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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Temores com IA derrubam mercados globais nesta sexta-feira; Coreia do Sul aciona circuit breaker

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Bolsas europeias operam em forte queda, enquanto Japão e Coreia do Sul fecharam com perdas próximas de 6%. Movimento acompanha o tombo de Wall Street na 
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Novembro de 2.026 às 10h30m


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A tela exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) em uma sala de negociação do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul, na quinta-feira, 5 de novembro de 2026. — Foto: Lee Jin-man/AP
A tela exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) em uma sala de negociação do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul, na quinta-feira, 5 de novembro de 2026. — Foto: Lee Jin-man/AP

Apesar do desempenho misto das bolsas de Wall Street nesta sexta-feira (6), o forte tombo dos índices americanos na véspera se espalhou pelos mercados globais.

O movimento ocorre em meio às dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial (IA), agravadas pelo temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos resulte em regras mais rígidas e acabe restringindo a expansão dos centros de dados no país (entenda mais abaixo).

Enquanto os índices americanos operavam entre altas e baixas, as bolsas europeias tinham queda generalizada na sessão.

Perto das 12h, o Dow Jones caía 0,04%, enquanto o S&P 500 subia 0,61% e o Nasdaq Composite avançava 2,04%.

Já na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600, que reúne as principais empresas de 17 países europeus e serve como referência para o desempenho das bolsas da região, caía 1,39%.

Entre os demais índices acionários da região, o DAX, da Alemanha, caía 2,43% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, recuava 1,60% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdia 1,84%.

Na Ásia, as principais bolsas de valores fecharam em forte queda nesta sexta-feira, acompanhando o tombo de Wall Street.

Japão e Coreia do Sul registraram algumas das maiores perdas, próximas de 6% no fechamento. Na bolsa sul-coreana, o índice Kospi, que acompanha o desempenho das principais empresas do país, chegou a despencar 8,8% durante o pregão.

A queda acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações para conter movimentos extremos no mercado. Os negócios ficaram suspensos por 20 minutos. Após a retomada, o índice recuperou parte das perdas e fechou em queda de 6,02%.

Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas:

  • Japão (Nikkei): queda de 5,96%, aos 57.434 pontos.
  • Coreia do Sul (Kospi): recuo de 6,02%, aos 5.059 pontos.
  • Taiwan (Taiex): baixa de 4,51%, aos 39.701 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): queda de 2,17%, aos 5.181 pontos.
  • Hong Kong (Hang Seng): recuo de 1,27%, aos 24.481 pontos.
  • China (Xangai): baixa de 1,10%, aos 3.649 pontos.
  • China (CSI 300): queda de 1,44%, aos 4.054 pontos.
  • Austrália (S&P/ASX 200): recuo de 0,49%, aos 9.020 pontos.
Por que as bolsas estão caindo?

A onda de vendas começou em Wall Street. Na quinta-feira (5), o S&P 500, índice que reúne 500 das principais empresas americanas, teve o pior desempenho desde abril de 2025 — naquele mês, o presidente Donald Trump anunciou o “tarifaço”, como ficou conhecido o aumento de impostos sobre produtos importados.

Veja como fecharam os principais índices americanos:

  • S&P 500: queda de 4,4%, aos 7.353,73 pontos.
  • Dow Jones: recuo de 3,4%, aos 51.523,06 pontos.
  • Nasdaq: baixa de 5,5%, aos 24.315 pontos.

As perdas foram lideradas por empresas de tecnologia, em meio ao receio de que os investimentos bilionários em inteligência artificial não tragam o retorno esperado.

As chamadas "Sete Magníficas", grupo que reúne algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em valor de mercado, montante superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suécia.

  • 🔍 Os investidores também se preocupam com o alto custo de construção dos data centers, grandes instalações que concentram servidores e outros equipamentos necessários ao funcionamento de sistemas de IA. O temor é que esses projetos desacelerem e que as empresas ligadas ao setor estejam supervalorizadas, o que poderia levar a uma correção mais forte nas ações.

Outro fator de incerteza foram as eleições de meio de mandato nos EUA. A vitória dos democratas aumentou o temor de maior fiscalização e de restrições à construção dessas instalações, em meio às preocupações com seu elevado consumo de energia.

Entre as empresas mais afetadas na quinta-feira estão:

  • Nvidia: queda de 9,3%.
  • AMD: recuo de 17,3%.
  • CoreWeave: baixa de 9,8%.
  • GE Vernova: queda de 7,5%.

Com as perdas, o Nasdaq, que concentra grandes empresas de tecnologia, ficou 11,9% abaixo do recorde registrado no mês passado.

Uma queda superior a 10% em relação a um pico recente é chamada, no mercado financeiro, de “correção”.

Apesar da queda, bolsas chinesas têm alta na semana

Na China e em Hong Kong, as bolsas recuperaram parte das perdas ao longo do pregão, com investidores em busca de ações que haviam ficado mais baratas e diante das medidas de apoio ao mercado adotadas por Pequim.

Apesar das perdas desta sexta-feira, os principais índices da China e de Hong Kong encerraram a semana em alta:

  • CSI 300 (China): avanço de 1,7%.
  • Xangai (China): alta de 1,4%.
  • Hang Seng (Hong Kong): valorização de 5,1%.
  • Hang Seng Tech (Hong Kong): alta de 8,6%.

As empresas chinesas ligadas à inteligência artificial, porém, também foram pressionadas pela onda de vendas no setor nos Estados Unidos. A Zhongji Innolight caiu 9,2%, enquanto a Eoptolink Technology recuou 7,3%.

Segundo analistas, investidores na China acompanham de perto os sinais de uma possível bolha no setor de IA nos Estados Unidos, que poderia ter reflexos também sobre as empresas chinesas.

* Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press

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Superesportivo da BYD chega a 503 km/h e bate recorde mundial de velocidade

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Modelo elétrico Yangwang U9 Xtreme superou sua própria marca e conquistou dois recordes reconhecidos pelo Guinness. Teste foi realizado em uma estrada de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Novembro de 2.026 às 09h50m


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Yangwang U9 — Foto: divulgação/BYD
Yangwang U9 — Foto: divulgação/BYD

O Yangwang U9 Xtreme, superesportivo elétrico da marca de ultraluxo da montadora chinesa BYD, atingiu 503,17 km/h e estabeleceu um novo recorde mundial de velocidade para carros de produção, segundo comunicado divulgado pela fabricante nesta sexta-feira (6).

A marca foi alcançada em 1º de novembro, durante um teste realizado em uma estrada de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O veículo superou seu próprio recorde anterior, de 496,22 km/h, registrado em setembro de 2025, na Alemanha.

Segundo a BYD, o resultado garantiu ao modelo dois títulos do Guinness:

  • Maior velocidade alcançada por um carro de produção em uma única direção;
  • Maior velocidade registrada por um carro elétrico de produção nas mesmas condições.

A marca também foi reconhecida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O carro foi conduzido pelo piloto alemão Marc Basseng, que também estava ao volante quando o veículo estabeleceu seu recorde anterior.

Para realizar o teste, as autoridades locais autorizaram o fechamento de um trecho de 10 quilômetros de estrada. A maior reta disponível tinha sete quilômetros de extensão.

Os primeiros testes ocorreram em 31 de outubro, quando o carro chegou a 490 km/h. Após ajustes na suspensão, nos pneus e na aerodinâmica, a equipe realizou mais duas tentativas em 1º de novembro. Na última delas, o superesportivo atingiu os 503,17 km/h.

Como é o carro que ultrapassou os 500 km/h?

O Yangwang U9 Xtreme é uma versão mais potente do U9 convencional, superesportivo elétrico da BYD conhecido por acelerar mais rápido que uma Ferrari e até saltar sobre buracos.

A versão que bateu o recorde tem quatro motores elétricos, um em cada roda, que entregam uma potência combinada de aproximadamente 3.019 cavalos.

O modelo também conta com uma bateria de alta potência, pneus desenvolvidos para suportar velocidades extremas e uma suspensão inteligente, capaz de realizar ajustes automáticos para manter a estabilidade.

Já o U9 convencional tem quatro motores que, juntos, entregam cerca de 1.300 cavalos de potência. O veículo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,3 segundos, superando a Ferrari SF90 Stradale, que leva 2,5 segundos para atingir a mesma velocidade.

Outra característica do superesportivo chinês é a capacidade de saltar sobre buracos e até "dançar" ao som de música.

Isso é possível graças a um sistema de suspensão hidráulica que permite elevar rapidamente o veículo. Segundo a BYD, o carro consegue realizar um salto em apenas meio segundo.

Em uma demonstração divulgada pela fabricante, o U9 chegou a 120 km/h e percorreu cerca de seis metros no ar ao saltar sobre um obstáculo.

O sistema também permite que o carro realize movimentos sincronizados com música e luzes, criando a impressão de que está dançando.

O U9 convencional ainda não é vendido no Brasil. Na China, seu preço parte de 1,68 milhão de yuans (cerca de R$ 1,38 milhão).

Já o Yangwang U9 Xtreme, responsável pelo novo recorde, terá produção limitada a apenas 30 unidades em todo o mundo.

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