Total de visualizações de página

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Comitê: 129 jornalistas e profissionais de mídia foram mortos em 2025

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Segundo entidade de proteção a jornalistas, a maior parte das mortes foram causadas por Israel
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
David Brunnstrom, da Reuters
25/02/26 às 17:32 | Atualizado 25/02/26 às 17:32
Postado em 25 de Fevereiro de 2.026 às 18h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.112 --  *.#

Família, amigos, incluindo o repórter da Al Jazeera Wael Al-Dahdouh, em 7 de janeiro de 2024, durante o funeral dos jornalistas Hamza Al-Dahdouh e Mustafa Thuraya, mortos em um bombardeio em Gaza.
Família, amigos, incluindo o repórter da Al Jazeera Wael Al-Dahdouh, em 7 de janeiro de 2024, durante o funeral dos jornalistas Hamza Al-Dahdouh e Mustafa Thuraya, mortos em um bombardeio em Gaza.  • Ahmad Hasaballah/Getty Images

Um recorde de 129 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos no exercício de seu trabalho no ano passado, dois terços deles mortos por Israel, informou na quarta-feira o CPJ (Comitê de Proteção a Jornalistas).

Foi o segundo ano consecutivo em que os assassinatos de profissionais da imprensa bateram recorde e o segundo ano seguido em que Israel foi responsável por dois terços dessas mortes, afirmou o CPJ, organização independente com sede em Nova York que documenta ataques contra a imprensa, em seu relatório anual.

O fogo israelense matou 86 jornalistas em 2025, a maioria palestinos em Gaza, mas incluindo também 31 trabalhadores em um ataque a um centro de mídia houthis no Iêmen, o segundo ataque mais letal já registrado pelo CPJ, segundo a entidade.

Israel também foi responsável por 81% das 47 mortes que o CPJ classificou como intencionalmente direcionadas, ou assassinato. A organização afirmou que o número real provavelmente é maior devido às restrições de acesso que dificultaram a verificação em Gaza.

Leia Mais

O Exército de Israel afirma que suas tropas em Gaza têm como alvo apenas combatentes, mas que operar em zonas de combate envolve riscos inerentes. Israel reconheceu ter atingido o centro de mídia no Iêmen em setembro, descrevendo-o na época como um braço de propaganda dos houthis.

Em vários casos, Israel reconheceu ter como alvo jornalistas em Gaza que, segundo o governo, tinham ligações com o Hamas, sem apresentar provas verificáveis.

Organizações internacionais de notícias negaram veementemente que os repórteres mortos tivessem vínculos com militantes. O CPJ classificou tais alegações feitas por Israel como acusações letais.

Em nota, as IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram que rejeitam veementemente as alegações apresentadas no relatório do CPJ.

As IDF não prejudicam intencionalmente jornalistas ou seus familiares, diz o comunicado. O relatório baseia-se em alegações gerais, dados de origem desconhecida e conclusões pré-determinadas, sem considerar a complexidade do combate ou os esforços das IDF para mitigar danos a não combatentes.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Aquecimento dos oceanos provoca queda de 20% na quantidade de peixes, mostra estudo

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Pesquisa analisou mais de 700 mil estimativas de mudança de biomassa de quase 34 mil populações de peixes registradas entre 1993 e 2021 no Hemisfério Norte.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Júlia Carvalho, g1

Postado em 25 de Fevereiro de 2.026 às 08h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.111 --  *.#

Aquecimento dos oceanos afeta a biomassa dos peixes. — Foto: Freepik
Aquecimento dos oceanos afeta a biomassa dos peixes. — Foto: Freepik

O aquecimento constante dos oceanos está provocando uma queda anual de quase 20% na biomassa de peixes. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "Nature Ecology & Evolution".

➡️A biomassa de peixes é a quantidade total de peixes em um determinado ambiente aquático ou sistema de cultivo multiplicada pelo peso médio dos animais.

A análise foi realizada por pesquisadores do Museu Nacional de Ciências Naturais da Espanha e da Universidade Nacional da Colômbia nas águas do Mediterrâneo, Atlântico Norte e Pacífico Nordeste.

🐟O estudo analisou mais de 700 mil estimativas de mudança de biomassa de quase 34 mil populações de peixes registradas entre 1993 e 2021 no Hemisfério Norte.

VEJA TAMBÉM:

Preocupação com o aquecimento dos oceanos afeta a vida marinha do Sri Lanka
Preocupação com o aquecimento dos oceanos afeta a vida marinha do Sri Lanka

Os  pesquisadores perceberam que o calor crônico nos mares tem consequência direta na diminuição da população marinha – mesmo que eventos de onda de calor possam eventualmente aumentar a biomassa dos peixes. (entenda mais abaixo)

"Quando removemos o ruído de eventos climáticos extremos de curto prazo, os dados mostram que esse aquecimento está associado a um declínio anual sustentado de até 19,8% na biomassa", explica o pesquisador Shahar Chaikin.

O aumento da temperatura média dos oceanos é uma das principais consequências das mudanças climáticas. Além de impactar a vida da fauna marinha, ele também pode levar a transformações nos ecossistemas.

Ondas de calor e a biomassa de peixes

Assim como as ondas de calor terrestres, o aumento repentino da temperatura nos oceanos também está se tornando cada vez mais frequente. E esse fenômeno não afeta todos os peixes da mesma maneira.

Enquanto algumas populações podem perder integrantes, outras podem passar a se reproduzir em uma velocidade muito acima do normal. Tudo depende da faixa ideal de temperatura na qual cada espécie cresce e se desenvolve melhor.

"Quando uma onda de calor empurra peixes de águas já quentes para além dessa zona de conforto térmico, a biomassa pode despencar até 43,4%. Em contraste, populações em áreas mais frias tendem a prosperar temporariamente com a elevação das temperaturas, aumentando sua biomassa em até 176%", descreve o estudo.

Chaikin explica que, embora esse aumento na quantidade de peixes em águas frias possa parecer uma boa notícia para a pesca, o movimento é transitório.

Assim, o aumento da captura nesses períodos pode levar ao colapso das populações quando as temperaturas voltarem ao normal.

Apesar desses aumentos momentâneos, o pesquisador ressalta que a queda contínua da biomassa oceânica causada pela elevação persistente da temperatura é o principal fator de estresse enfrentado pelas espécies marinhas.

"Diferentemente das flutuações climáticas extremas de curto prazo, que podem variar drasticamente, esse aquecimento crônico exerce uma pressão negativa constante sobre as populações de peixes", complementa o pesquisador da Universidade Nacional da Colômbia, Juan David González Trujillo. 
Impacto do aquecimento dos oceanos

Os recordes históricos de emissões e aquecimento dos últimos anos têm feito com que a temperatura dos oceanos também atinja patamares nunca antes observados – e as consequências desse processo podem ser irreversíveis.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os impactos para os oceanos podem durar milênios.

Isso porque projeções climáticas indicam que o aquecimento dos mares continuará por pelo menos o resto do século XXI, mesmo em cenários de baixas emissões de carbono.

➡️Em 2024, por exemplo, ano mais quente já registrado, as temperaturas das superfícies dos mares também bateram recordes. Ainda de acordo com a OMM, cerca de 10% da superfície marítima global foi afetada por ondas de calor.

Além de afetar a população de peixes, o aquecimento gera impactos em todo o ecossistema marinho. Um exemplo claro e alarmante é o branqueamento de corais.

🪸 ENTENDA: O branqueamento acontece quando o aumento da temperatura do mar rompe a relação entre os corais e as microalgas que vivem em seus tecidos e fornecem energia.

Segundo números recentes, o terceiro evento global de branqueamento de corais já atingiu 80% dos recifes em todo o planeta, de forma moderada ou severa.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------