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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Geofísico detalha como terremoto desencadeou enchente repentina no Nepal

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Marcos Ferreira, geofísico do Serviço Geológico do Brasil, explica em entrevista ao Live CNN impactos de evento geológico anterior à enchete repentina na região do Himalaia
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Da CNN Brasil
26/08/26 às 14:25 | Atualizado 26/08/26 às 14:25
Postado em 26 de Agosto de 2.026 às 14h45m

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Mais de 100 pessoas morreram após uma enorme enchente repentina atingir o Nepal nesta quarta-feira (26). Para explicar as causas geológicas por trás da tragédia, o geofísico Marcos Ferreira, do Serviço Geológico do Brasil, analisou as informações disponíveis e as imagens do desastre.

Em entrevista ao Live CNN, Ferreira afirmou que os dados preliminares indicavam que um terremoto de magnitude 4,4, registrado antes da ocorrência da avalanche que devastou a região, pode ter sido o elemento desencadeador do desastre.

O geofísico esclareceu que o contexto geológico local amplifica consideravelmente os efeitos desses tremores. "Um terremoto de magnitude 4,4 é um terremoto relativamente fraco. No entanto, o Himalaia é uma região extremamente montanhosa, com muitos rios e grande acúmulo de água e neve", explicou.

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Segundo ele, mesmo um evento de pequena magnitude pode ser o deflagrador de uma avalanche quando as condições locais já se encontram instáveis.

O especialista destacou que não é necessariamente a magnitude do terremoto que causa a destruição diretamente, mas sim a capacidade de desestabilizar regiões já vulneráveis.

Ferreira traçou um paralelo com os terremotos recentes que atingiram a Venezuela e a Colômbia: "Na América do Sul, o terremoto foi o grande destruidor".

No caso do Nepal, o terremoto afetou uma região que estava instável, e essa região instável teve avalanche. "E aí isso sim gera o desastre que estamos vendo", pontuou Ferreira.

Comparação histórica

Sobre a dimensão da tragédia em comparação com eventos históricos, Ferreira contextualizou que a região do Nepal já enfrentou situações com impactos ainda maiores sobre a população local.

"Principalmente na década de 1930 tivemos um grande terremoto que causou uma fatalidade muito grande nessa região", afirmou.

O geofísico explicou que a área atingida pela enchente é resultado da colisão entre a Placa da Índia e a Placa Eurasiática, processo que originou a cordilheira do Himalaia e que mantém a região em constante atividade tectônica.

"É uma região propensa a esse tipo de situação física", pontuou.

Bloqueio de um rio

Uma autoridade nepalesa mencionou que o bloqueio de um dos rios da região teria contribuído para que a água avançasse com tamanha força. Sobre esse ponto, Marcos Ferreira foi cauteloso em suas conclusões.

"Ainda é muito cedo para poder fazer uma avaliação concreta, porque você precisa dessas informações mais consolidadas", disse.

O especialista ponderou, contudo, que o aumento significativo da coluna de água em uma região, combinado com outro evento desestabilizador, eleva a pressão sobre as estruturas locais.

"É possível, dadas as condições, principalmente por não ter uma grande chuva, avaliar qual era o nível de instabilidade que nós tínhamos previamente dentro da região", concluiu.

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Irã e Omã chegam a acordo sobre divisão de receitas de Ormuz

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 Porta-voz da Guarda Revolucionária diz que negociações foram atrasadas por interferência dos EUA
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Menna Alaa El-Din e Elwely Elwell, da Reuters
26/08/26 às 09:07 | Atualizado 26/08/26 às 10:09
Postado em 26 de Agosto de 2.026 às 11h20m

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Navios ancorados no Estreito de Ormuz  • 25 de maio de 2026 REUTERS/Stringer

Irã e Omã chegaram a acordos sobre a divisão das receitas e das participações relacionadas ao Estreito de Ormuz, segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana, citado pela agência semioficial Tasnim.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (26), em meio às negociações entre os dois países para estabelecer uma nova rota temporária de navegação pelo estreito.

Segundo o porta-voz, os Estados Unidos estariam dificultando as negociações entre Irã e Omã, o que teria provocado atrasos no processo.

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Irã e Omã negociavam um acordo para criar temporariamente uma nova rota para navios que atravessam o Estreito de Ormuz, uma das principais vias marítimas para o transporte de petróleo no mundo.

Segundo um diplomata iraniano à CNN, o acordo prevê o fechamento da rota ao sul do estreito, que é autorizada pela ONU e acompanha a costa de Omã. O Irã se opõe fortemente a esse canal.

A proposta também prevê a retirada de minas e a criação de uma passagem conjunta pelo estreito. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, os navios passariam pelas águas iranianas nos dois sentidos.

Ainda não está claro se os Estados Unidos aceitariam a nova rota. Washington considera o Estreito de Ormuz uma área de águas internacionais e vem contestando as reivindicações de controle feitas pelo Irã.

Nas últimas semanas, apesar da afirmação de Teerã de que o estreito está fechado, aumentou o número de navios que atravessam a região, principalmente pelo canal ao sul, em águas de Omã.

O Irã já atacou dezenas de embarcações que tentaram usar essa rota. Alguns navios, no entanto, decidiram ignorar as exigências iranianas e atravessar o estreito com a promessa de proteção da Marinha dos Estados Unidos.

Na segunda-feira (24), Washington também alertou empresas de transporte marítimo de que elas poderiam sofrer sanções ou outras penalidades mesmo se cumprissem pedidos de informações feitos por autoridades iranianas sobre as travessias.

** Com informações da Reuters e CNN

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Enchente repentina no Nepal deixa centenas de desaparecidos

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Levantamento preliminar estima 291 turistas estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses entre os desaparecidos; 95 pessoas morreram
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Billy Stockwell, da CNN
26/08/26 às 07:14 | Atualizado 26/08/26 às 10:54
Postado em 26 de Agosto de 2.026 às 10h55m

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Quase 400 viajantes, incluindo centenas de estrangeiros, foram dados como desaparecidos após uma enorme enchente repentina atingir o Nepal, informou o conselho de turismo do país nesta quarta-feira (26), citando uma avaliação inicial.

“Um registro preliminar por agência, recebido de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes, incluindo 291 estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses, que foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas”, publicou o conselho de turismo do Nepal em um comunicado na rede social X.

As nacionalidades das pessoas listadas como desaparecidas incluem viajantes da Índia, Austrália, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido e Malásia.

Ao menos 95 mortes foram confirmadas pela polícia local.

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O líder da China, Xi Jinping, ordenou esforços de busca e resgate em grande escala para encontrar os desaparecidos, informou a agência estatal de notícias chinesa Xinhua.

As informações ainda estão “sendo verificadas e checadas em conjunto com agências de viagens, guias, autoridades locais e órgãos de segurança”, publicou o conselho de turismo.

Governo teme grandes perdas humanas

Enchentes torrenciais nas áreas de fronteira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, destruíram estradas, pontes e projetos de energia nesta quarta-feira (26).

O deslizamento de terra interrompeu o acesso às estradas, às comunicações e ao fornecimento de energia na região, informou a Xinhua.

Casas e estradas foram arrastadas no Nepal, enquanto autoridades no Tibete expressaram temor de "grandes perdas humanas", com relatos de desaparecidos no condado de Gyirong após um deslizamento de lama atingir uma passagem terrestre entre os dois vizinhos.

Helicópteros de resgate não conseguiram pousar nas áreas afetadas de Syapru Besi e Timure, no distrito montanhoso de Rasuwa — que possui uma população de cerca de 50 mil habitantes —, pois o rio estava transbordando do seu leito, informaram as autoridades.

Imagens de televisão mostraram casas desmoronadas em meio às águas da enchente, carros sendo levados pela correnteza e uma ponte de metal sendo arrastada, enquanto testemunhas relataram à Reuters que as águas inundaram vilarejos inteiros.

"Pode haver um grande número de vítimas ou perdas materiais", disse o administrador distrital Narendra Pariyar, que instou os moradores das margens do rio Bhote Koshi a buscarem áreas mais elevadas, após relatos de vilarejos e canteiros de obras sendo varridos pela água.

"Há devastação por toda parte", disse à Reuters Tula Bahadur BK, um agente de saúde em Rasuwa. "Os assentamentos próximos ao rio foram completamente destruídos e levados pela água. Cinco parentes meus estão desaparecidos."

Os helicópteros de resgate do Nepal não conseguiriam pousar nas áreas afetadas até que as águas baixassem, afirmou o porta-voz do exército, Raja Ram Basnet.

A causa da inundação não ficou imediatamente clara, mas uma enchente repentina e fatal ocorrida no mesmo rio no ano passado foi atribuída, posteriormente, ao esvaziamento de um lago glacial.

Com informações da Reuters

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