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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Matéria escura: Mapa revela 'esqueleto oculto' que mantém o cosmos unido

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Matéria escura é mostrada com precisão inédita em nova imagem de telescópio espacial. Estudo indica que ela teria sido a principal 'arquiteta' do universo.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 30 de Janeiro de 2.026 às 15h35m
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Imagem feita pelo Telescópio Espacial James Webb mostra um recorte do universo com quase 800.000 galáxias, sobreposta a um mapa da matéria escura, representada em azul. Áreas em azul mais brilhante indicam uma maior densidade de matéria escura. — Foto: NASA
Imagem feita pelo Telescópio Espacial James Webb mostra um recorte do universo com quase 800.000 galáxias, sobreposta a um mapa da matéria escura, representada em azul. Áreas em azul mais brilhante indicam uma maior densidade de matéria escura. — Foto: NASA

Uma equipe internacional de pesquisadores publicou na segunda-feira (26), na revista "Nature Astronomy", o mapa com a mais alta resolução até o momento da matéria escura, um dos grandes enigmas do universo.

Sua elaboração, a partir das observações do telescópio espacial James Webb (das agências espaciais europeia e canadense e da Nasa), sugere que a matéria escura foi o que determinou a distribuição em grande escala das galáxias, reforçando a teoria de que ela teria sido a principal "arquiteta" do universo.

A ciência considera que apenas 4% do universo é matéria comum (aquela que vemos), e aproximadamente 26% seria composto por matéria escura, até hoje impossível de ser observada ou detectada para além de seus efeitos gravitacionais sobre a matéria comum.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade britânica de Durham, da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça) e da Nasa.

Os cientistas acreditam que, na origem do universo, a matéria escura se aglutinou primeiro e depois atraiu a matéria normal, criando as regiões onde começaram a se formar estrelas e galáxias e, mais tarde, os planetas.

Os pesquisadores sustentam que, sem ela, é possível que a Via Láctea não tivesse os elementos que permitiram o surgimento da vida na Terra.

"Ao revelar a matéria escura com uma precisão sem precedentes, nosso mapa mostra como um componente invisível do universo estruturou a matéria visível a ponto de permitir o surgimento de galáxias, estrelas e, em última instância, da própria vida", afirma um dos autores, Gavin Leroy, da Universidade de Durham.

"Este mapa revela o papel invisível, mas essencial, da matéria escura, a verdadeira arquiteta do universo, que organiza gradualmente as estruturas que observamos através de nossos telescópios", acrescenta o pesquisador, em comunicado.

Uma pesquisa liderada em conjunto criou o mapa de mais alta resolução da matéria escura que permeia o Universo. — Foto: Durham University
Uma pesquisa liderada em conjunto criou o mapa de mais alta resolução da matéria escura que permeia o Universo. — Foto: Durham University

Um componente invisível que atravessa a matéria

O trabalho também confirma que a matéria escura não emite, reflete, absorve ou bloqueia a luz, e que "atravessa a matéria normal como um fantasma".

O surpreendente é que, apesar desse caráter fantasmagórico, a matéria escura interage com o resto do universo através da gravidade e atraiu para si a matéria normal ao longo da história cósmica.

"Existem bilhões de partículas de matéria escura atravessando nosso corpo a cada segundo. Elas não causam nenhum dano, não nos percebem e simplesmente seguem seu caminho. Mas toda a nuvem de matéria escura que gira em torno da Via Láctea tem gravidade suficiente para manter unida toda a nossa galáxia. Sem a matéria escura, a Via Láctea se desintegraria", observa Leroy. 
255 horas de observação com telescópio James Webb

A área coberta pelo novo mapa está localizada na direção da constelação de Sextans. O telescópio James Webb observou essa região durante 255 horas e identificou quase 800 mil galáxias, muitas delas detectadas pela primeira vez. Em seguida, a equipe científica procurou matéria escura observando como sua massa curva o próprio espaço.

O novo mapa contém aproximadamente dez vezes mais galáxias do que os mapas da área feitos por observatórios terrestres e o dobro do telescópio espacial Hubble.

"Até agora, víamos uma imagem borrada da matéria escura. Agora, graças à extraordinária resolução do telescópio James Webb, vemos a estrutura invisível do universo com um detalhe surpreendente", conclui outra autora do estudo, a pesquisadora da Nasa Diana Scognamiglio.

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O desespero dos britânicos com a misteriosa megaembaixada da China em Londres

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Futuro complexo diplomático, o maior de Pequim na Europa, acende alertas de espionagem. Apesar disso, primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deu sinal verde para o projeto.
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Por Murilo Salviano, TV Globo — Londres

Postado em 30 de Janeiro de 2.026 às 14h15m
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O desespero dos moradores de Londres com a megaembaixada da China
O desespero dos moradores de Londres com a megaembaixada da China

A nova megaembaixada da China em uma localização privilegiada de Londres ainda está em fase de projeto, mas acumula polêmicas no Reino Unido.

A representação diplomática de Pequim será instalada em um prédio histórico da capital inglesa, o antigo Royal Mint Court, ou Casa da Moeda, que a China comprou em 2018 por um valor equivalente a quase R$ 2 bilhões.

O edifício fica em um local estratégico, exatamente entre dois centros financeiros de Londres — o Canary Wharf e a City.

A imprensa britânica diz que esse prédio tem um complexo subterrâneo, com mais de 200 salas, sendo que um desses porões fica bem perto das fibras óticas que transmitem dados sensíveis, financeiros.

Projeto da fachada da futura embaixada da China em Londres, no antigo Royal Mint Court — Foto: Governo do Reino Unido
Projeto da fachada da futura embaixada da China em Londres, no antigo Royal Mint Court — Foto: Governo do Reino Unido

Os britânicos também estão preocupados com a possibilidade de espionagem, já que esse complexo subterrâneo tem um sistema de ventilação que pode abrigar supercomputadores.

Para alimentar ainda mais as desconfianças, a planta-baixa do projeto enviada às autoridades do Reino Unido pelo governo chinês tinha vários cômodos apagados. Os britânicos pediram uma explicação, mas Pequim respondeu que a documentação havia sido mandada dessa forma por questão de segurança.

Apesar de uma série de protestos tanto de políticos da oposição quanto de membros do próprio governo, o primeiro-ministro Keir Starmer aprovou recentemente o projeto.

O diretor da agência de inteligência interna do Reino Unido, o MI5, disse que o país procederia com medidas de mitigação dos riscos de potenciais ações de espionagem, mas afirmou que não é realista esperar que todos estes possam ser eliminados.

Quando inaugurado, o prédio vai ser o maior complexo diplomático da China em toda a Europa.

Projeto da futura embaixada da China em Londres, no antigo Royal Mint Court — Foto: Governo do Reino Unido
Projeto da futura embaixada da China em Londres, no antigo Royal Mint Court — Foto: Governo do Reino Unido


Projeto da futura embaixada da China em Londres, no antigo Royal Mint Court — Foto: Governo do Reino Unido
Projeto da futura embaixada da China em Londres, no antigo Royal Mint Court — Foto: Governo do Reino Unido


Megaembaixada da China em Londres gera protestos — Foto: Reprodução/g1
Megaembaixada da China em Londres gera protestos — Foto: Reprodução/g1

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Reino Unido fecha compromissos com a China na tentativa de evitar Trump

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Países historicamente aliados dos Estados Unidos buscam maneiras de diversificar economia diante de incertezas geradas pela Casa Branca
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William Waack
Danilo Cruz, da CNN Brasil, em São Paulo
29/01/26 às 23:19 | Atualizado 29/01/26 às 23:19
Postado em 30 de Janeiro de 2.026 às 06h00m
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Reino Unido e China assinaram nesta quinta (29) uma série de compromissos para maior integração comercial e econômica entre os dois países após reuniões entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente chinês, Xi Jinping.

Entre as medidas estão: o comprometimento da farmacêutica britânica AstraZeneca de realizar US$ 15 bilhões em investimentos na China; a redução de tarifas para a entrada de uísque escocês em território chinês e um facilitador para empresas britânicas operarem em Pequim.

Essa foi a primeira visita de um chefe de governo do Reino Unido à China desde 2018. Acompanhado de empresários, o premiê afirmou que ambas as nações devem buscar objetivos comuns, enquanto preservam suas diferenças.

Mais

"A China é um ator vital no palco mundial e é vital que nós construamos uma relação mais sofisticada, onde possamos identificar oportunidades para colaborar - mas que permita um diálogo onde discordamos", disse o britânico.

Já Xi Jinping apontou que a China está pronta para desenvolver uma parceria longa com o Reino Unido e que líderes precisam confrontar dificuldades quando um assunto serve aos interesses fundamentais do país e da população.

Starmer não é o primeiro grande aliado dos Estados Unidos a passar por Pequim em janeiro. Antes dele, o premiê canadense, Mark Carney, se encontrou com Xi Jinping, também para fechar cooperações comerciais. O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, será o próximo - mas ainda não tem data definida para a visita.

Esse movimento de aliados históricos dos Estados Unidos ocorre após uma série de instabilidades políticas e comerciais causadas pelo presidente americano, Donald Trump. Diante da imprevisibilidade americana, eles tentam encontrar algum alento na China e em outros países.

Trump rechaçou o movimento desses países. Questionado por jornalistas, ele disse que uma aproximação com a China "é muito perigosa" para os britânicos e que a segunda maior economia do mundo "não é a resposta".

Anteriormente, Trump também ameaçou os canadenses com tarifas de 100% em caso de acordo com Pequim.


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Tópicos

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025, pior saldo desde 2020

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Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o saldo de 2025 foi afetado pelo impacto dos juros no país. A taxa Selic, definida pelo Banco Central, chegou a 15% ao ano.
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Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 15h35m
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Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação/Prefeitura de Mogi das Cruzes
Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação/Prefeitura de Mogi das Cruzes

O Brasil registrou a criação de 1,279 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Esse foi o menor resultado desde 2020, ano da pandemia da Covid-19, quando houve fechamento de vagas formais.

Veja os postos de trabalho formais criados por ano:

  • 2025: 1.279.498
  • 2024: 1.677.575
  • 2023: 1.455.279
  • 2022: 2.014.894
  • 2021: 2.782.295
  • 2020: - 189.393

Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas no ano passado:

  • ➡️26,599 milhões de contratações;
  • ➡️25,320 milhão de demissões.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o saldo de 2025 foi afetado pelo impacto dos juros no país. A taxa Selic, definida pelo Banco Central, chegou a 15% ao ano.

“Procurei dialogar com o Banco Central mostrando que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo, não de desaceleração da economia. Não se trata de queda da economia, mas do ritmo de crescimento. Mas um processo de diminuição da velocidade. E isso acabou acontecendo”, disse Marinho.

Segundo ele, o efeito do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros foi bem menor do que a elevação de juros.

“O tarifaço impactou, claro que sim, mas acho que o impacto dos juros foi maior do que do tarifaço. E o impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo, tomou ações importantes ao longo do tempo", mencionou.

"O presidente Lula abriu novos mercados e isso deu uma amenizada muito grande na história do tarifaço. E ele impactou segmentos pontuais. Olhando para a economia como um todo ele praticamente não foi sentido”, prosseguiu o ministro.

De acordo com técnicos do ministério, segmentos específicos como madeira, móveis, sapatos cujas encomendas eram para os EUA foram afetados pelas medidas do presidente norte-americano Donald Trump.

Mas a avaliação do governo é que a maior dificuldade do setor industrial foi a falta de liquidez – o custo elevado para conseguir acesso a crédito por causa dos juros.

Setores

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2025 mostram que foram criados empregos formais em todos os cinco setores da economia.

O ramo de serviços teve a maior alta, enquanto agropecuária e construção civil tiveram as menores criação de empregos formais.

  • Serviços: 758,3 mil;
  • Comércio: 247,1 mil;
  • Indústria: 144,3 mil;
  • Construção: 87,9 mil;
  • Agropecuária: 41,9 mil.

Dezembro

Historicamente, o mês de dezembro registra fechamento de postos de trabalho formais no país.

Em dezembro de 2025, foram 618,2 mil vagas encerradas — um aumento em relação a dezembro de 2024, quando 555,4 mil empregos com carteira assinada foram encerrados.

- Esta reportagem está em atualização.

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Astrônomos encontram planeta semelhante à Terra com 50% de chance de ser habitável

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Pesquisadores estimam que o planeta cerca de 50% de chance de reunir condições para a presença de água líquida e permitir habitação humana.
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 Por Redação g1

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 10h40m
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Pesquisadores descobrem planeta semelhante à Terra — Foto: Nasa
Pesquisadores descobrem planeta semelhante à Terra — Foto: Nasa

Astrônomos descobriram um novo planeta do tamanho da Terra e com chance de estar em uma zona habitável para os seres humanos.

O possível planeta foi batizado de HD 137010 b e está localizado a cerca de 150 anos-luz da Terra, dentro da Via Láctea.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Sul de Queensland (UniSQ), em parceria com cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Oxford, e publicada na revista Astrophysical Journal Letters.

O HD 137010 b tem um tamanho muito próximo ao da Terra, cerca de 6% maior, e orbita sua estrela a uma distância comparável à que Marte mantém do Sol. Por isso, os pesquisadores descrevem o planeta como um “ponto de encontro entre a Terra e Marte”.

Essa posição o coloca na chamada zona habitável de sua estrela — termo usado na astronomia para definir a região em que, em teoria, a água poderia existir em estado líquido na superfície de um planeta.

O astrônomo Alex Venner, autor principal do estudo, afirma que há cerca de 50% de chance de o HD 137010 b ser habitável. Segundo ele, o planeta está “realmente no limite do que consideramos possível em termos de potencial habitabilidade”.

Vídeo da Nasa mostra evolução de uma supernova 
Vídeo da Nasa mostra evolução de uma supernova 

Por que ele é um candidato?

Apesar do interesse gerado pelos dados, o HD 137010 b ainda não é considerado um planeta confirmado. No artigo científico, ele é classificado como um “candidato” porque precisa de pelo menos mais uma observação para que sua existência seja comprovada de forma definitiva.

Além disso, as condições ambientais estimadas impõem limites importantes à ideia de que ele possa abrigar humanos. Embora a estrela HD 137010 seja semelhante ao Sol, ela é mais fria e menos brilhante. Com isso, o planeta receberia menos de um terço da quantidade de luz e calor que a Terra recebe.

As estimativas indicam que a temperatura máxima da superfície poderia chegar a cerca de -68 °C. Para comparação, a temperatura média da superfície de Marte é de aproximadamente -65 °C.

Somente com novas observações os astrônomos poderão confirmar se o HD 137010 b é, de fato, um planeta — e avaliar melhor se esse mundo distante pode reunir condições mínimas para a existência de água líquida e, em tese, de vida.

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