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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Os estranhos seres que habitam as profundezas da Terra (e o que dizem sobre possível vida em Marte)

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A água subterrânea encontrada em Marte abre a possibilidade de existência de vida nas profundezas do planeta vermelho.
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TOPO
Por Michael Marshall

Postado em 03 de setembro de 2024 às 13h45m

#.* Post. - Nº.\  11.331 *.#

O robô Perseverance chegando a Marte, em concepção artística — Foto: Nasa
O robô Perseverance chegando a Marte, em concepção artística — Foto: Nasa

Marte não é apenas o planeta vermelho. Ele é também um planeta úmido.

Em 12 de agosto, pesquisadores norte-americanos divulgaram evidências de um vasto reservatório de água líquida, nas profundezas da crosta rochosa do planeta.

Os dados são do robô Mars Insight Lander, da Nasa. Ele registrou mais de 1,3 mil terremotos em Marte nos últimos quatro anos.

Liderados pelo geofísico Vashan Wright, do Instituto de Oceanografia Scripps da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, os pesquisadores estudaram as ondas sísmicas que atingiram o robô. Eles concluíram que elas haviam atravessado camadas de rocha úmida.

Apesar do deserto estéril da superfície de Marte, os dados de Wright sugerem que existem volumes de água consideráveis, presos nas rochas entre 11,5 e 20 km de profundidade no planeta.

"Se eles estiverem certos, acho que esta é uma reviravolta", declarou a microbióloga do subsolo Karen Lloyd, da Universidade do Sul da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A água subterrânea em Marte abre a possibilidade de existência de vida nas profundezas do planeta vermelho.

As últimas décadas revelaram uma enorme biosfera escondida nas profundezas da Terra. Agora, parece que o mesmo pode existir em Marte.

A vida marciana, se existir, pode muito bem ser subterrânea.

Biosfera profunda

Por mais de 30 anos, os biólogos acumularam evidências de que a vida resiste às profundezas da Terra. Pesquisadores fizeram perfurações profundas no leito do oceano e nos continentes. Eles encontraram vida em sedimentos enterrados e até mesmo entre camadas e cristais de rocha sólida.

A maior parte desses habitantes da escuridão é formada por micro-organismos unicelulares, especificamente bactérias e Archaea.

Estes imensos grupos são as formas de vida mais antigas conhecidas na Terra. Eles existem há mais de três bilhões de anos – desde muito antes das primeiras plantas e animais.

Nos últimos 20 anos, também descobrimos que a biosfera profunda é muito diversa.

"Existem, na verdade, muitos tipos diferentes de organismos que vivem nas profundezas do subterrâneo", afirma a geobióloga Cara Magnabosco, do Instituto Federal de Tecnologia (ETH) de Zurique, na Suíça.

As bactérias são divididas em grandes grupos chamados filos. Apenas algumas dezenas desses grupos já foram formalmente identificadas, mas se estima que haja 1,3 mil filos.

"Muitos desses filos podem ser encontrados embaixo da terra", segundo Magnabosco. Mas eles não são distribuídos regularmente.

Existem restos de lagos encontrados na superfície de Marte, mas a água que sobrou deles, agora, fica nas profundezas do subterrâneo. — Foto: Nasa
Existem restos de lagos encontrados na superfície de Marte, mas a água que sobrou deles, agora, fica nas profundezas do subterrâneo. — Foto: Nasa

Uma meta-análise de 2023 concluiu que a maioria dos ecossistemas subterrâneos é dominada por dois filos: Pseudomonadota e Firmicutes. Os outros tipos de bactérias são muito mais raros, mas incluem filos que nunca haviam sido observados antes.

Como o ambiente subterrâneo é escuro como breu, esses micróbios não conseguem energia diretamente da luz do Sol, como fazem os organismos fotossintéticos na superfície.

"O que realmente importa observar é que eles praticamente não dependem do Sol", afirma Lloyd.

Os micróbios subterrâneos também não recebem insumos como nutrientes vindos de cima. Muitos ecossistemas profundos são "totalmente desconectados da superfície", segundo Magnabosco.

Estes ecossistemas são baseados na quimiossíntese. Os micróbios conseguem sua energia realizando reações químicas, que absorvem substâncias das rochas e da água à sua volta. Eles podem, por exemplo, usar gases como metano ou sulfeto de hidrogênio como fonte de material.

"O ambiente subterrâneo traz muitas, muitas reações químicas diferentes", explica Lloyd. "Muitos de nós passamos muito tempo encontrando novas reações que sustentam a vida."

Os micróbios biossintéticos podem parecer alienígenas. Eles são raros nas regiões ensolaradas da superfície onde vivemos e ficam confinados às profundezas dos oceanos e às rochas subterrâneas.

Mas eles são alguns dos organismos vivos mais antigos da Terra. E algumas hipóteses sobre a origem da vida presumem que as primeiras formas de vida do planeta tenham sido quimiossintéticas.

Os micróbios unicelulares podem dominar o mundo subterrâneo, mas também existem alguns raros animais.

Um estudo de 2011 identificou vermes nematoides em água de fraturamento hidráulico de 0,9 a 3,6 km de profundidade em minas da África do Sul. A água parece ter ficado lá por pelo menos 3 mil anos, o que indica que a população de nematoides pode ter se formado há milênios.

Um estudo posterior, de 2015, encontrou platelmintos, anelídeos, rotíferos e artrópodes em água de fissuras a 1,4 km de profundidade. Os animais se alimentavam de uma fina camada de micróbios sobre a superfície da rocha. Ali, a água tinha até 12,3 mil anos de idade.

Para nós, as profundezas do subterrâneo parecem um lugar extremamente desafiador para se viver. Em comparação com a superfície, as populações microbianas são escassas, mas existem muitas rochas que podem abrigar a vida.

Em 2018, Magnabosco e seus colegas calcularam a escala da biomassa que vive sob os continentes, combinando dados de números e diversidade das células em locais de perfuração em todo o mundo. Eles estimaram que existem de 2 a 6 x 10^29 células vivendo embaixo dos continentes da Terra.

Em termos de comparação, existem cerca de 10^24 estrelas no universo observável.

"Temos um número imensamente grande de células embaixo dos nossos pés", segundo Magnabosco. De fato, ela afirma que cerca de 70% de todas as bactérias e Archaea da Terra vivem no subterrâneo.

Mas ainda não sabemos ao certo até qual profundidade se estende a biosfera. Acredita-se que a vida tenha um limite superior de temperatura, mas não sabemos exatamente qual é.

Nada consegue viver na superfície de lava fundida, mas alguns micróbios podem suportar temperaturas surpreendentes. Uma espécie de Archaea chamada Methanopyrus kandleri, por exemplo, pode sobreviver e se reproduzir a 122 °C.

Foram identificados possíveis vulcões de lama na superfície de Marte — Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona
Foram identificados possíveis vulcões de lama na superfície de Marte — Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona

À medida que avançamos na profundidade, a pressão também passa a ser um problema. E o tipo de rocha também é importante, pois ele afeta as reações químicas que podem ocorrer e, portanto, os tipos de micróbios biossintéticos que podem viver por ali.

"Mas eu não posso dar um número [que indique até qual profundidade pode existir vida] porque ainda não o atingimos, porque simplesmente não perfuramos até essa profundidade", explica Lloyd.

E a profundidade limite pode ser surpreendente. Um estudo de 2017 analisou amostras de um vulcão de lama e indicou que pode existir vida a 10 km abaixo do leito do oceano.

Parte desta vida é extremamente lenta. "Certamente, existem grandes partes do subsolo, principalmente embaixo dos nossos oceanos, onde realmente nada acontece por milhões de anos", segundo Lloyd.

Sem novos nutrientes vindo de cima e sem forma de escapar, os micróbios nessas regiões têm muito pouco alimento. "Isso significa que eles simplesmente não têm a energia necessária para produzir novas células", explica ela.

Por isso, os micróbios reduzem a velocidade do seu metabolismo e ficam quase em estase. "Na verdade, é bastante razoável que uma única célula possa viver por milhares de anos ou mais."

E é plausível que este tipo de vida – que depende de reações químicas entre as rochas e a água, possivelmente com uma velocidade metabólica extremamente lenta – possa ser encontrado nas rochas ricas em água, existentes no subsolo de Marte.

Micróbios marcianos

Até o momento, mesmo depois de décadas de missões não tripuladas para o planeta vermelho, não existem evidências sólidas ou diretas da vida em Marte.

A superfície do planeta é seca e fria e nenhuma câmera flagrou nenhum organismo vivo vagando por ela.

Mas locais como cânions oferecem fortes indicações de que Marte já teve água corrente sobre a superfície, bilhões de anos atrás. Parte dessa água provavelmente se perdeu no espaço, mas a equipe de Wright concluiu que boa parte dela está no subterrâneo.

"Sabemos que a água é um requisito fundamental para a vida como a conhecemos", destaca Karen Lloyd. Por isso, talvez a superfície de Marte já tenha sido habitável, mas agora, resta somente o subsolo. "Sempre preferi a noção de que a vida estaria enterrada de alguma forma."

Como os lentos micróbios que vivem nas profundezas, embaixo dos oceanos da Terra, os micróbios marcianos podem se agarrar à vida, mesmo com poucos nutrientes.

"O mesmo tipo de processo que acontece no nosso subterrâneo pode acontecer em Marte", destaca Magnabosco.

A evidência mais sugestiva de vida encontrada até hoje em Marte são as plumas de metano no ar do planeta, que variam conforme as estações.

Na Terra, o metano é frequentemente produzido por micro-organismos, de forma que o gás poderia ser um subproduto da vida subterrânea.

Mas Lloyd recomenda cautela. "Existem muitos fatores não relacionados à vida que poderiam gerar plumas de metano", explica ela.

Existem também muitos outros obstáculos para a vida no subsolo de Marte.

"A vida não precisa apenas de água", explica Lloyd. "Ela precisa de energia e de um lugar para ficar – ou seja, ela precisa de um habitat."

Ainda não sabemos se os poros das rochas marcianas são suficientemente grandes para os micróbios. E, da mesma forma, a composição química das rochas profundas é fundamental, pois elas seriam a fonte da energia química.

Para Magnabosco, a "maior incerteza" sobre a vida em Marte é "se ela surgiu ou não". E, como não sabemos como os primeiros seres vivos se formaram a partir do material inanimado, também não sabemos se as condições em Marte, em algum dia, foram adequadas para o surgimento da vida.

"Se a vida tiver conseguido se desenvolver em Marte", explica ela, "existe uma chance muito grande de que ela ainda sobreviva e permaneça no planeta até hoje."

E, se essa biosfera profunda de Marte realmente existir, como poderemos encontrá-la?

A ideia mais óbvia é perfurar o planeta, mas precisaríamos chegar a 10 km de profundidade ou mais – uma tarefa difícil, mesmo na Terra. Como fazer isso em um planeta sem ar para respirar, nem água corrente?

Para Cara Magnabosco, "é muito, muito mais difícil". Mas deve ser possível estabelecer evidências que sustentem a existência de vida.

A missão Mars Sample Return, planejada pela Nasa, pretende trazer rochas marcianas para a Terra. E estas amostras poderão conter traços de vida.

"Seria muito útil seguir o metano", acrescenta Lloyd. Atualmente, não sabemos de onde vem esse gás. "Se concluirmos que os bolsões de água são associados às plumas de metano", esta seria uma indicação de vida, segundo ela.

Por fim, se Marte realmente tiver água no subsolo, poderíamos fazer uso dela. Na Terra, por exemplo, as fontes termais trazem água das profundezas para a superfície.

"Marte tem vulcões de lama", explica Lloyd. "É possível visitar lugares em Marte, onde realmente temos amostras do subsolo que foram retiradas e trazidas para a superfície."

Podemos ainda precisar de décadas para ter uma resposta definitiva. E podemos nos decepcionar com essa resposta.

Marte é muito menos ativo que a Terra, tectônica e hidrologicamente falando. Esta condição indica que a vida no planeta vermelho é escassa ou inexistente.

"Podemos estar procurando vida que não vive mais há muito tempo", explica Lloyd. E, neste caso, tudo o que poderemos encontrar são evidências fósseis, não organismos vivos.

"De qualquer forma, seria vida em Marte."

* Michael Marshall é jornalista freelancer especializado em ciências e meio ambiente. Ele é o autor do livro "A Busca da Gênese: os gênios e excêntricos em uma jornada para descobrir as origens da vida na Terra" (em inglês).

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PIB do Brasil cresce 1,4% no 2° trimestre de 2024, diz IBGE

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Indústria e Serviços tiveram altas importantes e compensaram a queda da Agropecuária. Resultado vem depois de uma alta de 1% no primeiro trimestre deste ano.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 03 de setembro de 2024 às 09h15m

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Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. — Foto: WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO
Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. — Foto: WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,4% no 2º trimestre de 2024, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).

Este é o 12º resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais. O saldo vem depois de a atividade econômica brasileira crescer 1% no 1º trimestre. O resultado anterior, de 0,8%, foi revisado pelo IBGE.

Neste 2º trimestre, a Indústria (1,8%) e o setor de Serviços (1%) tiveram altas importantes e compensaram a queda de 2,3% da Agropecuária.

Pelo lado da demanda, todos os itens cresceram. O Consumo das famílias e o Consumo do governo subiram 1,3%, enquanto os Investimentos voltaram a reagir depois de um 2023 muito ruim, com alta de 2,1% neste trimestre.

Variação trimestral do PIB brasileiro até o 2° trimestre de 2024 — Foto: g1
Variação trimestral do PIB brasileiro até o 2° trimestre de 2024 — Foto: g1

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,9 trilhões. Foram R$ 2,5 trilhões vindos de Valor Adicionado (VA) a preços básicos, e outros R$ 387,6 bilhões de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Com os resultados, o PIB brasileiro teve alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2023. Já a alta acumulada em quatro trimestres é de 2,5%.

Principais destaques do PIB no 2º trimestre:

  • Serviços: 1,0%
  • Indústria: 1,8%
  • Agropecuária: -2,3%
  • Consumo das famílias: 1,3%
  • Consumo do governo: 1,3%
  • Investimentos: 2,1%
  • Exportações: 1,4%
  • Importação: 7,6%

PIB do Brasil cresce 1,4% no segundo trimestre de 2024

PIB cresceu 1,4% contra o trimestre anterior.

Segundo o IBGE, o resultado da Indústria se destaca por conta do desempenho das atividades de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (4,2%), favorecido pelo consumo residencial e influenciado pelas altas temperaturas.

Também houve bom desempenho da Construção (3,5%), favorecida pelo aumento de crédito, um patamar de juros mais baixos no país e programas de governo que ajudam a área, como o Minha Casa, Minha Vida.

A Indústria de transformação subiu 1,8%, com alta forte tanto de bens de consumo — que se relaciona com a melhora de renda e de créditos para os brasileiros —, quanto pelo lado de bens de capital — que melhora com o desempenho dos investimentos produtivos da economia.

Já a Indústria extrativa registrou queda de 4,4% no trimestre, com paradas de manutenção do setor de petróleo.

"A Indústria cresceu, mas ainda estamos 5,4% abaixo do 3º trimestre de 2013, que é o patamar mais alto da série histórica da pesquisa", diz Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Os Serviços estão no maior patamar nominal da série histórica. Entre os subsetores, houve altas em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2%), Informação e comunicação (1,7%), Comércio (1,4%), Transporte, armazenagem e correio (1,3%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1%), Atividades imobiliárias (0,9%) e Outras atividades de serviços (0,8%).

Análise do PIB sob a ótica da oferta até o 2° trimestre de 2024 — Foto: g1
Análise do PIB sob a ótica da oferta até o 2° trimestre de 2024 — Foto: g1

Já o desempenho da Agropecuária era previsto por conta dos problemas climáticos no fim do ano passado. As safras de verão foram prejudicadas pelas seguidas ondas de calor, ou pelo volume muito grande de chuva em parte do país, além de seca em outras regiões.

"Esse cenário já prejudicou a safra do começo do ano. Com as enchentes do Rio Grande do Sul, as estimativas da produção de soja, que é a lavoura mais importante do Brasil, teve um agravamento da queda", diz Rebeca Palis, do IBGE.

Com a queda no trimestre, o resultado nominal da Agropecuária está 5,8% abaixo do maior patamar da série histórica, que foi atingido com a supersafra do 1º trimestre de 2023.

Pelo lado da despesa, houve alta expressiva a despesa de Consumo das famílias (1,3%). São efeitos da força do mercado de trabalho brasileiro, que tem sua taxa de desocupação nos menores níveis em 10 anos, e a expansão real da massa salarial, que favorece o consumo.

A despesa de Consumo do governo (1,3%) também tem alta pela concentração de obras e investimentos do poder público em ano eleitoral. Em geral, os gastos se concentram no início do ano, por conta do bloqueio da entrega de obras durante a campanha.

Já os Investimentos (2,1%) cresceram bem em relação ao trimestre anterior, acompanhando a melhora da Construção, incentivada pela produção de máquinas e equipamentos no país, além do crescimento na importação.

Análise do PIB sob a ótica da demanda até o 2° trimestre de 2024 — Foto: g1
Análise do PIB sob a ótica da demanda até o 2° trimestre de 2024 — Foto: g1

Principais destaques do PIB contra o mesmo trimestre de 2023:

  • Serviços: 3,5%
  • Indústria: 3,9%
  • Agropecuária: -2,9%
  • Consumo das famílias: 4,9%
  • Consumo do governo: 3,1%
  • Investimentos: 5,7%
  • Exportações: 4,5%
  • Importação: 14,8%
PIB cresce 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2023

Em relação ao mesmo trimestre de 2023, apenas a Agropecuária registrou queda entre os subsetores. Houve queda de soja (-4,3%) e milho (-10,3%), mas as melhoras de café (6,6%) e algodão (10,8%) ajudaram a segurar o resultado.

Nos demais setores, os aumentos estão relacionados ao maior dinamismo da economia que justificam o resultado do trimestre em si.

Vale nota para a expansão nas exportações, que foi incentivada pela extração de petróleo e gás natural, além da indústria alimentícia, da agropecuária e pelos derivados do petróleo.

Já as importações ganharam destaque pela indústria automobilística, produtos químicos, produtos de metal, agropecuária e serviços.

Haddad comemora o resultado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou o crescimento de 1,4% do PIB no 2º trimestre. Segundo ele, o resultado indica que o Brasil pode fechar 2024 com um crescimento econômico acima dos 2,7%.

"Vamos provavelmente reestimar o PIB para o ano, que deve — pela força com que ele vem se desenvolvendo — superar 2,7% ou 2,8%. Há instituições que já estão projetando um PIB superior a 3%", disse o ministro.

A estimativa oficial do governo, até julho, era de um crescimento de 2,5% no acumulado do ano. Essa previsão é revista periodicamente pela área econômica.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Conheça os 11 carros híbridos mais baratos do Brasil; veja lista

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São modelos híbridos de todos os tipos, que chegam a ter consumo de combustível semelhante ao que é encontrado em algumas motos pequenas, como a CG 160 Titan.
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Por André Fogaça, g1

Postado em 02 de setembro de 2024 às 06h10m

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Carros híbridos podem custar a partir de R$ 134.990 — Foto: divulgação/GWM
Carros híbridos podem custar a partir de R$ 134.990 — Foto: divulgação/GWM

Os carros híbridos são a grande aposta das montadoras para popularizar o mercado de eletrificados no Brasil. Eles aliam benefícios dos veículos movidos a combustão com dos totalmente elétricos, por preço mais baixo.

A maioria dos tipos destes automóveis sequer exige recarga das baterias em eletropostos, uma infraestrutura ainda rara nas vias brasileiras, e ainda assim oferecem dois pontos muito importantes: economia de combustível e redução na emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.

Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a venda de carros híbridos no Brasil teve uma alta de cerca de 67% nos sete primeiros meses deste ano.

Foram 34.890 emplacamentos entre janeiro e julho do ano passado. Neste ano, já são 58.419 unidades.

O g1 reuniu nesta lista os 11 carros híbridos mais baratos do Brasil. Antes, porém, não custa lembrar os três tipos de veículos híbridos disponíveis no país:

  • Híbrido leve (MHEV): onde a bateria pode ser utilizada para dar suporte ao motor em arrancadas, ou para suprir a carga elétrica do ar-condicionado e outros itens, reduzindo assim o consumo de combustível. Por aqui o carro consome, em média, 13 km/l.
  • Híbrido pleno (HEV): os carros com este sistema utilizam motor elétrico para tracionar as rodas, contam com baterias maiores e o consumo de combustível é ainda menor. Não é raro encontrar veículos híbridos marcando números próximos de 20 km/l.
  • Híbrido plug-in (PHEV): estes veículos utilizam baterias ainda maiores e podem trafegar em modo 100% elétrico. Os modelos trazem autonomia entre 30 e 120 km sem utilizar combustível, mas todos precisam recarregar a energia em eletropostos. No modo híbrido, estes veículos podem alcançar consumo superior aos 40 km/l.

▶️ IMPORTANTE: O valor pode mudar conforme a cidade e estado onde você mora, e pela estratégia de vendas da concessionária. O preço utilizado é o sugerido pela montadora, sem incluir frete.

11. Haval H6 PHEV34

Haval H6 PHEV — Foto: divulgação/GWM
Haval H6 PHEV — Foto: divulgação/GWM

O primeiro carro da lista é o Haval H6 na versão PHEV34. Ele conta com bateria de 34 kWh e ela, quando totalmente carregada, oferece autonomia de 116 quilômetros com o carro em modo 100% elétrico. Quando combinados, todos os motores conseguem acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos — o mesmo tempo do Porsche 718 Cayman.

Além da motorização forte, o Haval H6 PHEV34 traz uma boa lista de itens para auxílio ao motorista, como piloto automático adaptativo, sistema para manter o carro na faixa e o Smart Dodge, que consegue reconhecer o tipo de veículo à frente, além de aplicar pequenas manobras evasivas para evitar colisões.

  • Preço: R$ 281.000
  • Tipo de híbrido: híbrido plug-in (PHEV)
  • Combustível: gasolina
  • Motor a combustão: 1.5 turbo
  • Potência combinada: 393 cv
  • Consumo: 28,7 km/l na cidade e 25,3 km/l na estrada
10. BYD Song Plus
BYD Song Plus — Foto: divulgação/GWM
BYD Song Plus — Foto: divulgação/GWM

O BYD Song Plus é um carro com menor capacidade para rodar apenas no modo elétrico, mas ainda assim alcança 105 quilômetros sem consumir uma gota de combustível. Ele tem menor pretensão de ser uma referência em aceleração, e isso fica claro no 0 a 100 km/h, feito em 8,5 segundos.

O foco é espaço e conforto. Além de bastante amplo, o carro traz central multimídia giratória com 15,6 polegadas, possibilidade de utilizar o celular como chave digital para abertura das portas.

  • Preço: R$ 239.800
  • Tipo de híbrido: híbrido plug-in (PHEV)
  • Combustível: gasolina
  • Motor a combustão: 1.5 aspirado
  • Potência combinada: 235 cv
  • Consumo: 39,1 km/l na cidade e 30,8 km/l na estrada
9. Ford Maverick Lariat Hybrid
Ford Maverick Lariat Hybrid — Foto: divulgação/Ford
Ford Maverick Lariat Hybrid — Foto: divulgação/Ford

A Maverick é a única picape híbrida do Brasil — ao menos até a BYD lançar oficialmente a Shark. Ela utiliza motorização do tipo híbrido pleno, com bateria suficiente para tracionar as rodas e retirar o trabalho do motor a combustão por alguns momentos.

Ela é visualmente idêntica ao modelo movido a gasolina, mantendo o apelo off-road, e tem capacidade de carga da caçamba marcada em 659 kg, com volume máximo de 943 litros. A versão perde apenas a tração integral e alguns cavalos na potência.

  • Preço: R$ 239.500
  • Tipo de híbrido: híbrido pleno (HEV)
  • Combustível: gasolina
  • Motor a combustão: 2.5 aspirado
  • Potência combinada: 194 cv
  • Consumo: 15,7 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada
8. Kia Niro HEV EX
Kia Niro HEV EX — Foto: divulgação/Kia
Kia Niro HEV EX — Foto: divulgação/Kia

O Kia Niro é um dos carros híbridos do tipo pleno com maior eficiência quando o assunto é baixo consumo de combustível: são 19,8 km/l na cidade. Ele é um crossover menor que os SUVs dessa lista, mas traz visual mais moderno.

Por dentro, são duas telas de 10,25 polegadas que ficam no painel de instrumentos e central multimídia. O carro é recheado de sistemas de auxílio ao motorista, como piloto automático adaptativo, assistentes de permanência e centralização em faixa, além de regulagem automática do farol alto.

  • Preço: R$ 202.990
  • Tipo de híbrido: híbrido pleno (HEV)
  • Combustível: gasolina
  • Motor a combustão: 1.6 Kappa
  • Potência combinada: 141 cv
  • Consumo: 19,8 km/l na cidade e 17,7 km/l na estrada
7. Toyota Corolla Cross XRX Hybrid
Toyota Corolla Cross XRX Hybrid — Foto: divulgação/Toyota
Toyota Corolla Cross XRX Hybrid — Foto: divulgação/Toyota

A Toyota tem versões a combustão e híbrida do Corolla Cross. O visual é idêntico, e as únicas diferenças estão no tom azulado no logo da fabricante e nas rodas de liga leve de 18 polegadas. O SUV é um dos poucos híbridos com motor flex no Brasil, tecnologia em que a montadora é pioneira.

Por dentro, o painel de instrumentos tem 12,3 polegadas. Uma curiosidade: o modelo marca o fim do antigo freio de estacionamento manual da Toyota, com acionamento pelo pé. A partir da versão 2025, já disponível para compra, o Corolla Cross utiliza um botão no lugar do terceiro pedal.

  • Preço: R$ 202.690
  • Tipo de híbrido: híbrido pleno (HEV)
  • Combustível: flex
  • Motor a combustão: 1.8 VVT-i de 16V
  • Potência combinada: 122 cv
  • Consumo: 17,7 km/l na cidade e 14,6 km/l na (gasolina) / 12,5 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada (etanol)
6. BYD Song Pro
BYD Song Pro — Foto: divulgação/BYD
BYD Song Pro — Foto: divulgação/BYD

O BYD Song Pro é a versão menos equipada do Song Plus, por mais que o sufixo do primeiro sugira o contrário. Mesmo em um patamar de preço menor, o SUV entrega itens de segurança e conforto, como sistema de câmeras em 360°, farol com acendimento automático, purificador de ar, além de retrovisor externo com sistema de aquecimento.

O carro é um dos modelos híbrido plug-in mais baratos do Brasil. A autonomia total do Song Pro alcança 1.100 quilômetros quando o tanque de 52 litros está cheio e a bateria totalmente carregada.

Existem duas versões deste veículo, uma delas com a autonomia maior da bateria no modo 100% elétrico. Enquanto versão de entrada (GL) pode percorrer 71 km com uma carga, a topo de linha (GS) chega a 110 km.

  • Preço: R$ 195.800 (GS) e R$ 199.800 (GL)
  • Tipo de híbrido: híbrido plug-in (PHEV)
  • Combustível: gasolina
  • Motor a combustão: 1.5 aspirado
  • Potência combinada: 235 cv
  • Consumo: 15,2 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada
5. BYD King
BYD King — Foto: divulgação/BYD
BYD King — Foto: divulgação/BYD

O BYD King chegou ao Brasil recentemente com a missão de destronar o Corolla do topo da lista de mais vendidos. Um trunfo do carro é ser o primeiro sedan híbrido plug-in do Brasil.

Assim, o carro também registra um dos menores consumos da lista, marcando 44,2 km/l quando as baterias estão totalmente carregadas. São duas versões do King, um com conjunto capaz de armazenar 8,3 kWh (GS) e outro entregando 18,3 kWh (GL).

Em modo 100% elétrico, as versões do BYD King podem percorrer 32 km e 80 km, respectivamente.

  • Preço: R$ 175.800 (GL) e R$ 187.800 (GS)
  • Tipo de híbrido: híbrido plug-in (PHEV)
  • Combustível: gasolina
  • Motor a combustão: 1.5 aspirado
  • Potência combinada: 209 cv (GL) e 235 cv (GS)
  • Consumo: 44,2 km/l na cidade e 36,7 km/l na estrada (GS) / 43,3 km/l na cidade e 32,7 km/l na estrada (GL)
4. Chery Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive
Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive — Foto: divulgação/Caoa Chery
Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive — Foto: divulgação/Caoa Chery

Este é um SUV médio e o primeiro da lista com sistema híbrido leve, onde a bateria de 48V e um motor gerador oferecem auxílio ao motor a combustão em acelerações e arrancadas, entregando 10 cv de potência extra. Com ação limitada do motor elétrico, o consumo de combustível não é dos menores.

O Chery Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive sai de fábrica com pacote de auxílio ao motorista, como piloto automático adaptativo, freio autônomo de emergência, alerta de tráfego cruzado traseiro e até aviso de saída de faixa.

  • Preço: R$ 173.990
  • Tipo de híbrido: híbrido leve (MHEV)
  • Combustível: flex
  • Motor a combustão: 1.5 turbo
  • Potência combinada: 160 cv
  • Consumo: 11,6 km/l na cidade e 11,4 km/l na (gasolina) / 8,5 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada (etanol)
3. Chery Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive
Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive — Foto: divulgação/Caoa Chery
Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive — Foto: divulgação/Caoa Chery

O Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive é o último dos SUVs desta lista, o menor da dupla da Caoa Chery.

Em motorização este carro tem o mesmo sistema híbrido leve do Tiggo 7 e isso significa motor 1.5 turbo que aceita etanol e gasolina, auxiliado por bateria de 48V capaz de adicionar 10 cv na potência combinada. Assim como seu irmão maior, o consumo não chama atenção.

Por dentro, o Tiggo 7 também é mais comedido. Ele tem central multimídia de 10,25 polegadas e painel de instrumentos digital de 7 polegadas. Parece pequeno, mas é maior que o utilizado pela Volkswagen na Kombi elétrica (ID.Buzz), por exemplo.

  • Preço: R$ 147.990
  • Tipo de híbrido: híbrido leve (MHEV)
  • Combustível: flex
  • Motor a combustão: 1.5 turbo
  • Potência combinada: 160 cv
  • Consumo: 11,8 km/l na cidade e 12,3 km/l na (gasolina) / 8,7 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada (etanol)
2. Arrizo 6 Pro Hybrid
Arrizo 6 Pro Hybrid — Foto: divulgação/Caoa Chery
Arrizo 6 Pro Hybrid — Foto: divulgação/Caoa Chery

O Arrizo 6 Pro Hybrid é o segundo sedan desta lista e ele foi, por bastante tempo, o carro híbrido mais barato do Brasil. Ele segue a mesma motorização híbrida leve dos outros dois Tiggo, entregando bateria de 48V para 10 cv extras de potência. Mas o consumo deste veículo é menor que os SUVs.

Mesmo em um patamar mais econômico, o sedan conta com direção elétrica, painel de instrumentos com 10,25 polegada e central multimídia de mesmo tamanho, sistema de câmeras em 360° e alertas para ponto cego e tráfego cruzado.

  • Preço: R$ 139.990
  • Tipo de híbrido: híbrido leve (MHEV)
  • Combustível: flex
  • Motor a combustão: 1.5 turbo
  • Potência combinada: 160 cv
  • Consumo: 12,5 km/l na cidade e 13,5 km/l na (gasolina) / 8,9 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada (etanol)
1. Kia Stonic
Kia Stonic — Foto: divulgação/Kia
Kia Stonic — Foto: divulgação/Kia

Por fim, o carro híbrido mais barato do Brasil é o Kia Stonic. O foco dele está na economia e por isso é o único carro desta lista com motor 1.0 turbo. O sistema elétrico é híbrido leve e ele, assim como os carros Chery, utiliza bateria de 48V.

Como estamos no menor patamar de preço, a lista de itens do Kia Stonic é menos pomposa. Ele tem ar-condicionado automático e acendimento automático de faróis, mas fica devendo um sistema de auxílio ao motorista.

Para aproveitar melhor o sistema híbrido, um modo de condução chamado de “velejar” desliga o motor quando a inércia consegue manter o veículo em velocidade elevada.

  • Preço: R$ 134.990
  • Tipo de híbrido: híbrido leve (MHEV)
  • Combustível: gasolina
  • Motor a combustão: 1.0 turbo
  • Potência combinada: 120 cv
  • Consumo: 13,7 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada

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