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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Varejo e private banking crescem 12% e atingem R$ 3,263 trilhões em 2019

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Poupança segue como investimento preferido no varejo, mas fundos de ações e imobiliários são destaque no segmento, com altas de 158% e 135%, diz Anbima.
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 Por Valor Online  

 postado em 06 de fevereiro de 2020 às 16h25m  

Os volumes sob o guarda-chuva do varejo e do private banking cresceram 12,05% no ano passado e totalizaram R$ 3,263 trilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos.

O maior incremento foi justamente no topo da pirâmide, de 20,9%, a R$ 1,307 trilhão, enquanto no varejo a alta foi de 6,8%, terminando o ano em R$ 1,956 trilhão.

No varejo, a caderneta de poupança prevalecia como alternativa preferida, com R$ 783,2 bilhões, com alta de 7,2% em relação a dezembro de 2018, impulsionada pelos saques do FGTS. Fundos de investimentos cresceram, porém, a um ritmo mais acelerado na comparação anual (10%), para R$ 655,3 bilhões. Títulos e valores mobiliários, por sua vez, alcançaram R$ 517,7 bilhões, com uma alta de 2,6%.
Investimentos — Foto: Economia G1Investimentos — Foto: Economia G1

No varejo de alta renda, ações representavam uma fatia de 7,2%, de 5,5% no ano anterior, enquanto a parcela em renda fixa caiu de 35,9% para 33,4%. No varejo tradicional, a caderneta até ganhou participação, saindo de 64,6% para 68,2%. Os fundos de renda fixa nessa base ficaram com 12,6% do bolo, ante 16,1% de dezembro de 2018.

No private, o maior volume estava em fundos, com R$ 664,4 bilhões, com variação de 22,8% em relação ao fechamento do ano anterior. O maior incremento (52,1%) foi em ações, para R$ 223,6 bilhões. Ativos de renda fixa tiveram a menor taxa de crescimento (0,7%), para R$ 275,8 bilhões. A previdência aberta reunia R$ 138,3 bilhões, com alta anual de 20,5%.

Ações alcançaram 17,1% da carteira dos clientes, saindo de 13,6% um ano antes. Os multimercados, nesse mesmo intervalo, passaram de 31,3% para 31,8%.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Após dois anos de alta, produção industrial recua 1,1% em 2019, diz IBGE

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Resultado foi puxado pela indústria extrativa, que caiu 9,7%, influenciada pela produção menor de minério de ferro após a tragédia de Brumadinho. 
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 Por Daniel Silveira e Laura Naime, G1 — Rio de Janeiro e São Paulo  

 Postado em 04 de fevereiro de 2020 às 10h15m  

Produção das indústrias brasileiras encolhe em 2019
Produção das indústrias brasileiras encolhe em 2019
Após dois anos de expansão, a produção industrial brasileira recuou 1,1% em 2019, na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2018, a indústria havia crescido 1%.
“Tiveram grande peso nesses resultados negativos os efeitos na indústria extrativa, em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho no início de 2019”, explica em nota o gerente da pesquisa, André Macedo.
Ele apontou, no entanto, que a produção industrial também pode estar sendo impactada "pelas incertezas no ambiente externo e também pela situação do mercado de trabalho no país que, embora tenha tido melhora, ainda afeta a demanda doméstica”.

Em 6 anos, a indústria amarga uma perda de 14,8%, segundo o pesquisador. Nos três anos de crise, de 2014 a 2016, o setor acumulou 17,7% de perdas. Recuperou 2,5% em 2017 e 1% em 2018, voltando a perder 1,1% em 2019.
Produção industrial anual — Foto: Arte/G1
Produção industrial anual — Foto: Arte/G1

Dezembro
Em dezembro, a produção da indústria caiu 0,7%, na segunda taxa negativa seguida – acumulando queda de 2,4% nos últimos dois meses do ano. Foi o pior resultado para meses de dezembro desde 2015, quando houve queda de 2%, segundo a série histórica da pesquisa.
Com o resultado de dezembro, a indústria brasileira operou 18% abaixo de seu ponto mais alto, registrado em maio de 2011. “Em termos de patamar de produção, é como se estivéssemos voltando para [o ritmo de produção de] janeiro de 2009”, apontou o gerente da pesquisa, André Macedo.
O pesquisador enfatizou que este é o pior patamar de produção registrado desde maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros que afetou negativamente toda a economia do país.

O IBGE apontou que houve queda no setor também na comparação com dezembro de 2018, de 1,2%. "Com esses resultados, o setor industrial recuou tanto no fechamento do quarto trimestre de 2019 (-0,6%), como no acumulado do segundo semestre do ano (-0,9%), contra iguais períodos do ano anterior", diz o instituto em nota.
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1

Indústria extrativa puxou resultado negativo no ano
De acordo com o IBGE, a indústria extrativa foi a maior influência negativa nos resultados de 2019, recuando 9,7%, pressionada pelos itens de minério de ferro. Vale lembrar que, em janeiro do ano passado, a tragédia de Brumadinho fez com que a Vale, maior produtora de minério do país, suspendesse a produção em diversas instalações.

“O acidente ambiental na região de Brumadinho, em janeiro de 2019, traz claramente consequências para o comportamento não só do setor extrativo, mas para a atividade industrial como um todo", explicou Andre Macedo. "Isso impacta especialmente a produção de minério de ferro, o que traz um reflexo importante quando se consolida as informações do ano de 2019”.

Segundo ele, o acidente afetou "diretamente esse resultado negativo”. “Para além disso, tivemos um predomínio de atividades em quedas.

São 16 das 26 atividades industriais com resultados negativos”, destacou o pesquisador.
Houve contribuições negativas também de metalurgia (-2,9%), celulose, papel e produtos de papel (-3,9%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-9,1%), outros equipamentos de transporte (-9,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,7%), produtos de madeira (-5,5%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,7%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,5%).

Já as altas mais significativas para o resultado do setor vieram de produtos alimentícios (1,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%), produtos de metal (5,1%) e bebidas (4%).

Macedo apontou que o destaque positivo foi a produção industrial ligada a bens de consumo, tanto duráveis quanto não duráveis, que tiveram crescimento no ano. “Isso tem a ver com fatores pontuais, como a liberação de recursos do FGTS e a melhora, mesmo que gradual, do mercado de trabalho”, disse.

Em dezembro, veículos e máquinas pesaram
A queda de 0,7% na passagem de novembro para dezembro foi vista em 17 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE. As influências negativas mais importantes vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,7%) e máquinas e equipamentos (-7%).

Com o resultado, o setor de veículos acumulou 9,7% de queda em três meses consecutivos de resultados negativos. Já máquinas e equipamentos teve o segundo mês de perdas.

Os números foram negativos também em indústrias extrativas (-1,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,2%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,6%), metalurgia (-1,9%), produtos de metal (-2,9%), produtos de borracha e de material plástico (-2,5%), produtos de minerais não-metálicos (-1,8%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,5%).

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Faturamento da indústria cai 0,8% em 2019, informa CNI

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Massa salarial, rendimento médio, horas trabalhadas e emprego na indústria também apresentaram queda. Utilização da capacidade instalada cresceu.
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 Por Laís Lis, G1 — Brasília  

 Postado em 03 de fevereiro de 2020 às 18h10m  


O faturamento real da indústria caiu 0,8% em 2019, na comparação com 2018, informou nesta segunda-feira (3) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo a CNI, também houve queda nas horas trabalhadas, no emprego, na massa salarial real e no rendimento médio na indústria.
Na comparação com 2018:
  • a massa real de salários caiu 1,9%;
  • o rendimento médio real do trabalhador recuou 1,5%;
  • as horas trabalhadas na produção caíram 0,5%;
  • o emprego apresentou queda de 0,3%.
"Assim, o ano de 2019 se encerrou com queda em cinco das seis variáveis levantadas pelo Indicadores Industriais na comparação com 2018. Apenas a utilização da capacidade instalada registra alta na comparação com 2018", informou a entidade em nota.

A chamada "utilização da capacidade instalada" (nível de uso do parque fabril) ficou em 77,7% em dezembro, após o ajuste sazonal, com alta de 0,4 ponto percentual frente a dezembro de 2018.

Apesar dos resultados ruins, a entidade acredita em uma tendência de recuperação para 2020.

"Apesar do resultado de dezembro, a expectativa para 2020 é que a indústria mantenha a tendência mais clara de recuperação, o que conduzirá à reação do mercado de trabalho", afirmou o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Dezembro
O mês de dezembro também apresentou recuo em quase todos os indicadores. Segundo a CNI, em relação a novembro, o faturamento caiu 1%. Foi a segunda queda consecutiva após cinco meses de alta.

O rendimento médio caiu 1,3%, as horas trabalhadas na produção caíram 1% e o emprego caiu 0,1%.

A massa salarial real foi o único indicador que apresentou alta. Na série com ajuste sazonal, o indicador subiu 0,1% em relação a novembro de 2019.

"O fraco resultado de dezembro nos lembra que, apesar dos avanços observados em relação a 2018, a indústria enfrenta dificuldades para manter um ritmo mais forte e sem interrupções de retomada da atividade. Ou seja, a agenda que trará mais produtividade para a indústria brasileira precisa continuar", destacou Azevedo.
Indústria tem queda de 1,2% em novembro, diz IBGE
Indústria tem queda de 1,2% em novembro, diz IBGE

CNI

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