.120 --  *.#

    A retaliação do Irã após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao país visa elevar ao máximo os custos humanos e econômicos da operação americana no Oriente Médio. Análise é de Lourival Sant'Anna, ao CNN Prime Time.

    "Existiria o risco do Irã colocar minas marítimas no Estreito de Ormuz para impedir o trânsito de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo",  apontou Sant'Anna: "E essa seria uma forma de elevar o custo econômico dessa campanha americana sobre o mundo inteiro".

    De acordo com o analista, o primeiro dia da campanha militar contra o Irã teve como objetivo principal decapitar o regime, o que foi realizado "com grande sucesso". "Todos os comandantes militares foram mortos e também o líder supremo, Ali Khamenei", afirmou. Paralelamente, a operação buscou destruir a defesa antiaérea iraniana para permitir maior liberdade de ação no espaço aéreo do país.

    Leia Mais

    Após conquistar a dominância aérea sobre o território iraniano, as forças americanas e israelenses iniciaram o segundo estágio da operação, focado na destruição dos lançadores de mísseis e das plataformas de lançamento de drones.

    O próximo passo seria desmantelar o complexo industrial militar iraniano, que produz cerca de 100 mísseis balísticos por mês. "Eles também têm uma grande indústria armamentista de drones, que, inclusive, abasteceu a Rússia na campanha contra a Ucrânia", disse o analista.

    Impactos econômicos globais

    Sant'Anna destacou que o Irã agora busca elevar o custo da operação americana, tanto em termos humanos quanto econômicos. "Quando os mercados abrirem, provavelmente o barril de petróleo vai subir entre 5 e 10 dólares", previu o analista, ressaltando que isso será sentido nos preços dos combustíveis mundialmente.

    Outro ponto crítico mencionado foi o ataque à marinha de guerra iraniana, com nove navios de guerra supostamente tirados de operação, segundo informações citadas pelo analista. A ação visa impedir que o Irã bloqueie o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial, embora o trânsito na região já tenha diminuído em 70% devido ao conflito.

    O analista também questionou as justificativas para a operação americana, lembrando que o próprio governo dos EUA havia declarado anteriormente ter "obliterado" a infraestrutura nuclear iraniana e atrasado em 10 anos o programa nuclear do país. Sant'Anna sugeriu que o presidente americano precisa provar que se trata de uma questão de segurança nacional e não apenas de política doméstica, considerando os problemas de impopularidade enfrentados em seu país.

    "Agora, Trump alega que, nas negociações, o Irã se recusou a renunciar o seu problema de enriquecimento de urânio - mas, como ele teria esse programa se foi obliterado em junho do ano passado?", questiona Lourival Sant'Anna.

    CNN Brasil  Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

    Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

    Tópicos


    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------