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quarta-feira, 28 de março de 2012

Crianças e adolescentes estão lendo menos, indica pesquisa



28/03/2012 10h51 - Atualizado em 28/03/2012 11h55


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Média de livros lidos por ano caiu nas faixas etárias de 5 a 17 anos.
Instituto divulga, nesta quarta, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.



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Do G1, em São Paulo

#\\0/.\O//# ACrianças e adolescentes estão lendo menos livros, segundo pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que a Fundação Pró-Livro vai publicar na tarde desta quarta-feira (28), elaborada em parceria com o Ibope Inteligência. De acordo com dados antecipados com exclusividade para o G1, o estudo do mercado dedicado a conhecer o perfil do leitor brasileiro apontou queda no índice de leitura em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes.
Leitura de adolescentes entre 2007 e 2011, segundo o Instituto Pró-Livro (Foto: Editoria de Arte/G1)
Na primeira faixa etária, a das crianças (de 5 aos 10 anos), a média registrada foi de 5,4 livros por criança. Em 2007, a marca era de 6,9 livros por pessoa. Entre os pré-adolescentes (11 a 13 anos), o índice caiu de 8,5 livros em 2007 para 6,9 livros em 2011. Entre os adolescentes (14 a 17 anos), a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (veja gráfico ao lado).


“Esperamos que os cenários apresentados possam contribuir para a avaliação e a implementação de políticas públicas que melhorem os índices de leitura no Brasil”, destacou a presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.


Entre as crianças, os livros infantis predominam no gênero preferido com 66%, seguido pelos livros didáticos (47%) e as histórias em quadrinhos (36%). Na faixa dos 11 aos 13 anos, os livros didáticos repetem a marca de 47%, seguidos pelos infantis (34%), quadrinhos (33%) e contos (30%). Na faixa etária de 14 a 17 anos, cresce a influência dos livros didáticos (55%), e aparecem os romances com 41%, contos (30%), livros de poesia (28%) e livros juvenis (26%).


A obrigação de ler o livro por exigência da escola é a maior motivação de crianças e jovens para a leitura, de acordo com a pesquisa. O índice neste item começa em 79% para crianças de 5 a 10 anos, e cai um pouco para 72% na faixa dos 11 a 13 anos, e para 70% dos 14 aos 17 anos.
O índice de leitura por prazer, gosto ou necessidade espontânea vai de 40% a 47% entre as crianças e jovens ouvidos na pesquisa.


A pesquisa mostra ainda que a Bíblia é um gênero muito presente na leitura de crianças e jovens, com média de 24% nas faixas etárias dos mais novos e na dos mais velhos.
Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (Foto: Editoria de Arte/G1)
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Em 2050, mundo terá área adicional ocupada por cidades equivalente a França, Alemanha e Espanha


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Centros urbanos abrigarão 6,3 bilhões de pessoas, contra 3,5 bilhões atuais


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Discussões em conferência em Londres preparam debates que devem ocorrer na Rio+20
Foto: Divulgação
Discussões em conferência em Londres preparam debates que devem ocorrer na Rio+20 Divulgação
|z$-=-$z| LONDRES - Em apenas duas décadas, as cidades irão ocupar uma área adicional de 1,5 milhão de quilômetros quadrados -- o equivalente aos territórios de França, Alemanha e Espanha combinados --, segundo estudo divulgado nesta terça-feira, no segundo dia da conferência “Planet Under Pressure“, em Londres.


Números das Nações Unidas mostram que a população mundial deve chegar a 9 bilhões de habitantes até 2050 (o número atual é de 7 bilhões) e que a maior parte dessas pessoas deve se concentrar nos centros urbanos. Além disso, segundo a ONU, migrações do campo para as cidades devem representar um número adicional de 1 bilhão de pessoas. Com isso, os centros urbanos abrigarão, até 2050, 6,3 bilhões de pessoas contra os 3,5 bilhões atuais. O desafio, de acordo com os cientistas, é como fazer desses centro áreas sustentáveis.


Os atuais padrões de ocupação das cidades, segundo Michail Fragkias, especialista da Universidade Estadual do Arizona, gera graves problemas ambientais, colocando a Humanidade em risco. Ele lembra que, há um século, existiam menos de 20 cidades em todo o mundo com mais de um milhão de habitantes. Hoje, elas são 450. E, embora cubram apenas 5% da superfície da Terra, elas são as maiores consumidoras de seus recursos naturais.


-- A forma como as cidades cresceram desde a II Guerra Mundial não é sustentável nem socialmente, nem ambientalmente -- afirmou Karen Seto, da Universidade de Yale, especialista em crescimento populacional. -- O custo ambiental de a expansão das cidades continuar dessa forma é muito alto.
Em todo o mundo, disse a especialista, as pessoas adotaram o modelo ocidental de arquitetura e urbanização, que demanda um uso alto de recursos naturais e, muitas vezes, não é sequer adaptado aos climas locais.


-- Os subúrbios norte-americanos se tornaram globais e desenvolvimento urbano dependente do automóvel é, cada vez mais, a norma.

Ela admite, no entanto, que não há como evitar a urbanização do planeta, mas que é preciso fazer isso de uma forma sustentável.


Qual a melhor forma de urbanizar foi um dos tópicos debatidos na conferência nesta terça, no dia dedicado a buscar soluções para os problemas ambientais a serem encaminhadas para a Rio+20, em junho.
Diretor do Projeto Carbono Global, Shobhakar Dhakal, afirmou que reformar as cidades que já existem e planejar melhor sua expansão são as melhores saídas.


-- A reengenharia das cidades é urgente para a sustentabilidade global -- afirmou. -- Quanto a novas áreas, elas têm a vantagem de já termos conhecimento, pensamento sustentável, e tecnologia para lidar melhor com questões fundamentais como transporte e resíduos.
A questão climática também é fundamental, segundo os cientistas.


Atualmente, 70% das emissões mundiais de CO2 estão relacionadas às necessidades das áreas urbanas. Em 1990 as emissões de CO2 das cidades eram estimadas em 15 bilhões de toneladas métricas, número que saltou para 25 em 2010. Estima-se que, se nada for feito, a cifra chegará a 36,5 em 2030.
De acordo com especialistas, as novas áreas urbanas deveriam levar em conta, por exemplo, adotar medidas para reduzir o tráfego de automóveis e os congestionamentos -- que causam desperdício de combustível, poluição e emissões extra de CO2.


-- Nosso foco deve ser no sentido de melhorar a qualidade da urbanização, desde o espaço urbano propriamente dito, passando por infraestrutura, forma e funcionamento, estilo de vida, energia e eficiência -- afirmou Dhakal.
Professor de ciências ambientais da Universidade da Califórnia, Roberto Sánchez Rodriguez concorda com o colega:
-- Temos uma oportunidade única de planejar a iminente explosão da urbanização para reduzir a pressão nos ecossistemas, melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas e evitar a ocorrência de grande problemas e desastres ambientais.


Diretora-executiva do Programa Geosfera-Biosfera, Sybil Seitzinger, lembrou ainda que é preciso olhar além das cidades.
-- Para um planeta verdadeiramente sustentável, as cidades devem ser pensadas além das cidades -- afirmou. -- Tudo que entra nas cidades vindo de fora; alimentos, água, energia, produtos em geral, de ser sustentável. Precisamos repensar o fluxo de recursos para as cidades.
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Com isenção de imposto, preços de móveis devem cair cerca de 5%

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Fabricantes afirmam que desoneração da linha branca sacrificou setor e esperam alta de 10% nas vendas


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Mesa e conjunto de cadeiras: preço de móveis pode cair até 5% após redução de imposto
Foto: Agência O Globo / Pedro Kirilos
Mesa e conjunto de cadeiras: preço de móveis pode cair até 5% após redução de imposto Agência O Globo / Pedro Kirilos
|[*>.<*]| RIO — O consumidor ainda deve levar um tempo para sentir no bolso a redução de preços de móveis e luminárias. Ao contrário de eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras de roupas), que tiveram repasse imediato de preços, no caso de móveis a desoneração de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada na segunda-feira pelo governo e já em vigor, a alteração de preços ainda está sendo preparada. As alíquotas do IPI foram zeradas para móveis e laminados, passaram de 20% para 10% no caso de papéis de parede e de 15% para 5% para luminárias e lustres. O governo também manteve as isenções que já vinham sendo aplicadas à linha branca.


As grandes redes varejistas como Ricardo Eletro, Casas Bahia e Grupo Pão de Açucar ainda não divulgaram a revisão de preços. Já lojas de decoração estimam, em média, preços cerca de 5% menores. Na Meu Móvel de Madeira, a Cama Till, que sai atualmente a R$ 1.299 tem 5% de desconto anunciados a partir de sexta-feira, quando o valor deve passar para R$ 1.234,05. A Mac Móveis e a Sierra Móveis prometem seguir na mesma linha, também com redução de 5% de preços. A Amoedo informa que o lustre Mimo passará de R$ 488,27 para R$ 414,90, uma queda de 15%.


Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel) durante o período de vigência da desoneração fiscal (nos próximos 90 dias), as vendas devem crescer entre 8% e 10%. A expectativa é chegar a um crescimento de 5% neste ano, superando a alta de 1,4% de 2011. O setor emprega 237 mil pessoas diretamente.


Para os fabricantes, a redução de impostos embute uma tentativa de recuperação do setor. Entidades explicam que a iniciativa do governo de desonerar produtos da linha branca em dezembro do ano passado acabou se tornando um problema para o setor moveleiro.


- A desoneração da linha branca ajudou a puxar para baixo as vendas porque o consumidor decidia postergar a compra de móveis para aproveitar os eletrodomésticos mais baratos – afirma José Luiz Diaz Fernandez, da (Abimóvel).


- Ainda temos enfrentado um cenário difícil com a política econômica, juros altos e a crise que ainda abate- afirma Fernandez.
Para João Paulo Pompermayer, presidente da Feira Móvel Sul 2012, o objetivo agora é recuperar o tempo perdido.


-Há uma competição direta com a linha branca, mas agora as coisas se equilibraram – considera.
Segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, na preferência das famílias, o sofá é o móvel mais ao lado de celulares. O guarda-roupas vem depois com 5,8% da intenção de compras das famílias, seguido pelas camas, com 5,4% da intenção de compras.
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