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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Guarda do Irã ameaça usar armas "mais destrutivas" se guerra recomeçar

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Declaração ocorre após Trump suspender negociações e anunciar que tomará a medida econômica mais devastadora já vista contra Teerã
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Billy Stockwell e Aida Karimi, da CNN
20/08/26 às 08:54 | Atualizado 20/08/26 às 08:54
Postado em 20 de Agostio de 2.026 às 09h15m

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Militares da Guarda Revolucionária Islâmica se apresentam durante uma manifestação militar no centro de Teerã
Militares da Guarda Revolucionária Islâmica se apresentam durante uma manifestação militar no centro de Teerã  • 10 de janeiro de 2025 Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

O  IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) do Irã alertou que poderia empregar armas mais "destrutivas" caso a guerra recomeçasse, informou a mídia iraniana nesta quinta-feira (20), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar ter suspendido as negociações americanas com Teerã.

Um porta-voz do IRGC ameaçou dizendo que, se o conflito for retomado, "as armas que utilizaremos serão completamente diferentes das do passado em todos os aspectos", segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.

O porta-voz afirmou que o "poder destrutivo das ogivas utilizadas nos mísseis do IRGC é muito maior do que o daquelas empregadas em guerras anteriores", informou a Tasnim.

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Trump disse na quarta-feira (19) que a situação com o Irã está "boa", uma vez que suspendeu as negociações dos EUA com o país.

"Neste momento, acho que a situação está muito boa", declarou o presidente a repórteres, sugerindo que as conversas poderiam ser retomadas "em algum momento".

Nova ameaça

O presidente também anunciou na quarta-feira que tomará a medida econômica "mais devastadora" contra o Irã já adotada por Washington contra qualquer país.

Em publicação na rede social Truth Social, ele afirmou que a movimentação acontece após o Irã "falhar" em aproveitar as chances de fazer um acordo com os EUA.

O presidente americano acrescentou que tomará medidas econômicas contra qualquer país que fornecer qualquer tipo de apoio a Teerã.

“QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais ofereçam qualquer tipo de ajuda vital ao Irã enfrentará, por sua vez, CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS TREMENDAS”, afirmou Trump.

O republicano não especificou quais medidas concretas Washington tomaria contra tal país e não citou nenhum país pelo nome.

O presidente americano afirmou que "Este será um dia D econômico", chamando os países aliados a se unirem aos EUA com o objetivo de isolar a "ameaça iraniana".


Guerra no Oriente Médio

Milhares de homens foram mortos na guerra, que rapidamente envolveu as nações do Golfo e chocou os mercados globais, à medida que o Irã demonstrava sua capacidade de restringir a navegação pelo Estreito de Ormuz, que transportava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo antes de fevereiro.

Os Estados Unidos e o Irã anunciaram duas vezes acordos de cessar-fogo, em abril e junho, com o objetivo de restabelecer o livre fluxo de navios pelo estreito, visando o fim do conflito, mas ambos ruíram rapidamente, mesmo com a retirada significativa de Israel dos combates.

O Irã tem suportado sanções econômicas severas e contínuas por quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.

Trump ainda não alcançou os objetivos que estabeleceu no início da guerra: desmantelar o programa nuclear do Irã , limitar sua capacidade de atacar rivais regionais e criar condições para que os iranianos derrubem seus governantes religiosos.

As ameaças e anúncios do presidente americano nas redes sociais nem sempre são implementados conforme o planejado. Ele não especificou quais medidas os EUA tomariam nem nomeou nenhum país, embora o aviso pareça se estender aos aliados dos EUA que ajudaram a mediar as negociações de paz .

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