Total de visualizações de página

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Como o 'Super El Niño' pode afetar economia global e fazer subir os preços de alimentos

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Secas, enchentes e ondas de calor podem prejudicar plantações e provocar perdas na produção.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Fantástico

Postado em 18 de Agosto de 2.026 às 07h00m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.461 --  *.#.

Cientistas monitoram formação de 'Super El Niño' e alertam para impactos no Brasil
Cientistas monitoram formação de 'Super El Niño' e alertam para impactos no Brasil

O Super El Niño que está se formando no Oceano Pacífico não deve trazer apenas mudanças no clima. O fenômeno também pode provocar impactos na economia, com efeitos sobre a produção de alimentos, os preços e os gastos para recuperar áreas atingidas por eventos extremos.

Anos de El Niño costumam ser marcados por escassez de alimentos e aumento de preços. Isso acontece porque secas, enchentes e ondas de calor podem prejudicar plantações e provocar perdas na produção.

O impacto pode chegar ao consumidor. Com uma oferta menor de determinados alimentos, os preços tendem a subir, aumentando a pressão sobre o custo de vida.

Secas e enchentes podem gerar prejuízos

Os efeitos econômicos não ficam restritos ao campo. Eventos extremos também podem destruir estradas, casas e outras estruturas, exigindo grandes investimentos para reconstrução.

Os prejuízos acumulados provocados por secas, enchentes e ondas de calor chegam à ordem de trilhões de dólares no mundo.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, as chuvas de 2024 provocaram mais de 100 deslizamentos em um trecho de 20 quilômetros de estrada. A reconstrução do local foi estimada em R$ 700 milhões, e, dois anos depois, a estrada ainda permanecia em obras.

Além do custo direto para reconstruir a infraestrutura, empresas e produtores também podem ter prejuízos com a interrupção de atividades e a perda de produção.

Pressão sobre a inflação

A combinação de menor produção de alimentos e aumento dos gastos para reparar áreas destruídas pode pressionar a economia.

Quando eventos climáticos reduzem a oferta de alimentos, o efeito pode aparecer nos preços. Ao mesmo tempo, governos e empresas precisam destinar recursos para reconstruir estradas, instalações e outras estruturas danificadas.

Segundo especialistas, esse conjunto de prejuízos pode afetar o crescimento econômico mundial.

O impacto, portanto, pode acontecer em diferentes etapas: o clima extremo prejudica a produção, a menor oferta pode encarecer alimentos e os danos à infraestrutura aumentam os custos de reconstrução.

Um fenômeno global

O El Niño não atinge apenas o Brasil. As alterações provocadas pelo aquecimento das águas do Pacífico modificam a circulação atmosférica e podem provocar efeitos em diferentes partes do planeta.

No episódio atual, cientistas apontam que o fenômeno está ocorrendo em um planeta já mais quente por causa do aquecimento global.

As previsões indicam mais de 90% de chance de um El Niño muito forte. O fenômeno deve atingir o pico em dezembro e pode continuar com intensidade forte ou muito forte durante o primeiro semestre de 2027.

Ainda não é possível saber exatamente quais serão os impactos econômicos em cada região. Mas, conforme o fenômeno avançar, as previsões devem ficar mais precisas sobre os locais e períodos mais afetados.

Por enquanto, os cientistas já sabem que o super El Niño pode representar não apenas um desafio climático, mas também uma ameaça para a produção de alimentos, a infraestrutura e a economia global.

Super El Niño pode estar entre os mais intensos já registrados — Foto: Reprodução/TV Globo
Super El Niño pode estar entre os mais intensos já registrados — Foto: Reprodução/TV Globo

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

'O plano secreto do Irã': por que o regime iraniano não quer encerrar a guerra agora?

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Reportagens da imprensa norte-americana mostram que forças iranianas estão se preparando para uma nova rodada de ataques. Parte do governo defende acordo diplomático.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1

Postado em 18 de Agosto de 2.026 às 05h45m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.460 --  *.#.

Irã diz que pode fazer ofensiva no Estreito de Ormuz e Trump ameaça atacar país aliado no Oriente Médio
Irã diz que pode fazer ofensiva no Estreito de Ormuz e Trump ameaça atacar país aliado no Oriente Médio

O Irã está se preparando para uma nova fase da guerra no Oriente Médio, segundo fontes ouvidas pela imprensa norte-americana. Reportagens do Wall Street Journal e do New York Times publicadas no domingo (16) e segunda-feira (17) mostram que a liderança iraniana aproveitou o período de trégua para reforçar as Forças Armadas e preparar novas ações militares na região.

A reportagem do Wall Street Journal, com o título: "O plano secreto do Irã para escalar a guerra" detalha a estratégia iraniana que começou a tomar forma em junho, quando o presidente Donald Trump assinou um memorando de entendimento com o Irã.

  • O acordo previa o fim das operações militares, a reabertura do Estreito de Ormuz e novas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
  • Em troca, Teerã receberia alívio de sanções, acesso a bilhões de dólares congelados e a possibilidade de um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução.
  • A liderança iraniana, porém, passou a desconfiar que o acordo poderia apenas dar tempo para Estados Unidos e Israel se reorganizarem para um novo ataque.

De acordo com o WSJ, enquanto diplomatas negociavam um acordo em público, a Guarda Revolucionária do Irã atuava nos bastidores para preparar forças e grupos aliados para uma eventual ampliação da guerra.

A mudança foi vista de forma mais clara no Estreito de Ormuz. Três semanas depois da assinatura do acordo com Trump, o Irã voltou a atacar navios que tentavam atravessar a rota marítima. A pressão também foi sentida no Mar Vermelho por meio dos rebeldes Houthis, aliados de Teerã.

O Irã também aumentou a pressão sobre forças americanas na região. Em julho, o país lançou mísseis contra a Jordânia.

Ao mesmo tempo, Teerã reorganizou a própria estrutura de segurança. Segundo o New York Times, o líder supremo Mojtaba Khamenei nomeou veteranos da Guarda Revolucionária e da guerra Irã-Iraque para postos importantes neste mês.

Entre eles está Mohsen Rezaei, ex-comandante da Guarda Revolucionária que assumiu o Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Hossein Taeb, que voltou ao comando de uma rede paramilitar usada também para reprimir protestos.

Segundo o NYT, Khamenei determinou que a organização amplie a atuação como uma espécie de rede de inteligência interna, em um momento em que o governo teme novos protestos provocados pela crise econômica.

  • Para o jornal, a reorganização mostra que Mojtaba Khamenei pretende manter o país em estado permanente de preparação para a guerra.
  • A reportagem destaca que o novo líder iraniano também demonstrou uma disposição maior do que o pai dele, Ali Khamenei, para iniciar confrontos com os Estados Unidos.
Divisão interna
Foto mostra painel em Teerã no dia 6 de agosto de 2026, em meio à guerra entre EUA e Irã. — Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu/Reuters
Foto mostra painel em Teerã no dia 6 de agosto de 2026, em meio à guerra entre EUA e Irã. — Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu/Reuters

As movimentações não significam que o Irã tenha abandonado completamente a diplomacia. Segundo o NYT, parte da liderança iraniana ainda defende um acordo, mas quer negociar a partir de uma posição de força.

Inclusive, a divisão interna dentro do próprio governo iraniano ajuda a explicar por que as negociações com os EUA travaram.

  • A aposta dos setores mais duros do regime é que o Irã consegue suportar a pressão econômica por mais tempo do que Trump consegue suportar os custos políticos da guerra.
  • Por outro lado, a economia iraniana já enfrenta inflação, desvalorização da moeda, falta de energia, sanções e danos provocados pelo conflito.
  • Sendo assim, a estratégia deixa o governo diante de um dilema: prolongar a guerra pode aumentar o poder de barganha, mas alimentar uma crise interna difícil de controlar.

Um dos exemplos dessa divisão foi exposto recentemente. De acordo com o WSJ, diplomatas iranianos chegaram a um entendimento com Omã para criar rotas e permitir uma reabertura gradual de Ormuz. No entanto, a própria Guarda Revolucionária do Irã voltou a atacar navios.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------