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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Irã orientou Houthis a fecharem rota do Mar Vermelho se EUA atacarem usinas

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Segundo a agência de notícias Reuters, citando fontes, o grupo concluiu preparativos para atacar navios com mísseis e drones perto do Estreito de Bab el-Mandeb
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16/07/26 às 09:32 | Atualizado 16/07/26 às 09:32 
Postado em 16 de Julho de 2.026 às 09h55m
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Praia de Aqaba, que serve como janela da Jordânia para o Mar Vermelho
Praia de Aqaba, que serve como janela da Jordânia para o Mar Vermelho  • MItz

O Irã pediu ao grupo Houthi do Iêmen que se prepare para fechar a rota de petróleo do Mar Vermelho caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura energética iraniana, disseram três fontes à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (16), criando uma nova e significativa ameaça ao abastecimento global de energia.

A ideia foi discutida pela liderança da República Islâmica, e a mensagem foi transmitida ao grupo aliado, afirmaram duas fontes iranianas de alto escalão e uma fonte regional a par do assunto, sob condição de anonimato.

As fontes informaram que os Houthis foram comunicados recentemente sobre o pedido de Teerã, algo que não havia sido divulgado anteriormente.

Leia Mais.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã e um porta-voz do grupo Houthi não estavam imediatamente disponíveis para responder à solicitação da Reuters.

Drones dos Houthis perto do Estreito de Bab el-Mandeb

Uma fonte próxima aos Houthis afirmou que o grupo concluiu os preparativos para atacar navios com o lançamento de mísseis e drones perto do Estreito de Bab el-Mandeb, a porta de entrada para o Mar Vermelho, no planalto iemenita com vista para Hodeida e o Golfo de Aden, e aguardava a ordem para iniciar o ataque.

Qualquer ameaça ao Mar Vermelho e ao Estreito de Bab el-Mandeb pode agravar enormemente a crise energética global desencadeada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã e ressalta os riscos explosivos decorrentes de uma nova onda de guerra.

Com o Estreito de Ormuz já fechado, qualquer ataque dos Houthis a embarcações ou portos no Mar Vermelho interromperia simultaneamente as duas principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, abrindo uma nova frente tanto na crise energética quanto no conflito mais amplo do Irã com os Estados Unidos.

Representantes da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) que já estão no Iêmen controlarão a decisão sobre quando fechar o estreito de Bab el-Mandeb, afirmou a fonte próxima aos Houthis.

Em um sinal de escalada das tensões na região, os Houthis dispararam mísseis contra a Arábia Saudita após acusarem o reino de bombardear um aeroporto sob seu controle na segunda-feira (13), rompendo uma trégua de quatro anos no conflito entre o reino e o grupo.

Torbjorn Solvedt, principal analista para o Oriente Médio da empresa de inteligência de riscos Verisk Maplecroft, disse que a nova onda de hostilidades entre os Houthis e a Arábia Saudita ocorreu em um momento inoportuno.

"Se os combates se intensificarem e se propagarem para a infraestrutura de exportação e para a navegação no Mar Vermelho, isso ameaçará a única grande rota alternativa para as exportações de petróleo da região", disse ele.

Duas fontes regionais próximas a Riad afirmaram que o reino estava levando muito a sério as ameaças do Irã e dos Houthis, acrescentando que Riad estava ciente de que o grupo iemenita agora coordenava estreitamente suas ações com o Irã em relação ao Mar Vermelho.

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã, levando Teerã a fechar o Estreito de Ormuz — a principal rota, antes da guerra, para cerca de um quinto do suprimento global de energia.

As tensões aumentaram desde o colapso de uma trégua frágil firmada em junho entre Teerã e Washington, reacendendo o receio de uma guerra em grande escala e perturbando o fluxo de energia através do estreito.

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Estudo identifica microplásticos em vítimas de infarto; entenda por que isso não basta para apontar um novo vilão para a saúde cardíaca

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Como se trata de um estudo observacional, não é possível determinar causa e consequência entre os fatores, apenas uma associação.
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Por Júlia Carvalho, g1

Postado em 16 de Julho de 2.026 às 08h00m
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Amostras de plásticos e microplásticos coletadas em um riacho na Flórida (EUA). — Foto: Maia McGuire/Florida Sea Grant
Amostras de plásticos e microplásticos coletadas em um riacho na Flórida (EUA). — Foto: Maia McGuire/Florida Sea Grant

Os microplásticos podem estar associados à maior incidência de problemas cardíacos. Isso é o que mostrou um novo estudo publicado na revista científica "European Heart Journal".

Pesquisadores italianos decidiram investigar a presença de microplásticos no sangue como possível fator de risco para doenças cardiovasculares.

➡️Eles concluíram, a partir de um pequeno estudo observacional, com 61 participantes, que essa substância foi identificada com uma frequência maior no organismo de pessoas que tiveram infarto no miocárdio, em comparação com pacientes com síndromes coronarianas crônicas e com o grupo de controle.

Os resultados mostraram que os microplásticos foram detectados em:

  • 84,2% dos pacientes com infarto do miocárdio;
  • 40% dos pacientes com síndromes coronarianas crônicas;
  • 31,8% dos pacientes do grupo controle com artérias coronárias normais.

Como se trata de um estudo observacional, não é possível determinar causa e consequência entre os fatores, apenas uma associação.

Por esse motivo, os próprios autores afirmam que os "achados devem ser interpretados como exploratórios e geradores de hipóteses, e não como uma estimativa definitiva ou confirmatória de risco".

VEJA TAMBÉM:

Cientistas detectam microplásticos na chuva na Indonésia
Cientistas detectam microplásticos na chuva na Indonésia

Limitações do estudo

Além da natureza do estudo impedir que se estabeleça uma relação de causa e efeito, há outras limitações por se tratar de uma análise pequena e por haver pouca informação sobre como os participantes foram selecionados.

Alun Hughes, professor de Fisiologia e Farmacologia Cardiovascular do Instituto de Ciências Cardiovasculares da University College London (UCL), que não participou da pesquisa, analisa que o fato de os autores não terem abordado os chamados fatores de confusão também pode ser um problema.

👉Um fator de confusão é uma variável que pode distorcer os resultados de um estudo. Ele pode se associar tanto à causa quanto ao efeito, criando uma falsa associação ou mascarando uma relação verdadeira.

"Os altos níveis de microplásticos em pessoas que sofreram infarto podem ser consequência de algum fator que aumente tanto a exposição aos microplásticos quanto o risco de infarto. Um exemplo seria a vulnerabilidade socioeconômica, que poderia levar a maior exposição aos microplásticos e também a um maior risco de infarto", analisa o professor.

Outro ponto a ser considerado nessa análise e que não foi levado em consideração pelos autores foi a causalidade reversa, definida por Hughes como a "possibilidade de que o próprio infarto resulte em níveis elevados de microplásticos".

  • "Essa hipótese não é implausível. Pessoas que chegam ao hospital com suspeita de infarto normalmente recebem infusões intravenosas como parte do tratamento. Sabe-se que essas infusões podem liberar microplásticos na corrente sanguínea", sugere.

Ria Devereux, pesquisadora em Meio Ambiente da University of East London (UEL), que também não participou do estudo, pontua que, uma vez que o estudo é transversal, ele avalia a exposição e a doença.

⚠️Por isso, não é possível afirmar se os microplásticos causaram a doença, aumentaram em consequência dela ou simplesmente estavam presentes no sangue devido à exposição ambiental.

Os pesquisadores que analisaram o estudo sem terem conduzido a investigação também pontuam que as limitações dos achados evidenciam ainda as dificuldades de transportar pesquisas sobre os efeitos dos microplásticos no organismo humano de estudos laboratoriais altamente controlados para populações humanas do mundo real.

"Nessas condições, os estudos se tornam mais complexos devido à influência de múltiplos fatores, como genética, estilo de vida, exposição ambiental e outros fatores que afetam o risco de doença", pondera Devereux.

Apesar do aumento da presença de plásticos no meio ambiente poder estar relacionado ao acúmulo dessas substâncias no corpo humano, os efeitos exatos para a saúde ainda não estão claros.

Estudos anteriores já enfrentavam limitações, por exemplo, por usarem microscópios para identificar essas partículas nos tecidos humanos. Mas esses aparelhos só conseguiam detectar aquelas maiores que 5 micrômetros, o que restringia a compreensão sobre a verdadeira extensão da contaminação.

Fatores de risco cardiovascular

Para além da possibilidade de os microplásticos surgirem como um fator a mais de risco para doenças cardiovasculares, hábitos conhecidos podem contribuir para o desenvolvimento desses problemas.

👉Entre os principais estão:

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Estresse
  • Consumo excessivo de álcool
  • Sono inadequado
  • Atividade física insuficiente
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Quaest: Tarifaço pesa mais contra Flávio Bolsonaro do que contra Lula

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Pesquisa divulgada nesta quinta-feira aponta que maioria atribui a Flávio a responsabilidade pelas tarifas dos EUA e que o tema tem impactado em sua intenção de voto, inclusive entre parte do eleitorado de direita
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Por Bianca Muniz, g1 — São Paulo

Postado em 16 de Julho de 2.026 às 07h25m
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O que mostra a pesquisa Quaest após a briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro
O que mostra a pesquisa Quaest após a briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos

Questionados sobre quem teria motivado o tarifaço (se Flávio Bolsonaro, ao pedir a Trump a sanção contra o Brasil, como acusa Lula, ou se o próprio Lula, ao provocar os Estados Unidos, como alega Flávio), 51% concordam com a versão de Lula e 30% com a de Flávio.

Apesar de divulgada nesta quinta-feira, a pesquisa foi feita entre os dias 10 e 13 de julho, antes, portanto, de os EUA terem decidido impor a tarifa de 25% ao Brasil, nessa quarta.

Em junho, 47% concordavam com Lula enquanto 35% concordavam com Flávio Bolsonaro, ou seja: a atribuição de culpa a Flávio aumentou dentro da margem de erro no último mês, enquanto a adesão à sua defesa oscilou negativamente. Veja as respostas:

Quaest: Concordância com a acusação de Lula de que Flávio Bolsonaro pediu a Trump a taxação do Brasil ou com a fala de Flávio que diz ter pedido para não taxar. — Foto: Arte/g1
Quaest: Concordância com a acusação de Lula de que Flávio Bolsonaro pediu a Trump a taxação do Brasil ou com a fala de Flávio que diz ter pedido para não taxar. — Foto: Arte/g1

Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil. Flávio nega e diz que pediu a Trump para não taxar o país. Com quem você concorda mais?

  • Lula: 51% (em junho, eram 47%);
  • Flávio Bolsonaro: 30% (eram 35%);
  • Não sabe/não respondeu: 6% (eram 8%)

O mesmo padrão aparece quando o tema é o motivo das tarifas: 49% concordam com Lula de que a medida seria retaliação ao Pix, contra 33% que aceitam a versão de Flávio de que as tarifas seriam resposta a declarações do presidente contra os EUA. Em junho, a diferença era de 46% a 36%. Veja os números:

Quaest sobre tarifaço: Concordância com a tese de Lula (retaliação ao Pix) x tese de Flávio (reação às falas de Lula) — Foto: Arte/g1
Quaest sobre tarifaço: Concordância com a tese de Lula (retaliação ao Pix) x tese de Flávio (reação às falas de Lula) — Foto: Arte/g1

Para Lula, as novas tarifas são uma retaliação ao Pix. Para Flávio Bolsonaro, elas são resultado das declarações de Lula contra os EUA. Com quem você concorda mais?

  • Lula: 49% (em junho, eram 46%);
  • Flávio Bolsonaro: 33% (eram 36%);
  • Nenhum dos dois: 10% (eram 10%);
  • Não sabe/não respondeu: 8% (eram 8%)
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Mesmo com a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema diretamente com Trump, 57% dos brasileiros disseram não saber da viagem. E entre os que sabem, o ceticismo é maior do que a confiança: 58% acham que ele não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas contra o Brasil, contra 34% que acreditam que sim.

Quaest: Flávio Bolsonaro tem força para convencer Trump a rever as tarifas? — Foto: Arte/g1
Quaest: Flávio Bolsonaro tem força para convencer Trump a rever as tarifas? — Foto: Arte/g1

Na sua opinião, Flávio Bolsonaro tem força para convencer Trump e o governo dos Estados Unidos a voltar atrás nas tarifas contra produtos brasileiros, ou não?

  • Sim: 34%
  • Não: 58%
  • Não sabe/não respondeu: 8%

A Quaest também analisou a percepção dos brasileiros sobre o impacto do tarifaço na sua vida. Para a maioria, 63%, as novas tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou de sua família. Veja os resultados

Você acredita que essas novas tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou de sua família?

  • Sim: 63% (eram 55% no levantamento de junho);
  • Não: 31% (eram 37%);
  • Não sabe/não respondeu: 6% (eram 8%)

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-07181/2026.

Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula — Foto: Montagem - Wilton Junior/Estadão Conteúdo; REUTERS/Nathan Howard; REUTERS/Adriano Machado
Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula — Foto: Montagem - Wilton Junior/Estadão Conteúdo; REUTERS/Nathan Howard; REUTERS/Adriano Machado

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