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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

TVs conectadas à web atingem 17% do mercado e saem na frente das 3D

Tecnologia & Games


Televisões tridimensionais alcançaram apenas 4% do mercado no Brasil.
Aparelhos com LED estão se aproximando das LCD comuns em vendas.



Laura Brentano Do G1, em São Paulo
 

TV inteligente da Samsung, smarTV (Foto: Laura Brentano/G1)
TV inteligente da Samsung permite acessar a
internet por um browser (Foto: Laura Brentano/G1)
 
[*$=::=$*] Os consumidores brasileiros estão preferindo comprar TVs conectadas à internet do que aquelas com tecnologia 3D. Segundo estudo divulgado pela empresa GFK Retail and Technology, as chamadas "TV inteligentes" ou "smart TVs" representaram 17% do mercado entre janeiro e junho de 2011. As televisões 3D alcançaram 4% do mercado.

Segundo Gisela Pougy, diretora da área de negócios da GFK Retail and Technology, metade do mercado de TVs no Japão já é conectado à internet. “Além disso, no Brasil, as TVs LCD com iluminação LED estão se aproximando das LCD comuns. Hoje, elas representam 33% das vendas”, diz Gisela.

A pesquisa também mostrou que o preço de uma TV 3D no Brasil (R$ 3.341) aumenta 96% em comparação com o modelo mais simples, uma TV HD (R$ 1.700).

No mercado geral de eletrônicos, a antiga televisão de tubo ainda representa 4% das vendas. “Acreditamos que a TV de tubo ainda será comercializada no Brasil por mais dois anos”, afirma Gisela. Já a TV de tela fina alcançou 71% de participação.

Nordeste


O Nordeste foi a região do Brasil que mais cresceu nas vendas de TVs inteligentes de 2010 para 2011, conforme o estudo da GFK Retail and Technology. De janeiro a junho de 2010, o Nordeste representou 1% de participação nas vendas de TV conectadas à internet no Brasil. No mesmo período de 2011, o número subiu para 4,8%.
 

“O Nordeste se tornou uma região com potencial enorme de consumo. Acredito que muito do crescimento vem do maior poder de compra da classe C”, disse Gisela Pougy, diretora da área de negócios da GFK Retail and Technology.

O Nordeste também foi destaque na área dos desktops e câmeras digitais. Entre janeiro e junho de 2010, a região vendeu 12% de PCs e chegou a 17% no mesmo período de 2011. O aumento foi maior no mercado de câmeras digitais.

“O Nordeste representava 12% do mercado câmeras digitais em 2009. Hoje, a região já representa 20%”, explica Alex Ivanov, diretor de negócios da GFK Retail and Technology. “A questão da classe C estar consumindo mais novas tecnologias tem feito essa região ser destaque em várias categorias”, diz Ivanov.

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Exportações de produtos básicos caem até 40% em julho e acendem alerta no governo para dependência de commodities

Comércio exterior


ECONOMIA -- NOTÍCIAS 



Vivian Oswald  

*//$-%-%\\* BRASÍLIA - Os últimos números da balança comercial deixaram em alerta o Palácio do Planalto e aumentaram os temores de que a economia brasileira venha a patinar sem os bons ventos que sopraram sobre as commodities nos últimos anos. Houve queda da quantidade embarcada, de até 40%, da maior parte dos produtos básicos vendidos pelo Brasil em julho. Foi isso que ajudou a precipitar, por exemplo, a iniciativa de conceder aos produtores de manufaturados um crédito financeiro de até 3% de sua receita de exportação - o que surpreendeu o setor privado no anúncio do plano Brasil Maior, a nova política industrial - e que engatilha o estudo de novas medidas cambiais ainda para agosto.


A equipe econômica repete que estes dados comprovam o risco de se depender das commodities em um momento em que o mercado internacional ainda luta, sem sucesso, para se recuperar da crise.


Em julho, as maiores quedas de quantidade embarcada foram registradas para os óleos combustíveis (40%), carne suína in natura (34,7%), suco de laranja (32,5%), farelo de soja (30%), carne bovina in natura (19,2%), soja em grão (17,9%) e café em grão (17,8%).


Minério, açúcar e petróleo (que tem nível de exportação errático) por enquanto estão fora desta lista. Da receita de US$ 22,2 bilhões com exportações em julho, US$ 10,7 bilhões correspondem a commodities - ou seja, praticamente metade da pauta brasileira.


Se os preços ainda estão bons, eles não foram suficientes para evitar a queda das exportações de boa parte destes itens. No acumulado de 12 meses, os preços ainda se mantêm altos. Mas o IC-Br, índice calculado pelo Banco Central com base em uma cesta de commodities agropecuárias, metálicas e energéticas, mostra que os primeiros sinais de queda já são visíveis. No segundo trimestre do ano, o indicador já acumula uma redução de pouco mais de 9%. Somente em julho, o recuo foi de 3,34% em comparação com o mês anterior.


- Este é um dos riscos de estarmos ao sabor das commodities. Não temos qualquer controle sobre o que pode acontecer com elas já que seus preços têm por base as cotações internacionais - salientou o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.


A presidente Dilma Rousseff está particularmente preocupada com a crise lá fora e mencionou o assunto diversas vezes num discurso de menos de 30 minutos no lançamento do Brasil Maior, terça-feira. Também manifestou apreensão com a turbulência durante reunião reservada com a indústria e seus ministros antes de anunciar o pacote.


Ela disse na ocasião que, se 2008 foi uma "crise profunda", hoje se trata de uma "crise crônica". Interlocutores garantiram que ela abraçou a causa da indústria nacional porque é ela que "pode salvar o país". Ontem, com sindicalistas, Dilma voltou à carga e disse que a situação, de gripe, passou a pneumonia crônica.


- Essa onda de incertezas já está se refletindo num efeito de redução de riqueza fortíssimo com a queda das bolsas de valores no mundo todo e vai fazer com que a recuperação frágil das economias industrializadas e do mundo em geral seja mais lenta. Isso vai chegar nas commodites - alerta Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Segundo o especialista, o equacionamento dos déficits públicos americano e europeus é complexo e politicamente extremamente desgastante. Por esta razão, considera irreversível o impacto sobre o crescimento econômico mundial. Além disso, a China, um dos países que mais cresce hoje, também deve pisar no freio para combater a inflação de dois dígitos que assola o país e já causa insatisfação na população. A produção industrial chinesa já desacelerou.


- A fase de ouro das commodities de 2010 e do começo de 2011 chegou ao fim. Vai começar um processo de acomodação e correção gradual dos preços. A balança tem tido excelente desempenho basicamente por conta dos básicos - lembrou Langoni.


O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, reconhece os sinais de arrefecimento da economia mundial e seu impacto sobre os preços das commodities brasileiras, setor em que o país é mais competitivo hoje. Mas acredita que o Brasil está preparado para mais do que compensar estas perdas, tendo em vista a enorme quantidade de recursos que deve ingressar no país. Segundo ele, só o setor automotivo deve receber cerca de US$ 8 bilhões até 2015.


Para Castro, da AEB, o pacote para a indústria deve ajudar a balança comercial com medidas voltadas para os manufaturados, que têm mais valor agregado do que as commodities. Mesmo assim, ele afirma que as ações do governo sozinhas não serão suficiente para compensar a defesagem cambial, estimada em 30% em relação a 1999.


- O dólar até subiu um pouco. Mas ainda está muito longe, não é nem do ótimo, e sim do mais ou menos.  

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Fotógrafo registra maior caverna do mundo no Vietnã

NATUREZA

 

INTERNACIONAL -- \ -- NOTÍCIAS


Usado como esconderijo na guerra, local foi redescoberto por exploradores em 2009.



BBC
                  

*[]>\/>[]:* O fotógrafo britânico Carsten Peter fez registros inéditos das profundezas da caverna Hang Son Doong, no Vietnã, a maior do mundo. A passagem subterrânea é tão grande que seu fim ainda não foi encontrado.

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang, a cerca de 500 quilômetros da capital, Hanoi.

Caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters )Caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters )

Peter acompanhou uma equipe da Associação Britânica de Pesquisa de Cavernas, que descobriu a entrada do local em 2009. A caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã.

As novas expedições mostram que o espaço tem pelo menos 4,5 quilômetros e chega a 140 metros de altura em algumas partes.

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)
Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Por causa da descoberta, a passagem subterrânea vietnamita passou a ser considerada a maior do mundo, ultrapassando a Caverna do Veado, na ilha de Bornéu, que tem 1,6 quilômetro de comprimento e 91 metros de altura.

Peter, que é explorador há 35 anos, descobriu até mesmo uma floresta escondida dentro da caverna.

'Visitei tantas cavernas que perdi a conta, mas esta é certamente uma das mais únicas e incomuns que já vi', disse o fotógrafo.

Durante as expedições, as equipes encontraram estalagmites de mais de 70 metros de altura dentro de Hang Son Doong (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)Durante as expedições, as equipes encontraram estalagmites de mais de 70 metros de altura dentro de Hang Son Doong (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)
 
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Analistas veem forte mudança na política econômica

 

Economia & Mercados


''Tripé'' de metas de inflação, câmbio flutuante e rigor fiscal já não estaria valendo; BC rejeita ideia e tem apoio de alguns no mercado


 
 
Fernando Dantas / RIO - O Estado de S.Paulo
 
[=*\\||//*=] O Brasil já não tem o mesmo regime de política econômica iniciado no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e continuado por Luiz Inácio Lula da Silva, baseado no chamado "tripé" - metas de inflação, câmbio flutuante e altos superávits primários. Essa é a visão de uma significativa corrente de economistas e profissionais do mercado financeiro sobre a gestão econômica no início do governo de Dilma Rousseff.
O Banco Central (BC), porém, contesta energicamente essa interpretação. A visão na cúpula da instituição é de que as fortes críticas que vem recebendo devem-se à incompreensão sobre o momento peculiar vivido pela economia brasileira. Assim, o tripé está firme, e o que existe são adaptações do regime à atual conjuntura.
No mercado, há também quem apoie a estratégia do Ministério da Fazenda e do BC, como o diretor do Departamento Econômico do Bradesco, Octavio de Barros. "Este momento excepcionalmente peculiar pelo qual passa a economia mundial e brasileira acabará redundando no fortalecimento do tripé."
O conflito de visões entre a equipe econômica e parte considerável do mercado atingiu um nível particularmente intenso nas últimas semanas, alimentado pela alta da inflação e pelo insucesso das últimas medidas para segurar a valorização do real.
Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações e sócio-fundador da Quest Investimentos, acha que recente entrevista de Dilma ao jornal Valor Econômico indicou claramente que o Banco Central está trabalhando agora com o duplo objetivo de controlar a inflação e manter o crescimento econômico num ritmo visto como adequado pelo governo. "Quando ela falou que queria controlar a inflação e, ao mesmo tempo, crescer 5% apareceu a inconsistência", ele observa.
Segundo Alexandre Schwartsman, ex-diretor da área internacional do BC, e até recentemente economista-chefe do Santander, "o tripé ainda existe, mas está bem deteriorado - o (resultado) fiscal ninguém sabe o que é, o câmbio flutua a contragosto e o compromisso com as metas de inflação está desaparecendo a olhos vistos".
Para Schwartsman, a atual política econômica não é fruto de uma visão integrada e coerente do conjunto de fatores, mas sim "um conjunto de ações mais ou menos desconexas" que tenta atacar cada problema individualmente, sem prestar atenção às consequências no todo.
Assim, busca-se evitar a valorização cambial sem se levar em conta que a apreciação neutraliza o impacto inflacionário da alta das commodities. Da mesma forma, tomam-se medidas para refrear o ingresso de capitais e busca-se aumentar o investimento, que necessita de financiamento externo. E, enquanto o BC tenta frear a demanda, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) opera a sua imensa carteira de crédito.
Abaixo de R$ 1,60. O economista acha que a equipe econômica começa a perceber "os limites dessas intervenções sem uma estrutura coerente por detrás". Assim, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria reconhecido na semana passada os efeitos colaterais do controle de capitais, e, adicionalmente, o dólar voltou a cair, despencando bem abaixo do piso de R$ 1,60, que foi defendido por algum tempo.
Outro ponto de críticas do mercado seria a suposta tentativa do BC de tentar reduzir o ciclo da alta da Selic (taxa básica), com a utilização alternativa de medidas de contenção de crédito como aumento de compulsórios e de índices de capitalização, ou a recente elevação de 1,5% para 3% do IOF dos empréstimos à pessoa física.
Há uma interpretação de que o BC estaria relutante em estender muito a alta da Selic (que já subiu de 8,75% para 11,75% desde abril de 2010). Essa seria a causa para o fato de as expectativas de inflação do mercado para 2011 e 2012 (6,02% e 5%) estarem acima das projeções do BC - respectivamente de 5,6% e 4,6%. As razões da relutância do BC seriam evitar que a atratividade dos juros brasileiros para o capital externo aumentasse ainda mais, ou algum tipo de coerção emanada da Fazenda ou do Planalto.
Diversos economistas observam que a alta da Selic tem efeito mais poderoso e disseminado na demanda porque afeta todos os segmentos de crédito (ao contrário de algumas das medidas de contenção setorizada dos empréstimos, tomadas pela Fazenda) e, além disso, ao aumentar a rentabilidade das aplicações financeiras, estimula a poupança, o que também inibe o consumo. Na parte fiscal, há mais apoio no mercado ao corte de R$ 50 bilhões no Orçamento, embora ainda haja uma corrente cética.
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Tripé deteriorado
ALEXANDRE SCHWARTSMAN
ECONOMISTA
"O tripé está bem deteriorado - o (resultado) fiscal ninguém sabe o que é, o câmbio flutua a contragosto e o compromisso com as metas de inflação está desaparecendo a olhos vistos."
OCTAVIO DE BARROS 
DIRETOR DO BRADESCO
"Esse momento peculiar da economia vai reforçar o tripé." 
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Bunker nazista se torna usina sustentável

 

INTERNACIONAL   - \ -  NOTÍCIAS



Torre que resistiu a bombardeios e tentativas de implosão na cidade alemã de Hamburgo fornecerá energia elétrica para 3 mil residências

        

 
- O Estado de S.Paulo
 
 
#/=\:::/=\# HAMBURGO - Durante a 2.ª Guerra, até 30 mil pessoas se aglomeravam no bunker de Wilhelmsburg, na cidade alemã de Hamburgo, buscando abrigo contra as bombas lançadas pelos Aliados - a enorme torre construída no Terceiro Reich por Adolf Hitler é tão resistente que sobreviveu às tentativas de implodi-la no pós-guerra. Décadas mais tarde, o edifício estava em ruínas. Mas agora urbanistas fazem dele um abrigo para um importante projeto de energia renovável.

A modernização do "bunker da energia" está bem adiantada. Escavadeiras puseram por terra suas paredes de 2 metros de espessura, abrindo uma das fachadas. A reforma deve ser concluída no início de 2013 e a parte central oca abrigará uma usina termoelétrica movida a biomassa. O teto e a parede do lado sul serão cobertos de painéis solares e a usina terá um tanque de armazenamento para bombear água para casas vizinhas.  



A iniciativa é da IBA Hamburg, projeto de renovação que busca soluções ambientais para as cidades. Urbanistas e especialistas em energia pretendem mostrar que as cidades podem fazer mais que importar energia renovável de áreas rurais. Segundo eles, as cidades, que consomem 80% dos recursos, estão demorando para repensar a fonte da energia que consomem.

Concentrando-se no bairro de Wilhelmsburg, a equipe do IBA dá uma amostra em pequena escala do que pode ser uma paisagem urbana sustentável. "Estamos realizando algo novo, trazendo a produção de energia para o centro do ambiente urbano", disse Karsten Wessel, coordenador do projeto Cidades e Mudança Climática. "Na Alemanha, temos povoados que são 100% suficientes em termos energéticos, mas estão quase todos em áreas rurais."

Em 2010, Munique anunciou planos para consumir apenas energia renovável em 2015. "Mas o que eles pretendem é importar energia da Europa e de fazendas eólicas em alto-mar", diz Wessel. "Nosso trabalho é local." Ele e seus colegas pretendem tornar Wilhelmsburg num bairro isento de carbono e suprir suas necessidades com energias renováveis dentro de 15 anos. Em 2050, as energias renováveis também deverão prover os sistemas de aquecimento do bairro.

A bordo de uma construção flutuante repleta de painéis solares no Elba, os urbanistas trabalham para atingir sua ambiciosa meta. Sua colorida "casa flutuante" abriga uma exposição do projeto. Guias conduzem grupos de bicicleta em visitas ao local. Da sacada, os visitantes observam a paisagem industrial. É um bairro que abriga uma das maiores populações imigrantes de Hamburgo e importantes vias de tráfego.

Ambivalência. Mas a reação dos moradores tem sido ambivalente. Margaret Mackert, que cria um centro de documentação sobre a torre, diz que o local é importante e sua história precisa ser preservada. "Para as pessoas mais velhas, que eram crianças durante a guerra, o bunker é visto como algo positivo, como se oferecesse proteção. Os mais jovens o consideram um memorial feio e ameaçador - mas sabem que é importante que permaneça."

** / DER SPIEGEL. TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Com 18 carros na garagem, pai e filho dividem paixão por clássicos

Dia dos Pais -- 2011



AUTOMOBILÍSMO -- \ -- COLECIONADORES


Coleção de pai e filho de Nova Friburgo (RJ) começou com um Bel Air 1954.
Em SP, pai coloca ano de nascimento do filho na placa de BMW raro.




Marcelo Monegato Do G1, em São Paulo
 

#=:\$/:=# No Dia dos Pais do ano passado, quem ganhou o presente foi o filho. O aposentado José Thedin, de 70 anos, surpreendeu Jéfferson Thedin, 48 anos, com um Chevrolet 1941 DeLuxe Sport Coupé. O clássico raro hoje faz parte da coleção de quase 20 ‘joias’ sobre rodas que os dois cultivam com carinho há mais de 30 anos na cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

thedin, chevrolet  (Foto: Arquivo pessoal)
José Thedin (direita), Jéfferson Thedin e o Chevrolet 1941 DeLuxe Sport Coupé (Foto: Arquivo pessoal)

Mas ao contrário do que normalmente acontece, quando os gostos e costumes dos pais são transferidos quase que naturalmente para os filhos, o vício dos dois teve início ao mesmo tempo. “Minha admiração pelos antigos começou quando eu tinha apenas 15 anos e meu pai comprou um Chevrolet Bel Air 1954 preto”, relembra Jéfferson, empresário do ramo de transportes. Naquele mesmo dia, ao ver a reação do filho, o entusiasmo pelos clássicos aflorou em José.

chevrolet 1941 deluxe sport coupe (Foto: Arquivo pessoal)Chevrolet 1941 DeLuxe Sport Coupé (Foto: Arquivo pessoal)
 
Desde então – e por aí se vão exatos 33 anos -, eles reuniram um belo acervo com 18 automóveis, entre Vemag Vemaguete, Ford V8 1940, Karmann Guia 1969 conversível original (foram feitas apenas 173 unidades), Jeep de guerra 1942, Fusca (como não poderia ser diferente), entre outros.

No entanto, um em especial - além dos Cadillacs – tem um espaço especial nas lembranças de Jéfferson: o Aero Wyllis 1966. “Meu pai arrematou o veículo em um leilão em Juiz de Fora (MG) e me deu as chaves para levá-lo para casa”, revela o filho, que, segundo José, sempre tomou a frente das ações. “Ele era quem lavava os carros, arrumava as peças que não eram originais e acertava a documentação”, detalha o pai.

thedin jose jefferson (Foto: Montagem/G1)Karmann Ghia, Fusca, Jeep e Bel Air são alguns dos modelos da coleção dos Thedin (Foto: Montagem/G1)
 
Para manter a coleção tinindo, a família Thedin toma inúmeros cuidados com os clássicos. “O mecânico liga os carros de 30 em 30 dias. Todos ficam cobertos durante uma parte do dia e descobertos depois para que a tinta ‘respire’. Eles ficam em cavaletes um período para não forçar a suspensão ou danificar os pneus. O óleo do motor é trocado a cada um ano”, explica Jéfferson.

Pelo jeito, a coleção não vai parar de crescer. Questionado se vai dar continuidade ao acervo do pai e do avô, o pequeno Caio Curty Thedin, de 8 anos, foi direto: “Vou sim! Quero aprender a dirigir e quero que o papai e o vovô me ensinem.”

BMW, Fusca e o número 1978

Manuel Moreira da Rocha, de 67 anos, tem no sangue lusitano – nasceu na pequena aldeia de Castelo de Paiva, em Portugal – um pouco de ferrugem também. Aficionado pelos antigos, tem na garagem de casa, em São Paulo (SP), um raro BMW 1600i (1972) de duas portas impecável. “Comprei de um ‘patrício’ que veio da Angola fugido da guerra. Avisaram que estavam matando todos na aldeia dele e ele veio de navio para cá”, explica Rocha, que pagou, em 1977, o preço de um Chevrolet Opala zero-quilômetro da época.

bmw 1600i (Foto: Arquivo pessoal)Manuel Moreira da Rocha pagou o preço de um Opala novo no BMW 1600i (Foto: Arquivo pessoal)
 
placa (Foto: Arquivo pessoal)
Número 1978 é em homenagem ao ano de
nascimento do filho Thiago (Foto: Arquivo pessoal)
 
O carro passou a fazer parte da família. Tanto que um ano depois nasceu Thiago Rocha, um de seus filhos. O pai então foi buscar a mulher e o novo herdeiro no hospital com o raro exemplar alemão. E, como homenagem ao ano especial, ao trocar a placa ainda amarela, Rocha não escolheu os números 1978.

Após muitos passeios pelo BMW na infância, Thiago também contraiu a ‘praga’ do carro antigo e, em 2000, ganhou um Volkswagen Fusca 1963 azul. “Ele nunca foi um carro ruim, mas resolvemos restaurá-lo depois de um tempo. Atualmente ele tem placa preta”, revela o filho de Rocha. “Era, assim como o BMW, de um amigo português do meu pai.”

fusca (Foto: Arquivo pessoal)Thiago Rocha ganhou o Fusca 1963 do pai em 2000. (Foto: Arquivo pessoal)
 
Na família Rocha são apenas esses dois antigos – não uma coleção como a dos Thedin. Mas há planos de ampliar esse pequeno acervo. “Gosto dos carros da Mercedes-Benz. Quero um 190D do ano de 1989”, diz o pai. “Eu quero, quem sabe, outro Fusca mesmo”, completa Thiago.
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Petrobras recebe propostas para unidade de liquefação flutuante

 

ECONOMIA --\\ -- NOTÍCIAS




Petrobras!...patrimônio dos Brasileiros




Plantão | Publicada em 09/08/2011 às 17h19m

Valor Online
 

#**$:$**# RIO - A Petrobras recebeu hoje as propostas técnicas para a produção de uma unidade de liquefação de gás natural em alto mar. A diretora de gás e energia da estatal, Graça Foster, afirmou que os consórcios formados por Technip, Modec e JGC; SBM e Chiyoda; e Saipem entregaram envelopes, que serão abertos no dia 25, quando a companhia brasileira começará o processo de escolha do FSO - sigla em inglês para uma embarcação que, além da liquefação, é capaz de armazenar e transferir o gás liquefeito -, que terminará em 31 de outubro.

"Estamos cumprindo o cronograma do FSO de gás", frisou Graça, que apresentou hoje os detalhes do Plano de Negócios 2011-2015 para a área de gás e energia. "Os consórcios estão competindo porque temos convicção de que essa será a alternativa escolhida, em algum momento, pelo EP [Exploração e Produção]", acrescentou.

O objetivo inicial do projeto era a implantação nos blocos BM-S-9 e BM-S-11, na bacia de Santos, mas a necessidade de aproveitar o etano para utilização no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) levou a companhia a optar pela construção de um gasoduto até Maricá ou Cabiúnas, no norte do Rio.

"Com o FSO, algum volume do etano seria consumido dentro da própria embarcação", afirmou Graça, ressaltando que a possibilidade de utilização de todo o etano no Comperj trará mais ganhos para a companhia.

A diretora afirmou que poderia se mudar o projeto para permitir a maior transferência de etano, mas a decisão teria que ser tomada em cima do dia previsto para entrega das propostas, o que causaria atrasos no cronograma.

Agora, segundo Graça, a Petrobras poderá decidir com mais calma por um dos três projetos para o navio com capacidade de liquefação de até 12 milhões e metros cúbicos por dia de gás natural.

"Não havia tempo para alterar projeto que tínhamos com os três consórcios. O próximo projeto poderá ser adaptado para recuperar etano", destacou Graça. "O FSO agora vai para onde o EP mandar", acrescentou.

** (Rafael Rosas / Valor)

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Bolsas reagem mal ao comunicado do banco central dos EUA

 

ECONOMIA & MERCADOS




Fed manteve taxa de juros e disse que riscos à economia aumentaram.
Na maior parte do pregão, bolsas operaram com altas acentuadas.




Do G1, em São Paulo
                   

|||\\$=::=$//||| Asbolsas de valores reagiram mal ao comunicado do Federal Reserve (Fed) divulgado nesta terça-feira (9). A expectativa do mercado era de que o banco central norte-americano anunciasse um novo plano de estímulo à economia – o que não ocorreu.

Assim que o comunicado foi divulgado, as bolsas começaram a perder os ganhos do dia.
O comunicado saiu às 15h15. Antes deste horário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a ter alta de mais de 4%, mas, às 15h48, a alta já havia caído para 0,72%, aos 49.018 pontos.

Nos Estados Unidos, os principais indicadores já operam em queda. Por volta das 15h45, o Dow Jones tinha baixa de 0,67%, o S&P 500 caía 0,10% e o Nasdaq perdia 0,12%.

Fed

Nesta terça-feira, o Fed manteve inalterada a taxa básica de juros da economia, entre 0 e 0,25%. No comunicado, o banco central dos EUA indicou que os riscos de piora da economia aumentaram.

No texto, o Fed afirmou que as informações analisadas pelo Fomc (o comitê de política monetária dos EUA) desde junho indicam que o crescimento da economia tem sido “consideravelmente menor” do que o comitê esperava.

Bolsas europeias

 A bolsas europeias fecharam antes do comunicado do Fed, na esperança de que o Fed pudesse intervir para estimular a combalida economia e restaurar seu sistema financeiro.

Após atingir o menor nível em dois anos na segunda-feira, o índice das principais ações europeias fechou em alta nesta terça-feira (9), dando uma pausa nas quedas das últimas duas semanas e meia que fez o mercado perder 20%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 1,89%, a 5.164 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,1%, para 5.917 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 1,63%, a 3.176 pontos.

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BC dos EUA mantém juros e diz que riscos para economia aumentaram

 
09/08/2011 15h26 - Atualizado em 09/08/2011 16h02

 
 
ECONOMIA -- NOTÍCIAS

 

Juros devem permanecer excepcionalmente baixos até 2013, diz Fed.
Crescimento tem sido 'consideravelmente menor' do que o comitê esperava.

 

Do G1, em São Paulo


[-+$%%%$+-] O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) anunciou nesta terça-feira (9) que  manteve inalterada a taxa básica de juros da economia, entre zero e 0,25%.

No comunicado - que era  muito aguardado pelo mercado financeiro - o Fed indicou que os riscos de piora da economia aumentaram.

A reunião de hoje do Fed ganhou ainda mais importância após a agência classificadora Standard and Poor's rebaixar a nota do EUA de AAA para AA+, em uma decisão inédita.


Após o rebaixamento, bolsas derreteram pelo mundo e os mercados viveram um dia de pânico só visto ao longo de 2008, em meio à crise internacional que arrastou economias para a recessão.
Depois do comunicado do Fed, as bolsas começaram a perder os ganhos do dia.

O comunicado saiu às 15h15. Antes deste horário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a ter alta de mais de 4%, mas, às 15h48, a alta já havia caído para 0,72%, aos 49.018 pontos.

EUA crescem menos


Em comunicado, o Fed afirmou que as informações analisadas pelo Fomc (o comitê de política monetária dos EUA) desde junho indicam que o crescimento da economia tem sido “consideravelmente menor” do que o comitê esperava.


“Indicadores sugerem uma deterioração das condições do mercado de trabalho nos últimos meses, e a taxa de desemprego aumentou”, afirmou o comitê do banco central dos Estados Unidos. “Os gastos das famílias foi “achatado”, o investimento em estruturas não-residenciais ainda é fraco, e o setor de habitação continua deprimido”, diz o comunicado.

Segundo o comitê, as condições econômicas deterioradas devem garantir a manutenção das taxas de juros em nívels "excepcionalmente baixos" pelo menos até meados de 2013.

Nada muda nos juros


O Fed mantém o juro básico entre zero e 0,25% ao ano desde dezembro de 2008. Em junho, Ben Bernanke, presidente da instituição, disse que o Fed "estaria preparado para tomar medidas adicionais, obviamente se as condições fossem adequadas, incluindo a compra de mais ativos do Tesouro".

Não está claro se a decisão, que não envolveu nenhuma promessa de compras de títulos, será suficiente para colocar um piso no mercado de ações dos Estados Unidos, que já caiu mais de 15% nas últimas duas semanas.

Decepção para mercados

O comunicado do Federal Reserve decepcionou os mercados, que esperavam uma nova rodada de estímulo econômico, com a compra de mais ativos do Tesouro, para "injetar" mais recursos na economia.

Antes desta quarta, na última reunião do Fed, as autoridades afirmaram que esperam que a economia vá aquecer na segunda metade do ano, após desaceleração na primavera deste ano. Mas, as perspectivas para o emprego e a inflação estão incertas, dado o crescimento lento e um aumento dos preços da energia este ano.

As bolsas de todo o mundo iniciaram a semana sob forte turbulência. Nesta segunda-feira (8), os mercados operam com fortes quedas – e a preocupação de todos é com algumas das maiores economias do mundo.

Os temores de que os problemas fiscais nos Estados Unidos e em várias economias europeias levem a um menor crescimento mundial leva os investidores a “fugirem” das ações, consideradas ativos de maior risco, e faz os preços caírem.

** Com informações da Reuters e do Valor Online

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Apple assume posto de maior empresa do mundo em capitalização

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TECNOLOGIA & GAMES


Companhia superou o valor da Exxon Mobil no pregão de terça-feira.
Há 15 meses, grupo tornou-se o maior do mundo na área de tecnologia.

 

 

Do G1, em São Paulo

 
][*//:=:\\*][ Pela primeira vez em seus 35 anos de história, a Apple chegou ao posto de maior empresa do mundo em capitalização de mercado. Nesta terça-feira, o valor total das ações da fabricante de dispositivos móveis e computadores chegou a US$ 341 bilhões, superando o valor da companhia petrolífera Exxon Mobil.

A liderança veio por conta da crise no mercado americano, instaurada após o país ter tido dificuldades para se livrar de uma ameaça de calote e ter a nota de sua dívida pública rebaixada pela agência de classificação de risco Standard and Poor's. Como resultado, as ações da Exxon tiveram uma queda mais acentuada que as da Apple.

Há apenas 15 meses a Apple assumiu a liderança entre empresas de tecnologia, superando a Microsoft. À época, o mercado avaliava a companhia de Steve Jobs em US$ 222 bilhões.

O sucesso recente da Apple está atrelado ao bom desempenho da companhia no setor de dispositivos móveis. O iPad, lançado no início de 2010, recriou o mercado de tablets, que havia surgido dez anos antes mas sem alcançar relevância. Entre os smartphones, o iPhone enfrenta a concorrência de aparelhos com sistema operacional Android, do Google, mas segue como o modelo mais vendido.

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