Total de visualizações de página

sábado, 29 de agosto de 2026

Após seis meses de guerra, China segue resistindo o impacto de Ormuz

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Apesar de ser o maior importador de petróleo pelo estreito, o país conseguiu diversificar recursos e se estabilizar em meio a sanções americanas
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Joyce Zhou, da Reuters
29/08/26 às 11:00 | Atualizado 29/08/26 às 11:00
Postado em 29 de Agosto de 2.026 às 11h30m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.488 --  *.#.


Navios que transportam petróleo e GNL do Oriente Médio saem de Ormuz e se dirigem ao Paquistão e à China  • 22 de maio de 2026REUTERS/Stringer

O maior importador mundial de petróleo pelo Estreito de Ormuz também é um dos países mais bem posicionados para enfrentar seu fechamento.

A China importa aproximadamente a mesma quantidade de petróleo do Golfo que a Índia, o Japão e a Coreia do Sul juntos. Enquanto autoridades de toda a Ásia incentivam seus cidadãos a economizar energia, o principal jornal do Partido Comunista Chinês afirmou aos leitores que o país possui seu próprio "celeiro de arroz energético".

Anos de medidas políticas reduziram a vulnerabilidade da China. O país possui uma frota de veículos elétricos quase tão grande quanto a do resto do mundo combinada, grandes reservas de petróleo, fornecedores diversificados e uma rede elétrica alimentada quase inteiramente por carvão e energias renováveis ​​nacionais.

Leia Mais

"É evidente que a China, apesar dos impactos causados ​​pelo fechamento do Estreito de Ormuz, conseguiu ser resiliente, pelo menos em termos de segurança energética", afirmou o professor adjunto Alejandro Reyes, da Universidade de Hong Kong.

Como o boom dos veículos elétricos reduziu a vulnerabilidade?

No final de 2020, Pequim estabeleceu a meta de que os veículos elétricos representassem 20% das novas vendas até 2025. No ano passado, esse número já havia atingido metade de todos os veículos novos.

Esse crescimento significa que o consumo de petróleo da China atingiu seu pico após décadas de rápida expansão. O petróleo substituído por veículos elétricos no ano passado foi aproximadamente igual às importações chinesas da Arábia Saudita, segundo estimativas do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo.

Reyes afirmou que a China investiu pesadamente em energias renováveis ​​e desenvolveu uma vasta indústria de veículos elétricos.

"A China é líder mundial em veículos elétricos. Isso fez com que a demanda por combustíveis fósseis diminuísse. E isso ajudou a China a superar o impacto da interrupção do fluxo de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz."

Quão isolado é o sistema energético da China?

A rede elétrica da China é alimentada quase inteiramente por carvão e por energias renováveis ​​em rápido crescimento. O crescimento exponencial da energia limpa, que superou as próprias metas de Pequim, é tal que quase toda a energia extra que a economia necessita anualmente é suprida por novas usinas solares ou eólicas. Isso significa menos importações de carvão e menos GNL (gás natural liquefeito) importado para as poucas províncias costeiras onde ele faz parte da matriz energética.

As importações de petróleo são deliberadamente diversificadas. O Japão obtém quase 80% do seu petróleo da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. A China obtém a mesma porcentagem de oito países, incluindo fornecimentos com desconto da Rússia, Venezuela e Irã.

A China também destina uma parte dessas importações para os tanques de armazenamento de sua reserva estratégica de petróleo, mantida em sigilo. Ninguém sabe exatamente o tamanho dessas reservas, mas, somadas aos estoques mantidos pelas refinarias comerciais, a China possui petróleo suficiente em estoque para substituir as importações pelo Estreito de Ormuz por cerca de sete meses, segundo algumas estimativas.

A produção doméstica de petróleo atingiu o recorde de 4,3 milhões de barris por dia no ano passado, o equivalente a cerca de 40% do total das importações.

Reyes observou que a sobrecapacidade nos setores de refino e petroquímica proporcionou à China uma margem de segurança maior.

"A China teve à sua disposição mais produtos derivados do petróleo e produtos energéticos do que poderia ter previsto... Portanto, hoje, ela possui um horizonte temporal mais longo para suportar quaisquer interrupções."

Qual o papel da política e da geografia?

As fronteiras terrestres e a rede de gasodutos da China oferecem opções indisponíveis para vizinhos insulares como o Japão e a Coreia do Sul. O fornecimento de gás pelo gasoduto Força da Sibéria e pelas rotas da Ásia Central tem aumentado constantemente. Os planos para um segundo gasoduto russo ainda estão em discussão.

Reyes afirmou que a China há muito tempo utiliza a política econômica externa, incluindo a Iniciativa BRI (Cinturão e Rota- que visa criar uma rede comercial global por meio do desenvolvimento e controle de rotas comerciais) e a aproximação com a Rússia e a Ásia Central, para lidar com os desafios energéticos internos.

"Essa capacidade de agir em seu próprio interesse significa que a China conseguiu promover, desenvolver e refinar sua resiliência, sua capacidade de resistir a choques como os que ocorreram com a guerra no Irã e o Estreito de Ormuz", disse Reyes.

Os Estados Unidos anunciaram um plano de sanções econômicas para o "Dia D", que visa ampliar as medidas econômicas contra o Irã e seus parceiros comerciais, incluindo Pequim.

As empresas chinesas convivem com as sanções americanas há anos e desenvolveram maneiras de contorná-las, limitando o impacto de quaisquer novas medidas, acrescentou Reyes.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Até 900 km de autonomia e 767 cv: veja 6 novos SUVs que chegam ao Brasil; VÍDEO

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Lista apresentada no Festival Interlagos reúne modelos de BMW, Leapmotor, Jaecoo, DFM, IM e GAC, com diferentes níveis de eletrificação. Há opções que chegam ainda em 2026.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 29 de Agosto de 2.026 às 06h00m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.487 --  *.#.

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos
Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos

Nesta semana, o g1 esteve no Festival Interlagos, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), para mostrar as principais novidades anunciadas para o mercado automotivo. E não há como escapar de uma lista de SUVs.

Confira a seguir seis destaques, com informações técnicas e, em alguns casos, preço já confirmado:

  • BMW iX3;
  • Leapmotor B10 REEV;
  • Jaecoo 5;
  • DFM Vigo;
  • IM6;
  • GAC GS9.

BMW iX3

BMW iX3 — Foto: divulgação/BMW

BMW iX3 — Foto: divulgação/BMW

BMW iX3 — Foto: divulgação/BMW

BMW iX3 — Foto: divulgação/BMW
BMW iX3 — Foto: divulgação/BMW

O SUV totalmente elétrico inaugura a nova linguagem visual da marca alemã, com linhas mais quadradas e um toque de retrofuturismo dos anos 1980. No Brasil, já está disponível em versão única por R$ 582.950.

O principal destaque é a autonomia proporcionada pela bateria de 108,7 kWh: são 570 km com uma única carga. No modo de máxima economia, a marca promete alcance de até 800 km, suficiente para percorrer os cerca de 600 km entre São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

No interior, chama a atenção uma tela que atravessa o painel de ponta a ponta, posicionada próxima à base do para-brisa. O efeito visual lembra um holograma, embora não seja um.

Leapmotor B10 REEV

Leapmotor B10 REEV — Foto: divulgação/Leapmotor

Leapmotor B10 REEV — Foto: divulgação/Leapmotor

Leapmotor B10 REEV — Foto: divulgação/Leapmotor

Leapmotor B10 REEV — Foto: divulgação/Leapmotor
Leapmotor B10 REEV — Foto: divulgação/Leapmotor

O B10 REEV tem uma proposta mais simples que a do iX3. O SUV chega em setembro e ainda não tem preço divulgado.

O utilitário tem o mesmo visual do Leapmotor B10 já lançado no Brasil, que é totalmente elétrico e custa entre R$ 164.390 e R$ 182.990. O desenho traz poucos ângulos retos e um interior minimalista: até o ajuste dos retrovisores é feito pela central multimídia.

Nesta versão, o motor 1.5 aspirado a gasolina serve apenas para gerar energia. Quem movimenta as rodas é o motor elétrico, alimentado pela bateria.

A Leapmotor promete até 900 km de autonomia com o tanque cheio e a bateria totalmente carregada. A distância equivale a cerca de 90% dos 1.000 km que separam São Paulo (SP) de Brasília (DF).

Jaecoo 5

Jaecoo 5 — Foto: divulgação/Jaecoo

Jaecoo 5 — Foto: divulgação/Jaecoo

Jaecoo 5 — Foto: divulgação/Jaecoo

Jaecoo 5 — Foto: divulgação/Jaecoo
Jaecoo 5 — Foto: divulgação/Jaecoo

Com uma proposta mais simples que a dos demais, o Jaecoo 5 também chega ao Brasil em setembro e ainda não teve o preço divulgado. Entre os modelos da lista, é o que tem o sistema de eletrificação mais simples: um híbrido pleno.

Nesse tipo de híbrido, a bateria é menor e não precisa ser ligada à tomada ou a um eletroposto. Ela é recarregada automaticamente pelo próprio funcionamento do carro, inclusive durante as frenagens.

É o mesmo tipo de sistema híbrido usado no Toyota Corolla Cross, por exemplo. Apesar do porte semelhante, o Jaecoo 5 tem quase o dobro da potência. O Jaecoo 5 entrega 224 cv, contra 122 cv do Corolla Cross híbrido.

DFM Vigo

DFM Vigo — Foto: divulgação/DFM

DFM Vigo por dentro — Foto: divulgação/DFM

DFM Vigo — Foto: divulgação/DFM

DFM Vigo — Foto: divulgação/DFM
DFM Vigo — Foto: divulgação/DFM

A DFM é uma marca inédita no Brasil, e os primeiros carros chegam entre outubro e novembro. O Vigo é um dos dois modelos de estreia. O SUV elétrico tem proposta mais discreta e chega ao Brasil a partir de outubro, ainda sem preço divulgado.

O Vigo tem porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e ao do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta. Suas linhas mais retas também lembram o visual do SUV coreano.

O interior é mais minimalista que o de outros carros chineses. Um exemplo é o painel de instrumentos digital, "escondido" entre dois vincos do painel.

IM6

MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv — Foto: Divulgação / MG

MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. — Foto: Divulgação / MG

MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. — Foto: Divulgação / MG

IM6 — Foto: divulgação/IM
MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv — Foto: Divulgação / MG

Entre os modelos mais luxuosos da lista, o IM6 marca a estreia da divisão de luxo IM no Brasil. O SUV elétrico de estilo cupê chega ao país no fim de 2026 e terá até 767 cv de potência e 81,7 kgfm de torque.

Para efeito de comparação, a potência supera os 541 cv do Porsche 911 GTS.

O painel reúne duas telas digitais, uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas. O interior também tem sistema de som e bancos que lembram poltronas.

A marca não divulgou o preço, mas o g1 apurou que o modelo custará cerca de R$ 400 mil, aproximadamente um terço do valor cobrado pelo Porsche 911 GTS, que parte de R$ 1,2 milhão.

GAC GS9

GAC GS9 — Foto: divulgação/GAC

GAC GS9 — Foto: divulgação/GAC

GAC GS9 — Foto: divulgação/GAC

GAC GS9 — Foto: divulgação/GAC
GAC GS9 — Foto: divulgação/GAC

Este é o maior e mais caro carro já lançado pela GAC no Brasil. O preço é de R$ 399.990, e o modelo já está disponível nas concessionárias da marca.

Um dos destaques é a bateria de 44,5 kWh do sistema híbrido plug-in. A capacidade supera a do carro elétrico mais vendido do país, o BYD Dolphin Mini, que tem até 38,8 kWh.

Segundo o Inmetro, o GS9 pode rodar até 114 km apenas no modo elétrico. A autonomia é suficiente para percorrer os cerca de 95 km entre São Paulo (SP) e Campinas (SP).

O SUV acomoda seis pessoas, tem acabamento em couro nappa e oferece ventilação, aquecimento e até massagem nos bancos da primeira e da segunda fileiras. Os assentos também podem ser reclinados, em uma configuração que lembra a primeira classe de aviões.

SUVs anunciados no Festival Interlagos — Foto: arte/g1
SUVs anunciados no Festival Interlagos — Foto: arte/g1

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------