Total de visualizações de página

terça-feira, 4 de julho de 2023

Segunda-feira, 3 de julho, foi o dia mais quente já registrado na Terra, diz agência dos EUA

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Dados dos Centros Nacionais de Previsão Ambiental dos Estados Unidos apontam que a temperatura média global atingiu a marca de 17,01°C na data.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 04 de julho de 2023 às 16h10m

 #.*Post. - N.\ 10.855*.#

Mapa de calor do Climate Reanalyzer da Universidade do Maine mostra a temperatura média global no último dia 3 de julho de 2023 — Foto: Climate Reanalyzer
Mapa de calor do Climate Reanalyzer da Universidade do Maine mostra a temperatura média global no último dia 3 de julho de 2023 — Foto: Climate Reanalyzer

A segunda-feira, 3 de julho de 2023, foi o dia mais quente da história já registrado numa escala global, de acordo com dados dos Centros Nacionais de Previsão Ambiental dos Estados Unidos, que é ligado à administração Oceânica e Atmosférica Nacional do país (NOAA).

Na data, a temperatura média global atingiu a marca de 17,01°C, ultrapassando o recorde anterior de agosto de 2016, que era de 16,92°C, enquanto ondas de calor castigavam diversas partes do Hemisfério Norte.

As regiões sul dos Estados Unidos têm sofrido com uma intensa área de calor nas últimas semanas. Na China, uma onda persistente continua a afetar o país, com temperaturas acima dos 35°C. No norte da África, as temperaturas têm chegado próximo dos 50°C.

Mudanças, El Niño e recorde na Antártica

Surpreendentemente, mesmo a Antártica, que está atualmente em seu período de inverno, registrou temperaturas anormalmente altas nesse período. A Base de Pesquisa Vernadsky, da Ucrânia, localizada nas Ilhas Argentinas do continente gelado, recentemente quebrou seu recorde de temperatura para o mês de julho, alcançando impressionantes 8,7°C.

Calor recorde no mundo no dia 3 de julho de 2023

Moradores se refrescam em um canal urbano de Pequim, na segunda-feira, 3 de julho de 2023. Pequim relatou 9,8 dias consecutivos em que a temperatura ultrapassou 35 °C, informou o Centro Nacional do Clima do país na segunda. — Foto: AP Photo/Andy Wong


Cachorros se refrescam do calor em uma fonte no centro da cidade em Varsóvia, na Polônia, nesta terça-feira, 4 de julho de 2023. — Foto: AP Photo/Czarek Sokolowski

Agente de segurança usa um ventilador elétrico no pescoço e enxuga suor em dia quente em Pequim, na última segunda-feira, 3 de julho de 2023. — Foto: AP Photo/Andy Wong
Terra teve o dia mais quente já registrado na data, de acordo com agência dos EUA.

"Esse não é um marco para se comemorar", declarou a cientista climática Friederike Otto, do Instituto Grantham para Mudanças Climáticas e Meio Ambiente do Imperial College London, no Reino Unido. "É uma sentença de morte para as pessoas e ecossistemas."

Os cientistas afirmam que as principais causas do fenômeno preocupante são as mudanças climáticas e os efeitos do El Niño, que já se estabeleceu e impacta o padrão do clima global.

"Infelizmente, isso é apenas o primeiro de uma série de novos recordes que serão estabelecidos neste ano, à medida que as emissões crescentes de dióxido de carbono e gases de efeito estufa, juntamente com um evento de El Niño em desenvolvimento, empurram as temperaturas para níveis cada vez mais altos", alertou Zeke Hausfather, cientista de pesquisa do Berkeley Earth.

Efeitos da temporada de calor pelo mundo

  • No Vietnã, produtores de arroz passaram a trabalhar à noite durante os verões, cada vez mais quentes. Com temperaturas superiores a 37°C em julho, o Vietnã é um dos muitos países do sul e sudeste da Ásia que enfrentam temperaturas recordes, sobretudo, na região de Hanói e no norte.
  • Nos EUA, a onda de calor que atinge o sul do país já dura duas semanas, com sensações térmicas acima dos 40ºC. Ao menos 13 pessoas morreram nos últimos dias devido às altas temperaturas.
  • No México, mais de 100 pessoas morreram entre 12 e 25 de junho devido ao calor extremo que atinge regiões do norte do país, informou o governo nesta quinta-feira (29).
  • Também no fim de junho, a Espanha viveu sua primeira onda de calor do verão e os termômetros ultrapassaram os 44 °C na Andaluzia (sul), segundo a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).
------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

Após 40 anos, descoberta de fóssil de feto de preguiça gigante encontrado em Minas Gerais é divulgada

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Segundo o pesquisador responsável pela descoberta, é a primeira vez que um registro como este é feito no Brasil. O fóssil da mãe, que estava prenha do filhote, também foi encontrado em bom estado.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Jô Andrade, g1 Minas — Belo Horizonte

Postado em 04 de julho de 2023 às 07h10m

 #.*Post. - N.\ 10.854*.#

Imagem do fóssil foi retratada digitalmente — Foto: Arquivo pessoal
Imagem do fóssil foi retratada digitalmente — Foto: Arquivo pessoal

Há 40 anos, um fóssil de um feto de uma preguiça gigante foi encontrado na Gruta de Maquiné, em Cordisburgo, na Região central de Minas Gerais. Mas só agora essa descoberta foi divulgada. A ossada da mãe, prenha do filhote, também foi encontrada em bom estado.

"Há anos descobri um esqueleto de preguiça extinta. Durante a escavação, a grande surpresa: era uma fêmea e com o feto. Isso é um achado mais do que raro, é raríssimo", disse o professor Cástor Cartelle Guerra, pesquisador do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas e doutor em Morfologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A pesquisa começou a ser feita há 40 anos, mas só agora o pesquisador conseguiu concluir todo o material. A descoberta será divulgada oficialmente em publicações científicas. Segundo Cástor, esta é a primeira vez que um registro como este é feito no Brasil.

"A preservação do feto é extraordinária, melhor que o da mãe", conta o professor. A mãe media cerca de seis metros, já o feto tinha cerca de 25 centímetros", completou.

Professor e pesquisador Càstor Castelli é o responsável pela descoberta  — Foto: Guilherme Simões
Professor e pesquisador Càstor Castelli é o responsável pela descoberta — Foto: Guilherme Simões

O fóssil do feto é da espécie Nothrotherium Maquinense, mesmo animal descoberto pelo paleontólogo Peter Lund e que teria vivido no Brasil há mais de 20 mil anos.

O achado, que demoramos anos para dar conhecimento publicamente, é espetacular e único, no ponto de vista da ciência. Isso é valorizar nosso passado", reforçou o pesquisador.

Uma "toca" com 340 metros de comprimento visitada por preguiças gigantes há mais de dez mil anos, ganhou proteção da Justiça mineira na semana passada.

Chamada de paleotoca, a estrutura fica nos limites do Distrito Espeleológico Serra do Gandarela, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Apesar do nome complicado, as paleotocas são nada menos que cavidades pré-históricas, escavadas em rochas por animais já extintos. Em agosto de 2010, durante estudos espeleológicos, 69 cavidades foram classificadas como possíveis paleotocas na Serra do Gandarela.

Porém, esta de 340 metros foi a única a apresentar sinais de megafauna, como a preguiça gigante de dois dedos que chegava a medir seis metros de cumprimento.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Pesquisadores da Unicamp criam filme biodegradável a partir de casca de laranja e exoesqueleto de crustáceos

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Material é capaz de preservar as características dos alimentos, como cheiro, cor e sabor, por mais tempo. Grupo agora estuda outras possibilidades relacionadas ao poli(limoneno), substância usada para criar a embalagem.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Gabriella Ramos, g1 Campinas e Região

Postado em 03 de julho de 2023 às 08h35m

 #.*Post. - N.\ 10.853*.#

Pesquisadores da Unicamp desenvolvem filme biodegradável a partir de casca de laranja e exoesqueleto de crustáceos — Foto: FEQ-Unicamp/Agência FAPESP
Pesquisadores da Unicamp desenvolvem filme biodegradável a partir de casca de laranja e exoesqueleto de crustáceos — Foto: FEQ-Unicamp/Agência FAPESP

Em busca de alternativas sustentáveis às embalagens de plástico, um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um filme biodegradável a partir do limoneno e da quitosana, substâncias presentes na casca da laranja e no exoesqueleto de crustáceos, respectivamente.

A criação também é capaz de preservar as características dos alimentos, como cheiro, cor e sabor, por mais tempo. Segundo o professor Roniérik Pioli Vieira, coordenador da pesquisa, ambos os componentes já são explorados em pesquisas, mas encontram entraves para a produção industrial.

"O grande diferencial no nosso caso que a gente utilizou o poli(limoneno), que é um derivado do limoneno mais estável, não volátil e a ideia é que ele atue como esse aditivo antioxidante, antimicrobiano, e com um potencial maior de eventualmente ser utilizado em larga escala", afirma.

Para criar o "novo" limoneno, mais estável e adequado à indústria, os pesquisadores utilizaram um processo de polimerização, que consiste em unir várias moléculas da substância para criar uma molécula maior, chamada de oligômero.

"A nossa ideia é que o poli(limoneno) seja considerado um aditivo multifuncional, que a gente possa aplicar desde a fabricação de embalagens. Pensamos em utilizar ele como um aditivo bloqueador de luz ultravioleta, antioxidante e antimicrobiano", explica Vieira.
Estágio inicial

O professor ressalta que a pesquisa está em um estágio inicial, mas a ideia é que, futuramente, o poli(limoneno) seja utilizado como aditivo de origem renovável em escala comercial. Para que isso seja possível, os pesquisadores têm testado a compatibilização do componente com materiais diferentes da quitosana.

"A ideia é que a gente prepare os filmes também em uma escala um pouco maior e em processos que simulem o industrial, ou seja, aqueles que envolvem altas temperaturas e taxas de deformação. [...] Com base nos dados preliminares, em termos de não volatilidade e estabilidade, a gente acredita que esse comportamento possa ser favorável no processo industrial", diz.

Em relação à quitosana, Vieira afirma que o uso em larga escala não deve ocorrer tão cedo, já que ela tem um custo mais elevado em relação aos plásticos tradicionais. "A quitosana é muito utilizada na área biomédica, então em materiais que tem um valor agregado um pouco maior, obviamente seria mais fácil, mais rápido desse material ir para a sociedade", ressalta.

Frasco com poli(limoneno); componente é estável e pode ser usado em larga escala — Foto: Roniérik Pioli Vieira/Arquivo pessoal
Frasco com poli(limoneno); componente é estável e pode ser usado em larga escala — Foto: Roniérik Pioli Vieira/Arquivo pessoal

Possibilidades

Além do uso em embalagens biodegradáveis, as equipes do Departamento de Engenharia de Materiais e Bioprocessos da Faculdade de Engenharia Química e do Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) também estudam outras possibilidades relacionadas ao poli(limoneno).

Há, por exemplo, uma linha de pesquisa que investiga as interações do aditivo com outros materiais biodegradáveis e compostáveis que já são industrialmente competitivos, e outra que explora estratégias para aumentar o rendimento do processo produtivo. Já uma terceira linha de pesquisa analisa aplicações do material na área biomédica.

"Como ele tem características antioxidantes e antimicrobianas, a ideia é incorporar esse aditivo na formulação de, por exemplo, polímeros para curativos, para que a gente possa ter curativos avançados, com características antioxidantes e antimicrobianas, que possam auxiliar no processo de cicatrização de lesões, evitando a proliferação de micro-organismos", afirma Vieira.
------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

domingo, 2 de julho de 2023

Os alimentos que a OMS considera cancerígenos; veja lista

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Agência vinculada à Organização Mundial da Saúde deve declarar que o adoçante aspartame faz parte da lista. Órgão também recomenda de baixa ingestão de carne processada e de álcool.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Fernanda Berlinck, g1

Postado em 02 de julho de 2023 às 06h00m

 #.*Post. - N.\ 10.852*.#

Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer indica que carne processada pode ser cancerígeno — Foto: Pexels
Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer indica que carne processada pode ser cancerígeno — Foto: Pexels

Um dos adoçantes artificiais mais comuns do mundo, o aspartame deve ser declarado como possível cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), que é ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Iarc recomenda ainda uma evitar de carne processada e limitar o consumo de carne vermelha, como forma de prevenção de câncer de intestino e de estômago. Além disso, a instituição alerta que beber álcool pode estar relacionado à causa de vários tipos de câncer.

Ainda de acordo com a Iarc, estima-se que o risco de câncer é cerca de 11% menor em pessoas que comem principalmente alimentos de origem vegetal (vegetais, leguminosas, cereais não processados ​​e grãos) em comparação com pessoas com baixa ingestão de alimentos vegetais.

Veja, abaixo, a lista de alimentos que a OMS considera cancerígenos:

🥤 Aspartame

Aspartame é um dos adoçantes artificiais mais comuns — Foto: Shutterstock
Aspartame é um dos adoçantes artificiais mais comuns — Foto: Shutterstock

O aspartame é usado em produtos como refrigerantes dietéticos. De acordo com alguns estudos, cerca de 95% dos refrigerantes carbonatados (bebidas efervescentes não alcoólicas) que contêm adoçante usam aspartame.

  • A decisão da agência, finalizada no início de junho deste ano, deve ser anunciada em 14 de julho e não leva em conta a quantidade que pode ser considerada segura para consumo. A informação de que a OMS deve apontar a substância como potencialmente cancerígena foi obtida pela agência Reuters.
  • Esta será a primeira vez que o adoçante receberá essa classificação pela Iarc, e o objetivo é fomentar pesquisas para avaliar perigos potenciais, com base em todas as evidências científicas publicadas.
  • Decisões semelhantes da Iarc no passado para substâncias diferentes levantaram preocupações entre consumidores e resultaram em ações judiciais, além de pressionar fabricantes a recriar receitas e procurar por alternativas.
  • A agência também foi alvo de críticas, que afirmam que as avaliações da Iarc podem ser confusas para o público.
  • No Brasil, a Anvisa diz haver consenso entre diversos comitês internacionais considerando o aspartame seguro.

No mês passado, a OMS publicou diretrizes aconselhando os consumidores a não usar adoçantes sem açúcar para controle de peso.

🍺 Bebidas alcóolicas

bebidas alcóolicas álcool garrafas bar drinks — Foto: Pexels
bebidas alcóolicas álcool garrafas bar drinks — Foto: Pexels

De acordo com a OMS, o álcool pode causar um ônus social e econômico, além de ter "um grande peso na carga de doenças". A instituição alerta que o consumo de bebida alcoólica é um fator causal relacionado a mais de 200 doenças e lesões.

Entre as questões de saúde associadas ao consumo, estão distúrbios mentais e comportamentais, cirrose hepática e alguns tipos de câncer e doenças cardiovasculares.

🌭 Carnes processadas (e carne vermelha)

A agência da OMS informa que o consumo de carnes processadas, como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru ou blanquet de peru, está relacionado ao câncer de intestino. Por isso, recomenda-se que esses alimentos sejam evitados "ao máximo possível", como forma de prevenção da doença.

Além disso, a Iarc entende que é preciso limitar o consumo da carne vermelha como outra forma de evitar o câncer de intestino:

"Como orientação, recomenda-se evitar comer mais do que cerca de 500 gramas de carne vermelha por semana (500 gramas de peso cozido, o que equivale a cerca de 700 a 750 gramas de peso cru, dependendo do corte e de como é cozido)". 
🥗 Dieta recomendada

Manter hábitos alimentares saudáveis e fazer atividade física com frequência são as principais recomendações da OMS para pessoas que queiram reduzir o risco de câncer.

A organização comenta que, em populações europeias, as pessoas que seguem um estilo de vida saudável têm um risco estimado de 18% menor de terem câncer em comparação com pessoas cujo estilo de vida e peso corporal não atendem às recomendações.

A Iarc explica que "estilo saudável" significa:

  • estar com peso corporal normal (índice de massa corporal [IMC] entre 18,5 e 24,9 kg/m2);
  • evitar bebidas açucaradas e fast foods;
  • ser moderadamente ativo por pelo menos 30 minutos por dia;
  • comer, principalmente, alimentos de origem vegetal;
  • evitar carnes processadas;
  • limitar a ingestão de carne vermelha;
  • e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.
LEIA TAMBÉM:
Não é mimimi: desânimo no treino pode estar ligado ao ciclo menstrual; veja atividade ideal para cada fase

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

sábado, 1 de julho de 2023

O 'pó mágico' que pode ajudar a combater as mudanças climáticas

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


O 'intemperismo acelerado' utiliza minúsculas rochas vulcânicas para capturar o carbono da atmosfera.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Jonah Fisher, BBC

Postado em 01 de julho de 2023 às 06h30m

 #.*Post. - N.\ 10.851*.#

Jim Mann chama as rochas que poderiam ajudar a resfriar nosso planeta de 'pó mágico' — Foto: Reprodução/BBC
Jim Mann chama as rochas que poderiam ajudar a resfriar nosso planeta de 'pó mágico' — Foto: Reprodução/BBC

Em uma pedreira cercada pelo barulho de maquinário pesado, Jim Mann se agacha e pega um punhado de minúsculas pedras pretas.

"Este é o meu pó mágico", diz ele com um sorriso, esfregando-as suavemente entre os dedos.

Ele está segurando pedaços de basalto — uma rocha vulcânica dura que não é nem rara, tampouco particularmente notável.

Mas, por meio de um processo conhecido como "intemperismo acelerado", poderia ajudar a resfriar nosso planeta superaquecido.

Os cientistas da ONU agora já têm clareza de que apenas a redução das emissões de gases de efeito estufa não será suficiente para interromper os níveis perigosos de aquecimento. Eles dizem que será necessária alguma remoção de dióxido de carbono — ou seja, retirá-lo ativamente da atmosfera.

Plantar árvores é a forma mais natural de fazer isso, mas tem suas limitações: o CO2 capturado é liberado quando a madeira apodrece ou queima — e há limites para a extensão do plantio de árvores.

A tecnologia de Captura Direta de Ar (DAC, na sigla em inglês), enquanto isso, suga mecanicamente o CO2 da atmosfera e o armazena no subsolo; é permanente — mas será que faz sentido investir em um processo com uso tão intensivo de energia quando estamos tentando nos livrar dos combustíveis fósseis?

O intemperismo de rochas acelerado está em algum lugar entre o natural e o artificial. Ele pega o processo de intemperismo natural, mas bastante gradual, e o turbina para remover o carbono mais rápido.

Como funciona o intemperismo de rochas acelerado — Foto: Reprodução/BBC
Como funciona o intemperismo de rochas acelerado — Foto: Reprodução/BBC

Eu fui até uma pedreira do outro lado do estuário Firth of Forth, de Edimburgo, na Escócia, para conversar com Jim Mann, cuja empresa de intemperismo acelerado, chamada UNDO, acaba de garantir £ 12 milhões (aproximadamente R$ 73 milhões) em novos investimentos e pretende ampliar suas operações.

A pedreira de Orrock, na Escócia, não parece à primeira vista ser a fonte de uma solução sustentável — Foto: Reprodução/BBC
A pedreira de Orrock, na Escócia, não parece à primeira vista ser a fonte de uma solução sustentável — Foto: Reprodução/BBC

Ao nosso redor, a encosta preta está sendo constantemente corroída, raspada por enormes escavadeiras para fazer concreto e asfalto para as estradas. A vibe é mais pós-apocalipse nuclear do que salvar o planeta.

Mas os pequenos pedaços de basalto que sobram são valorizados pela empresa de Jim. Eles têm uma propriedade útil — quando sujeitos à ação do intemperismo pela chuva, removem o dióxido de carbono da atmosfera.

A rocha basáltica da pedreira tem uma propriedade útil — quando sujeita à ação do intemperismo pela chuva remove dióxido de carbono da atmosfera — Foto: Reprodução/BBC
A rocha basáltica da pedreira tem uma propriedade útil — quando sujeita à ação do intemperismo pela chuva remove dióxido de carbono da atmosfera — Foto: Reprodução/BBC

Por milênios, rochas vulcânicas e falésias removeram lentamente o carbono enquanto sofriam a ação do intemperismo pela chuva. O intemperismo acelerado usa pedaços minúsculos para aumentar a quantidade de contato entre a chuva e a rocha — e, assim, a quantidade de intemperismo e remoção de carbono.

Seja em uma falésia, ou amontoado numa pedreira, o basalto sofre muito lentamente a ação do intemperismo. Para maximizar a remoção de carbono, ele precisa ser espalhado por uma área maior.

E é aí que entram os agricultores locais, que ajudam o planeta enquanto recebem fertilizantes gratuitos em troca. Além de reter o carbono, o basalto demonstrou em testes melhorar o rendimento das colheitas e a qualidade do pasto.

A meia hora de carro da pedreira, vejo o basalto sendo espalhado em um campo.

Isso não requer equipamento especializado. Uma caçamba sobre rodas é carregada com 20 toneladas de basalto e, na sequência, é rebocada para cima e para baixo por um trator — uma roda giratória na parte de trás dela vai espalhando as pequenas pedras.

"É gratuito, o que é muito importante para um agricultor", diz John Logan com uma risada, enquanto o basalto é colocado em seu campo. Ele tinha visto os testes da UNDO em uma fazenda vizinha.

"Parece que vai melhorar a grama, então isso só pode ser bom para o gado, porque eles vão comer uma grama melhor."

A UNDO afirma que um carregamento de 20 toneladas de basalto absorve cerca de 5 toneladas de CO2 — Foto: Reprodução/BBC
A UNDO afirma que um carregamento de 20 toneladas de basalto absorve cerca de 5 toneladas de CO2 — Foto: Reprodução/BBC

Alguns especialistas receiam que técnicas de remoção de carbono como essa possam distrair as pessoas da prioridade mais urgente de reduzir as emissões —e até mesmo serem usadas como justificativa para continuar vivendo nossas vidas intensivas em carbono.

"A redução de CO2 precisa vir em primeiro lugar", afirma Jim, enquanto o trator guiado por GPS sobe e desce pelo campo.

"Mas também precisamos desenvolver essas tecnologias que podem fazer a remoção em escala. E a coisa boa sobre o que estamos fazendo com o intemperismo de rochas acelerado é que é permanente."

A matemática, deve-se dizer, é assustadora. Os cientistas da UNDO calculam que são necessárias quatro toneladas de rochas basálticas para capturar uma tonelada de CO2.

Com as emissões médias de CO2 de um britânico estimadas em cerca de 7 toneladas por ano, isso significa que cada um de nós precisa de aproximadamente trinta toneladas — ou uma caçamba e meia de basalto a ser espalhada anualmente apenas para alcançar um ponto de equilíbrio.

A UNDO tem planos de expandir rapidamente sua operação nos próximos anos e atraiu apoiadores de peso. A Microsoft concordou em pagar por 25.000 toneladas de basalto a serem espalhadas em campos do Reino Unido. Como parte do acordo, a Microsoft também vai ajudar a auditar o projeto e verificar se está funcionando conforme o esperado.

"A química essencial disso faz sentido", afirma Steve Smith, especialista em remoção de carbono da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

"Medir quanto CO2 seria retirado e para onde isso vai, é um dos principais desafios, e não há nenhum sistema padronizado no momento."

Em última análise, Smith acha que a ideia pode acabar sendo apenas uma etapa padrão da maneira como a terra é cultivada.

"É algo que pode ser incluído na forma como usamos a terra no momento e oferece um benefício de remoção de carbono junto a outros benefícios em termos da forma como usamos a terra para alimentos e colheitas", diz ele.

Ainda há muitas perguntas sobre o quão escalonável é. Os projetos da UNDO usam subprodutos da pedreira local — mas se isso for ampliado consideravelmente, a energia e as emissões necessárias para triturar e depois transportar e espalhar o basalto, vão precisar ser levadas em consideração.

"Neste momento, não há desvantagem, é uma vitória para todos os envolvidos." avalia Jim Mann.

Neste ano, a UNDO planeja espalhar 185.000 toneladas de basalto — e espera até 2025 ter removido um milhão de toneladas de CO2. Ainda é uma gota no meio do oceano em comparação com as emissões. Em 2022, acredita-se que o mundo liberou cerca de 37 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Níveis de CO2 continuam a subir — Foto: Reprodução/BBC
Níveis de CO2 continuam a subir — Foto: Reprodução/BBC

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----