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Segundo a agência de notícias Reuters, citando fontes, o grupo concluiu preparativos para atacar navios com mísseis e drones perto do Estreito de Bab el-Mandeb
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Postado em 16 de Julho de 2.026 às 09h55m
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Praia de Aqaba, que serve como janela da Jordânia para o Mar Vermelho • MItz
A ideia foi discutida pela liderança da República Islâmica, e a mensagem foi transmitida ao grupo aliado, afirmaram duas fontes iranianas de alto escalão e uma fonte regional a par do assunto, sob condição de anonimato.
As fontes informaram que os Houthis foram comunicados recentemente sobre o pedido de Teerã, algo que não havia sido divulgado anteriormente.
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Não foram fornecidos mais detalhes sobre como a mensagem foi transmitida ou se isso ocorreu após a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar a infraestrutura energética do Irã na terça-feira (14).
O Ministério das Relações Exteriores do Irã e um porta-voz do grupo Houthi não estavam imediatamente disponíveis para responder à solicitação da Reuters.
Drones dos Houthis perto do Estreito de Bab el-Mandeb
Uma fonte próxima aos Houthis afirmou que o grupo concluiu os preparativos para atacar navios com o lançamento de mísseis e drones perto do Estreito de Bab el-Mandeb, a porta de entrada para o Mar Vermelho, no planalto iemenita com vista para Hodeida e o Golfo de Aden, e aguardava a ordem para iniciar o ataque.
Qualquer ameaça ao Mar Vermelho e ao Estreito de Bab el-Mandeb pode agravar enormemente a crise energética global desencadeada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã e ressalta os riscos explosivos decorrentes de uma nova onda de guerra.
Com o Estreito de Ormuz já fechado, qualquer ataque dos Houthis a embarcações ou portos no Mar Vermelho interromperia simultaneamente as duas principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, abrindo uma nova frente tanto na crise energética quanto no conflito mais amplo do Irã com os Estados Unidos.
Representantes da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) que já estão no Iêmen controlarão a decisão sobre quando fechar o estreito de Bab el-Mandeb, afirmou a fonte próxima aos Houthis.
Em um sinal de escalada das tensões na região, os Houthis dispararam mísseis contra a Arábia Saudita após acusarem o reino de bombardear um aeroporto sob seu controle na segunda-feira (13), rompendo uma trégua de quatro anos no conflito entre o reino e o grupo.
Torbjorn Solvedt, principal analista para o Oriente Médio da empresa de inteligência de riscos Verisk Maplecroft, disse que a nova onda de hostilidades entre os Houthis e a Arábia Saudita ocorreu em um momento inoportuno.
"Se os combates se intensificarem e se propagarem para a infraestrutura de exportação e para a navegação no Mar Vermelho, isso ameaçará a única grande rota alternativa para as exportações de petróleo da região", disse ele.
Duas fontes regionais próximas a Riad afirmaram que o reino estava levando muito a sério as ameaças do Irã e dos Houthis, acrescentando que Riad estava ciente de que o grupo iemenita agora coordenava estreitamente suas ações com o Irã em relação ao Mar Vermelho.
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã, levando Teerã a fechar o Estreito de Ormuz — a principal rota, antes da guerra, para cerca de um quinto do suprimento global de energia.
As tensões aumentaram desde o colapso de uma trégua frágil firmada em junho entre Teerã e Washington, reacendendo o receio de uma guerra em grande escala e perturbando o fluxo de energia através do estreito.



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