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Destróier de 5 mil toneladas entra em serviço em cerimônia com Kim Jong Un, enquanto analistas apontam avanço militar e possíveis ajudas externas
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Brad Lendon e Yoonjung Seo, da CNN
Postado em 24 de Junho de 2.026 às 05h30m
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Kim afirma que a Coreia do Norte deve construir dois navios de guerra por ano nos próximos cinco anos • Reuters
Em discurso no estaleiro de Nampho, na costa oeste do país, o líder Kim Jong Un afirmou que a incorporação representa um novo capítulo na história militar norte-coreana, declarando que a marinha “pôs fim a mais de 70 anos de estagnação”.
“Em termos de equipamento militar, a marinha era a mais fraca de todos os ramos de nossas forças armadas. Agora as coisas mudaram claramente”, disse Kim, segundo a agência estatal KCNA.
“A capacidade de combate da nossa marinha crescerá de forma admirável, além da imaginação.”
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O destróier incorporado nesta terça-feira, o Choe Hyon, deve ter capacidade de lançar mísseis antinavio e de ataque terrestre, embora isso ainda não tenha sido confirmado, disseram analistas.
O novo navio representa um avanço em relação ao modelo naval tradicional do país, baseado em “forças costeiras assimétricas, como submarinos, embarcações rápidas de ataque, artilharia costeira, minas e infiltração de forças especiais”, disse Yu Ji-hoon, pesquisador do Instituto Coreano de Análises de Defesa.
“A marinha norte-coreana está se afastando de uma estrutura centrada na defesa costeira para ampliar sua ameaça nuclear e de mísseis ao domínio marítimo”, afirmou.
Kim disse ainda que o Choe Hyon será o primeiro de uma frota moderna, com embarcações ainda maiores previstas.
Ele reconheceu dificuldades no processo, afirmando que a expansão naval “não é nada tranquila”, possivelmente em referência ao navio-irmão Kang Kon, que virou durante o lançamento em maio de 2025.
O Kang Kon foi reflutuado e voltou a operar cerca de um mês depois, iniciando testes no mar neste mês. Kim disse que ele também será incorporado “em breve”.
O líder pediu que estaleiros norte-coreanos produzam dois novos navios de superfície por ano, incluindo cruzadores com o dobro do tamanho do Choe Hyon.
Embora Kim afirme que o navio foi produzido inteiramente no país, o professor Leif-Eric Easley, da Universidade Ewha, em Seul, disse que o ritmo da construção pode indicar apoio externo.
“A velocidade e a escala pretendida da expansão naval de Kim Jong Un sugerem que a Coreia do Norte pode estar recebendo assistência significativa de material e tecnologia da Rússia”, afirmou.
Ainda assim, analistas dizem que o país ainda está longe de alcançar a Coreia do Sul e os Estados Unidos, que juntos operam dezenas de destróieres com sistemas avançados de mísseis e combate.
“Não acho que o Choe Hyon represente diretamente uma nova ameaça à Coreia do Sul”, disse Carl Schuster, ex-diretor do Centro Conjunto de Inteligência do Comando do Pacífico dos EUA.
“A sobrevivência do navio seria limitada em um conflito”, afirmou.
Mas ele destacou que o navio precisa ser considerado no planejamento militar.
“Os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul podem ser forçados a ampliar o monitoramento da marinha norte-coreana”, disse.
O fato de ser o primeiro navio oceânico de 5.000 toneladas do país também adiciona complexidade à aplicação de sanções da ONU.
Por exemplo, uma “escolta de um navio de guerra em uma remessa marítima de armas complica uma operação de interceptação e abordagem”, afirmou Schuster.
Yu também afirmou que Seul não pode ignorar a nova embarcação.
“Mesmo que não seja um destróier totalmente moderno, ainda pode representar um peso real para a segurança sul-coreana se for usado como plataforma de lançamento de mísseis ou para escalar crises”, disse.


