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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Formalização bate recorde, mas 65% dos empregadores e autônomos ainda não têm CNPJ, diz IBGE 

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Pesquisa mostra diferenças por sexo, região, escolaridade e atividade econômica; Sul tem maior proporção de trabalhadores com CNPJ.
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Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Postado em 23 de Setembro de 2.026 às 10h25m

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O autônomo pode exercer atividade por conta própria, sem relação de trabalho com empresas. — Foto: Reprodução/Unsplash
O autônomo pode exercer atividade por conta própria, sem relação de trabalho com empresas. — Foto: Reprodução/Unsplash

A formalização entre empregadores e trabalhadores por conta própria atingiu recorde em 2025: 35% tinham empreendimento registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ante 24% em 2012, primeiro ano da série histórica.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23).

O avanço foi puxado principalmente pelos trabalhadores por conta própria. Nesse grupo, a cobertura de CNPJ passou de 15% em 2012 para 27,1% em 2025, o maior percentual da série histórica.

O levantamento mostra ainda que, pela primeira vez, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo possuía CNPJ.

Entre os empregadores, a taxa de formalização também cresceu, passando de 75,6% para 81,1% no mesmo período. Os dados revelam diferenças importantes por sexo, região, atividade econômica e nível de instrução. (veja os comparativos abaixo)

  • ➡️ Os comparativos históricos desconsideram 2020 e 2021, já que a pandemia de Covid-19 comprometeu a coleta e a divulgação dos dados nesses anos.
Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ — Foto: Arte g1
Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ — Foto: Arte g1

Mulheres têm maior cobertura de CNPJ que homens

Em 2025, 36,7% das mulheres ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta própria tinham CNPJ, contra 34,2% dos homens.

A diferença de 2,5 pontos percentuais aumentou em relação ao início da série. Em 2012, 24,4% das mulheres e 23,8% dos homens tinham empreendimento registrado, diferença de 0,6 ponto percentual.

A maior distância entre os sexos foi registrada em 2022, quando a cobertura chegou a 36,1% entre as mulheres e 33,1% entre os homens, diferença de 3 pontos percentuais.

Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ por sexo — Foto: Arte g1
Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ por sexo — Foto: Arte g1

Sul tem maior proporção de trabalhadores com CNPJ

A cobertura de CNPJ também varia entre as regiões do país. Em 2025, o Sul apresentou a maior taxa, de 46,7%, seguido por Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 41,6%. No Brasil, o percentual foi de 35%. As menores taxas foram registradas no Nordeste (20,1%) e no Norte (15,6%).

O Centro-Oeste teve o maior crescimento desde 2012: a proporção passou de 27,3% para 41,6%, alta de 14,3 pontos percentuais. No Sudeste e no Sul, o avanço foi de 11,2 pontos; no Nordeste, de 8,3 pontos; e no Norte, de 3,6 pontos.

  • ➡️Brasil: de 24,0% para 35,0% (+11,0 p.p.)
  • ➡️Centro-Oeste: de 27,3% para 41,6% (+14,3 p.p.)maior crescimento do período
  • ➡️Sul: de 35,5% para 46,7% (+11,2 p.p.)maior proporção do país em 2025
  • ➡️Sudeste: de 30,4% para 41,6% (+11,2 p.p.)
  • ➡️Nordeste: de 11,8% para 20,1% (+8,3 p.p.)
  • ➡️Norte: de 12,0% para 15,6% (+3,6 p.p.)

Comércio e serviços têm maiores taxas

Entre os trabalhadores por conta própria, a maior cobertura de CNPJ em 2025 foi registrada no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com 36,7%.

Na sequência aparecem os serviços (33,5%), a indústria geral (22,8%) e a construção (14,8%). A menor taxa foi registrada na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 6,5%.

construção apresentou um dos maiores avanços no período. A proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ passou de 3,9% em 2012 para 14,8% em 2025, alta de 10,9 pontos percentuais.

Trabalhadores por conta própria com CNPJ, por atividade (%)

Atividade2012 (%)2016 (%)2019 (%)2024 (%)2025 (%)
Total1518,820,225,727,1
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura4,34,17,17,26,5
Indústria geral13,817,118,123,422,8
Construção3,97,41015,214,8
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas25,828,328,733,236,7
Serviços21,426,825,131,533,5

Entre os empregadores, o comércio também apresentou a maior cobertura, de 88,2%, seguido por serviços (86,4%) e indústria (84,3%). Na construção, a taxa foi de 58,2%.

agricultura teve novamente a menor proporção, com 32,7% dos empregadores registrados no CNPJ.

construção foi o segmento que mais avançou entre os empregadores: passou de 36,4% em 2012 para 58,2% em 2025, alta de 21,8 pontos percentuais.

Empregadores com CNPJ, por atividade (%)

Atividade2012 (%)2016 (%)2019 (%)2024 (%)2025 (%)
Total75,682,180,58081,1
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura28,135,53532,132,7
Indústria geral80,788,983,183,484,3
Construção36,457,85455,758,2
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas88,989,589,788,988,2
Serviços80,985,884,784,586,4

A cobertura também aumenta conforme o nível de instrução. Em 2025, 50,8% dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinham CNPJ, o maior percentual da série histórica e a primeira vez em que a taxa ultrapassou 50%.

Entre aqueles com ensino médio completo e superior incompleto, a proporção foi de 29,7%. Já entre os que tinham ensino fundamental completo e médio incompleto, ficou em 18,6%.

A menor taxa foi registrada entre trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto: 11,1%. A diferença entre os grupos de maior e menor escolaridade chegou a 39,7 pontos percentuais.

O crescimento também foi maior entre os trabalhadores com ensino superior. Em 2012, 42,5% desse grupo tinha CNPJ. Em 2025, eram 50,8%, avanço de 8,3 pontos percentuais.

Veja abaixo a evolução da formalização entre trabalhadores por conta própria, por escolaridade (2012-2025):

  • 🎓 Superior completo: de 42,5% para 50,8% (+8,3 p.p.), maior crescimento entre os níveis de instrução.
  • 📚 Ensino médio completo e superior incompleto: de 23,3% para 29,7% (+6,4 p.p.).
  • 🎒 Ensino fundamental completo e médio incompleto: de 13,2% para 18,6% (+5,4 p.p.).
  • ➡️ Sem instrução e fundamental incompleto: de 7,2% para 11,1% (+3,9 p.p.).

Trabalhadores por conta própria com CNPJ, por escolaridade (%)

Nível de instrução2012 (%)2019 (%)2022 (%)2024 (%)2025 (%)
Total1520,226,225,727,1
Sem instrução e fundamental incompleto7,29,912,91111,1
Ensino fundamental completo e médio incompleto13,215,819,518,918,6
Ensino médio completo e superior incompleto23,324,830,82929,7
Superior completo42,542,349,348,450,8

A taxa foi de 70,7% entre empregadores com ensino fundamental completo e médio incompleto e de 52,7% entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.

Empregadores com CNPJ, por escolaridade (%)

Nível de instrução2012 (%)2019 (%)2022 (%)2024 (%)2025 (%)
Total75,680,580,88081,1
Sem instrução e fundamental incompleto49,45656,851,952,7
Ensino fundamental completo e médio incompleto69,175,773,369,270,7
Ensino médio completo e superior incompleto80,583,182,481,981,8
Superior completo90,590,490,890,291,8

Segundo William Kratochwill, analista de pesquisas do IBGE, a relação entre escolaridade e registro no CNPJ está ligada ao próprio processo de estruturação dos negócios.

Quanto maior o nível de instrução, mais preparada a pessoa está para o mercado e mais ela entende as vantagens e as dificuldades de ter ou não ter um registro. Isso pode facilitar as operações, a compreensão dos custos, a precificação e o funcionamento do negócio.

Para ele, a baixa cobertura entre trabalhadores por conta própria também reflete o perfil de parte desse grupo, formado por pessoas que estão começando um empreendimento ou que passaram a trabalhar por conta própria após perder uma ocupação.

À medida que essas pessoas adquirem conhecimento e o negócio se estrutura, elas podem passar da condição de conta própria para a de empregador, contratando outras pessoas e mudando de patamar, afirma.

Kratochwill ressalta que, apesar do avanço, a proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ ainda é baixa.

É óbvio que 27,1% é um valor baixo. O que se espera são valores bastante elevados, porque há uma série de benefícios e contribuições para a economia que o registro pode trazer.

O pesquisador também afirma que a PNAD Contínua não permite identificar se o avanço dos registros está relacionado ao fenômeno da pejotização.

Na PNAD ainda não temos informações sobre pejotização que possam dar subsídio para uma afirmação desse tipo. É possível que o registro seja uma forma utilizada pelas empresas para reduzir custos, mas não temos elementos, nesta pesquisa, para afirmar que isso está acontecendo.
— William Kratochwill, analista de pesquisas do IBGE

Os dados do IBGE mostram que o crescimento da cobertura de CNPJ foi mais expressivo entre os trabalhadores por conta própria.

Nesse grupo, a taxa aumentou 12,1 pontos percentuais, de 15% em 2012 para 27,1% em 2025. Ainda assim, 72,9% dos trabalhadores por conta própria não tinham CNPJ no ano passado.

Entre os empregadores, a cobertura já era elevada no início da série e avançou 5,5 pontos percentuais, passando de 75,6% para 81,1%.

Empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ (%) — Foto: Arte g1
Empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ (%) — Foto: Arte g1

Os números mostram que o registro no CNPJ se tornou mais comum entre diferentes grupos de trabalhadores ao longo dos últimos 13 anos, mas permanece desigual conforme a região, a atividade econômica, o sexo e o nível de escolaridade.

A pesquisa mostra, portanto, um avanço do registro no CNPJ entre trabalhadores por conta própria e empregadores, mas também revela que a cobertura ainda é bastante desigual entre os diferentes perfis de trabalhadores.

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Deixar o notebook ligado na tomada o dia todo estraga a bateria?

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A bateria tem vida útil limitada mesmo sem uso, mas a forma como você carrega o notebook pode acelerar ou evitar esse desgaste.
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Por Laís Ribeiro, g1

Postado em 23 de Setembro de 2.026 às 05h00m

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Deixar o notebook na tomada o dia todo estraga a bateria? — Foto: TheRegisti/Unsplash
Deixar o notebook na tomada o dia todo estraga a bateria? — Foto: TheRegisti/Unsplash

De forma geral, deixar o notebook na tomada o dia todo não vai desgastar mais a bateria do que deixá-lo passar pelos ciclos de descarregamento e carregamento.

Mas isso não é consenso entre as marcas e pode ter outras consequências, como diminuir a vida útil dos outros componentes, caso o dispositivo fique ligado por longos períodos

🔋 O que acontece com a vida útil da bateria se ficar na tomada o dia todo?

É importante entender que a vida útil da bateria gira em torno de dois principais fatores: o tempo de vida dos componentes e os ciclos de carga e descarga aos quais ela é submetida.

Estando em operação ou não, as baterias têm um tempo de vida limitado, afirmou Bruno Lima, coordenador do curso de engenharia da computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em entrevista ao g1 em 2025.

Segundo o engenheiro, dependendo do fabricante e da qualidade dos componentes, essa durabilidade "pode variar de 2 a 3 anos. Ou seja, mesmo sem uso, a bateria sofre desgaste natural ao longo do tempo.

Mas o número de vezes que você carrega e descarrega normalmente o dispositivo – chamadas de ciclos – também pode influenciar a longevidade dele. Conforme aumenta a quantidade de ciclos, a bateria não tem mais o mesmo desempenho.

Em notebooks mais antigos, a bateria continuava sendo consumida mesmo com o aparelho na tomada. "Em modelos mais novos, o sistema consome a energia direto, sem passar pela bateria", disse Ricardo Ciuccio, coordenador do curso de engenharia da computação do Centro Universitário Senac.

O fato de ele estar sempre na tomada vai fazer com que essa bateria retenha a carga. Não vai ter um efeito significativo no tempo de vida além dos ciclos normais de carga e recarga, explicou Lima.

No entanto, os especialistas chamam atenção para os efeitos negativos para as outras partes do computador.

Quando você deixa ele ligado por dias, você está mantendo os componentes energizados, está passando corrente, ele está aquecendo. Isso pode degradar a vida útil dos componentes, explica Lima.

Ciuccio aponta que o calor gerado pela bateria com a carga completa pode também danificar os componentes. "Quando está carregada, esse calor vai tirando uma fração de tempo da durabilidade da bateria", comentou.

"É aí que tem divergências entre fabricantes. Você vai encontrar manuais que são favoráveis a manter o notebook na tomada e outros que não são", completou Ciuccio.

📄 Sempre confira a recomendação da fabricante

Além do panorama apresentado pelos engenheiros, vale checar quais são as recomendações da fabricante, pois as orientações podem variar conforme a marca e o modelo do aparelho.

Em seu site, a Lenovo afirma que manter a bateria conectada por longos períodos não fará com que ela seja sobrecarregada.

Mas faz um alerta: Se a bateria permanecer carregada em ou próximo a 100%, a Lenovo recomenda configurar o recurso Battery Charge Threshold para limitar a carga.

Segundo a marca, isso minimiza a degradação desnecessária. A Lenovo ainda recomenda definir o limite superior de carga para 80% ou menos.

A Dell segue na mesma linha, afirmando que não há problema em manter o aparelho na tomada, mas com algumas precauções.

É uma boa prática desconectar o notebook da tomada de vez em quando para permitir que a bateria passe por ciclos de descarga e recarga, o que também pode ajudar a manter a saúde da bateria, comentou a fabricante, em nota.

Já a HP aconselha contra o uso do dispositivo na tomada por longos períodos. Segundo a marca, isso pode fazer com que a bateria perca sua calibração e capacidade de carregar corretamente.

A HP orienta que o usuário deixe a bateria do notebook descarregar completamente de tempos em tempos e, em seguida, volte a carregá-la totalmente, para ajudar a mantê-la calibrada

💡 Dicas práticas para preservar a vida útil da bateria do notebook

Segundo Bruno Lima, um dos maiores responsáveis de danos à bateria do notebook é o impacto físico, causado por quedas ou batidas.

Não pode ter impacto de forma alguma. A bateria, na verdade, é um conjunto de metais com um eletrólito, onde acontece uma reação química que gera energia, explica Lima.

Se você derruba, acaba danificando essa estrutura; elas acabam se aproximando, rolando ou rompendo e perdem a capacidade de carga, completa.

Lima também aponta que temperaturas extremas podem afetar a bateria de forma parecida com o impacto físico, já que a dilatação pelo calor ou a retração pelo frio causam movimento dos componentes.

Já Ciuccio avisa que é preciso tomar cuidado com a adequação do carregador. Pegar um carregador emprestado, especialmente quando é de outra marca, pode fazer mal à saúde da bateria, mesmo que tenha a mesma entrada.

Portanto, não é recomendável usar carregadores que não sejam originais e feitos para o seu produto.

"Tem um problema de interface de tensão, que pode fazer a sua bateria sofrer um pouquinho", comentou Ciuccio. "E se o cabo estiver torcido, danificado, pode até ter fuga da corrente e você não conseguir carregar a bateria."

Os engenheiros dão algumas dicas de como cuidar da bateria e prolongar sua vida útil:

  • Evite bater ou deixar o notebook cair.
  • Evite deixar o notebook no sol ou apoiar sobre a cama, para não esquentar.
  • Não tampe as saídas de ventilação.
  • Mantenha líquidos longe do dispositivo.
  • Evite descarregar o notebook por completo muitas vezes.
  • Se a bateria zerou, deixe carregar até 100% antes de tirar da tomada.

Os primeiros sinais de que a bateria está no fim da vida útil incluem o estufamento – quando ela fica visivelmente inchada – e a perda de velocidade no carregamento.

Veja a seguir modelos de notebooks de R$ 3.700 a R$ 9.900, consultados em setembro, nas principais lojas da internet.
Acer Nitro V15 ANV15-41-R4Q9
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Apple MacBook Neo
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Asus V16 V3607VH-RP106W
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Dell Alienware 15 DA15-C5210H-A30
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HP 256R G9
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Lenovo Ideapad Slim 3 15irh10
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Samsung Galaxy Book6 Pro
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