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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

INFOGRÁFICO mostra como o tarifaço mudou o mapa das exportações brasileiras aos EUA

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Levantamento revela quais estados perderam e quais ganharam espaço no mercado americano, os produtos que explicam essas mudanças e como o comércio entre Brasil e EUA encolheu em um ano.
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 Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 07 de Agosto de 2.026 às 06h05m

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Análise: Brasil teve o maior aumento de tarifas
Análise: Brasil teve o maior aumento de tarifas

Um ano após o início do tarifaço dos Estados Unidos, em 6 de agosto do ano passado, as exportações brasileiras para o mercado americano mudaram de perfil.

Para mostrar como essas mudanças se distribuíram pelo país, o g1 analisou dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), comparando as vendas aos EUA no primeiro semestre de 2025, antes da entrada em vigor das tarifas, com as do primeiro semestre deste ano, quando as medidas já afetavam parte dos produtos brasileiros.

No mapa, o saldo representa a diferença entre o valor exportado em cada um dos dois períodos. Quando é positivo, indica que o estado ampliou as vendas aos EUA. Quando é negativo, mostra que houve redução.

No infográfico abaixo, veja quais estados ganharam ou perderam mais espaço no mercado americano, os produtos que mais influenciaram esses resultados e como o comércio entre os dois países mudou ao longo de um ano de tarifaço.

Tarifaço redesenha exportações brasileiras para os EUA — Foto: Arte/g1
Tarifaço redesenha exportações brasileiras para os EUA — Foto: Arte/g1

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Especialista: Baixa no estoque de armas americanas não começou com o Irã

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No WW, Paulo Filho aponta que fornecimento de armamentos à Ucrânia desde 2022 agravou a escassez de munições americanas antes do conflito com o Irã
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Da CNN Brasil
06/08/26 às 23:36 | Atualizado 06/08/26 às 23:36
Postado em 07 de Agosto de 2.026 às 05h00m

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A queda no estoque de munições e armamentos militares norte-americanos tem origem anterior ao conflito com o Irã, segundo Paulo Filho, mestre em Ciências Militares, em entrevista ao WW.

O especialista explicou que o problema foi agravado pela guerra contra o Irã, mas que suas raízes remontam ao fornecimento contínuo de sistemas de armas a aliados, especialmente à Ucrânia.

Segundo Paulo Filho, desde 2022 os Estados Unidos têm fornecido sistemas de armas à Ucrânia. "O problema foi agravado na guerra contra o Irã, mas o problema não começou com a guerra no Irã", afirmou.

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O especialista destacou que mísseis Patriot e mísseis THAAD — descritos como os únicos sistemas capazes de interceptar mísseis balísticos lançados pela Rússia contra a Ucrânia ou pelo Irã contra alvos americanos no Golfo — foram amplamente utilizados nesse período, reduzindo significativamente os estoques disponíveis.

Dificuldade de reposição dos sistemas de armas

Paulo Filho ressaltou que a fabricação desses armamentos é extremamente complexa e demorada. "O míssil Patriot leva entre 18 e 24 meses, desde a encomenda até o dia que ele é entregue, quase dois anos, a um custo altíssimo, na casa de US$ 4,5 a 5 milhões", explicou.

Além disso, a abertura de novas fábricas também não representa uma solução imediata, pois exige trabalhadores especializados e toda uma cadeia de suprimentos logísticos igualmente especializada, o que "não acontece de uma hora para outra", segundo o especialista.

Reação do Irã e pressão sobre os EUA

O especialista avaliou que os Estados Unidos não estavam preparados para a intensidade da resposta iraniana. "Essa reação de atacar vários alvos diferentes, dezenas de alvos no Golfo, exigiu um desdobramento desses sistemas de defesa antiaérea", disse Paulo Filho.

O alto consumo de munição decorrente desses ataques, combinado à dificuldade de reposição, criou uma situação de fragilidade para o exército americano.

Segundo ele, "isso é um problema gravíssimo para os Estados Unidos, porque demonstra uma fragilidade e diminui consideravelmente a capacidade de dissuasão do exército americano".

Informação sigilosa exposta

Paulo Filho também comentou sobre os vazamentos de informações referentes ao nível dos estoques militares. Para o especialista, a quantidade de munição de um exército é uma "informação sigilosa, que deveria ser guardada a sete chaves, e evidentemente não está sendo".

Ele acrescentou ainda que, de forma inédita, o Irã tem conseguido exercer pressão de dissuasão sobre os Estados Unidos por meio dos ataques a países do Golfo, invertendo uma lógica historicamente favorável aos norte-americanos.

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